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domingo, 18 de março de 2012

Um novo remédio para casos de amor patológico

"Se a vontade de estar com a pessoa amada foge ao controle; se o seu comportamento mais afasta o parceiro do que aproxima; se, em vez de recompensa, o amor traz prejuízo, isso pode ser amor patológico", diz Analice Gigliotti, chefe do Serviço de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa.


RIO — Aos 46 anos, Paula Tavares (nome fictício) estava casada, mas se apaixonou perdidamente por um outro homem. Cinco anos mais tarde, tinha ido do céu ao inferno. Espreitava o amante de madrugada em estacionamentos, para ver com quem ele estava, puxava-lhe os cabelos em público se achava que estava sendo traída, observava com raiva cada mulher que se aproximava dele. O namoro foi rompido e retomado várias vezes, porque ela implorava pela reconciliação. Até que um dia, fora de si, Paula apareceu no apartamento do parceiro e o agrediu violentamente. Foi quando decidiu buscar ajuda e se descobriu vítima de amor patológico, dependência comportamental capaz de causar tanto sofrimento quanto a compulsão por jogo, sexo ou comida. E tão destrutiva quanto as dependências químicas. Agora, pela primeira vez, o estado inaugura um serviço de atendimento ao amor patológico.

— Esta doença mata; ou você vai para a cadeia ou para o cemitério se não se cuida — diz Paula. — Eu me casei cedo, tinha um relacionamento ruim e não contava com apoio dos meus pais para me separar. Minha saída era sempre manter relações com outras pessoas. Mas aquela me desestruturou. Eu pensava: “Faço tudo por esse homem, estou 24 horas disponível, até dinheiro eu lhe dei, e ele não me quer?!”. Fiquei muito mal.

Isto foi há nove anos. Na época, Paula procurou o Mada (Mulheres que Amam Demais Anônimas), um dos grupos de autoajuda que até agora eram a única alternativa para quem, mesmo sem saber nomear seu problema, padecia de amor patológico no Rio.

O transtorno de comportamento passará a ser tratado com psicoterapia na Santa Casa de Misericórdia, no Centro do Rio. O hospital é o primeiro do estado a oferecer o serviço, e a equipe foi beber na fonte do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), pioneiro na área, para entender como ajudar aos pacientes que se tornaram dependentes da pessoa amada a ponto de se esquecerem de si. Eles sabem que isso é ruim, escondem o que podem da família, mas simplesmente não conseguem agir de modo diferente, nem terminar o relacionamento.

— Se a vontade de estar com a pessoa amada foge ao controle; se o seu comportamento mais afasta o parceiro do que aproxima; se, em vez de recompensa, o amor traz prejuízo, isso pode ser amor patológico -— diz Analice Gigliotti, chefe do Serviço de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa. -— Muitas vezes, o relacionamento é do tipo atração fatal: a pessoa quer encontrar o parceiro o tempo todo, sente ciúme, faz escândalo. Em geral, ela sente um grande vazio dentro de si e fica tentando preencher com o outro. Na verdade, este nome, amor patológico é até questionável, porque amor não é isso. Amor liberta.

Ainda não há pesquisas no Brasil dando conta do número de pessoas que sofre deste mal. Sabe-se apenas que são muitas, e que o reconhecimento de que estão doentes é difícil, inclusive por falta de informação. A USP vem fazendo estudos nesta área desde 2006, simultaneamente à oferta de atendimento. Usa a abordagem psicodramática: dois terapeutas mediam as conversas do grupo e investem na melhora da autoestima dos participantes, na expectativa de contribuir para que eles possam desenvolver relações interpessoais saudáveis, não só no campo amoroso.

Em poucas semanas, pela experiência da universidade paulista, já é possível observar uma melhora significativa: seus especialistas recomendam de 16 a 20 sessões de psicoterapia, e, no primeiro grupo tratado, os oito pacientes apresentaram de 40% a 80% de reversão em seu quadro patológico.
Entre as pessoas que procuram o serviço, a maior parte tem o mesmo perfil: são mulheres na faixa dos 40 anos, com bom grau de escolaridade, que sofreram abandono emocional na infância.

— Na amostra clínica, vimos que as primeiras pessoas a procurar ajuda foram aquelas mais bem informadas e desesperadas, porque o parceiro havia rompido ou ameaçado romper o relacionamento — conta Eglacy Sophia, psicoterapeuta e supervisora do Setor de Amor e Ciúme Patológicos do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. — Quanto à personalidade, muitas têm alta impulsividade e espiritualidade. O fato de recebermos muitas mulheres pode ser explicado, em parte, porque elas costumam cuidar mais da saúde e têm propensão a buscar no parceiro a solução dos seus problemas.

Além da profunda perturbação mental e do comportamento irracional, as vítimas de amor patológico podem ter sintomas físicos semelhantes aos observados nas síndromes de abstinência das dependências químicas e de outros tipos de transtornos comportamentais: agitação, falta de apetite, taquicardia, insônia.

Paula Tavares, que hoje vive em paz com o marido, tem o perfil daqueles que procuram a universidade paulista. Também membro do Mada, Andréa Bastos (outro nome fictício), porém, foge à regra. Quatro anos atrás, aos 23 anos, a estudante decidiu que era hora de se tratar quando se flagrou em vias de iniciar uma luta corporal com o namorado:
— Sabia que o que eu fazia não era normal e escondia dos meus pais, para não deixá-los preocupados. Procurei ajuda para salvar meu namoro, mas acabei ficando por mim, para aprender a ter relacionamentos mais saudáveis. Percebi que em relações anteriores eu já dava sinais do problema.
A psicóloga Daniela Faertes, que coordenará o serviço de amor patológico na Santa Casa, diz que as pessoas com este mal são incompreendidas.

— Como a dependência é relacionada a um comportamento cotidiano, os outros não dão muita importância, porque acham que a pessoa só precisaria de força de vontade para acabar com a situação. Mas estudos comprovam que nas dependências químicas e em algumas comportamentais ocorrem mudanças parecidas no cérebro. As reuniões na Santa Casa ocorrerão uma vez por semana, coordenadas por dois psicólogos. Na triagem, caso apresente sintomas de uma doença decorrente do amor patológico — depressão, ansiedade, transtorno de personalidade, transtorno bipolar —, o paciente será encaminhado também a um pisquiatra.

Analice Gigliotti está certa do poder da terapia sobre o amor patológico, mas frisa que a vigilância deve ser para sempre.

— É preciso estar atento aos gatilhos que podem desencadear esse comportamento, como um parceiro que nos faz mal ou um momento de estresse — diz. — Quanto mais a pessoa diversificar seus interesses, melhor: se ela trabalhar e tiver uma boa vida social, vai ser mais difícil adoecer.


oglobo.globo.com

domingo, 11 de setembro de 2011

Augusto Cury: "Você só é livre quando consegue se controlar"


"Você só é livre quando consegue se controlar"

Cientista e pesquisador do comportamento humano, Augusto Cury diz não se incomodar com críticas da comunidade acadêmica que alegam que seus livros não são ciência


foto: Gil Montano/Caracas
"Quem tem necessidade neurótica de estar sempre certo não terá tranquilidade psíquica", Augusto Cury, médico e escritor

Marcelo Pereira- A Gazeta
O escritor brasileiro mais lido na última década anda pensando no ditador nazista Adolf Hitler como uma obsessão. Augusto Cury, 52 anos, tem recolhido dados para um romance a ser lançado no ano que vem. "Eu quero me debruçar sobre a mente de Hitler para elaborar uma ficção que explique o que gerou um ser humano capaz de tantas monstruosidades. Ele não era um psicopata comum, dos que matam num arroubo de raiva. Era um psicopata frio, que vive em nosso meio e que nós nem reparamos. Infelizmente, o atual contexto de educação e de vida podem futuramente favorecer a esses ?Hitleres? no meio da gente", alerta o escritor, médico e psiquiatra criador da chamada Teoria da Inteligência Multifocal. Suas ideias foram apresentadas pela primeira vez no livro de mesmo nome, em 1998.

Atualmente, ele vive com a esposa Suleima, que foi sua colega na faculdade de Medicina, e as três filhas em Colina, cidade de 17 mil habitantes, próxima a Barretos, a capital nacional dos rodeios. Os leitores (e são muitos) apontam três obras suas como fundamentais: "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" (sua incursão na pedagogia) e os motivacionais "Nunca Desista de Seus Sonhos" e "Você é Insubstituível". Ultimamente, também incursiona na ficção com "A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres", obra em que critica os padrões de aparência instituídos pela sociedade moderna.

O estudioso de fala mansa e postura acolhedora esteve no Espírito Santo cumprindo uma agenda de palestras para profissionais ligados à segurança pública, como policiais, juízes, advogados e servidores. "Infelizmente, nós privilegiamos por demais a resposta, a reação. Não nos colocamos no lugar do outro. Pensar diferente disso é um dos pilares da inteligência multifocal", argumenta. Leia outros trechos da conversa a seguir.

Qual a sua maior crítica ao atual sistema de ensino?
Acredito que deveríamos ter uma formação mais humanista. Nós condicionamos nossas crianças e adolescentes a competir, a se voltar para o exterior. Não investimos em nossas escolas para conhecermos a nós mesmos.

De que maneira isso poderia ser útil num mundo que cobra respostas rápidas?
Seriam, com certeza, respostas mais significativas e úteis. Essa formação humanista nos ensinaria que você só é livre quando consegue se controlar. Ação e reação podem ser ótimas para a física, mas são péssimas para as relações humanas. Devemos nos ater é ao equilíbrio tanto de emoção quanto de razão. Fora dessa preocupação, a razão pode desenvolver uma necessidade neurótica de poder. E a emoção longe desse equilíbrio pode gerar indivíduos hipersensíveis, que terão problemas em se relacionar e interagir com os outros.

O senhor se considera equilibrado?
Estar equilibrado é um exercício diário. Esse método não é um estágio final de um receituário. Eu sempre fui muito mais emotivo. Acho que devo isso a minha mãe. Aos seis anos, deixei um canário morrer de fome. Ela me chamou a atenção sobre isso de uma forma enfática, o que muito me impressionou. A partir de então, passei a me cobrar muito emotivamente. É um tipo de atitude que pode ser boa para o sistema em que vivemos, mas acaba produzindo pessoas que são algozes de si mesmas. Com o tempo aprendi a lidar com culpa e com o grau de minhas responsabilidades.

Nesse caso, o senhor deve lidar bem com críticas de cientistas e autores sobre suas teorias...Nós nunca devemos agredir a quem nos agride. É o que defendo. Se ao invés de atacar, eu duvidar da raiva, criticar a raiva que me controla, eu poderei tirar uma conclusão mais construtiva daquele momento. Quanto às críticas, eu as recebo com naturalidade. A obra, ao ser lançada, fica a mercê da avaliação dos leitores e do público em geral. Há um contingente de pessoas que me tornaram o autor brasileiro mais lido na última década. Acredito que eles não podem estar errados. Acho, então, que estou fazendo um trabalho útil.

Suas teorias incomodam seus colegas?
Muitas de minhas teorias e estudos estão no programa de universidades e faculdades do país. Muitas delas continuam contribuindo com teses de mestrado e doutorado. Uma delas, a da Inteligência Multifocal, é pesquisada na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, a Unesp. Se fossem pseudociência, como falam, não seriam objetos de estudo. Quando resolvi divulgar a ciência para o público leigo, sabia desses riscos, de não ser compreendido pelos meus próprios colegas. Muitos deles encaram a academia como uma torre de marfim, uma confraria fechada de sábios. Não penso assim. A linguagem deve democratizar o acesso à ciência, ao fazer científico. Quem tem necessidade neurótica de estar sempre certo não terá tranquilidade psíquica.

Rejeita, então, o conceito de autoajuda?

Como a minha área e meu objeto de estudo giram em torno do comportamento humano, das emoções, há uma tendência a quererem simplificar com esse conceito. Não tenho nada contra, mas o que escrevo vem de observação e análise científica. O que eu percebo - e que é interessante - é que muitos desses leitores que pensam se tratar de uma autoajuda acabam ficando fascinados pela investigação científica e terminam por se aprofundar nesses temas.

O senhor também se propôs a tratar em alguns livros temas ligados a fé. Foi o caso de "Os Segredos do Pai Nosso" e "Análise da Inteligência de Cristo". Acredita em Deus?
Já fui ateu. Eu me tornei um cristão, mas um cristão sem fronteiras. Tenho amigos padres e pastores de várias denominações religiosas apesar de não fazer parte de nenhuma igreja ou grupo religioso. Fiquei impressionado com a figura de Jesus Cristo. O seu comportamento é ímpar, não há correlação na história. Ele cita em seus discursos mais de 60 vezes que é deste mundo, que é humano, que para ser humano pleno era necessário ter as atitudes dele. No momento em que é traído por Judas, ele simplesmente abraça o discípulo que errou. A sua atitude, a de alguém que não obedece ao instituto e à lei da ação e reação, é notável. Cristo não excluiu ninguém, nem mesmo aquele que, ao julgamento convencional, era o mais detestável.

Um cientista que crê em Deus não é algo contraditório?
Não acho. Acredito que há muito de preconceito nessas questões relacionadas à fé, à metafísica. Crer em Deus não é fruto de um cérebro apequenado. O problema é a forma como se lida com essa fé. O que te norteia pode não ser suficiente para o outro.

Sua pesquisa sobre Hitler é para um novo romance. Por que o ditador nazista incomoda tanto Augusto Cury atualmente?
Ele está mexendo com a minha pressão arterial. Devo entregar esse livro em maio de 2012. Vai se chamar "O Colecionador de Lágrimas versus Hitler". Será um romance filosófico. Eu me decidi a utilizar essa figura histórica para tentar mostrar às pessoas o que acontece quando nos consideramos o dono da verdade, que só nós temos razão. O risco de convencermos os outros e nos perdemos em nossas próprias certezas é muito grande.

O senhor disse que poderemos ter novos Hitleres no futuro...
Se continuarmos com esse sistema em que só se privilegia o individualismo, a prepotência, a competição, a conquista selvagem, sem nos visualizarmos nos outros que estão a nosso redor, sim. E o problema é que a atual conjuntura pode facilitar a ação de indivíduos assim. Hitler convenceu uma sociedade que passava por uma crise: crise de estrutura política, econômica, de valores. Ela lhe deu o poder e deixou-se guiar cegamente por ele. O mundo está passando por crises mais ou menos semelhantes. Temo que, nesse cenário e nessa educação convencional que promovemos, possa aparecer um indivíduo desses e conduzir as pessoas em seu desespero para caminhos tão obscuros que os alemães trilharam nos anos 40.

Vida e obra

Quem é ele
Augusto Cury é médico com especialização em Psiquiatra, psicoterapeuta e escritor na área de literatura psiquiátrica. Nasceu na cidade paulista de Colina, em 2 de outubro de 1958.

Bibliografia
Cury vendeu mais de 12 milhões de livros somente no Brasil na primeira década do século XXI. Foi publicado também em mais de 50 países. Entre seus sucessos, que já ultrapassam 24 títulos, estão "Nunca Desista de Seus Sonhos", "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes", "O Vendedor de Sonhos: O Chamado", "O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos", "Treinando a Emoção para Ser Feliz" e "O Código da Inteligência".

Religiosidade

Alguns de seus títulos se dedicam a analisar elementos da cultura cristã, sem necessariamente estar ligado a uma fé em especial. Estão nesse rol "Os Segredos do Pai Nosso" e "Análise da Inteligência de Cristo".

Inteligência Multifocal
Cury é autor da teoria que descreve a chamada inteligência multifocal. Ele busca explicações sobre o funcionamento da mente. Segundo suas ideias, a inteligência teria cerca de dez funções, todas marcadas por argumentações humanistas. A inteligência multifocal seria aquela que teria como funções: amar e valorizar a vida, apreciar o belo, pensar antes de agir,  expor e não de impor suas opiniões, ser solidário,  gerir os pensamentos dentro e fora dos conflitos, se colocar no lugar dos outros, manter o espírito empreendedor, trabalhar perdas e frustrações e colaborar em equipe.

Institutos no Brasil e em PortugalCury é diretor da Academia de Inteligência, instituto que promove o treinamento de psicólogos, educadores e outros profissionais. Desenvolveu também o projeto Escola de Inteligência, que tem como principal objetivo a formação de pensadores por meio do ensino das funções intelectuais e emocionais mais importantes para crianças e adolescentes. Em março de 2008, foi criado o Centro de Estudos Augusto Cury, em Portugal.

AutoajudaAlguns membros da comunidade acadêmica não consideram ciência as teorias de Cury devido à inexistência de bibliografia e de referências de outros estudos. Ele se defende, afirmando que sua teoria é original, por isso não há nenhuma outra pesquisa feita anteriormente.


sábado, 3 de setembro de 2011

Cérebro e bebida: pesquisa revela que o álcool não faz você se comportar mal. Ele simplesmente faz com que você não se importe


Cérebro e bebida: Scaners revelam que o álcool não faz que você se comporta mal, ele simplesmente pára de se importar com o constrangimento


O álcool inibe o "sinal de alarme" do cérebro que normalmente soa quando cometemos um erro


A menos que você seja abstêmio, todos tivemos uma manhã pós bebedeira, quando perguntamos a nós mesmos por que diabos nós fizemos essa coisa extremamente constrangedora enquanto estava bêbado na noite anterior.

Coisas do tipo um envio de mensagem de texto embaraçosa, uma confissão de amor ou algo um pouco mais bizarro, geralmente o tipo de coisa que não faria enquanto sóbrio.

Mas uma série de exames cerebrais detalhadas agora revelaram que o álcool não nos levam a nos comportarmos mal, ele apenas nos impede de nos preocuparmos com o nosso constrangimento. o álcool inibe o constrangimento.
Por que eu fiz isso? A pesquisa americana mostrou que o álcool não nos impele a comportarmos mal, ele apenas inibe a parte do cérebro que normalmente nos diz que devemos nos preocupar.

Pesquisa de uma equipe da Universidade de Missouri mostrou que as pessoas ainda estão conscientes quando bêbadas de que estão cometendo um erro, mas o álcool reduz os sinais do cérebro nos dizendo que nos preocupemos com isso.

Mais ...
Ele realmente está nos genes! Os magros têm uma 'overdose' de cromossomos que mantê-los magros

Professor Bruce Bartholow, que liderou o estudo, disse: "Quando cometemos erros, a atividade em uma parte do cérebro responsável por monitorar o comportamento aumenta.
"Isso envia um sinal de alarme para outras partes do cérebro indicando que algo deu errado.

"Nosso estudo mostra que o álcool não reduz a sua consciência dos erros - que reduz o quanto você se importa em fazer esses erros."

Durante o estudo, a equipe de psicólogos do Prof Bartholow com pessoas de idade entre 21 e 35 mediu a atividade cerebral de como eles completaram uma tarefa complicada no computador. A um terço deles foram dadas bebidas alcoólicas, enquanto o resto não recebeu álcool ou uma bebida placebo.

Embora possa parecer uma coisa ruim para muitos, a descoberta pode levar a um tratamento para ajudar as pessoas tímidas a perderem um pouco mais da inibição

Além de monitorar sua atividade cerebral, os pesquisadores também mediram as mudanças de humor dos participantes, a sua precisão na tarefa de computador e sua precisão percebida.

Os resultados mostraram que o "sinal de alarme do cérebro  em resposta a erros foi muito menos pronunciado naqueles que ingeriram álcool.

No entanto, eles não eram menos propensos a perceber quando eles tinham cometido um erro - eles simplesmente não se importavam tanto.

Os testes também descobriram que aqueles que haviam consumido álcool eram muito menos propensos a abrandar e serem mais cuidadosos, depois de terem cometido um erro.

Prof Bartholow disse: 'É muito comum as pessoas responderem mais lentamente devido a um erro, como uma forma de tentar recuperar o auto-controle. "Os participantes do grupo álcool não fizeram isso."

Prof Bartholow disse que as descobertas são importantes na compreensão de como o álcool contribui para os tipos de erros e disparates sociais que fazemos quando estamos bêbados.

Ele acrescentou: "Em certas circunstâncias, a redução do sinal de alarme do cérebro poderia ser visto como uma coisa boa, porque algumas pessoas, como aqueles com transtornos de ansiedade, são hiper-sensíveis para as coisas dando errado.

"Em algumas pessoas, uma pequena quantidade de álcool pode expulsar os sentimentos de ansiedade."

Os testes mostraram "sinal de alarme do cérebro em resposta a erros foi muito menos pronunciado naqueles que ingeriram álcool


dailymail.co.uk/sciencetech

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Por que a maioria dos suicidas são homens?

A maioria dos suicidas são homens.
Os homens estão expostos à depressão devido a fatores médicos (transtornos depressivos, alcoolismo ou doenças crônicas dolorosas) e causas sociais (velhice, solidão, falta de apoio familiar, eventos estressantes).

O maior fator que leva homens ao suicídio está ligada à forma como os homens lidam com as suas dificuldades pessoais.

Homens geralmente são mais rígidos, inflexíveis, introvertidos e impulsivos que as mulheres. Quando um homem enfrenta uma grave dificuldade, ele pode escolher a maneira evasiva de agir e cometer suicídio. Os homens não podem ficar em solidão ou em separação matrimonial da forma como uma mulher e, geralmente, eles não falam sobre seus problemas, assim eles não se libertam da dor. É por isso que cerca de 7% dos homens podem desenvolver depressão, um importante fator de risco para cometer suicídio.

Além disso, os homens vivem com mais estresse e angústia no trabalho, gerando mais problemas de saúde e estados de ansiedade. Mulheres com depressão mostram tristeza e um sentimento de inutilidade, enquanto os homens demonstram irritabilidade, cansaço e comprometimento do sono. A depressão pode ser mascarada pelo álcool e consumo de drogas.

Os homens devem se comunicar mais e ter um projeto de vida que possa ser ajustado à realidade. Se ele é compartilhado, é melhor. E eles devem assumir de forma mais coerente a "resposta" a outras propostas que os outros querem se desenvolver.

news.softpedia.com

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

11 dicas de ano novo para você prosperar e fazer de 2011 um ano diferente

11 pequenas dicas para você prosperar e fazer de 2011 um ano diferente
Todo mundo quer ter um 2011 sem problemas financeiros, feliz no amor e bem de saúde mas como fazer com que isso ocorra? O Divirta-se selecionou 11 dicas




2011 chega cheio de esperanças para a população. Nessa época de início de ciclos, ocorrem as famosas promessas de ano novo, que geralmente não duram nem até o final de janeiro, mas também acontecem resoluções sérias, baseadas em metas e planejamento.

Todo mundo quer ter um 2011 sem problemas financeiros, feliz no amor e bem de saúde. Mas como fazer com que isso ocorra? O Divirta-se selecionou 11 dicas para você prosperar em 2011 nos aspectos econômico, amoroso e saudável. Confira:
Veja os destaques do canal Divirta-se

1 - O primeiro passo é organizar sua vida. Priorize as coisas e coloque sua vida em evidência para se jogar em uma verdadeira reestruturação interna. Quando você muda, tudo ao seu redor se transforma também, e o ano novo é o tempo ideal para isso.

2 - Roselake Leiros, da revista Você RH, aponta que é preciso traçar objetivos que não dependam dos outros para a realização. "Quero que meu namorado me ame", por exemplo, não seria sustentado por você e sim por ele. Só formule objetivos sobre os quais é possível agir. O objetivo não é "quero que meu chefe me dê aumento", mas sim, "farei o que for necessário para obter uma promoção".

3 - Para começar o ano sem problemas financeiros, o educador financeiro Reinaldo Domingos ressalta que é necessário fazer uma planilha com todos os gastos (por 30 dias), onde devem constar até mesmo passeios, lanchinhos, gorjetas, etc. Coloque em sua planilha os valores típicos de início de ano, como IPTU, IPVA, material escolar. Também não esqueça gastos como presentes, aniversários, licenciamento de veículo, viagens, dentre vários outros.

4 - Estabeleça os sonhos (objetivos) e prazos para realizá-los (esses podem ser de curto, médio e longo prazo), depois os coloque em seu orçamento mensal de 2011 os valores que terá que poupar para atingi-los; Acredite, cortando pequenos gastos que não contabilizamos no nosso cotidiano e outros supérfluos, é possível destinar parte de seus rendimentos (de 10 a 20%) para começar a poupar, sempre atrelando essa poupança a um sonho ou objetivo.

5 - A blogueira Camila Oliveira, do Oficina da Moda, conta que para ficar em dia com as emoções, primeiro equilibre seus sentimentos: jogue fora tudo que não te faz bem e te lembra um passado receoso. Aproveite este novo tempo para começar a cuidar de você também e dos seus pensamentos, anseios e desejos: se foque no que te acrescenta, gaste energias apenas naquilo que te faz bem e uma pessoa maior.

6 - Para o lado profissional, vale avaliar-se objetivamente. Quais seus pontos fortes e fracos? Como eles impactam em sua carreira?; Como foi sua evolução profissional e social nos últimos três anos? O que aumentou, melhorou, modificou-se de modo positivo para você?

7 - Na medida do possível, tenha mais participação social, aceite os convites. A partir da socialização você consegue ser visto e lembrado. O que é bom para o lado social, afetivo e até mesmo profissional. Quem sabe não surge a vaga que você tanto quer na empresa do seu amigo?

8 - Na saúde, manter uma alimentação saudável e equilibrada, juntamente com a prática de exercícios, é hoje a melhor, mais segura e econômica forma de medicina preventiva. Uma dieta balanceada contribui para sua qualidade de vida e bem-estar. Pessoas que têm uma alimentação saudável são mais resistentes a infecções, têm mais disposição e equilíbrio, além de estarem mais protegidas contra doenças, como obesidade, hipertensão, doenças cardíacas, colesterol e diabetes. Se está sem ânimo para começar, sempre vale a pena chamar um amigo para começar essa meta com você.

9 - Ainda para o bolso, é bom evitar a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito, essas são armadilhas para o desequilíbrio financeiro, em função dos altos juros. Assim, uma medida é, se possuir mais de um cartão, quebre os que menos usar e negocie as taxas existentes. Também peça para que seja retirado o limite do cheque especial.

10 - Gastar não é sinônimo de felicidade, assim, lembre-se que estar próximo de quem se ama não tem preço. Em vez de valorizar o consumo, valorize mais a troca de sentimentos.

11 - A dica de Roselake é a melhor para fechar o ciclo: pense positivo. Sempre foque em coisas boas, jamais na tragédia, na dor, no desânimo, na preguiça. Quem foca em coisas ruins, atrai o mesmo para a própria vida. Pensamentos, sentimentos, falas e ações precisam estar alinhados para que as coisas fluam, e você realize. Felicidade constrói felicidade, portanto, esteja feliz desde já, como se já estivesse realizado o que você quer.


por: ERIK OAKES - GAZETA ONLINE

domingo, 19 de dezembro de 2010

Egoístas tendem a ter relacionamentos superficiais. Você é assim?

Ninguém gosta de admitir, mas a maioria das pessoas já teve uma atitude egoísta - querendo apenas para elas amigos, familiares, namorados, computador, doces. Mas o hábito de colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, desagrada e pode afetar os relacionamentos no trabalho, na escola e nas relações pessoais como explica a psicóloga Ravenna Negromonte de Almeida.


"A família é o local onde aprendemos a amar e a cuidarmos uns dos outros com generosidade a partir do estabelecimento e definição do que é o outro. Quando isto falha, fica aberta a possibilidade de se potencializar essa característica de ser "egoísta" que é natural no desenvolvimento infantil onde a criança ainda não compreende que faz parte de uma sociedade"
Segundo a psicóloga, o egoísmo é um traço da personalidade de um indivíduo que se caracteriza por hábito ou atitude de privilegiar seus interesses sempre, desconsiderando todas as pessoas envolvidas no cenário das relações.

"O primeiro pensamento é sempre saber se o outro na relação pode lhe ser útil de alguma forma, caso contrário é empobrecida de valor. Em contrapartida é uma pessoa que tem dificuldades no confiar por que ele atribui ao outro um comportamento similar. Tem uma tendência ao descontrole quando frustrado nos seus objetivos, ou seja, uma baixa tolerância a frustração", indica a psicóloga.

Tudo começa em casa. A família é o primeiro subsistema importante que recebe as pessoas no mundo, onde se encontra e vivencia os cuidados primordiais para existência. "É o local onde aprendemos a amar e a cuidar uns dos outros com generosidade a partir do estabelecimento e definição do que é o outro, limite, consequências, respeito entre outros valores. Quando isto falha, fica aberta a possibilidade de se potencializar essa característica de ser "egoísta" que é natural no desenvolvimento infantil onde a criança ainda não compreende que faz parte de uma sociedade", explica a especialista.

Como o egoísmo pode nos prejudicar? "No estabelecimento dos relacionamentos mais íntimos e duradouros de nossas vidas afetando diretamente uma dimensão muito preciosa que é a capacidade de perceber o outro como um legítimo em minha esfera de convivência. As bases, como amar, cuidar, ser generoso, etc. tornam-se unilateral, tipo, "venha a mim o vosso reino e nada para vós".

Ainda de acordo com Ravena, quando as pessoas passam a perceber o comportamento, se distanciam, mantendo o relacionamento apenas em bases mais objetais e superficiais. Para saber se você tem características egoístas, vejas dicas e identifique se está passando dos limites:

- Vem recebendo muito feedback sobre essa característica de pessoas de sua intimidade e profissional?
- Percebe que seus contatos sociais e profissionais têm sido muito superficiais?
- Você se vê muito desconfiado nos seus relacionamentos?
- Tem dificuldades severas em lidar com a frustração?

Se as repostas forem positivas, então, é hora de procurar ajuda. A psicoterapia é um dos caminhos possíveis pois ajuda no processo de autoconhecimento, identificação e mudança desses comportamentos disfuncionais.

A GAZETA

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Moralismo à italiana: cidade quer proibir o uso de minissaias e trajes 'indecorosos'

Turistas que vão para um resort à beira-mar no Mediterrâneo não poderiam mais se vestir à vontade em  consequência de uma proposta de proibição de roupas "reveladoras".
Turistas de Castellammare di Stabi podem tratar de se encobrir, se a legislação for aprovada

Vestuário como blusas com decote, jeans de cintura baixa e minissaias poderá ser uma coisa do passado para moradores e visitantes da cidade litorânea Castellammare di Stabia, perto de Nápoles, segundo as novas regras que estão sendo elaboradas pelo prefeito conservador.

O prefeito de Castellammare di Stabia, Luigi Bobbio, diz que o objetivo é "restaurar o decoro urbano e facilitar uma melhor convivência civil" e teria como alvo aqueles que são "desordeiros, indisciplinados ou simplesmente mal comportados".
Então, minissaias serão coisas do passado: trajes reveladores poderão ser banidos se o prefeito da cidade for atendido em seu desejo


A lista de 41 novas regras proibitivas também incluem dizer palavrões em público e jogar futebol nos parques e jardins.

"Eu acho que é a decisão certa", disse o pároco local, o padre Paulo Cecere, ao jornal Cronache di Napoli. "É também uma forma de combater o aumento do assédio sexual.


Mas essas não são as únicas regras todos os "bons cidadãos" nesta cidade devem obedecer. Se aprovada, as pessoas não serão capazes de jogar futebol em parques públicos e pronunciar palavrões em público, que também pode acabar uma multa de entre 25 e 500 Euros. A Câmara Municipal deverá se reunir na segunda-feira para aprovar o conjunto de regras.

Don Paolo Cecere, um padre da cidade local, é a favor da proibição porque "É a decisão certa. Desta forma podemos combater a disseminação do abuso sexual ", disse a um jornal local, o Cronache di Napoli.

Muitas cidades na Itália já proibiram o beijo em carros, alimentar gatos vadios e construir castelos de areia na praia, o que torna o Shariah muito mais complacente na Arábia Saudita do que na Itália (Shariah é o código de leis do islamismo). Conservadores muçulmanos devem se sentir muito confortáveis em uma cidade como essa, por isso espero que eles não vão reclamar quando a burca for proibida na Itália, também.

Com informações do site Travel News


Castellammare di Stabia fica próximo da antiga cidade romana de Stabiae , que foi destruída pela erupção do Vesúvio no ano 79 dC. O castelo da cidade leva o nome foi erguido por volta do século 9 sobre uma colina de comando do lado sul do golfo de Nápoles. Foi restaurado durante o reinado de Frederico II de Hohenstaufen e ampliado pelo rei Carlos I de Anjou .

O município, anteriormente chamado Castellamare, assumiu o nome Castellammare em 22 de janeiro de 1863, e o nome atual em 31 de maio de 1912.

Castellammare foi a cidade natal de Gabriele Capone, pai de Al Capone . Outras pessoas nascidas aqui incluem:
Luigi Denza (1846-1922) autor da famosa música " Funiculi, Funicula "
Gennaro Iezzo , goleiro de futebol.
Mario Merola , o cantor napolitano
Fabio Quagliarella, jogador de futebol
Romeu A. Serrapica (1921-1995), artista comercial americano, ilustrador fotografia, Cooper União aluno. Os pais nascidos e criados em Castellammare di Stabia e Gragnano. Irmão mais novo de John Serry, Sr.
John Serry (1915-2003), músico norte-americano, arranjador, compositor e educador. Nascido como Giovanni Serrapica , seus pais foram criados em Castellammare di Stabia e Gragnano.
Tito Ettore (1859-1941) pintor italiano
Luigi Vitale , o meia do futebol
Raffaele Viviani (1888-1950), escritor, dramaturgo, ator e músico