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domingo, 3 de julho de 2011

Sintonia: Bebês reagem mais a sons e emoções humanas que a brinquedos ou à natureza

Cérebro de bebês reage mais a ruídos humanos do que a sons de brinquedos ou da natureza

RIO - Os cérebros dos bebês entre três e sete meses são especialmente ligados às emoções e ao som de vozes humanas, segundo um relatório publicado na edição desta quinta-feira a revista "Current Biology", uma publicação da "Cell Press".

De acordo com o estudo, o cérebro dos bebês mostrou mais atividade quando eles ouviam ruídos humanos como tosse, espirro ou bocejo do que quando ouviam os sons de brinquedos ou água. A atividade aparecia na área do lobo temporal conhecida em adultos pela participação no processamento de vocalizações humanas. Os bebês também mostraram maior resposta a sons tristes em relação aos neutros em outra parte do cérebro relacionada ao processamento de emoções em adultos.

- Nossos resultados sugerem que o cortex temporal infantil é mais maduro do que pensávamos, é uma demonstração rara de que existem áreas específicas já nos primeiros estágios de desenvolvimento - disse Evelyne Mercure, da Universidade College London.

- Isto pode representar o primeiro passo nas interações sociais e no aprendizado da linguagem - acredita Anna Blasi, da King's College London.

As descobertas são condizentes com evidências anteriores que mostravam que crianças podiam extrair informações sutis do discurso de adultos. Recém-nascidos preferem ouvir a voz da mãe e diferenciam entre vozes masculinas, femininas, crianças e adultos.

No estudo, os pesquisadores usaram imagens funcionais por Ressonância Magnética para gravar as respostas cerebrais durante o sono de bebês enquanto eles ouviam sons de emoções neutras, positivas, negativas ou sons da natureza.

- Estamos muito surpresos que a área do cortex temporal tenha respondido à voz humana mais do que a sons da natureza - diz Mercure. - Crianças não são uma ciência exata mas encontrar resultados similares aos descritos na literatura adulta é surpreendente.

O Globo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mulher já gerou 19 bebês para casais inférteis

Australiana gera 19 bebês para casais inférteis com doação de óvulos


Faith Haugh, de 41 anos, começou a doar óvulos 17 anos atrás, apesar de dizer não ter instinto maternal.
Da BBC Brasil


A australiana Faith Haugh já gerou 19 bebês para casais inférteis através da doação de óvulos, apesar de dizer não ter "nenhum instinto maternal".
Faith Haugh já gerou 19 bebês para casais inférteis (Foto: Newspix )

Nos últimos 17 anos, ela passou por 42 ciclos de injeções de hormônios para aumentar a produção de óvulos com o único objetivo de ajudar pessoas com dificuldade de engravidar.

"Tudo começou quando eu vi um anúncio enorme no jornal de um casal que não conseguia ter filhos. Eu sabia que era fértil e decidi doar meus óvulos anonimamente", disse Haugh à BBC Brasil.

O casal teve gêmeas e Faith decidiu doar mais óvulos para casais anônimos através de um hospital. Mais tarde, ela passou a ajudar casais que conheceu através de anúncios no jornal e grupos de infertilidade na internet.

"O engraçado é que não tenho nenhum instinto maternal. O que acontece é que eu tenho um excesso de óvulos de boa qualidade que iam para o lixo todo mês então decidi usá-los para ajudar os outros."
"Quando você conhece esses casais, eles estão tão nervosos que sempre acabam chorando no meio da conversa. Eles querem filhos desesperadamente. Vê-los assim estressados e alguns meses depois segurando um bebê nos braços é incrível", diz Haugh.

Haugh não recebe nenhuma compensação financeira pela doação. Ela diz que doar óvulos é como dar um presente a alguém e acha que dinheiro pode levar as pessoas a tomar esta decisão pelos motivos errados.

Casal doador
A australiana, que trabalha com atendimento ao consumidor e é casada com Glenn, um açougueiro de 46 anos, tem uma filha de 22 anos de outro relacionamento e é avó de uma menina de dois anos.
Ela diz que perguntou ao marido se ele queria filhos, apesar de não gostar de ficar grávida, mas disse que eles acabaram não tendo nenhum bebê já que ambos apreciam a liberdade que têm atualmente e a possibilidade de viajar e aproveitar a vida.

"Ser mãe não é só dar à luz, é abrir mão de muita coisa em nome dos filhos. Noites em claro, preocupação... Eu tenho muito respeito pelos casais que decidem fazer a fertilização in vitro", diz ela. Faith diz também ter convencido o marido a doar sêmen. Ele é pai biológico de quatro crianças.

Enquanto no Brasil a doação de óvulos e sêmen só pode ser feita de forma completamente anônima, as leis australianas preveem que os bebês concebidos desta forma têm o direito de saber quem são os pais biológicos e devem receber informações sobre eles ao completar 18 anos de idade.

O objetivo é evitar que eles se casem ou tenham filhos com meios-irmãos sem saber.

Contato
Faith Haugh diz que se encontra pessoalmente com a metade dos filhos gerados com seus óvulos e mantém contato com outros.

"Eu sempre digo aos pais que eles pediram uma doadora e não uma amiga, mas que se eles se sentirem bem em mandar fotos e informações sobre as crianças, para mim é um bônus."

"Eu peço apenas um telefonema quando eles nascem. Eu não me sinto mãe dessas crianças, mas me sinto muito privilegiada em poder receber notícias deles algumas vezes por ano ou encontrá-los esporadicamente", diz Haugh.

A última criança gerada com um de seus óvulos nasceu dois anos atrás, mas aos 41 anos, Haugh diz que não vai mais doar óvulos.

"Eu preciso ser responsável em relação aos riscos relacionados à idade. Mas não consigo virar as costas para esses casais inférteis, então passei a oferecer meus conhecimentos a possíveis doadores e pessoas interessadas em utilizar óvulos doados", conta ela.

"Definitivamente, não é uma experiência para qualquer um. Doar óvulos não é como fazer um tabuleiro de bolo. Mas quando se está munido de informação é mais fácil tomar a decisão certa."

BBC

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nascem gêmeos gerados em úteros diferentes da mãe no Sul de Minas

A mulher gerou um filho em cada útero. O caso é raro na literatura da medicina.

Uma mulher na cidade de Três Pontas, no sul de Minas Gerais, deu à luz dois gêmeos na manhã desta quarta-feira, mas as crianças nasceram em úteros diferentes devido a uma má-formação da mãe chamada "útero de Delfo". A má-formação do útero pode causar abortos.

Os bebês tiveram um parto à cesariana. De acordo com os médicos, a mãe passa bem e as crianças são saudáveis. A menina Isabella nasceu com 2,8 quilos e Mateus com 2,21 quilos.

A ginecologista Márcia Andréia Mesquita Mendes, que acompanha a gravidez de Jucéa, a fecundação e a formação dos fetos foram semelhantes a uma gestação de gêmeos fraternos, mas em vez de duas placentas em um único útero, os bebês foram gerados em dois órgãos reprodutores diferentes.

Depois da primeira gravidez, Jucéa foi informada pelos médico que não poderia engravidar novamente, por conta disso deixou de usar métodos contraceptivos.

SDRZ