A montanha-russa de sentimentos causadas pelos hormônios
Aprenda a conviver com o vaivém hormonal durante o mês
O sobe e desce dos hormônios pode transformar você em três mulheres diferentes: carinhosa, sexual e neurótica. Mas é possível conviver bem com essa oscilação
Mulheres são inconstantes. Um dia, abrem o armário e dizem que não têm nada pra vestir. Só falta sentarem e chorar. No outro, colocam a primeira roupa que aparece e saem na rua se sentindo verdadeiras divas, superconfiantes. Dependendo da fase, são compreensivas e amigas, mas, no outro extremo, brigam até com a sombra. Mas, afinal, o que causa esse sobe e desce dos ânimos femininos? O segredo está no ciclo menstrual.
Muitas mulheres não sabem, mas, durante todo o mês, passam por fases de predominância de certos hormônios, que interferem no comportamento e no humor. Estrogênio, androgênio e progesterona se revezam em picos hormonais, que podem transformá-las em deusas da sedução, ou em feras, prontas para atacar.
De acordo com a professora de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Maria Angelica Belonia, do 1º ao 14º dia do ciclo menstrual, as mulheres geralmente são mais comunicativas e abertas. "Já no período de ovulação, devido à maior presença de androgênio, hormônio masculino, elas entram em uma fase mais sexual, na qual estão mais receptivas aos companheiros".
Por fim, após a ovulação, elas entram em um período de introspecção, em que ficam mais emotivas, instáveis e propensas à irritabilidade, devido aos picos de progesterona. É a chamada tensão pré-menstrual (TPM). Essa fase "neurótica" só tem fim quando chega a menstruação recomeça todo o ciclo.
Exercício físico controla a TPM
É claro que não é fácil ter controle sobre os altos e baixos que acontecem todo mês. Mas a ginecologista Maria Angelica Belonia dá dicas para atenuar os efeitos dessa gangorra hormonal. "O segredo é conhecer essas fases e aprender a lidar com elas. Fazer exercícios físicos, por exemplo, ajuda a diminuir os sintomas da TPM ", orienta.
Tire o melhor de cada fase
Fase 1 - Carinhosa
Estrogênio: Do 1º ao 11º dia do ciclo, o poder de atração da mulher cresce, devido à maior presença de estrogênio. Esse período é ideal para conhecer pessoas e iniciar projetos, já que a autoestima está nas alturas
Fase 2 - Sexual
Androgênio: Durante a ovulação, os picos de androgênio, hormônio masculino, fazem com que a disposição para o sexo aumente. A energia cresce também no trabalho, em casa e até na academia.
Fase 3 - Neurótica
Progesterona: Essa fase é conhecida como TPM. A mulher tende a ficar mais irritada, triste e carente. Fazer exercícios e evitar estimulantes, como café e chá preto, ajudam a diminuir sintomas.
Lorena Fafá
A Gazeta
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
'O Astro': elenco recheado de belas atrizes e cenas de nudez fazem parte da fórmula do remake
Sexo e nudez, os truques da adaptação de 'O Astro'
Nos dois primeiros capítulos, exploração de corpos à mostra e cenas picantes instigam a audiência da série, que tem elenco cheio de beldades
Leo Pinheiro
Guilhermina Guilne e Carolina Ferraz: elenco recheado de belas atrizes e cenas de nudez fazem parte da fórmula do remake de 'O Astro' (Divulgação/TV Globo/João Miguel Jr.)
Primeiro, veio o bumbum de Thiago Fragoso, o Márcio de O Astro. Na noite de quarta-feira, depois do jogo entre Brasil e Equador, o público que resistiu acordado para assistir à série foi presenteado com mais um pouco de nudez: numa rápida aparição dos seios da bela Guilhermina Guinle. A atriz, que na trama interpreta Beatriz, teve uma cena de sexo com Marcos Ricca, Samir Hayala na trama.
Promessas de mais corpos à mostra são, assumidamente, uma das moedas de troca para fazer o público esperar até depois das 23h para acompanhar o remake da novela de Janete Clair. Os dois primeiros capítulos confirmam o que haviam anunciado os autores da adaptação, Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro. Os novelistas justificam que o “amor rasgado” entre os personagens Herculano e Amanda cria o contexto para esse tipo de apelo. Contextual ou não, eles admitem que cenas de sexo estão previstas. “Sim, claro. A classificação é de 16 anos, e assim poderemos escrever cenas mais ousadas”, assume Carneiro.
Adilson Lucas/AgNews
Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi durante as gravações de O Astro, no Rio de Janeiro
A clássica cena em que Márcio Hayalla imita São Francisco de Assis, renuncia à fortuna do pai e sai andando nu pela casa, interpretada por Tony Ramos na primeira vez que a novela foi ao ar, em 1977, fechou o primeiro capítulo e foi esticada até ontem, expondo Thiago fragoso dois dias seguidos. Para compor o personagem, Fragoso optou por maneirar na malhação e investir em um emagrecimento controlado, com auxílio do nutricionista das estrelas, João Curvo. “O Márcio é um cara desapegado, não malha, não tem esse tipo de vaidade. Por isso tive essa idéia de compor o personagem mais magrinho. Agora estou pesando 81 quilos, que é o peso que eu acho legal para mim”, revelou.
A expectativa, no momento, é pela cena de sexo entre Carolina Ferraz (Amanda) e Rodrigo Lombardi (Herculano), flagrada por paparazzi em uma praia do Rio de Janeiro. E, só para não lembrar: o elenco tem ainda Aline Moraes e uma série de beldades.
FONTE: VEJA
Nos dois primeiros capítulos, exploração de corpos à mostra e cenas picantes instigam a audiência da série, que tem elenco cheio de beldades
Leo Pinheiro
Guilhermina Guilne e Carolina Ferraz: elenco recheado de belas atrizes e cenas de nudez fazem parte da fórmula do remake de 'O Astro' (Divulgação/TV Globo/João Miguel Jr.)
Primeiro, veio o bumbum de Thiago Fragoso, o Márcio de O Astro. Na noite de quarta-feira, depois do jogo entre Brasil e Equador, o público que resistiu acordado para assistir à série foi presenteado com mais um pouco de nudez: numa rápida aparição dos seios da bela Guilhermina Guinle. A atriz, que na trama interpreta Beatriz, teve uma cena de sexo com Marcos Ricca, Samir Hayala na trama.
Promessas de mais corpos à mostra são, assumidamente, uma das moedas de troca para fazer o público esperar até depois das 23h para acompanhar o remake da novela de Janete Clair. Os dois primeiros capítulos confirmam o que haviam anunciado os autores da adaptação, Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro. Os novelistas justificam que o “amor rasgado” entre os personagens Herculano e Amanda cria o contexto para esse tipo de apelo. Contextual ou não, eles admitem que cenas de sexo estão previstas. “Sim, claro. A classificação é de 16 anos, e assim poderemos escrever cenas mais ousadas”, assume Carneiro.
Adilson Lucas/AgNews
Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi durante as gravações de O Astro, no Rio de Janeiro
A clássica cena em que Márcio Hayalla imita São Francisco de Assis, renuncia à fortuna do pai e sai andando nu pela casa, interpretada por Tony Ramos na primeira vez que a novela foi ao ar, em 1977, fechou o primeiro capítulo e foi esticada até ontem, expondo Thiago fragoso dois dias seguidos. Para compor o personagem, Fragoso optou por maneirar na malhação e investir em um emagrecimento controlado, com auxílio do nutricionista das estrelas, João Curvo. “O Márcio é um cara desapegado, não malha, não tem esse tipo de vaidade. Por isso tive essa idéia de compor o personagem mais magrinho. Agora estou pesando 81 quilos, que é o peso que eu acho legal para mim”, revelou.
A expectativa, no momento, é pela cena de sexo entre Carolina Ferraz (Amanda) e Rodrigo Lombardi (Herculano), flagrada por paparazzi em uma praia do Rio de Janeiro. E, só para não lembrar: o elenco tem ainda Aline Moraes e uma série de beldades.
FONTE: VEJA
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Pães e remédios estão entre vilões do desempenho sexual.
Alimentos, bebidas e medicamentos podem conter substâncias que influenciam negativamente nas relações sexuais
Vira e mexe e acabamos esbarrando na máxima: "Você é o que você come". Mesmo que isso não seja traduzido ao pé da letra, não tem como negar: a forma como nos alimentamos sempre vai refletir no nosso dia a dia, inclusive na vida sexual.
Prova disso foi relatada recentemente em reportagem de um jornal inglês. Segundo a matéria, comer muito pão e outros carboidratos refinados, por exemplo, pode atrapalhar o desempenho sexual.
Uma das causas do problema seria que os alimentos refinados liberam açúcar mais rapidamente que os integrais. Essa quantidade maior de açúcar é associada à queda de energia, o que significa que não haverá energia para o sexo. Além disso, o açúcar engorda e aumenta o nível de estrogênio no corpo, o que diminui a libido.
Algumas bebidas também podem ser um problema: o quinino da água tônica, por exemplo, baixou os níveis de testosterona em ratos, de acordo com pesquisadores da University of Lagos, na Nigéria. Em outro estudo foi constatada uma baixa concentração de espermas relacionada ao uso da substância.
Já alguns remédios para pressão arterial reduziriam a libido por interferir na frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo. Os analgésicos à base de opiáceos como codeína e morfina podem suprimir a atividade no hipotálamo — área do cérebro envolvida no controle dos níveis de hormônio. Cerca de 68% das mulheres que tomaram o remédio por muito tempo tiveram diminuição de relações sexuais.
No caso dos analgésicos, os pesquisadores ingleses aconselham o consumo de medicamentos à base de paracetamol e ibuprofeno. (Com informações do Globo Online)
Vira e mexe e acabamos esbarrando na máxima: "Você é o que você come". Mesmo que isso não seja traduzido ao pé da letra, não tem como negar: a forma como nos alimentamos sempre vai refletir no nosso dia a dia, inclusive na vida sexual.
Prova disso foi relatada recentemente em reportagem de um jornal inglês. Segundo a matéria, comer muito pão e outros carboidratos refinados, por exemplo, pode atrapalhar o desempenho sexual.
Uma das causas do problema seria que os alimentos refinados liberam açúcar mais rapidamente que os integrais. Essa quantidade maior de açúcar é associada à queda de energia, o que significa que não haverá energia para o sexo. Além disso, o açúcar engorda e aumenta o nível de estrogênio no corpo, o que diminui a libido.
O açúcar aumenta o nível de estrogênio no corpo, o que diminui a libido e faz com que a vida sexual seja afetada
Algumas bebidas também podem ser um problema: o quinino da água tônica, por exemplo, baixou os níveis de testosterona em ratos, de acordo com pesquisadores da University of Lagos, na Nigéria. Em outro estudo foi constatada uma baixa concentração de espermas relacionada ao uso da substância.
Já alguns remédios para pressão arterial reduziriam a libido por interferir na frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo. Os analgésicos à base de opiáceos como codeína e morfina podem suprimir a atividade no hipotálamo — área do cérebro envolvida no controle dos níveis de hormônio. Cerca de 68% das mulheres que tomaram o remédio por muito tempo tiveram diminuição de relações sexuais.
No caso dos analgésicos, os pesquisadores ingleses aconselham o consumo de medicamentos à base de paracetamol e ibuprofeno. (Com informações do Globo Online)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Sobrevivente conta como era o sexo gay no campo de concentração nazista
De 1937 a 1945, cerca de 500 homens usavam o triângulo rosa no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha. Era assim que os nazistas estigmatizavam os homossexuais, principalmente efeminados. Entre eles, estava Rudolf Brazda, filho de pais tchecos, deportado para lá por ser gay. Ficou preso durante 32 meses. Último sobrevivente homossexual de Buchenwald, ele conta agora sua história no livro "Triângulo Rosa", lançamento da Mescla Editorial.
No campo de concentração, os gays eram usados como cobaias. No fim de 1944, o médico dinamarquês Carl Vaerner, nazista convicto, testava tratamentos de "inversão da polaridade sexual" com homossexuais.
"Sua especialidade? O implante de uma glândula artificial na virilha do sujeito para liberar hormônios aí. Ele tem esperança nos efeitos positivos sobre a preferência sexual de suas cobaias", relata o livro na página 128.
Quem portava o triângulo rosa e soava efeminado era a presa preferida dos abusos sexuais no campo de concentração. Não precisava nem ser gay.
"Nos dormitórios, não raro um preso desliza de um leito para o outro, homossexual ou não. Quando não pertencem ao mesmo barracão, certos prisioneiros podem também se encontrar durante o dia. É o caso daqueles que trabalham fora do campo e são menos vigiados, como os telhadores. Os telhados, as dependências, as escadas podem tornar-se um local propício para os contatos sexuais", narra a obra na página 134.
O sobrevivente conta que havia relações consentidas e que só poucos prisioneiros se ofendiam de verdade. Era preciso não chamar atenção, a fim de evitar ser surpreendido pela SS (guarda nazista). A SS supeitava de atos homossexuais entre os prisioneiros, mas não os toleravam, pois eram considerados uma violação do regulamento do campo.
Histórias sobre as humilhações e insultos que os gays sofriam em Buchenwald acrescentam um capítulo terrível sobre o Holocausto, abordando um assunto antes tabu nos tradicionais relatos sobre os crimes nazistas. "Triângulo Rosa" vai além de narrar apenas a experiência emocionante de um único sobrevivente. Também ilustra como o ódio aos homossexuais naquele tempo sinistro da história ainda se assemelha muito com os recentes casos de homofobia no mundo.
Folha Online
No campo de concentração, os gays eram usados como cobaias. No fim de 1944, o médico dinamarquês Carl Vaerner, nazista convicto, testava tratamentos de "inversão da polaridade sexual" com homossexuais.
"Sua especialidade? O implante de uma glândula artificial na virilha do sujeito para liberar hormônios aí. Ele tem esperança nos efeitos positivos sobre a preferência sexual de suas cobaias", relata o livro na página 128.
Quem portava o triângulo rosa e soava efeminado era a presa preferida dos abusos sexuais no campo de concentração. Não precisava nem ser gay.
"Nos dormitórios, não raro um preso desliza de um leito para o outro, homossexual ou não. Quando não pertencem ao mesmo barracão, certos prisioneiros podem também se encontrar durante o dia. É o caso daqueles que trabalham fora do campo e são menos vigiados, como os telhadores. Os telhados, as dependências, as escadas podem tornar-se um local propício para os contatos sexuais", narra a obra na página 134.
O sobrevivente conta que havia relações consentidas e que só poucos prisioneiros se ofendiam de verdade. Era preciso não chamar atenção, a fim de evitar ser surpreendido pela SS (guarda nazista). A SS supeitava de atos homossexuais entre os prisioneiros, mas não os toleravam, pois eram considerados uma violação do regulamento do campo.
Histórias sobre as humilhações e insultos que os gays sofriam em Buchenwald acrescentam um capítulo terrível sobre o Holocausto, abordando um assunto antes tabu nos tradicionais relatos sobre os crimes nazistas. "Triângulo Rosa" vai além de narrar apenas a experiência emocionante de um único sobrevivente. Também ilustra como o ódio aos homossexuais naquele tempo sinistro da história ainda se assemelha muito com os recentes casos de homofobia no mundo.
Folha Online
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Polícia apura divulgação de vídeos com cenas de sexo entre jovens
Vídeos foram gravados em 2010, em Bom Retiro do Sul (RS), diz delegado.
Jovem e adolescente que gravaram e divulgaram cenas já foram identificados.
Dois vídeos com cenas de sexo que circulam entre adolescentes na cidade de Bom Retiro do Sul, no Rio Grande do Sul, são alvo de investigações da Polícia Civil. Os vídeos, repassados entre jovens por meio de celulares, foram gravados em 2010 e divulgados em fevereiro deste ano.
"As adolescentes de 17 anos que aparecem nas cenas procuraram a polícia para registrar a ocorrência. A principal suspeita é que os vídeos tenham sido divulgados pelos namorados das vítimas após o término do relacionamento", diz ao G1 o delegado Rodrigo Machado Reis, responsável pelas investigações.
Os dois jovens que teriam gravado e divulgado os vídeos, um deles menor de idade, já foram identificados. "O menor esteve na delegacia, na presença dos pais, e se mostrou arrependido. Ele confessou a gravação e a divulgação do vídeo", afirma Reis. O outro jovem ainda não foi ouvido oficialmente, mas a polícia afirma que já há provas suficientes para ligá-lo ao crime. O inquérito sobre o caso deve ser concluído no início de maio.
Polícia investiga denúncia de ameaça em escola no RS“Os vídeos foram gravados em celulares e passaram a correr as ruas, nas rodas de amigos, de celular para celular. O menor deve responder por um ato infracional e provavelmente irá cumprir medida socioeducativa. Já o maior pode pegar pena de 4 a 8 anos de reclusão pelo crime de gravação e divulgação de cenas de sexo com menor”, afirma o delegado.
Reis afirma que, apesar das coincidências nas datas de divulgação dos vídeos, os dois casos foram isolados e nem as vítimas nem os suspeitos eram amigos.
Jovem e adolescente que gravaram e divulgaram cenas já foram identificados.
Dois vídeos com cenas de sexo que circulam entre adolescentes na cidade de Bom Retiro do Sul, no Rio Grande do Sul, são alvo de investigações da Polícia Civil. Os vídeos, repassados entre jovens por meio de celulares, foram gravados em 2010 e divulgados em fevereiro deste ano.
"As adolescentes de 17 anos que aparecem nas cenas procuraram a polícia para registrar a ocorrência. A principal suspeita é que os vídeos tenham sido divulgados pelos namorados das vítimas após o término do relacionamento", diz ao G1 o delegado Rodrigo Machado Reis, responsável pelas investigações.
Os dois jovens que teriam gravado e divulgado os vídeos, um deles menor de idade, já foram identificados. "O menor esteve na delegacia, na presença dos pais, e se mostrou arrependido. Ele confessou a gravação e a divulgação do vídeo", afirma Reis. O outro jovem ainda não foi ouvido oficialmente, mas a polícia afirma que já há provas suficientes para ligá-lo ao crime. O inquérito sobre o caso deve ser concluído no início de maio.
Polícia investiga denúncia de ameaça em escola no RS“Os vídeos foram gravados em celulares e passaram a correr as ruas, nas rodas de amigos, de celular para celular. O menor deve responder por um ato infracional e provavelmente irá cumprir medida socioeducativa. Já o maior pode pegar pena de 4 a 8 anos de reclusão pelo crime de gravação e divulgação de cenas de sexo com menor”, afirma o delegado.
Reis afirma que, apesar das coincidências nas datas de divulgação dos vídeos, os dois casos foram isolados e nem as vítimas nem os suspeitos eram amigos.
Do G1, em São Paulo
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Fernando Fernandes, Ex-BBB, fala sobre sua vida sexual após ficar paraplégico
Bonito, famoso e cobiçado pelas mulheres, Fernando Fernandes – modelo e atleta que participou do BBB em 2002 – viu sua vida mudar radicalmente após o acidente que o deixou paraplégico, há cerca de oito meses. Mas com muita força de vontade e maturidade, ele tem lidado com a situação da melhor forma possível, tentando segui o lema de manter uma mente sã em corpo são.
Fernando abriu seu coração em entrevista à Folha de São Paulo deste domingo, 14. Acostumado a estar cercado de belas mulheres, ele falou sobre as mudanças em sua vida sexual após o acidente.
“Não fazia ideia de como era a vida sexual de um cadeirante, nunca tinha parado para pensar. Hoje tenho plena consciência de que sexo não é só penetração. Fui descobrindo outros meios de ter prazer. No começo, estava desesperado porque achava que tudo ia acabar [risos]. Morria de medo. Agora, me tornei um rapaz muito mais talentoso [risos]. É preciso redescobrir a sexualidade”, afirmou.
Com a questão da libido bem resolvida, o modelo também faz planos para o futuro, inclusive em relação a se tornar pai. “Sei que é possível e vou fazer de tudo para ter filhos. Adoro criança”, revelou ele ao jornal. [Fonte: Ego]
Ex-BBB muda história da canoagem e é campeão mundial em 8 meses
Um ano após o acidente que paralisou seu corpo da cintura para baixo, o ex-participante do Big Brother Brasil Fernando Fernandes conquistou o título mundial de canoagem paraolímpica. Em julho de 2009, o modelo recebia a notícia da grave lesão e 12 meses mais tarde, na Polônia, estava representando o Brasil na competição que reunia os melhores do mundo na modalidade, subindo ao lugar mais alto do pódio apenas oito meses depois do início dos treinos.
No dia 20 de agosto de 2010, Fernando foi campeão mundial na prova K1 A 200 m (categoria específica para a lesão de Fernando. Além dessa categoria, existem outras duas: LA e LTA) com o tempo de 56s151. Mas de agosto do ano passado para cá, o atleta já melhorou muito seu tempo. Hoje em dia, ele consegue completar os 200 m em 45s, apenas 10s a mais que os atletas olímpicos. A meta agora é diminuir ainda mais essa diferença para, quem sabe, 7s.
A evolução meteórica fez com que Fernando se tornasse referência no esporte, sendo inclusive, consultado por diversos países europeus para explicar como conquistou tanto sucesso em sua curta carreira de canoísta.
Mas sua contribuição para o esporte não parou por aí. Antes do título mundial de Fernando, a canoagem ainda não era um esporte paraolímpico, mas a conquista ganhou grande proporção, por se tratar de um modelo internacional, ex-participante de um reality show de sucesso e, principalmente pela rapidez em sua recuperação. Tudo isso ajudou a convencer os Comitês Olímpico e Paraolímpico a integrar a modalidade na Olimpíada.
Além disso, Fernando, ao lado de seu técnico Paulo Barbosa, o Paulinho, desenvolveu um barco capaz de navegar ainda mais rápido que os atuais e que hoje é o principal responsável por classificar atletas às grandes competições de canoagem. O barco foi feito em Portugal e atraiu a grande imprensa local, que ficou impressionada com o desempenho de Fernando e sua criação nas águas europeias.
Em entrevista exclusiva ao Terra, Fernando fala sobre os planos na canoagem, o amor pelo esporte e a recuperação do grave acidente sofrido no dia 4 de julho de 2009, quando perdeu o controle de seu carro na Avenida Indianápolis, na zona sul de São Paulo. Confira na íntegra:
O que te motivou a se dedicar ao esporte depois do acidente?
Fernando Fernandes: Na verdade não teve antes e depois da lesão em relação ao esporte. O esporte sempre foi significante na minha vida, sempre foi meu dia a dia. Fiz faculdade de educação física, joguei futebol profissional, lutei boxe por 12 anos e acho que o que me fez tão bem depois da lesão e também antes foi o esporte. Só procurei uma forma de fazer o esporte adaptado à minha lesão. Sabia que existia isso, mas não sabia até onde poderia ir. Comecei a procurar essas modalidades e no centro de reabilitação acabei conhecendo várias e uma dessas foi a canoagem.
Mas por que escolheu a canoagem?
Fernando Fernandes: A canoagem que me escolheu. Não sei te explicar. A hora que sentei no caiaque e eu não sei o que aconteceu comigo. Foi uma mistura de liberdade com capacidade me ver em cima da água, podendo remar. Olhei para o professor que estava ao lado e ele, sem lesão nenhuma. Nós estávamos remando igual. Me deu essa sensação muito forte de liberdade. Isso que me alimentou, que me deu muito prazer. Cheguei a fazer outros esportes, fiz o remo adaptado, corri a São Silvestre com cinco meses de lesão, mas não me senti tão bem como quando me sentei no caiaque. Aquilo me alimentou e ainda me alimenta a cada dia. Quero o máximo que o esporte pode dar.
Como a canoagem ajuda na sua reabilitação?
Fernando Fernandes: A ajuda é total, porque como eu perdi a sensibilidade da cintura para baixo, o centro de gravidade mudou. Agora é só tronco e abdome. O movimento da canoagem é baseado no giro de tronco então esse giro me coloca em instabilidade sempre e, de alguma forma, tenho que compensar isso, fortalecendo os músculos abdominais e a própria sensibilidade, para ter a sensação de saber o meu eixo. Minha perna fica em hiperextensão, mas tudo que eu tiver para baixo da minha lesão eu tenho que estar contraindo, ou seja, vou sempre estar estimulando esses músculos. Quando fui para Miami, não faz muito tempo, o médico ficou surpreso. Em um ano e meio de lesão ele disse que eu estou com uma ótima condição física por causa da canoagem.
Você teve participação na decisão de tornar a canoagem um esporte paraolímpico?
Fernando Fernandes: Foi uma coisa muito louca. Eu estava esperando para fazer uma campanha mundial como modelo e 15 dias antes de lançar essa campanha eu me lesionei e aí o mundo inteiro da moda ficou sabendo que o cara da Dolce e Gabanna havia se lesionado. Comecei o processo de reabilitação e depois de um ano do acidente estava sendo campeão mundial. Tenho certeza que tomou uma proporção enorme e colaborou de alguma forma. Uma pessoa que tinha uma imagem voltada para moda voltou para o esporte e isso somou de alguma maneira. Tenho certeza que ajudou. As coisas foram acontecendo e, de repente, se tornou paraolímpica e pegou esse ciclo da minha vida. Não tem muita explicação. No meio de tanta coisa ruim uma coisa boa aconteceu.
Como é a classificação para as Olimpíadas de 2016?
Fernando Fernandes: Isso vai ser decidido mais próximo do evento. Na minha categoria fazemos finais direto por falta de competidores, porque é muito difícil ficar sentado no caiaque. Primeiro você tem que sentar no caiaque, aprender a remar em um barco largo, depois vai para um mais estreito, para ganhar equilíbrio. É um processo lento, mas tenho certeza que em 2015 terão outros países. Tem gente da Hungria me procurando para saber como é esse processo de adaptação. Mas a classificação é simples, tem as etapas de Copa do Mundo e o Mundial. Você vai se classificando e, de acordo com as vitórias, você conquista posições. Diferente de outros esportes na canoagem não existe um índice porque cada prova tem uma condição climática, como profundidade, densidade da água e velocidade do vento.
Como é a rotina de treinos?
Fernando Fernandes: Treino de segunda a sábado. Pela manhã vou para água. Fazemos treinos de acordo com as competições. É um período mais curto de treinos, porém muito mais intenso, porque são provas de 200 metros. Em torno de uma hora e meia, duas horas por dia mais ou menos. Além disso, quatro vezes por semana faço musculação. Vou para academia e faço treino de força com carga máxima, com peso, muita força e repetição em mais ou menos uma hora.
E como está a preparação para as próximas competições?
Fernando Fernandes: A preparação está focada em agosto, no Mundial. Não sei como estarei em 2016. Tenho Sul-Americano no Rio de Janeiro neste domingo e em agosto temos o mundial. Vamos fazer ano a ano, competição por competição para que tudo dê certo.
Você sempre foi um bom jogador de futebol e chegou a participar da Seleção Brasileira de artistas, sendo, inclusive, campeão ao lado de atores como Marcos Palmeira. Como eram os jogos com esse time?
Fernando Fernandes: Foi a maior experiência cultural que tive na minha vida. Fomos para Rússia duas vezes, Argentina, etc. Eram 16 países e cada andar do hotel hospedava um país. Você tinha que levar um número musical e quando descia no hall parecia um show de talentos, porque tinha Gipsy Kings tocando com os ingleses nos vocais, com Max Vianna no piano, era uma mistura fantástica. Parava e pensava onde estava. Era muita diversão. É uma galera muito importante na minha adaptação, que sempre liga, vem me visitar. Existem várias histórias legais daquela época. Chegamos à Rússia para comer e não sabíamos o que era que tinha no prato. Tinha um arroz com um grão esquisito, uma carne super estranha e tínhamos que ficar 15 dias com aquilo. Aí tivemos que procurar um McDonalds. Chegamos no McDonalds e não sabíamos pedir o número. Tínhamos que apontar para o lanche porque eles não falam inglês.
Em uma entrevista sua logo após o acidente, você disse que teria que conviver com uma palavra que não estava acostumado e nunca foi seu forte: a paciência. Aprendeu a conviver com ela?
Fernando Fernandes: Aprendi muito a conviver com isso. A gente vive em um mundo onde a cobrança é muito grande, é tudo muito acelerado, as informações chegam demais e eu nunca fui paciente. E de repente entrei em uma outra onda. Passei a fazer o meu ritmo, porque aquele era um ritmo que nunca foi o meu. Estava vivendo uma vida que não queria ter, mas os acasos da vida me levaram para aquilo. Sempre foi ótimo viajar, trabalhar como modelo, mas meu barato sempre foi praticar esporte, porque tinha necessidade disso. Minha vida não era o que eu queria e por incrível que pareça, depois de passar por uma dificuldade muito grande, de ver a morte de perto, você vai e volta a suprir uma necessidade, uma frustração de não ter sido um atleta profissional. Mas hoje vivo isso. Hoje tenho muito mais paz. Quando vim para cá, viver no meio do nada, com chuva, sem chuva, com sol, sem sol, está tudo ótimo. Acordo cedo todo dia, a energia do esporte é muito positiva. É a competição
THIAGO BORDINI TUFANO
Direto de São Paulo
Fernando abriu seu coração em entrevista à Folha de São Paulo deste domingo, 14. Acostumado a estar cercado de belas mulheres, ele falou sobre as mudanças em sua vida sexual após o acidente.
“Não fazia ideia de como era a vida sexual de um cadeirante, nunca tinha parado para pensar. Hoje tenho plena consciência de que sexo não é só penetração. Fui descobrindo outros meios de ter prazer. No começo, estava desesperado porque achava que tudo ia acabar [risos]. Morria de medo. Agora, me tornei um rapaz muito mais talentoso [risos]. É preciso redescobrir a sexualidade”, afirmou.
Com a questão da libido bem resolvida, o modelo também faz planos para o futuro, inclusive em relação a se tornar pai. “Sei que é possível e vou fazer de tudo para ter filhos. Adoro criança”, revelou ele ao jornal. [Fonte: Ego]
Ex-BBB muda história da canoagem e é campeão mundial em 8 meses
Um ano após o acidente que paralisou seu corpo da cintura para baixo, o ex-participante do Big Brother Brasil Fernando Fernandes conquistou o título mundial de canoagem paraolímpica. Em julho de 2009, o modelo recebia a notícia da grave lesão e 12 meses mais tarde, na Polônia, estava representando o Brasil na competição que reunia os melhores do mundo na modalidade, subindo ao lugar mais alto do pódio apenas oito meses depois do início dos treinos.
No dia 20 de agosto de 2010, Fernando foi campeão mundial na prova K1 A 200 m (categoria específica para a lesão de Fernando. Além dessa categoria, existem outras duas: LA e LTA) com o tempo de 56s151. Mas de agosto do ano passado para cá, o atleta já melhorou muito seu tempo. Hoje em dia, ele consegue completar os 200 m em 45s, apenas 10s a mais que os atletas olímpicos. A meta agora é diminuir ainda mais essa diferença para, quem sabe, 7s.
A evolução meteórica fez com que Fernando se tornasse referência no esporte, sendo inclusive, consultado por diversos países europeus para explicar como conquistou tanto sucesso em sua curta carreira de canoísta.
Mas sua contribuição para o esporte não parou por aí. Antes do título mundial de Fernando, a canoagem ainda não era um esporte paraolímpico, mas a conquista ganhou grande proporção, por se tratar de um modelo internacional, ex-participante de um reality show de sucesso e, principalmente pela rapidez em sua recuperação. Tudo isso ajudou a convencer os Comitês Olímpico e Paraolímpico a integrar a modalidade na Olimpíada.
Além disso, Fernando, ao lado de seu técnico Paulo Barbosa, o Paulinho, desenvolveu um barco capaz de navegar ainda mais rápido que os atuais e que hoje é o principal responsável por classificar atletas às grandes competições de canoagem. O barco foi feito em Portugal e atraiu a grande imprensa local, que ficou impressionada com o desempenho de Fernando e sua criação nas águas europeias.
Em entrevista exclusiva ao Terra, Fernando fala sobre os planos na canoagem, o amor pelo esporte e a recuperação do grave acidente sofrido no dia 4 de julho de 2009, quando perdeu o controle de seu carro na Avenida Indianápolis, na zona sul de São Paulo. Confira na íntegra:
O que te motivou a se dedicar ao esporte depois do acidente?
Fernando Fernandes: Na verdade não teve antes e depois da lesão em relação ao esporte. O esporte sempre foi significante na minha vida, sempre foi meu dia a dia. Fiz faculdade de educação física, joguei futebol profissional, lutei boxe por 12 anos e acho que o que me fez tão bem depois da lesão e também antes foi o esporte. Só procurei uma forma de fazer o esporte adaptado à minha lesão. Sabia que existia isso, mas não sabia até onde poderia ir. Comecei a procurar essas modalidades e no centro de reabilitação acabei conhecendo várias e uma dessas foi a canoagem.
Mas por que escolheu a canoagem?
Fernando Fernandes: A canoagem que me escolheu. Não sei te explicar. A hora que sentei no caiaque e eu não sei o que aconteceu comigo. Foi uma mistura de liberdade com capacidade me ver em cima da água, podendo remar. Olhei para o professor que estava ao lado e ele, sem lesão nenhuma. Nós estávamos remando igual. Me deu essa sensação muito forte de liberdade. Isso que me alimentou, que me deu muito prazer. Cheguei a fazer outros esportes, fiz o remo adaptado, corri a São Silvestre com cinco meses de lesão, mas não me senti tão bem como quando me sentei no caiaque. Aquilo me alimentou e ainda me alimenta a cada dia. Quero o máximo que o esporte pode dar.
Como a canoagem ajuda na sua reabilitação?
Fernando Fernandes: A ajuda é total, porque como eu perdi a sensibilidade da cintura para baixo, o centro de gravidade mudou. Agora é só tronco e abdome. O movimento da canoagem é baseado no giro de tronco então esse giro me coloca em instabilidade sempre e, de alguma forma, tenho que compensar isso, fortalecendo os músculos abdominais e a própria sensibilidade, para ter a sensação de saber o meu eixo. Minha perna fica em hiperextensão, mas tudo que eu tiver para baixo da minha lesão eu tenho que estar contraindo, ou seja, vou sempre estar estimulando esses músculos. Quando fui para Miami, não faz muito tempo, o médico ficou surpreso. Em um ano e meio de lesão ele disse que eu estou com uma ótima condição física por causa da canoagem.
Você teve participação na decisão de tornar a canoagem um esporte paraolímpico?
Fernando Fernandes: Foi uma coisa muito louca. Eu estava esperando para fazer uma campanha mundial como modelo e 15 dias antes de lançar essa campanha eu me lesionei e aí o mundo inteiro da moda ficou sabendo que o cara da Dolce e Gabanna havia se lesionado. Comecei o processo de reabilitação e depois de um ano do acidente estava sendo campeão mundial. Tenho certeza que tomou uma proporção enorme e colaborou de alguma forma. Uma pessoa que tinha uma imagem voltada para moda voltou para o esporte e isso somou de alguma maneira. Tenho certeza que ajudou. As coisas foram acontecendo e, de repente, se tornou paraolímpica e pegou esse ciclo da minha vida. Não tem muita explicação. No meio de tanta coisa ruim uma coisa boa aconteceu.
Como é a classificação para as Olimpíadas de 2016?
Fernando Fernandes: Isso vai ser decidido mais próximo do evento. Na minha categoria fazemos finais direto por falta de competidores, porque é muito difícil ficar sentado no caiaque. Primeiro você tem que sentar no caiaque, aprender a remar em um barco largo, depois vai para um mais estreito, para ganhar equilíbrio. É um processo lento, mas tenho certeza que em 2015 terão outros países. Tem gente da Hungria me procurando para saber como é esse processo de adaptação. Mas a classificação é simples, tem as etapas de Copa do Mundo e o Mundial. Você vai se classificando e, de acordo com as vitórias, você conquista posições. Diferente de outros esportes na canoagem não existe um índice porque cada prova tem uma condição climática, como profundidade, densidade da água e velocidade do vento.
Como é a rotina de treinos?
Fernando Fernandes: Treino de segunda a sábado. Pela manhã vou para água. Fazemos treinos de acordo com as competições. É um período mais curto de treinos, porém muito mais intenso, porque são provas de 200 metros. Em torno de uma hora e meia, duas horas por dia mais ou menos. Além disso, quatro vezes por semana faço musculação. Vou para academia e faço treino de força com carga máxima, com peso, muita força e repetição em mais ou menos uma hora.
E como está a preparação para as próximas competições?
Fernando Fernandes: A preparação está focada em agosto, no Mundial. Não sei como estarei em 2016. Tenho Sul-Americano no Rio de Janeiro neste domingo e em agosto temos o mundial. Vamos fazer ano a ano, competição por competição para que tudo dê certo.
Você sempre foi um bom jogador de futebol e chegou a participar da Seleção Brasileira de artistas, sendo, inclusive, campeão ao lado de atores como Marcos Palmeira. Como eram os jogos com esse time?
Fernando Fernandes: Foi a maior experiência cultural que tive na minha vida. Fomos para Rússia duas vezes, Argentina, etc. Eram 16 países e cada andar do hotel hospedava um país. Você tinha que levar um número musical e quando descia no hall parecia um show de talentos, porque tinha Gipsy Kings tocando com os ingleses nos vocais, com Max Vianna no piano, era uma mistura fantástica. Parava e pensava onde estava. Era muita diversão. É uma galera muito importante na minha adaptação, que sempre liga, vem me visitar. Existem várias histórias legais daquela época. Chegamos à Rússia para comer e não sabíamos o que era que tinha no prato. Tinha um arroz com um grão esquisito, uma carne super estranha e tínhamos que ficar 15 dias com aquilo. Aí tivemos que procurar um McDonalds. Chegamos no McDonalds e não sabíamos pedir o número. Tínhamos que apontar para o lanche porque eles não falam inglês.
Em uma entrevista sua logo após o acidente, você disse que teria que conviver com uma palavra que não estava acostumado e nunca foi seu forte: a paciência. Aprendeu a conviver com ela?
Fernando Fernandes: Aprendi muito a conviver com isso. A gente vive em um mundo onde a cobrança é muito grande, é tudo muito acelerado, as informações chegam demais e eu nunca fui paciente. E de repente entrei em uma outra onda. Passei a fazer o meu ritmo, porque aquele era um ritmo que nunca foi o meu. Estava vivendo uma vida que não queria ter, mas os acasos da vida me levaram para aquilo. Sempre foi ótimo viajar, trabalhar como modelo, mas meu barato sempre foi praticar esporte, porque tinha necessidade disso. Minha vida não era o que eu queria e por incrível que pareça, depois de passar por uma dificuldade muito grande, de ver a morte de perto, você vai e volta a suprir uma necessidade, uma frustração de não ter sido um atleta profissional. Mas hoje vivo isso. Hoje tenho muito mais paz. Quando vim para cá, viver no meio do nada, com chuva, sem chuva, com sol, sem sol, está tudo ótimo. Acordo cedo todo dia, a energia do esporte é muito positiva. É a competição
Sexo com macaco em trailer de "Se Beber, Não Case 2" é censurado nos EUA
A Warner Bros. tirou de circulação o primeiro trailer do filme "Se Beber, Não Case 2" dos cinemas.
O problema, segundo o site Hollywood Reporter, é uma cena sexual entre um macaco e uma banana, o que não seria permitido de acordo com a classificação do trailer.
O trailer estreou na semana passada na CinemaCon, em Las Vegas.
A Warner informou que um novo trailer para o filme vai estrear no dia 15 de abril.
"Se Beber, Não Case 2" estreia em 27 de maio no Brasil.
Fonte: Folha
O problema, segundo o site Hollywood Reporter, é uma cena sexual entre um macaco e uma banana, o que não seria permitido de acordo com a classificação do trailer.
O trailer estreou na semana passada na CinemaCon, em Las Vegas.
A Warner informou que um novo trailer para o filme vai estrear no dia 15 de abril.
"Se Beber, Não Case 2" estreia em 27 de maio no Brasil.
Divulgação
Cena de "Se Beber Não Case 2" mostra macaco censurado em trailerFonte: Folha
terça-feira, 5 de abril de 2011
Alunos gravam vídeo que simula atos sexuais dentro de sala de aula em Vila Velha
Alunos gravam vídeo que simula atos sexuais dentro de sala de aula em Vila Velha
Foto: Reprodução TV Vitória
Embalados por danças que simulam atos sexuais, alunos de uma escola municipal de Vila Velha gravaram vídeos de verdadeiros bailes funk organizados no local onde deveriam estudar. As imagens foram encontradas pelo padrasto de uma adolescente que gravou três vídeos com um celular.
"Pegamos o celular da minha enteada para ver algumas fotos e encontramos os vídeos. Isso não pode ficar impune. As crianças vão para a escola e procuram pornografia e atos sensuais. Não sabemos se existem outras filmagens. É desesperador", lamentou ele, que prefere não ser identificado.
As imagens mostram os alunos fazendo fila para participar da dança. Uma professora passou pela sala de aula onde tudo acontecia, mas os adolescentes não se intimidaram. "Eu nunca vi isso nem em baile funk, que dirá em uma escola. Crianças podem fazer o que quiserem e ninguém faz nada", acrescentou o padrasto.
A avó de uma das meninas ficou chocada com as imagens. "Fiquei indignada e preocupada. Não aceito isso. Se para alguns é normal, para mim não é. Há três anos, alguns alunos me contaram que um professor disse que era para eles fazerem sexo porque é muito bom", reclamou.
O padrasto da menina disse que denunciou a situação e que tem medo de que aconteçam casos ainda piores dentro da escola. "Se isso é o que está gravado, imagine o que eles não fazem longe das câmeras".
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que a direção da escola Nair Dias Barbosa não tem conhecimento do fato. Por meio das imagens, a secretaria disse que vai identificar a situação e tomar, se necessário, as providências cabíveis.
TV Vitória - Folha Vitória
Foto: Reprodução TV Vitória
Embalados por danças que simulam atos sexuais, alunos de uma escola municipal de Vila Velha gravaram vídeos de verdadeiros bailes funk organizados no local onde deveriam estudar. As imagens foram encontradas pelo padrasto de uma adolescente que gravou três vídeos com um celular.
"Pegamos o celular da minha enteada para ver algumas fotos e encontramos os vídeos. Isso não pode ficar impune. As crianças vão para a escola e procuram pornografia e atos sensuais. Não sabemos se existem outras filmagens. É desesperador", lamentou ele, que prefere não ser identificado.
As imagens mostram os alunos fazendo fila para participar da dança. Uma professora passou pela sala de aula onde tudo acontecia, mas os adolescentes não se intimidaram. "Eu nunca vi isso nem em baile funk, que dirá em uma escola. Crianças podem fazer o que quiserem e ninguém faz nada", acrescentou o padrasto.
A avó de uma das meninas ficou chocada com as imagens. "Fiquei indignada e preocupada. Não aceito isso. Se para alguns é normal, para mim não é. Há três anos, alguns alunos me contaram que um professor disse que era para eles fazerem sexo porque é muito bom", reclamou.
O padrasto da menina disse que denunciou a situação e que tem medo de que aconteçam casos ainda piores dentro da escola. "Se isso é o que está gravado, imagine o que eles não fazem longe das câmeras".
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que a direção da escola Nair Dias Barbosa não tem conhecimento do fato. Por meio das imagens, a secretaria disse que vai identificar a situação e tomar, se necessário, as providências cabíveis.
TV Vitória - Folha Vitória
sábado, 2 de abril de 2011
Dor e sangramento na primeira relação sempre ocorre?
Necessariamente a menina sente dor na primeira relação sexual?
Não. Muitas vezes, o hímen bloqueia a entrada do pênis na vagina o suficiente para que o hímen tenha um rasgo na primeira relação e muitas vezes isso é doloroso. No entanto, o hímen de uma mulher pode ser tão delicado e pode ter sido arrancado muito antes da primeira relação sexual ou pode esticar e não rasgar de todo, ou pode não ser dolorosa em ambos os casos.
Além disso, uma mulher pode estar tão distraída com a emoção e o sentimento no momento que ela pode não perceber a sensação dolorosa, como negativa.
As mulheres também podem sentir dor durante a relação sexual - particularmente a primeira relação sexual - a partir de lubrificação inadequada, relaxamento ou excitação. Mas com um parceiro sensível e um sentimento adequado de conforto e carinho a mulher pode desfrutar da grande prazer em suas relações sexuais.
Não. Muitas vezes, o hímen bloqueia a entrada do pênis na vagina o suficiente para que o hímen tenha um rasgo na primeira relação e muitas vezes isso é doloroso. No entanto, o hímen de uma mulher pode ser tão delicado e pode ter sido arrancado muito antes da primeira relação sexual ou pode esticar e não rasgar de todo, ou pode não ser dolorosa em ambos os casos.
Além disso, uma mulher pode estar tão distraída com a emoção e o sentimento no momento que ela pode não perceber a sensação dolorosa, como negativa.
As mulheres também podem sentir dor durante a relação sexual - particularmente a primeira relação sexual - a partir de lubrificação inadequada, relaxamento ou excitação. Mas com um parceiro sensível e um sentimento adequado de conforto e carinho a mulher pode desfrutar da grande prazer em suas relações sexuais.
A primeira vez pode ser ótima Sabe aquela sensação de que alguma coisa vai doer? Pois é, pode doer mesmo, e sangrar também. E ainda assim a grande maioria das meninas quer fazer. Mesmo com esses "probleminhas", o sexo é bom e praticá-lo é muito saudável. O sexo faz bem para o corpo, emagrece, melhora o humor... Para ter todas essas vantagens e não sofrer nenhuma das complicações que ele pode trazer, você precisa estar preparada e segura, desde a primeira vez. A primeira relação precisa ser feita com carinho, sem pressa. Para não ser traumatizante nem ruim, a primeira vez (e todas as outras também) precisa ser com alguém por quem se sente afeto e carinho e com muita paciência. E, claro, deve ser feita com toda a segurança (ou seja: camisinha) e somente quando você se sentir segura e pronta. Abuse dos amassos... Para evitar, ou minimizar, as dores da relação, os "amassos" são uma arma quase infalível. Segundo a ginecologista e especialista em sexualidade Glene Faria, durante as preliminares a excitação faz com que a vagina fique mais lubrificada, permitindo que o pênis penetre mais facilmente. Se a lubrificação ainda não for suficiente, em qualquer farmácia você pode comprar um lubrificante substituto. Não deixe de consultar seu médico antes de usar qualquer um deles, porque existem muitos e é preciso saber qual o mais indicado. Se você ainda não se sente segura, deixe para outra dia, em outra hora. O nervosismo pode causar a contração dos músculos da vagina e aumentar a sensação de dor. "Mas sentir dores é muito natural", diz a Dra. Glene. Com o tempo e a prática, a dor tende a diminuir - e o prazer a aumentar. "Se eu não sangrar eu não sou virgem?" Não pode existir mentira maior do que essa no que diz respeito ao sexo. O sangramento acontece porque o hímem, uma membrana fina que as mulheres têm na vagina, pode se romper durante a penetração. Mas muitas mulheres têm o chamado "hímem elástico", que não se rompe facilmente. Outras têm a membrana um pouco mais resistente, que se rompe aos poucos. Por isso, sangrar na primeira transa não é prova de virgindade. Aliás, segundo a Dra. Glene, menos da metade das mulheres sangra na primeira vez! Cuidados É aconselhável que as meninas consultem um ginecologista a partir dos 11 anos, ou desde a primeira menstruação. Mas a visita não pode ser forçada. É preciso ter confiança no médico, para poder perguntar e conversar com liberdade. O ginecologista vai poder esclarecer todas as suas dúvidas e orientar sobre como usar aquela peça fundamental em qualquer transa: a camisinha. Não tem como escapar: toda relação sexual, a primeira, a segunda ou qualquer outra, precisa de camisinha. Além de proteger contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, ela também protege você contra uma gravidez indesejada. E é possível, sim, engravidar na primeira relação. Desde que o corpo da mulher esteja preparado, isso é, desenvolvido o suficiente, ela pode engravidar ao ter uma relação sexual. Se você estiver preparada, consciente do que está fazendo e com o parceiro certo, tem tudo para conseguir o melhor possível da sua relação. E você estará pronta para a próxima, e a seguinte, e mais outra... Laura Naime / Redação Terra |
Funciona mesmo: ginseng e açafrão são afrodisíacos naturais, diz estudo
Tentando melhorar sua vida sexual? Então tente incluir ginseng e açafrão à sua dieta. Os dois ingredientes são ativadores de desempenho, de acordo com uma revisão científica de afrodisíacos naturais conduzida por pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá. Invista também no vinho e no chocolate, mas saiba que seus efeitos dependem de você estar bem psicologicamente. Fique longe de produtos como Spanish fly, pois em vez de ajudar, eles produzem o resultado oposto e até podem ser tóxicos.
- Afrodisíacos têm sido usados por milhares de anos em todo o mundo, mas a ciência por trás disso nunca foi bem entendida ou explicada claramente - disse o professor Massimo Marcone, responsável pelo estudo, ao lado do aluno de mestrado John Melnyk. - A nossa pesquisa é a análise científica mais completa realizada até agora. Nada tinha sido feito até então com este nível de detalhes.
John Melnyk diz que há uma demanda por produtos naturais que melhoram o desempenho sexual sem efeitos colaterais. Geralmente, problemas como disfunção erétil são tratados com drogas sintéticas, incluindo Viagra e Cialis. Mas essas substâncias podem provocar dores de cabeça, musculares, visão turva e ter perigosas interações com outros medicamentos. Eles também não aumentam a libido.
Os pesquisadores examinaram centenas de estudos sobre afrodisíacos consumidos normalmente para investigar os efeitos psicológicos e fisiológicos sobre o desempenho sexual. Eles descobriram que o ginseng, o açafrão e a ioimbina, substância natural das árvores yohimbe, encontradas na África Ocidental, melhoraram a função sexual em humanos.
Pessoas que participaram do estudo relataram aumento do desejo sexual após comerem muira puama, flor de uma planta brasileira, raiz de maca, uma planta da mostarda encontrada nos Andes, e chocolate. Este último, no entanto, não está relacionado a excitação ou satisfação sexual.
- Pode ser que algumas pessoas sintam os efeitos de alguns ingredientes do chocolate, principalmente a feniletilamina, que pode afetar os níveis de serotonina e endorfina no cérebro - disse Marcone.
O álcool aumenta o desejo, mas não a performance sexual.
- Ainda não há evidências suficientes para generalizar que o uso destas substâncias são afrodisíacos efetivos. Mais estudos clínicos são necessários para melhor entender os efeitos nos humanos. [globo.com]
Fórmula do amor - Temperos são afrodisíacos naturais, diz estudo
Você sempre teve dúvida sobre o que é e o que não é mito em relação a estimulantes sexuais? Pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, vieram para resolver o seu problema.
A equipe, liderada pelo professor Massimo Marcone, organizou uma revisão científica examinando centenas de estudos sobre afrodisíacos, a fim de investigar os que realmente aumentam o desejo sexual – psicológica e fisiologicamente.
Eles advertem: invista nos temperos. Adicione o ginseng e o açafrão à sua dieta e os problemas sexuais estarão resolvidos, pois ambos provaram ser aceleradores do desempenho na cama.
Vinho e chocolate – que sempre estiveram na boca do povo – também são benvindos. Porém, segundo o estudo, os efeitos são simplesmente psicológicos.
“Pode ser que algumas pessoas sintam os efeitos de alguns ingredientes do chocolate, principalmente feniletilamina, que pode afetar os níveis de serotonina e a endorfina no cérebro”, disse Marcone. Porém, o estudo não encontrou relações deste alimento com a excitação ou a satisfação sexual. Já o álcool aumenta o desejo, mas não está ligado ao desempenho sexual.
Outra dica dos especialistas é ficar longe do Spanish Fly– produto à venda no mercado bastante conhecido entre os casais que gostam de dar uma apimentada na relação – e afins. Segundo o estudo, além de eles produzirem o efeito oposto ao de um estimulante sexual, podem até ser tóxicos.
Também é importante tomar cuidado com as drogas sintéticas. Hoje em dia, muitas pessoas buscam este recurso para tratar, por exemplo, a disfunção erétil, usando medicamentos como o sildenafil e o tadalafil – comercializados com os nomes de Viagra e Cialis, respectivamente. “Essas drogas podem produzir dor de cabeça, dor muscular e visão turva, e podem ter interações perigosas com outros medicamentos”, explica o mestrando John Melnyk, que contribuiu com a pesquisa.
Fonte: revistagalileu
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| ginseng |
John Melnyk diz que há uma demanda por produtos naturais que melhoram o desempenho sexual sem efeitos colaterais. Geralmente, problemas como disfunção erétil são tratados com drogas sintéticas, incluindo Viagra e Cialis. Mas essas substâncias podem provocar dores de cabeça, musculares, visão turva e ter perigosas interações com outros medicamentos. Eles também não aumentam a libido.
Os pesquisadores examinaram centenas de estudos sobre afrodisíacos consumidos normalmente para investigar os efeitos psicológicos e fisiológicos sobre o desempenho sexual. Eles descobriram que o ginseng, o açafrão e a ioimbina, substância natural das árvores yohimbe, encontradas na África Ocidental, melhoraram a função sexual em humanos.
Pessoas que participaram do estudo relataram aumento do desejo sexual após comerem muira puama, flor de uma planta brasileira, raiz de maca, uma planta da mostarda encontrada nos Andes, e chocolate. Este último, no entanto, não está relacionado a excitação ou satisfação sexual.
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| açafrão |
O álcool aumenta o desejo, mas não a performance sexual.
- Ainda não há evidências suficientes para generalizar que o uso destas substâncias são afrodisíacos efetivos. Mais estudos clínicos são necessários para melhor entender os efeitos nos humanos. [globo.com]
Fórmula do amor - Temperos são afrodisíacos naturais, diz estudo
Você sempre teve dúvida sobre o que é e o que não é mito em relação a estimulantes sexuais? Pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, vieram para resolver o seu problema.
A equipe, liderada pelo professor Massimo Marcone, organizou uma revisão científica examinando centenas de estudos sobre afrodisíacos, a fim de investigar os que realmente aumentam o desejo sexual – psicológica e fisiologicamente.
Eles advertem: invista nos temperos. Adicione o ginseng e o açafrão à sua dieta e os problemas sexuais estarão resolvidos, pois ambos provaram ser aceleradores do desempenho na cama.
Vinho e chocolate – que sempre estiveram na boca do povo – também são benvindos. Porém, segundo o estudo, os efeitos são simplesmente psicológicos.
“Pode ser que algumas pessoas sintam os efeitos de alguns ingredientes do chocolate, principalmente feniletilamina, que pode afetar os níveis de serotonina e a endorfina no cérebro”, disse Marcone. Porém, o estudo não encontrou relações deste alimento com a excitação ou a satisfação sexual. Já o álcool aumenta o desejo, mas não está ligado ao desempenho sexual.
Outra dica dos especialistas é ficar longe do Spanish Fly– produto à venda no mercado bastante conhecido entre os casais que gostam de dar uma apimentada na relação – e afins. Segundo o estudo, além de eles produzirem o efeito oposto ao de um estimulante sexual, podem até ser tóxicos.
Também é importante tomar cuidado com as drogas sintéticas. Hoje em dia, muitas pessoas buscam este recurso para tratar, por exemplo, a disfunção erétil, usando medicamentos como o sildenafil e o tadalafil – comercializados com os nomes de Viagra e Cialis, respectivamente. “Essas drogas podem produzir dor de cabeça, dor muscular e visão turva, e podem ter interações perigosas com outros medicamentos”, explica o mestrando John Melnyk, que contribuiu com a pesquisa.
Fonte: revistagalileu
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Dilema dos herbívoros: Jovens japoneses têm cada vez menos interesse em sexo.
Jovens japoneses estão perdendo o interesse pelo sexo, de acordo com um estudo encomendado pelo governo, em um sinal de alerta ainda para uma nação notória por sua baixa taxa de natalidade, um médico disse sexta-feira.
A pesquisa também constatou que mais de 40 por cento das pessoas casadas disseram não ter tido relações sexuais no mês passado, disse Kunio Kitamura, chefe da clínica da Associação de Planejamento Familiar do Japão, que tomou parte na pesquisa.
"Isso está diretamente ligado com a taxa de natalidade. Ações políticas são necessárias", disse à AFP Kitamura.
Os dados confirmam uma maior convicção social de que os homens mais jovens estão se tornando "herbívoros", um rótulo para os homens passivos que não procuram ativamente as mulheres e sexo.
A última pesquisa bienal constatou que 36,1 por cento dos homens japoneses com idades entre os 16-19 disseram que não tinham interesse ou mesmo desprezam o sexo, um salto de 17,5 por cento no estudo de 2008.
Para agravar o problema foi os dados que mostraram 59 por cento das meninas na mesma faixa etária sentia o mesmo, até 12 pontos percentuais a partir de 2008.
Os dados são uma preocupação para um governo com o objetivo de encorajar os casais a ter filhos para reverter uma taxa de natalidade e evitar uma calamidade em potencial econômico.
taxa de fertilidade do Japão total em 2009 foi estimado pelo governo em 1,37 filhos por mulher, um dos mais baixos do mundo, em comparação com 2,06 nos Estados Unidos e 1,97 na França.
A tendência tem sido em grande parte atribuída a uma crença generalizada, especialmente no Japão rural, que as mulheres que dão à luz deve sair de seus empregos, em meio a falta de creches e de outros fatores sistêmicos.
A população do Japão já começou a diminuir, as pessoas mais jovens adiar o início de uma família devido à sobrecarga percebida em suas finanças, estilos de vida e carreira.
A crescente população de idosos, conhecida por sua longevidade, entretanto, é esmagador de um sistema de segurança social que é cada vez menos apoiado por uma força de trabalho encolhendo, o que significa que a receita fiscal está em declínio.
Coletivamente, a pesquisa descobriu todas as categorias de idade, mostrou uma falta geral de interesse em relação ao sexo, exceto para os homens em seus 30-34 anos de idade, com apenas 5,8 por cento dos inquiridos não se interessa, ao contrário de 8,3 por cento em 2008.
A pesquisa também constatou que 40,8 por cento das pessoas casadas que não tinham tido relações sexuais no mês passado, ante 36,5 por cento na pesquisa de 2008 e 31,9 por cento na pesquisa de 2004.
Quase 50 por cento das pessoas casadas com idade superior a 40 anos disseram que não tiveram relações sexuais no mês passado, segundo o estudo.
Entre as razões para não ter relações sexuais, os participantes da pesquisa já relutância vaga após o parto, que não podia ser incomodado, ou que eles estavam muito cansados depois do trabalho, ele disse.
A pesquisa, realizada por uma equipe de peritos encomendado pelo Ministério da Saúde, recebeu respostas válidas a partir de 671 homens e 869 mulheres em entrevistas.
Foi projetado originalmente para medir o sucesso do controle de natalidade do Japão educação com o objetivo de reduzir gravidezes indesejadas, segundo Kitamura.
Mas a taxa de aborto queda pode ser resultado de uma indiferença geral em relação ao sexo e não imputáveis ao sucesso da educação sexual, disse ele.
Fonte: rawstory.com/
A pesquisa também constatou que mais de 40 por cento das pessoas casadas disseram não ter tido relações sexuais no mês passado, disse Kunio Kitamura, chefe da clínica da Associação de Planejamento Familiar do Japão, que tomou parte na pesquisa.
"Isso está diretamente ligado com a taxa de natalidade. Ações políticas são necessárias", disse à AFP Kitamura.
Os dados confirmam uma maior convicção social de que os homens mais jovens estão se tornando "herbívoros", um rótulo para os homens passivos que não procuram ativamente as mulheres e sexo.
A última pesquisa bienal constatou que 36,1 por cento dos homens japoneses com idades entre os 16-19 disseram que não tinham interesse ou mesmo desprezam o sexo, um salto de 17,5 por cento no estudo de 2008.
Para agravar o problema foi os dados que mostraram 59 por cento das meninas na mesma faixa etária sentia o mesmo, até 12 pontos percentuais a partir de 2008.
Os dados são uma preocupação para um governo com o objetivo de encorajar os casais a ter filhos para reverter uma taxa de natalidade e evitar uma calamidade em potencial econômico.
taxa de fertilidade do Japão total em 2009 foi estimado pelo governo em 1,37 filhos por mulher, um dos mais baixos do mundo, em comparação com 2,06 nos Estados Unidos e 1,97 na França.
A tendência tem sido em grande parte atribuída a uma crença generalizada, especialmente no Japão rural, que as mulheres que dão à luz deve sair de seus empregos, em meio a falta de creches e de outros fatores sistêmicos.
A população do Japão já começou a diminuir, as pessoas mais jovens adiar o início de uma família devido à sobrecarga percebida em suas finanças, estilos de vida e carreira.
A crescente população de idosos, conhecida por sua longevidade, entretanto, é esmagador de um sistema de segurança social que é cada vez menos apoiado por uma força de trabalho encolhendo, o que significa que a receita fiscal está em declínio.
Coletivamente, a pesquisa descobriu todas as categorias de idade, mostrou uma falta geral de interesse em relação ao sexo, exceto para os homens em seus 30-34 anos de idade, com apenas 5,8 por cento dos inquiridos não se interessa, ao contrário de 8,3 por cento em 2008.
A pesquisa também constatou que 40,8 por cento das pessoas casadas que não tinham tido relações sexuais no mês passado, ante 36,5 por cento na pesquisa de 2008 e 31,9 por cento na pesquisa de 2004.
Quase 50 por cento das pessoas casadas com idade superior a 40 anos disseram que não tiveram relações sexuais no mês passado, segundo o estudo.
Entre as razões para não ter relações sexuais, os participantes da pesquisa já relutância vaga após o parto, que não podia ser incomodado, ou que eles estavam muito cansados depois do trabalho, ele disse.
A pesquisa, realizada por uma equipe de peritos encomendado pelo Ministério da Saúde, recebeu respostas válidas a partir de 671 homens e 869 mulheres em entrevistas.
Foi projetado originalmente para medir o sucesso do controle de natalidade do Japão educação com o objetivo de reduzir gravidezes indesejadas, segundo Kitamura.
Mas a taxa de aborto queda pode ser resultado de uma indiferença geral em relação ao sexo e não imputáveis ao sucesso da educação sexual, disse ele.
Fonte: rawstory.com/
sábado, 12 de fevereiro de 2011
EUA: Homem muda de sexo e casa com mulher
Kerry Whybrow fez cirurgia para mudar de sexo há 3 anos.
É o 4º casamento da norte-americana de 66 anos; o primeiro como mulher.
Um casamento nos Estados Unidos reuniu Kerry Whybrow, de 66 anos - um ex-bombeiro norte-americano que decidiu passar por uma operação para virar mulher -, e Alicia Evans, uma lésbica jamaicana 30 anos mais jovem.
O casal se conheceu em um site relacionamentos internacional. A união civil aconteceu na cidade de Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia. Este é o quarto casamento de Kerry, mas o primeiro desde que se tornou mulher, há 3 anos. Nos três anteriores, a recém-casada ainda se chamava Roger Steed.
Alicia Evans (à esquerda) e Kerry Whybrow, durante cerimônia de união civil (Foto: Daily Mail / Reprodução)
Abandonada por amigos desde a decisão de mudar de sexo, Kerry contou com o apoio da terceira esposa, Cindy Steed, que compareceu à cerimônia. A ex-companheira inclusive cedeu um vestido roxo para Kerry se casar.
A única filha de Whybrow a renegou em 2005, quando o anúncio da mudança de sexo foi feito. Já Alicia tem um filho de 5 anos morando na Jamaica com os avós, que não sabem que a filha é lésbica.
Um hotel local de Norfolk serviu como local para a lua-de-mel, já que o casal não tem dinheiro para viajar. Segundo os recém-casados, viver na Jamaica está fora de questão, pois a homofobia local ainda assusta. As informações são do site do jornal britânico "Daily Mail".
É o 4º casamento da norte-americana de 66 anos; o primeiro como mulher.
Um casamento nos Estados Unidos reuniu Kerry Whybrow, de 66 anos - um ex-bombeiro norte-americano que decidiu passar por uma operação para virar mulher -, e Alicia Evans, uma lésbica jamaicana 30 anos mais jovem.
O casal se conheceu em um site relacionamentos internacional. A união civil aconteceu na cidade de Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia. Este é o quarto casamento de Kerry, mas o primeiro desde que se tornou mulher, há 3 anos. Nos três anteriores, a recém-casada ainda se chamava Roger Steed.
Alicia Evans (à esquerda) e Kerry Whybrow, durante cerimônia de união civil (Foto: Daily Mail / Reprodução)
Abandonada por amigos desde a decisão de mudar de sexo, Kerry contou com o apoio da terceira esposa, Cindy Steed, que compareceu à cerimônia. A ex-companheira inclusive cedeu um vestido roxo para Kerry se casar.
A única filha de Whybrow a renegou em 2005, quando o anúncio da mudança de sexo foi feito. Já Alicia tem um filho de 5 anos morando na Jamaica com os avós, que não sabem que a filha é lésbica.
Um hotel local de Norfolk serviu como local para a lua-de-mel, já que o casal não tem dinheiro para viajar. Segundo os recém-casados, viver na Jamaica está fora de questão, pois a homofobia local ainda assusta. As informações são do site do jornal britânico "Daily Mail".
Do G1,
domingo, 2 de janeiro de 2011
EUA investiga vídeos de sexo gravada em porta aviões da marinha
Escândalo na Marinha Americana com vídeos pornográficos.
Washington .- A Marinha dos EUA investiga a aparição de vídeos de conteúdo sexual filmado no no "porta-aviões Enterprise" que teve algumas missões nas campanhas da Guerra no Iraque e no Afeganistão.
O Virginian Pilot Jornal informou hoje que os vídeos mostraram a cerca de 6.000 marinheiros e fuzileiros navais no porta-aviões durante as missões em 2006 e 2007, em numerosas referências a " insinuações sexuais ".
"O homem que teve a idéia e agir sobre eles é o capitão Owen Honors, que agora é o comandante do porta-aviões", disse.
Em um dos vídeos se observa duas mulheres no chuveiro e fingindo se banharem juntas , enquanto em outros são alguns marinheiros vestidos de mulher, simulando masturbação e até mesmo exames retais.
generaccion.com
Washington .- A Marinha dos EUA investiga a aparição de vídeos de conteúdo sexual filmado no no "porta-aviões Enterprise" que teve algumas missões nas campanhas da Guerra no Iraque e no Afeganistão.
O Virginian Pilot Jornal informou hoje que os vídeos mostraram a cerca de 6.000 marinheiros e fuzileiros navais no porta-aviões durante as missões em 2006 e 2007, em numerosas referências a " insinuações sexuais ".
"O homem que teve a idéia e agir sobre eles é o capitão Owen Honors, que agora é o comandante do porta-aviões", disse.
Em um dos vídeos se observa duas mulheres no chuveiro e fingindo se banharem juntas , enquanto em outros são alguns marinheiros vestidos de mulher, simulando masturbação e até mesmo exames retais.
generaccion.com
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Humanos compartilham genes do Neanderthal a partir de cruzamento há 50.000 anos
O homem moderno tem uma desculpa para agir como os neandertais, porque partilhamos os seus genes, os cientistas descobriram.
Os especialistas estão convencidos de que os primeiros seres humanos modernos e neandertais cruzaram entre 50.000 e 100.000 anos atrás.
Como resultado, entre um e quatro por cento do nosso DNA vem da criatura pré-histórica, de acordo com a pesquisa.
-Relações humanas com Neanderthal ocorreram pioneiramente com os primeiros grupos de homo sapiens que se aventuram da África, os cientistas acreditam.
Quando chegaram ao Oriente Médio se encontraram com grupos de neandertais que os precederam, e é agora que eles acasalaram.
A descoberta surgiu a primeira tentativa de mapear o código genético completo do Neanderthal, ou do genoma. Está mais ou menos resolvido um antigo debate acadêmico sobre o cruzamento entre ramos distintos da árvore genealógica humana.
Provas no passado apontou para os dois lados, a favor e contra os seres humanos modernos e neandertais misturar seus genes.
Tecnicamente, o homem de Neandertal, o Homo neanderthalensis, foi uma subespécie humana, que se separou evolutiva dos nossos antepassados diretos entre 270.000 e 440.000 anos atrás.
Cerca de 400 mil anos atrás os neandertais sairam de seu berço Africano, onde o Homo sapiens ainda estava em evolução, e rumou para a Europa e a Ásia.
Pelo menos 300 mil anos mais tarde os primeiros humanos modernos seguiram os os neandertais para fora da África.
As duas populações conviveram na Europa e na Ásia até os neandertais desaparecerem para sempre em torno de 30.000 anos atrás - provavelmente a extinção foi provocada pela competição entre os mais inteligentes e competitivos humanos modernos.
O professor Svante Paabo, diretor de genética da evolução do Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha, que liderou o projeto internacional, disse que os seres humanos na Europa, todos têm "biologia do homem das cavernas".
Humanos Africanos não entraram em contato com os Neandertais, mas podem ter cruzado com outros desconhecidas sub-espécies humanas, disse ele.
A pesquisa, que levou quatro anos e foi publicada na revista Science, envolveu desembaraçar e dar sentido a 1,1 bilhões de fragmentos de DNA retiradas de ossos de neandertais.
Os especialistas estão convencidos de que os primeiros seres humanos modernos e neandertais cruzaram entre 50.000 e 100.000 anos atrás.
Como resultado, entre um e quatro por cento do nosso DNA vem da criatura pré-histórica, de acordo com a pesquisa.
-Relações humanas com Neanderthal ocorreram pioneiramente com os primeiros grupos de homo sapiens que se aventuram da África, os cientistas acreditam.
Quando chegaram ao Oriente Médio se encontraram com grupos de neandertais que os precederam, e é agora que eles acasalaram.
A descoberta surgiu a primeira tentativa de mapear o código genético completo do Neanderthal, ou do genoma. Está mais ou menos resolvido um antigo debate acadêmico sobre o cruzamento entre ramos distintos da árvore genealógica humana.
Provas no passado apontou para os dois lados, a favor e contra os seres humanos modernos e neandertais misturar seus genes.
Tecnicamente, o homem de Neandertal, o Homo neanderthalensis, foi uma subespécie humana, que se separou evolutiva dos nossos antepassados diretos entre 270.000 e 440.000 anos atrás.
Cerca de 400 mil anos atrás os neandertais sairam de seu berço Africano, onde o Homo sapiens ainda estava em evolução, e rumou para a Europa e a Ásia.
Pelo menos 300 mil anos mais tarde os primeiros humanos modernos seguiram os os neandertais para fora da África.
As duas populações conviveram na Europa e na Ásia até os neandertais desaparecerem para sempre em torno de 30.000 anos atrás - provavelmente a extinção foi provocada pela competição entre os mais inteligentes e competitivos humanos modernos.
O professor Svante Paabo, diretor de genética da evolução do Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha, que liderou o projeto internacional, disse que os seres humanos na Europa, todos têm "biologia do homem das cavernas".
Humanos Africanos não entraram em contato com os Neandertais, mas podem ter cruzado com outros desconhecidas sub-espécies humanas, disse ele.
A pesquisa, que levou quatro anos e foi publicada na revista Science, envolveu desembaraçar e dar sentido a 1,1 bilhões de fragmentos de DNA retiradas de ossos de neandertais.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O que a Bíblia tem a dizer sobre sexo?
Editor de A Bíblia Anotada New Oxford, Michael Coogan aplicou recentemente o seu profundo conhecimento das Escrituras a um relevante e eterno tema universal: o sexo. Em Deus e sexo: O que a Bíblia realmente diz, ele discute tudo, de casamento, prostituição e "fogo" no próprio lombo de Deus (sim, você pode querer reler o livro de Ezequiel). Coogan coloca a Bíblia, que é muitas vezes incoerentes sobre tópicos tão quentes, em perspectiva, e você pode se surpreender com o que os textos antigos têm a dizer.
Time: Seu livro começa com uma discussão sobre o Cântico erótico de Salomão. A sua inclusão na Bíblia quer dizer, houve uma atitude positiva em relação ao sexo então?
Michael Coogan: Acho que houve uma atitude positiva em relação ao sexo em geral, pois a reprodução era essencial. Qualquer coisa que levou para a reprodução foi certamente visto de forma positiva, e a ideia de se abster de sexo por razões religiosas era algo bastante incomum no judaísmo, na maioria dos períodos. Em muitas passagens é um texto altamente erótico, e foi um texto que nos diz a literatura rabínica usou para ser cantado nas tabernas. No entanto, quando eu estava no seminário muitas décadas atrás, era razored de muitas das Bíblias que tivemos.
Existe alguma palavra na Bíblia que é um eufemismo para órgãos genitais?
Há pés, mãos, joelhos, carne. A palavra para testículos é pedras. Não há o que chamamos de precisos termos anatômicos. Como acontece com toda a literatura, as passagens da Bíblia podem ter mais de um nível de significado. E às vezes pode haver um tipo de insinuação sexual ou duplo sentido aí que está implícito.
Mesmo a palavra "rir" tem uma conotação sexual.
Essa é emblemática, e você não ver até chegar à história sobre Isaac dizendo ao rei estrangeiro que sua esposa Rebecca é sua irmã, e então o rei vê Isaac fazer rir Rebecca, e ele diz: "Ela não é sua irmã, ela é sua esposa!" Normalmente, a própria tradução não é literal, as traduções vão dizer acariciar, ou algo parecido. Mas a palavra hebraica que significa realmente para fazer rir é a mesma palavra que é usada em outros contextos, como na história do bezerro de ouro, então não há uma sugestão de uma orgia lá, se houvesse implicaria em ofensa.
Qual é a importância de ler a Bíblia em suas línguas originais?
É essencial para alguns de nós fazê-lo, se não por outro motivo, para que as traduções possam ser feitas o mais preciso quanto possível. Muitas vezes, os tradutores refletem as suas próprias opiniões e seus próprios preconceitos, tanto como os escritores bíblicos o fizeram. Eu estive interessado recentemente, neste caso devido a Suprema Corte da Igreja Batista Westboro. Olhei para o seu site e ele lista todas as passagens onde ele diz que a Bíblia fala sobre a sodomia. Bem, na maioria deles a sodomia não é discutida. O termo sodomia é um termo para designar outras palavras em hebraico e nunca no significado de sodomia no sentido de sexo anal entre homens.
Dados todos os exemplos de poligamia, onde está na Bíblia que o casamento é uma união sancionada somente entre um homem e uma mulher?
Não há prova inequívoca da Bíblia, especialmente a Bíblia hebraica, que diz que a monogamia deveria ser a norma. Para a maior parte, os personagens bíblicos que conhecemos bem, se eles pudessem pagar por ela, teriam muitas mulheres. Salomão, o maior amante de todos eles - talvez por isso a ele é atribuído ter escrito o Cântico dos Cânticos - teve 300 esposas. Então, os fundamentalistas mórmons que insistem que a poligamia é bíblica, em um sentido estão certos. Se você estiver indo para ser um literalista estrito, não há nada de errado com a poligamia.
Nós nunca sabemos se Adão e Eva foram casados, né?
Isso mesmo. Não há nenhuma cerimônia de casamento descrita. Aqui está outro caso em que a questão da tradução vem à tona. O mesmo termo hebraico pode ser traduzido tanto como mulher ou esposa. Então, quando ele diz que o homem conheceu a sua esposa e ela ficou grávida - isso é outro eufemismo, para saber, no sentido bíblico - ele também poderia ser o homem sabia que sua mulher e ela engravidou.
Você dedica um capítulo à condição das mulheres. É a razão pela qual existem tantos equívocos sobre a Bíblia e o sexo pelo fato de que muitas vezes esquecemos como patriarcal essas sociedades eram?
O estatuto das mulheres é importante como pano de fundo, mas também é outro exemplo de como temos, na maioria das vezes, apesar de aceitar a Bíblia como autoridade, alguns de seus principais pontos de vista ultrapassados e, de certa forma rejeitados. Se fizemos isso para coisas como a escravidão ou o estatuto de subordinação da mulher, então nós podemos fazê-lo em outras questões também, como o casamento do mesmo sexo. Temos que fazer a pergunta: Como é que nós vamos tomar algumas partes da Bíblia e dizer que são absolutamente e eternamente vinculativas, e outras peças que podem ser simplesmente ignoradas?
Quanto ao aborto, a Bíblia não diz muito.
Ela não diz nada. Essa é uma das coisas que eu acho mais interessante, porque ambos os lados do debate contemporâneo sobre o aborto vai citar a Bíblia em apoio da sua posição. Eles têm de citar os versos que não falam sobre o aborto.
Ao abordar a sexualidade de Deus, você escreve: "O Senhor é concebido como um ser sexual", de acordo com certas passagens.
Ele é descrito como um ser sexual, mas a linguagem é ao mesmo tempo mítica e metafórica.
As descrições, em Ezequiel, por exemplo, mesmo se elas estando em alegorias, são bastante explícitas.
Eles são muito explícitas. Elas de fato são chamadas pornográficas.
Eram as pessoas nos tempos bíblicos menos pudica do que somos hoje?
Eu acho que de certa forma eles eram, embora eles usassem um monte de eufemismos. Quando eles estavam pensando sobre o seu Deus, eles pensavam dele e não de forma tão diferente da maneira como as outras pessoas pensavam sobre seus deuses. Se você pudesse descrever Deus como um rei ou um pastor ou um guerreiro, então você também poderia descrevê-lo como marido, e fazendo o tipo de coisas que os maridos fazem. No mundo greco-romano em que o cristianismo surgiu a idéia de que uma divindade descesse à Terra e ter relações sexuais com um mortal não teria sido surpreendente em tudo.
Fonte: TIME
Time: Seu livro começa com uma discussão sobre o Cântico erótico de Salomão. A sua inclusão na Bíblia quer dizer, houve uma atitude positiva em relação ao sexo então?
Michael Coogan: Acho que houve uma atitude positiva em relação ao sexo em geral, pois a reprodução era essencial. Qualquer coisa que levou para a reprodução foi certamente visto de forma positiva, e a ideia de se abster de sexo por razões religiosas era algo bastante incomum no judaísmo, na maioria dos períodos. Em muitas passagens é um texto altamente erótico, e foi um texto que nos diz a literatura rabínica usou para ser cantado nas tabernas. No entanto, quando eu estava no seminário muitas décadas atrás, era razored de muitas das Bíblias que tivemos.
Existe alguma palavra na Bíblia que é um eufemismo para órgãos genitais?
Há pés, mãos, joelhos, carne. A palavra para testículos é pedras. Não há o que chamamos de precisos termos anatômicos. Como acontece com toda a literatura, as passagens da Bíblia podem ter mais de um nível de significado. E às vezes pode haver um tipo de insinuação sexual ou duplo sentido aí que está implícito.
Mesmo a palavra "rir" tem uma conotação sexual.
Essa é emblemática, e você não ver até chegar à história sobre Isaac dizendo ao rei estrangeiro que sua esposa Rebecca é sua irmã, e então o rei vê Isaac fazer rir Rebecca, e ele diz: "Ela não é sua irmã, ela é sua esposa!" Normalmente, a própria tradução não é literal, as traduções vão dizer acariciar, ou algo parecido. Mas a palavra hebraica que significa realmente para fazer rir é a mesma palavra que é usada em outros contextos, como na história do bezerro de ouro, então não há uma sugestão de uma orgia lá, se houvesse implicaria em ofensa.
Qual é a importância de ler a Bíblia em suas línguas originais?
É essencial para alguns de nós fazê-lo, se não por outro motivo, para que as traduções possam ser feitas o mais preciso quanto possível. Muitas vezes, os tradutores refletem as suas próprias opiniões e seus próprios preconceitos, tanto como os escritores bíblicos o fizeram. Eu estive interessado recentemente, neste caso devido a Suprema Corte da Igreja Batista Westboro. Olhei para o seu site e ele lista todas as passagens onde ele diz que a Bíblia fala sobre a sodomia. Bem, na maioria deles a sodomia não é discutida. O termo sodomia é um termo para designar outras palavras em hebraico e nunca no significado de sodomia no sentido de sexo anal entre homens.
Dados todos os exemplos de poligamia, onde está na Bíblia que o casamento é uma união sancionada somente entre um homem e uma mulher?
Não há prova inequívoca da Bíblia, especialmente a Bíblia hebraica, que diz que a monogamia deveria ser a norma. Para a maior parte, os personagens bíblicos que conhecemos bem, se eles pudessem pagar por ela, teriam muitas mulheres. Salomão, o maior amante de todos eles - talvez por isso a ele é atribuído ter escrito o Cântico dos Cânticos - teve 300 esposas. Então, os fundamentalistas mórmons que insistem que a poligamia é bíblica, em um sentido estão certos. Se você estiver indo para ser um literalista estrito, não há nada de errado com a poligamia.
Nós nunca sabemos se Adão e Eva foram casados, né?
Isso mesmo. Não há nenhuma cerimônia de casamento descrita. Aqui está outro caso em que a questão da tradução vem à tona. O mesmo termo hebraico pode ser traduzido tanto como mulher ou esposa. Então, quando ele diz que o homem conheceu a sua esposa e ela ficou grávida - isso é outro eufemismo, para saber, no sentido bíblico - ele também poderia ser o homem sabia que sua mulher e ela engravidou.
Você dedica um capítulo à condição das mulheres. É a razão pela qual existem tantos equívocos sobre a Bíblia e o sexo pelo fato de que muitas vezes esquecemos como patriarcal essas sociedades eram?
O estatuto das mulheres é importante como pano de fundo, mas também é outro exemplo de como temos, na maioria das vezes, apesar de aceitar a Bíblia como autoridade, alguns de seus principais pontos de vista ultrapassados e, de certa forma rejeitados. Se fizemos isso para coisas como a escravidão ou o estatuto de subordinação da mulher, então nós podemos fazê-lo em outras questões também, como o casamento do mesmo sexo. Temos que fazer a pergunta: Como é que nós vamos tomar algumas partes da Bíblia e dizer que são absolutamente e eternamente vinculativas, e outras peças que podem ser simplesmente ignoradas?
Quanto ao aborto, a Bíblia não diz muito.
Ela não diz nada. Essa é uma das coisas que eu acho mais interessante, porque ambos os lados do debate contemporâneo sobre o aborto vai citar a Bíblia em apoio da sua posição. Eles têm de citar os versos que não falam sobre o aborto.
Ao abordar a sexualidade de Deus, você escreve: "O Senhor é concebido como um ser sexual", de acordo com certas passagens.
Ele é descrito como um ser sexual, mas a linguagem é ao mesmo tempo mítica e metafórica.
As descrições, em Ezequiel, por exemplo, mesmo se elas estando em alegorias, são bastante explícitas.
Eles são muito explícitas. Elas de fato são chamadas pornográficas.
Eram as pessoas nos tempos bíblicos menos pudica do que somos hoje?
Eu acho que de certa forma eles eram, embora eles usassem um monte de eufemismos. Quando eles estavam pensando sobre o seu Deus, eles pensavam dele e não de forma tão diferente da maneira como as outras pessoas pensavam sobre seus deuses. Se você pudesse descrever Deus como um rei ou um pastor ou um guerreiro, então você também poderia descrevê-lo como marido, e fazendo o tipo de coisas que os maridos fazem. No mundo greco-romano em que o cristianismo surgiu a idéia de que uma divindade descesse à Terra e ter relações sexuais com um mortal não teria sido surpreendente em tudo.
Fonte: TIME
terça-feira, 10 de agosto de 2010
HPV: 25% das adolescentes que praticam sexo são portadores do vírus
Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada pelo HPV - um vírus transmitido pelo sexo e pode causar câncer de colo de útero.
A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.
No Espírito Santo, a situação não é diferente, garante o ginecologista Otto Baptista. "Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos", detalha.
O mais preocupante, segundo o médico, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas. "Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas", alerta o médico.
No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. "Isso depende muito do estado imunológico do paciente. Algumas vezes, a doença só se manifesta na gravidez, mas a menina continua infectando os parceiros", ressalta Otto.
Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.
"Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada", lembra o médico.
Já há vacinas disponíveis no mercado, voltadas especialmente para mulheres mais jovens, mas o mais completo meio de prevenção é o uso da camisinha, ressalta Otto.
Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV. "Quem varia muito de parceiro deve procurar o médico a cada seis meses", ressalta Otto.
Prevenção
Tratamento. O tratamento é caro e demorado - são três doses que em intervalos de seis meses. Elas custam R$ 400,00 cada uma
Eficácia. É de quase 100% na prevenção do câncer de colo de útero, e de 99%, no caso de verrugas genitais
Idade. A vacina é restrita a mulheres entre 9 e 26 anos, para as quais as pesquisas já comprovaram a eficácia
Proteção. A vacina, conhecida como Gardasil, é quadrivalente ? protege de quatro dos mais de 200 tipos existentes do vírus ? dois deles causam verrugas e outros dois o câncer de colo de útero
Mais barato. Há também um outro tipo, que protege apenas dos vírus que causam o câncer, e que custa R$ 350
Efeito colateral. A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas
Onde tomar. Em clínicas particulares, como Centro de Vacinação da Praia: 3235-1188 e SIS Vacinações: 3227-1743
Saiba mais sobre a doença
O que é. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus adquirido durante as relações sexuais
Câncer. A infecção é a maior causa do desenvolvimento do câncer de colo de útero
Gravidade. Esse é o terceiro tipo da doença que mais acomete as mulheres, ficando atrás somente dos cânceres de pele e de mama.
Infecção. A infecção ataca a pele e as mucosas e pode causar corrimento e verrugas na região vaginal, que podem demorar anos para aparecer, quando a doença já estiver muito grave
Tratamento. O tratamento é dolorido. É preciso usar ácidos e fazer cauterização (uma espécie de choque quente)
Infertilidade. Em estágio avançado é preciso amputar o cólo do útero ou até retirar o órgão, o que leva à infertilidade
Mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.
Infecções estão mais graves
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.
Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.
Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau ? com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.
Para o estudo, as pesquisadoras utilizaram o banco de dados do Serviço Integrado Tecnológico em Citopatologia, do Inca, com cerca de 1,5 milhão de exames Papanicolau, realizados em moradoras do Rio entre 1999 e 2005.(Fonte: A Gazeta)
Uma vida sexual saudável requer cuidados com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e também com a contracepção. Confira os principais métodos:
- Adesivo: o anticoncepcional sob a forma de adesivo deve ser colado na pele (braços, nádegas ou abdome). Ele libera, aos poucos, hormônios que evitam a ovulação e dificultam a penetração dos espermatozoides no óvulo.
- Anel vaginal: é inserido pela própria mulher, como se fosse um absorvente interno. Libera aos poucos os hormônios que impedem a ovulação.
- Camisinha feminina: uma pequena bolsa de plástico que se adapta à vagina e protege o colo do útero, a vagina e a genitália externa.
- Camisinha masculina: revestimento de borracha fina, que é colocado no pênis quando o mesmo está enrijecido.
- Diafragma: colocada dentro da vagina e associada a um espermicida, impede a passagem dos espermatozoides.
- DIU: o dispositivo engrossa o muco do colo uterino, criando uma barreira para os espermatozoides. Ele precisa ser colocado dentro da vagina por um ginecologista.
- Injeção: trata-se de uma injeção de hormônios parecidos com os da pílula anticoncepcional
- Pílula: comprimidos orais que combinam hormônios artificiais, estrógeno e progestágeno.
Fonte: Revista Plástica e Beleza, Ministério da Saúde e Prosex
Referências:
www.inca.gov.br
www.gineco.com.br/hpv
www.virushpv.com.br/
www.diariodasaude.com.br/
www.aids.gov.br
www.dst.com.br/pag05.htm
www.drauziovarella.com.br
www.bayerscheringpharma.com.br
www.febrasgo.org.br/arquivos/diretrizes/079.pdf
www.contepralguem.com.br/
http://boaforma.abril.com.br/comportamento/saude-mulher/cuidado-com-virus-hpv-489430.shtml
A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.
No Espírito Santo, a situação não é diferente, garante o ginecologista Otto Baptista. "Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos", detalha.
O mais preocupante, segundo o médico, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas. "Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas", alerta o médico.
No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. "Isso depende muito do estado imunológico do paciente. Algumas vezes, a doença só se manifesta na gravidez, mas a menina continua infectando os parceiros", ressalta Otto.
Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.
"Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada", lembra o médico.
Já há vacinas disponíveis no mercado, voltadas especialmente para mulheres mais jovens, mas o mais completo meio de prevenção é o uso da camisinha, ressalta Otto.
Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV. "Quem varia muito de parceiro deve procurar o médico a cada seis meses", ressalta Otto.
Prevenção
Tratamento. O tratamento é caro e demorado - são três doses que em intervalos de seis meses. Elas custam R$ 400,00 cada uma
Eficácia. É de quase 100% na prevenção do câncer de colo de útero, e de 99%, no caso de verrugas genitais
Idade. A vacina é restrita a mulheres entre 9 e 26 anos, para as quais as pesquisas já comprovaram a eficácia
Proteção. A vacina, conhecida como Gardasil, é quadrivalente ? protege de quatro dos mais de 200 tipos existentes do vírus ? dois deles causam verrugas e outros dois o câncer de colo de útero
Mais barato. Há também um outro tipo, que protege apenas dos vírus que causam o câncer, e que custa R$ 350
Efeito colateral. A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas
Onde tomar. Em clínicas particulares, como Centro de Vacinação da Praia: 3235-1188 e SIS Vacinações: 3227-1743
Saiba mais sobre a doença
O que é. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus adquirido durante as relações sexuais
Câncer. A infecção é a maior causa do desenvolvimento do câncer de colo de útero
Gravidade. Esse é o terceiro tipo da doença que mais acomete as mulheres, ficando atrás somente dos cânceres de pele e de mama.
Infecção. A infecção ataca a pele e as mucosas e pode causar corrimento e verrugas na região vaginal, que podem demorar anos para aparecer, quando a doença já estiver muito grave
Tratamento. O tratamento é dolorido. É preciso usar ácidos e fazer cauterização (uma espécie de choque quente)
Infertilidade. Em estágio avançado é preciso amputar o cólo do útero ou até retirar o órgão, o que leva à infertilidade
Mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.
Infecções estão mais graves
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.
Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.
Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau ? com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.
Para o estudo, as pesquisadoras utilizaram o banco de dados do Serviço Integrado Tecnológico em Citopatologia, do Inca, com cerca de 1,5 milhão de exames Papanicolau, realizados em moradoras do Rio entre 1999 e 2005.(Fonte: A Gazeta)
O HPV é encontrado na pele e nas mucosas genitais de homens e mulheres, pode ser transmitido pelos três tipos de sexo: vaginal, anal e oral. Seu diagnóstico é difícil, pois muitas vezes o vírus permanece adormecido no corpo da pessoa, e só se manifesta quando a imunidade está baixa. “Ele evolui de maneira discreta e atinge a pele e mucosas.
Muitas vezes o vírus é visível através de verrugas no local contaminado, mas é importante realizar uma avaliação médica, no qual o ginecologista além de examinar, se necessário, solicitará a confirmação do vírus através de exames como papanicolau, colposcopia e biópsia”, conta Carolina Costa Fernandes, psicóloga especialista em sexualidade pelo Instituto Paulista de Sexualidade.
“De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”
Já nos homens, o diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado. Caso a parceira apresente HPV, é necessário que o homem procure um urologista e verifique a doença.
Existem alguns exames específicos para procurar o vírus no corpo das pessoas. A colposcopia, que examina a vagina; a peniscopia, que é feita no pênis; a vulvoscopia, na vulva; e a anuscopia, que é realizada no ânus. O material é colhido e analisado para que possa ser feito o diagnóstico. “Também é feito um exame de HIV, para garantir que nenhuma outra doença tenha sido transmitida”, explica Fasano. A primeira lesão pode aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após o contágio.
O tratamento é feito de acordo com o paciente, sua idade e a evolução da doença. Uma gravidez também pode alterar os procedimentos. “Pode ser medicamentoso, mas geralmente é utilizado um tratamento local com cauterização. Existem atualmente vários métodos como laser ou ácido colocado na lesão, realizados no próprio consultório médico”, conta Carolina. A duração depende do progresso da doença.
A estudante de arquitetura Fernanda Martins* pegou a doença de sua irmã, que foi infectada por um ex-namorado. “Eu só tinha tido relação com meu namorado, e ele comigo. Ele achou que eu tinha traído ele e eu achei que ele é quem tinha me traído, por eu ter pego a doença. Mas ele não estava com HPV, e então descobrimos que eu contraí da minha irmã, por usar a mesma toalha”, diz.
O tratamento foi longo e doloroso, mas Fernanda conseguiu ficar livre das feridas. “A pior parte é ficar sem sexo. Durante o tratamento tem que ter abstinência sexual. Mas meu namorado foi super compreensivo. E a falta de sexo não significa falta de intimidade”, afirma a estudante. De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. “Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”, diz.
Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, a maioria das infecções é ocasionada por apenas quatro tipos dele. As versões 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero; e as versões 6 e 11, que causam 90% das verrugas genitais. Mas já existem duas vacinas que prometem ajudar na prevenção do papilomavírus.
Uma delas, fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, protege contra esses quatro tipos mais comuns. Ela é indicada para mulher entre nove e 26 anos e chamada de “Vacina Quadrivalente”. A outra, a “Vacina Cervarix”, protege contra os tipos 16 e 18, e também é indicada para a mesma faixa etária. “Isso se propõe a provocar uma resistência contra o HPV mais letal para a mulher, aquele que comprova câncer de colo de útero. Para o mais comum, não tem essa eficácia”, explica Paolo Fasano. As vacinas são caras e são necessárias várias aplicações. Antes de qualquer procedimento, é importante conversar com um médico.
O ginecologista explica que os tipos de HPV que provocam verruga não costumam gerar câncer no útero. “Por isso a gente faz muito papanicolau no Brasil. Ajuda a detectar a doença, quando não aparecem as verrugas”, conta Paolo.
Para evitar o contágio sexual, é necessário o uso de preservativo. Nada mais simples. Mas existe uma ressalva: a transmissão é feita pelo contato da pele. Ou seja, a parte que a camisinha não cobre, pode passar ou pegar o HPV. Por isso são necessários exames de rotinas em ginecologistas e urologistas e muita atenção ao surgimento de verrugas e coceiras nos órgãos genitais.
“É importante realizar exame ginecológico a cada seis meses, para que haja um controle regular com coleta de material do colo do útero”, conta Carolina. Além de causar câncer no colo do útero, o HPV também pode ocasionar câncer no pênis. “O preservativo é importante desde o início da relação sexual, nas preliminares, pois o atrito auxilia o contato”, lembra o ginecologista Paolo Fasano.
Como sempre, é importante lembrar o uso de preservativo e de exames médicos. HPV é uma doença séria e cada vez mais comum.
Ana Gissoni
AgênciaMBPress
Apesar de ser conhecido por causar câncer de colo do útero, o HPV também pode atingir os homens, causando câncer de pênis, além de tumores no ânus, boca e faringe. Hausen (O cientista Harald zur Hausen ganhador do o Nobel por descobrir que o HPV causa o câncer de colo do útero)esteve em São Paulo para a inauguração do Centro de Pesquisas em Oncologia do Hospital A.C Camargo e concedeu entrevista a VEJA.com.
Qual é a gravidade do HPV (papilomavírus humano)?
É uma infecção muito séria, mas pode confundir porque o paciente nem sempre apresenta sintomas e pode não saber que está infectado. Passam-se entre 10 e 15 anos até que a lesão se transforme em um tumor. Inicialmente, não é uma infecção muito grave e, em grande parte dos casos, é possível lidar com isso sozinho, já que o sistema imunológico elimina o HPV naturalmente. Porém, 10% das mulheres têm um risco maior de desenvolver câncer do colo de útero mais tarde.
O que mudou desde a sua descoberta? Qual foi o impacto para saúde pública após saber que existe uma relação entre o HPV e o câncer do colo do útero?
Com a descoberta, soubemos que 100% das pessoas com câncer de colo do útero eram positivas para esses vírus. Além disso, que alguns tipos desses vírus são de alto risco e responsáveis por tumores malignos. E ainda os estudos epidemiológicos realizados na América do Sul, que permitiram uma visão mais profunda e um conhecimento maior dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer.
Qual a importância da vacina contra o HPV?
A vacina é importante porque ela dá 100% de proteção contra os tipos responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero: o HPV-16 e HPV-18. A vacina também é capaz de proteger contra outros dois tipos. Então, em termos de proteção, é possível dizer que a vacina previne 80% dos casos de câncer do colo do útero, principalmente contra as lesões pré-cancerosas. A eficiência da vacina é comprovada e a imunização contra o vírus tem pelo menos oito anos de duração - sabemos que ela pode durar ainda mais. Além disso, os efeitos colaterais são leves e os resultados muito eficazes, se comparados com a não utilização da vacina. O grande problema da vacina é o preço. Ela é extremamente cara.
O senhor acredita que é possível erradicar o câncer de colo do útero?
Sim, eu acho que é possível erradicar o câncer de colo do útero. Se há intenção de erradicar esse vírus, é preciso realizar um programa global de vacinação. Se você considerar o número de casos que ocorrem nos países e se você pudesse retirar 80% disso, acho que seria um grande avanço. Nesse caso, para garantir o fim, é necessário não vacinar apenas as meninas, mas os garotos também – antes do início da atividade sexual.
Sabemos que o câncer de colo do útero pode ser prevenido, mas por que não houve uma redução no número de casos em países em desenvolvimento nas últimas três décadas?
São dois grandes problemas. O primeiro é que os países mais pobres não possuem um sistema eficaz de prevenção. Como as lesões não são diagnosticadas e nem removidas, há um aumento significante de 70 a 80% de chances de desenvolvimento do câncer. O segundo motivo recai sobre o preço elevado das vacinas. Muitos países em desenvolvimento não conseguem proporcionar essa opção para a população por conta do alto custo.
Nos Estados Unidos, apenas 6% das mulheres que realizam o exame papanicolau apresentam anormalidades e precisam de um acompanhamento médico. Qual é a utilidade desse exame para a prevenção?
A vacinação e esse exame são para situações completamente diferentes. O exame é capaz de detectar lesões que precisam ser removidas cirurgicamente, que já estão instaladas em pessoas que foram infectadas. Já a vacina previne contra os tipos já citados anteriormente. É preciso lembrar que ainda existem outros tipos não protegidos pela vacina e que ela também não é capaz de curar lesões. Ainda é importante ressaltar que a vacina é eficaz quando aplicada antes do início da atividade sexual.
Recentemente, pesquisadores afirmaram ter modificado o vírus da herpes, que serviu para tratar com êxito o câncer de cabeça e de pescoço. O senhor acredita que no futuro nós vamos encontrar uma relação maior entre o câncer e as doenças infecciosas?
Em geral, 21% dos tipos de câncer estão ligados a alguma infecção. Não apenas vírus, mas também bactérias, parasitas. Minha suspeita é que esse número deve crescer no futuro e vamos ter mais ligações entre os casos de câncer e infecções. É uma área importante para ser pesquisada.
E o senhor acha que as pesquisas estão no rumo correto? O que é possível dizer para incentivar os novos cientistas?
Nunca é fácil definir se as pesquisas estão no rumo certo ou não. Porque sempre estamos abertos a grandes surpresas. É importante incentivar o interesse de novos cientistas para essa área, da infecção e o câncer. Porque quando eu comecei a trabalhar nesse campo de pesquisa, e encontrei a relação entre o HPV e o câncer, ninguém acreditava em mim.
Por conta de falsas promessas, algumas pessoas parecem céticas em relação ao tratamento do câncer. É possível incentivar o otimismo?
As preocupações com a prevenção são uma boa razão para que as pessoas sejam otimistas. É possível perceber um movimento maior que visa prevenir o câncer. Além disso, se você olhar para países com uma estrutura completa para tratar pacientes com câncer, você vê que em pelo menos 50% dos casos é possível encontrar a cura.
E o que o senhor indica para prevenir o aparecimento do câncer? Hábitos de vida podem influenciar?
Com certeza. Em primeiro lugar, se você não fuma, você reduz uma série de fatores de riscos para desenvolver alguns tipos de câncer. Se você não expõe a sua pele sem proteção ao sol, você diminui drasticamente as chances de desenvolver o câncer de pele. Se você mantém uma dieta saudável, se há uma redução na quantidade de carne vermelha, você também tem menos chances de desenvolver alguns tipos de câncer. Então há uma série de mudanças de hábitos que podem refletir diretamente na sua saúde. O mais importante é informar a população de todas essas possibilidades porque parece que não há muita informação sobre isso circulando ao redor do mundo.
Muitas vezes o vírus é visível através de verrugas no local contaminado, mas é importante realizar uma avaliação médica, no qual o ginecologista além de examinar, se necessário, solicitará a confirmação do vírus através de exames como papanicolau, colposcopia e biópsia”, conta Carolina Costa Fernandes, psicóloga especialista em sexualidade pelo Instituto Paulista de Sexualidade.
“De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”
Já nos homens, o diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado. Caso a parceira apresente HPV, é necessário que o homem procure um urologista e verifique a doença.
Existem alguns exames específicos para procurar o vírus no corpo das pessoas. A colposcopia, que examina a vagina; a peniscopia, que é feita no pênis; a vulvoscopia, na vulva; e a anuscopia, que é realizada no ânus. O material é colhido e analisado para que possa ser feito o diagnóstico. “Também é feito um exame de HIV, para garantir que nenhuma outra doença tenha sido transmitida”, explica Fasano. A primeira lesão pode aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após o contágio.
O tratamento é feito de acordo com o paciente, sua idade e a evolução da doença. Uma gravidez também pode alterar os procedimentos. “Pode ser medicamentoso, mas geralmente é utilizado um tratamento local com cauterização. Existem atualmente vários métodos como laser ou ácido colocado na lesão, realizados no próprio consultório médico”, conta Carolina. A duração depende do progresso da doença.
A estudante de arquitetura Fernanda Martins* pegou a doença de sua irmã, que foi infectada por um ex-namorado. “Eu só tinha tido relação com meu namorado, e ele comigo. Ele achou que eu tinha traído ele e eu achei que ele é quem tinha me traído, por eu ter pego a doença. Mas ele não estava com HPV, e então descobrimos que eu contraí da minha irmã, por usar a mesma toalha”, diz.
O tratamento foi longo e doloroso, mas Fernanda conseguiu ficar livre das feridas. “A pior parte é ficar sem sexo. Durante o tratamento tem que ter abstinência sexual. Mas meu namorado foi super compreensivo. E a falta de sexo não significa falta de intimidade”, afirma a estudante. De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. “Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”, diz.
Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, a maioria das infecções é ocasionada por apenas quatro tipos dele. As versões 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero; e as versões 6 e 11, que causam 90% das verrugas genitais. Mas já existem duas vacinas que prometem ajudar na prevenção do papilomavírus.
Uma delas, fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, protege contra esses quatro tipos mais comuns. Ela é indicada para mulher entre nove e 26 anos e chamada de “Vacina Quadrivalente”. A outra, a “Vacina Cervarix”, protege contra os tipos 16 e 18, e também é indicada para a mesma faixa etária. “Isso se propõe a provocar uma resistência contra o HPV mais letal para a mulher, aquele que comprova câncer de colo de útero. Para o mais comum, não tem essa eficácia”, explica Paolo Fasano. As vacinas são caras e são necessárias várias aplicações. Antes de qualquer procedimento, é importante conversar com um médico.
O ginecologista explica que os tipos de HPV que provocam verruga não costumam gerar câncer no útero. “Por isso a gente faz muito papanicolau no Brasil. Ajuda a detectar a doença, quando não aparecem as verrugas”, conta Paolo.
Para evitar o contágio sexual, é necessário o uso de preservativo. Nada mais simples. Mas existe uma ressalva: a transmissão é feita pelo contato da pele. Ou seja, a parte que a camisinha não cobre, pode passar ou pegar o HPV. Por isso são necessários exames de rotinas em ginecologistas e urologistas e muita atenção ao surgimento de verrugas e coceiras nos órgãos genitais.
“É importante realizar exame ginecológico a cada seis meses, para que haja um controle regular com coleta de material do colo do útero”, conta Carolina. Além de causar câncer no colo do útero, o HPV também pode ocasionar câncer no pênis. “O preservativo é importante desde o início da relação sexual, nas preliminares, pois o atrito auxilia o contato”, lembra o ginecologista Paolo Fasano.
Como sempre, é importante lembrar o uso de preservativo e de exames médicos. HPV é uma doença séria e cada vez mais comum.
Ana Gissoni
AgênciaMBPress
Apesar de ser conhecido por causar câncer de colo do útero, o HPV também pode atingir os homens, causando câncer de pênis, além de tumores no ânus, boca e faringe. Hausen (O cientista Harald zur Hausen ganhador do o Nobel por descobrir que o HPV causa o câncer de colo do útero)esteve em São Paulo para a inauguração do Centro de Pesquisas em Oncologia do Hospital A.C Camargo e concedeu entrevista a VEJA.com.
Qual é a gravidade do HPV (papilomavírus humano)?
É uma infecção muito séria, mas pode confundir porque o paciente nem sempre apresenta sintomas e pode não saber que está infectado. Passam-se entre 10 e 15 anos até que a lesão se transforme em um tumor. Inicialmente, não é uma infecção muito grave e, em grande parte dos casos, é possível lidar com isso sozinho, já que o sistema imunológico elimina o HPV naturalmente. Porém, 10% das mulheres têm um risco maior de desenvolver câncer do colo de útero mais tarde.
O que mudou desde a sua descoberta? Qual foi o impacto para saúde pública após saber que existe uma relação entre o HPV e o câncer do colo do útero?
Com a descoberta, soubemos que 100% das pessoas com câncer de colo do útero eram positivas para esses vírus. Além disso, que alguns tipos desses vírus são de alto risco e responsáveis por tumores malignos. E ainda os estudos epidemiológicos realizados na América do Sul, que permitiram uma visão mais profunda e um conhecimento maior dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer.
Qual a importância da vacina contra o HPV?
A vacina é importante porque ela dá 100% de proteção contra os tipos responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero: o HPV-16 e HPV-18. A vacina também é capaz de proteger contra outros dois tipos. Então, em termos de proteção, é possível dizer que a vacina previne 80% dos casos de câncer do colo do útero, principalmente contra as lesões pré-cancerosas. A eficiência da vacina é comprovada e a imunização contra o vírus tem pelo menos oito anos de duração - sabemos que ela pode durar ainda mais. Além disso, os efeitos colaterais são leves e os resultados muito eficazes, se comparados com a não utilização da vacina. O grande problema da vacina é o preço. Ela é extremamente cara.
O senhor acredita que é possível erradicar o câncer de colo do útero?
Sim, eu acho que é possível erradicar o câncer de colo do útero. Se há intenção de erradicar esse vírus, é preciso realizar um programa global de vacinação. Se você considerar o número de casos que ocorrem nos países e se você pudesse retirar 80% disso, acho que seria um grande avanço. Nesse caso, para garantir o fim, é necessário não vacinar apenas as meninas, mas os garotos também – antes do início da atividade sexual.
Sabemos que o câncer de colo do útero pode ser prevenido, mas por que não houve uma redução no número de casos em países em desenvolvimento nas últimas três décadas?
São dois grandes problemas. O primeiro é que os países mais pobres não possuem um sistema eficaz de prevenção. Como as lesões não são diagnosticadas e nem removidas, há um aumento significante de 70 a 80% de chances de desenvolvimento do câncer. O segundo motivo recai sobre o preço elevado das vacinas. Muitos países em desenvolvimento não conseguem proporcionar essa opção para a população por conta do alto custo.
Nos Estados Unidos, apenas 6% das mulheres que realizam o exame papanicolau apresentam anormalidades e precisam de um acompanhamento médico. Qual é a utilidade desse exame para a prevenção?
A vacinação e esse exame são para situações completamente diferentes. O exame é capaz de detectar lesões que precisam ser removidas cirurgicamente, que já estão instaladas em pessoas que foram infectadas. Já a vacina previne contra os tipos já citados anteriormente. É preciso lembrar que ainda existem outros tipos não protegidos pela vacina e que ela também não é capaz de curar lesões. Ainda é importante ressaltar que a vacina é eficaz quando aplicada antes do início da atividade sexual.
Recentemente, pesquisadores afirmaram ter modificado o vírus da herpes, que serviu para tratar com êxito o câncer de cabeça e de pescoço. O senhor acredita que no futuro nós vamos encontrar uma relação maior entre o câncer e as doenças infecciosas?
Em geral, 21% dos tipos de câncer estão ligados a alguma infecção. Não apenas vírus, mas também bactérias, parasitas. Minha suspeita é que esse número deve crescer no futuro e vamos ter mais ligações entre os casos de câncer e infecções. É uma área importante para ser pesquisada.
E o senhor acha que as pesquisas estão no rumo correto? O que é possível dizer para incentivar os novos cientistas?
Nunca é fácil definir se as pesquisas estão no rumo certo ou não. Porque sempre estamos abertos a grandes surpresas. É importante incentivar o interesse de novos cientistas para essa área, da infecção e o câncer. Porque quando eu comecei a trabalhar nesse campo de pesquisa, e encontrei a relação entre o HPV e o câncer, ninguém acreditava em mim.
Por conta de falsas promessas, algumas pessoas parecem céticas em relação ao tratamento do câncer. É possível incentivar o otimismo?
As preocupações com a prevenção são uma boa razão para que as pessoas sejam otimistas. É possível perceber um movimento maior que visa prevenir o câncer. Além disso, se você olhar para países com uma estrutura completa para tratar pacientes com câncer, você vê que em pelo menos 50% dos casos é possível encontrar a cura.
E o que o senhor indica para prevenir o aparecimento do câncer? Hábitos de vida podem influenciar?
Com certeza. Em primeiro lugar, se você não fuma, você reduz uma série de fatores de riscos para desenvolver alguns tipos de câncer. Se você não expõe a sua pele sem proteção ao sol, você diminui drasticamente as chances de desenvolver o câncer de pele. Se você mantém uma dieta saudável, se há uma redução na quantidade de carne vermelha, você também tem menos chances de desenvolver alguns tipos de câncer. Então há uma série de mudanças de hábitos que podem refletir diretamente na sua saúde. O mais importante é informar a população de todas essas possibilidades porque parece que não há muita informação sobre isso circulando ao redor do mundo.
Sem problemas entre lençóis |
Uma vida sexual saudável requer cuidados com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e também com a contracepção. Confira os principais métodos:
- Adesivo: o anticoncepcional sob a forma de adesivo deve ser colado na pele (braços, nádegas ou abdome). Ele libera, aos poucos, hormônios que evitam a ovulação e dificultam a penetração dos espermatozoides no óvulo.
- Anel vaginal: é inserido pela própria mulher, como se fosse um absorvente interno. Libera aos poucos os hormônios que impedem a ovulação.
- Camisinha feminina: uma pequena bolsa de plástico que se adapta à vagina e protege o colo do útero, a vagina e a genitália externa.
- Camisinha masculina: revestimento de borracha fina, que é colocado no pênis quando o mesmo está enrijecido.
- Diafragma: colocada dentro da vagina e associada a um espermicida, impede a passagem dos espermatozoides.
- DIU: o dispositivo engrossa o muco do colo uterino, criando uma barreira para os espermatozoides. Ele precisa ser colocado dentro da vagina por um ginecologista.
- Injeção: trata-se de uma injeção de hormônios parecidos com os da pílula anticoncepcional
- Pílula: comprimidos orais que combinam hormônios artificiais, estrógeno e progestágeno.
Fonte: Revista Plástica e Beleza, Ministério da Saúde e Prosex
Referências:
www.inca.gov.br
www.gineco.com.br/hpv
www.virushpv.com.br/
www.diariodasaude.com.br/
www.aids.gov.br
www.dst.com.br/pag05.htm
www.drauziovarella.com.br
www.bayerscheringpharma.com.br
www.febrasgo.org.br/arquivos/diretrizes/079.pdf
www.contepralguem.com.br/
http://boaforma.abril.com.br/comportamento/saude-mulher/cuidado-com-virus-hpv-489430.shtml
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