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domingo, 10 de março de 2013

Hipertensão - pressão alta - envelhece o cérebro, diz estudo


Hipertensão envelhece o cérebro, diz estudo
Controlar a pressão, mesmo que levemente elevada, é fundamental

Pessoas de meia idade com hipertensão, ou mesmo aquelas que ainda não apresentam pressão arterial alta o suficiente para preocupar os especialistas, apresentam envelhecimento precoce do cérebro. A descoberta foi publicada na edição online do Lancet de 2 de novembro. Para entender a relação, um professor de neurologia e diretor do Alzheimer's Disease Center, da University of California Davis, nos Estados Unidos, liderou uma equipe de especialistas.

Foram analisados dados de 579 pessoas que faziam parte do Framingham Heart Study, estudo que analisava as condições cardiovasculares dos participantes há mais de 60 anos. A nova pesquisa englobou a terceira geração de participantes que têm, em média, 30 anos. Todos tiveram a pressão arterial medida no início do estudo e foram divididos em três grupos: pressão arterial normal, pré-hipertensão e hipertensão. Foi observado ainda se os voluntários fumavam ou tomavam alguma medicação para a pressão. Por fim, todos foram submetidos a ressonâncias magnéticas do cérebro para avaliar lesões na massa branca ou cinzenta.
Os resultados mostraram que os cérebros dos participantes que tinham pressão elevada estavam significativamente menos saudáveis do que os do grupo com pressão normal. De acordo com os pesquisadores, o órgão aparentava estar mais envelhecido. Assim, o cérebro de uma pessoa de 33 anos que pertencia ao grupo com hipertensão era semelhante ao de uma pessoa de 40 anos do grupo com pressão normal.

O estudo reforça a importância de controlar a pressão mesmo em estágio inicial. Por ser uma doença silenciosa, a hipertensão muitas vezes fica em segundo plano quando o assunto é saúde. Assim, recomenda-se fazer check-ups anualmente para evitar futuros problemas.

Aprenda a prevenir e controlar a hipertensão

Quase um quarto da população brasileira sofre de hipertensão, de acordo com dados do Ministério da Saúde. É possível mudar esse quadro, entretanto, adotando hábitos simples. Veja como:

Faça exercícios
Você não precisa mudar toda a sua rotina para conseguir praticar exercícios regularmente. Uma simples caminhada diária já ajuda a reduzir o risco de hipertensão.

Reduza o sal
Em excesso, o sal leva à retenção de líquidos, o que aumenta a pressão arterial. Por isso, evite adicionar o alimento à comida e aproveite para usar temperos naturais.

Reduza as medidas
Acúmulo de gordura na cintura deve ser um alerta para quem quer se prevenir da hipertensão. Homens com mais de 102 cm e mulheres com mais de 88 cm de cintura estão em perigo.

Beba com moderação
Álcool também pode ser um vilão da pressão. Aprenda, portanto, a consumir a bebida com moderação.


10 maneiras de prevenir e controlar a hipertensão
Novos dados indicam que a doença atinge 23,3% dos brasileiros

Segundo o Ministério da Saúde, quase um quarto da população brasileira sofre com a doença crônica (23,3%). Esse dado diminuiu em relação ao ano passado (24,4%), mais ainda representa um aumento se comparado aos últimos cinco anos, já que em 2006 a proporção era de 21,6%.

A pesquisa, feita com 54.339 adultos, faz parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e revela que o diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres - 25,5% - do que em homens - 20,7%. A prevalência da doença também aumenta com a idade, afetando mais de 50% das pessoas com 55 anos ou mais.

A hipertensão, conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. "Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. Além disso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal", explica o cardiologista Enéas Rocco. Essa doença pode desencadear males que envolvem o sistema circulatório, desde um infarto até um derrame cerebral. Entretanto, há hábitos de vida que implicam em pequenas mudanças que estão totalmente ao alcance e podem blindar seu organismo. Confira 10 dicas para afastar essa doença silenciosa. 


Um hábito prático e saudável: para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.

Reduza (não elimine) o sal: o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. Além disso, hoje existe uma boa substituição: o sal diet pode ser útil na dieta do hipertenso, substituindo parte do cloreto de sódio pelo cloreto de potássio - e nisso, ele é duplamente benéfico, por reduzir o sódio e por adicionar potássio, sendo esse último um elemento muito importante na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial. Além dos cuidados em relação ao consumo de sal, quem já apresenta a hipertensão deve seguir uma dieta balanceada, privilegiando frutas e verduras, carne magra, laticínios desnatados, grãos e cereais.

Perdendo medidas: pesquisadores do Instituto de Nutrição da UFRJ descobriram que um mal, muitas vezes esquecido, tem grande influência na hipertensão: o acúmulo de gordura na cintura. O indicador é sinal de alerta quando as medidas ultrapassam 102cm para os homens e 88cm nas mulheres, pois essa gordura abdominal duplica as chances de hipertensão, infarto e diabetes. Para reduzir os alimentos gordurosos na alimentação vale incluir frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros como filé mignon e músculo.

Beba com moderação: a redução da ingestão de álcool também auxilia o controle da pressão arterial, porém não é necessária a abstinência. Para não passar da conta, a recomendação é a seguinte: a ingestão de bebida alcoólica deve ser limitada a 30g álcool/dia contidas em 600 ml de cerveja (5% de álcool) ou 250 ml de vinho (12% de álcool) ou 60ml de destilados (whisky, vodka, aguardente com 50% de álcool). Este limite deve ser reduzido à metade para homens de baixo peso, mulheres e indivíduos com sobrepeso e/ou triglicérides elevados.

 Apague o cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente, além de comprometer toda a sua saúde a longo prazo. "Parar de fumar é fundamental", alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa. Isso ocorre porque a nicotina do cigarro aumenta a pressão arterial - o que não significa que fumar cigarros com baixos teores de nicotina diminua consideravelmente o risco de doenças cardíacas.

Conte até dez: o estresse aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, desencadeando a hipertensão e doenças do coração. Uma das doenças relacionadas à estafa, ou seja, a doença mais conhecida como fadiga, que causa dores musculares e cansaço físico ocasionados principalmente pela combinação entre desgaste excessivo (sem respeitar um tempo de descanso e recuperação) e pela má alimentação. Nestes casos, o tratamento é uma mudança radical na rotina e na alimentação. As dicas dos especialistas são controlar s emoções e procurar incluir atividades relaxantes na sua rotina.

Vitamina D sempre: um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.

Monitore seu coração: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. No mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem medir a pressão arterial. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios. Quem já possui a doença deve ir medi-la a cada mês e ir ao médico a cada seis meses para verificar a medicação que está tomando.

Benefícios adicionais do sexo: um estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa contou com a colaboração de três mil homens de 45 a 59 anos de idade. De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão subsequente é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos.

Tire as crianças da frente de TV: crianças que passam muito tempo em frente à televisão têm mais chances de apresentar elevação da pressão arterial independentemente do seu nível de gordura corporal ou peso, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. A pesquisa analisou a relação entre a pressão arterial das crianças e sua escolha de passatempos passivos, como assistir à TV, usar o computador e ler. De acordo com os pesquisadores, ver TV é mais nocivo do que jogar vídeo-game, por exemplo, porque a ação de jogar demanda o mínimo de movimentos da criança. Enquanto a TV, além de estimular o comportamento passivo, normalmente vem associada ao consumo de guloseimas, como salgadinhos e biscoitos, cheios de sal e gordura, que também contribuem para o aumento da pressão.





A hipertensão é o termo utilizado para descrever a pressão arterial elevada.

A pressão arterial é uma medida da força contra as paredes de suas artérias quando o seu coração bombeia sangue através do corpo.

As leituras de pressão arterial normalmente são dadas como dois números - por exemplo, 120 por 80 (escrito como 120/80 mmHg). Um ou ambos destes números podem ser muito altas.

O número mais alto é chamada a pressão sanguínea sistólica e o número inferior é chamada a pressão arterial diastólica.

A pressão arterial normal é quando a sua pressão sanguínea for inferior a 120/80 mmHg na maior parte do tempo.
A pressão arterial elevada (hipertensão) é quando a pressão arterial é de 140/90 mmHg ou superior a maior parte do tempo.
Se os números de pressão arterial são 120/80 ou superior, mas inferior a 140/90, ele é chamado de pré-hipertensão.

Causas
Muitos fatores podem afetar a pressão arterial, incluindo:

Quantidade de água e sal que você tem em seu corpo
A condição de seus rins, sistema nervoso, ou vasos sanguíneos
Os níveis de hormônios diferentes do corpo
A sua pressão arterial é muito alta à medida que envelhecemos. Isto é porque os vasos sanguíneos se tornam mais rígidos com a idade. Quando isso acontece, a pressão arterial sobe. A pressão arterial elevada aumenta sua chance de ter um acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, doença renal e morte precoce.

Você tem um maior risco de pressão alta se você:

  • É afro-descendente (Na população norte-americana geral, cerca de 25% dos adultos são hipertensos; entre os afro-descendentes a frequência da hipertensão pode chegar a 35%)
  • É obeso
  • É muitas vezes estressado ou ansioso
  • Bebe muito álcool (mais de um drinque por dia para mulheres e mais de dois drinques por dia para homens)
  • Come muito sal em sua dieta
  • Têm uma história familiar de pressão alta
  • Tem diabetes
  • Fuma


Na maioria das vezes, nenhuma causa da hipertensão arterial é encontrado. Isto é chamado de hipertensão essencial.

A pressão arterial elevada, que é causada por outra condição médica ou medicação é chamada de hipertensão secundária. Hipertensão secundária pode ser devido a:
  • A doença renal crônica
  • Distúrbios da glândula adrenal ( feocromocitoma ou síndrome de Cushing )
  • Gravidez (ver: pré-eclâmpsia )
  • Medicamentos, como pílulas anticoncepcionais, pílulas de dieta, alguns medicamentos frios e medicamentos para enxaqueca
  • Artéria estreitada que fornece sangue ao rim (estenose da artéria renal )
  • Hiperparatireoidismo


Os sintomas
Na maioria das vezes, não há sintomas. Para a maioria dos pacientes, a pressão arterial elevada é encontrada quando eles visitam seu prestador de cuidados de saúde ou verificam em outros lugares.

Como não existem sintomas, as pessoas podem desenvolver doenças cardíacas e problemas renais sem saber que têm pressão arterial elevada.

Se você tem uma dor de cabeça severa, náuseas ou vômitos, dor de cabeça, confusão mental, alterações de visão, ou hemorragias nasais você pode ter uma forma grave e perigosa da pressão arterial elevada chamada hipertensão maligna .

Exames e testes
Seu médico irá verificar a sua pressão arterial várias vezes antes de diagnosticar você com pressão arterial elevada. É normal que a pressão arterial de ser diferente, dependendo da hora do dia.

Leituras de pressão arterial tomadas em casa pode ser a melhor medida de sua pressão arterial atual do que as tomadas no escritório do seu médico. Certifique-se de ter uma boa qualidade, dispositivo de casa bem-encaixe. Ele deve ter o manguito de tamanho apropriado e um visor digital.

Verificar com seu médico ou enfermeira para se certificar de que está a tomar a sua pressão arterial corretamente. Veja também: monitores de pressão arterial para casa

O seu médico irá realizar um exame físico para procurar sinais de doença cardíaca, danos aos olhos, e outras mudanças em seu corpo.

Os testes que podem ser feitos para procurar:

Altos níveis de colesterol
Doenças do coração, como um ecocardiograma ou eletrocardiograma
Doença renal, como um painel metabólico básico e urina ou ultra-sonografia dos rins

Tratamento
O objetivo do tratamento é reduzir a pressão sanguínea, de modo que você tenha um menor risco de complicações. Você e seu prestador de cuidados de saúde deve definir uma meta de pressão arterial para você.

Se você tem pré-hipertensão, o seu médico irá recomendar mudanças de estilo de vida para trazer a sua pressão arterial para baixo a uma escala normal. Medicamentos são raramente usados ​​para pré-hipertensão.

Você pode fazer muitas coisas para ajudar a controlar a pressão arterial, incluindo:

  • Ter uma dieta saudável para o coração, incluindo potássio e fibras, e beber bastante água. 
  • Exercite-se regularmente - pelo menos 30 minutos de exercício aeróbico por dia.
  • Se você fuma, pare - encontre um programa que irá ajudá-lo a parar.
  • Limitar a quantidade de álcool que você bebe - um drinque por dia para mulheres, dois por dia para os homens.
  • Limitar a quantidade de sódio (sal) que você come - apontar para menos de 1.500 mg por dia.
  • Reduzir o estresse - para tentar evitar as coisas que lhe causam estresse. Você também pode tentar a meditação ou yoga.
  • Mantenha um peso saudável - encontre um programa de perda de peso para ajudá-lo, se você precisar.
  • Seu médico pode ajudá-lo a encontrar programas para perder peso, parar de fumar, e se exercitar. Você também pode obter uma indicação de seu médico para um nutricionista, que pode ajudar a planejar uma dieta que é saudável para você.


Existem muitos medicamentos diferentes que podem ser usados ​​para tratar a pressão sanguínea elevada. 

Muitas vezes, uma única droga pode não ser suficiente para controlar a pressão arterial, e você pode precisar de tomar duas ou mais drogas. É muito importante que você tome os medicamentos prescritos para você. Se tiver efeitos secundários, o seu médico pode substituir um medicamento.

Expectativas (prognóstico)
A maior parte do tempo, a pressão arterial elevada pode ser controlada com a medicina e alterações de estilo de vida.

Possíveis complicações
Quando a pressão arterial não está bem controlada, você está em risco para:

  • Sangramento da aorta, o grande vaso sanguíneo que fornece sangue para o abdômen, pélvis e pernas
  • A doença renal crônica
  • Ataque cardíaco e insuficiência cardíaca
  • Fornecimento deficiente de sangue para as pernas
  • Ataques
  • Problemas com a sua visão


Quando entrar em contato com um profissional médico
Se você tem pressão alta, você vai ter consultas regulares com o seu médico.

Mesmo se você não tiver sido diagnosticado com pressão arterial elevada, é importante ter a sua pressão arterial verificada durante o seu check-up anual, especialmente se alguém na sua família tem ou teve pressão alta.

Ligue para o seu prestador de cuidados de saúde imediatamente se o monitoramento inicial mostra que a sua pressão arterial ainda é alta.

Prevenção
Adultos com mais de 18 anos devem ter sua pressão arterial medida regularmente.

Mudanças de estilo de vida podem ajudar a controlar a pressão arterial.

Siga as recomendações de seu médico para modificar, tratar ou controlar possíveis causas da pressão alta.

Nomes alternativos
Hipertensão; HBP; pressão arterial - alta

Referências
Goldstein LB, Bushnell CD, RJ Adams, Appel LJ, Braun LT, Chaturvedi S, et al. Diretrizes para a prevenção primária de acidente vascular cerebral: um guia para profissionais de saúde da American Heart Association / Associação Americana de Derrame. AVC . 2011 Fev; 42:517-84.

Kaplan NM. A hipertensão arterial sistêmica: Tratamento. Em: Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, Libby P, eds. Doença de Braunwald Coração: A Textbook of Cardiovascular Medicine . 9 ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011: cap 46 .

Victor, RG. A hipertensão arterial sistêmica: Mecanismos e diagnóstico. Em: Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, Libby P, eds. Doença de Braunwald Coração: A Textbook of Cardiovascular Medicine . 9 ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011: cap 45.

Atualize Data: 2011/06/10
Atualizado por: David C. Dugdale, III, MD, Professor de Medicina, Divisão de Medicina Geral, do Departamento de Medicina da Universidade de Washington School of Medicine. Também revisado por David Zieve, MD, MHA, Diretor Médico, ADAM, Inc.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cérebro Ciência diz por que músicas como "Someone Like You" fazem chorar

A ganhadora de seis Grammy’s Adele é famosa por sucessos que fazem todo mundo chorar, como "Someone Like You" e "Rolling in the Deep". E a ciência tem uma explicação para o fenômeno. É o que conta Michaeleen Doucleff, em sua coluna no The Wall Street Journal.

Apesar de a experiência pessoal e a cultura pesarem, pesquisadores descobriram que certas características musicais mexem com as emoções. A melodia correta, combinada com letras de rompimento amoroso e a voz potente de Adele enviam ao cérebro sinais de recompensa.

Há 20 anos, o  psicólogo britânico John Sloboda conduziu um experimento que identificou a “appoggiatura”, um tipo de nota musical constante em músicas que emocionam. Esta nota se choca com a melodia e cria um som dissonante, isto cria tensão ao ouvinte, contou Martin Guhn, psicólogo da Universidade de Columbia, que co-escreveu um estudo em 2007 sobre o assunto. "Quando as notas retornam à melodia anterior, a tensão é resolvida, e é bom".

"Someone Like You" está cheia de ornamentos semelhantes às "appoggiaturas". Além disso, no refrão, Adele ligeiramente modula seu tom no final de notas longas, momentos antes de o acompanhamento ir para uma nova harmonia, criando uma mini-montanha-russa de tensão e resolução, diz Guhn.

Em seu estudo, o psicólogo descobriu que as músicas que fazem chorar compartilham pelo menos quatro características: elas começam suavemente e depois se tornam altas; incluem a entrada abrupta de uma nova “voz”, seja um instrumento ou harmonia; elas expandem a frequência tocada e têm desvios inesperados na melodia e harmonia.

“A música começa com um padrão suave e repetitivo”, diz Guhn sobre "Someone Like You". Quando começa o refrão, a voz de Adele salta uma oitava, e ela canta as notas em um volume crescente. A harmonia muda enquanto a letra se torna mais e mais melancólica.

Doucleff diz no texto que quando a música de repente quebra seu padrão esperado, nosso sistema nervoso simpático entra em alerta máximo, nosso coração acelera e começamos a suar. Dependendo do contexto, interpretamos este estado de excitação como positivo ou negativo, feliz ou triste.

Um estudo no ano passado de Robert Zatorre e sua equipe de neurocientistas da Universidade McGill relatou que musicas emocionalmente intensas liberam dopamina nos centros de prazer e recompensa do cérebro, semelhante aos efeitos da comida, sexo e drogas. Isso nos faz sentir bem e nos motiva a repetir o comportamento.

Para medir as respostas dos ouvintes, a equipe descobriu que o número de arrepios estava correlacionado com a quantidade de dopamina liberada, mesmo quando a música era muito triste. [noticias.uol.com.br]

domingo, 15 de janeiro de 2012

Seis dicas para manter seu cérebro saudável

Confira algumas medidas que possibilitam a diminuição do risco de doenças no cérebro

foto: Divulgação

O estudo aumenta a "reserva cerebral"
Tão importante quanto cuidar da saúde do corpo na correria do dia a dia é cuidar da saúde do cérebro. Trabalho, estudo, família... São tantas coisas para pensar e memorizar que deixam o órgão cansado. A pedido do Canal Vida Saudável, o médico neurologista Renan Domingues, professor da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam), cita dicas que são indispensáveis para manter a boa saúde do seu cérebro e evitam que ele falhe em suas funções.

1 - Alimente-se adequadamente: uma dieta repleta de vegetais de cores variadas, intercalando carnes brancas com carnes vermelhas e evitando gorduras, açúcar e sal em excesso, não apenas protegerá o cérebro, mas também todos os outros órgãos do corpo. Em caso de dificuldade em seguir um padrão saudável de dieta, procure um profissional da área. Mantenha intervalos regulares entre as refeições, não passe muitas horas sem se alimentar e dê preferência aos alimentos orgânicos. Tome cuidado com a qualidade sanitária dos alimentos que você ingere. Os alimentos podem conter parasitas que afetam a saúde do cérebro.

2 - Faça exercícios regularmente: os exercícios ajudam a melhorar a circulação de sangue para o seu cérebro e, além disso, ajudam a controlar o estresse, previnem dores de cabeça e trazem muito prazer e alegria. Não esqueça de fazer uma avaliação física antes de iniciar com os exercícios e, de preferência, pratique as atividades com acompanhamento profissional.

3 - Mude hábitos de vida: cigarro, jamais! Além dos males que o cigarro provoca aos pulmões, ao coração e à sua vida sexual, ele pode também produzir doenças no cérebro. Faça tudo que estiver ao seu alcance para prevenir ou abandonar esse hábito fatal. Bebidas alcoólicas só em pequenas quantidades. Uma dose ao dia pode ser benéfica. Mas não podemos esquecer que o álcool é uma armadilha. Os indivíduos suscetíveis a ela se tornam dependentes e, ao beber em excesso, causarão da
foto: Divulgação

Além dos males que o cigarro provoca aos pulmões, ao coração e à sua vida sexual, ele pode também produzir doenças no cérebro
nos definitivos ao cérebro, sem falar nos acidentes automobilísticos que podem deixar sequelas neurológicas definitivas. Tenha uma rotina de horários de sono bem equilibrada e qualquer dificuldade deve ser rapidamente corrigida, se preciso, com a ajuda de um especialista.

4 - Leia e estude: o estudo aumenta a "reserva cerebral". Amplie o máximo que puder essa "reserva". Leia muito, cultive e desenvolva o prazer da leitura, faça cursos, informe-se das coisas, acompanhe os noticiários e faça jogos que estimulem o raciocínio. Encoraje as crianças a ler desde cedo. Internet e televisão não são essencialmente ruins, mas abdicar da leitura para hipertrofiar o indivíduo exclusivamente no universo tecnológico e digital reduz muito o horizonte do futuro cérebro adulto.

5 - Evite a automedicação: medicamentos analgésicos em excesso podem piorar as dores de cabeça e calmantes em excesso podem causar problemas de memória. Nada substitui uma orientação médica adequada.

6 - Controle o estresse: evite aborrecer-se desnecessariamente, e procure não ter uma agenda de compromissos extremamente carregada. Ser ativo é ótimo, mas deixar o lazer e descanso de lado é péssimo. Aceite as coisas que não podem ser mudadas e cultive as coisas boas da vida com equilíbrio e sabedoria. Mas, se mesmo assim, você tiver dificuldade em controlar sua irritação, tristeza, dificuldade de dormir, falta de motivação, angústia, ou houver qualquer outro sintoma que indique a sua vida emocional não vai bem, um profissional da área poderá ajudá-lo.


gazeta online

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Comer pouco ativa molécula que mantém o cérebro jovem, dizem cientistas


Comer pouco ativa molécula que mantém o cérebro jovem, dizem cientistas
DA EFE

Comer com moderação ativa uma molécula que ajuda o cérebro a manter-se jovem, segundo um estudo realizado com ratos por pesquisadores italianos.

Os cientistas da Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma descobriram que esta molécula, chamada CREB1, se ativa no cérebro dos ratos submetidos a uma dieta baixa em calorias.

A molécula por sua vez estimula os genes relacionados com a longevidade e o bom funcionamento cerebral, afirma o estudo publicado nesta semana na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

"Pela primeira vez identificamos um importante mediador dos efeitos da dieta sobre o cérebro", afirmou Giovambattista Pani, do Instituto Geral de Patologia da universidade romana, um dos autores principais do estudo.

Segundo o cientista, a descoberta "tem importantes implicações para o desenvolvimento de futuros tratamentos para manter o cérebro jovem e prevenir sua degeneração e o processo de envelhecimento".

"Esperamos encontrar um modo de ativar a CREB1 com novos remédios, de modo que se possa manter jovem o cérebro sem necessidade de uma dieta restrita", comentou Pani.

Diversos modelos experimentais já demonstraram que uma dieta baixa em calorias, na qual os animais ingerem até 70% dos alimentos que consomem normalmente, melhora a capacidade cognitiva e aumenta a expectativa de vida.

Porém, até agora se desconhecia o mecanismo molecular concreto responsável por este efeito positivo, segundo o estudo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Funcionamento do cérebro humano. Alguns mitos

O cérebro é um dos órgãos mais incríveis do corpo humano. Ele controla nosso sistema nervoso central, mantendo-nos caminhando, falando, respirando e pensando. O cérebro também é incrivelmente complexo, compreendendo cerca de 100 bilhões de neurônios. Há tanta coisa acontecendo com o cérebro que há vários campos diferentes da medicina e da ciência dedicada ao tratamento e estudá-lo, incluindo neurologia, que trata distúrbios físicos do cérebro, psicologia, que inclui o estudo do comportamento e processos mentais e psiquiatria , que trata doenças mentais e distúrbios. Alguns aspectos de cada um tendem a se sobrepor, e outros campos cruzam dentro do estudo do cérebro também.

Estas disciplinas têm ocorrido desde os tempos antigos, então você poderia pensar que até agora nós sabemos tudo o que há para saber sobre o cérebro. Nada poderia estar mais longe da verdade. Após milhares de anos de estudo e tratamento de todos os aspectos dele, há ainda muitas facetas do cérebro que permanecem misteriosas. E porque o cérebro é tão complexo, que tendem a simplificar a informação sobre como ele funciona, a fim de torná-lo mais compreensível.

Estas coisas juntas resultaram em muitos mitos sobre o cérebro. A maioria não está completamente fora - nós apenas não ouvimos a história toda. Vamos olhar para alguns mitos que têm circulado sobre o cérebro, a partir da cor.

Seu cérebro é cinza
Você já parou para pensar na cor do seu cérebro? Talvez não, a menos que você trabalhe na área médica. Temos todas as cores do arco-íris em nossos corpos em forma de sangue , o tecido ósseo, e outros fluidos. Mas você pode ter visto cérebros preservados em frascos postos em uma sala de aula ou na TV. Na maioria das vezes, os cérebros têm uma tonalidade uniforme branca, cinza ou mesmo amarelada. Na realidade, porém, o cérebro vivo, pulsante atualmente residindo em seu crânio não é apenas um chato, cinza, sem graça, mas também é branco, preto e vermelho.

Como muitos mitos sobre o cérebro, este tem um grão de verdade, porque a maior parte do cérebro é cinza. Às vezes, todo o cérebro é conhecido como massa cinzenta . A famosa escritora de mistério Agatha Christie do detetive Hercule Poirot falava freqüentemente de usar suas "pequenas células cinzentas". Matéria cinzenta existe por todo ou várias partes do cérebro (bem como na medula espinhal), que consiste de diferentes tipos de células , como neurônios. No entanto, o cérebro também contém matéria branca , que compreende nervos e fibras que ligam a matéria cinzenta.

O componente negro é chamado de substantia nigra , que é Latin para (você adivinhou) "substância negra". É preto por causa da neuromelanina , um tipo especializado do mesmo pigmento que colore a pele e cabelo, e é uma parte dos gânglios basais. Finalmente, temos vermelho - e isso é graças aos muitos vasos sanguíneos no cérebro. Então, por que os cérebros estão preservados maçante ao invés de esponjosos e coloridos? É devido à fixadores, tais como formaldeído, que mantêm o cérebro preservado.

Seu cérebro ganha novas rugas quando você aprende algo

Quando você pensa sobre como o seu cérebro parece, você provavelmente imagina uma imagem arredondada, a massa de dois lóbulos cinza coberto de "rugas." Como seres humanos evoluíram como uma espécie, nosso cérebro cresceu mais para acomodar todas as funções superiores que nos diferenciam dos outros animais. Mas para manter o cérebro compacto o suficiente para caber em um crânio que seria de fato em proporção com o resto do tamanho do nosso corpo, o cérebro dobrado sobre si mesmo à medida que crescia. Se desdobrou todos aqueles sulcos e fendas, o cérebro seria o tamanho de uma fronha. As cristas são chamados giros e as fendas são chamadas de sulcos . Vários desses sulcos e fissuras até têm nomes, e há variações exatamente como eles olham de pessoa para pessoa.


Nós não começamos com cérebros com vincos, no entanto, um feto no início de seu desenvolvimento tem um cérebro bem diferente. À medida que o feto cresce, seus neurônios também crescem e migram para áreas diferentes do cérebro, criando sulcos e giros. No momento em que chega a 40 semanas, seu cérebro é tão enrugado como o seu é (embora menor, é claro). Então, nós não desenvolvem novas rugas quando nós aprendemos. As rugas com que nascemos são as rugas que temos para a vida, assumindo que o nosso cérebro se mantenha saudável.

O nosso cérebro se alteram quando aprendemos - não é apenas na forma de sulcos e giros adicionais. Este fenômeno é conhecido como plasticidade cerebral . Ao estudar as mudanças no cérebro de animais como ratos como eles aprendem tarefas, os pesquisadores descobriram que as sinapses (as conexões entre os neurônios) e do sangue de células que os neurônios suporte crescem e aumentam em números. Alguns acreditam que temos novos neurônios quando produzimos novas memórias, mas isso ainda não foi comprovada no cérebro de mamíferos como o nosso.



Mesmo fazendo algo simples, como fechando nossas mãos, usamos muito mais do que 10% do cérebro
O cérebro humano é um dos organismos mais complexos do universo e apesar dos esforços dos cientistas, a massa cinzenta que habita nossas cabeças ainda guarda muitos mistérios.

Nos parágrafos a seguir, especialistas ouvidos pela BBC tentam, porém, romper com alguns mitos e inverdades a respeito do cérebro humano e do seu funcionamento.


"Usamos apenas 10% de nosso cérebro"
Mesmo fazendo algo simples, como
fechando nossas mãos, usamos muito
mais do que 10% do cérebro

Foi na década de 1970, quando estava na escola, que ouvi dizer, pela primeira vez, que nós usamos apenas 10% dos nossos cérebros.

"Que incrível", pensei. "Talvez haja uma maneira de conseguir acessar aqueles 90% de capacidade cerebral não utilizada. E o que não poderia ser feito com toda a minha massa cinzenta em ação?"

A ideia é absurda. Hoje, avanços em técnicas de mapeamento da atividade cerebral podem provar isso.

"(Exames) funcionais de imagem demonstraram que há poucas partes do cérebro que não podem ser ativadas por algo", disse a professora Sophie Scott, do Institute of Cognitive Science do University College, London.

Mesmo fazendo algo simples, como fechando nossas mãos, usamos muito mais do que 10% do cérebro. Um exame funcional revela que vastas quantidades de células do cérebro entram em ação enquanto planejam e iniciam a contração dos músculos nos dedos e na palma.

"O cérebro tem um lado 'lógico' e um lado 'criativo'"

Anatomicamente, o cérebro está dividido em duas metades - o hemisfério esquerdo e o direito. Existe uma certa divisão de trabalho entre elas.

"Existem grandes diferenças entre os lados esquerdo e direito do cérebro", diz Scott.

"Mas não é o que as pessoas querem dizer quando usam esses termos no discurso comum".

Lendo livros de auto-ajuda e cursos de administração de empresas, você fica com uma noção de que os dois hemisférios são entidades separadas.

O esquerdo tende a ser mostrado como a morada da lógica e da racionalidade. O direito tende a ser descrito como a fonte da intuição e da criatividade. Portanto, se você é uma pessoa lógica, usa mais o lado esquerdo. Se você é do tipo sensível e artístico, usa mais o lado direito.

De acordo com o mito, todos nós seríamos mais bem sucedidos e realizados se aprendêssemos a explorar o potencial total de ambos os hemisférios.

Scott diz que há diferenças na forma como indivíduos lidam com problemas e refletem sobre o mundo, mas isso não tem nada a ver com as diferentes relações de poder entre os dois hemisférios de seu cérebro.

"Algumas pessoas têm ótima capacidade de imaginação visual. Algumas têm boa imaginação auditiva. Existem muitas variações na forma como recebemos informações e as processamos.
Cérebro.

"Mas reduzir isso a cérebro esquerdo 'lógico' e cérebro direito 'criativo' não reflete o que vemos no funcionamento do cérebro. Além disso, isso sugere que você poderia estar usando um hemisfério mais do que o outro e não é assim que funciona".

Os dois hemisférios se comunicam e trabalham juntos por meio de uma rede complexa de cabos fibrosos conhecida como o corpo caloso, ela explica. Eles são complementares e trabalham juntos.

foto: Divulgação

Diferente do mito, os dois hemisférios do cérebro trabalham em conjunto, e não separados
"Lua cheia influi comportamento"

Segundo a crença popular, a lua cheia está associada à insanidade - daí viria a palavra lunático.

Entretanto, quando psicólogos e estatísticos estudaram o assunto, não conseguiram a influência da Lua sobre o cérebro humano e o comportamento.

Ou seja, não existe evidência de que haja uma relação entre a ocorrência da lua cheia e acontecimentos como assaltos, prisões, suicídios, chamadas para números de emergência, internações psiquiátricas, envenenamentos e acidentes de automóvel.

Eric Chudler, responsável por vários estudos sobre o assunto, disse: "A maioria das informações - e houve muitos estudos - indica que não existe uma associação entre a fase da Lua e quaisquer desses comportamentos anormais".

Muitos dos que acreditam no mito da lua cheia são policiais ou profissionais de saúde, profissionais que frequentemente presenciam acontecimentos perturbadores.

Chudler sugere que quando esses eventos traumáticos ocorrem, pessoas nessas profissões estão mais inclinadas a notar lua cheia brilhando no céu do que as mais modestas luas crescentes ou meias luas.

Como resultado, eles apenas fazem associações entre fase da Lua e incidentes anômalos quando a Lua está em sua fase mais óbvia e simbolicamente significativa.

"Ouvir Mozart torna você mais inteligente"

O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é central a uma teoria que floresceu na década de 1990 e que levou muitos a acreditar que tocar peças do músico para crianças melhoraria o desenvolvimento de seus cérebros, tornando-as mais inteligentes.

Muitas vezes, mitos são criados com base em fatos reais. Este em particular teve origem em um estudo publicado pela revista científica Nature em 1993.

A pesquisa descreveu um experimento no qual estudantes de uma universidade na Califórnia realizaram uma série de tarefas.

Os voluntários que ouviram uma peça de Mozart antes de fazer os testes se saíram um pouco melhor do que os que ouviram músicas para relaxamento ou não ouviram nada.

O efeito positivo da sonata de Mozart sobre o desempenho dos estudantes desapareceu após cerca de 15 minutos.

Dois anos mais tarde, a mídia havia transformado as observações do estudo em uma teoria segundo a qual tocar Mozart para crianças jovens melhorava sua inteligência.

Empresas começaram a vender CDs do gênio austríaco a famílias com crianças. Em 1998, nos Estados Unidos, o Estado da Geórgia distribuiu CDs de Mozart para mães com bebês recém-nascidos.

Alguns criaram teorias de que as estruturas musicais das composições de Mozart exerciam uma influência biológica sobre as conexões nervosas do cérebro.

Em estudos posteriores, a verdade acabou se mostrando bem mais prosaica:

Especialistas concluíram que qualquer música estimulante tocada antes de uma série de exercícios mentais torna você mais alerta e entusiasmado, então seu desempenho melhora.


BBC BRASIL e ealth.howstuffworks.com


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Macacos movem objetos num mundo virtual com a força da mente

 RIO - O neurocientista Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke, nos EUA, corre contra o tempo para cumprir a promessa feita em sua terra natal, o Brasil: fazer com que uma criança paraplégica dê o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014. Diferentemente do cronograma da construção dos estádios, o de sua pesquisa está bem avançado. Na edição de ontem da "Nature", ele apresentou a mais recente etapa do estudo. Macacos conseguiram mover os braços de um avatar apenas com a força da mente e usá-los para manipular objetos num mundo virtual. Pela primeira vez, eles conseguiram diferenciar texturas. Num futuro próximo, a tecnologia poderá ajudar pessoas paralisadas.

Por meio de um chip implantado no cérebro dos primatas, os macacos, sem mover nenhuma parte do seu corpo, usaram a atividade elétrica para dirigir as mãos virtuais do avatar até os objetos virtuais. Os animais foram capazes de diferenciar as texturas desses objetos, expressas como padrões de sinais elétricos, transmitidos continuamente para seus cérebros. Três diferentes padrões elétricos correspondiam a cada uma das três texturas de objetos diferentes.

A interação entre o cérebro e o avatar foi totalmente independente do corpo real do animal. Os macacos não mexeram os braços nem as mãos de verdade; sequer usaram sua pele para tocar os objetos e identificar a sua textura. Por isso, sustenta, Nicolelis, é quase como se eles tivessem criado um novo canal sensorial, por meio do qual o cérebro pode processar uma informação que, até então, era incapaz de realizar.

A experiência sugere que, no futuro, pacientes paraplégicos ou mesmo tetraplégicos poderão tirar proveito da tecnologia. Como parte do projeto Walk Again (andar de novo), o grupo de Nicolelis desenvolve o que chama de "prótese inteligente", uma espécie de exoesqueleto capaz de mover os membros paralisados de uma pessoa em resposta à atividade cerebral captada por um implante. Dessa forma, o paciente seria capaz de usar sua mente para comandar os movimentos.

[O Globo]
Miguel Nicolelis - O médico e neurocientista, que teve seu trabalho com próteses neurais na lista das dez tecnologias que vão mudar o mundo segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

sábado, 3 de setembro de 2011

Cérebro e bebida: pesquisa revela que o álcool não faz você se comportar mal. Ele simplesmente faz com que você não se importe


Cérebro e bebida: Scaners revelam que o álcool não faz que você se comporta mal, ele simplesmente pára de se importar com o constrangimento


O álcool inibe o "sinal de alarme" do cérebro que normalmente soa quando cometemos um erro


A menos que você seja abstêmio, todos tivemos uma manhã pós bebedeira, quando perguntamos a nós mesmos por que diabos nós fizemos essa coisa extremamente constrangedora enquanto estava bêbado na noite anterior.

Coisas do tipo um envio de mensagem de texto embaraçosa, uma confissão de amor ou algo um pouco mais bizarro, geralmente o tipo de coisa que não faria enquanto sóbrio.

Mas uma série de exames cerebrais detalhadas agora revelaram que o álcool não nos levam a nos comportarmos mal, ele apenas nos impede de nos preocuparmos com o nosso constrangimento. o álcool inibe o constrangimento.
Por que eu fiz isso? A pesquisa americana mostrou que o álcool não nos impele a comportarmos mal, ele apenas inibe a parte do cérebro que normalmente nos diz que devemos nos preocupar.

Pesquisa de uma equipe da Universidade de Missouri mostrou que as pessoas ainda estão conscientes quando bêbadas de que estão cometendo um erro, mas o álcool reduz os sinais do cérebro nos dizendo que nos preocupemos com isso.

Mais ...
Ele realmente está nos genes! Os magros têm uma 'overdose' de cromossomos que mantê-los magros

Professor Bruce Bartholow, que liderou o estudo, disse: "Quando cometemos erros, a atividade em uma parte do cérebro responsável por monitorar o comportamento aumenta.
"Isso envia um sinal de alarme para outras partes do cérebro indicando que algo deu errado.

"Nosso estudo mostra que o álcool não reduz a sua consciência dos erros - que reduz o quanto você se importa em fazer esses erros."

Durante o estudo, a equipe de psicólogos do Prof Bartholow com pessoas de idade entre 21 e 35 mediu a atividade cerebral de como eles completaram uma tarefa complicada no computador. A um terço deles foram dadas bebidas alcoólicas, enquanto o resto não recebeu álcool ou uma bebida placebo.

Embora possa parecer uma coisa ruim para muitos, a descoberta pode levar a um tratamento para ajudar as pessoas tímidas a perderem um pouco mais da inibição

Além de monitorar sua atividade cerebral, os pesquisadores também mediram as mudanças de humor dos participantes, a sua precisão na tarefa de computador e sua precisão percebida.

Os resultados mostraram que o "sinal de alarme do cérebro  em resposta a erros foi muito menos pronunciado naqueles que ingeriram álcool.

No entanto, eles não eram menos propensos a perceber quando eles tinham cometido um erro - eles simplesmente não se importavam tanto.

Os testes também descobriram que aqueles que haviam consumido álcool eram muito menos propensos a abrandar e serem mais cuidadosos, depois de terem cometido um erro.

Prof Bartholow disse: 'É muito comum as pessoas responderem mais lentamente devido a um erro, como uma forma de tentar recuperar o auto-controle. "Os participantes do grupo álcool não fizeram isso."

Prof Bartholow disse que as descobertas são importantes na compreensão de como o álcool contribui para os tipos de erros e disparates sociais que fazemos quando estamos bêbados.

Ele acrescentou: "Em certas circunstâncias, a redução do sinal de alarme do cérebro poderia ser visto como uma coisa boa, porque algumas pessoas, como aqueles com transtornos de ansiedade, são hiper-sensíveis para as coisas dando errado.

"Em algumas pessoas, uma pequena quantidade de álcool pode expulsar os sentimentos de ansiedade."

Os testes mostraram "sinal de alarme do cérebro em resposta a erros foi muito menos pronunciado naqueles que ingeriram álcool


dailymail.co.uk/sciencetech

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Velhice. Perda de memória pode ser recuperada

Perda de memória na velhice pode ser recuperada, diz estudo
Pesquisa feita nos Estados Unidos com macacos mostrou que é preciso restabelecer as necessidades moleculares dos circuitos neurais para recuperar a memória



A pesquisa mostrou que o disparo de neurônios durante o período de atraso tem uma grande redução com a idade.

Londres - A perda de memória na velhice pode ser recuperada se atenderem as necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo explicaram especialistas dos Estados Unidos, que estudaram a atividade dos neurônios de primatas.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, liderados por Amy Arnsten, avaliaram as respostas de seis macacos jovens, de média idade e velhos de acordo com as tarefas atribuídas pelos cientistas para medir a memória dos primatas a curto prazo.

Segundo publicam os analistas na última edição da revista "Nature", nos macacos de idade avançada faltou o constante disparo de neurônios no córtex pré-frontal (PFC), uma área do cérebro muito importante para o funcionamento da memória.

Essa redução dos níveis de disparo de neurônios pode ser contornada se conseguir situar o PFC em um meio ambiente neuroquímico bom como o encontrado nos macacos mais jovens.

Assim, a integridade fisiológica dos neurônios velhos pode ser restabelecida se forem atendidas as necessidades moleculares dos circuitos neurais, insistem os cientistas.

Arnsten lembra que o funcionamento da memória é importante para as tarefas diárias, inclusive para planejar coisas com tempo e para a aprendizagem.

No processo de envelhecimento habitual, essas funções diminuem, o que acarreta problemas cognitivos como o esquecimento e a distração, mas não se conheciam as mudanças moleculares associados a este envelhecimento natural.

Para observar as mudanças fisiológicas, Amy Arnsten e seus colegas gravaram as tarefas atribuídas aos macacos e descobriram que a resposta dos padrões de ativação dos neurônios do PFC à apresentação dos sinais não variavam com a idade.

No entanto, o disparo de neurônios durante o período de atraso - o tempo entre a apresentação de um sinal e a resposta - mostrou uma grande redução com a idade.

Contudo, esses neurônios podiam ser parcialmente restabelecidas aos níveis de disparo de jovens adultos quando os analistas bloqueavam dois circuitos neurais específicos nos neurônios do PFC.

exame.abril.com.br

domingo, 3 de julho de 2011

Sintonia: Bebês reagem mais a sons e emoções humanas que a brinquedos ou à natureza

Cérebro de bebês reage mais a ruídos humanos do que a sons de brinquedos ou da natureza

RIO - Os cérebros dos bebês entre três e sete meses são especialmente ligados às emoções e ao som de vozes humanas, segundo um relatório publicado na edição desta quinta-feira a revista "Current Biology", uma publicação da "Cell Press".

De acordo com o estudo, o cérebro dos bebês mostrou mais atividade quando eles ouviam ruídos humanos como tosse, espirro ou bocejo do que quando ouviam os sons de brinquedos ou água. A atividade aparecia na área do lobo temporal conhecida em adultos pela participação no processamento de vocalizações humanas. Os bebês também mostraram maior resposta a sons tristes em relação aos neutros em outra parte do cérebro relacionada ao processamento de emoções em adultos.

- Nossos resultados sugerem que o cortex temporal infantil é mais maduro do que pensávamos, é uma demonstração rara de que existem áreas específicas já nos primeiros estágios de desenvolvimento - disse Evelyne Mercure, da Universidade College London.

- Isto pode representar o primeiro passo nas interações sociais e no aprendizado da linguagem - acredita Anna Blasi, da King's College London.

As descobertas são condizentes com evidências anteriores que mostravam que crianças podiam extrair informações sutis do discurso de adultos. Recém-nascidos preferem ouvir a voz da mãe e diferenciam entre vozes masculinas, femininas, crianças e adultos.

No estudo, os pesquisadores usaram imagens funcionais por Ressonância Magnética para gravar as respostas cerebrais durante o sono de bebês enquanto eles ouviam sons de emoções neutras, positivas, negativas ou sons da natureza.

- Estamos muito surpresos que a área do cortex temporal tenha respondido à voz humana mais do que a sons da natureza - diz Mercure. - Crianças não são uma ciência exata mas encontrar resultados similares aos descritos na literatura adulta é surpreendente.

O Globo

domingo, 8 de maio de 2011

Suco de beterraba aumenta fluxo sanguíneo para o cérebro

Segundo um estudo feito recentemente, verificou-se que beber suco de beterraba pode garantir um aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro no adultos mais velhos. É de se mencionar aqui que as conclusões do relatório podem oferecer um grande potencial para lutar contra a progressão da demência.

Daniel Kim-Shapiro, diretor da translacional Universidade Wake Forest, do Centro de Ciências; Promoção da Independência em Envelhecimento, disse que houve vários estudos que demonstraram que beber suco de beterraba pode baixar pressão arterial, que eram de muito alto perfil, mas o estudo recentemente feito tem claramente demonstrado que beber suco de beterraba também aumenta a perfusão, ou fluxo sanguíneo para o cérebro.

A beterraba contém uma elevada concentração de nitratos para além de aipo, repolho e outros vegetais de folhas verdes tais como espinafre e alface, o estudo afirmou que com a ingestão de alimentos ricos em nitrato, as boas bactérias em nitrato de vez a boca em nitrito.

Pode-se notar aqui que este estudo encontra uma ligação entre o consumo de sumo de alimentos ricos em nitrato de beterraba e aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro. Também foi encontrado que os nitratos podem ajudar a uma abertura dos vasos sanguíneos no corpo.

Fonte: topnews.in

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cientistas tentam mapear os efeitos da música clássica no cérebro

Cientistas tentam mapear os efeitos da música clássica no cérebro
Emoção pode estar na interpretação de cada peça e não no ritmo e na melodia


NOVA YORK - Cientistas estão tentando entender e quantificar que aspectos específicos de uma música emocionam mais que de outra. Os resultados contribuem para um maior entendimento sobre o funcionamento do cérebro e sobre a importância da música no desenvolvimento, comunicação e cognição humanos e até como ferramenta terapêutica, segundo reportagem do "New York Times".

As pesquisas mostram, por exemplo, que o cérebro entende a música não só como desvio emocional, mas também como uma forma de movimento e atividade. As mesmas áreas do cérebro que são ativadas quando balançamos um taco de golfe ou assinamos nosso nome também são ativadas quando ouvimos momentos expressivos da música. As regiões do cérebro associadas a empatia também são ativadas, até por ouvintes que não são músicos. E o que realmente confere emoção pode não ser ritmo ou melodia, mas momentos quando músicos fazem mudanças súbitas nos padrões musicais.

O diretor do laboratório de percepção musical e cognição da McGill University, em Montreal, Daniel J. Levitin, começou a trabalhar nisso em 2002, depois de ouvir ao vivo uma de suas peças preferidas, o Concerto de Piano n° 27, de Mozart.

O pesquisador teve ajuda do presidente do departamento de piano da McGill, Thomas Plaunt, que tocou partes de várias peças de Chopin em um piano com sensores embaixo de cada tecla, que gravavam quanto tempo ele segurava e quão intenso ele apertava cada nota. Os dados foram úteis porque os músicos raramente tocam exatamente do jeito que a música foi escrita na partitura, já que acrescentam interpretação e personalidade.

Estes dados viraram uma planta, a partir da qual um computador calculou a média de volume e duração de cada nota tocada. Os pesquisadores criaram uma versão mecânica com esses dados para que a música fosse tocada toda vez da mesma forma, uma outra versão com 50% entre a média mecânica e a original e versões 25%, 75%, 125% e até 150% manipulando esses dados.

As versões foram ouvidas aleatoriamente para saber quais seriam consideradas mais emocionantes. Músicos e leigos classificaram a performance original do pianista como mais emocionante, ao contrário da versão mecânica, considerada menos tocante.

O Globo

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nossos cérebros estão encolhendo?

Se nossos cérebros não fossem grandes, o homem ainda estaria cutucando formigueiros com ferramentas rudimentares de pau em vez de pegar o almoço em um self-service. A massa grande de matéria cinzenta nos deu a capacidade de resolver problemas, criar uma linguagem complexa e, eventualmente, construir a civilização como a conhecemos. Por isso, vem como um choque saber que o cérebro humano está realmente ficando cada vez menor, e um choque ainda maior ao descobrir que ele tem diminuído de tamanho a cerca de 20.000 anos.

O cérebro humano moderno é cerca de 10 por cento maior que a do homem de Cro-Magnon que viviam 20.000 a 30.000 anos atrás. Faça um punho, subtraia um dedinho anular, essa  parte de sua palma é a parte do cérebro que desapareceu ao longo do tempo.

Perder uma pequena porção do cérebro não significa necessariamente que tenhamos ficado mais burro. Na verdade, muito possivelmente, significa o oposto.

Brian Hare, um antropólogo da Universidade Duke Institute for Brain Sciences, disse recentemente a NPR que um pequeno cérebro pode realmente ser um sinal indireto de inteligência superior.

Estudos de Hare com chimpanzés e bonobos . Ambos são semelhantes aos seres humanos, mas bonobos têm cérebros menores do que os chimpanzés, e são também muito menos agressivos. Ambos os tipos de primatas são bons solucionadores de quebra-cabeças, disse Hare, mas quando você dá-lhes um desafio que exige trabalho em equipe, os chimpanzés tem muito mais chance de reprovação. Os bonobos, no entanto, compreendem a importância de se unirem.

"Se a comida é muito escassa e não é fácil de compartilhar, [bonobos] podem resolver o problema", disse Hare. "Chimpanzés, no mesmo contexto - onde não há muita comida e não é fácil de compartilhar - eles simplesmente se recusam a trabalhar juntos Eles não podem resolver o problema, mesmo que eles saibam como.".

Se há uma coisa mais inteligente do que alistar amigos para ajudá-lo na comida, não posso pensar nisso.

Por Carey Bjorn 
lifeslittlemysteries.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Estudo associa estrutura do cérebro a sociabilidade

Imagem computadorizada de um cérebro
 mostra amígdalas em cor azul
Cientistas americanos dizem ter encontrado uma associação entre a sociabilidade de um indivíduo e o tamanho de sua amígdala - pequena estrutura de forma amendoada encontrada no cérebro, e não o órgão na garganta.

O estudo, feito por pesquisadores do Hospital Geral Massachusetts e da Universidade Northeastern, em Boston, Massachusetts, foi publicado na revista científica Nature Neuroscience.

O trabalho confirma resultados de estudos anteriores, envolvendo outras espécies de primatas, mostrando que animais que vivem em grupos sociais maiores têm amígdalas maiores.

"Sabemos que primatas que vivem em grupos sociais maiores têm uma amígdala maior, mesmo quando se leva em conta o tamanho total do cérebro e do corpo", disse Lisa Feldman Barrett, que chefiou o estudo.

"Consideramos uma única espécie de primata - a humana - e descobrimos que o volume da amígdala se correlacionou positivamente com o tamanho e complexidade de redes sociais em humanos adultos."

Os pesquisadores também analisaram outras estruturas subcorticais dentro do cérebro e não encontraram evidências de um relacionamento similar entre essas estruturas e a vida social de humanos.

Também não foram encontradas associações entre o volume da amígdala e outras variáves sociais na vida de humanos - como índices de satisfação social, por exemplo.

"A associação entre o tamanho da amígdala e o tamanho e complexidade da rede social foi observada tanto em indivíduos mais velhos como mais novos, homens e mulheres", disse Bradford Dickerson, da Escola Médica Harvard, em Cambridge, Massachusetts, outro cientista que participou do estudo.

"E a associação é específica à amígdala, porque o tamanho e complexidade da rede social não foram associados ao tamanho de outras estruturas do cérebro", acrescentou.

Questionários

Os pesquisadores pediram aos 58 participantes do estudo que respondessem perguntas sobre o tamanho e a complexidade de suas redes sociais.

As perguntas se referiam ao número total de contatos sociais regulares que cada participante mantinha, assim como o número de grupos diferentes a que esses contatos pertenciam.

Os participantes, com idades entre 19 e 83 anos, também foram submetidos a exames de ressonância magnética para que os cientistas pudessem obter informações sobre uma série de estruturas presentes no cérebro, incluindo o volume da amígdala.

Barrett disse que os resultados do estudo são consistentes com a "hipótese do cérebro social", uma teoria segundo a qual a amígdala humana teria evoluído em parte para permitir que o homem lidasse com uma vida social cada vez mais complexa.

"Mais pesquisas estão sendo feitas para tentar estabelecer de que forma a amígdala e outras regiões do cérebro estão envolvidas no comportamento social de humanos", ela disse.

"Nós e outros pesquisadores estamos tentando entender também como anormalidades nessas regiões do cérebro podem prejudicar o comportamento social em distúrbios neurológicos e psiquiátricos."

Mais notícias no site da BBC Brasil

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Aplicação de corrente elétrica suave no cérebro pode melhorar as habilidades matemáticas

LOS ANGELES: Aplicando uma corrente elétrica suave em uma parte específica do cérebro pode-se melhorar as habilidades matemáticas em pessoas que sofrem de competências prejudicadas o ou em pacientes que sofreram derrames ou outros problemas neurológicos, dizem pesquisadores britânicos.

A corrente fraca, aparentemente, permite que os neurônios disparem mais livremente, estimulando a capacidade de aprender, relataram na revista Current Biology. A inversão do fluxo da corrente tornou mais difícil para os neurônios de fogo, prejudicando a capacidade de aprendizagem.

As melhorias na aprendizagem persistiram por pelo menos seis meses no pequeno estudo.

Os pesquisadores usaram um método não invasivo, chamado estimulação transcraniana por corrente contínua (TDCS), que fez passar uma corrente suave pelo crânio em direção ao lobo parietal, região do cérebro onde os números são processados. A informação foi revelada nesta sexta-feira (5)

Os voluntários tiveram que aprender novos símbolos que representavam números. Depois, quando estavam no TCDCS, tentaram organizar os números.

Os participantes cujos cérebros foram estimulados demonstraram uma melhora na habilidade para desempenhar a tarefa. Ao serem testados seis meses depois, eles ainda conservavam o alto nível de desempenho.

Segundo os cientistas, a corrente elétrica ajuda os nervos a se ativarem de forma mais rápida, facilitando o aprendizado.

As próximas experiências serão realizadas com voluntários com habilidades matemáticas abaixo da média. Cientistas de Oxford esperam desenvolver, um dia, um dispositivo para o TDCS.

Cerca de 6,5 por cento da população tem um problema grave com a compreensão numérica de base.

Roi Cohen Kadosh, da Universidade de Oxford e sua equipe esperam que a técnica possa eventualmente ser usada para melhorar a capacidade destas pessoas, mas eles ainda estão muito longe desse objectivo.

Los Angeles Times