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domingo, 27 de maio de 2012

Há uma cura para o HPV? Quais os tratamentos?

Há uma cura para o HPV?

A infecção por HPV (papilomavírus humano) é muito comum. Cerca de 20 milhões de pessoas nos  EUA são afetados. No Brasil, uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus. O Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos no país. Os especialistas chamam a atenção para o desenvolvimento da doença, responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero. Estima-se que mais de 50% da população masculina esteja infectada com algum tipo de HPV. Cerca de 30 dos 100 tipos de HPV são transmitidos sexualmente. Esta transmissão do HPV podem causar verrugas genitais ou alterações celulares anormais no colo do útero e outras áreas genitais que podem levar ao câncer .

Embora não haja cura para o HPV, a boa notícia é que a infecção geralmente desaparece sozinha. Se isso não acontecer, é necessário tratamento, existem muitas opções de tratamentos contra o HPV. Além disso, quanto mais pessoas são vacinadas com as novas vacinas contra o HPV, as taxas de infecção podem ser fortemente reduzidos.

Por agora, o tratamento de HPV centra-se nos sintomas da infecção. Os sintomas incluem verrugas genitais, associados aos tipos de HPV de baixo risco (que não conduzem geralmente a câncer) e as mudanças pré-cancerosas, por vezes associados com os tipos de alto risco de HPV.


HPV positivo, sem sintomas

Basta testar positivo para o HPV não significa que você vai precisar de tratamento, pelo menos não imediatamente. Após um teste de HPV positivo, seu médico pode sugerir um acompanhamento atento.

Para as mulheres, os médicos podem pincelar as células do colo do útero, assim como eles são coletados por um exame de Papanicolau, e tê-los analisado em um laboratório. Esta análise olha para o material genético, ou DNA, de HPV no interior das células do corpo. É possível detectar os tipos de HPV de alto risco. Nenhum teste específico para as estirpes de HPV que causam câncer está disponível neste momento para os homens.

Se uma mulher estiver infectada com um tipo de HPV que podem levar ao câncer, o médico pode sugerir exames de Papanicolau freqüentes para ver se há sinais de alterações nas células anormais na área genital. Alterações nas células anormais no colo do útero são um sinal de alerta de possível câncer cervical . O médico também pode fazer um exame chamado colposcopia, na qual um dispositivo de aumento especial é usado para olhar de perto o colo do útero, vagina e vulva.

O vírus HPV por si só não pode ser tratado, mas muitas vezes o corpo irá limpar a infecção por HPV por si próprio. Na maioria das mulheres, infecção pelo HPV desaparece sozinha dentro de dois anos de detecção.

Nota: As mulheres grávidas ou mulheres tentando engravidar, devem consultar-se estritamente com o seu médico antes de iniciar o tratamento. Tratamentos de HPV podem afetar a gravidez, os médicos podem querer atrasar o tratamento até depois do parto.

Tratamentos contra o HPV para as alterações teciduais

Se a infecção pelo HPV tem provocado mudanças de células anormais que podem levar ao câncer cervical, existem quatro principais opções de tratamento:

Observar e esperar. Às vezes, as alterações celulares - chamados de displasia cervical, alterações celulares pré-cancerosas, ou neoplasia intra-epitelial cervical - vão curar-se sozinhas.
Crioterapia. Isto envolve o congelamento das células anormais com azoto líquido.
Conização. Este procedimento, também conhecido como uma biópsia cone, remove as áreas anormais.
Loop Electrosurgical Excisão Processo (CAF). As células anormais são removidos com uma corrente elétrica.
O objetivo é o de remover todas as células anormais e, assim, remover a maior parte ou a totalidade das células com HPV.


Tratamentos contra o HPV para verrugas genitais

As verrugas genitais associadas com a infecção por HPV podem ser pequenas ou grandes. As cores variam, incluindo rosa ou cor de carne. As verrugas genitais podem aparecer no colo do útero, escroto, virilha, coxa, ânus ou pênis.

Tratar as verrugas agressivamente imediatamente depois que elas aparecem é desencorajado. Elas ainda podem estar surgindo. Repetir o tratamento seria necessário mais tarde.

Tipos de HPV 6 e 11, os associados com verrugas genitais, tendem a crescer por cerca de seis meses, então se estabilizar. Às vezes, verrugas genitais visíveis desaparecem sem tratamento.

Quando o tratamento é indicado, os pacientes podem obter um creme com prescrição de seu médico para aplicar em casa. Há duas opções:

Podofilox, ou Condylox
Imiquimode, ou Aldara

Um médico pode lhe mostrar como aplicar estes tratamentos. Podofilox é usado por cerca de quatro semanas. Ele funciona através da destruição do tecido das verrugas. A pesquisa mostra que cerca de 45% a 90% das verrugas são limpas, mas em 30% a 60% dos casos, as verrugas podem voltar.

Imiquimode estimula o sistema imunológico para que ele combate o vírus. As taxas de depuração pode variar de 70% a 85%, mas em 5% a 20% dos casos, as verrugas voltam.

Além disso, um médico pode fornecer outros tipos de tratamentos de remoção de verruga. Entre as opções:

A crioterapia ou retirada de verrugas por congelamento: No procedimento de crioterapia é aplicado nitrogênio líquido a uma temperatura de -196° C. Será formada na região uma bolha ao redor da verruga matando o tecido da verruga e o vírus causador que cairão após uma semana. A crioterapia não deixa cicatriz e impede que o vírus se espalhe. É um tratamento bastante eficaz e seguro na remoção de verrugas.


Ácido tricloroacético, um produto químico aplicado à superfície da verruga
A remoção cirúrgica, cortando as células com um bisturi
Eletrocautério, queima as verrugas usando uma corrente elétrica
Vaporização a laser ou excisão das verrugas
A remoção cirúrgica pode curar o problema em uma única visita. As taxas de sucesso para as outras técnicas variar de cerca de 80% a 90%.

Geralmente, as verrugas menores respondem melhor ao tratamento que as maiores. Verrugas em superfícies úmidas respondem mais favoravelmente aos tratamentos tópicos que as verrugas em superfícies secas. Se um tratamento específico não funciona depois de três tratamentos por um médico, ou se as verrugas não desaparecerem após seis tratamentos médicos, o problema deve ser reavaliado, segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sites religiosos são alvo de vírus


Sites religiosos são alvo de vírus
Em média, há 115 ameaças encontradas em cada site religioso acessado

Os sites de pornografia são vistos como os mais perigosos ambientes virtuais quando o assunto é vírus. Porém, não é isso que revela uma pesquisa da Symantec. Segundo estudo, os endereços campeões neste quesito são os religiosos.

Em média, há 115 ameaças encontradas em cada site religioso acessado. Já os pornográficos possuem 25. Os falsos antivírus são os principais problemas em sites de conteúdo relacionado à religião.

Consta no relatório que, das páginas pornográficas, 2,4% das analisadas pela Symantec estavam infectadas. Além disso, 19,8% dos blogs apresentaram riscos ao computador do usuário.

No ano passado, ocorreu aumento de 81% nos ataques pela internet. Uma média de 4,5 mil empresas. Ao todo, foram encontrados cerca de 10 mil sites invadidos por dia em 2011. Enquanto isso, a quantidade de spams caiu em torno de 13%.

A Gazeta

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Como surgiu o vírus da gripe aviária


Experimentos apontaram quatro mutações genéticas que permitiram a disseminação do vírus entre furões

O pesquisador que conseguiu fazer com que a gripe aviária, altamente letal, se transformasse em um vírus facilmente transmissível, fez uma palestra dando detalhes de seu experimento. O trabalho está cercado de grande polêmica, e chegou a ser considerado muito perigoso pelo Conselho Consultivo Nacional dos EUA de Biossegurança. O mutante da gripe aviária pode contaminar facilmente porque se espalha pela tosse e por espirros das pessoas infectadas, revela o jornal "The New York Times".

Em uma conferência transmitida ao vivo pela internet, o professor Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin-Madison, descreveu experimentos que apontaram para quatro mutações genéticas que permitiram a disseminação do vírus entre furões mantidos em gaiolas.

O risco que envolve este novo vírus fez com que, em dezembro, o NSABB pedisse que o trabalho de Kawaoka fosse apagado de um artigo publicado na revista "Nature". A principal alegação foi o risco de que as informações levassem à criação de uma arma biológica. (O Globo)


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aids. Retrovirais reduzem em 96% risco de transmissão de HIV

Retrovirais reduzem em 96% risco de transmissão de HIV, aponta estudo

O teste foi feito com 17 mil casais em que um parceiro era HIV-positivo

Uma pesquisa concluiu que é possível reduzir em 96% o risco de um HIV-positivo transmitir o vírus que causa a Aids para uma pessoa não infectada.

Divulgado nesta quinta-feira, o estudo mostrou que há uma queda drástica na transmissão se o parceiro não infectado estiver tomando retrovirais.

Os pesquisadores, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, recrutaram em 2005 mais de 17 mil casais na África, na Ásia, na América Latina e nos EUA para participar do teste. Em todos os casos, apenas uma das pessoas do casal estava contaminada.

Os participantes do experimento foram divididos em dois grupos. No primeiro, os parceiros infectados receberam imediatamente um coquetel de retrovirais.

O segundo grupo recebeu o tratamento apenas quando a contagem de glóbulos brancos (leucócitos) caísse. Todos receberam camisinhas e podiam fazer testes de HIV gratuitamente.

Entre os pacientes do primeiro grupo, houve apenas um caso de transmissão entre parceiros. No segundo, foram 27 casos.

Retrovirais

O estudo foi finalizado quatro anos antes do previsto devido aos resultado animadores. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o resultado foi um “avanço crucial” na luta contra a Aids.

Para o diretor do programa de Aids na ONU (Unaids), Michel Sidibe, as pessoas que vivem com o HIV agora têm uma nova maneira de proteger seus parceiros contra a infecção.

“Essa descoberta vai virar o jogo e acelerar a revolução pela prevenção”, disse Sidibe.

As conclusões do Instituto Nacional de Saúde dos EUA foram publicadas no mesmo dia em que foi divulgada a descoberta de uma nova vacina capaz de proteger macacos contra o equivalente em símios ao vírus HIV, indicando um novo caminho na busca por uma vacina para humanos.

Clique Leia mais na BBC Brasil : Vacina contra HIV do macaco pode indicar caminho para humanos

Impacto

De acordo com a OMS, a transmissão sexual representa 80% de todas as novas infecções pelo HIV.

O papel dos retrovirais em evitar a transmissão vinha sendo cogitado há algum tempo, após alguns estudos preliminares.

No entanto, os pesquisadores afirmam que essa é a primeira vez em que os estudos foram comprovados por testes clínicos.

“Com esse estudo, não se pode mais ignorar a evidência de que o tratamento do HIV é uma forma poderosa de se prevenir a transmissão do vírus e pode ter um grande impacto nas epidemias da doença nos países mais afetados”, disse Keith Alcorn, da organização assistencial britânica NAN.


James Gallagher
Da BBC News

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Existência de nova variedade do vírus HIV: China nega

O Ministério da Saúde da China rejeitou na terça-feira a possibilidade de que uma nova variedade do vírus da Aids tenha surgido no sul e no leste do país.

A especulação surgiu depois que diversas pessoas começaram a relatar sintomas inusitados após terem tido relações sexuais sem preservativos.

No entanto, os testes de infecção pelo HIV deram negativo nessas pessoas, gerando temores de que houvesse surgido uma nova variedade do vírus.

O caso foi levantado pelo jornal de Hong Kong "Oriental Daily News", que relatou a existência de chineses com doenças não esclarecidas em partes do sul e do leste --incluindo a capital, Pequim, as cidades de Xangai e Cantão e a ilha de Taiwan-- e até mesmo fora da China, em Cingapura.

O porta-voz do Ministério da Saúde chinês, Deng Haihua, disse à imprensa estatal que essas pessoas parecem estar com problemas psicológicos, aos quais se referiu como "fobia da Aids", sugerindo que os sintomas físicos são decorrentes de uma doença imaginária.

SINTOMAS

Os pacientes relataram inchaço nas glândulas linfáticas, sangramentos, suor excessivo, dormência nos pés e nas mãos e até mesmo a presença de estranhos pelos na língua, mas nenhum obteve um diagnóstico conclusivo dos médicos.

O ministério disse que repetidos testes não indicaram a presença de HIV em nenhum dos que se disseram doentes e ordenou estudos sobre os casos nas cidades afetadas.

Apesar das explicações oficiais, muitos dos portadores dos sintomas dizem não estar convencidos da "fobia da Aids". Eles estão se reunindo em fóruns pela internet para discutir seus estados de saúde.

BBC Brasil

sábado, 22 de janeiro de 2011

HPV: 25% das adolescentes que fazem sexo são portadores do vírus

Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada pelo HPV - um vírus transmitido pelo sexo e pode causar câncer de colo de útero.

A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.

No Espírito Santo, a situação não é diferente, garante o ginecologista Otto Baptista. "Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos", detalha.

O mais preocupante, segundo o médico, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas. "Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas", alerta o médico.




No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. "Isso depende muito do estado imunológico do paciente. Algumas vezes, a doença só se manifesta na gravidez, mas a menina continua infectando os parceiros", ressalta Otto.

Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.

"Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada", lembra o médico.

Já há vacinas disponíveis no mercado, voltadas especialmente para mulheres mais jovens, mas o mais completo meio de prevenção é o uso da camisinha, ressalta Otto.

Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV. "Quem varia muito de parceiro deve procurar o médico a cada seis meses", ressalta Otto.


Prevenção 
Tratamento. O tratamento é caro e demorado - são três doses que em intervalos de seis meses. Elas custam R$ 400,00 cada uma

Eficácia. É de quase 100% na prevenção do câncer de colo de útero, e de 99%, no caso de verrugas genitais

Idade. A vacina é restrita a mulheres entre 9 e 26 anos, para as quais as pesquisas já comprovaram a eficácia

Proteção. A vacina, conhecida como Gardasil, é quadrivalente ? protege de quatro dos mais de 200 tipos existentes do vírus ? dois deles causam verrugas e outros dois o câncer de colo de útero

Mais barato. Há também um outro tipo, que protege apenas dos vírus que causam o câncer, e que custa R$ 350

Efeito colateral. A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas

Onde tomar. Em clínicas particulares, como Centro de Vacinação da Praia: 3235-1188 e SIS Vacinações: 3227-1743

Saiba mais sobre a doença 
O que é. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus adquirido durante as relações sexuais

Câncer. A infecção é a maior causa do desenvolvimento do câncer de colo de útero

Gravidade. Esse é o terceiro tipo da doença que mais acomete as mulheres, ficando atrás somente dos cânceres de pele e de mama.

Infecção. A infecção ataca a pele e as mucosas e pode causar corrimento e verrugas na região vaginal, que podem demorar anos para aparecer, quando a doença já estiver muito grave




Tratamento. O tratamento é dolorido. É preciso usar ácidos e fazer cauterização (uma espécie de choque quente)

Infertilidade. Em estágio avançado é preciso amputar o cólo do útero ou até retirar o órgão, o que leva à infertilidade

Mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.

Infecções estão mais graves 
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.

Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.

Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau ? com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.

Para o estudo, as pesquisadoras utilizaram o banco de dados do Serviço Integrado Tecnológico em Citopatologia, do Inca, com cerca de 1,5 milhão de exames Papanicolau, realizados em moradoras do Rio entre 1999 e 2005.(Fonte: A Gazeta)


O HPV é encontrado na pele e nas mucosas genitais de homens e mulheres, pode ser transmitido pelos três tipos de sexo: vaginal, anal e oral. Seu diagnóstico é difícil, pois muitas vezes o vírus permanece adormecido no corpo da pessoa, e só se manifesta quando a imunidade está baixa. “Ele evolui de maneira discreta e atinge a pele e mucosas.

Muitas vezes o vírus é visível através de verrugas no local contaminado, mas é importante realizar uma avaliação médica, no qual o ginecologista além de examinar, se necessário, solicitará a confirmação do vírus através de exames como papanicolau, colposcopia e biópsia”, conta Carolina Costa Fernandes, psicóloga especialista em sexualidade pelo Instituto Paulista de Sexualidade.

“De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”
 nos homens, o diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado. Caso a parceira apresente HPV, é necessário que o homem procure um urologista e verifique a doença.


Existem alguns exames específicos para procurar o vírus no corpo das pessoas. A colposcopia, que examina a vagina; a peniscopia, que é feita no pênis; a vulvoscopia, na vulva; e a anuscopia, que é realizada no ânus. O material é colhido e analisado para que possa ser feito o diagnóstico. “Também é feito um exame de HIV, para garantir que nenhuma outra doença tenha sido transmitida”, explica Fasano. 
A primeira lesão pode aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após o contágio. 

O tratamento é feito de acordo com o paciente, sua idade e a evolução da doença. Uma gravidez também pode alterar os procedimentos. “Pode ser medicamentoso, mas geralmente é utilizado um tratamento local com cauterização. Existem atualmente vários métodos como laser ou ácido colocado na lesão, realizados no próprio consultório médico”, conta Carolina. A duração depende do progresso da doença.

A estudante de arquitetura Fernanda Martins* pegou a doença de sua irmã, que foi infectada por um ex-namorado. “Eu só tinha tido relação com meu namorado, e ele comigo. Ele achou que eu tinha traído ele e eu achei que ele é quem tinha me traído, por eu ter pego a doença. Mas ele não estava com HPV, e então descobrimos que eu contraí da minha irmã, por usar a mesma toalha”, diz.

O tratamento foi longo e doloroso, mas Fernanda conseguiu ficar livre das feridas. “A pior parte é ficar sem sexo. Durante o tratamento tem que ter abstinência sexual. Mas meu namorado foi super compreensivo. E a falta de sexo não significa falta de intimidade”, afirma a estudante. De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. “Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”, diz.

Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, a maioria das infecções é ocasionada por apenas quatro tipos dele. As versões 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero; e as versões 6 e 11, que causam 90% das verrugas genitais. Mas já existem duas vacinas que prometem ajudar na prevenção do papilomavírus.

Uma delas, fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, protege contra esses quatro tipos mais comuns. Ela é indicada para mulher entre nove e 26 anos e chamada de “Vacina Quadrivalente”. A outra, a “Vacina Cervarix”, protege contra os tipos 16 e 18, e também é indicada para a mesma faixa etária. “Isso se propõe a provocar uma resistência contra o HPV mais letal para a mulher, aquele que comprova câncer de colo de útero. Para o mais comum, não tem essa eficácia”, explica Paolo Fasano. As vacinas são caras e são necessárias várias aplicações. Antes de qualquer procedimento, é importante conversar com um médico.

O ginecologista explica que os tipos de HPV que provocam verruga não costumam gerar câncer no útero. “Por isso a gente faz muito papanicolau no Brasil. Ajuda a detectar a doença, quando não aparecem as verrugas”, conta Paolo.

Para evitar o contágio sexual, é necessário o uso de preservativo. Nada mais simples. Mas existe uma ressalva: a transmissão é feita pelo contato da pele. Ou seja, a parte que a camisinha não cobre, pode passar ou pegar o HPV. Por isso são necessários exames de rotinas em ginecologistas e urologistas e muita atenção ao surgimento de verrugas e coceiras nos órgãos genitais.

“É importante realizar exame ginecológico a cada seis meses, para que haja um controle regular com coleta de material do colo do útero”, conta Carolina. Além de causar câncer no colo do útero, o HPV também pode ocasionar câncer no pênis. “O preservativo é importante desde o início da relação sexual, nas preliminares, pois o atrito auxilia o contato”, lembra o ginecologista Paolo Fasano.

Como sempre, é importante lembrar o uso de preservativo e de exames médicos. 
HPV é uma doença séria e cada vez mais comum. 

Ana Gissoni
AgênciaMBPress




terça-feira, 10 de agosto de 2010

HPV: 25% das adolescentes que praticam sexo são portadores do vírus

Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada pelo HPV - um vírus transmitido pelo sexo e pode causar câncer de colo de útero.

A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.

No Espírito Santo, a situação não é diferente, garante o ginecologista Otto Baptista. "Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos", detalha.

O mais preocupante, segundo o médico, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas. "Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas", alerta o médico.

No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. "Isso depende muito do estado imunológico do paciente. Algumas vezes, a doença só se manifesta na gravidez, mas a menina continua infectando os parceiros", ressalta Otto.

Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.

"Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada", lembra o médico.

há vacinas disponíveis no mercado, voltadas especialmente para mulheres mais jovens, mas o mais completo meio de prevenção é o uso da camisinha, ressalta Otto.

Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV. "Quem varia muito de parceiro deve procurar o médico a cada seis meses", ressalta Otto.

Prevenção
Tratamento. O tratamento é caro e demorado - são três doses que em intervalos de seis meses. Elas custam R$ 400,00 cada uma

Eficácia. É de quase 100% na prevenção do câncer de colo de útero, e de 99%, no caso de verrugas genitais

Idade. A vacina é restrita a mulheres entre 9 e 26 anos, para as quais as pesquisas já comprovaram a eficácia

Proteção. A vacina, conhecida como Gardasil, é quadrivalente ? protege de quatro dos mais de 200 tipos existentes do vírus ? dois deles causam verrugas e outros dois o câncer de colo de útero

Mais barato. Há também um outro tipo, que protege apenas dos vírus que causam o câncer, e que custa R$ 350

Efeito colateral. A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas

Onde tomar. Em clínicas particulares, como Centro de Vacinação da Praia: 3235-1188 e SIS Vacinações: 3227-1743

Saiba mais sobre a doença
O que é. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus adquirido durante as relações sexuais

Câncer. A infecção é a maior causa do desenvolvimento do câncer de colo de útero

Gravidade. Esse é o terceiro tipo da doença que mais acomete as mulheres, ficando atrás somente dos cânceres de pele e de mama.

Infecção. A infecção ataca a pele e as mucosas e pode causar corrimento e verrugas na região vaginal, que podem demorar anos para aparecer, quando a doença já estiver muito grave

Tratamento. O tratamento é dolorido. É preciso usar ácidos e fazer cauterização (uma espécie de choque quente)

Infertilidade. Em estágio avançado é preciso amputar o cólo do útero ou até retirar o órgão, o que leva à infertilidade

Mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.

Infecções estão mais graves
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.

Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.

Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau ? com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.

Para o estudo, as pesquisadoras utilizaram o banco de dados do Serviço Integrado Tecnológico em Citopatologia, do Inca, com cerca de 1,5 milhão de exames Papanicolau, realizados em moradoras do Rio entre 1999 e 2005.(Fonte: A Gazeta)



O HPV é encontrado na pele e nas mucosas genitais de homens e mulheres, pode ser transmitido pelos três tipos de sexo: vaginal, anal e oral. Seu diagnóstico é difícil, pois muitas vezes o vírus permanece adormecido no corpo da pessoa, e só se manifesta quando a imunidade está baixa. “Ele evolui de maneira discreta e atinge a pele e mucosas.

Muitas vezes o vírus é visível através de verrugas no local contaminado, mas é importante realizar uma avaliação médica, no qual o ginecologista além de examinar, se necessário, solicitará a confirmação do vírus através de exames como papanicolau, colposcopia e biópsia”, conta Carolina Costa Fernandes, psicóloga especialista em sexualidade pelo Instituto Paulista de Sexualidade.

“De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”
nos homens, o diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado. Caso a parceira apresente HPV, é necessário que o homem procure um urologista e verifique a doença.


Existem alguns exames específicos para procurar o vírus no corpo das pessoas. A colposcopia, que examina a vagina; a peniscopia, que é feita no pênis; a vulvoscopia, na vulva; e a anuscopia, que é realizada no ânus. O material é colhido e analisado para que possa ser feito o diagnóstico. “Também é feito um exame de HIV, para garantir que nenhuma outra doença tenha sido transmitida”, explica Fasano. A primeira lesão pode aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após o contágio.

O tratamento é feito de acordo com o paciente, sua idade e a evolução da doença. Uma gravidez também pode alterar os procedimentos. “Pode ser medicamentoso, mas geralmente é utilizado um tratamento local com cauterização. Existem atualmente vários métodos como laser ou ácido colocado na lesão, realizados no próprio consultório médico”, conta Carolina. A duração depende do progresso da doença.

A estudante de arquitetura Fernanda Martins* pegou a doença de sua irmã, que foi infectada por um ex-namorado. “Eu só tinha tido relação com meu namorado, e ele comigo. Ele achou que eu tinha traído ele e eu achei que ele é quem tinha me traído, por eu ter pego a doença. Mas ele não estava com HPV, e então descobrimos que eu contraí da minha irmã, por usar a mesma toalha”, diz.

O tratamento foi longo e doloroso, mas Fernanda conseguiu ficar livre das feridas. “A pior parte é ficar sem sexo. Durante o tratamento tem que ter abstinência sexual. Mas meu namorado foi super compreensivo. E a falta de sexo não significa falta de intimidade”, afirma a estudante. De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. “Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”, diz.

Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, a maioria das infecções é ocasionada por apenas quatro tipos dele. As versões 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero; e as versões 6 e 11, que causam 90% das verrugas genitais. Mas já existem duas vacinas que prometem ajudar na prevenção do papilomavírus.

Uma delas, fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, protege contra esses quatro tipos mais comuns. Ela é indicada para mulher entre nove e 26 anos e chamada de “Vacina Quadrivalente”. A outra, a “Vacina Cervarix”, protege contra os tipos 16 e 18, e também é indicada para a mesma faixa etária. “Isso se propõe a provocar uma resistência contra o HPV mais letal para a mulher, aquele que comprova câncer de colo de útero. Para o mais comum, não tem essa eficácia”, explica Paolo Fasano. As vacinas são caras e são necessárias várias aplicações. Antes de qualquer procedimento, é importante conversar com um médico.

O ginecologista explica que os tipos de HPV que provocam verruga não costumam gerar câncer no útero. “Por isso a gente faz muito papanicolau no Brasil. Ajuda a detectar a doença, quando não aparecem as verrugas”, conta Paolo.

Para evitar o contágio sexual, é necessário o uso de preservativo. Nada mais simples. Mas existe uma ressalva: a transmissão é feita pelo contato da pele. Ou seja, a parte que a camisinha não cobre, pode passar ou pegar o HPV. Por isso são necessários exames de rotinas em ginecologistas e urologistas e muita atenção ao surgimento de verrugas e coceiras nos órgãos genitais.

“É importante realizar exame ginecológico a cada seis meses, para que haja um controle regular com coleta de material do colo do útero”, conta Carolina. Além de causar câncer no colo do útero, o HPV também pode ocasionar câncer no pênis. “O preservativo é importante desde o início da relação sexual, nas preliminares, pois o atrito auxilia o contato”, lembra o ginecologista Paolo Fasano.

Como sempre, é importante lembrar o uso de preservativo e de exames médicos. HPV é uma doença séria e cada vez mais comum.

Ana Gissoni
AgênciaMBPress





Apesar de ser conhecido por causar câncer de colo do útero, o HPV também pode atingir os homens, causando câncer de pênis, além de tumores no ânus, boca e faringe. Hausen (O cientista Harald zur Hausen ganhador do o Nobel por descobrir que o HPV causa o câncer de colo do útero)esteve em São Paulo para a inauguração do Centro de Pesquisas em Oncologia do Hospital A.C Camargo e concedeu entrevista a VEJA.com.

Qual é a gravidade do HPV (papilomavírus humano)?
É uma infecção muito séria, mas pode confundir porque o paciente nem sempre apresenta sintomas e pode não saber que está infectado. Passam-se entre 10 e 15 anos até que a lesão se transforme em um tumor. Inicialmente, não é uma infecção muito grave e, em grande parte dos casos, é possível lidar com isso sozinho, já que o sistema imunológico elimina o HPV naturalmente. Porém, 10% das mulheres têm um risco maior de desenvolver câncer do colo de útero mais tarde.

O que mudou desde a sua descoberta? Qual foi o impacto para saúde pública após saber que existe uma relação entre o HPV e o câncer do colo do útero?
Com a descoberta, soubemos que 100% das pessoas com câncer de colo do útero eram positivas para esses vírus. Além disso, que alguns tipos desses vírus são de alto risco e responsáveis por tumores malignos. E ainda os estudos epidemiológicos realizados na América do Sul, que permitiram uma visão mais profunda e um conhecimento maior dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer.

Qual a importância da vacina contra o HPV?
A vacina é importante porque ela dá 100% de proteção contra os tipos responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero: o HPV-16 e HPV-18. A vacina também é capaz de proteger contra outros dois tipos. Então, em termos de proteção, é possível dizer que a vacina previne 80% dos casos de câncer do colo do útero, principalmente contra as lesões pré-cancerosas. A eficiência da vacina é comprovada e a imunização contra o vírus tem pelo menos oito anos de duração - sabemos que ela pode durar ainda mais. Além disso, os efeitos colaterais são leves e os resultados muito eficazes, se comparados com a não utilização da vacina. O grande problema da vacina é o preço. Ela é extremamente cara.

O senhor acredita que é possível erradicar o câncer de colo do útero?
Sim, eu acho que é possível erradicar o câncer de colo do útero. Se há intenção de erradicar esse vírus, é preciso realizar um programa global de vacinação. Se você considerar o número de casos que ocorrem nos países e se você pudesse retirar 80% disso, acho que seria um grande avanço. Nesse caso, para garantir o fim, é necessário não vacinar apenas as meninas, mas os garotos também – antes do início da atividade sexual.

Sabemos que o câncer de colo do útero pode ser prevenido, mas por que não houve uma redução no número de casos em países em desenvolvimento nas últimas três décadas?
São dois grandes problemas. O primeiro é que os países mais pobres não possuem um sistema eficaz de prevenção. Como as lesões não são diagnosticadas e nem removidas, há um aumento significante de 70 a 80% de chances de desenvolvimento do câncer. O segundo motivo recai sobre o preço elevado das vacinas. Muitos países em desenvolvimento não conseguem proporcionar essa opção para a população por conta do alto custo.

Nos Estados Unidos, apenas 6% das mulheres que realizam o exame papanicolau apresentam anormalidades e precisam de um acompanhamento médico. Qual é a utilidade desse exame para a prevenção?
A vacinação e esse exame são para situações completamente diferentes. O exame é capaz de detectar lesões que precisam ser removidas cirurgicamente, que já estão instaladas em pessoas que foram infectadas. Já a vacina previne contra os tipos já citados anteriormente. É preciso lembrar que ainda existem outros tipos não protegidos pela vacina e que ela também não é capaz de curar lesões. Ainda é importante ressaltar que a vacina é eficaz quando aplicada antes do início da atividade sexual.

Recentemente, pesquisadores afirmaram ter modificado o vírus da herpes, que serviu para tratar com êxito o câncer de cabeça e de pescoço. O senhor acredita que no futuro nós vamos encontrar uma relação maior entre o câncer e as doenças infecciosas?
Em geral, 21% dos tipos de câncer estão ligados a alguma infecção. Não apenas vírus, mas também bactérias, parasitas. Minha suspeita é que esse número deve crescer no futuro e vamos ter mais ligações entre os casos de câncer e infecções. É uma área importante para ser pesquisada.

E o senhor acha que as pesquisas estão no rumo correto? O que é possível dizer para incentivar os novos cientistas?
Nunca é fácil definir se as pesquisas estão no rumo certo ou não. Porque sempre estamos abertos a grandes surpresas. É importante incentivar o interesse de novos cientistas para essa área, da infecção e o câncer. Porque quando eu comecei a trabalhar nesse campo de pesquisa, e encontrei a relação entre o HPV e o câncer, ninguém acreditava em mim.

Por conta de falsas promessas, algumas pessoas parecem céticas em relação ao tratamento do câncer. É possível incentivar o otimismo?
As preocupações com a prevenção são uma boa razão para que as pessoas sejam otimistas. É possível perceber um movimento maior que visa prevenir o câncer. Além disso, se você olhar para países com uma estrutura completa para tratar pacientes com câncer, você vê que em pelo menos 50% dos casos é possível encontrar a cura.

E o que o senhor indica para prevenir o aparecimento do câncer? Hábitos de vida podem influenciar?
Com certeza. Em primeiro lugar, se você não fuma, você reduz uma série de fatores de riscos para desenvolver alguns tipos de câncer. Se você não expõe a sua pele sem proteção ao sol, você diminui drasticamente as chances de desenvolver o câncer de pele. Se você mantém uma dieta saudável, se há uma redução na quantidade de carne vermelha, você também tem menos chances de desenvolver alguns tipos de câncer. Então há uma série de mudanças de hábitos que podem refletir diretamente na sua saúde. O mais importante é informar a população de todas essas possibilidades porque parece que não há muita informação sobre isso circulando ao redor do mundo.


Sem problemas entre lençóis



Uma vida sexual saudável requer cuidados com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e também com a contracepção. Confira os principais métodos:
- Adesivo: o anticoncepcional sob a forma de adesivo deve ser colado na pele (braços, nádegas ou abdome). Ele libera, aos poucos, hormônios que evitam a ovulação e dificultam a penetração dos espermatozoides no óvulo.
- Anel vaginal: é inserido pela própria mulher, como se fosse um absorvente interno. Libera aos poucos os hormônios que impedem a ovulação.
- Camisinha feminina: uma pequena bolsa de plástico que se adapta à vagina e protege o colo do útero, a vagina e a genitália externa.
- Camisinha masculina: revestimento de borracha fina, que é colocado no pênis quando o mesmo está enrijecido.
- Diafragma: colocada dentro da vagina e associada a um espermicida, impede a passagem dos espermatozoides.
- DIU: o dispositivo engrossa o muco do colo uterino, criando uma barreira para os espermatozoides. Ele precisa ser colocado dentro da vagina por um ginecologista.
- Injeção: trata-se de uma injeção de hormônios parecidos com os da pílula anticoncepcional
- Pílula: comprimidos orais que combinam hormônios artificiais, estrógeno e progestágeno.

Fonte: Revista Plástica e Beleza, Ministério da Saúde e Prosex

Referências: 
www.inca.gov.br
www.gineco.com.br/hpv 
www.virushpv.com.br/
www.diariodasaude.com.br/
www.aids.gov.br 
www.dst.com.br/pag05.htm
www.drauziovarella.com.br
www.bayerscheringpharma.com.br
www.febrasgo.org.br/arquivos/diretrizes/079.pdf 
www.contepralguem.com.br/
http://boaforma.abril.com.br/comportamento/saude-mulher/cuidado-com-virus-hpv-489430.shtml