Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Três prédios desabam no Rio; há vítimas

Prédios desabam no Centro do Rio de Janeiro Os escombros dos prédios caíram sobre vários carros que estavam estacionados na rua
foto: Fábio Motta e Marcos de Paula/AE

O Edifício Liberdade, de 20 andares, que ficava atrás do Theatro Municipal, no número 44 da Avenida Treze de Maio, e o Colombo, de dez andares, nos fundos, na Rua Manoel de Carvalho, viraram uma montanha de escombros. Um terceiro prédio, de quatro andares, também desabou, confirmou no início da madrugada Daisy Chaves, proprietária do imóvel. Pessoas cobertas de terra corriam em direção à Avenida Rio Branco, fugindo do local em meio a uma nuvem de poeira. O desabamento ocorreu por volta de 20h30. Cinco feridos foram levados ao Hospital Souza Aguiar, na região central da cidade.


Três prédios desabaram na noite desta quarta-feira (25), na Avenida Treze de Maio, Cinelândia, no centro do Rio. Um prédio de dez, outro de 20 e um terceiro de quatro andares andares. Segundo o Corpo de Bombeiros, antes do desabamento teria havido uma explosão.

A Defesa Civil informou que há vítimas, mas não se sabe o número, e possivelmente pessoas ainda presas no interior do edifício. Testemunhas relatam um forte cheiro de gás na região. O Corpo de Bombeiros não confirma que um terceiro prédio, de quatro andares, tenha desabado.

A Secretaria de Saúde do Estado disse ter colocado todos os hospitais em alerta para receber possíveis vítimas. As unidades de socorro mais próximas são as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Tijuca e Botafogo e o Hospital Souza Aguiar. Por causa do desabamento, uma densa nuvem de cinzas tomou conta das vias próximas, como as avenidas Rio Branco e Almirante Barroso.

A área, próxima à sede da Petrobrás, do BNDES e do Teatro Municipal, está isolada. A Light informou que uma equipe está no local para desligar a energia nos arredores dos prédios para evitar incêndios. O pedido foi feito pela prefeitura. Agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, CET-Rio e Guarda Municipal estão no local. A área está isolada e o Centro de Operações da prefeitura recomenda aos motoristas que evitem trafegar pela região da Cinelândia, Carioca e Rio Branco para não atrapalhar os trabalhos dos Bombeiros e Defesa Civil.



Foram fechadas quatro estações do Metrô. As estações são: Presidente Vargas, Uruguaiana, Carioca e Cinelândia. Devido a isso, a linha 1 opera de Ipanema/General Osório a Glória e de Saens Peña a Central e a linha 2 opera de Pavuna a Estácio. As linhas de ônibus 180 e 184, que passam pelo metrô do Largo do Machado até a Central, estão sendo reforçadas por causa do fechamento das estações do metrô. A Avenida Almirante Barroso, entre a Rua Senador Dantas e Avenida Rio Branco, está interditada em ambos os sentidos.

Dois fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) estão na Avenida Treze de Maio acompanhando os trabalhos das equipes que estão no local com o objetivo de buscar as primeiras informações para detectar as causas do desabamento do edifício. Nesta quinta-feira, 26, a partir das 9 horas, o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (CAPA), Luiz Antonio Cosenza, estará no local para dar prosseguimento aos trabalhos.



Quatro são retirados dos escombros

Quatro feridos já foram resgatados e levados para o Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade. Uma mulher de 30 anos com ferimento na cabeça foi encaminhada para o centro cirúrgico. Um homem de 37 anos teve trauma abdominal e está em observação. Entre os feridos estaria também o zelador do prédio de dez andares e um operário que trabalhava na obra do prédio de 18 pavimentos, que estava dentro do elevador. Cães farejadores buscam por mais vítimas. O trabalho do Corpo de Bombeiros vai se estender pela madrugada.
Com informações da Agência Estado

domingo, 18 de setembro de 2011

Juíza Patrícia Acioli foi seguida até em casa antes de ser morta no RJ

 Câmeras mostram últimos passos de juíza antes de assassinato no RJ
Patrícia Acioli foi seguida durante cerca de 40 minutos na noite do crime.
Polícia investiga imagens para identificar envolvidos.


A polícia utilizou imagens de câmeras de segurança para refazer os últimos passos da juíza Patrícia Acioli antes de ser assassinada na noite de 11 de agosto, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As imagens mostram que a juíza foi seguida por cerca de 40 minutos, durante todo o trajeto entre o Fórum de São Gonçalo e sua casa, em Niterói.

Segundo a investigação, Patrícia Acioli deixou o fórum por volta das 23h e saiu da garagem em seu carro às 23h13. Câmeras de segurança registram que uma moto ocupada por dois homens, com o farol apagado, acompanha o deslocamento do veículo da juíza ao longo da estrada para Niterói.

Às 23h48, a quatro quilômetros de distância da casa de Patrícia, os suspeitos ultrapassam o carro da juíza e seguem na frente para preparar a emboscada. Às 23h53 eles entram no condomínio da vítima, e logo em seguida ela chega, como mostra a última imagem registrada antes do crime.

A investigação policial também mostra que o carro de Patrícia foi alvejado ainda em movimento e que os tiros continuaram depois que o veículo parou. Foram 21 tiros, e as cápsulas recolhidas são de três calibres: 38, 40, de uso padrão da polícia, e 45, de uso restrito. Os assassinos deixaram o condomínio às 23h58.

Investigação
A polícia remontou detalhes do crime analisando imagens de câmeras de segurança somadas às perícias do carro, do local e do corpo da juíza. Ainda foram utilizados dados de mais de 3 milhões de celulares que passaram pela área entre o fórum e a casa de Patrícia Acioli até um mês antes de sua morte. Com isso, os investigadores provar que o crime foi planejado e teve envolvimento de policiais militares.

A investigação aponta para três suspeitos: o tenente Daniel Benitez e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda. Segundo o delegado titular da Divisão de Homicícios (DH), Felipe Ettore, eles estão entre os oito envolvidos na morte de Diego de Souza Beliene, de 18 anos, em São Gonçalo.

“Eles sabiam que seriam presos em poucos dias, que estava sendo expedida a ordem de prisão por processo anterior, e aí não teriam mais tempo para a execução da vitima”, conta o delegado, referindo-se ao assassinato da juíza.

Na investigação da morte de Diego, a polícia vigiava os movimentos dos três. E no dia do assassinato da juíza, antenas de empresas de telefonia captaram os sinais dos celulares de Daniel Lopes e Sérgio Costa Júnior no fórum de São Gonçalo. Só que antes das 23h, os celulares dos policiais foram desligados. E só foram religados quase uma hora depois de a juíza ter sido executada. A partir daí, a polícia começou a rastrear dados dos celulares do PMs nos dias anteriores ao crime.

Ação planejada
No dia 11 de julho, exatamente um mês antes do crime, os registros mostram que os três acusados se encontraram na Rua dos Corais, em Piratininga, Niterói, endereço da juíza. Segundo a polícia, eles ficaram 26 minutos, das 19h43 às 20h09, juntos na pequena rua onde, um mês depois, a juíza foi morta na emboscada.

No dia em que foi assassinada, Patrícia tinha acabado de assinar o pedido de prisão preventiva, por envolvimento na morte de Diego, dos três homens agora acusados também pela morte dela. “Está provado que eles são os autores do homicídio. Isso não há dúvida para a polícia que esses três participaram efetivamente da execução da juíza Patrícia Acioli”, afirma o delegado.

Em depoimento, Daniel e Jeferson negam a acusação. Sergio se recusou a falar. “O desfecho da investigação não é só para provar as pessoas que estavam na moto, mas para verificar se de fato há outras pessoas envolvidas”, completa o delegado.



Do G1, com informações do Fantástico

terça-feira, 26 de julho de 2011

Vídeo mostra atropelamento em 'pega' no RJ. Veja

Imagens mostram atropelamento em 'pega' que deixou 2 feridos no Rio
Motorista foi espancado por multidão após atropelar um espectador.
Segundo a polícia, homem foi autuado por tentativa de homicídio.

Imagens mostram o momento em que um motorista atropela um grupo de pessoas durante um “pega” realizado na noite de domingo (23), na Praia da Brisa, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Duas pessoas ficaram feridas. Segundo a polícia, ele foi autuado por tentativa de homicídio.

O flagrante foi exibido nesta segunda-feira (25) pelo Jornal Nacional. O motorista estava em um carro da empresa onde trabalha e foi espancado pela multidão ao tentar fugir.

Ao anoitecer, a rua sem saída do bairro de Guaratiba vira pista de corrida. As imagens mostram, ainda, os motoristas arrancando com o carro e rodando perigosamente perto de uma plateia numerosa. No vídeo, os carros sobem e descem a rua, fazem "cavalo de pau" e chegam bem perto das pessoas, entre elas muitas crianças.

A equipe da TV Globo flagrou um menor entrando num veículo, que vai para a pista e quase capota. O motorista suspeito tenta esconder a placa do carro da empresa, mas a proteção dura pouco tempo. O vídeo mostra o momento em que ele acelera mais uma vez, mas perde o controle da direção e atropela um grupo de pessoas.

Motorista tenta fugir e é espancado
Em seguida, a multidão cerca o carro. O motorista dá marcha ré para tentar fugir, e mais gente é atropelada. No acidente, um rapaz de 15 anos foi arrastado. O público que antes aplaudia agora agride o motorista. Desacordado, ele foi socorrido pelos bombeiros e removido na mesma ambulância do jovem que ele atropelou.
A vítima, Wesley da Silva, fraturou a mão e permanece internado no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, também na Zona Oeste. Já Lucas Ferreira, de 13 anos, escapou por pouco: “Só vi o carro vindo. Eu corri e deixei só a bicicleta”, disse ele.

Festival de pipas
As marcas de pneus no asfalto mostram a violência das freadas durante as manobras. Segundo os moradores, os “pegas” acontecem no local há pelo menos três anos. Eles dizem que os motoristas se reúnem sempre aos domingos, logo depois de um festival de pipas com dezenas de crianças. O endereço fica a apenas 350 metros de uma delegacia.

O motorista suspeito no atropelameto está preso e vai ser indiciado por tentativa de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

“Esse crime de participar do racha, que é previsto na legislação de trânsito, é um crime de menor potencial ofensivo, e que prevê uma pena muito branda. E já a tentativa de homicídio, a pessoa responde presa e nós entendemos que é uma pena que realmente faz com que a pessoa reflita para que não vá cometer este tipo de crime posteriormente”, disse o delegado Antônio Ricardo Nunes, responsável pelo caso.

De acordo com o representante da empresa em que o motorista trabalha, o funcionário, que estava de folga, será demitido. A empresa informou, ainda, que ele usou o carro irregularmente.


Do G1 , com informações do Jornal Nacional

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Veja imagens do interior dos bueiros que estão explodindo no Rio

'Fantástico' mostra rede subterrânea sucateada no RJ
Fantástico obteve vídeo da rede subterrânea da Light com exclusividade.
Para promotor, equipamentos da rede da concessionária estão sucateados.


O Fantástico conseguiu, com exclusividade, imagens das câmaras subterrâneas da Light, a empresa que fornece energia elétrica, que estão explodindo no Rio de Janeiro. Como é local de acesso restrito, a equipe de reportagem entregou uma câmera para o pesquisador Moacyr Duarte, que é especialista em análise de acidentes, para que ele fizesse o vídeo na área subterrânea onde a Light opera. Uma microcâmera foi acoplada no capacete para auxiliar na captação das imagens.

“Alguns equipamentos próximos ao fim da vida útil, como é o caso dos transformadores e das chaves de óleo, que não são mais utilizados em boa parte do mundo. Os cabos elétricos, o sistema de isolamento ainda é muito antigo, com chumbo, papel e óleo isolante. Isso não é usado há muitos e muitos anos”, afirma o pesquisador Moacyr Duarte.

"O acidente ocorre no transformador de potência. Ele recebe a carga em alta tensão, com uma voltagem que a dona de casa não pode usar em casa e, por esses cabos, a tensão sai ajustada naquela voltagem que a gente usa em casa", mostra o especialista no vídeo.

Duarte explica ainda que nem todas as tampas de bueiros podem voar com as explosões. “O acidente com a projeção da tampas só ocorre nas câmaras de transformadores que são as maiores", diz o pesquisador, citando os modelos com moldura quadrada, típico das caixas de transformadores. "Tampas redondas e sem a moldura oferecem risco baixo”, esclarece.

Dezenas de bueiros explodiram nos últimos meses no Rio de Janeiro. Na primeira semana de julho, já houve cinco ocorrências. O caso mais grave foi em 2009, quando um casal de turistas americanos ficou gravemente ferido quando um bueiro explodiu em Copacabana.

Os acidentes são causados por explosão nas câmaras subterrâneas onde estão os transformadores da Light e se concentram nos bairros onde a rede é mais antiga. “Alguns equipamentos dessas câmaras subterrâneas estavam sucateados, tinham mais de 50 anos”, afirma o promotor de Justiça Rodrigo Terra.
Como acontecem as explosões

O especialista Moacyr Duarte explica exatamente como essas explosões acontecem. “Em alguns lugares você tem incêndios, em algum lugar você tem explosão. O que é bem distinto”, afirma Moacyr Duarte, pesquisador da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A primeira ocorre quando o transformador, por ser muito antigo e estar mal-conservado, explode. O equipamento é cheio de um óleo isolante. Quando ocorre uma sobrecarga, esse óleo instantaneamente chega aos mil graus Celsius. Ele se expande e o transformador explode como uma panela de pressão. As tampas de bueiro não se deslocam, mas a câmara incendeia.

O fogo atinge a superfície.
O acidente mais grave acontece quando os dutos de gás da Companhia de Gás Natural (CEG) vazam gás para dentro das câmaras. Quando a sala está cheia de gás, basta uma fagulha do equipamento. Resultado: uma violenta explosão que lança as tampas dos bueiros para o alto.

Fiscalização
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela fiscalização do setor elétrico, já determinou que a Light modernize os equipamentos no Rio de Janeiro. “Acho que faltou investimento naquilo que fosse mais fundamental, principalmente nesses setores de rede subterrânea”, afirma Nelson Hübner, diretor geral da Aneel.

“Esse é um sistema que não vinha causando problema. O que não está causando problema foi deixando um pouquinho adiante. Agora a Light, essa nova direção da Light, entrou substituindo realmente todos esses equipamentos antigos. Poderia ter sido feito antes”, reconhece Mario Romano, superintendente da Light.
Sete bueiros com 100% de risco de explosão

O Conselho Regional de Engenharia (Crea) fez uma vistoria em bueiros do Rio e encontrou gás em sete locais do Centro da cidade. Neles há risco de grandes explosões. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que existe um terceiro componente que é a presença de gás”, aponta o engenheiro do Crea-RJ, Luiz Consenza.

A companhia de gás diz que está substituindo os equipamentos até 2013. “Cada ponto da nossa rede é vistoriada com sensores pelo menos uma vez por ano. Isso dentro das práticas mundiais é o que se faz normalmente”, afirma o presidente da CEG, Bruno Armbrust.

“Não queremos pessoas se desviando de bueiros ou de instalações. Queremos uma manutenção regular e estruturada”, diz o pesquisador Moacyr Duarte.
“Todo o mundo tem que sentar e procurar uma solução para essa questão ridícula que está vivendo o Rio de Janeiro”, constata Luiz Cosenza.
Problema também em São Paulo

Na maior cidade do país, a confusão dos subterrâneos também é um problema. São Paulo já iniciou um mapeamento das redes de dutos, canos e galerias que correm por baixo da cidade. Mas isso ainda é pouco para saber com certeza o que se esconde sob os pés dos paulistanos.

O Fantástico desceu até as galerias que passam na Avenida Paulista. O cenário parece de um filme de terror. Com um programa de computador, a prefeitura já pode ter uma ideia do que passa por baixo da cidade, mas ainda não há exatidão. É impossível ter certeza de que uma obra não vai encontrar um cano de gás pelo caminho.

“Com o crescimento da população nos grandes centros urbanos como São Paulo, não só a superfície encontra-se congestionada como também os subterrâneos estão ocupados por diferentes redes de abastecimento, água, gás, energia elétrica e também sistemas viários de transporte”, aponta a engenheira Gisleine Coelho de Campos, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Diferentemente do Rio de Janeiro, São Paulo tem poucas redes subterrâneas de eletricidade. Por isso, o risco de explosões de bueiros como os que aconteceram na capital fluminense é mínimo. “Aqui nós nunca tivemos ocorrência de situações similares a essa”, afirma a engenheira do IPT.


Do Fantástico

domingo, 5 de junho de 2011

Veja momento em que Bope invade quartel dos bombeiros no Rio

O Bope (Batalhão de Operações Especiais) invadiu na manhã deste sábado um quartel do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro, onde cerca de 600 bombeiros protestavam por melhores salários e condições de trabalho.



O momento da invasão foi registrado por uma internauta e postado no Youtube. O Bope utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimongênio durante a ação. Todos os manifestantes foram tranferidos para a corregedoria e na porta do batalhão cerca de 150 fazem nova manifestação em favor dos bombeiros presos.


Bope invade quartel tomado por bombeiros no Rio de Janeiro

Policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) invadiram por volta das 6h10 deste sábado o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no centro do Rio, onde ao menos 500 bombeiros realizavam um protesto por melhores condições de trabalho e aumento salarial, segundo informações da Globo News.

Os militares utilizaram bomba de efeito moral e de gás lacrimogêneo durante a ação. Ainda não há informações de feridos.

Segundo a emissora, não houve resistência por parte dos manifestantes.

O quartel se encontrava cercado por carros e policiais dos batalhões de Choque e da Cavalaria da Polícia Militar desde o início da noite de sexta.

Mais cedo, o porta-voz dos bombeiros havia dito que os manifestantes ficariam no local até que suas exigências fossem atendidas. Segundo o cabo Benevenuto Daciolo, eles estariam sendo ameaçados de prisão.

A Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou em nota na noite de ontem que os manifestantes serão presos por "invadir órgão público, agredir um coronel e desrespeitar o regulamento de conduta dos militares".

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou no entanto que, apesar de a conduta dos bombeiros envolvidos na manifestação ser passível de prisão, ainda não havia nenhuma ordem expressa à PM neste sentido.

No ato da invasão do quartel pelos manifestantes, no início da noite de sexta, o comandante geral do Batalhão de Choque da PM acabou se ferindo na mão. Segundo o cabo Daciolo, se houve confusão ela não partiu dos manifestantes.

"Nós pedimos para entrar, mas proibiram, então quebramos o cadeado", disse um outro cabo, que não quis se identificar.

MELHORES SALÁRIOS

Há cerca de um mês os bombeiros estão em campanha salarial. Eles reivindicam um aumento de R$ 950 para R$ 2000, além de melhorias em suas condições de trabalho.

Durante a tarde de sexta os manifestantes haviam se reunido e feito um protesto em frente à Alerj
(Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), no centro do Rio.

Ônibus com bombeiros de várias cidades chegaram ao local durante o dia, aumentando o número de manifestantes. Por volta das 18h o grupo saiu em caminhada pelas ruas do centro, até chegar ao quartel central.

Lá, os manifestantes abriram os portões de ferro e entraram, ocupando o pátio interno da instituição.
Folha

domingo, 17 de abril de 2011

Arara 'Blu', de 'Rio', voa ao primeiro lugar das bilheterias

WASHINGTON - A animação "Rio", a história de uma arara que vem ao Brasil para uma aventura, teve uma boa estreia nas bilheterias norte-americanas neste fim de semana e foi líder de arrecadação, com 40 milhões de dólares, segundo números provisórios publicados neste domingo pela empresa Exhibitor Relations.

"Blu", um macho de arara azul, leva uma vida tranquila nos Estados Unidos quando a ciência o convoca ao Brasil: deve encontrar Jade, a última fêmea de sua espécie, uma arara livre que viverá com ele grandes aventuras.

Já "Pânico 4" ("Scream 4", no original) ficou com a segunda posição em seu primeiro fim de semana de bilheteria, com uma arrecadação de 19 milhões de dólares.

O filme de Wes Craven reúne mais uma vez Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette, que são perseguidos por um assassino de máscara branca.

"Rio" e "Pânico 4" desbancaram assim "Hop - Rebeldes sem páscoa" ("Hop", no original) do topo das bilheterias. A história de um coelho adolescente caiu para a terceira posição e arrecadou 11 milhões de dólares.

Em quarto lugar, com 7,4 milhões de dólares, aparece "Soul Surfer", que narra a vida de uma campeã de surf que continuou praticando seu esporte favorito depois que um tubarão arrancou um de seus braços.

A seguir vem "Hanna", a história de uma adolescente treinada para se tornar uma máquina assassina, com 7,3 milhões de dólares arrecadados.

"Arthur", protagonizado pelo britânico Russell Brand no papel de um milionário, cai para a sexta posição, com 6,9 milhões.

Em sétimo lugar aparece "Insidious", sobre um jovem que enfrenta forças maléficas, que arrecadou 6,8 milhões de dólares. "Contra o Tempo" ("Source Code", no original), um filme policial, foi o oitavo, e arrecadou 6,3 milhões de dólares.

"The conspirator", dirigido por Robert Redford, aparece en nono lugar com 3,9 milhões de dólares, enquanto "Sua Alteza" ("Your Highness", no original), com Natalie Portan, encerra a lista com 3,8 milhões.

AFP

sábado, 9 de abril de 2011

E sobraram 66 balas. Wellington disparou mais de 60 vezes contra os estudantes na escola

Segundo a polícia, Wellington disparou mais de 60 vezes contra os estudantes na escola

foto: Paulo Carvalho/O Globo

Entre o material recolhido pela  perícia na escola estavam 62 cápsulas deflagradas


O assassino que matou 12 crianças e feriu outras 12 na quinta-feira na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, recarregou o seu revólver 38 pelo menos nove vezes durante a chacina. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, disparou mais de 60 vezes contra os estudantes. E, segundos os peritos, o atirador tinha ainda 66 munições para serem deflagradas quando foi alcançado pelo sargento Márcio Alves.


A perícia da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil recolheu 62 cápsulas deflagradas e oito speed loaders - equipamento utilizado para recarregar a arma. "Segundo os depoimentos, ele usava as duas armas ao mesmo tempo", disse o delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore.

A perícia e os policiais também apresentaram um revólver 32, um canivete e um cinturão com 13 compartimentos para transporte dos speed loaders. A maior parte do equipamento estava manchada de sangue. De acordo com o delegado Felipe Ettore, não é necessário treinamento específico para usar um revólver. "Não é complexo utilizar esse revólver, não precisa de treinamento especializado", explicou.

foto: Reprodução/TV Globo

Página no Orkut ajuda a traçar perfil de Wellington



Um perfil sem amigos e com uma única comunidade, dedicada ao estudo da
Bíblia. Assim era uma página no Orkut, atribuída a Wellington Menezes de
Oliveira, que pode dar indícios da personalidade atribulada do homem
que matou 12 crianças. A página, cuja autenticidade não é confirmada
pelo Google Brasil, foi retirada do ar, ontem.



Nela, Wellington aparece de camisa branca, barba por fazer, cabelo curto
e fisionomia séria. Não há como verificar a data de criação, mas a
comunidade "Entendendo a Bíblia Sagrada", vinculada à página, tem data
de fundação de 26 de março de 2011.



A comunidade "Entenda a Bíblia Sagrada" tinha, na manhã de ontem, 21
membros. O perfil tem ainda três fotos, sendo duas iguais de um
cemitério, e uma terceira de um homem bastante ensanguentado.
O delegado Felipe Ettore disse que o principal objetivo das investigações é traçar um perfil psicológico de Wellington. "A mãe biológica dele seria portadora de esquizofrenia, segundo relatos dos familiares. È importante traçar se essa doença mental dele é hereditária", completou.

Cristo Redentor

O sobrinho do atirador, que preferiu não se identificar, disse, em depoimento à polícia, que Wellington Menezes de Oliveira era "muito tímido, e não tinha vida social, pois ficava em seu quarto utilizando a internet no computador". O sobrinho disse ainda que depois do atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, Wellington dizia que faria o mesmo com o Cristo Redentor.

Ele declarou ainda que o assassino andava muito estranho, e deixou a barba até o peito. Mas o sobrinho afirmou que nunca soube que ele tinha armas de fogo. Disse que o tio era "zoado" no trabalho por outros funcionários.

Sob compromisso de não se identificar, porque corre risco de retaliações, A., 44 anos, contou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o franco atirador do Realengo e seu irmão adotivo, era portador de esquizofrenia severa, diagnosticada quando criança. Filho de mãe psicopata e pai desconhecido, ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A.

"Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo e avisou que ia cuidar dela", recorda-se. "Ele devia ter entre 6 e 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."

Quando tinha entre 13 e 14 anos - idade das suas vítimas - e já com sintomas de adolescente revoltado, Wellington abandonou os remédios que tomava. "Desde então, sua esquisitice só piorou", relatou o irmão. Por esse tempo, ele começou também a se enveredar cada vez mais na internet.

"Tinha também obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse qualquer ligação com a religião muçulmana, como se especulou após a chacina. "Ele sempre se vinculou aos cristãos", garantiu.

A preocupação da família aumentou quando Wellington passou a ler compulsivamente manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas. Segundo A., Wellington tinha uma preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar, sempre com empolgação, o atentado terrorista da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam e relacionavam-se com a maioria das famílias das crianças atacadas. "Estamos chocados e a única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração e esperar que a justiça divina cobre do Wellington o preço de cada morte e de todo sofrimento causado aos pais dessas crianças".

"Wellington era um menino calado, tímido e muito atormentado pelos colegas de classe. Infelizmente, é essa lembrança amarga que vai ficar para mim depois de tantos anos de luta pela educação", Célia Maria de Carvalho, 51 anos, professora da escola Tasso da Silveira que se aposentou no dia do masacre


Atirador era esquizofrênico

Sob compromisso de não se identificar, porque corre risco de retaliações, A., 44 anos, contou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o franco atirador do Realengo e seu irmão adotivo, era portador de esquizofrenia severa, diagnosticada quando criança. Filho de mãe psicopata e pai desconhecido, ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A.

"Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo e avisou que ia cuidar dela", recorda-se. "Ele devia ter entre 6 e 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."

Quando tinha entre 13 e 14 anos - idade das suas vítimas - e já com sintomas de adolescente revoltado, Wellington abandonou os remédios que tomava. "Desde então, sua esquisitice só piorou", relatou o irmão. Por esse tempo, ele começou também a se enveredar cada vez mais na internet.

"Tinha também obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse qualquer ligação com a religião muçulmana, como se especulou após a chacina. "Ele sempre se vinculou aos cristãos", garantiu.

A preocupação da família aumentou quando Wellington passou a ler compulsivamente manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas. Segundo A., Wellington tinha uma preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar, sempre com empolgação, o atentado terrorista da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam e relacionavam-se com a maioria das famílias das crianças atacadas. "Estamos chocados e a única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração e esperar que a justiça divina cobre do Wellington o preço de cada morte e de todo sofrimento causado aos pais dessas crianças".

foto: Fabio Rossi/O Globo

Renata Lima Rocha, de 13 anos, que foi ferida no ataque, recebeu alta ontem do Hospital Estadual Albert Schweitze

Gêmea recebe notícia da morte da irmã

Brenda, que está internada, insistiu  em saber do estado da irmã gêmea, que não sobreviveu



A menina Brenda Rocha Tavares, de 13 anos, internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, soube ontem pela madrinha, na presença de médicos, que sua irmã gêmea morreu no massacre. Brenda e Bianca estudavam na mesma sala na Escola Municipal Tasso da Silveira. Brenda, baleada nas mãos, insistia em receber notícias da irmã. De acordo com o tio Alex de Paiva, Brenda não parava de perguntar por Bianca, querendo saber onde e como ela estava. Brenda foi operada, passa bem, mas segue internada.

Outras nove crianças feridas durante o ataque aos alunos da permanecem internadas em seis hospitais. Três delas estão em estado grave. Na tarde de ontem, Renata Lima Rocha, de 13 anos, recebeu alta do Hospital Estadual Albert Schweitzer. Ela foi atingida por um tiro que entrou pelas costas e saiu pela barriga, sem atingir órgãos.

Ao deixar o hospital, Renata encontrou o homem que a socorreu, quando ela deixava a escola ensanguentada. Ela agradeceu e brincou com o rapaz. "Te devo uma", disse. O pai da menina, Milton Oliveira Rocha, muito emocionado, desabafou: "Não aguentaria perder um filho de maneira tão violenta".

Na quinta-feira, uma criança já tinha recebido alta: P. S. F., 14 anos, que foi liberado pelos médicos após melhorar de uma lesão na perna.

Entre as crianças que estão em estado grave está Luan Vitor, de 13 anos. Ele foi baleado no olho direito e está em coma induzido, no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. No mesmo hospital está Taiane Tavares, também de 13 anos. Ela foi atingida por três tiros no abdômen e na coluna e corre o risco de ficar paraplégica.

A menina, que praticava atletismo, respira com ajuda de aparelhos e segue "com acompanhamento rigoroso". A outra criança em estado grave foi identificada somente pelas iniciais - como é norma na Secretaria de Estado de Saúde.

O menino E.C.A.A., de 14 anos, foi baleado no abdômen e mão. Ele permanece sedado no Hospital Estadual Albert Schweitzer e respirando por auxílio de aparelhos.
foto: Agência O Globo

Luciano Anderson Faria


Cena chocante

Professor salva turma inteira


O professor de Geografia Luciano Anderson Faria conseguiu livrar uma turma inteira da morte durante o massacre de quinta-feira. Ele começava a dar uma aula quando foi interrompido pelos tiros. O professor, então, deixou os alunos dentro da sala e empurrou cadeiras, impedindo que o atirador entrasse e atirasse. "Quando ouvi os primeiros tiros, saí da sala e vi que as crianças corriam desesperadas, umas atropelando as outras". Luciano correu de volta para a sala em que estava, com cerca de 35 alunos. Com a ajuda dos estudantes, montou uma barricada com mesas e carteiras. "Minha preocupação maior era uma aluna deficiente visual que estava conosco, e que não conseguiria fugir sozinha". Todos os alunos dessa classe se salvaram.


"Não dormi. Parece que ainda é o mesmo dia. Hoje que está caindo a ficha. Começo a lembrar das crianças e peço perdão, desculpa aos pais, por não poder ter ajudado mais. Mas fiz o que pude", Gildete Antunes, vizinha do colégio e que tentou ajudar as crianças que saíram correndo após o tiroteito


Cenário de horror

Porteiro que resgatou aluno diz que atirador selecionou as vítimas


O porteiro Ivo Rodrigues dos Santos, 54, foi um dos primeiros a chegar à escola , após o massacre. Ele mora a uma quadra do colégio e foi chamado pela sobrinha. "Na sala de aula do primeiro andar as crianças estavam amontoadas, todas mortas, cheias de sangue. As meninas estavam separadas dos meninos, mas todas juntas, perto da parede", diz o porteiro. Ele diz ter socorrido um menino chamado Mateus, de 13 anos, que continua internado. O porteiro disse que o estudante lhe afirmou que o atirador selecionou as vítimas.

Assaltantes
Bandidos invadem escola em Bangu, mas se rendem

Ainda abalados pelo ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, estudantes da Escola Municipal Astrogildo Pereira, em Bangu, a seis quilômetros do local do massacre, viveram momentos de pânico na manhã de ontem. Dois assaltantes desarmados invadiram a instituição, entraram numa sala e chegaram a usar uma criança como escudo. Eles foram presos, sem que ninguém se ferisse. Vitor Ribeiro, de 19 anos, e um adolescente de 16 haviam cometido assaltos na Vila Aliança e nas redondezas da Praça Perdões, onde fica a escola. Avisados por pedestres, policiais militares perseguiram os criminosos. Na tentativa de fuga, eles invadiram a unidade. Eles chegaram a ameaçar uma criança. Houve uma breve negociação e os homens se entregaram. Eles foram levados para a 34ª Delegacia de Polícia (Bangu). Uma professora, Amanda Neves, de 32 anos, foi levada em estado de choque para o Hospital Albert Schweitzer.

"Ela ligou chorando, falando que tinha um bandido dentro da escola, e fui para lá. Eram dois, mas a polícia pegou ambos" Arnaldo Lobo.   Ex-coronel aposentado da PM, pai da professora que passou mal.


A GAZETA

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Massacre do Realengo: Famílias vão doar órgãos de crianças vítimas da tragédia‎

Pelo menos quatro famílias decidiram doar os órgãos das crianças mortas em massacre no Rio de Janeiro. Segundo a coordenação do Banco de Olhos de Volta Redonda, no Sul do Estado, quatro famílias doaram córneas, e um número ainda indefinido de famílias decidiu doar parte dos ossos.

Alunos da escola tinham idades entre 9 e 14 anos
As córneas serão encaminhadas para o Banco de Olhos e os fragmentos de ossos estão sendo captados pelo Into, (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia). Ainda segundo o órgão, a fila oficial de pessoas esperando por córneas no Estado tem 3,3 mil pessoas.

Tragédia

Na manhã desta quinta-feira, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, protagonizou um trágico massacre no Brasil, contra crianças de uma escola municipal em Realengo na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Sem motivo aparente, armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, o jovem disparou mais de cem tiros contra os estudantes. Em seguida, após ser atingido por um policial militar, se matou.

Wellington é filho adotivo de Guido Bulgana Cubas de Oliveira e Dicéia Menezes de Oliveira, os dois já estão mortos. Ele foi adotado quando ainda era bebê. A irmã de criação do assassino, Rosilane de Oliveira, de 49 anos, afirmou que ele não tinha amigos, ultimamente havia deixado a barba crescer e se interessado por temas islâmicos.

O jovem que era ex-aluno da instituição não tinha antecedentes criminais. Na carta encontrada com o atirador ele fala de questões religiosas e dá indícios de que o ataque foi premeditado. Wellington pede ainda para que as pessoas que fossem cuidar do enterro dele, para lhe banhar, secar envolver em um lençol branco que ele deixou, em uma bolsa dentro de uma sala da escola. O assassino pediu ainda para ser enterrado ao lado da sepultura da mãe.

Perícia

Durante a varredura na residência do assassino, a Polícia Civil encontrou um local destruído e computadores queimados. Não foi achado nenhum sinal de bebida alcoólica ou drogas.

O assassino morava sozinho há cerca de oito meses em Sepetiba, também na zona oeste da cidade. Segundo conhecidos, ele tinha comportamento estranho.

eBand

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Restart lamenta assassinato de fã no massacre em escola no Rio

Bianca Rocha Tavares, de 13 anos, uma das meninas mortas na chacina no colégio Tasso da Silveiro, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira era presidente de um fã-clube do Restart. O guitarrista da banda, Pe Lu, se demonstrou chocado e lamentou o assassinato via Twitter.

Ele se questionou sobre o que teria levado Wellignton Menezes de Oliveira, ex-aluno da escola, a matar tantas crianças. "Por que tanto ódio, Senhor? Esse mundo está precisando é de amor! Fiquei sabendo que uma das meninas que morreu na tragédia era dona de um fã clube meu. Quanta tristeza...", tuitou.


Irmãs gêmeas estão entre vítimas de ex-aluno armado que invadiu escola

As irmãs gêmeas Brenda e Bianca Rocha Tavares estão entre as vítimas do ataque à Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira.

Segundo o jornal "O Globo", a tia das meninas, Perla Maria dos Reis, disse que Bianca foi baleada na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Já Brenda, foi ferida nos braços e encaminhada ao Instituto de Traumato Ortopedia, no Centro da cidade, onde foi submetida a uma cirurgia.

Perla Maria ainda contou que o clima na sala de espera do Hospital Albert Schweitzer, para onde a maioria dos feridos foi levada, é de desespero, já que muitos familiares estão em estado de choque e chorando.

As irmãs moravam com a família no bairro da Taquara e haviam se mudado para Realengo há cerca de quatro meses.

SDRZ

Massacre na Escola de Realengo. Atirador mirava as meninas para matar, tiros nos meninos eram 'só para machucar'.

'Ele atirava nas meninas para matar', diz aluno que sobreviveu a ataque
Segundo estudante de 13 anos, tiros nos meninos eram 'só para machucar'.
Menino contou que chegou a conversar com o atirador durante o massacre.



Mateus Moraes, de 13 anos, contou que conversou
com o atirador (Foto: Fabrício Costa/G1
O estudante Mateus Moraes, de 13 anos, contou que as meninas eram o alvo do atirador o ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. "Ele matava as meninas com tiros na cabeça. Nas meninas, ele atirava para matar. Nos meninos, os tiros eram só para machucar, nos braços ou nas pernas", disse o aluno, acrescentando que o atirador saiu da sala cinco vezes para recarregar as arma, e a ação durou cerca de cinco minutos.

O menino disse ainda que chegou a conversar com o atirador durante o ataque. "Estava no meio da aula de português quando ele apareceu. Só pedi a Deus para ele não me matar. E ele falou para eu ficar tranquilo que eu não ia morrer. Fiquei orando e pedindo a Deus para me guardar", disse o aluno do 7º ano.

Mateus não sabe se conseguirá voltar à escola depois de sobreviver ao ataque. "Não sei se vou voltar aqui por causa das lembranças", disse o aluno, desolado.


Outros alunos também relataram momentos de pânico vividos no interior da escola na manhã desta quinta-feira (7).

A estudante Jade Ramos de Araújo, de 12 anos, disse que estava no meio de uma prova de Ciências quando começou a ouvir os disparos. "Todo mundo achou que era tiro, mas as professoras tentaram tranquilizar a turma", contou a menina.

Segundo ela, as crianças gritavam muito, mas as professoras pediam para fazerem silêncio. "Elas diziam: 'ele vai ficar nervoso, vai querer matar todo mundo'". Ao entrar nas salas, ainda segundo a menina, o atirador disse para que as crianças ficassem de frente para a parede. "Ele pedia para virarem de costas para a parede e falava que ia matar todo mundo. Foi nessa hora que alguns conseguiram fugir", relatou.

Nesse momento, de acordo com Jade, algumas crianças conseguiram correr em direção ao terceiro andar da escola. "Vi muito sangue nas escadas, crianças desmaiadas. Quando a gente subia tinha um bando de gente amontoada no chão. Os alunos foram pisoteados durante a fuga, as crianças iam fugindo subindo as escadas e algumas acabaram desmaiando", disse.

A menina contou ainda que contou com a ajuda do irmão, de 17 anos, para sair da escola. "Meu irmão veio me buscar, ele procurou de porta em porta. O atirador ainda estava vivo quando ele entrou e conseguiu me tirar daqui", falou.

'Fiquei nervosa, mas consegui fugir', conta aluna
"Fiquei muito nervosa, mas consegui fugir. Para me tranquilizar, fiquei desenhando na minha mão, desenhei uma casa", disse a menina Jade, que correu da escola levando apenas um lápis na mão e chegou em casa com o "tênis imundo de sangue".

Jade voltou à escola na tarde desta quinta (7) para tentar recuperar seus pertences e, principalmente, tentar falar com os policiais que a salvaram. "Vim para agradecer aos policiais porque ele ia matar todo mundo", completou.

Já o motorista de ônibus Elias Campista da Silva, disse que o sobrinho relatou que conseguiu fugir do atirador no momento em que ele recarregava uma de suas armas. "Ele correu na hora, escorregou numa poça de sangue, caiu e se machucou enquanto tentava fugir", contou o tio de Patrick da Silva Figueiredo, de 14 anos.

'Vai ser difícil voltar a estudar aqui', diz aluno

Segundo Elias, foi Patrick quem ajudou a menina Renata Lima Rocha, 13, a escapar do atirador. A menina foi baleada nos rins durante o ataque e está internada Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.
“Foram pelo menos dez minutos de tiro sem parar. O professor de geografia mandou todo mundo deitar no chão e saiu da sala trancando a turma pelo lado de fora, pois era o único jeito de trancar a gente lá. Quando eu saí, eu vi cena de guerra, de terror. Vai ser difícil voltar a estudar aqui. Não é nem pelo atentado, pelos amigos que perdi”, relata Riccele Ponce, de 15 anos, que perdeu três amigos.

'Pensei que fosse morrer'
O estudante Marcus Vinicius estava no último andar da escola quando ouviu muitos tiros. "A professora mandou todo mundo abaixar e trancou a porta. Foi terrível. Fiquei muito nervoso. Pensei que fosse morrer", diz o menino, de 10 anos.

Outra aluna também lembrou dos momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.

“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.
“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.

Ainda de acordo com os relatos, professores e alunos colocaram armários e cadeiras atrás das portas das salas para evitar a entrada do atirador.


Vítima da tragédia na escola em Realengo, Gustavo Pires Damaceno, de 6 anos, deixou o Hospital Albert Schweitzer por volta das 16h30 desta quinta-feira (30), com curativos nas duas mãos.

O pai, o sargento do Corpo de Bombeiros Adriano Silva Damaceno, disse que o filho machucou o tendão na correria durante o tiroteio na escola.

Atirador não tinha antecedentes criminais
Segundo autoridades, o nome do atirador é Wellington Menezes de Oliveira e ele é ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais

Gustavo,de 6 anos, ficou ferido no ataque à escola
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.

Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola.

O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial (veja ao lado a declaração, em reportagem do Jornal Hoje).
A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.

G1

Massacre em escola no Rio pode ter motivação no bullying e no fanatismo religioso

Wellington de Menezes de Oliveira, 24, invadiu por volta das 8h desta quinta-feira (7) a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, e matou com disparos 10 estudantes e feriu mais de vinte, entre estudantes e funcionários. Em seguida se suicidou. Ele entrou na escola dizendo que ia dar uma palestra.

No total, o número de mortos está em 13, incluindo Oliveira, um ex-estudante da escola. Dez estudantes estão em estado grave internados no Hospital Albert Schweitzer, em Nilópolis.

O coronel Ibis Pereira, porta-voz da PM, disse que Oliveira estava tomado por uma "demência religiosa". Informou que ele deixou uma carta onde acusa as crianças de serem impuras. "Era um fanático religioso."

Pereira afirmou que o atirador estava armado com um revólver de calibre 38 e outro de 32. Tinha muita munição e equipamento para recarregar as armas. O coronel disse que Oliveira estáva com intenção de matar muito mais.

Fanatismo Religioso

Uma irmã de criação de Oliveira disse que ele sofria de transtornos mentais, estudava o islamismo e por algum tempo usou barba cumprida, como os fundamentalistas de Maomé.

Uma merendeira disse: “O cara entrou, foi para o terceiro andar e começou a atirar”, disse uma funcionária. “Vi muitas crianças carregadas, desacordadas, baleadas”.

Evaldo Machado, vizinha da escola, disse o que viu pela janela: "Eu estava tomando café na janela quando houve uma correria de várias crianças saindo da escola. Contei pelos menos 13 crianças feridas. Elas foram retiradas em carros particulares".


O ataque de fúria de Oliveira está sendo noticiado por sites e redes de TV de todo o mundo.
O ataque de fúria Oliveira está sendo noticiado por sites de jornais de todo o mundo. A presidente Dilma disse estar chocada. O ministro Fernando Haddad (Educação) comentou que nunca houve no Brasil esse tipo de assassinato em massa.

Veja o momento em que atirador invade sala de aula

Massacre em escola do Rio: Atirador era um fanático religioso – resume coronel da PM do Rio

Atirador era um fanático religioso – resume coronel da PM do Rio



O coronel da PM do Rio, Ibis Pereira, disse que o atirador Wellington Menezes de Oliveira era um fanático religioso e tinha um "quadro de demência religiosa, tendo entrado na escola determinado a realizar uma grande chacina". Segundo a PM, a carta que Wellington deixou dá a ideia de premeditação do crime.

 Policiais informaram que a carta está confusa e foi recolhida para ser usada como prova nas investigações do crime. A irmã adotiva do atirador, Rosilane Oliveira, disse que ele estava muito ligado ao Islamismo, não saia muito de casa, não tinha amigos e ficava o tempo inteiro no computador. Revelou também que viu Wellington, pela última vez, há oito meses. Wellington Oliveira é ex-aluno da escola Tasso da Silveira e entrou no local se passando por palestrante. Depois entrou numa sala e atirou, matando 11 alunos (dez meninas e um menino).


Unesco repudia tiroteio contra alunos em escola do Rio

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou nesta quinta-feira com veemência o crime ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. "A Unesco repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura", disse em sua página no Twitter. O assunto está entre o dez mais comentados na rede social.

Identificado como ex-aluno da escola municipal, Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, entrou no início da manhã no colégio informando ser um palestrante. Depois de conversar normalmente com algumas pessoas na entrada da escola, Oliveira atirou na direção de estudantes e funcionários e matou pelo menos dez.

Massacre em escola do Rio: homem resgatou vítima de tiroteio ensanguentada na rua

A rotina de José Marques, 28 anos, teve uma reviravolta na manhã desta quinta-feira quando ele passava pela rua Gal. Bernardino de Mattos, nas proximidades da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. Marques tinha recém saído de casa e se dirigia a uma entrevista de emprego quando se deparou com uma menina vestindo uniforme de escola e andando ensanguentada. "Não pensei duas vezes, coloquei a criança dentro de meu carro e a trouxe para o (hospital) Albert Schweitzer".



Assim que levou Renata Gomes para o carro, Marques orientou que a menina ligasse para seus pais para contar o que havia acontecido. "Eu pedi que ela ficasse calma e disse que tudo iria dar certo", afirmou. Marques afirmou que não viu em que local do corpo a menina foi atingida. "Eu quero esquecer a cena. O que importa é que ela está bem e medicada", afirmou em frente ao hospital. Ele disse ainda que não quer ser considerado um herói, pois o que fez é um dever de qualquer cidadão.

De acordo com as primeiras informações, o atirador teria entrado nas dependências disfarçado de palestrante. As razões do crime ainda não são conhecidas. O secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, em comunicado aos jornalistas em frente ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, afirmou que, oficialmente, são nove meninas e um menino mortos, além do atirador. O homem, ex-aluno da unidade, era Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos. Ele teria se matado após efetuar os disparos. "Um homem entrou na escola com uma carta de despedida e se matou", informou uma assessora de imprensa da PM.

Terra

domingo, 3 de abril de 2011

Falso coronel entra na cúpula da Secretaria de Segurança do Rio

Falso coronel dá detalhes de como entrou na cúpula da Segurança do Rio
Ele tinha tudo para ter uma carreira brilhante, não fosse por um detalhe: ele nunca chegou a pisar no exército.
Um homem que começou como major, virou tenente-coronel e logo estava trabalhando na cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Tinha tudo pra ser uma carreira brilhante, não fosse por um detalhe: o tal homem nunca chegou a pisar no exército.

Em uma entrevista exclusiva para a TV, o falso militar conta agora o que fez pra enganar tanta gente por tanto tempo.

“Você conhece a palavra dom? Eu acho que eu tenho este dom para trabalhar nisso, como eu acho que eu tenho este dom para trabalhar em tudo o que eu coloco a mão”.

O dom de que Carlos da Cruz Sampaio Júnior fala apareceu cedo. Nas fotos de criança o menino já interpretava um militar. Mas quando tentou entrar para o Exército, não passou no teste.

“Eu acho que uma série de fatores de natureza pessoal, me levaram a não chegar na academia militar. Tentei. Mas acabou que ficou esquecido. acabei enveredando pelo direito”.

E acabou largando a faculdade. Muito antes de começar a carreira na segurança pública, de entrar para a secretaria, Carlos Sampaio era funcionário do zoológico do Rio. Cuidava da parte administrativa do local.

Mas foi aqui que o futuro falso coronel disse que teve a primeira experiência, organizando o esquema de segurança.

“Eu questionava tanto a eficiência da empresa de segurança, que quando pedi a exoneração do zoológico por motivos pessoais, eu acabei sendo convidado a participar de empresa de segurança em 98”.

Sampaio ainda trabalhou com esportes de aventura, limpeza predial, até conseguir um emprego na secretaria de Segurança. Um trabalho administrativo, assessor do subsecretario. Ele andava de colete e participava de inaugurações ao lado de autoridades.

E queria mais. Aficionado pelo tema, estudou livros sobre segurança e manuais de policias de diversos países, inclusive manuais russos, idioma que ele diz ter aprendido na internet.

Depois de três anos, elaborou seu próprio projeto para melhorar o patrulhamento nas ruas. Mas: “O que acontece, quando você chega na secretaria de Segurança, existe um termo pejorativo que se chama ‘PI’. ‘PI’ é o ‘pé inchado’. É aquele cidadão que não é Policial Civil, nem Militar. Constantemente fui chamado de ‘PI’. De certa forma ofende, claro que ofende”, conta.

Com a troca de governo deixou a secretaria, mas não a ideia de implantar seu sistema de segurança. Três anos depois, em 2009, voltou a ativa, agora diretamente onde o patrulhamento das ruas é organizado. Sampaio apresentou mais uma vez seu projeto em um batalhão da PM, decidido a não ser mais um ‘pé inchado’.

O 6° batalhão é responsável pelo policiamento em vários bairros da zona norte do Rio de Janeiro, inclusive a Tijuca, lugar onde Sampaio mora. Quem entrou por aquela porta foi o ex-diretor de zoológico e funcionário público. Quem saiu de lá foi o coronel, que iria levar o seu bem sucedido plano de patrulhamento das ruas para outros batalhões.

Mas, ele não chegou logo de cara como coronel. No começo escolheu uma patente um pouco mais baixa. “Major, na época. Como eu fiz isso? Basta dizer. Eu disse e as pessoas acreditaram”.

Durante três meses o agora major Sampaio trabalhou no 6° batalhão. Mas ainda havia dificuldade pra implantar suas ideias. Então, resolveu se promover: “Quando você passa a ser tenente-coronel e apresenta o seu trabalho, nossa, todo mundo diz amém e funciona”, brinca.

Dai em diante, a carreira deslanchou. O falso coronel implantou seu projeto em outros três batalhões. Sampaio dava palestras, planejava o policiamento, redistribuía carros da polícia nas ruas.

Nos treinamentos, ensinou técnicas de abordagem, deu instruções de tiro e, comandou, armado, operações nas ruas. Determinando onde e como os policiais deviam agir.

A popularidade de Sampaio cresceu tanto que ele foi convidado a trabalhar na secretaria de Segurança. “Quando eu vi que o projeto poderia ganhar uma divulgação maior, poderia surtir mais efeito. ‘Tudo bem, vamos lá’. Eu aceitei”.

Nessa época, Sampaio apresentava um currículo impressionante. O militar que nunca existiu havia cursado a academia das Agulhas Negras, comandado um batalhão de fronteira na Amazônia, e até fez parte da guarda presidencial. Tudo mentira. Na carteira do Exército, a foto com farda de gala.

“Aquilo era uma montagem de Photoshop. Não falsifiquei, criei. É diferente, porque você falsificar é pegar qualquer documentação e transformar os dados, eu simplesmente editei a carteira toda no Photoshop. Então, eu criei”, conta.

Depois que Sampaio foi preso a policia analisou o documento. Encontrou dez erros grosseiros, como a data de validade, até 2031: em um documento do Exército ela seria indeterminada.

Quem assina a carteira é um capitão, o que não aconteceria na identidade de um coronel. E até o próprio posto, tenente-coronel está escrito errado, sem hífen. Mesmo com erros tão básicos, ninguém na secretaria percebeu a falsificação.

Repórter: Pra ser contratado não foi pedido documento?

“Eu já tinha tudo lá, minha carteira do Instituto Félix Pacheco, CPF, PIS, tinha tudo lá”, explica.

A nomeação para o cargo de coordenador da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional veio no dia 12 de julho de 2010. E o falso coronel, agora coordenador, foi trabalhar no quarto andar da secretaria.

Instalado no centro do comando, Sampaio recebia informações dos batalhões, tinha reuniões com coronéis, e fiscalizava operações nas ruas. Em agosto do ano passado o falso coronel esteve numa operação para prender traficantes que tinham invadido um hotel em São Conrado, Zona Sul do Rio.

Sampaio acompanhou a negociação para que os bandidos se entregassem e libertassem os reféns. De colete, ele estava dentro da área de isolamento, na porta do hotel.

A secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro fica exatamente em frente ao comando do Exército. Apenas uma rua separa os dois prédios. Mas essa pequena distância levou três meses para ser percorrida. Foi o tempo que a secretaria levou para pedir informações sobre o seu novo contratado ao comando militar.

Em nota, a secretaria de Segurança alegou que Sampaio ficou três meses empregado, porque o serviço de inteligência precisou desse tempo para reunir provas suficientes contra ele.

No dia 7 de outubro do ano passado, o secretario José Mariano Beltrame finalmente procurou o Exército e a resposta veio no mesmo dia. Carlos Sampaio nunca tinha sido militar na vida. Na semana seguinte ele foi preso na sala que ocupava na secretaria.

A história de Sampaio lembra a de outros falsários famosos retratados no cinema. O filme “Vips”, que tem Vagner Moura no papel principal, conta a história do estelionatário que ficou famoso por se passar pelo filho do dono de uma grande empresa aérea. Ele participou de festas, se hospedou em hotéis caros, teve aviões a disposição.

Mas para o advogado de Sampaio, esse é um caso diferente: “Ele seria o único falsário no mundo, por assim dizer, que não tem vantagem nenhuma. Ele ganhava mal, ele trabalhava tanto ou mais do que os outros e otimizou todos os trabalhos da polícia”, afirma o advogado de Sampaio.

O falso coronel passou dois meses preso. Agora responde a processos de falsa identidade e porte ilegal de arma de uso restrito e pode pegar até seis anos de prisão. Sampaio só lamenta que o seu projeto de policiamento não é mais seguido nos batalhões e resume como conseguiu passar tanto tempo enganando as pessoas.

“Eu acho que as pessoas acreditam na forma como você se coloca e o que você coloca. Se você chegar pra mim e falar que é o presidente da República, souber se colocar como presidente e se portar como tal e tiver representatividade e ter resultado como tal, eu acho que sim. Vocë talvez não se passasse por presidente da República”, brinca.

SITE DO FANTÁSTICO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pai alimentava filho com saliva durante o tempo que ficou soterrado no RJ, diz hospital

A diretora-administrativa da maternidade de Nova Friburgo (RJ), Maria José de Jesus Reis, 53, disse que Nicolas Barreto, o bebê de seis meses que ficou mais de 14 horas soterrado, se manteve saudável e hidratado porque sugava a saliva do pai, Wellington da Silva Guimarães, 25. Os dois foram resgatados com vida pelos bombeiros na noite de quarta-feira (11).

"O pai contou que sobrou um espaço para ele ficar em pé com o bebê embaixo dos escombros. E disse ainda que ficou dando saliva com a língua para o filho sugar", afirmou à Folha a diretora.

De acordo com os médicos da maternidade, a criança ficou comportada o tempo inteiro e mesmo sem fralda, apenas com uma blusinha azul, sequer se sujou.

"O Nicolas só tinha uma pequena escoriação no rosto. Chegou rindo e se alimentando na maternidade. Sempre concentrado no que o pai estava fazendo, ele comeu frutinha e dormiu muito bem. A gente fica emocionada o tempo inteiro só de contar", disse a diretora.

Os dois foram liberados pelos médicos no dia seguinte da tragédia. Já a mulher de Wellington, Renata Gomes Costa, 28, e a mãe dela não resistiram aos ferimentos e morreram no local
Resgate do bebê encontrado com vida em Nova Friburgós ficar soterrado com o pai o (RJ) ap

TRAGÉDIA

O número de mortos em consequência das chuvas em cinco municípios da região serrana do Rio chegou a 613 na noite de sábado (14), segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Equipes ainda buscam vítimas.

As mortes ocorreram em Nova Friburgo (274), Teresópolis (263), Petrópolis (55), Sumidouro (19) e São José do Vale do Rio Preto (2). Inicialmente, a Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto havia informado que quatro pessoas haviam morrido na cidade, mas a informação foi corrigida na tarde deste sábado.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), decretou neste domingo estado de calamidade pública nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal.

No sábado (15), o governador já havia decretado luto oficial de sete dias no Estado e de três dias no Brasil.

Folha Online

domingo, 16 de janeiro de 2011

Chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro provocou a maior tragédia da história do Brasil

Brasileiros surgiram para enfrentar o caos e destruição deixado pelos três dias de chuvas torrenciais, rios de lama e deslizamentos que mataram pelo menos 610 pessoas no desastre do país na pior inundação da história.
Enterro de vítimas das chuvas no Cemitério de Teresópolis

A chuva constante aliviou um pouco, e as equipes de resgate e moradores recolhem destroços das comunidades da Região Serrana turística do Rio de Janeiro.

O solo, entretanto, permanece saturado com água, e as autoridades temem mais deslizamentos.

O Estado do Rio de Janeiro declarou uma semana de luto por mortos a partir da segunda-feira e as autoridades fizeram um apelo urgente por doações de sangue, água, alimentos e remédios.

Cerca de 15 mil pessoas foram forçadas a fugir de suas casas, informaram autoridades de defesa civil diz.

O número de mortos, porém, não é definitivo enquanto equipes de resgate continuam a procurar entre os escombros cobertos de lama. Pelo menos uma dúzia de aldeias remotas permanecem fora de alcance, e uma testemunha relatou ter visto um grupo de pessoas soterradas por um rio de lama dentro de um carro.

Os meteorologistas advertiram que a chuva foi provável que dure até a próxima semana.

"Vai continuar chovendo até pelo menos próxima quarta-feira na região Serrana do Rio de Janeiro. Estamos prevendo uma chuva fraca mas constante, o que não é bom porque poderia estabelecer as condições para mais deslizamentos", disse o chefe do National Weather instituto, Luiz Cavalcanti.

Os mais atingidos foram os municípios de Nova Friburgo - onde pelo menos 249 pessoas foram mortas -, Teresópolis e Petrópolis, Sumidouro, informaram funcionários da Defesa Civil.

Em Teresópolis, onde cerca de 240 pessoas foram mortas, algumas lojas abriram e soldados da Guarda Nacional patrulhavam as ruas para evitar saques.

Os  trabalhadores do cemitério da cidade trabalharam sem parar para enterrar corpos identificados. Morgue trabalhadores estavam tão sobrecarregados que um juiz local ordenou que os corpos não identificados sejam mantidos em caminhões geladeira por pelo menos um mês.

Meteorologistas culparam o tempo úmido provocado pelo fenômeno La Niña, que aumentou de chuvas no sudeste do Brasil.
- AFP

A chuva na Região Serrana do RJ, que provocou mais de 500 mortes, já é considerada a maior tragédia climática da história do país. Até então, a pior catástrofe brasileira havia sido a chuva de 1967 em Caraguatatuba,.litoral de SP, que deixou 436 mortos. No ano passado, de janeiro a abril, o RJ teve 283 mortes relacionadas a chuva. Em SP, durante o 1º trimestre de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e afetou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Em 2008, na enchente que atingiu Santa Catarina, 135 morreram. Relembre os casos abaixo.

Em vídeos, relembre outras tragédias causadas pela chuva no Brasil

Desastre natural na Região Serrana é o maior da história do país. Veja imagens de outras localidades devastadas por temporais.

RIO DE JANEIRO, 2010 - 283 MORTOS




Desde dezembro de 2009, o estado do RJ registrou prejuízos com as chuvas de verão. Primeiro, na Baixada Fluminense. Na virada do ano, deslizamentos deixaram 53 mortos em Angra dos Reis e na Ilha do Bananal, em Ilha Grande. Em abril, o Rio sofreu com os reflexos de um temporal que alagou a capital e provocou mortes também em outras cidades: 64 no total. Uma semana depois, em Niterói, que já registrava destruição e vítimas da chuva, o deslizamento no Morro do Bumba tornou a tragédia ainda maior: 166 morreram na cidade.



SÃO PAULO, 2010 - 78 MORTOS





O começo do ano no interior de São Paulo também foi marcado pela destruição provocada por enchentes e deslizamentos. A cidade de São Luiz do Paraitinga foi devastada pela cheia do Rio Paraitinga, que destruiu boa parte do patrimônio histórico local. Não houve mortos. A cidade decretou calamidade pública, a exemplo de Cunha, onde seis pessoas morreram. A chuva também provocou mortes na Grande SP. De 1º de dezembro de 2009 a 31 de marco de 2010 foram contabilizadas 78 mortes relacionadas com os temporais, segundo a Defesa Civil do estado.



ALAGOAS E PERNAMBUCO, 2010 - 53 MORTOS



O Nordeste também sofreu com enchentes em junho de 2010. Em Pernambuco foram registradas 19 mortes e em Alagoas, 34. A cidade de Água Preta, em PE, chegou a ficar submersa. Em União dos Palmares, AL, o nível do rio Mundaú chegou a ficar 14 metros acima do normal. os tanques vazios de uma usina de armazenamento de álcool, com 20 metros de diâmetro e de altura, foram arrastados pela enxurrada.



NORDESTE, 2009 - 29 MORTOS





Em abril de 2009, as chuvas provocaram destruição em estados do Norte e do Nordeste. Maranhão e Piauí foram mais afetados, com centenas de milhares de desabrigados e desalojados enchentes. A água abriu crateras em seis rodovias. São Luís teve o abril mais chuvoso dos últimos 24 anos.







SANTA CATARINA, 2008 - 135 MORTOS





Santa Catarina decretou situação de emergência no dia 22 de novembro de 2008, em razão dos estragos provocados pela chuva em boa parte do estado, especialmente no Vale do Itajaí, onde estão os rios Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim, que transbordaram. Foram contabilizados 135 mortos. Cerca de 30 mil moradores ficaram desalojados e desabrigados. Entre as cidades mais atingidas estavam Blumenau, Gaspar e Itajaí. A tragédia em SC mobilizou doações de todo o país.



RIO DE JANEIRO, 2007 - 29 MORTOS







As chuvas causaram 29 mortes no Rio em janeiro de 2007. Novamente a cidade de Nova Friburgo foi uma das mais atingidas. Doze municípios decretaram situação de emergência, sendo sete na Região Serrana. Mais de 12 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.



NORDESTE, 2004 - 104 MORTOS







As chuvas no Nordeste deixaram 104 mortos no primeiro semestre de 2004. O pior caso foi na Paraíba, com 33 mortes. Cinco cidades foram atingidas pelo rompimento da barragem de Camará, entre Alagoa Nova e Areia, na Serra da Borborema.







RIO DE JANEIRO, 2002 - 88 MORTOS





O "Bom Dia Brasil" resgatou imagens de um deslizamento em Teresópolis em dezembro de 2002. Na época, o estado do RJ registrou 88 mortes relacionadas a chuvas entre janeiro e fevereiro. As cidades mais afetadas foram Angra, Teresópolis e Petrópolis, onde 52 pessoas morreram.



RIO DE JANEIRO, 2001 - 43 MORTOS







Só na cidade de Petrópolis, que decretou calamidade pública, chuvas entre 22 e 24 de dezembro de 2001 deixaram 28 mortos e interromperam a circulação de veículos na BR-040, estrada que liga o município ao Rio. Muitos passaram a véspera de Natal nos carros, no meio do caminho. No estado, foram 43 mortes até o dia 26 de dezembro, quando ainda havia dezenas de desaparecidos na cidade serrana.







MINAS GERAIS, 1997 - 82 MORTOS





As chuvas que atingiram Minas Gerais no início de 1997 deixaram 82 mortos em janeiro, danificaram pelo menos 11.750 casas e destruíram outras 1.857, afetando 175 municípios. As piores cheias foram as do Rio Jacutinga, perto da divisa com o RJ, e do Rio Mandu, que corta Pouso Alegre, no sul do estado. A cidade de Jequitibá, a 100 km de Belo Horizonte foi totalmente alagada pelo Rio das Velhas. Em Ouro Preto, a lama cobriu ruas de três bairros. Veja a cobertura do "Jornal Nacional" em 6 de janeiro.







RIO DE JANEIRO, 1996 - 55 MORTOS





Em 1996, as chuvas de fevereiro alagaram a cidade do Rio e provocaram uma série de desabamentos que deixaram 55 mortos na capital e quatro no interior, além de 2.500 desabrigados.



RIO DE JANEIRO, 1988 - 300 mortos





Um temporal de meia hora em 18 de fevereiro de 1988 alagou vias importantes do Rio, como a Avenida Brasil, e provocou deslizamentos em morros. No bairro de Santa Teresa, a clínica para idosos Santa Genoveva foi parcialmente soterrada: 40 pessoas morreram. No estado, as chuvas de fevereiro mataram cerca de 300 pessoas. Somente em Petrópolis, 170 morreram em desabamentos e 600 ficaram desabrigadas.







MINAS GERAIS, 1979 - 246 MORTOS





Em 1979, Minas Gerais teve a pior enchente de sua história. Após mais de 35 dias de chuva, em janeiro e fevereiro, 246 pessoas morreram e 37 cidades ficaram ilhadas, deixando milhares de desabrigados. Veja ao lado a cobertura do "Jornal Nacional" em 30 de janeiro daquele ano.







CARAGUATATUBA, 1967 - 436 MORTOS





Antes da tragédia na Região Serrana, o maior desastre natural no Brasil havia ocorrido com as chuvas em Caraguatatuba, litoral de SP, em 18 de março de 1967. O temporal arrastou lama, árvores das montanhas e a enchente destruiu casas e estradas. Isolada, a cidade só conseguiu comunicação externa no dia seguinte. Foram registradas 436 mortes.



RIO DE JANEIRO, 1966 - 250 MORTOS





O temporal de 2 de janeiro de 1966 foi histórico para o Rio de Janeiro. Enchentes e deslizamentos deixaram 250 mortos e 50 mil desabrigados. Na época, uma epidemia de leptospirose infectou mais de 70 pessoas. O volume de chuva na Região Metropolitana foi recorde, mas acabou superado em abril de 2010.

Fonte: G1