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quarta-feira, 21 de março de 2012

Rituais do Santo Daime: uma viagem que não é para todos


Rituais do Santo Daime: uma viagem que não é para todos
Utilizado há séculos pelos índios e transformado em religião pelos desbravadores da região amazônica, o chá de ayahuasca, mais conhecido como chá do Santo Daime, voltou a causar ...


Composto por uma mistura de plantas  amazônicas, 
  o chá do Santo Daime é o elemento central de um ritual xamânico herdado da cultura indígena. 
 
Utilizado há séculos pelos índios e transformado em religião pelos desbravadores da região amazônica, o chá de ayahuasca, mais conhecido como chá do Santo Daime, voltou a causar polêmica após o assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e de seu filho, no último dia 12. O universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, que confessou o crime, estaria numa espécie de surto psicótico, causado pelo uso de drogas. Ele era discípulo da seita da qual Glauco era dirigente, e já havia tomado o chá várias vezes.

Não há certeza, ainda, se o chá ajudou a desencadear a fúria do jovem. Mas os próprios adeptos reconhecem os riscos. No Daime, uma máxima diz que o chá é para todos, mas nem todos são para o chá. "Os riscos são mais psicológicos do que fisiológicos. Há casos de surtos psicóticos, principalmente em quem tem alguma predisposição", relata o especialista na farmacologia da ayahuasca Rafael Guimarães dos Santos, que já sentiu na pele os efeitos do chá. Ele, que desenvolve tese de doutorado sobre o tema, deixou a religião, mas continua a defender a liberdade de culto.

O uso do chá é autorizado pela legislação brasileira, em média, a cada 15 dias, desde que exclusivamente dentro dos rituais religiosos. As religiões ayahuasqueiras têm o aval do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), que descartou a hipótese de dependência e prejuízos a longo prazo.


Triagem 
Os dirigentes do culto garantem que não é fácil ser aceito nesses centros. "Fazemos uma triagem, com avaliação psicológica. Quem tem problemas mentais ou está sob efeito de drogas não pode tomar o chá. É uma questão de segurança", destaca Soter Lyra, advogado, 31 anos, adepto do chá desde os 13, e representante da União do Vegetal (UDV), a mais rígida das doutrinas ayahuasqueiras, que só no Estado tem 140 membros, chegando a 15 mil no país.

A orientação é que usuários evitem álcool e outras drogas pelo menos dois dias antes de uma sessão do chá. Mas muitos chegam a largar o vício depois de bebê-lo. Em 1993, um grupo formado por mais de 30 psiquiatras americanos realizou um estudo com sócios da UDV. Dos 15 usuários do chá analisados, 11 tinham problemas de alcoolismo antes da conversão, e todos eles se livraram do vício. Mas nada está totalmente provado.

Para os adeptos, o chá é um meio de entrar em contato com o divino, uma ponte para o autoconhecimento, não uma cura. "Assim como muitas igrejas evangélicas conseguem tirar as pessoas do vício, a UDV também consegue, e por um único motivo: a fé", destaca Soter.

Mas é preciso ter cuidado. Para o médico especialista em dependência química João Chequer, o chá é uma droga como outra qualquer. "Talvez o uso moderado, feito nos rituais, não seja capaz de criar problemas. Mas a composição representa, sim, um risco, principalmente se for tomado sem o devido acompanhamento e combinado com outras drogas", alerta.

Religião justifica liberação 

Mesmo sendo uma substância considerada alucinógena pelos médicos, o uso da ayahuasca em rituais religiosos é legalizado no Brasil.

É a Constituição Federal que garante a liberdade de culto e religião.

"O uso do chá é religioso. E essa é uma prática que vem desde o início do século passado. Cabe ao Estado reconhecer e garantir sua existência", esclarece o secretário do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), general Paulo Uchoa, em entrevista à Rádio CBN.

Segundo ele, outro ponto que favorece o chá é um parecer da ONU, que afirma que nem o cipó, nem a folha, contêm efeitos alucinógenos isoladamente. Uchoa destaca que o consumo é autorizado apenas nas cerimônias religiosas, sob responsabilidade social dos dirigentes das unidades.

A preocupação das autoridades é evitar a banalização do chá. "As curas ocasionais devem ser entendidas como ato de fé, como em todas as religiões", ressalta Uchoa.

Além da regulamentação, as religiões da ayahuasca também estão lutando pelo reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do país.


Drogas banidas do ritual 
O uso de drogas é uma polêmica dentro e fora das religiões que usam a ayahuasca. Atualmente, o uso é oficialmente proibido tanto no Santo Daime quanto na União do Vegetal (UDV).

Mas a maconha já chegou a fazer parte dos rituais do Cefluris (Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra), uma das vertentes do Santo Daime. A prática foi proibida para garantir a regulamentação como religião, destaca o especialista em farmacologia da ayahuasca Rafael Guimarães dos Santos.
O Cefluris foi criado por Sebastião Mota de Melo, que seguia o mestre Raimundo Irineu - criador do Santo Daime - na doutrina Alto Santo. Após a morte de Irineu, Sebastião criou o Cefluris, responsável por expandir a doutrina.

Em decorrência do uso anterior, a maconha é conhecida pelos adeptos do Daime como Santa Maria. Mas o uso de drogas é altamente condenado tanto pelo Daime quanto pela União do Vegetal (UDV). "Temos casos de sócios usuários ou ex-usuários, mas a recomendação é de que a pessoa não use nada, nem bebida alcóolica, pelo menos nos dois dias que antecedem os rituais, para ficar livre, para sentir os efeitos do chá", explica o representante da UDV no Estado, Soter Fernandes Lyra.


Homens e mulheres têm atividades diferentes 
Homens e mulheres exercem papéis diferentes no ritual de produção do chá ayahuasca. As mulheres são responsáveis pela colheita e limpeza da folha da chacrona, chamada de Rainha pelos adeptos, e que seria responsável pela "luz" recebida por quem toma o chá. A "força" fica por conta dos homens, representada pelo cipó mariri.

O cipó é macerado e unido às folhas para depois ser cozido por várias horas, podendo chegar a 600°C. O chá é bebido em dois rituais: a concentração e a celebração ou bailado.

Na União do Vegetal (UDV), outra corrente, que produz seu próprio chá, a bebida é ingerida apenas uma vez por ritual.

O efeito do chá começa de 20 a 40 minutos após a ingestão e dura quatro horas. No ritual de bailado, os hinos são uma constante. Mestre Irineu, o fundador da religião, produziu 128 hinos, todos concebidos sob efeito do chá. (Com informações de Rodrigo Rezende)



Sob efeito 

"Fiquei paranóico durante semanas" 
Rafael Guimarães dos Santos. Especialista na farmacologia da ayahuasca

Em geral, usuários da ayahuasca se sentem mais tranquilos, confiantes, esperançosos, e pudemos observar isso em laboratório. Eu parei de usar. Depois de dois anos no Santo Daime, tive reações durante um ritual. Tomei o chá junto com maconha, como fazia eventualmente, fiquei paranóico, e o surto durou semanas. Cheguei a pensar em suicídio. "As pessoas vão me matar para fazer um sacrifício humano, vou me matar antes", era tudo o que eu conseguia pensar. Cheguei a me cortar durante uma cerimônia. Precisei de remédios para voltar ao normal. E depois, numa outra sessão, mesmo sem a maconha, voltei ao estado paranóico e enfrentei mais um ano de tratamento. Provavelmente foi uma predisposição minha. Pelos estudos que tenho feito, sei que casos como o meu são raros. Nem isso abala a importância da liberdade de culto."

A GAZETA
Elaine Vieira

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Johnny Depp diz que entrou na cientologia por dinheiro


Não são apenas os personagens de Johnny Depp, 48, que têm um jeito meio excêntrico.

O protagonista de "Piratas do Caribe" também tem suas esquisitices.

O ator afirmou à revista "Vanity Fair" que para continuar algumas atividades ele precisa de um estímulo financeiro, mesmo que pequeno.

Depp disse que recebia US$ 3 (cerca de R$ 5) para frequentar as reuniões da cientologia, seita frequentada por várias celebridades.

Ele ainda afirmou que nesse caso o dinheiro ia para seus filhos.

Em maio deste ano, Depp foi considerado o ator mais bem pago do mundo pela revista "Forbes".

Toru Hanai/Reuters

Johnny Depp recebeu dinheiro para ir à reuniões de religião de famosos

Folha.com

domingo, 10 de julho de 2011

Evangélicos são Sinistros – Disse Papa João Paulo II em documento‎

Evangélicos são Sinistros – Disse Papa João Paulo II em documento


João Paulo 2º classificava assim atividade no Brasil. Sem revelar fontes, o documento obtido pelo WikiLeaks diz que o papa João Paulo 2º descreveu as atividades evangélicas como “sinistras.-Confira documento no final do post…

Documento obtido pelo WikiLeaks e divulgados nesta quarta-feira (29) mostram que, na época da visita do papa Bento 16 ao Brasil, em 2007, o Vaticano estava preocupado com o crescimento dos evangélicos no país e recebeu críticas do monsenhor brasileiro Stefano Migliorelli, que questionou sobre a falta de padres na América Latina.

O telegrama enviado a Washington em 6 de maio de 2007 relata conversas entre diversos membros do Vaticano e o ex-embaixador americano Francis Rooney, um empresário republicano do ramo de construção e um dos maiores doadores de campanha do ex-presidente americano George W Bush.

O diplomata americano faz um comparativo entre a primeira viagem de João Paulo 2º ao Brasil em 1980, quando os católicos representavam 89% da população e o censo de 2000, quando o número de católicos era de 74%.
“A cada ano, milhões de católicos latino-americanos deixam suas igrejas para se juntar a congregações evangélicas incentivados pelos pastores destes novos rebanhos”, disse Rooney.

Ainda segundo ele, de acordo com uma análise, enquanto a Igreja Católica concentra-se em “salvar almas”, muitas igrejas evangélicas fazem o possível apenas para matar a sede latino-americana para o misticismo.
Sem revelar fontes, o documento diz que João Paulo 2º descreveu as atividades evangélicas como “sinistras” e que uma das principais tarefas de Bento 16 seria despertar a comunidade católica e encorajar a resistência ao que o papa anterior teria chamado de “caçada por seitas”.

Já Migliorelli, na época chefe da seção brasileira da Secretaria de Estado do Vaticano, reclamou ao diplomata americano sobre o fato de a América Latina não ser uma região prioritária para a Igreja Católica.
Para Migliorelli, o Brasil e a América Latina seriam como “território de missão” — terras que não foram expostas “de maneira consistente” à fé católica. “Temos que ver isso como uma evangelização — começando do zero”, disse Migliorelli.
Hoje no Brasil, mais de 20% da população se diz evangélica. Um crescimento estrondoso desde 1940, quando esse número era de 2,6% subindo para 15,4% em 2000 e hoje está com mais de 20%. Há projeções de que este número chegará em 50% em 2020.

O monsenhor ainda criticou a quantidade e a qualidade do clero latinoamericano.

“A falta de padres em grande parte da América Latina é muito pior do que nos Estados Unidos”, disse. Migliorelli disse também que “o nível de educação dos padres é muito baixo e que muitas vezes eles não aderem aos padrões de disciplina clerical (celibato, ofertas de sacramentos etc)”.

Em um tópico chamado de “A ameaça da teologia da libertação”, o diplomata americano comenta que o papa João Paulo 2º teria feito grandes esforços para acabar com “esta análise marxista da luta de classes” promovida “por um número significativo de clérigos e católicos leigos que, por vezes, em nome de um compromisso político sancionou a violência em nome do povo”.

Migliorelli comentou que o Vaticano não pretendia tocar no tema durante a visita do papa. O documento prossegue: “A chave é simplesmente que o clero seja treinado mais efetivamente para explicar a posição da Igreja para o povo, ele concluiu”.

Segundo o diplomata, João Paulo 2º combateu com a ajuda de Bento 16 a teologia da libertação mas, nos últimos anos, ela estaria ressurgindo em várias partes da América Latina.

Confira parte do documento onde o Papa se refere as atividades dos Evangélicos como sinistras.
———————————– Growth of Evangelical Protestantism —————————–7. (SBU)
When John Paul II made his first trip to Brazil in 1980 Catholics accounted for 89 percent of the population. According to the 2000 census, they had fallen to 74 percent, with the total in some major cities under 60 percent.
Each year, millions of Latin American Catholics leave their churches to join mostly evangelical congregations – a departure actively encouraged, according to the Catholic Church, by the pastors of these new flocks.
According to one analysis, while the Catholic Church focuses on “saving souls,” many of the evangelical churches tackle day-to-day problems while making just enough doctrinal demands to satisfy the Latin American thirst for mysticism.
Pope John Paul II described their activity as “sinister”. One of Benedict’s main tasks will be to reawaken the Catholic community and encourage resistance to what he has called “poaching” by “sects”.
Tradução Google:
———————————– Crescimento do Protestantismo Evangélico ———– —————— 7. (SBU)
Quando João Paulo II fez sua primeira viagem ao Brasil em 1980 os católicos representavam 89 por cento da população. Segundo o censo de 2000, haviam caído para 74 por cento, com o total em algumas grandes cidades com menos de 60 por cento.
Cada ano, milhões de católicos latino-americanos deixam suas igrejas para se juntar congregações evangélicas em sua maioria – a partida incentivada, de acordo com a Igreja Católica, pelos pastores desses rebanhos novo.
De acordo com uma análise, enquanto a Igreja Católica concentra-se em “salvar almas”, muitas das igrejas evangélicas enfrentar dia-a-dia problemas ao fazer apenas o suficiente doutrinária exigências para satisfazer a sede latino-americana para o misticismo.
Papa João Paulo II descreveu a sua actividade como “sinistro”. Uma das principais tarefas de Bento XVI será o de despertar a comunidade católica e encorajar a resistência ao que ele chamou de “caça” por “seitas”.

Fonte: UOL – via Creio.com.br – Veja docmento na integra no R7.com – post inforgospel.com.br

domingo, 15 de maio de 2011

Stephen Hawking: ‘Não há céu. É um conto de fadas’

Em entrevista ao jornal inglês "The Guardian", o físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking,um dos mais consagrados cientistas da atualidade, expressou mais um de seus pensamentos enfáticos sobre religião e existência humana. Ele disse que a crença de que o céu ou uma vida após a morte nos aguarda é um conto de fadas para as pessoas que têm medo da morte.

- Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falham Não há céu nem vida após a morte para computadores discriminados; É um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro, acrescentou.

Stephen Hawking, que na década de sessenta teve diagnosticada uma doença degenerativa, comentou que tem vivido com a perspetiva de uma morte prematura nos últimos 49 anos.

- Eu não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa de morrer. Tenho tanta coisa que quero fazer primeiro.

Ele reforçou os pensamentos publicados no livro de 2010, "The Grand Design", no qual afirma que não há necessidade de um criador para explicar a existência do universo. O livro provocou uma reação de alguns líderes religiosos.

EXTRA

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Massacre em escola no Rio pode ter motivação no bullying e no fanatismo religioso

Wellington de Menezes de Oliveira, 24, invadiu por volta das 8h desta quinta-feira (7) a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, e matou com disparos 10 estudantes e feriu mais de vinte, entre estudantes e funcionários. Em seguida se suicidou. Ele entrou na escola dizendo que ia dar uma palestra.

No total, o número de mortos está em 13, incluindo Oliveira, um ex-estudante da escola. Dez estudantes estão em estado grave internados no Hospital Albert Schweitzer, em Nilópolis.

O coronel Ibis Pereira, porta-voz da PM, disse que Oliveira estava tomado por uma "demência religiosa". Informou que ele deixou uma carta onde acusa as crianças de serem impuras. "Era um fanático religioso."

Pereira afirmou que o atirador estava armado com um revólver de calibre 38 e outro de 32. Tinha muita munição e equipamento para recarregar as armas. O coronel disse que Oliveira estáva com intenção de matar muito mais.

Fanatismo Religioso

Uma irmã de criação de Oliveira disse que ele sofria de transtornos mentais, estudava o islamismo e por algum tempo usou barba cumprida, como os fundamentalistas de Maomé.

Uma merendeira disse: “O cara entrou, foi para o terceiro andar e começou a atirar”, disse uma funcionária. “Vi muitas crianças carregadas, desacordadas, baleadas”.

Evaldo Machado, vizinha da escola, disse o que viu pela janela: "Eu estava tomando café na janela quando houve uma correria de várias crianças saindo da escola. Contei pelos menos 13 crianças feridas. Elas foram retiradas em carros particulares".


O ataque de fúria de Oliveira está sendo noticiado por sites e redes de TV de todo o mundo.
O ataque de fúria Oliveira está sendo noticiado por sites de jornais de todo o mundo. A presidente Dilma disse estar chocada. O ministro Fernando Haddad (Educação) comentou que nunca houve no Brasil esse tipo de assassinato em massa.

Veja o momento em que atirador invade sala de aula

domingo, 3 de abril de 2011

Qual seria a forma de religião ideal?

Apesar da contradição ciência x religião, muitos estudos científicos já apontaram benefícios da religião: as pessoas religiosas são mais felizes e saudáveis, e a religião oferece uma comunidade social.

Além disso, em um mundo globalizado, as migrações e o medo da instabilidade econômica aumentam, e quando os valores das pessoas são ameaçados, a religião prospera.

Sendo assim, com certeza não vamos nos livrar dela, como algumas pessoas desejariam. Então, qual seria a forma de religião ideal?

Segundo especialistas, as religiões atuais vêm em quatro “gostos”: “festa sagrada”, como a queima de incenso, os sinos e a música coral celestial no catolicismo; “terapia”, por exemplo, as práticas de cura e expulsão de demônios entre alguns cristãos evangélicos; “busca mística”, como a busca do nirvana budista, e “escola”, como estudos detalhados do Corão na cultura islâmica ou a leitura do Torá no judaísmo.

Todos eles tocam em necessidades e desejos humanos básicos. Uma nova religião mundial seria uma mistura harmoniosa de todos eles: a euforia e a pompa de uma festa sagrada, a simpatia e o conforto da terapia, os mistérios e as revelações de uma jornada eterna e o carinho e ambiente didático de uma escola.
Vários festivais, feriados e rituais iriam manter seus seguidores viciados. Ritos muito bizarros, como a mutilação do corpo, por exemplo, não fariam parte da religião ideal (apesar de atitudes aterrorizantes como essa vincularem as pessoas intensamente, tais ritos não são compatíveis com as religiões do mundo).

Mesmo assim, rituais traumáticos podem ainda figurar como cerimônias de iniciação, porque as pessoas tendem a se comprometerem mais com uma religião, bem como serem mais tolerantes com suas falhas, depois de pagar um alto preço para entrar nela.

Já os encontros regulares dessa religião focariam na dança e no canto para estimular a liberação de endorfinas, fundamentais para a coesão social. Para fazer com que as pessoas voltem, deverá também haver alguns mitos que quebrem as leis da física – mas não muitos. Nenhum extremo misticismo, pois tende a levar a divergências.

Com muitos deuses e grande tolerância a práticas locais, a nova religião seria altamente adaptável às necessidades de diferentes congregações sem perder sua identidade unificadora. A religião também enfatizaria assuntos mundanos com os quais a população é muito preocupada, como promover a utilização de contraceptivos e estimular famílias pequenas, além de defender grandes questões ambientais, a filantropia, o pacifismo e a cooperação.

Pronto, montamos uma religião ideal. E, como tudo que é ideal, é apenas uma idealização, muito longe da realidade. [NewScientist]

domingo, 21 de novembro de 2010

Pastor anti-Facebook Admite Sexo em Grupo

(21 de novembro) - Um pastor de Nova Jersey infame para desacreditar Facebook porque ele acha que pode levar ao adultério, aparentemente, não precisa de um site de redes sociais para induzi-lo a ter um caso extraconjugal.
O Rev. Cedric Miller, aqui em janeiro, quando testemunhou
que ele e sua mulher iveram sexo com outro casal "muitas vezes".

O Rev. Cedric Miller, que fez manchetes na semana passada por exigir que 50 funcionários casados de sua Igreja Cristã Palavra Viva  a excluir suas contas do Facebook ou seriam demitidos, uma vez que atestaram que ele teve sexo grupal com a esposa e um auxiliar da igreja do sexo masculino.

Isso de acordo com o jornal local, o Asbury Park Press, que descobriu que Miller deu testemunho em um processo criminal de 2003 contra o assistente da igreja, que foi indeferido. De acordo com documentos do tribunal, Miller disse que o caso começou entre sua esposa e o assistente da igreja, e, em seguida, ele e a esposa do assistente, também se juntaram à libidinagem.

.. "Queremos conversar e rir e brincar e um pouco além do que era adequado'', ele foi citado como dizendo:" Nós tínhamos atravessado a linha muitas vezes "Perguntado por um advogado sobre o que ele quis dizer, o pastor disse:" Eu quero dizer sobre nós quatro. Só quero dizer, estava tocando, lá estava ... Foi uma loucura, foi tudo muito errado, mais do que poderia ser. Sim.''

"Ok, o senhor fala que era o sexo, certo?'', O advogado perguntou." Sim'', disse Miller. Os contatos tiveram lugar na casa do pastor, durante a quinta-feira de reuniões de estudo bíblico ou depois da missa aos domingos.

"Isso foi resolvido na época e, portanto, não vamos permitir que ele põe em causa a nossa missão na mão para salvar muitos casamentos que pudermos", disse Miller em uma declaração na sexta-feira, segundo o New York Daily News.

"Minha vida como um ministro, marido, pai e amigo me levou à convicção de que eu devo fazer tudo que posso para ajudar tantas pessoas fortalecer, preservar e reparar vezes, muitas vezes frágeis de casamentos", disse o comunicado.

Miller, 48 anos, só parou de criticar o Facebook esta semana, depois de chamar o local de um "portal para a infidelidade" ao orientar aos seus paroquianos a compartilhar as senhas com seus cônjuges ou excluir suas contas completamente. Ele culpa o site por acender "paixões antigas", como as pessoas ficam em contato com os ex-cônjuges e amigos, e disse que 20 casais de sua igreja com 1.100 membros têm enfrentado problemas conjugais por causa do Facebook.

"Estive em aconselhamento alargado com casais com problemas conjugais por causa do Facebook no último ano e meio," Miller disse Associated Press. "O que acontece é alguém de superfícies de ontem, isso leva a conversas e a reencontros físicos. A tentação é grande demais."

aolnews.com

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que a Bíblia tem a dizer sobre sexo?

Editor de A Bíblia Anotada New Oxford, Michael Coogan aplicou recentemente o seu profundo conhecimento das Escrituras a um relevante e eterno tema universal: o sexo. Em Deus e sexo: O que a Bíblia realmente diz, ele discute tudo, de casamento, prostituição e "fogo" no próprio lombo de Deus (sim, você pode querer reler o livro de Ezequiel). Coogan coloca a Bíblia, que é muitas vezes incoerentes sobre tópicos tão quentes, em perspectiva, e você pode se surpreender com o que os textos antigos têm a dizer.

Time: Seu livro começa com uma discussão sobre o Cântico erótico de Salomão. A sua inclusão na Bíblia quer dizer, houve uma atitude positiva em relação ao sexo então?

Michael Coogan: Acho que houve uma atitude positiva em relação ao sexo em geral, pois a reprodução era essencial. Qualquer coisa que levou para a reprodução foi certamente visto de forma positiva, e a ideia de se abster de sexo por razões religiosas era algo bastante incomum no judaísmo, na maioria dos períodos. Em muitas passagens é um texto altamente erótico, e foi um texto que nos diz a literatura rabínica usou para ser cantado nas tabernas. No entanto, quando eu estava no seminário muitas décadas atrás, era razored de muitas das Bíblias que tivemos.

Existe alguma palavra na Bíblia que é um eufemismo para órgãos genitais?
Há pés, mãos, joelhos, carne. A palavra para testículos é pedras. Não há o que chamamos de precisos termos anatômicos. Como acontece com toda a literatura, as passagens da Bíblia podem ter mais de um nível de significado. E às vezes pode haver um tipo de insinuação sexual ou duplo sentido aí que está implícito.

Mesmo a palavra "rir" tem uma conotação sexual.
Essa é emblemática, e você não ver até chegar à história sobre Isaac dizendo ao rei estrangeiro que sua esposa Rebecca é sua irmã, e então o rei vê Isaac fazer rir Rebecca, e ele diz: "Ela não é sua irmã, ela é sua esposa!" Normalmente, a própria tradução não é literal, as traduções vão dizer acariciar, ou algo parecido. Mas a palavra hebraica que significa realmente para fazer rir é a mesma palavra que é usada em outros contextos, como na história do bezerro de ouro, então não há uma sugestão de uma orgia lá, se houvesse implicaria em ofensa.

Qual é a importância de ler a Bíblia em suas línguas originais?
É essencial para alguns de nós fazê-lo, se não por outro motivo, para que as traduções possam ser feitas o mais preciso quanto possível. Muitas vezes, os tradutores refletem as suas próprias opiniões e seus próprios preconceitos, tanto como os escritores bíblicos o fizeram. Eu estive interessado recentemente, neste caso devido a Suprema Corte da Igreja Batista Westboro. Olhei para o seu site e ele lista todas as passagens onde ele diz que a Bíblia fala sobre a sodomia. Bem, na maioria deles a sodomia não é discutida. O termo sodomia é  um termo para designar outras palavras em hebraico e nunca no significado de  sodomia no sentido de sexo anal entre homens.

Dados todos os exemplos de poligamia, onde está na Bíblia que o casamento é uma união sancionada somente entre um homem e uma mulher?
Não há prova inequívoca da Bíblia, especialmente a Bíblia hebraica, que diz que a monogamia deveria ser a norma. Para a maior parte, os personagens bíblicos que conhecemos bem, se eles pudessem pagar por ela, teriam muitas mulheres. Salomão, o maior amante de todos eles - talvez por isso a ele é atribuído ter escrito o Cântico dos Cânticos - teve 300 esposas. Então, os fundamentalistas mórmons que insistem que a poligamia é bíblica, em um sentido  estão certos. Se você estiver indo para ser um literalista estrito, não há nada de errado com a poligamia.

Nós nunca sabemos se Adão e Eva foram casados, né?
Isso mesmo. Não há nenhuma cerimônia de casamento descrita. Aqui está outro caso em que a questão da tradução vem à tona. O mesmo termo hebraico pode ser traduzido tanto como mulher ou esposa. Então, quando ele diz que o homem conheceu a sua esposa e ela ficou grávida - isso é outro eufemismo, para saber, no sentido bíblico - ele também poderia ser o homem sabia que sua mulher e ela engravidou.

Você dedica um capítulo à condição das mulheres. É a razão pela qual existem tantos equívocos sobre a Bíblia e o sexo pelo fato de que muitas vezes esquecemos como patriarcal essas sociedades eram?
O estatuto das mulheres é importante como pano de fundo, mas também é outro exemplo de como temos, na maioria das vezes, apesar de aceitar a Bíblia como autoridade, alguns de seus principais pontos de vista ultrapassados e, de certa forma rejeitados. Se fizemos isso para coisas como a escravidão ou o estatuto de subordinação da mulher, então nós podemos fazê-lo em outras questões também, como o casamento do mesmo sexo. Temos que fazer a pergunta: Como é que nós vamos tomar algumas partes da Bíblia e dizer que são absolutamente e eternamente vinculativas, e outras peças que podem ser simplesmente ignoradas?

Quanto ao aborto, a Bíblia não diz muito.
Ela não diz nada. Essa é uma das coisas que eu acho mais interessante, porque ambos os lados do debate contemporâneo sobre o aborto vai citar a Bíblia em apoio da sua posição. Eles têm de citar os versos que não falam sobre o aborto.

Ao abordar a sexualidade de Deus, você escreve: "O Senhor é concebido como um ser sexual", de acordo com certas passagens.
Ele é descrito como um ser sexual, mas a linguagem é ao mesmo tempo mítica e metafórica.
As descrições, em Ezequiel, por exemplo, mesmo se elas estando em alegorias, são bastante explícitas.
Eles são muito explícitas. Elas de fato são chamadas pornográficas.

Eram as pessoas nos tempos bíblicos menos pudica do que somos hoje?
Eu acho que de certa forma eles eram, embora eles usassem um monte de eufemismos. Quando eles estavam pensando sobre o seu Deus, eles pensavam dele e não de forma tão diferente da maneira como as outras pessoas pensavam sobre seus deuses. Se você pudesse descrever Deus como um rei ou um pastor ou um guerreiro, então você também poderia descrevê-lo como marido, e fazendo o tipo de coisas que os maridos fazem. No mundo greco-romano em que o cristianismo surgiu a idéia de que uma divindade descesse à Terra e ter relações sexuais com um mortal não teria sido surpreendente em tudo.


Fonte: TIME

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Top 10 Religiões do Mundo

Estatísticas de religiões do mundo são apenas  levantamentos aproximados .Além do cristianismo, as religiões poucos, se algum, tentar manter registros estatísticos, mesmo protestantes e católicos e empregar diferentes métodos de contagem de membros.

ReligiãoAdeptosPercentagem
Cristianismo2.100 milhões33,0%
Islamismo1.500 milhões21
Hinduismo900 milhões14
Budismo376 milhões6
Sikhismo23 milhões0.36
Judaísmo14 milhões0.22
Bahaismo70000000.1
Confucionismo6,3 milhões0.1
Jainismo4,2 milhões0.1
Xintoísmo4 milhões0.0



Cristianismo 
O cristianismo começou como uma seita dissidente do judaísmo quase 2000 anos atrás. Jesus, o filho da Virgem Maria e seu marido José, mas concebido através do Espírito Santo, foi incomodado por algumas das práticas dentro de sua fé judaica nativa e começou a pregar uma mensagem diferente de Deus e da religião. Durante suas viagens ele foi acompanhado por doze discípulos que o seguiam em suas jornadas e aprendiam com ele. Ele realizou muitos milagres durante este tempo e muitos de seus ensinamentos relacionados sob a forma de parábolas. Entre suas frases mais conhecidas são a "amar o teu próximo" e "virar a outra face". Em um ponto, ele revelou que ele era o Filho de Deus enviado à Terra para salvar a humanidade de nossos pecados. Isso ele fez ao ser crucificado na cruz por seus ensinamentos. Em seguida, ele ressuscitou dos mortos e apareceu aos seus discípulos e disse-lhes para ir adiante e espalhar a sua mensagem.

Desde que o cristianismo e o judaísmo partes da mesma história até a época de Jesus Cristo, eles são muito semelhantes em muitas das suas crenças fundamentais. Há duas diferenças básicas. Uma delas é que os cristãos acreditam no pecado original, e que Jesus morreu em nosso lugar para nos salvar do pecado. A outra é que Jesus era plenamente humano e Deus e como o Filho de Deus faz parte da Santíssima Trindade: Deus Pai, o Filho eo Espírito Santo. Todos os cristãos acreditam no céu e que aqueles que se arrependerem sinceramente os seus pecados diante de Deus serão salvos e se juntar Ele no céu. A crença no inferno satanás varia entre os grupos e indivíduos.

Há uma infinidade de formas de cristianismo que têm desenvolvido, quer devido a desacordos sobre o dogma, a adaptação a diferentes culturas, ou simplesmente gosto pessoal. Por esta razão, pode haver uma grande diferença entre as várias formas de cristianismo que pode parecer diferentes religiões para algumas pessoas.


Islamismo - 622 dC
O Islã foi fundada em 622 dC por Maomé, o Profeta, em Meca (também escrito Meca). Embora seja o mais jovem das grandes religiões do mundo, os muçulmanos não vêem isso como uma nova religião. Eles crença de que é a mesma fé ensinada pelos profetas, Abraão, Davi, Moisés e Jesus. O papel de Muhammad como o último profeta foi para formalizar e clarificar a fé e purificá-la através da remoção de idéias que foram adicionados em erro. Os dois textos sagrados do islamismo são o Alcorão, que são as palavras de Alá "o único Deus verdadeiro", como dado a Maomé, e no Hadith, que é uma coleção de ditos de Maomé. Os direitos de todos os muçulmanos são conhecidos como os Cinco Pilares do Islã e são os seguintes:


  1. Recite shahadah a pelo menos uma vez.
  2. Realize a salat (oração) 5 vezes ao dia, enquanto enfrenta a Caaba em Meca.
  3. Doe para a caridade regularmente através do zakat, um imposto de 2,5% a caridade, e através de doações adicionais para os necessitados.
  4. Jejuar durante o mês de Ramadã, o mês que Maomé recebeu o Alcorão de Deus.
  5. Fazer peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida, se física e economicamente possível.

Os muçulmanos seguem um monoteísmo estrito com um criador que é justo, onipotente e misericordioso. Eles também acreditam em Satanás, que leva as pessoas ao pecado, e que todos os descrentes e pecadores passarão a eternidade no inferno. Os muçulmanos que sinceramente se arrependem e se submetem a Deus vão voltar a um estado de impecabilidade e irão para o paraíso depois da morte. Álcool, drogas e jogos de azar devem ser evitados e que rejeitem o racismo. Eles respeitam os profetas anteriores, Abraão, Moisés e Jesus, mas consideram que o conceito da divindade de Jesus como blasfemo e não acreditam que ele foi executado na cruz.


Hinduísmo - 4000-2500 aC *
As origens do Hinduísmo podem ser rastreados pela a civilização do Vale do Indo em algum momento entre 4000 e 2500 aC. Embora considerado por muitos como uma religião politeísta, a base do Hinduísmo é a crença na unidade de tudo. Este conjunto é chamado de Brahman. O propósito da vida é perceber que somos parte de Deus e por isso podemos deixar este plano de existência e voltar com Deus. Este esclarecimento só pode ser conseguido passando por ciclos de nascimento, vida e morte conhecido como samsara. Um progresso em relação a iluminação é medido pelo seu karma. Este é o acúmulo de ações boas e ruins todos um e isso determina próxima reencarnação da pessoa. Atos altruístas e pensamentos, bem como a devoção a Deus é uma ajuda para renascer em um nível superior. Maus atos e pensamentos que levam alguém a ser reencarnado em um nível inferior, como uma pessoa ou mesmo um animal.

Hindus seguem um rigoroso sistema de castas que determina a posição de cada pessoa. A uma casta nasce é o resultado do karma de suas vidas anteriores. Apenas os membros da casta mais elevada, os brâmanes, podem realizar os rituais religiosos hindus e ocupam posições de autoridade dentro dos templos.

Budismo - 560-490 aC
Budismo se desenvolveu a partir dos ensinamentos de Sidarta Gautama, que, em 535 aC, atingiu a iluminação e assumiu o título de Buda. Ele promoveu 'O Caminho do Meio "como o caminho para a iluminação, em vez de os extremos de mortificação da carne ou do hedonismo. Muito tempo depois de sua morte os ensinamentos de Buda foram escritos. Esta coleção é chamado Tripitaka. Os budistas acreditam em reencarnação e que devemos passar por ciclos de nascimento, vida e morte. Depois de muitos ciclos desse tipo, quando uma pessoa libera o seu apego ao desejo e ao eu, eles podem alcançar o Nirvana. Em geral, os budistas não acreditam em nenhum tipo de Deus, a necessidade de um salvador, a oração ou a vida eterna após a morte. No entanto, desde a época do Buda, o budismo integrou muitas regional rituais religiosos, crenças e costumes em como ela se espalhou por toda a Ásia, para que essa generalização não é mais verdade para todos os budistas. Isso tem ocorrido com pouco conflito, devido à natureza filosófica do budismo.

Sikhismo - 1500 DC
A fé Sikh foi fundada por Shri Guru Nanak Dev Ji na região de Punjab, atual Paquistão. Ele começou a pregar o caminho para a iluminação e Deus após ter recebido uma visão. Após sua morte, uma série de nove Gurus (considerado como reencarnações do Guru Nanak) liderou o movimento até 1708. Neste momento, essas funções passaram a Panth e o texto sagrado. Este texto, o Shri Guru Granth Sahib, foi compilado pelo décimo Guru, Gobind Singh. É composto de hinos e escritos dos primeiros 10 Gurus, juntamente com textos de diferentes muçulmanos e santos hindus. O texto sagrado é considerado o Guru 11 e final.

Sikhs acreditam em um Deus único informe com muitos nomes, que podem ser conhecidas através da meditação. Sikhs rezam muitas vezes a cada dia e são proibidos de adorar os ídolos ou ícones. Eles acreditam no samsara, carma e reencarnação como hindus fazem, mas rejeitam o sistema de castas. Eles acreditam que todos tem o mesmo status aos olhos de Deus. Durante o século 18, houve uma série de tentativas para elaborar um retrato fiel dos costumes Sikh. Estudiosos e teólogos Sikh começaram em 1931 para preparar o maryada Reht - o código de conduta Sikh em convenções. Isso teve êxito alcançado um elevado nível de uniformidade nas práticas sociais e religiosas do Sikhismo em todo o mundo. Ele contém 27 artigos. Artigo 1 º define que é um sikh:

"Qualquer ser humano que acredita fielmente em:

Um ser imortal,
Dez Gurus, do Guru Nanak Dev ao Guru Gobind Singh,
O Guru Granth Sahib,
Os enunciados e os ensinamentos dos dez Gurus e
o batismo legada pelo décimo Guru, e quem não deve fidelidade a nenhuma outra religião, é um sikh. "

Judaísmo - 2000 aC
Fé, o Judaísmo, o Cristianismo, o Islã e os Baha'i todos se originaram de um pacto divino entre o Deus dos antigos israelitas e Abraão cerca de 2000 aC. O próximo líder dos israelitas, Moisés conduziu seu povo do cativeiro no Egito, e recebeu a Lei de Deus. Josué mais tarde levou para a terra prometida, onde Samuel estabeleceu o reino de Israel com Saul como seu primeiro rei. Rei David estabeleceu Jerusalém eo Rei Salomão construiu o primeiro templo lá. Em 70 dC o templo foi destruído e os judeus foram espalhados por todo o mundo até 1948, quando o Estado de Israel foi formado.

Os judeus crêem em um criador que é o único a ser adorado como senhor absoluto do universo. Ele monitora as atividades dos povos e premia as boas ações e pune o mal. A Torá foi revelada por Deus a Moisés e não pode ser alterado se Deus se comunica com o povo judeu através dos profetas. Os judeus acreditam na bondade inerente do mundo e seus habitantes como criações de Deus e não necessitam de um salvador para salvá-los do pecado original. Eles acreditam que são o povo escolhido de Deus e que o Messias vai chegar no futuro, reuni-los em Israel, haverá uma ressurreição geral dos mortos, e do Templo de Jerusalém destruído em 70 dC será reconstruído.

Bahá'í - 1863 CE
A Fé Bahá'í surgiu do islamismo em 1800 com base nos ensinamentos de Baha'u'llah e agora é uma fé distinta no mundo inteiro. Os seguidores da fé creem que Deus enviou nove grandes profetas para a humanidade através do qual o Espírito Santo revelou a "Palavra de Deus." Isto deu origem a grandes religiões do mundo. Embora essas religiões surgiram a partir dos ensinamentos dos profetas de um Deus, bahá'í não acreditam que eles são todos iguais. As diferenças nos ensinamentos de cada profeta é devido às necessidades da sociedade a que veio para ajudar e que a humanidade estava pronta para ser revelado a ele. crenças bahá'ís promovam a igualdade de gênero e raça, a liberdade de expressão e de reunião, a paz mundial e um governo mundial. Eles acreditam que um único governo mundial liderado pelos bahá'ís será estabelecida em algum ponto no futuro. A fé não tenta preservar o passado, mas não abraçam as conclusões da ciência. Os bahá'ís acreditam que cada pessoa tem uma alma imortal que não pode morrer, mas é liberado para viajar pelo mundo do espírito após a morte.


Confucionismo - 500 aC
K'ung Fu-Tzu (Confúcio), nasceu em 551 aC, no estado de Lu na China. Ele viajou por toda a China dar conselhos aos seus governantes e ensino. Seus ensinamentos e escritos tratados com a moral individual e a ética, o bom exercício do poder político. Ele destacou os seguintes valores:

Li: ritual, decoro, etiqueta, etc
Hsiao: o amor entre os membros da família
Yi: justiça
Xin: honestidade e lealdade
Jen: benevolência para com os outros, a maior das virtudes confucionistas
Chung: a lealdade ao Estado, etc
Ao contrário da maioria das religiões, o confucionismo é primariamente um sistema ético com os rituais em momentos importantes durante a vida. Os períodos mais importantes reconhecidos na tradição confuciana é nascer, a atingir a maturidade, o casamento ea morte.

Jainismo - 420 aC
O fundador da comunidade Jain foi Vardhamana, Jina o último de uma série de 24 que viveu no leste da Índia. Ele alcançou a iluminação após 13 anos de privação e cometeu o ato de salekhana, o jejum até a morte, em 420 aC. Jainismo tem muitas semelhanças com o hinduísmo e o budismo que se desenvolveu na mesma parte do mundo. Eles acreditam em karma e reencarnação como fazem os hindus, mas eles acreditam que a iluminação e libertação desse ciclo só pode ser alcançada através de ascetismo. Jainistas seguem fruititarianismo. Esta é a prática de apenas comer o que não vão matar a planta ou animal a partir da qual é tirada. Eles também praticam  ahimsa, (literalmente: a prevenção da violência), a não-violência, porque qualquer ato de violência contra um ser vivo cria karma negativo que irão afectar negativamente a vida seguinte.

Xintoísmo - 500 aC
Xintoísmo é uma antiga religião japonesa, estreitamente ligada à natureza, que reconhece a existência de vários "Kami" divindades, a natureza. As primeiras duas divindades, Izanagi e Izanami, deu origem ao arquipélago japonês e seus filhos se tornaram os orixás dos vários clãs japoneses. Uma de suas filhas, Amaterasu (Deusa do Sol), é o ancestral da Família Imperial e é considerado como o principal divindade. Todos os Kami são benignos e apenas servem para sustentar e proteger. Eles não são vistos como algo separado da humanidade devido ao pecado, porque a humanidade é "Criança Kami". Os seguidores do Xintoísmo desejam a paz e acreditam que toda vida humana é sagrada. Eles reverenciam "musuhi", o Kami poderes criativos e harmonização, e aspiram a ter "makoto" sinceridade, ou verdadeiro coração. A moralidade baseia-se naquilo que é benéfico para o grupo. Há "quatro Declarações" no Xintoísmo:


  1. Tradição e família: a família é o principal mecanismo pelo qual as tradições são preservadas.
  2. O amor à natureza: a natureza é sagrada e objetos naturais devem ser adorados como sagrados espíritos.
  3. Limpeza física: eles devem tomar banho, lavar as mãos e enxaguar a boca com freqüência.
  4. "Matsuri", festival que homenageia os espíritos.
Fonte: omsakthi.org

sábado, 7 de agosto de 2010

A cruzada dos dos novos ateus contra a religião

A igreja dos novos ateus
Por que um grupo de cientistas partiu para uma cruzada contra a fé no mundo

Imagine um mundo sem religião, sugere Richard Dawkins, aproveitando um dos versos da música "Imagine", de John Lennon: "Imagine nenhum homem-bomba, nenhum 11 de setembro, nenhuma Cruzada, nenhum conflito na Irlanda do Norte, nenhuma guerra entre Israel e Palestina. Imagine nenhum Taleban para explodir as estátuas gigantes de Buda no Afeganistão". A lógica, apresentada por Dawkins, mas partilhada por outros, como Dennett, é que a fé hoje faz mais mal do que bem à humanidade.
TERROR
O documentário de Dawkins
para a TV inglesa exibe Nova York e o Word
Trade Center com apergunta:"Como seria o
 mundo sem religiões?"

Segundo os religiosos, Dawkins ignora a presença dos moderados. Outros afirmam que a argumentação de Dawkins é inadequada. Sem a religião também não haveria missionários para tratar de doentes de aids na África, defender lavradores na Amazônia, visitar os presos ou criar algumas das mais belas manifestações artísticas. Continuando o raciocínio de Dawkins, não haveria Taleban, mas nenhum budista teria erguido as estátuas gigantes. Tentar julgar as religiões pelo mal que em alguns momentos causaram é tão falacioso quanto fazer o mesmo com a ciência. Seria o mesmo que afirmar que, sem a ciência, não teríamos a bomba atômica, o efeito estufa, os acidentes de avião ou o assédio sexual pela internet.

A questão central levantada pelos novos ateus é até que ponto a religião é a única portadora de bons valores humanistas, como ética, moral e solidariedade. "Você realmente imagina que a única razão pela qual as pessoas tentam ser boas é para ganhar a aprovação de Deus?", diz Dawkins. Mas quem freqüenta qualquer culto pentecostal vê dezenas de depoimentos de pessoas que afirmam ter sido resgatadas de uma vida devassa exatamente pelo temor a Deus.

"Segundo essa lógica, sem a cenoura e o chicote divinos, as pessoas se entregariam aos desejos mais básicos, quebrariam promessas, trairiam os cônjuges, abandonariam seus deveres", diz Dennett. "Não encontrei nenhuma evidência que apoiasse a tese de que pessoas, religiosas ou não, tivessem maior propensão a matar, roubar, estuprar ou trair." Para confirmar isso, ele diz que entre os 2 milhões de presidiários americanos a proporção de religiosos - inclusive de não-religiosos - é a mesma que entre a população livre.

Dawkins tenta mostrar como os melhores impulsos humanos podem ter evoluído naturalmente, pelo mesmo mecanismo de seleção natural que produziu a linguagem. O instituto da generosidade teria se desenvolvido quando os humanos ainda viviam em bandos pequenos e a sobrevivência de todos dependia de cooperação. Há quem vá mais longe. Segundo Franz de Waal, um dos maiores especialistas em primatas, estudos com chimpanzés e macacos bonobos revelam que valores humanistas, como cooperação, solidariedade e amizade, já teriam emergido em espécies ancestrais dos humanos.

Um mundo sem fé poderia até ser moral. Mas teria tanta graça? Alguns ateus dizem que a espiritualidade não está necessariamente ligada à religião. "Poderíamos invocar o poder da poesia e da contemplação silenciosa", diz Sam Harris. No lugar da devoção a Deus, eles adotam a admiração pelo mundo natural, pelas belezas que o cosmo revela à luz da razão. É o naturalismo. "Ele ensina uma das coisas mais importantes do mundo", diz Greg Graffin, zoólogo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e fundador da banda punk Bad Religion. "Existe apenas esta vida. Então, dê beleza e sentido a ela."

Essa sensação foi mais bem descrita pelo físico Albert Einstein, quando pressionado a explicar sua opção: "Sou um profundo religioso não-crente. Nunca imputei à natureza um sentido ou um objetivo, nem nada que pudesse ser entendido como antropomórfico. O que vejo na natureza é uma estrutura magnífica que podemos compreender apenas imperfeitamente. E isso deve encher a pessoa com uma sensação de humildade. Essa é uma emoção verdadeiramente religiosa, que nada tem a ver com misticismo".

Em um aspecto, pelo menos, quem acredita em Deus está em situação favorável. Pesquisas sugerem que as pessoas religiosas vivem mais e se sentem mais felizes. Também, pelas taxas de natalidade dos EUA e da Europa, os religiosos parecem se reproduzir mais que os não-crentes. Isso é uma vantagem competitiva inquestionável, em termos darwinistas.

Mesmo morando em São Paulo, a dentista paulista Simone Bogus, de 41 anos, não quis correr o risco de seu filho aprender alguma espécie de teoria criacionista. Ao matricular Pedro, de 8 anos, na escola, fez questão de destacar que é atéia na opção religiosa. "Peço para que ninguém implique com ele nem imponha nada de religião", diz. Ela tem pais s católicos, estudou em colégio batista, morou com uma família judia e foi evangélica fervorosa, mas diz que deixou de acreditar em Deus há quatro anos.


CEREBRAL
Dennett em seu escritório. No novo livro, que será lançado no Brasil neste mês, ele tenta explicar a origem da fé

Simone afirma querer deixar o filho livre para definir as próprias crenças. "Quando o avô dele morreu, muitos familiares disseram que tinha ido para o céu", afirma. "Eu não brigo se meu filho acreditar nisso, mas preferi dizer a ele que o corpo do avô foi comido por bactérias, virou pó e que eles nunca mais se verão. Meu filho não pode ser privado da realidade", diz. Embora ache a religião algo absolutamente dispensável e alienante, não entra em polêmicas. "Se uma senhora de 80 anos me diz: 'Deus te abençoe', eu respondo 'Amém' e encaro como uma demonstração de carinho."

Paradoxalmente, a investida dos novos ateus contra a religião dificulta a retirada do "criacionismo científico" dos currículos das escolas. Quando assume o confronto, Dawkins dá razão aos fundamentalistas, que dizem que o darwinismo é a porta de entrada para o ateísmo. "Quem perde com a radicalização de posições são os moderados, tanto religiosos quanto cientistas", diz Eduardo Cruz, físico e teólogo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Em um mundo assombrado pelo fundamentalismo religioso, o embate não ajuda. "Não é hora de acirrarmos o conflito, mas de buscar formas de conciliação."

Mas a conciliação ficou mais distante com o ataque dos ateus. Tamanha rixa entre ciência e fé não existia desde 1859, quando Darwin publicou A Origem das Espécies. Aquela foi, na visão dos religiosos, a maior agressão dos cientistas à fé. A obra de Darwin virou a base da biologia moderna. Segundo ele, as espécies evoluem pelo mecanismo de seleção natural. O processo começa pelas mutações, naturais em qualquer reprodução. Por mais parecidos que sejam com os pais, os filhos sempre têm características diferentes. Essas diferenças os tornam mais ou menos capazes de sobreviver e reproduzir no ambiente em que vivem. Alguns desses traços favorecem o sucesso dos indivíduos: força física, velocidade, capacidade de digerir alimentos mais duros, uma cor que confunde seu maior predador, atratividade para o sexo oposto etc. Como os indivíduos com traços mais vantajosos tendem a ter prole maior, esses traços acabam se espalhando por toda a população. E assim a espécie muda. A teoria foi criticada pelos religiosos desde o início, por tirar do homem o status de "criado à imagem e semelhança" de Deus, "rebaixando-o" a um macaco aperfeiçoado. Nos últimos 150 anos, foi comprovada e aprimorada. Pesquisas genéticas recentes revelam que 98,5% do DNA humano é igual ao do chimpanzé.

A maioria das religiões cristãs se adaptou, ao longo do tempo, ao avanço das idéias científicas. Elas lêem o texto do Gênesis - o livro bíblico que trata da criação do mundo - como um relato simbólico, que não deve ser tomado ao pé da letra. Em paralelo, grande parte dos cientistas também convive bem com a própria fé e a dos outros. Alguns seguem um princípio que foi definido pelo biólogo americano Stephen Jay s Gould como o dos magistérios que não se misturam. Segundo Gould, que se dizia agnóstico, os cientistas se limitariam a explicar o que diz respeito ao mundo natural. Já os filósofos e religiosos se encarregariam de questões sobre o sentido da existência.

Mas os cientistas religiosos preferem harmonizar a fé e a razão. "Gould estabelece um muro artificial entre duas visões de mundo", diz o geneticista Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Genoma Humano, que coordenou o trabalho internacional para mapear o DNA humano. "Acredito que a força criadora de Deus fez tudo existir em primeiro lugar. Por isso, estudar o mundo natural é uma oportunidade para observar a elegância e a complexidade da criação divina", diz. Tanto os agnósticos, como Gould, quanto os devotos, como Collins, têm em comum a opção por lutar contra o confronto entre ciência e religião.

Autores: ALEXANDRE MANSUR E LUCIANA VICÁRIA COM MARIANA SANCHES


Fonte: Revista Época (18/12/2009)