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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Em Vitória. Pedreiro pianista fará primeira apresentação pública no dia 22

Pedreiro pianista fará a primeira apresentação pública no próximo dia 22, em Vitória
A data é especial por ser a mesma em que se comemora o Dia do Músico. O evento terá entrada liberada ao público, em Vitória

O pedreiro Rony Chagas do Nascimento tocando
 piano na obra onde trabalha em Vitória (A Gazeta)
A primeira apresentação pública de Rony Chagas do Nascimento, o famoso 'pedreiro pianista', que conquistou a admiração de todos os capixabas, já tem data marcada: será no próximo dia 22, na Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), Centro de Vitória. A data é especial por ser a mesma em que se comemora o Dia do Músico. O evento terá entrada liberada ao público e contará com a apresentação de grupos formados por alunos e professores da instituição, de acordo com o diretor geral da Fames, Edilson Barboza.

"Teremos a apresentação de alunos iniciantes, na primeira parte do evento. No encerramento desta etapa o Rony irá se apresentar em um solo de piano. Tenho certeza absoluta que as pessoas que se dirigirem à escola de música ficarão emocionadas com o que irão ouvir dele e de todos os nossos outros alunos", disse Barboza.

A história do pedreiro pianista ficou conhecida em todo o Espírito Santo, e no país, há cerca de um mês. Rony apreendeu a tocar o instrumento sozinho e sem a orientação de profissionais no intervalo do trabalho em uma obra no Centro de Vitória. Atualmente, o jovem faz curso de iniciação musical na Fames. A sua estreia nos palcos deverá ser uma das primeiras atrações, de acordo com previsão da escola. "Estou um pouco nervoso e ansioso, mas acho que vai dar tudo certo. Preciso ensaiar alguma música nova para não fazer feio", declarou o ajudante de pedreiro.

Programação

A Fames irá montar uma estrutura com palco, iluminação, toldo e cadeiras para receber o público que for à apresentação do dia 22. A programação começa às 17 horas, com apresentações de alunos do Curso de Iniciação Musical. Em seguida, às 18 horas, com um repertório preparado para tuba e piano, é a vez do Duo TuPi.

Às 19 horas o público assiste a um dos grupos mais antigos da faculdade, o Coral Villa-Lobos. Logo após, o grupo Fames Vitória Sax apresenta um repertório variado do choro até o frevo. E para encerrar a programação a Fames Jazz Band apresenta um variado repertório jazzístico.

Horários

17h– Iniciação Musical
18h– Duo TuPi
19h- Coral Villa-Lobos
20h– Fames Vitória Sax
21h– Fames Jazz Band

Local: Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) - Praça Américo Poli Monjardim, nº 60, Centro, Vitória. Fone: 3636-3600.

Paulo Rogério


Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Luan Santana conta como se imagina aos 70 anos

Após o programa deste domingo (29) o cantor Luan Santana participou do chat do Fantástico. Em um bate-papo por áudio, ele respondeu às perguntas das fãs sobre a gravação do primeiro videoclipe da sua carreira, da música ‘Te vivo’. Luan afirmou que acredita no amor verdadeiro que descreve na música, contou como foi sua experiência com atuação e disse que ao se olhar no espelho como um velhinho imaginou como será sua vida daqui a 50 anos. Veja abaixo como Luan Santana se transformou em um velhinho.

Como se sente como a repercussão do clipe?

Eu estou muito feliz, até porque é o meu primeiro clipe, eu não sabia como era, foi uma emoção muito grande. Deu muito trabalho. Eu tive que atuar. Criei um personagem, nos momentos tristes eu tive que ficar triste e nos momentos felizes eu tinha que estar mesmo feliz pra passar essa verdade, que eu acho que a gente conseguiu.


Você ficou nervoso com a gravação do clipe?

Fiquei sim, principalmente antes de gravar a primeira cena. Porque a primeira cena já foi a cena do hospital, que era muito forte. Então eu fiquei, sim, um pouco nervoso. 

Qual seria sua reação se recebesse a notícia de que se grande amor está com câncer? Como acontece no clipe.

Acho que essa é a pergunta mais difícil. Eu nunca passei por isso e acho que só passando pra saber. Eu já tive casos de câncer na família, meu avós maternos, os dois tiveram, então eu acompanhei o sofrimento da família. Mas a mulher que eu amo eu não consigo imaginar como seria.

O clipe tem alguma relação com os seus avós?

Com certeza. Eu acho que o clipe pode ajudar muita gente que tem essa doença, que esteja meio desanimado com a vida. E eu acho que assistindo a esse clipe dá mais esperança, mostra que o amor supera tudo, com certeza.

Por que você escolheu a música ‘Te vivo’ para fazer o primeiro videoclipe?

Assim que eu compus a ‘Te vivo’ para o repertório do novo CD, eu já vi que ela tinha a ver com um clipe. Então ela foi a primeira opção quando pensei em fazer um clipe.

Você acredita no amor como você descreve no clipe?

Foi por isso que eu quis tratar de um tema muito forte. Hoje em dia esta muito difícil a gente encontrar um amor verdadeiro, o amor está muito superficial. Então, com esse clipe eu acho que a gente mostrou que o amor verdadeiro supera tudo. Seja doença, distância... e, apesar de os anos terem se passado, o velhinho termina com a velhinha. Então eu acho que isso é o que todo mundo sonha.

Você já tem vontade de gravar outros clipes?

Com certeza. Eu adorei a experiência. O videoclipe hoje é muito pouco explorado, principalmente na música sertaneja, então eu acho que a gente tem que explorar mais isso aí.

Você viveria uma história de amor como essa com uma fã?

Com certeza. Por que não? Fã é simplesmente uma pessoa que admira meu trabalho, que admira minha pessoa e com certeza é isso que a gente busca no amor, uma pessoa que te admire e que ame você pelo o que você é. 

O clipe ficou como você esperava?

O clipe me surpreendeu. Ele ficou muito melhor do que eu imaginava que ia ficar. Apesar de ver a cena logo após as gravações, pelo monitor do diretor, eu me surpreendi quando vi o resultado.

Quem é a menina que faz par com você no clipe?

Essa menina é a Laura Barreto, uma atriz. A gente fez alguns testes com algumas atrizes e ela foi a que passou.

Você disse que se achou feio com 70 anos. Como pretende lidar com a velhice, já que o tempo passa para todos?

Eu não me achei bonito não, na hora que eu vi eu meio que me assustei. Foi uma coisa muito louca, eu lidei com uma emoção totalmente diferente, que eu acho que qualquer pessoa daria tudo pra viver. Eu me olhei e me vi daqui a 50 60 anos porque a maquiagem ficou realmente muito perfeita. Então acho que tem uma probabilidade muito grande de eu ficar mais ou menos daquele jeito.

O que você espera pra sua vida quando você tiver 70 anos? Isso começou a passar pela sua cabeça?

Quando fizeram a maquiagem e eu me olhei no espelho isso passou pela minha cabeça, sim. Eu me imagino na minha fazenda, sentado na cadeira com a minha velhinha do lado, com os netos em volta e com um lago ao fundo para eu pescar. Eu imagino uma vida bem tranquila.

A música ‘Te vivo’ faz você pensar em alguém?

Me faz pensar nas pessoas que têm essa doença.

O que você diria às pessoas que estão com essa doença?

Nunca desista. O câncer tem cura. É uma doença difícil de lidar, todo mundo sabe. Abala muito a família, mas você tem que ter esperança. A esperança é a última que morre e acho que com esse clipe a gente prova que o amor pode curar até a pior doença.

Se você recebesse um convite para participar de uma novela ou filme, você aceitaria?

Com certeza eu aceitaria! Eu não sei se levo muito jeito, mas se o povo gostar, estamos aí.

FONTE: FANTÁSTICO

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Psicologia do Esporte. Música afeta, e muito, seu desempenho no treino


Música afeta, e muito, seu desempenho no treino
É o que aponta o estudo de Marcelo Bigliassi, publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte

Otimizar o treino não significa apenas investir em roupas mais leves e tênis adequados. A playlist que você escuta enquanto malha afeta, e muito, seu desempenho.

Portanto, ela deve ser montada levando em consideração qual exercício você realizará e o bpm (batimento por minuto) de cada canção. É o que aponta o estudo de Marcelo Bigliassi, publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte.

Mas, para montar uma listagem com músicas adequadas para a atividade, é preciso selecionar as canções levando em consideração o gosto pessoal e o quanto a canção é motivadora.

"A pessoa deve escolher uma música que ela se sinta confortável ouvindo e, caso ela não tenha como medir o bpm e avaliar se é uma boa escolha, o ideal é que ela tenha pelo menos o batimento próximo da sequência de passadas que ela dá", recomenda Bigliassi.

Acrescentar músicas que assim que começam a tocar dá um gás ao treino é uma boa pedida.

A Gazeta

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Abba: Por onde anda o quarteto sueco que virou febre nos anos 70 e encanta até hoje


Por onde anda: os integrantes do quarteto Abba continuam na música 
25/11/2008  

foto: Divulgação

O grupo Abba no auge da carreiraHá três décadas, sua mãe provavelmente ouvia 'The Winner Takes it All' nos encontros românticos com seu pai. Ela também devia colocar polainas para fazer ginástica ao som de 'Voulez-Vous'. Ou ainda sacudir sua calça boca-de-sino quando o DJ colocava 'Dancing Queen' nas discotecas.

As músicas do quarteto sueco ABBA, que viraram febre mundial nos anos 70, seguem reinantes ainda hoje, com seus sucessos revisitados através de covers e até de um musical, 'Mamma Mia!', que virou filme estrelado por Meryl Streep e Pierce Brosnan. Graças ao filme, o grupo, que já vendia 3 milhões de discos por ano, entrou para a história em agosto de 2008 com o álbum mais antigo a ocupar a primeira posição nas paradas britânicas, o 'Gold - Greatest Hits' (coletânea lançada em 1992).

Mas, apesar dos apelos dos fãs, o ABBA, formado por Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (também conhecida como Frida), não pretende voltar aos palcos. "Dinheiro não é problema. Nós queremos que as pessoas lembrem de nós como éramos: jovens, exuberantes, cheios de energia e ambição", disse Björn em entrevista, este ano, na época do lançamento de 'Mamma Mia!', quando os quatro se reuniram com o elenco do filme para a estréia em Estocolmo.

A história do ABBA começou em 1969, quando Björn e Benny conheceram as parceiras Agnetha e Frida. Com elas, formaram não só o grupo musical, como também famílias. Björn se casou com Agnetha, e Benny, com Frida. Durante mais de dez anos, eles rodariam o mundo cantando juntos, conseguindo manter certa discrição em relação às suas vidas pessoais. Não se tem notícias de brigas, tanto entre os casais, como entre os integrantes (apesar de um vídeo no YouTube mostrar Frida dando uma cotovelada em Agnetha). No entanto, nenhum dos dois casamentos deu certo: Björn e Agnetha se separaram em 1979, enquanto Benny e Frida ficaram juntos até 1981. O grupo tentou, ainda, continuar junto depois dos divórcios, mas em 1982, anunciaram o fim do ABBA.

Depois disso, Björn e Benny chegaram a escrever juntos alguns musicais, entre eles o sucesso 'Mamma Mia!', enquanto Agnetha e Frida tentaram reviver suas carreiras solo. No entanto, nenhum dos quatro chegou perto do sucesso alcançado pelo ABBA que, em 2009, será imortalizado com a abertura de um museu: o ABBA Museum.

BJÖRN ULVAEUS
Tem hoje 63 anos. Depois de se separar de Agnetha, casou-se novamente com Lena, que sofre de leucemia. A saúde do músico também não é das melhores, pois tem sofrido com a perda de memória. Dizem que já esqueceu de vários fatos de sua carreira no ABBA, inclusive prêmios que o grupo ganhou. Comanda uma pequena empresa aérea e não tem a menor intenção de voltar aos palcos.

ANNI-FRID LYNGSTAD (FRIDA)
Única a estar aberta a uma reunião do ABBA. Tem 62 anos, mora nos alpes suíços e é uma exímia esquiadora. É viúva de seu segundo marido, que morreu de câncer. Gravou pela última vez em 2004 em um CD do ex-tecladista do Deep Purple, Jon Lord. Dedica-se a causas sociais.

BENNY ANDERSSON
É o único que ainda trabalha com música. Sua banda, Benny Anderssons Orkester, gravou quatro álbuns, o último deles em 2007, ao vivo. No repertório, canções originais, folk sueco, sucessos americanos e, eventualmente, músicas do ABBA. Produziu a música de 'Mamma Mia', inclusive tocando piano nas versões gravadas para o filme. Está com 61 anos.

AGNETHA FÄLTSKOG
A mais nova e reclusa do ABBA, Agnetha está com 58 anos e raramente aparece em público. Desde que gravou o álbum 'My Colouring Book', em 2004, ela parou de dar entrevistas. Sua aparição de mãos dadas com Frida, durante a premiére de 'Mamma Mia', em Berlim, causou frisson. As duas chegaram a dançar ao lado de Meryl Streep no tapete vermelho.  (Fonte: Ego)



ABBA relança último álbum de estúdio
'The Visitors' também inclui um DVD e a primeira canção inédita do grupo em quase 20 anos
24 de abril de 2012

O quarteto sueco ABBA relançou nesta  terça-feira seu oitavo e último disco de estúdio, The visitors, num formato de luxo que incluiu um DVD e a primeira canção inédita do grupo em quase 20  anos.

The visitors deluxe edition tem músicas como One of us, Head over  heels, When all is said and done, além de Slipping through my fingers,  que faz parte do musical Mamma mia!.

Mas além delas, também foi incluída a primeira canção inédita do quarteto desde 1994, From a twinkling star to a passing angel.

O DVD que acompanha o lançamento tem os videoclipes de Two for the price of  one, Slipping through my fingers, When all is said and Done, assim como  algumas das apresentações do Abba e raridades como as campanhas publicitárias  que promoveram o disco no Reino Unido e na Austrália.

Quase 30 anos após a separação do quarteto, o grupo ingressou em 2009 no  Salão da Fama do Rock and Roll dos Estados Unidos, após vender 400 milhões de  discos e se transformar numa das bandas mais bem-sucedidas da história.(Estadao)

sábado, 24 de março de 2012

"Para nossa alegria". Vídeo com Jefferson, Mara e Suellen 'tentando' cantar a canção gospel “Galhos Secos” já foi visto por 10 milhões

"Para nossa alegria", o novo meme da internet. Vídeo inusitado já foi visto por quase 10 milhões de pessoas.


A internet tem o poder de transformar qualquer pessoa, do dia para a noite, em uma celebridade instantânea. Foi exatamente isso o que aconteceu com Jefferson, Mara e Suellen. Em um vídeo postado na rede, o trio interpreta a canção gospel “Galhos Secos”, da banda Exodos.

O trio é bastante desafinado, mas até aí nenhuma novidade. O ponto alto das imagens é quando Jefferson tenta cantar o refrão e, num tom de voz extremamente alto, destoa ainda mais da música e faz com Suellen não pare mais de rir.
 O vídeo mostra o trio cantando “Galhos Secos”, uma canção que perdura por gerações nas igrejas evangélicas. Suelen, a menina, é a responsável pelo solo. Jefferson, seu irmão, é quem executa a harmonia por meio de um violão. E ao meio, Mara, a mãe deles, que parece nem saber porque se meteu naquilo.
O sucesso no YouTube foi imediato e em menos de uma semana quase 10 milhões de pessoas já assistiram ao vídeo. Nas redes sociais, o bordão “para nossa alegria” virou meme e comentário obrigatório em muitas postagens do Facebook e do Twitter.

Como sempre acontece, já existem várias paródias na internet com a gravação do trio e é bem provável que nos próximos dias os cantores apareçam também em programas de TV, para nossa alegria!
surgiu.com.br

 Os jovens pentecostais são bastante carismáticos. Não é a toa que fizeram tanto sucesso e renderam boas gargalhadas a milhões de pessoas em todo o País. Parabéns, Jefferson e Suelen.





domingo, 4 de março de 2012

ABBA - "Dancing Queen". (A história de uma canção para a Rainha)

A letra é simples e fala sobre uma jovem de dezessete anos que gosta de dançar e tem uma noite divertida. Ela é a "rainha da dança", além de ter vários pretendentes e ser popular entre os homens.A crença popular de que a música foi composta em homenagem à Rainha da Suécia, Silvia Sommerlath, é desmentido pelo grupo.

"Dancing Queen" é uma canção disco gravada pela banda sueca ABBA em 1975 e lançada em 1976 como parte do álbum Arrival. A canção seguiu o outro hit da época, "Fernando" e é considerada um dos maiores sucessos da década de 1970. O vocal principal foi compartilhado por Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad e a letra e a melodia foram compostas por Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Stig Anderson.


"Dancing Queen" foi ouvida pela primeira vez no casamento de Carlos XVI Gustavo da Suécia e Silvia Sommerlath. Após o lançamento, a canção atingiu o topo das paradas na Europa, África e Oceania em abril de 1977, além de se tornar o primeiro número um do grupo na Billboard Hot 100. Com boas críticas, gravação de videoclipe, apresentações em programas de televisão ao redor do mundo e sua inclusão na turnê de 1977, a canção ficou muito popular e se tornou um dos singles mais vendidos do quarteto. Tanto, que em 2009 o grupo britânico Phonographic Performance Limited colocou "Dancing Queen" em oitavo lugar numa listagem com as 75 músicas mais tocadas no Reino Unido nos últimos 75 anos.

O single está incluído em vários álbuns de compilações do ABBA (como ABBA Gold: Greatest Hits, Greatest Hits Vol. 2, The Definitive Collection) além de ser utilizada em vários filmes e programas de TV, ao mesmo tempo que é lançado novas versões gravadas por outros artistas. Atualmente, é considerada a canção mais conhecida do grupo e vários críticos a identificam como uma das melhores em seu gênero.

Desde o início, "Dancing Queen" foi concebida como uma música dançante e animada, que cumpriu com as novas tendências dentro da música disco e dance. Os compositores tinham como principal inspiração a canção de 1974, "Rock Your Baby" de George McCrae, além da influência rítmica do álbum de 1972, Gumbo, do Dr. John.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Música 'Barbie da Favela' vira hit na internet e promessa para Carnaval

'Barbie da Favela' vira hit na internet e promessa para Carnaval 2012

Faltando pouco mais de um mês para o Carnaval, a música "Barbie da Favela" vem conquistando os internautas e tem tudo para se tornar o grande hit dos foliões pelo país.

Com melodia e frases simples, que não saem da cabeça, a música da banda baiana Mulhegada já é sucesso na internet.

No clipe, as dançarinas --vestidas de rosa-choque-- remexem os quadris em favelas e em praias de Salvador e cantam: "minha pegada é pink, eu uso rosa-choque, barbie da favela, por favor não me provoque".




quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Michel Teló ultrapassa Adele e Coldplay nas paradas europeias

 Michel Teló ultrapassa Adele e Coldplay nas paradas europeias

"Ai Se eu Te Pego" ainda está nas primeiras posições em países como Itália e Holanda

 Michel Teló ultrapassou a cantora Adele e os músicos da banda Coldplay em países como Itália, Espanha, Bélgica e Holanda com o hit "Ai Se eu Te Pego". Em Portugal, Teló caiu para a segunda posição, perdendo para Pablo Albóran com a música "Perdóname".

Na semana passada, o cantor lançou a versão em inglês da canção, que recebeu o nome de "Oh if I Catch You", para ver se ele consegue chegar às paradas do Reino Unido e Estados Unidos.

Com o sucesso na carreira internacional - ele já foi citado em um artigo da Forbes como fenômeno brasileiro -, Teló planeja agora um dueto com o rapper Pitbull, também em inglês. [POR QUEM ONLINE]



Ai Se Eu Te Pego 
Michel Teló





Nossa, nossa

Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

All I Want For Christmas - Marinheiros britânicos comemoram volta para casa com música de Mariah Carey

Após sete meses de operações, os funcionários da marinha britância resolveram comemorar a volta para casa e a chegada do Natal de um jeito especial: fizeram um vídeo dublando a música “All I Want For Christmas Is You”, da Mariah Carey.

A paródia, vista até agora mais de 39 mil vezes no YouTube, agradou até a própria Mariah, que elogiou os marinheiros em seu Twitter. “Essa é a melhor coisa que eu já vi. Esses caras fizeram o meu dia. Feliz Feliz Natal”.

All I Want For Christmas - HMS OCEAN



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Zezé di Camargo e Luciano cantam juntos em programa após discussão

Luciano conta que tomou uísque com remédio
No programa do Jô, dupla diz que não vai se separar.

Dupla sertaneja falou sobre discussão antes de show, a internação de Luciano. Eles falaram e cantaram juntos, como todo mundo gosta de ver e ouvir.




Se você dormiu cedo, não viu. Zezé di Camargo e Luciano foram nesta terça-feira (1º) ao Programa do Jô e falaram sobre tudo o que aconteceu na semana passada: a discussão antes de um show, a internação de Luciano. Falaram e cantaram juntos, como todo mundo gosta de ver e ouvir.

Mas teve um susto. Zezé chegou e começou a ensaiar sozinho e todos pensaram: ‘Cadê o Luciano?’. Mas, para alívio dos fãs, ele chegou pouco depois e os irmãos prometeram ficar juntos para sempre.

A chegada para passar o som foi com bom humor. Zezé aparece sozinho de novo, mas o convite do Programa do Jô foi para a dupla. Só que, desta vez, a solidão de Zezé no palco foi de alguns minutos. Luciano não esperou cinco músicas para aparecer, como aconteceu em Curitiba quando, depois de uma discussão, Zezé di Camargo subiu ao palco sem o parceiro e irmão. Luciano só entrou no show, na quinta música. E com uma notícia bombástica.

“Até o final do ano vou cumprir todos os nossos compromissos, mas, no ano que vem, meu irmão vai continuar a carreira sozinho”, disse Luciano.

Mas nos bastidores do Programa do Jô, a situação foi bem diferente. O clima é de descontração. Clima de irmãos. Cantando juntos, mesmo depois de idas e vindas, Zezé di Camargo e Luciano estão juntos e cantando.

E não foi por falta de brincadeira. Jô fez várias piadas sobre a “quase separação da dupla”. A saúde de Luciano também virou assunto do programa. Depois da discussão da semana passada, o cantor foi parar na UTI. O laudo médico apontou queda de potássio pelo uso de diuréticos. Na entrevista, Luciano deu detalhes sobre o que tomou naquela noite.

Agora, o cantor parece ter recuperado a saúde e o fôlego. Ver Zezé di Camargo e Luciano no palco atraiu a atenção de quem não tem dupla, mas admira a dupla dos dois.

“Sofri junto. Sofri, chorei, todo mundo lá em casa. Mas, graças a Deus, está tudo bem, vai ficar tudo bem”, lembrou a cantora Alcione.

“São irmãos. Essas brigas acontecem. No meio musical sempre acontecem”, considerou Bira, músico do sexteto.


Para acabar com as dúvidas, a pergunta que todo mundo quer saber: juntos de verdade? “Claro, com certeza, para sempre. O que aconteceu em Curitiba foi a primeira e a última vez que aconteceu na nossa vida e isso não vai se repetir de jeito nenhum”, disse Luciano.

Nesse clima de descontração Luciano contou como está: “Estou bem. Eu acho que foi bom, porque eu dei uma pensada na vida, que não se brinca com as coisas, não se brinca com os momentos especiais, principalmente com os que Deus te dá. Cada momento junto com o meu irmão é um momento especial que eu tenho. Então eu não posso ficar brincando com isso por causa de uma briguinha qualquer dentro de camarim”.

“Foram dois sustos. O primeiro no palco e depois quando eu voltei para o hotel e acordei de manhã, que eu fiquei sabendo que ele tinha sido internado na emergência. Tudo isso, como o Luciano bem disse, serve para a gente aprender com a vida. A vida vive pregando lições para a gente, ensinando muita coisa para a gente”, afirmou Zezé di Camargo.

Zezé di Camargo e Luciano devem voltar ao palco juntos no próximo fim de semana, no Rio de Janeiro, conforme prevê a agenda no site oficial da dupla.

Bom dia Brasil

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", diz ex-vocalista

"O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", diz ex-vocalista da banda à revista
Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do Raimundos, na revista "Rolling Stone Brasil" de outubro de 2011

"Não voltaria por valor algum". Essa é a resposta de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, sobre um possível retorno à banda que ajudou a formar em Brasília no final dos anos 80. Em entrevista à edição de cinco anos da revista "Rolling Stone Brasil", que chega às bancas na sexta-feira (14), o cantor de 39 anos é enfático ao dizer que "o Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", idade que começou a enfrentar uma crise na banda

A afirmação parece fazer uma alusão ao chamado "Clube dos 27", composto por músicos problemáticos que morreram nesta idade como Kurt Cobain, Jimi Hendrix e, mais recentemente, Amy Winehouse. "Amo os caras [da antiga banda], não tenho problema. Meu caminho é este, minha vida é falar de Jesus", diz ele na entrevista, que agora é missionário da Igreja Bola de Neve de Balneário Camboriú (SC).


Na entrevista, Rodolfo fala sobre a banda, a igreja, suas aspirações e relembra o passado. "Tudo o que sabiam de mim era 'Rodolfo dos Raimundos'. Parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo", ele conta sobre a saída da banda, em 2001, cinco meses depois de ele entrar na Igreja. "Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock", recorda o músico, que diz não sentir rancor das pessoas que o criticaram.

A última vez que Rodolfo esteve com os antigos parceiros de Raimundos, conforme ele conta na entrevista, foi em 2007, no velório do pai, em Brasília. O guitarrista, Digão, o baterista, Fred, e o baixista, Canisso, apareceram para oferecer os ombros ao amigo, e desde então não se falaram mais. "O Canisso tocou comigo no Rodox um tempo. A gente sempre se deu muito bem. Não que não me desse bem com os outros, mas parece que o Digão e o Fred ficaram muito magoados".

Enquanto se dedica a ministrar cultos, uma nova formação dos Raimundos segue na estrada com Digão nos vocais, Canisso no baixo, Caio na bateria e Marquinho na guitarra. Em junho deste ano, a banda lançou o CD e DVD ao vivo "Roda Viva".

musica.uol.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

Bin Laden do Brega faz sucesso com vídeo na internet

Bin Laden do Brega faz sucesso com vídeo na internet

Já conhece o Bin Laden brasileiro? Ele fez sucesso cantando música brega num vídeo na internet, no qual aparece com suas dançarinas, as Bin Ladinhas. Isso foi em 2007, mas agora, com a morte do verdadeiro Osama bin Laden, o hit do “terrorista do amor” está sendo relembrado em várias redes sociais já teve mais de 500 mil visualizações.

Foto: Reprodução de vídeo

extra

domingo, 15 de maio de 2011

Rpm - Alvorada Voraz



Alvorada Voraz
RPM
Composição : Paulo Ricardo


Na virada do século
Alvorada Voraz
Nos aguardam exércitos
Que nos guardam da paz
Que Paz?...
A face do mal
Um grito de horror
Um fato normal
Um êxtase de dor
E medo de tudo
Medo do nada
Medo da vida
Assim engatilhada...
Fardas e força
Forjam as armações
Farsas e jogos
Armas de fogo
Um corte exposto
Em seu rosto amor...
E Eu!
Nesse mundo assim
Vendo esse filme passar
Assistindo ao fim
Vendo o meu tempo passar
Hey!...
Apocalípticamente
Como um clip de ação
Um clic seco, um revólver
Aponta em meu coração...
O caso Morel
O crime da mala
Coroa-Brastel
O escândalo das jóias
E o contrabando
E um bando de gente
Importante envolvida...
Juram que não
Torturam ninguém
Agem assim
Pro seu próprio bem
Oh!...
São tão legais
Foras da lei
Sabem de tudo
O que eu não sei
Não!...
Nesse mundo assim
Vendo esse filme passar
Assistindo ao fim
Vendo o meu tempo passar
Hey!...

sábado, 30 de abril de 2011

Fernando & Sorocaba: a sensação do sertanejo universitário

Os dois compartilham não apenas o sucesso, mas também o nome de batismo. Ambos se chamam Fernando. O primeiro, nascido em Ji-Paraná (RO), roubava o violão do avô aos sete anos para mostrar seu talento. Aos 15, deixou sua cidade natal para tentar a carreira musical em Cuiabá (MT).




Fernando Zorzanello Bonifácio e Fernando Fakri de Assis, mais conhecidos por Fernando e Sorocaba, respectivamente, formam uma das duplas sertanejas mais adoradas atualmente. A música “Bala de Prata” foi a responsável pela rápida notoriedade da dupla no cenário nacional.

Sorocaba é o mais velho da dupla. Nascido em São Paulo, no ano de 1980, passou grandes momentos de sua vida na fazenda da família em Sorocaba, onde aprendeu a apreciar a música de raiz. Começou a compor e a cantar animando eventos enquanto morava em Londrina, onde cursava a faculdade de Agronomia.

Fernando, por outro lado, teve contato com a música sertaneja desde criança, através da família. Nasceu no interior do Estado de Rondônia, mais precisamente na cidade de Ji Paraná, no ano de 1984. Antes de conhecer Sorocaba, com dezoito anos, mudou-se para Cuiabá a fim de tentar a carreira de músico.

Fernando e Sorocaba se conheceram através de amigos em comum, e desde então dedicaram-se à carreira juntos. O resultado desta parceria aparece a cada show lotado e a cada gesto de carinho demonstrado pelos fãs. A proposta da dupla em fazer um som que misture o ritmo sertanejo a outros como o country ajudou a causar uma repercussão positiva, resultando em sucesso absoluto.

Em 2007, a dupla gravou o CD e DVD “Bala de Prata Ao Vivo”, e emplacou os sucessos “Ah, Como Eu Amo Você”, “Ouro e Diamante”, “Juliana” e a faixa-título do disco, tornando-se conhecida nacionalmente.

Carreira

Sorocaba mudou para Londrina, onde cursava faculdade de Agronomia, e lá alcançou o reconhecimento com suas composições. Em 2006, gravou seu primeiro CD e DVD, de forma independente. Foi nesta cidade do Paraná que os xarás se conheceram e resolveram formar uma dupla sertaneja.
Em 2008, a consagração chegou com o lançamento do CD e DVD Bala de Prata. A dupla foi certificada pela ABPD com Disco de Ouro pelo DVD Bala de Prata, que vendeu mais de 50 mil cópias no Brasil. No ano seguinte, em 2009, lançaram o álbum Vendaval.
Em 2009, a dupla estréia na Som Livre com Fernando & Sorocaba – Acústico.
Em agosto de 2010, a dupla gravou o terceiro DVD da carreira, na cidade de Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba.

A maioria das canções da dupla em todos os trabalhos são de Sorocaba, que também compõe para outros cantores – a exemplo de "Meteoro" e "Você não Sabe o que É Amor", hits na voz de Luan Santana, hevo84 e ETNA.
Fernando & Sorocaba

Período de atividade: 2006 – atualidade
Gênero: Sertanejo Universitário
Integrantes: Fernando Zorzanello Bonifácio e Fernando Fakri de Assis
Discografia: Ao vivo em Londrina (2006), Bala de Prata (2008), Vendaval (2009), Acústico (2010) e Bola de Cristal (2011).
Gravadora: Universal Music
Site: www.fernandoesorocaba.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2011

George Michael faz versão da música “You and I”, de Stevie Wonder para Kate e William. Ouça

Se foi carona ou não, ninguém sabe. Mas George Michael, que não foi convidado para o casamento real, decidiu presentear Kate e William com uma versão da música “You and I”, de Stevie Wonder . A melosa letra fala de um homem apaixonado por sua mulher, uma espécie de juramento para a felicidade eterna.

Acompanhe o vídeo e a letra da música traduzida:

Aqui estamos na terra juntos,


É você e eu,


Deus nos fez nos apaixonarmos, é verdade,


Eu realmente encontrei alguém como você


Vai ficar? O amor que você sente por mim, vai ficar?


Que você vai estar ao meu lado


Para me ver,


Até que minha vida tenha terminado


Bem, na minha mente, podemos conquistar o mundo,


No amor você e eu, você e eu, você e eu


Estou feliz pelo menos na minha vida eu encontrei alguém


Eu encontrei a força em você,


Eu só rezo para que eu lhe mostre um dia mais brilhante,


Porque isso é tudo que estou vivendo, você vê,


Não se preocupe com o que acontece comigo


Porque em minha mente, você vai ficar aqui para sempre,


No amor, você e eu, você e eu, você e eu, você e eu


Na minha mente, podemos conquistar o mundo


No amor, você e eu, você e eu, você e eu


Fonte: EXTRA

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cientistas tentam mapear os efeitos da música clássica no cérebro

Cientistas tentam mapear os efeitos da música clássica no cérebro
Emoção pode estar na interpretação de cada peça e não no ritmo e na melodia


NOVA YORK - Cientistas estão tentando entender e quantificar que aspectos específicos de uma música emocionam mais que de outra. Os resultados contribuem para um maior entendimento sobre o funcionamento do cérebro e sobre a importância da música no desenvolvimento, comunicação e cognição humanos e até como ferramenta terapêutica, segundo reportagem do "New York Times".

As pesquisas mostram, por exemplo, que o cérebro entende a música não só como desvio emocional, mas também como uma forma de movimento e atividade. As mesmas áreas do cérebro que são ativadas quando balançamos um taco de golfe ou assinamos nosso nome também são ativadas quando ouvimos momentos expressivos da música. As regiões do cérebro associadas a empatia também são ativadas, até por ouvintes que não são músicos. E o que realmente confere emoção pode não ser ritmo ou melodia, mas momentos quando músicos fazem mudanças súbitas nos padrões musicais.

O diretor do laboratório de percepção musical e cognição da McGill University, em Montreal, Daniel J. Levitin, começou a trabalhar nisso em 2002, depois de ouvir ao vivo uma de suas peças preferidas, o Concerto de Piano n° 27, de Mozart.

O pesquisador teve ajuda do presidente do departamento de piano da McGill, Thomas Plaunt, que tocou partes de várias peças de Chopin em um piano com sensores embaixo de cada tecla, que gravavam quanto tempo ele segurava e quão intenso ele apertava cada nota. Os dados foram úteis porque os músicos raramente tocam exatamente do jeito que a música foi escrita na partitura, já que acrescentam interpretação e personalidade.

Estes dados viraram uma planta, a partir da qual um computador calculou a média de volume e duração de cada nota tocada. Os pesquisadores criaram uma versão mecânica com esses dados para que a música fosse tocada toda vez da mesma forma, uma outra versão com 50% entre a média mecânica e a original e versões 25%, 75%, 125% e até 150% manipulando esses dados.

As versões foram ouvidas aleatoriamente para saber quais seriam consideradas mais emocionantes. Músicos e leigos classificaram a performance original do pianista como mais emocionante, ao contrário da versão mecânica, considerada menos tocante.

O Globo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Música homenageia filha falecida de Roberto Carlos


"Ana", que tem versões em português e italiano, está no álbum "Roberto Carlos"



foto: Thiago Lontra/Agência O Globo

Muito abatido, Roberto Carlos participou ontem da missa de um ano da morte de sua mãe

A filha mais velha de Roberto Carlos, Ana Paula Braga, já tem uma música em sua homenagem, assim como a mãe do cantor ("Lady Laura") e a falecida esposa Maria Rita ("Amor Sem Limite"). Ana Paula, que morreu na madrugada do último sábado após um mal súbito, teria inspirado o título da música "Ana", composta pelo Rei em 1970.

O irmão de Ana Paula, Dudu Braga, trouxe o assunto à tona ao publicar no Twitter a seguinte mensagem: "Gostaria de agradecer o carinho de vocês nesse momento de dor e dizer q o paizão fez uma música para ela que se chama Ana, uma linda homenagem!".

A assessoria do cantor não confirmou a informação de que a música seria uma homenagem a Ana Paula. No entanto, admitiu que a letra é realmente do Rei, em parceria com Erasmo Carlos.



A composição, que também tem uma versão em italiano (Anna), é a faixa de abertura do álbum "Roberto Carlos", de 1970. No mesmo disco, lançado pela gravadora CBS, foram gravados sucessos como "Jesus Cristo" e "Meu pequeno Cachoeiro".



O historiador Paulo César de Araújo, autor da biografia "Roberto Carlos em Detalhes", relata em sua obra a seguinte declaração de Roberto Carlos a respeito dessa música: "Ana Paula, minha filha, não tem nada com a história, mas o título foi uma homenagem a ela. É uma das minhas canções favoritas".

No mesmo livro, o Paulo César de Araújo revela que a filha adotiva foi a inspiração para que Roberto aceitasse participar do Festival de Música da Record no ano de 1968, defendendo a canção "Madrasta", composta por Renato Teixeira (autor de "Romaria").

Filhos
De certa forma, a letra exprimia a situação que ele vivia após ter registrado Ana Paula como sua filha. Na época, mulheres desquitadas como Nice, mãe de Ana Paula, não eram bem vistas na sociedade. Como ainda não existia o divórcio no Brasil, Roberto se casou com Nice no Uruguai em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Em 1972, o Rei gravou "Quando as crianças saem de férias", dedicada aos filhos. Dez anos depois, quando já estava separado de Nice, ele gravou a canção "Fim de semana", que fala das suas visitas aos filhos.

Ontem, com aparência abatida, o cantor participou da missa de um ano da morte da mãe, Laura Moreira Braga. A cerimônia foi realizada na Igreja Nossa Senhora do Brasil, na Urca, Zona Sul do Rio. Lady Laura, como era conhecida, morreu no dia 17 de abril de 2010, aos 96 anos, vítima de insuficiência respiratória.

Nova data de show será divulgada hoje

A produção do show de Roberto Carlos deverá informar hoje se a apresentação irá ocorrer em nova data. O show, previsto para terça-feira, quando o cantor completa 70 anos, foi adiado em função da morte de sua filha mais velha. Também serão divulgados hoje os procedimentos para quem quiser o dinheiro do ingresso de volta.



Rachel SilvaA Gazeta



domingo, 17 de abril de 2011

Musicoterapia. Tratamento à base de música ajuda no tratamento de pacientes com depressão

Imagine superar dores crônicas com a ajuda da música. Esse é o objetivo da musicoterapia, oferecida há 16 anos pelo Centro de Reabilitação Física da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Espírito Santo como um dos meios de reabilitar e reinserir pacientes na sociedade, garantindo mais qualidade de vida.A música alegra, apaixona, levanta a autoestima e ainda é capaz de auxiliar no tratamento da depressão. A doença que afeta milhares de indivíduos em todo mundo tem uma terapia complementar comprovada com a música, segundo estudo Sueco. 

"Ela causa bem-estar físico e mental nas pessoas e seus benefícios deveriam ser mais bem explorados no tratamento", enfatizam os pesquisadores, liderados por Vera Brandes. Para chegar ao resultado, foram ouvidos três grupos. Homens e mulheres, de idades variadas, que integram tipos de musicoterapia, ouvindo estilo clássico e outra na qual as músicas não eram interrompidas, e o terceiro grupo era o de controle. 

Os grupos testados com musicoterapia em comparação ao grupo de controle, tiveram resultado mais positivo. "Baseados nos possíveis efeitos neurofisiológicos e neuroquímicos, a musicoterapia, como observamos nesse estudo piloto, parece estar associada a uma maior redução de sintomas depressivos quando está associada a outras terapias tradicionais, e pode representar um potencial tratamento complementar para a condição", concluem os autores.

Para a tutora do Portal Educação, psicóloga Denise Marcon, a pesquisa é muito interessante tendo em vista que a musicoterapia vem agregar uma nova alternativa de tratamento para a depressão. "Esse estilo de terapia pode apresentar aos pacientes mais perspectivas de cura e melhor qualidade de vida já que a música está ligada aos sentidos e eles podem ser aflorados", diz Marcon.

Para os pesquisadores, estudos mais aprofundados, são necessários para que seja possível entender os mecanismos que levam a esses benefícios observados.

Música auxilia no tratamento de AVC

Médicos da Universidade de Helsinque, na Finlândia, afirmam que ouvir música auxilia a recuperação de pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com os autores do estudo publicado na revista Brain, esse hábito melhora a atenção e a memória.
Os especialistas acompanharam cerca de 60 vítimas de AVC submetidas a tratamento de reabilitação logo que receberam alta do hospital. Os participantes foram divididos em grupos que ouviam música diariamente, escutavam histórias gravadas e recebiam o tratamento convencional. Após três meses, os pacientes submetidos ao estímulo musical apresentaram 60% de melhora na memória verbal. A atenção e a capacidade de resolver problemas tiveram progresso de 20% entre esses participantes.
Os médicos destacaram ainda que vítimas de AVC expostas à música têm melhor estado psíquico e menos depressão. Para obter esses desempenhos, os cientistas afirmam que o tratamento deve ser iniciado precocemente, evitando que as funções cerebrais se adaptem após o derrame.
Fonte: G1

domingo, 10 de abril de 2011

Sunday Bloody Sunday: Canção do U2 faz lembrar a quinta-feira sangrenta no Rio





Sunday Bloody Sunday (Domingo, Sangrento Domingo)

Não posso acreditar nas notícias de hoje
Não posso fechar os olhos e fazê-las desaparecer
Quanto tempo, quanto tempo teremos de cantar esta canção?
Quanto tempo, Quanto tempo?
Porque esta noite
Podemos ser como um, essa noite

Garrafas quebradas sob os pés das crianças
Corpos espalhados num beco sem saída.
Mas eu não vou atender ao apelo da batalha
Isso coloca minhas costas, coloca minhas costas contra a parede.

Domingo, sangrento domingo (4x)
Oh, vamos lá!

E a batalha apenas começou
Há muitos que perderam, mas me diga: quem ganhou?
As trincheiras cavadas em nossos corações
E mães, filhos, irmãos, irmãs dilacerados.

Domingo, sangrento domingo
Domingo, sangrento domingo

Quanto tempo, quanto tempo teremos para cantar esta canção?
Quanto tempo, quanto tempo?
Hoje à noite
Nós podemos ser como um, esta noite.
Domingo, sangrento domingo.
Domingo, sangrento domingo.

Enxugue as lágrimas de seus olhos
Limpe suas lágrimas.
Vou limpar suas lágrimas. (2x)
Vou limpar os seus olhos vermelhos.

(6x)
Domingo, sangrento domingo

E é verdade que somos imunes
Quando o fato é ficção e a realidade da TV.
E hoje milhões choram
Comemos e bebemos enquanto eles morrem amanhã

A batalha real apenas começou
Para reivindicar a vitória de Jesus
Em...

Domingo, sangrento domingo
Domingo, sangrento domingo


I can't believe the news today
I can't close my eyes and make it go away
How long, how long must we sing this song?
How long, how long?
'Cos tonight
We can be as one, tonight


Broken bottles under children's feet
Bodies strewn across the dead-end street
But I won't heed the battle call
It puts my back up, puts my back up against the wall


Sunday, bloody Sunday (4x)
Oh, let's go


And the battle's just begun
There's many lost, but tell me who has won?
The trenches dug within our hearts
And mothers, children, brothers, sisters torn apart


(2x)
Sunday, bloody Sunday


How long, how long must we sing this song?
How long, how long?
'Cause tonight
We can be as one, tonight
(2x)
Sunday, bloody Sunday


Wipe the tears from your eyes
Wipe your tears away
I'll wipe your tears away (2x)
I'll wipe your bloodshot eyes


(6x)
Sunday, bloody Sunday


And it's true we are immune
When fact is fiction and TV reality
And today the millions cry
We eat and drink while tomorrow they die


The real battle just begun
To claim the victory Jesus won
On


(2x)
Sunday, bloody Sunday


Na estreia da turnê 360º do U2 em SP, Bono cita tragédia no Rio

Ao cantar 'Moment of surrender', vocalista falou de massacre em escola
O clima era de “balada”, como adiantou Bono em engraçado português às 90 mil pessoas que compareceram ao Morumbi na noite deste sábado (9) para o primeiro dos três shows do U2 no Brasil. Mas, no final, a alegria deu lugar à tristeza: na última canção, “Moment of surrender”, o líder da banda de Dublin fez um discurso em homenagem às 12 crianças vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso de Silveira, em Realengo, no Rio.

“Liguem seus isqueiros, seus celulares, vamos homenagear essas crianças e suas famílias”, pediu o cantor, enquanto o nome da uma dúzia de vítimas aparecia no telão 360º. Um momento triste e bonito, que marcou a segunda parte (melancólica) do bis. O oposto da energia que o grupo levou ao palco a partir das 21h40.

Em exatas duas horas de apresentação, o grupo justificou porque a atual turnê é a mais lucrativa da história: com uma estrutura de palco jamais vista, o U2 cumpre o que é, de fato, “o maior espetáculo da Terra”.
vnews.com.br

sábado, 26 de março de 2011

Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway

O grupo Engenheiros do Hawaii tem uma longa história. Desde os anos 80 até o momento, apenas Humberto Gessinger permaneceu. Mesmo diante de tantas mudanças, o sucesso permanece e músicas antigas e inéditas se mantêm no gosto de fãs cativos. Para Humberto, essa relação com o público se deve, principalmente, às composições “abertas”, que permitem diversas interpretações.

Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway

Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto,
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar

Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos nem objetivos
Estamos vivos e isto é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway

Escute garota, o vento canta uma canção
Dessas que uma banda nunca toca sem razão
Me diga, garota: "Será a estrada uma prisão?"
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre
Se tanta gente vive sem ter como comer

Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde quer chegar
Estamos vivos sem motivos
Mas que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entre linhas do horizonte
Desta highway(?) Silenciosa highway

"Eu vejo um horizonte trêmulo
eu Tenho os olhos úmidos"
"Eu posso estar completamente enganado
Posso estar correndo pro lado errado"
Mas "A dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo "Não corra"
"Não morra", "Não fume"
"Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes"

Minha vida é tao confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute garota, façamos um trato:
"Você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco"
Cento e dez
Cento e vinte
Cento e sessenta
Só pra ver até quando
O motor aguenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra de um sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway !

essta infinita highway!








INFINITA HIGHWAY

O mito de origem envolve dois fatos ocorridos em 11 de janeiro de 1985. O primeiro: no palco do Rock In Rio, em Jacarepaguá, servido como aperitivo de Iron Maiden, o filósofo Erasmo Carlos foi barbaramente vaiado e cuspido por mais de 100 mil metaleiros. O segundo: em Porto Alegre, numa festa da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, uma banda chamada Engenheiros do Hawaii estreou após apenas três ensaios e foi aplaudidíssima tocando jingle de extrato de tomate ("Ó, Mônica, abrace o elefante...") e "Lady Laura", de Roberto e Erasmo.

O astrólogo e ex-engenheiro do Hawaii Carlos Maltz pode até suspeitar de alguma conjunção celestial naquela noite. Afinal, a sabedoria que Erasmo espalhou, junto com seu parceiro, em alguns clássicos da música brasileira, foi parar, ainda que, por mistérios do inconsciente, à beira da "Infinita Highway" do grupo que ele (Carlos Maltz) fundou junto com o baixista Marcelo Pitz e Humberto Gessinger.

A música que mudou definitivamente a trajetória dos Engenheiros tangência canções de Roberto Carlos e do Tremendão em pelo menos três pontos: "você me faz correr demais" ("Por Isso Corro Demais"), "eu vejo as placas dizendo ‘não corra’, ‘não morra’, ‘não fume’" ("É Proibido Fumar"), e "a sombra de um sorriso que eu deixei numa das curvas da Highway" ("As Curvas Da Estrada De Santos"). Mais explícita, porém, na letra, é uma frase de O Muro, de Jean-Paul Sartre: "a dúvida é o preço da pureza". Outra referência: a faixa faz parte do segundo LP do grupo, A Revolta Dos Dândis, cujo nome é o mesmo de um capítulo do livro O Homem Revoltado, de Albert Camus. O escritor franco-argelino que escreveu o adorável ensaio O Mito De Sísifo, sobre a lenda mais rock n’ roll da Grécia Antiga (afinal, fala de um sujeito condenado a ficar eternamente subindo uma colina com pedras que, uma vez lá no alto, sempre rolam abaixo), era uma das obsessões mais presentes nas letras de Humberto nessa fase.

Herr Gessinger pode apontar a MPB tradicional e o rock progressivo dos anos 70 como principais influências dos Engenheiros, mas, na salada existencialista (sem espaço para a Chiquita Bacana) de suas composições, a Jovem Guarda foi importante. Ela cruza o destino da banda em um de seus hits cruciais, a regravação de "Era Um Garoto Que, Como Eu, Amava Os Beatles E Os Rolling Stones". "Essa é a música mais importante da minha vida. Por causa dela, eu ganhei um violão quando guri", admite Humberto. O iê-iê-iê vertido pel’Os Incríveis em 1966 ajudou a fazer de O Papa É Pop (quinto álbum, lançado em 1990) o maior sucesso da carreira dos Engenheiros: mais de 400 mil cópias vendidas.

Entre O Muro, de Sartre (de onde saiu "a dúvida é o preço da pureza"), e The Wall, do Pink Floyd (outra obsessão de Humberto), os Engenheiros são o tijolinho que faltava na desconstrução do pseudo-rebelde rock brasileiro. Ou, quem sabe, o tijolaço que faltava no telhado de vidro de uma turma pretensiosa que se pretendia moderna e sofisticada e que não tardou em virar panelinha no establishment do show business nacional.

Entre a inquietude existencialista (fora de moda entre intelectuais) e uma sabedoria popular atavicamente jovem-guardista, Humberto Gessinger e seus ex-colegas de Arquitetura construíram uma obra das mais sólidas e importantes da música brasileira recente.

O grupo que ele, Carlos Maltz e Marcelo Pitz iniciaram é o verdadeiro Só Pra Contrariar. Contestando a contestação estabelecida, atacando a subversão fácil, contra a situação, mas, mais ainda, contra a oposição óbvia, totalmente do contra, os Engenheiros do Hawaii sempre foram sinônimo de inteligência, lucidez e acidez no rock que tomou o país na década passada.

Deliciosa contradição: o trio foi fabricado artificialmente. "Eu, o Marcelo e o Carlos não éramos colegas nem amigos. Foram os professores que organizaram o evento na faculdade de Arquitetura que botaram a gente em contato", confessa Humberto.

Ele ressalta um fato importante: os Engenheiros sempre trabalharam com total independência. Jamais gravaram música por sugestão de produtor ou de diretor artístico e, dentro do estúdio, sempre tiveram liberdade para fazer o que dava na telha. "A primeira vez que eu tive de mostrar uma demo na gravadora foi no Minuano (o décimo disco, de 1997). A única ingerência era aquela baixaria de escolher ‘música de trabalho’".

Para usar uma palavra difundida ao norte do rio Uruguai pelo analista de Bagé (personagem de Luís Fernando Veríssimo), trata-se de uma banda bagual. Um "animal asselvajado", "arisco e pouco sociável", também o "tratamento carinhoso que se dá a um cavalo", como atestam os pais-dos-burros da língua portuguesa.

Alguém poderia escrever que os dez álbuns aqui reunidos pintam, sempre pela ótica do indivíduo, um retrato do Brasil, esta nação jovem com tendências a Dorian Gray, e seus tropeços nos últimos 14 anos. Se pintam, porém, não é culpa deles. Exegeses (arre, égua de palavra), interpretes e cabecismos assim são irrelevantes diante do valor intrínseco das canções.

Para que elas pudessem ser melhor apreciadas, os oito primeiros discos desta INFINITA HIGHWAY foram remasterizados – todos a partir das matrizes originais – pela Cia. Do Áudio. O salto de qualidade pode ser percebido até por ouvidos leigos, principalmente nos quatro primeiros LPs. O quinto, O Papa É Pop, cuja matriz apresentava drop-outs (falhas), também teve problemas corrigidos, e a edição do ao vivo Alívio Imediato recebeu importantes acertos. "Em geral, cortamos chiados e houve ganho de espaço estereofônico. A diferença é gritante", garante Carlos Freitas, engenheiro responsável pelo processo.

O LP de estréia, Longe Demais Das Capitais, foi registrado em 1986, em São Paulo. "Nós dividíamos os horários com os Garotos Da Rua (banda gaúcha que, assim como os Engenheiros, foi projetada a partir da coletânea Rock Grande Do Sul), e apostava-se muito mais neles. A gente gravava meio no tempo livre dos caras, tipo de manhã cedo. Eu estou sempre com voz de quem recém acordou nesse disco", descreve Humberto, então guitarrista.

O produtor Reinaldo Barriga Brito montou o bagual de rédea solta. "Ele deixava a gente viajar, foi músico de baile", conta o engenheiro-chefe. Na época, o trio fazia o que ele chama de "reggae deutsche", um reggae alemão, meio duro, assumidamente calcado em Police e Paralamas. Essa é a cara sonora nos antológicos hits "Segurança" e "Sopa De Letrinhas". A originalidade, porém, já aparece no rock gauchesco "Longe Demais Das Capitais". E há a clássica e niilista "Toda Forma De Poder", que fez Carlos Maltz exclamar, profético, assim que Humberto lhe apresentou a música: "Pô, isso vai ser o maior sucesso!"

Marcelo Pitz saiu antes de o grupo gravar o segundo LP, A Revolta Dos Dândis, em 1987, levando consigo todas as jamaiquices. Humberto assumiu o baixo e deixou a guitarra para Augusto Licks, um músico respeitado no Rio Grande do Sul que havia entrado em contato com os Engenheiros a partir de um encontro casual com Carlos Maltz, num show do Echo & The Bunnymen, no Canecão. Com currículo extenso na MPG (a MPB gaúcha), estilo límpido e "frio", Licks foi fundamental para que se cristalizasse a personalidade do grupo – a milhas e milhas do pós-punk inglês xerocado e plagiado por colegas de geração –, mais folk e baladeira .

Quem esteve na reunião de apresentação do disco, na então RCA (hoje BMG), não apostaria nisso. Humberto lembra: "Ficou todo mundo com cara de bunda, sem entender nada. Acho que escolheram ‘Revolta I’ como música de trabalho porque era a primeira do disco". A canção não aconteceu. Foi aí que, com mais de seis minutos de duração, citações de Sartre e tudo mais, "Infinita Highway" ocupou todas as rádios do Brasil e mudou a história dos Engenheiros... Parte da letra tinha sido rabiscada inicialmente em 1979, nos cadernos de Segundo Grau de Humberto.

Ele por pouco não auto censurou outro sucesso enorme do disco, "Terra de Gigantes": "Eu achava que era plágio de ‘hey, mãe, não sou mais menino...’, do Erasmo (olha ele aí outra vez!)". Curiosidade: a estranha "Vozes" era seu maior palpite para hit. "Achava que era a melhor coisa que eu já tinha feito na vida." O prêmio faixa-visionária, porém, vai para "Filmes De Guerra, Canções De Amor", rock com batucada estrelado por Carlos Maltz e por uma senhora cuíca.

Produzido por Luís Carlos Maluly,Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém, de dezembro de 1988, introduz os teclados na engenharia havaiana. Os sucessos "Somos Quem Podemos Ser" e "A Verdade A Ver Navios" tocaram insistentemente nas rádios (obrigando o grupo a se mudar definitivamente para o Rio), mas o discurso do disco é cortante. A faixa-título beira o trotskismo: "Pele morena, vendendo jornais, vendendo muito mais do que queria vender (...) o que nos devem, queremos em dobro, queremos em dólar, queremos agora". Em "Tribos E Tribunais", Humberto espalha brasa para "fascistas de direita, fascistas de esquerda", "pessoas que nunca aparecem ou aparecem demais".

Durante as gravações do LP, o grupo havia feito um show histórico no festival Alternativa Nativa, no Rio. Maracanãzinho, diante de 20 mil pessoas, Humberto chegou usando uma camisa da seleção uruguaia. Na segunda música, tomou um tombo feio no palco e quebrou o baixo. Nem assim os Engenheiros deixaram de sair consagrados. E nem essa consagração os impediu de levar esporro por falar alto demais no salão de sinuca onde foram comemorar, naquela mesma noite. Não faziam questão de agradar a ninguém.

Em 1989, saiu Alívio Imediato, gravado ao vivo no Canecão – à exceção de "Nau À Deriva" e "Alívio Imediato", duas excelentes canções inéditas, presentes em versões de estúdio. Mais do que uma prova da força do trio no palco (no mesmo ano, eles tocaram na União Soviética e impressionaram platéias que não entendiam patavinas das letras e tampouco de suas polêmicas aliterações), é um registro da histeria que ele provocava.

O Papa É Pop, de 1990, é uma obra singular que conseguiu rimar causticidade com popularidade. Com timbres readymade, bem produzido, mil efeitos de estúdio, marcou uma nova fase na engenharia hawaiiana. Só pra contrariar, só pra aliterar, vamos lá: um crítico cretino de hoje diria, cri-cri, que eles "já flertavam com a eletrônica". "Estávamos aborrecidos com o lenga-lenga do rock", traduz Humberto. "Afinal, o que é rock n’ roll, os óculos do John ou o olhar do Paul?", pergunta a brilhante canção-título, que tem os Golden Boys (mais Jovem Guarda!) no coro. "Todo mundo é moderno, todo mundo é eterno, como um relógio antigo", espeta a pouco conhecida "Nunca Mais Poder".

Insistindo nas auto-referências e apostando em formatos "progressivos" (muito entre aspas), o trio botou na boca da então menina Patrícia (recém-saída do Trem Da Alegria) a barra-pesada de "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir", e recuperou a já citada "Era Um Garoto Que, Como Eu, Amava Os Beatles". Humberto não sabia que a canção tinha sido um sucesso tão marcante. Até que um dia arriscou levá-la, de improviso, num showmício de Leonel Brizola.

Para horror da pseudointelligentzia nacional e dos radialistas oligofrênicos, os Engenheiros reincidiram no caudilhismo ao gravar a genial "Herdeiro Do Pampa Pobre", de Gaúcho Da Fronteira (e Vainê Darde), em Várias Variáveis, lançado em 1991. Mais auto-referentes, aliterativos e corrosivos ainda, eles vomitam na hipocrisia do show business na pauleira "Sala Vip", composta nos bastidores do Rock In Rio 2: "Eu não devo nada pra ninguém, tô de saco cheio". Humberto define a experiência inspiradora: "Foi um show absolutamente irrelevante, apesar das 200 mil pessoas."

"Sampa No Walkman" digere Caetano sem a odarice babona de uns e os irracionais ataques de pelanca de outros. "São Paulo era meio terra estrangeira para nós, gaúchos morando no Rio. A crítica era toda inimiga; o público, apaixonado e imenso", comenta Humberto. Ouvir este grande disco hoje pode motivar revisões históricas: as letras de "Muros & Grades", "O Sonho É Popular" e "Curtametragem" estão entre as mais brilhantes da década e "Ando Só" é uma balada heavy perfeita.

Gessinger, Licks & Maltz, de 1992, encerra uma segunda trilogia (iniciada por O Papa É Pop). Letras e arranjos conciliam apuro formal e frieza "geométrica" com angústia e raiva. Explodindo em power chords da guitarra de Licks, a pseudobalada "Ninguém = Ninguém" antevê traições e punhaladas num desencantado comentário sobre a unanimidade pós-impeachment que dominava o Brasil.

Até o ano passado, Humberto considerava este o melhor trabalho dos Engenheiros. Motivos para tal avaliação não faltam: quem der uma chance às delirantes "Túnel Do Tempo", "A Conquista Do Espaço" e "Pampa No Walkman" (uma emocionante milonga) vai descobrir um superdisco. "A mídia na época passou a gostar de rock violento. Eu me orgulho de ter tocado ‘Parabólica’, uma música que não tem nem bateria, abrindo para o Nirvana, no Hollywood Rock de 1993. Essa é pra contar aos netos", vibra Humberto, referindo-se à canção que fez para a filha Clara.

Gravado ao vivo em julho de 1993, na sala Cecília Meireles, no Rio, Filmes De Guerra, Canções De Amor é outra pérola porcamente ouvida pela crítica da era grunge. "O som deste disco está lindo", impressiona-se Carlos Freitas, engenheiro de remasterização. Muito acima dos padrões dos discos acústicos marqueteiros de hoje em dia, é um CD ousado que abre horizontes jazzísticos e até bossanovistas (numa primorosa recriação de "Muros & Grades") para os Engenheiros. Wagner Tiso arranjou três faixas com músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira: a belíssima e épica "Mapas Do Acaso" (uma antecipação do modismo retrô deodatiano vigente em 1998), "Ando Só" e "O Exército De Um Homem Só" (ambas em versões definitivas, de arrepiar). "É o melhor disco do Augustinho (Licks), é onde ele está mais inteiro", elogia Humberto.

A saída do guitarrista, no final de 1993, foi um baque. Inicialmente, Carlos e Humberto tentaram completar o trio com o porto-alegrense Ricardo Horn (que havia conhecido Gessinger moleque, em rodas de chorinho!), mas ao vivo a coisa não saiu a contento. Vieram então dois outros reforços: o guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM), sugerido pelo empresário da banda, Gil Lopes, e o tecladista Paolo Casarin, que tocou com os Garotos da Rua e com o Bixo da Seda, histórica formação do rock gaúcho dos anos 70.

No fim de 1995, saiu Simples De Coração, gravado em Los Angeles, com o produtor americano Greg Ladanyi. É um trabalho bem diferente da "engenharia havaiana" tradicional, desde as letras, mais "abertas", aos vocais de apoio, passando pelos órgãos Hammond e pelos acordeons (em três faixas), que sinalizam uma opção por temperos gaúchos. "Eu chamei o Casarin pensando nisso", conta Humberto. "Por Acaso" prenuncia o caminho de volta a Porto Alegre, logo percorrido. "A Promessa" foi o maior hit, mas "A Perigo" e a faixa-título também tocaram em rádio.

Minuano, o disco lançado em 1997, traz uma formação revitalizada. Sem Carlos Maltz – agora vocalista da banda Irmandade –, mas com Adal Fonseca na bateria e Luciano Granja na guitarra (os dois, remanescentes do Gessinger Trio), mais o tecladista Lúcio Dorfman, os novos Engenheiros engrenam em diferentes direções já na primeira faixa, o caipirock "Banco". Acertam um retorno ao pop existencialista em "A Montanha" (feita em Gramado, na serra gaúcha), emplacam duas baladas inspiradas, "Faz Parte" e "Nuvem", e recuperam do lixo da história o brega-cabeça "Alucinação", do idiossincrático Belchior. "Adoro essa coisa suburbana dele", elogia Humberto. Com o Laçador (estátua cartão-postal de Porto Alegre) na capa e participação de Kleiton Ramil, Minuano confirma o direcionamento regional: a Highway agora cruza o trem-fantasma de grupos como os Almôndegas e o Saracura, que fizeram excelentes trabalhos nos anos 70.

Longe das capitais novamente, desafiando as leis de mercado e da gravidade, Humberto Gessinger agora contempla a obra dos Engenheiros do Hawaii do alto de seus dez álbuns. "Não me assusta virar caixa", anuncia. Quase quatorze anos depois, está tudo de pé, válido e valioso em suas várias variáveis. Ele continua fazendo as pedras rolarem e subindo a montanha para trazê-las de volta, como o Sísifo do mito grego – que, como bem observou Camus, não sifu coisa nenhuma.

Pedro Só.