Em um dos novos vídeos divulgados nesta sexta-feira pela Polícia Civil do Rio, o atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, diz que quer que o "ocorrido sirva de lição". Ele matou 12 alunos da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), na semana passada.
Em uma nova série de vídeos divulgados nesta sexta-feira (15) pela Polícia Civil, Wellington Menezes de Oliveira - que matou 12 estudantes e feriu outros 12 no último dia 7 em uma escola em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro - aparece em uma das gravações colocando a culpa pelo massacre em “autoridades escolares”. Ele também fala de humilhações que teria passado e diz que esse “esse cenário vem se repetindo sem que nada seja feito”.
- Que o ocorrido sirva de lição principalmente para as autoridades escolares, para que descruzem os braços diante de situações em que alunos são agredidos e humilhados, ridicularizados, desrespeitados. Escola, colégio e faculdade são lugares de ensino, aprendizado e respeito.
O atirador diz em uma das sequências de imagens que era alvo de "covardias" e deboches. Sem dizer explicitamente quem praticava as supostas humilhações, Wellington fala que os agressores se divertiam "sem se importar com meus sentimentos".
- Se eu ainda me lembro de todas as humilhações que eu passei na mão desses covardes, eu era agredido, ridicularizado. As vezes que mais doíam é quando eles praticavam estas covardias contra mim e todos em volta riam, debochavam, divertiam sem se importar com meus sentimentos.
Wellington fala em "irmãos" em um dos vídeos. Diz que há "irmãs e irmãos preparados para morrer".
- Mas o que mais me irrita hoje é saber que esse cenário em se repetindo sem que nada seja feito contra essas pessoas covardes, analisando esse cenário que eu percebi que algo precisa ser feito contra esses covardes. Todos precisam saber que tem irmãos preparados a matar e a morrer. Há irmãos dispostos a dar a vida os inspirando a se defender até a última consequência.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Em vídeo, atirador diz que lutava contra covardes e bullying
Em dois vídeos gravados antes de matar 12 crianças em uma escola no Rio de Janeiro, Wellington Menezes de Oliveira disse que lutava contra "covardes", além do bullying. Segundo reportagem do Jornal Nacional, que teve acesso a dois arquivos de vídeo (supostamente gravados pelo próprio jovem) nos quais ele aparece sem barba, na frente do que parece ser um muro, dois dias antes do atentado, afirmou: "a luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem".
O jovem deu ainda detalhes do planejamento da ação e disse por que tirou a barba de forma premeditada. "Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada". Ele também disse ter ido à escola dias antes do massacre. "Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente... eu vivo sozinho".
Laudo do IML confirma que atirador de Realengo se suicidou, diz polícia
Informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pela Polícia Civil.
Rapaz de 23 anos matou 12 crianças na Escola Tasso da Silveira.
A assessoria da Polícia Civil informou, na tarde desta terça-feira (12), que o laudo cadavérico feito por peritos do Instituto Médico Legal (IML) no corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 crianças na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, apontou como suicídio a causa da morte.
O laudo, feito por peritos que estudaram a trajetória do disparo, afirma que a arma estava encostada na cabeça ("tiro encostado"), o que comprova que foi ele mesmo quem atirou e não foi baleado à queima-roupa. Mas o confronto balístico ainda será finalizado, informou a polícia.
Ainda de acordo com a polícia, o laudo informa que o atirador "teve ferimentos penetrantes e transfixantes de crânio (têmpora direita) e abdômen com lesão de encéfalo, fígado e rim direito, com ação de perfuração contudente por arma de fogo".
Para poupar os familiares das crianças, os laudos cadavéricos das crianças não serão divulgados, por determinação da chefe de Polícia Civil, Martha Rocha.
Vítima dorme com os pais
Na primeira noite em casa após ter alta do Hospital Estadual Albert Schweitzert, o menino Carlos Matheus, de 13 anos, foi paparicado e dormiu junto com seus pais. Ele foi uma das vítimas do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.
"Dormiu todo mundo junto no quarto. Eles dormiam em cama separadas, mas a gente fez questão de dormir junto", diz a mãe, Carla Daniele Vilhena de Souza, que lembrou: "agora ele tem dois aniversários, 18 de dezembro e 7 de abril".
Terça-feira de visitas
Na manhã desta terça-feira (12) os amigos de Carlos foram visitá-lo em sua casa. Ele era amigo de dez das doze vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira. Duas das vítimas que permanecem internadas são amigos que estavam do seu lado na hora em que foi atingido.
Menino tem medo de voltar para escola
Carlos Matheus estudava há três anos no mesmo colégio, que fica a duas quadras de onde mora. Agora, está com medo de voltar para a escola e seus pais não sabem como resolver o problema.
“A gente conversou com as autoridades, e eles falaram: ‘a gente transfere ele para outra escola da região’. Mas aqui não tem nenhuma escola que preste”, disse Carla de Souza.
'Foi aterrorizante', diz mãe
A mãe contou ficou sabendo pelo sogro que o filho tinha sido atingido. “Quando cheguei na escola ele já tinha ido para o hospital. Fui a primeira mãe a chegar lá. Foi aterrorizante. Mas graças a Deus a gente já está em casa".
Enquanto estava no hospital, Carlos Matheus lembra de se preocupar com as outras vítimas da tragédia. “Só queria melhorar e falar com meu amigo Diego”, disse, explicando que um colega também está internado no hospital. “Eles não me deixaram ver ele, mas ele está melhorando, está bem melhor do que estava. Espero que isso não aconteça nunca mais”, resumiu.
G1
O jovem deu ainda detalhes do planejamento da ação e disse por que tirou a barba de forma premeditada. "Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada". Ele também disse ter ido à escola dias antes do massacre. "Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente... eu vivo sozinho".
Laudo do IML confirma que atirador de Realengo se suicidou, diz polícia
Informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pela Polícia Civil.
Rapaz de 23 anos matou 12 crianças na Escola Tasso da Silveira.
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Laudo do IML aponta que o atirador Wellington se matou (Foto: Reprodução/TV Globo) |
A assessoria da Polícia Civil informou, na tarde desta terça-feira (12), que o laudo cadavérico feito por peritos do Instituto Médico Legal (IML) no corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 crianças na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, apontou como suicídio a causa da morte.
O laudo, feito por peritos que estudaram a trajetória do disparo, afirma que a arma estava encostada na cabeça ("tiro encostado"), o que comprova que foi ele mesmo quem atirou e não foi baleado à queima-roupa. Mas o confronto balístico ainda será finalizado, informou a polícia.
Ainda de acordo com a polícia, o laudo informa que o atirador "teve ferimentos penetrantes e transfixantes de crânio (têmpora direita) e abdômen com lesão de encéfalo, fígado e rim direito, com ação de perfuração contudente por arma de fogo".
Para poupar os familiares das crianças, os laudos cadavéricos das crianças não serão divulgados, por determinação da chefe de Polícia Civil, Martha Rocha.
Vítima dorme com os pais
Na primeira noite em casa após ter alta do Hospital Estadual Albert Schweitzert, o menino Carlos Matheus, de 13 anos, foi paparicado e dormiu junto com seus pais. Ele foi uma das vítimas do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.
"Dormiu todo mundo junto no quarto. Eles dormiam em cama separadas, mas a gente fez questão de dormir junto", diz a mãe, Carla Daniele Vilhena de Souza, que lembrou: "agora ele tem dois aniversários, 18 de dezembro e 7 de abril".
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Jovem se recupera de ferimentos no braço e no peito (Foto: Patrícia Kappen/G1) |
Na manhã desta terça-feira (12) os amigos de Carlos foram visitá-lo em sua casa. Ele era amigo de dez das doze vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira. Duas das vítimas que permanecem internadas são amigos que estavam do seu lado na hora em que foi atingido.
Menino tem medo de voltar para escola
Carlos Matheus estudava há três anos no mesmo colégio, que fica a duas quadras de onde mora. Agora, está com medo de voltar para a escola e seus pais não sabem como resolver o problema.
“A gente conversou com as autoridades, e eles falaram: ‘a gente transfere ele para outra escola da região’. Mas aqui não tem nenhuma escola que preste”, disse Carla de Souza.
'Foi aterrorizante', diz mãe
A mãe contou ficou sabendo pelo sogro que o filho tinha sido atingido. “Quando cheguei na escola ele já tinha ido para o hospital. Fui a primeira mãe a chegar lá. Foi aterrorizante. Mas graças a Deus a gente já está em casa".
Enquanto estava no hospital, Carlos Matheus lembra de se preocupar com as outras vítimas da tragédia. “Só queria melhorar e falar com meu amigo Diego”, disse, explicando que um colega também está internado no hospital. “Eles não me deixaram ver ele, mas ele está melhorando, está bem melhor do que estava. Espero que isso não aconteça nunca mais”, resumiu.
G1
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Foto mostra atirador com barba comprida, um mês antes de ataques
Polícia vai investigar a rede de contatos do assassino na internet. Justiça já concedeu a quebra do sigilo eletrônico dele junto à Microsoft.
foto: Reprodução/TV Globo
A polícia vai investigar a rede de contatos na internet do homem que assassinou 12 crianças na semana passada, dentro de uma escola em Realengo. Em manuscritos revelados pelo Fantástico, no domingo (10), Wellington demonstrava fixação em atentados terroristas.
Esta era a fisionomia do autor do massacre de realengo até o mês passado: barba comprida e olhar fixo para a câmera. A foto faz parte do perfil de Wellington Menezes de Oliveira no programa de mensagens instantâneas MSN.
O assassino se apresentava como "Wellington Treze". Ele mantinha contato com pelo menos seis pessoas.
A Justiça já concedeu a quebra do sigilo eletrônico de Wellington junto à empresa Microsoft, responsável pelo programa MSN.
Pelas evidências que recolheu até agora, a polícia acredita que Wellington tenha agido sozinho no planejamento e na execução do massacre. As conversas do assassino na internet são a peça que falta para descartar completamente a participação de outras pessoas no crime.
"O momento agora é de verificar se ele estava sozinho e, por isso, a investigação será encerrada no âmbito da Policia Civil, ou se ele agia em coautoria ou participação de alguém e se existia alguma participação criminosa", afirmou a delegada Helen Sardenberg, da Delegacia de Combate aos Crimes de Informática.
Durante a coleta de provas, a polícia encontrou material que pode levar a uma investigação diferente da que apura o ataque de Realengo. Em manuscritos deixados na casa do assassino - divulgados pelo Fantástico - há várias referências a um suposto grupo. São papéis antigos, provavelmente anteriores à morte da mãe de Wellington, há dois anos, que relatam uma rotina de orações e reflexão sobre o terrorismo.
"Estou fora do grupo, mas faço todos os dias a minha oração do meio-dia que é a do reconhecimento a Deus e as outras cinco que são da dedicação a Deus e umas quatro horas do dia passo lendo o Alcorão. Não o livro, porque ficou com o grupo, mas partes que eu copiei para mim. E o resto do tempo eu fico meditando no lido e algumas vezes meditando no 11 de Setembro"
Ele cita dois nomes de homens com os quais supostamente manteria contato: Abdul e Phillip. Não é possível dizer se estas pessoas existem ou se são fruto da imaginação de Wellington.
"Tenho certeza que foi o meu pai quem os mandou aqui no Brasil. Ele reconheceu o Abdul e mandou que ele "viec" com os outros precisamente ao Rio..."
"Tive uma briga com o Abdul e descobri que o Phillip usava meu PC para ver pornografia. Com respeito ao Phillip, eu já esperava isso (...) mas do Abdul eu não esperava isso... Nos dávamos bem e ele sempre foi flexível nas nossas conversas e dessa vez ele foi muito rígido."
Os manuscritos também trazem referências à formação religiosa de Wellington entre as Testemunhas de Jeová, cuja igreja ele dizia continuar frequentando. Além da carta, a polícia também encontrou anotações que reforçam a obsessão de Wellington por atentados terroristas.
"torres gêmeas"; "retornar fotos e dados sobre tais condições climáticas na malásia no mês de setembro"; "torres altas"; "procurar aviões da malásia"; "voos"; "aeroportos".
Em entrevista à repórter Sonia Bridi por telefone, um sobrinho de Wellington mencionou também que o tio teria uma espécie de orientador espiritual.
"Os e-mails que ele me mandava eram muito grandes, né? Muitas vezes, eu não lia tudo, mas eu lembro de alguns que ele falava que tinha um cara.."
O sobrinho disse também que encaminhou os e-mails para a delegada Helen Sardenberg, que está analisando o computador encontrado na casa do assassino.
"Eu disponibilizei para ela justamente para ela estar vendo quem era esse cara que dava conselhos a ele", disse.
Na casa do assassino também foi encontrada uma carta redigida pouco antes do massacre, em que Wellington relata episódios de agressão sofridos na adolescência. Ele usa esses acontecimentos para tentar justificar o crime.
Em Brasília, o ministro da Justiça disse que a Polícia Federal vai apoiar a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. "Agora é claro, nós temos que investigar todas as alternativas para verificar se alguém manteve contato com ele ou o induziu a este tipo de prática", afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Líderes das Testemunhas de Jeová e da religião islâmica no Rio de Janeiro declararam que Wellington não era membro de suas religiões e expressaram solidariedade às famílias das vítimas.
G1
foto: Reprodução/TV Globo
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Wellington Menezes |
Esta era a fisionomia do autor do massacre de realengo até o mês passado: barba comprida e olhar fixo para a câmera. A foto faz parte do perfil de Wellington Menezes de Oliveira no programa de mensagens instantâneas MSN.
O assassino se apresentava como "Wellington Treze". Ele mantinha contato com pelo menos seis pessoas.
A Justiça já concedeu a quebra do sigilo eletrônico de Wellington junto à empresa Microsoft, responsável pelo programa MSN.
Pelas evidências que recolheu até agora, a polícia acredita que Wellington tenha agido sozinho no planejamento e na execução do massacre. As conversas do assassino na internet são a peça que falta para descartar completamente a participação de outras pessoas no crime.
"O momento agora é de verificar se ele estava sozinho e, por isso, a investigação será encerrada no âmbito da Policia Civil, ou se ele agia em coautoria ou participação de alguém e se existia alguma participação criminosa", afirmou a delegada Helen Sardenberg, da Delegacia de Combate aos Crimes de Informática.
Durante a coleta de provas, a polícia encontrou material que pode levar a uma investigação diferente da que apura o ataque de Realengo. Em manuscritos deixados na casa do assassino - divulgados pelo Fantástico - há várias referências a um suposto grupo. São papéis antigos, provavelmente anteriores à morte da mãe de Wellington, há dois anos, que relatam uma rotina de orações e reflexão sobre o terrorismo.
"Estou fora do grupo, mas faço todos os dias a minha oração do meio-dia que é a do reconhecimento a Deus e as outras cinco que são da dedicação a Deus e umas quatro horas do dia passo lendo o Alcorão. Não o livro, porque ficou com o grupo, mas partes que eu copiei para mim. E o resto do tempo eu fico meditando no lido e algumas vezes meditando no 11 de Setembro"
Ele cita dois nomes de homens com os quais supostamente manteria contato: Abdul e Phillip. Não é possível dizer se estas pessoas existem ou se são fruto da imaginação de Wellington.
"Tenho certeza que foi o meu pai quem os mandou aqui no Brasil. Ele reconheceu o Abdul e mandou que ele "viec" com os outros precisamente ao Rio..."
"Tive uma briga com o Abdul e descobri que o Phillip usava meu PC para ver pornografia. Com respeito ao Phillip, eu já esperava isso (...) mas do Abdul eu não esperava isso... Nos dávamos bem e ele sempre foi flexível nas nossas conversas e dessa vez ele foi muito rígido."
Os manuscritos também trazem referências à formação religiosa de Wellington entre as Testemunhas de Jeová, cuja igreja ele dizia continuar frequentando. Além da carta, a polícia também encontrou anotações que reforçam a obsessão de Wellington por atentados terroristas.
"torres gêmeas"; "retornar fotos e dados sobre tais condições climáticas na malásia no mês de setembro"; "torres altas"; "procurar aviões da malásia"; "voos"; "aeroportos".
Em entrevista à repórter Sonia Bridi por telefone, um sobrinho de Wellington mencionou também que o tio teria uma espécie de orientador espiritual.
"Os e-mails que ele me mandava eram muito grandes, né? Muitas vezes, eu não lia tudo, mas eu lembro de alguns que ele falava que tinha um cara.."
O sobrinho disse também que encaminhou os e-mails para a delegada Helen Sardenberg, que está analisando o computador encontrado na casa do assassino.
"Eu disponibilizei para ela justamente para ela estar vendo quem era esse cara que dava conselhos a ele", disse.
Na casa do assassino também foi encontrada uma carta redigida pouco antes do massacre, em que Wellington relata episódios de agressão sofridos na adolescência. Ele usa esses acontecimentos para tentar justificar o crime.
Em Brasília, o ministro da Justiça disse que a Polícia Federal vai apoiar a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. "Agora é claro, nós temos que investigar todas as alternativas para verificar se alguém manteve contato com ele ou o induziu a este tipo de prática", afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Líderes das Testemunhas de Jeová e da religião islâmica no Rio de Janeiro declararam que Wellington não era membro de suas religiões e expressaram solidariedade às famílias das vítimas.
G1
domingo, 10 de abril de 2011
Sunday Bloody Sunday: Canção do U2 faz lembrar a quinta-feira sangrenta no Rio
Não posso acreditar nas notícias de hoje
Não posso fechar os olhos e fazê-las desaparecer
Quanto tempo, Quanto tempo?
Porque esta noite
Podemos ser como um, essa noite
Garrafas quebradas sob os pés das crianças
Corpos espalhados num beco sem saída.
Mas eu não vou atender ao apelo da batalha
Isso coloca minhas costas, coloca minhas costas contra a parede.
Domingo, sangrento domingo (4x)
Oh, vamos lá!
E a batalha apenas começou
Há muitos que perderam, mas me diga: quem ganhou?
As trincheiras cavadas em nossos corações
E mães, filhos, irmãos, irmãs dilacerados.
Domingo, sangrento domingo
Domingo, sangrento domingo
Quanto tempo, quanto tempo teremos para cantar esta canção?
Quanto tempo, quanto tempo?
Hoje à noite
Nós podemos ser como um, esta noite.
Domingo, sangrento domingo.
Domingo, sangrento domingo.
Enxugue as lágrimas de seus olhos
Limpe suas lágrimas.
Vou limpar suas lágrimas. (2x)
Vou limpar os seus olhos vermelhos.
(6x)
Domingo, sangrento domingo
E é verdade que somos imunes
Quando o fato é ficção e a realidade da TV.
E hoje milhões choram
Comemos e bebemos enquanto eles morrem amanhã
A batalha real apenas começou
Para reivindicar a vitória de Jesus
Em...
Domingo, sangrento domingo
Domingo, sangrento domingo
I can't believe the news today
I can't close my eyes and make it go away
How long, how long must we sing this song?
How long, how long?
'Cos tonight
We can be as one, tonight
Broken bottles under children's feet
Bodies strewn across the dead-end street
But I won't heed the battle call
It puts my back up, puts my back up against the wall
Sunday, bloody Sunday (4x)
Oh, let's go
And the battle's just begun
There's many lost, but tell me who has won?
The trenches dug within our hearts
And mothers, children, brothers, sisters torn apart
(2x)
Sunday, bloody Sunday
How long, how long must we sing this song?
How long, how long?
'Cause tonight
We can be as one, tonight
(2x)
Sunday, bloody Sunday
Wipe the tears from your eyes
Wipe your tears away
I'll wipe your tears away (2x)
I'll wipe your bloodshot eyes
(6x)
Sunday, bloody Sunday
And it's true we are immune
When fact is fiction and TV reality
And today the millions cry
We eat and drink while tomorrow they die
The real battle just begun
To claim the victory Jesus won
On
(2x)
Sunday, bloody Sunday
Na estreia da turnê 360º do U2 em SP, Bono cita tragédia no Rio
Ao cantar 'Moment of surrender', vocalista falou de massacre em escola
O clima era de “balada”, como adiantou Bono em engraçado português às 90 mil pessoas que compareceram ao Morumbi na noite deste sábado (9) para o primeiro dos três shows do U2 no Brasil. Mas, no final, a alegria deu lugar à tristeza: na última canção, “Moment of surrender”, o líder da banda de Dublin fez um discurso em homenagem às 12 crianças vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso de Silveira, em Realengo, no Rio.
“Liguem seus isqueiros, seus celulares, vamos homenagear essas crianças e suas famílias”, pediu o cantor, enquanto o nome da uma dúzia de vítimas aparecia no telão 360º. Um momento triste e bonito, que marcou a segunda parte (melancólica) do bis. O oposto da energia que o grupo levou ao palco a partir das 21h40.
Em exatas duas horas de apresentação, o grupo justificou porque a atual turnê é a mais lucrativa da história: com uma estrutura de palco jamais vista, o U2 cumpre o que é, de fato, “o maior espetáculo da Terra”.
vnews.com.br
sábado, 9 de abril de 2011
Atirador do massacre da escola do Rio. Possível desconforto de Wellington com a própria sexualidade.
Atirador do massacre da escola do Rio. Especialistas comentaram sobre um possível desconforto de Wellington com a própria sexualidade.
Os especialistas comentaram sobre um possível desconforto de Wellington com a própria sexualidade. "Há uma conotação de sexualidade na carta. Claro que não dá para saber se a pessoa sofreu abuso ou não, mas os temas de pureza, de castidade, estão presentes", afirma Barbiroto.
Essa vontade de ficar perto da mãe, de ser puro, pode ser indício de um trauma com a própria sexualidade, o desejo de se manter puro, casto."
Francisco Algodoal, psicanalista e psiquiatra
da Sociedade Brasileira de Psicanálise
Já o psicanalista e psiquiatra Francisco Algodoal, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, acredita que apenas hipóteses vagas podem partir a partir somente da mensagem deixada pelo atirador. "A coerência do texto vai, aos poucos, deslizando para algo delirante", diz. Algodoal somente arrisca estabelecer alguma relação da carta com os alvos da tragédia quando lembra das referências sobre pureza e o desejo de ficar perto da mãe, expressos na mensagem. "O fato dele ter alvejado mais meninas do que meninos talvez aponte uma dificuldade enorme com a sexualidade, um complexo de inferioridade tremendo."
"Essa vontade de ficar perto da mãe, de ser puro, pode ser indício de um trauma com a própria sexualidade, o desejo de se manter puro, casto."
Estrutura da carta
A carta contém dois trechos. No primeiro, Wellington fala sobre orientações para o seu enterro e mostra estar preocupado com a "pureza" daqueles que irão mexer com o seu corpo. Na parte final, o atirador dá instruções sobre a herança de uma casa em Sepetiba, que não deveria ser deixada para familiares, mas para instituições que cuidem de "animais abandonados". Wellington ainda cita a mãe, Dicéa Menezes de Oliveira, que estaria sepultada no cemitério de Murundu, mesmo local onde algumas das vítimas da tragédia foram enterradas nesta sexta-feira (8).
Íntegra da carta e transcrição
Íntegra do primeiro trecho da carta de Wellington
“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”
Trecho final, com a assinatura do atirador feita a mão
“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.”
g1
Os especialistas comentaram sobre um possível desconforto de Wellington com a própria sexualidade. "Há uma conotação de sexualidade na carta. Claro que não dá para saber se a pessoa sofreu abuso ou não, mas os temas de pureza, de castidade, estão presentes", afirma Barbiroto.
Essa vontade de ficar perto da mãe, de ser puro, pode ser indício de um trauma com a própria sexualidade, o desejo de se manter puro, casto."
Francisco Algodoal, psicanalista e psiquiatra
da Sociedade Brasileira de Psicanálise
Já o psicanalista e psiquiatra Francisco Algodoal, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, acredita que apenas hipóteses vagas podem partir a partir somente da mensagem deixada pelo atirador. "A coerência do texto vai, aos poucos, deslizando para algo delirante", diz. Algodoal somente arrisca estabelecer alguma relação da carta com os alvos da tragédia quando lembra das referências sobre pureza e o desejo de ficar perto da mãe, expressos na mensagem. "O fato dele ter alvejado mais meninas do que meninos talvez aponte uma dificuldade enorme com a sexualidade, um complexo de inferioridade tremendo."
"Essa vontade de ficar perto da mãe, de ser puro, pode ser indício de um trauma com a própria sexualidade, o desejo de se manter puro, casto."
Estrutura da carta
A carta contém dois trechos. No primeiro, Wellington fala sobre orientações para o seu enterro e mostra estar preocupado com a "pureza" daqueles que irão mexer com o seu corpo. Na parte final, o atirador dá instruções sobre a herança de uma casa em Sepetiba, que não deveria ser deixada para familiares, mas para instituições que cuidem de "animais abandonados". Wellington ainda cita a mãe, Dicéa Menezes de Oliveira, que estaria sepultada no cemitério de Murundu, mesmo local onde algumas das vítimas da tragédia foram enterradas nesta sexta-feira (8).
Íntegra da carta e transcrição
Íntegra do primeiro trecho da carta de Wellington
“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”
Trecho final, com a assinatura do atirador feita a mão
“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.”
g1
E sobraram 66 balas. Wellington disparou mais de 60 vezes contra os estudantes na escola
Segundo a polícia, Wellington disparou mais de 60 vezes contra os estudantes na escola
O assassino que matou 12 crianças e feriu outras 12 na quinta-feira na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, recarregou o seu revólver 38 pelo menos nove vezes durante a chacina. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, disparou mais de 60 vezes contra os estudantes. E, segundos os peritos, o atirador tinha ainda 66 munições para serem deflagradas quando foi alcançado pelo sargento Márcio Alves.
A perícia da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil recolheu 62 cápsulas deflagradas e oito speed loaders - equipamento utilizado para recarregar a arma. "Segundo os depoimentos, ele usava as duas armas ao mesmo tempo", disse o delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore.
A perícia e os policiais também apresentaram um revólver 32, um canivete e um cinturão com 13 compartimentos para transporte dos speed loaders. A maior parte do equipamento estava manchada de sangue. De acordo com o delegado Felipe Ettore, não é necessário treinamento específico para usar um revólver. "Não é complexo utilizar esse revólver, não precisa de treinamento especializado", explicou.
O delegado Felipe Ettore disse que o principal objetivo das investigações é traçar um perfil psicológico de Wellington. "A mãe biológica dele seria portadora de esquizofrenia, segundo relatos dos familiares. È importante traçar se essa doença mental dele é hereditária", completou.
Cristo Redentor
O sobrinho do atirador, que preferiu não se identificar, disse, em depoimento à polícia, que Wellington Menezes de Oliveira era "muito tímido, e não tinha vida social, pois ficava em seu quarto utilizando a internet no computador". O sobrinho disse ainda que depois do atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, Wellington dizia que faria o mesmo com o Cristo Redentor.
Ele declarou ainda que o assassino andava muito estranho, e deixou a barba até o peito. Mas o sobrinho afirmou que nunca soube que ele tinha armas de fogo. Disse que o tio era "zoado" no trabalho por outros funcionários.
Sob compromisso de não se identificar, porque corre risco de retaliações, A., 44 anos, contou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o franco atirador do Realengo e seu irmão adotivo, era portador de esquizofrenia severa, diagnosticada quando criança. Filho de mãe psicopata e pai desconhecido, ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A.
"Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo e avisou que ia cuidar dela", recorda-se. "Ele devia ter entre 6 e 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."
Quando tinha entre 13 e 14 anos - idade das suas vítimas - e já com sintomas de adolescente revoltado, Wellington abandonou os remédios que tomava. "Desde então, sua esquisitice só piorou", relatou o irmão. Por esse tempo, ele começou também a se enveredar cada vez mais na internet.
"Tinha também obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse qualquer ligação com a religião muçulmana, como se especulou após a chacina. "Ele sempre se vinculou aos cristãos", garantiu.
A preocupação da família aumentou quando Wellington passou a ler compulsivamente manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas. Segundo A., Wellington tinha uma preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar, sempre com empolgação, o atentado terrorista da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.
Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam e relacionavam-se com a maioria das famílias das crianças atacadas. "Estamos chocados e a única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração e esperar que a justiça divina cobre do Wellington o preço de cada morte e de todo sofrimento causado aos pais dessas crianças".
"Wellington era um menino calado, tímido e muito atormentado pelos colegas de classe. Infelizmente, é essa lembrança amarga que vai ficar para mim depois de tantos anos de luta pela educação", Célia Maria de Carvalho, 51 anos, professora da escola Tasso da Silveira que se aposentou no dia do masacre
Atirador era esquizofrênico
Sob compromisso de não se identificar, porque corre risco de retaliações, A., 44 anos, contou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o franco atirador do Realengo e seu irmão adotivo, era portador de esquizofrenia severa, diagnosticada quando criança. Filho de mãe psicopata e pai desconhecido, ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A.
"Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo e avisou que ia cuidar dela", recorda-se. "Ele devia ter entre 6 e 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."
Quando tinha entre 13 e 14 anos - idade das suas vítimas - e já com sintomas de adolescente revoltado, Wellington abandonou os remédios que tomava. "Desde então, sua esquisitice só piorou", relatou o irmão. Por esse tempo, ele começou também a se enveredar cada vez mais na internet.
"Tinha também obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse qualquer ligação com a religião muçulmana, como se especulou após a chacina. "Ele sempre se vinculou aos cristãos", garantiu.
A preocupação da família aumentou quando Wellington passou a ler compulsivamente manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas. Segundo A., Wellington tinha uma preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar, sempre com empolgação, o atentado terrorista da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.
Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam e relacionavam-se com a maioria das famílias das crianças atacadas. "Estamos chocados e a única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração e esperar que a justiça divina cobre do Wellington o preço de cada morte e de todo sofrimento causado aos pais dessas crianças".
Gêmea recebe notícia da morte da irmã
Brenda, que está internada, insistiu em saber do estado da irmã gêmea, que não sobreviveu
A menina Brenda Rocha Tavares, de 13 anos, internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, soube ontem pela madrinha, na presença de médicos, que sua irmã gêmea morreu no massacre. Brenda e Bianca estudavam na mesma sala na Escola Municipal Tasso da Silveira. Brenda, baleada nas mãos, insistia em receber notícias da irmã. De acordo com o tio Alex de Paiva, Brenda não parava de perguntar por Bianca, querendo saber onde e como ela estava. Brenda foi operada, passa bem, mas segue internada.
Outras nove crianças feridas durante o ataque aos alunos da permanecem internadas em seis hospitais. Três delas estão em estado grave. Na tarde de ontem, Renata Lima Rocha, de 13 anos, recebeu alta do Hospital Estadual Albert Schweitzer. Ela foi atingida por um tiro que entrou pelas costas e saiu pela barriga, sem atingir órgãos.
Ao deixar o hospital, Renata encontrou o homem que a socorreu, quando ela deixava a escola ensanguentada. Ela agradeceu e brincou com o rapaz. "Te devo uma", disse. O pai da menina, Milton Oliveira Rocha, muito emocionado, desabafou: "Não aguentaria perder um filho de maneira tão violenta".
Na quinta-feira, uma criança já tinha recebido alta: P. S. F., 14 anos, que foi liberado pelos médicos após melhorar de uma lesão na perna.
Entre as crianças que estão em estado grave está Luan Vitor, de 13 anos. Ele foi baleado no olho direito e está em coma induzido, no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. No mesmo hospital está Taiane Tavares, também de 13 anos. Ela foi atingida por três tiros no abdômen e na coluna e corre o risco de ficar paraplégica.
A menina, que praticava atletismo, respira com ajuda de aparelhos e segue "com acompanhamento rigoroso". A outra criança em estado grave foi identificada somente pelas iniciais - como é norma na Secretaria de Estado de Saúde.
O menino E.C.A.A., de 14 anos, foi baleado no abdômen e mão. Ele permanece sedado no Hospital Estadual Albert Schweitzer e respirando por auxílio de aparelhos.
Cena chocante
Professor salva turma inteira
O professor de Geografia Luciano Anderson Faria conseguiu livrar uma turma inteira da morte durante o massacre de quinta-feira. Ele começava a dar uma aula quando foi interrompido pelos tiros. O professor, então, deixou os alunos dentro da sala e empurrou cadeiras, impedindo que o atirador entrasse e atirasse. "Quando ouvi os primeiros tiros, saí da sala e vi que as crianças corriam desesperadas, umas atropelando as outras". Luciano correu de volta para a sala em que estava, com cerca de 35 alunos. Com a ajuda dos estudantes, montou uma barricada com mesas e carteiras. "Minha preocupação maior era uma aluna deficiente visual que estava conosco, e que não conseguiria fugir sozinha". Todos os alunos dessa classe se salvaram.
"Não dormi. Parece que ainda é o mesmo dia. Hoje que está caindo a ficha. Começo a lembrar das crianças e peço perdão, desculpa aos pais, por não poder ter ajudado mais. Mas fiz o que pude", Gildete Antunes, vizinha do colégio e que tentou ajudar as crianças que saíram correndo após o tiroteito
Cenário de horror
Porteiro que resgatou aluno diz que atirador selecionou as vítimas
O porteiro Ivo Rodrigues dos Santos, 54, foi um dos primeiros a chegar à escola , após o massacre. Ele mora a uma quadra do colégio e foi chamado pela sobrinha. "Na sala de aula do primeiro andar as crianças estavam amontoadas, todas mortas, cheias de sangue. As meninas estavam separadas dos meninos, mas todas juntas, perto da parede", diz o porteiro. Ele diz ter socorrido um menino chamado Mateus, de 13 anos, que continua internado. O porteiro disse que o estudante lhe afirmou que o atirador selecionou as vítimas.
Assaltantes
Bandidos invadem escola em Bangu, mas se rendem
Ainda abalados pelo ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, estudantes da Escola Municipal Astrogildo Pereira, em Bangu, a seis quilômetros do local do massacre, viveram momentos de pânico na manhã de ontem. Dois assaltantes desarmados invadiram a instituição, entraram numa sala e chegaram a usar uma criança como escudo. Eles foram presos, sem que ninguém se ferisse. Vitor Ribeiro, de 19 anos, e um adolescente de 16 haviam cometido assaltos na Vila Aliança e nas redondezas da Praça Perdões, onde fica a escola. Avisados por pedestres, policiais militares perseguiram os criminosos. Na tentativa de fuga, eles invadiram a unidade. Eles chegaram a ameaçar uma criança. Houve uma breve negociação e os homens se entregaram. Eles foram levados para a 34ª Delegacia de Polícia (Bangu). Uma professora, Amanda Neves, de 32 anos, foi levada em estado de choque para o Hospital Albert Schweitzer.
"Ela ligou chorando, falando que tinha um bandido dentro da escola, e fui para lá. Eram dois, mas a polícia pegou ambos" Arnaldo Lobo. Ex-coronel aposentado da PM, pai da professora que passou mal.
A GAZETA
O assassino que matou 12 crianças e feriu outras 12 na quinta-feira na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, recarregou o seu revólver 38 pelo menos nove vezes durante a chacina. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, disparou mais de 60 vezes contra os estudantes. E, segundos os peritos, o atirador tinha ainda 66 munições para serem deflagradas quando foi alcançado pelo sargento Márcio Alves.
A perícia da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil recolheu 62 cápsulas deflagradas e oito speed loaders - equipamento utilizado para recarregar a arma. "Segundo os depoimentos, ele usava as duas armas ao mesmo tempo", disse o delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore.
A perícia e os policiais também apresentaram um revólver 32, um canivete e um cinturão com 13 compartimentos para transporte dos speed loaders. A maior parte do equipamento estava manchada de sangue. De acordo com o delegado Felipe Ettore, não é necessário treinamento específico para usar um revólver. "Não é complexo utilizar esse revólver, não precisa de treinamento especializado", explicou.
Página no Orkut ajuda a traçar perfil de Wellington
Um perfil sem amigos e com uma única comunidade, dedicada ao estudo da
Bíblia. Assim era uma página no Orkut, atribuída a Wellington Menezes de
Oliveira, que pode dar indícios da personalidade atribulada do homem
que matou 12 crianças. A página, cuja autenticidade não é confirmada
pelo Google Brasil, foi retirada do ar, ontem.
Nela, Wellington aparece de camisa branca, barba por fazer, cabelo curto
e fisionomia séria. Não há como verificar a data de criação, mas a
comunidade "Entendendo a Bíblia Sagrada", vinculada à página, tem data
de fundação de 26 de março de 2011.
A comunidade "Entenda a Bíblia Sagrada" tinha, na manhã de ontem, 21
membros. O perfil tem ainda três fotos, sendo duas iguais de um
cemitério, e uma terceira de um homem bastante ensanguentado.
Um perfil sem amigos e com uma única comunidade, dedicada ao estudo da
Bíblia. Assim era uma página no Orkut, atribuída a Wellington Menezes de
Oliveira, que pode dar indícios da personalidade atribulada do homem
que matou 12 crianças. A página, cuja autenticidade não é confirmada
pelo Google Brasil, foi retirada do ar, ontem.
Nela, Wellington aparece de camisa branca, barba por fazer, cabelo curto
e fisionomia séria. Não há como verificar a data de criação, mas a
comunidade "Entendendo a Bíblia Sagrada", vinculada à página, tem data
de fundação de 26 de março de 2011.
A comunidade "Entenda a Bíblia Sagrada" tinha, na manhã de ontem, 21
membros. O perfil tem ainda três fotos, sendo duas iguais de um
cemitério, e uma terceira de um homem bastante ensanguentado.
Cristo Redentor
O sobrinho do atirador, que preferiu não se identificar, disse, em depoimento à polícia, que Wellington Menezes de Oliveira era "muito tímido, e não tinha vida social, pois ficava em seu quarto utilizando a internet no computador". O sobrinho disse ainda que depois do atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, Wellington dizia que faria o mesmo com o Cristo Redentor.
Ele declarou ainda que o assassino andava muito estranho, e deixou a barba até o peito. Mas o sobrinho afirmou que nunca soube que ele tinha armas de fogo. Disse que o tio era "zoado" no trabalho por outros funcionários.
Sob compromisso de não se identificar, porque corre risco de retaliações, A., 44 anos, contou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o franco atirador do Realengo e seu irmão adotivo, era portador de esquizofrenia severa, diagnosticada quando criança. Filho de mãe psicopata e pai desconhecido, ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A.
"Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo e avisou que ia cuidar dela", recorda-se. "Ele devia ter entre 6 e 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."
Quando tinha entre 13 e 14 anos - idade das suas vítimas - e já com sintomas de adolescente revoltado, Wellington abandonou os remédios que tomava. "Desde então, sua esquisitice só piorou", relatou o irmão. Por esse tempo, ele começou também a se enveredar cada vez mais na internet.
"Tinha também obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse qualquer ligação com a religião muçulmana, como se especulou após a chacina. "Ele sempre se vinculou aos cristãos", garantiu.
A preocupação da família aumentou quando Wellington passou a ler compulsivamente manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas. Segundo A., Wellington tinha uma preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar, sempre com empolgação, o atentado terrorista da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.
Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam e relacionavam-se com a maioria das famílias das crianças atacadas. "Estamos chocados e a única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração e esperar que a justiça divina cobre do Wellington o preço de cada morte e de todo sofrimento causado aos pais dessas crianças".
"Wellington era um menino calado, tímido e muito atormentado pelos colegas de classe. Infelizmente, é essa lembrança amarga que vai ficar para mim depois de tantos anos de luta pela educação", Célia Maria de Carvalho, 51 anos, professora da escola Tasso da Silveira que se aposentou no dia do masacre
Atirador era esquizofrênico
Sob compromisso de não se identificar, porque corre risco de retaliações, A., 44 anos, contou que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o franco atirador do Realengo e seu irmão adotivo, era portador de esquizofrenia severa, diagnosticada quando criança. Filho de mãe psicopata e pai desconhecido, ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A.
"Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo e avisou que ia cuidar dela", recorda-se. "Ele devia ter entre 6 e 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."
Quando tinha entre 13 e 14 anos - idade das suas vítimas - e já com sintomas de adolescente revoltado, Wellington abandonou os remédios que tomava. "Desde então, sua esquisitice só piorou", relatou o irmão. Por esse tempo, ele começou também a se enveredar cada vez mais na internet.
"Tinha também obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse qualquer ligação com a religião muçulmana, como se especulou após a chacina. "Ele sempre se vinculou aos cristãos", garantiu.
A preocupação da família aumentou quando Wellington passou a ler compulsivamente manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas. Segundo A., Wellington tinha uma preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar, sempre com empolgação, o atentado terrorista da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.
Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam e relacionavam-se com a maioria das famílias das crianças atacadas. "Estamos chocados e a única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração e esperar que a justiça divina cobre do Wellington o preço de cada morte e de todo sofrimento causado aos pais dessas crianças".
Gêmea recebe notícia da morte da irmã
Brenda, que está internada, insistiu em saber do estado da irmã gêmea, que não sobreviveu
A menina Brenda Rocha Tavares, de 13 anos, internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, soube ontem pela madrinha, na presença de médicos, que sua irmã gêmea morreu no massacre. Brenda e Bianca estudavam na mesma sala na Escola Municipal Tasso da Silveira. Brenda, baleada nas mãos, insistia em receber notícias da irmã. De acordo com o tio Alex de Paiva, Brenda não parava de perguntar por Bianca, querendo saber onde e como ela estava. Brenda foi operada, passa bem, mas segue internada.
Outras nove crianças feridas durante o ataque aos alunos da permanecem internadas em seis hospitais. Três delas estão em estado grave. Na tarde de ontem, Renata Lima Rocha, de 13 anos, recebeu alta do Hospital Estadual Albert Schweitzer. Ela foi atingida por um tiro que entrou pelas costas e saiu pela barriga, sem atingir órgãos.
Ao deixar o hospital, Renata encontrou o homem que a socorreu, quando ela deixava a escola ensanguentada. Ela agradeceu e brincou com o rapaz. "Te devo uma", disse. O pai da menina, Milton Oliveira Rocha, muito emocionado, desabafou: "Não aguentaria perder um filho de maneira tão violenta".
Na quinta-feira, uma criança já tinha recebido alta: P. S. F., 14 anos, que foi liberado pelos médicos após melhorar de uma lesão na perna.
Entre as crianças que estão em estado grave está Luan Vitor, de 13 anos. Ele foi baleado no olho direito e está em coma induzido, no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. No mesmo hospital está Taiane Tavares, também de 13 anos. Ela foi atingida por três tiros no abdômen e na coluna e corre o risco de ficar paraplégica.
A menina, que praticava atletismo, respira com ajuda de aparelhos e segue "com acompanhamento rigoroso". A outra criança em estado grave foi identificada somente pelas iniciais - como é norma na Secretaria de Estado de Saúde.
O menino E.C.A.A., de 14 anos, foi baleado no abdômen e mão. Ele permanece sedado no Hospital Estadual Albert Schweitzer e respirando por auxílio de aparelhos.
Cena chocante
Professor salva turma inteira
O professor de Geografia Luciano Anderson Faria conseguiu livrar uma turma inteira da morte durante o massacre de quinta-feira. Ele começava a dar uma aula quando foi interrompido pelos tiros. O professor, então, deixou os alunos dentro da sala e empurrou cadeiras, impedindo que o atirador entrasse e atirasse. "Quando ouvi os primeiros tiros, saí da sala e vi que as crianças corriam desesperadas, umas atropelando as outras". Luciano correu de volta para a sala em que estava, com cerca de 35 alunos. Com a ajuda dos estudantes, montou uma barricada com mesas e carteiras. "Minha preocupação maior era uma aluna deficiente visual que estava conosco, e que não conseguiria fugir sozinha". Todos os alunos dessa classe se salvaram.
"Não dormi. Parece que ainda é o mesmo dia. Hoje que está caindo a ficha. Começo a lembrar das crianças e peço perdão, desculpa aos pais, por não poder ter ajudado mais. Mas fiz o que pude", Gildete Antunes, vizinha do colégio e que tentou ajudar as crianças que saíram correndo após o tiroteito
Cenário de horror
Porteiro que resgatou aluno diz que atirador selecionou as vítimas
O porteiro Ivo Rodrigues dos Santos, 54, foi um dos primeiros a chegar à escola , após o massacre. Ele mora a uma quadra do colégio e foi chamado pela sobrinha. "Na sala de aula do primeiro andar as crianças estavam amontoadas, todas mortas, cheias de sangue. As meninas estavam separadas dos meninos, mas todas juntas, perto da parede", diz o porteiro. Ele diz ter socorrido um menino chamado Mateus, de 13 anos, que continua internado. O porteiro disse que o estudante lhe afirmou que o atirador selecionou as vítimas.
Assaltantes
Bandidos invadem escola em Bangu, mas se rendem
Ainda abalados pelo ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, estudantes da Escola Municipal Astrogildo Pereira, em Bangu, a seis quilômetros do local do massacre, viveram momentos de pânico na manhã de ontem. Dois assaltantes desarmados invadiram a instituição, entraram numa sala e chegaram a usar uma criança como escudo. Eles foram presos, sem que ninguém se ferisse. Vitor Ribeiro, de 19 anos, e um adolescente de 16 haviam cometido assaltos na Vila Aliança e nas redondezas da Praça Perdões, onde fica a escola. Avisados por pedestres, policiais militares perseguiram os criminosos. Na tentativa de fuga, eles invadiram a unidade. Eles chegaram a ameaçar uma criança. Houve uma breve negociação e os homens se entregaram. Eles foram levados para a 34ª Delegacia de Polícia (Bangu). Uma professora, Amanda Neves, de 32 anos, foi levada em estado de choque para o Hospital Albert Schweitzer.
"Ela ligou chorando, falando que tinha um bandido dentro da escola, e fui para lá. Eram dois, mas a polícia pegou ambos" Arnaldo Lobo. Ex-coronel aposentado da PM, pai da professora que passou mal.
A GAZETA
Massacre na Holanda: atirador abre fogo contra a multidão deixa seis mortos e 11 feridos
Holanda: tiroteio em centro comercial deixa seis mortos e 11 feridos
HAIA — Um tiroteio dentro de um centro comercial na Holanda deixou seis mortos - entre eles o atirador - e 11 feridos, informaram neste sábado as autoridades locais em um comunicado.
"Neste momento há seis mortos, inclusive o autor dos disparos", declarou Bas Eenhoorn, prefeito interino da cidade de Alphen ann del Rijn (oeste), indicando haver também "quatro feridos em estado grave" e pelo menos sete feridos leves.
Segundo Eenhoorn, o tiroteio aconteceu por volta do meio-dia (07H00 de Brasília) no centro comercial De Ridderhof, que estava lotado de "famílias com crianças fazendo suas compras na tarde deste sábado".
"Um homem armado de uma pistola automática abriu fogo contra a multidão (...) antes de cometer suicídio", explicou o prefeito.
A identidade do atirador, que "agiu sozinho", não foi divulgada. De acordo com testemunhas entrevistadas por diversos meios holandeses, o assassino "teria cerca de 20 anos".
A polícia evacou o centro comercial e isolou a área, devido a rumores de que o agressor não estava sozinho.
O tiroteio provocou pânico entre os frequentadores do centro.
"É inacreditável que nossa cidade tenha testemunhado tamanha tragédia em um dia tão belo", lamentou Eenhoorn, que se disse "profudamente chocado" com o massacre.
Em nome da prefeitura, ele leu uma mensagem de condolências para as famílias das vítimas.
Fonte: AFP
HAIA — Um tiroteio dentro de um centro comercial na Holanda deixou seis mortos - entre eles o atirador - e 11 feridos, informaram neste sábado as autoridades locais em um comunicado.
"Neste momento há seis mortos, inclusive o autor dos disparos", declarou Bas Eenhoorn, prefeito interino da cidade de Alphen ann del Rijn (oeste), indicando haver também "quatro feridos em estado grave" e pelo menos sete feridos leves.
Segundo Eenhoorn, o tiroteio aconteceu por volta do meio-dia (07H00 de Brasília) no centro comercial De Ridderhof, que estava lotado de "famílias com crianças fazendo suas compras na tarde deste sábado".
"Um homem armado de uma pistola automática abriu fogo contra a multidão (...) antes de cometer suicídio", explicou o prefeito.
A identidade do atirador, que "agiu sozinho", não foi divulgada. De acordo com testemunhas entrevistadas por diversos meios holandeses, o assassino "teria cerca de 20 anos".
A polícia evacou o centro comercial e isolou a área, devido a rumores de que o agressor não estava sozinho.
O tiroteio provocou pânico entre os frequentadores do centro.
"É inacreditável que nossa cidade tenha testemunhado tamanha tragédia em um dia tão belo", lamentou Eenhoorn, que se disse "profudamente chocado" com o massacre.
Em nome da prefeitura, ele leu uma mensagem de condolências para as famílias das vítimas.
Fonte: AFP
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Alô, alô Realengo, aquele adeus. Crianças vítimas do massacre em escola são enterrados sob chuva de pétalas
Corpo de estudante é enterrado com chuva de pétalas de rosa
O corpo da estudante Larissa Santos Atanásio foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na manhã desta sexta-feira, com uma chuva de pétalas de rosa e aplausos. A homenagem foi prestada pela Polícia Militar que sobrevoou o local em helicóptero da corporação e pelas pessoas que acompanharam a despedida da adolescente.
A estudante Karine Lorrayne Chagas de Oliveira e Rafael Pereira da Silva também devem ser enterrados no local.
Já no cemitério do Murundo, os corpos de Larissa Silva Martins, Bianca Rocha Tavares, Mariana Rocha de Souza e Géssica Guedes Pereira foram velados. Larissa, Bianca foram sepultadas também na manhã desta sexta-feira. O enterro Mariana vai ser feito no mesmo local.
O corpo deGéssica Guedes Pereira foi velado no Cemitério do Murundo e já foi levado para o Cemitério Ricardo de Albuquerque, em Ricardo de Albuquerque, onde vai ser sepultado às 15h desta sexta-feira.
O velório das vítimas do ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, foi marcado pela emoção. Familiares como a mãe de Mariana não aguentaram o sofrimento desmaiaram.
Autoridades como o prefeito Eduardo Paes e secretários do Rio de Janeiro estiveram presentes nos velórios para prestar solidariedade aos parentes das vítimas.
sdrz
O corpo da estudante Larissa Santos Atanásio foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na manhã desta sexta-feira, com uma chuva de pétalas de rosa e aplausos. A homenagem foi prestada pela Polícia Militar que sobrevoou o local em helicóptero da corporação e pelas pessoas que acompanharam a despedida da adolescente.
A estudante Karine Lorrayne Chagas de Oliveira e Rafael Pereira da Silva também devem ser enterrados no local.
Já no cemitério do Murundo, os corpos de Larissa Silva Martins, Bianca Rocha Tavares, Mariana Rocha de Souza e Géssica Guedes Pereira foram velados. Larissa, Bianca foram sepultadas também na manhã desta sexta-feira. O enterro Mariana vai ser feito no mesmo local.
O corpo deGéssica Guedes Pereira foi velado no Cemitério do Murundo e já foi levado para o Cemitério Ricardo de Albuquerque, em Ricardo de Albuquerque, onde vai ser sepultado às 15h desta sexta-feira.
O velório das vítimas do ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, foi marcado pela emoção. Familiares como a mãe de Mariana não aguentaram o sofrimento desmaiaram.
Autoridades como o prefeito Eduardo Paes e secretários do Rio de Janeiro estiveram presentes nos velórios para prestar solidariedade aos parentes das vítimas.
sdrz
Massacre do Realengo: Famílias vão doar órgãos de crianças vítimas da tragédia
Pelo menos quatro famílias decidiram doar os órgãos das crianças mortas em massacre no Rio de Janeiro. Segundo a coordenação do Banco de Olhos de Volta Redonda, no Sul do Estado, quatro famílias doaram córneas, e um número ainda indefinido de famílias decidiu doar parte dos ossos.
As córneas serão encaminhadas para o Banco de Olhos e os fragmentos de ossos estão sendo captados pelo Into, (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia). Ainda segundo o órgão, a fila oficial de pessoas esperando por córneas no Estado tem 3,3 mil pessoas.
Tragédia
Na manhã desta quinta-feira, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, protagonizou um trágico massacre no Brasil, contra crianças de uma escola municipal em Realengo na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Sem motivo aparente, armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, o jovem disparou mais de cem tiros contra os estudantes. Em seguida, após ser atingido por um policial militar, se matou.
Wellington é filho adotivo de Guido Bulgana Cubas de Oliveira e Dicéia Menezes de Oliveira, os dois já estão mortos. Ele foi adotado quando ainda era bebê. A irmã de criação do assassino, Rosilane de Oliveira, de 49 anos, afirmou que ele não tinha amigos, ultimamente havia deixado a barba crescer e se interessado por temas islâmicos.
O jovem que era ex-aluno da instituição não tinha antecedentes criminais. Na carta encontrada com o atirador ele fala de questões religiosas e dá indícios de que o ataque foi premeditado. Wellington pede ainda para que as pessoas que fossem cuidar do enterro dele, para lhe banhar, secar envolver em um lençol branco que ele deixou, em uma bolsa dentro de uma sala da escola. O assassino pediu ainda para ser enterrado ao lado da sepultura da mãe.
Perícia
Durante a varredura na residência do assassino, a Polícia Civil encontrou um local destruído e computadores queimados. Não foi achado nenhum sinal de bebida alcoólica ou drogas.
O assassino morava sozinho há cerca de oito meses em Sepetiba, também na zona oeste da cidade. Segundo conhecidos, ele tinha comportamento estranho.
eBand
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| Alunos da escola tinham idades entre 9 e 14 anos |
Tragédia
Na manhã desta quinta-feira, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, protagonizou um trágico massacre no Brasil, contra crianças de uma escola municipal em Realengo na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Sem motivo aparente, armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, o jovem disparou mais de cem tiros contra os estudantes. Em seguida, após ser atingido por um policial militar, se matou.
Wellington é filho adotivo de Guido Bulgana Cubas de Oliveira e Dicéia Menezes de Oliveira, os dois já estão mortos. Ele foi adotado quando ainda era bebê. A irmã de criação do assassino, Rosilane de Oliveira, de 49 anos, afirmou que ele não tinha amigos, ultimamente havia deixado a barba crescer e se interessado por temas islâmicos.
O jovem que era ex-aluno da instituição não tinha antecedentes criminais. Na carta encontrada com o atirador ele fala de questões religiosas e dá indícios de que o ataque foi premeditado. Wellington pede ainda para que as pessoas que fossem cuidar do enterro dele, para lhe banhar, secar envolver em um lençol branco que ele deixou, em uma bolsa dentro de uma sala da escola. O assassino pediu ainda para ser enterrado ao lado da sepultura da mãe.
Perícia
Durante a varredura na residência do assassino, a Polícia Civil encontrou um local destruído e computadores queimados. Não foi achado nenhum sinal de bebida alcoólica ou drogas.
O assassino morava sozinho há cerca de oito meses em Sepetiba, também na zona oeste da cidade. Segundo conhecidos, ele tinha comportamento estranho.
eBand
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Restart lamenta assassinato de fã no massacre em escola no Rio
Bianca Rocha Tavares, de 13 anos, uma das meninas mortas na chacina no colégio Tasso da Silveiro, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira era presidente de um fã-clube do Restart. O guitarrista da banda, Pe Lu, se demonstrou chocado e lamentou o assassinato via Twitter.
Ele se questionou sobre o que teria levado Wellignton Menezes de Oliveira, ex-aluno da escola, a matar tantas crianças. "Por que tanto ódio, Senhor? Esse mundo está precisando é de amor! Fiquei sabendo que uma das meninas que morreu na tragédia era dona de um fã clube meu. Quanta tristeza...", tuitou.
Irmãs gêmeas estão entre vítimas de ex-aluno armado que invadiu escola
As irmãs gêmeas Brenda e Bianca Rocha Tavares estão entre as vítimas do ataque à Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira.
Segundo o jornal "O Globo", a tia das meninas, Perla Maria dos Reis, disse que Bianca foi baleada na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Já Brenda, foi ferida nos braços e encaminhada ao Instituto de Traumato Ortopedia, no Centro da cidade, onde foi submetida a uma cirurgia.
Perla Maria ainda contou que o clima na sala de espera do Hospital Albert Schweitzer, para onde a maioria dos feridos foi levada, é de desespero, já que muitos familiares estão em estado de choque e chorando.
As irmãs moravam com a família no bairro da Taquara e haviam se mudado para Realengo há cerca de quatro meses.
SDRZ
Ele se questionou sobre o que teria levado Wellignton Menezes de Oliveira, ex-aluno da escola, a matar tantas crianças. "Por que tanto ódio, Senhor? Esse mundo está precisando é de amor! Fiquei sabendo que uma das meninas que morreu na tragédia era dona de um fã clube meu. Quanta tristeza...", tuitou.
Irmãs gêmeas estão entre vítimas de ex-aluno armado que invadiu escola
As irmãs gêmeas Brenda e Bianca Rocha Tavares estão entre as vítimas do ataque à Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira.
Segundo o jornal "O Globo", a tia das meninas, Perla Maria dos Reis, disse que Bianca foi baleada na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Já Brenda, foi ferida nos braços e encaminhada ao Instituto de Traumato Ortopedia, no Centro da cidade, onde foi submetida a uma cirurgia.
Perla Maria ainda contou que o clima na sala de espera do Hospital Albert Schweitzer, para onde a maioria dos feridos foi levada, é de desespero, já que muitos familiares estão em estado de choque e chorando.
As irmãs moravam com a família no bairro da Taquara e haviam se mudado para Realengo há cerca de quatro meses.
SDRZ
Massacre na Escola de Realengo. Atirador mirava as meninas para matar, tiros nos meninos eram 'só para machucar'.
'Ele atirava nas meninas para matar', diz aluno que sobreviveu a ataque
Segundo estudante de 13 anos, tiros nos meninos eram 'só para machucar'.
Menino contou que chegou a conversar com o atirador durante o massacre.
O estudante Mateus Moraes, de 13 anos, contou que as meninas eram o alvo do atirador o ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. "Ele matava as meninas com tiros na cabeça. Nas meninas, ele atirava para matar. Nos meninos, os tiros eram só para machucar, nos braços ou nas pernas", disse o aluno, acrescentando que o atirador saiu da sala cinco vezes para recarregar as arma, e a ação durou cerca de cinco minutos.
O menino disse ainda que chegou a conversar com o atirador durante o ataque. "Estava no meio da aula de português quando ele apareceu. Só pedi a Deus para ele não me matar. E ele falou para eu ficar tranquilo que eu não ia morrer. Fiquei orando e pedindo a Deus para me guardar", disse o aluno do 7º ano.
Mateus não sabe se conseguirá voltar à escola depois de sobreviver ao ataque. "Não sei se vou voltar aqui por causa das lembranças", disse o aluno, desolado.
Outros alunos também relataram momentos de pânico vividos no interior da escola na manhã desta quinta-feira (7).
A estudante Jade Ramos de Araújo, de 12 anos, disse que estava no meio de uma prova de Ciências quando começou a ouvir os disparos. "Todo mundo achou que era tiro, mas as professoras tentaram tranquilizar a turma", contou a menina.
Segundo ela, as crianças gritavam muito, mas as professoras pediam para fazerem silêncio. "Elas diziam: 'ele vai ficar nervoso, vai querer matar todo mundo'". Ao entrar nas salas, ainda segundo a menina, o atirador disse para que as crianças ficassem de frente para a parede. "Ele pedia para virarem de costas para a parede e falava que ia matar todo mundo. Foi nessa hora que alguns conseguiram fugir", relatou.
Nesse momento, de acordo com Jade, algumas crianças conseguiram correr em direção ao terceiro andar da escola. "Vi muito sangue nas escadas, crianças desmaiadas. Quando a gente subia tinha um bando de gente amontoada no chão. Os alunos foram pisoteados durante a fuga, as crianças iam fugindo subindo as escadas e algumas acabaram desmaiando", disse.
A menina contou ainda que contou com a ajuda do irmão, de 17 anos, para sair da escola. "Meu irmão veio me buscar, ele procurou de porta em porta. O atirador ainda estava vivo quando ele entrou e conseguiu me tirar daqui", falou.
'Fiquei nervosa, mas consegui fugir', conta aluna
"Fiquei muito nervosa, mas consegui fugir. Para me tranquilizar, fiquei desenhando na minha mão, desenhei uma casa", disse a menina Jade, que correu da escola levando apenas um lápis na mão e chegou em casa com o "tênis imundo de sangue".
Jade voltou à escola na tarde desta quinta (7) para tentar recuperar seus pertences e, principalmente, tentar falar com os policiais que a salvaram. "Vim para agradecer aos policiais porque ele ia matar todo mundo", completou.
Já o motorista de ônibus Elias Campista da Silva, disse que o sobrinho relatou que conseguiu fugir do atirador no momento em que ele recarregava uma de suas armas. "Ele correu na hora, escorregou numa poça de sangue, caiu e se machucou enquanto tentava fugir", contou o tio de Patrick da Silva Figueiredo, de 14 anos.
'Vai ser difícil voltar a estudar aqui', diz aluno
Segundo Elias, foi Patrick quem ajudou a menina Renata Lima Rocha, 13, a escapar do atirador. A menina foi baleada nos rins durante o ataque e está internada Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.
“Foram pelo menos dez minutos de tiro sem parar. O professor de geografia mandou todo mundo deitar no chão e saiu da sala trancando a turma pelo lado de fora, pois era o único jeito de trancar a gente lá. Quando eu saí, eu vi cena de guerra, de terror. Vai ser difícil voltar a estudar aqui. Não é nem pelo atentado, pelos amigos que perdi”, relata Riccele Ponce, de 15 anos, que perdeu três amigos.
'Pensei que fosse morrer'
O estudante Marcus Vinicius estava no último andar da escola quando ouviu muitos tiros. "A professora mandou todo mundo abaixar e trancou a porta. Foi terrível. Fiquei muito nervoso. Pensei que fosse morrer", diz o menino, de 10 anos.
Outra aluna também lembrou dos momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.
“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.
“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.
Ainda de acordo com os relatos, professores e alunos colocaram armários e cadeiras atrás das portas das salas para evitar a entrada do atirador.
Vítima da tragédia na escola em Realengo, Gustavo Pires Damaceno, de 6 anos, deixou o Hospital Albert Schweitzer por volta das 16h30 desta quinta-feira (30), com curativos nas duas mãos.
O pai, o sargento do Corpo de Bombeiros Adriano Silva Damaceno, disse que o filho machucou o tendão na correria durante o tiroteio na escola.
Atirador não tinha antecedentes criminais
Segundo autoridades, o nome do atirador é Wellington Menezes de Oliveira e ele é ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais
A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.
Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola.
O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial (veja ao lado a declaração, em reportagem do Jornal Hoje).
A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.
G1
Segundo estudante de 13 anos, tiros nos meninos eram 'só para machucar'.
Menino contou que chegou a conversar com o atirador durante o massacre.
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| Mateus Moraes, de 13 anos, contou que conversou com o atirador (Foto: Fabrício Costa/G1 |
O menino disse ainda que chegou a conversar com o atirador durante o ataque. "Estava no meio da aula de português quando ele apareceu. Só pedi a Deus para ele não me matar. E ele falou para eu ficar tranquilo que eu não ia morrer. Fiquei orando e pedindo a Deus para me guardar", disse o aluno do 7º ano.
Mateus não sabe se conseguirá voltar à escola depois de sobreviver ao ataque. "Não sei se vou voltar aqui por causa das lembranças", disse o aluno, desolado.
Outros alunos também relataram momentos de pânico vividos no interior da escola na manhã desta quinta-feira (7).
A estudante Jade Ramos de Araújo, de 12 anos, disse que estava no meio de uma prova de Ciências quando começou a ouvir os disparos. "Todo mundo achou que era tiro, mas as professoras tentaram tranquilizar a turma", contou a menina.
Segundo ela, as crianças gritavam muito, mas as professoras pediam para fazerem silêncio. "Elas diziam: 'ele vai ficar nervoso, vai querer matar todo mundo'". Ao entrar nas salas, ainda segundo a menina, o atirador disse para que as crianças ficassem de frente para a parede. "Ele pedia para virarem de costas para a parede e falava que ia matar todo mundo. Foi nessa hora que alguns conseguiram fugir", relatou.
Nesse momento, de acordo com Jade, algumas crianças conseguiram correr em direção ao terceiro andar da escola. "Vi muito sangue nas escadas, crianças desmaiadas. Quando a gente subia tinha um bando de gente amontoada no chão. Os alunos foram pisoteados durante a fuga, as crianças iam fugindo subindo as escadas e algumas acabaram desmaiando", disse.
A menina contou ainda que contou com a ajuda do irmão, de 17 anos, para sair da escola. "Meu irmão veio me buscar, ele procurou de porta em porta. O atirador ainda estava vivo quando ele entrou e conseguiu me tirar daqui", falou.
'Fiquei nervosa, mas consegui fugir', conta aluna
"Fiquei muito nervosa, mas consegui fugir. Para me tranquilizar, fiquei desenhando na minha mão, desenhei uma casa", disse a menina Jade, que correu da escola levando apenas um lápis na mão e chegou em casa com o "tênis imundo de sangue".
Jade voltou à escola na tarde desta quinta (7) para tentar recuperar seus pertences e, principalmente, tentar falar com os policiais que a salvaram. "Vim para agradecer aos policiais porque ele ia matar todo mundo", completou.
Já o motorista de ônibus Elias Campista da Silva, disse que o sobrinho relatou que conseguiu fugir do atirador no momento em que ele recarregava uma de suas armas. "Ele correu na hora, escorregou numa poça de sangue, caiu e se machucou enquanto tentava fugir", contou o tio de Patrick da Silva Figueiredo, de 14 anos.
'Vai ser difícil voltar a estudar aqui', diz aluno
Segundo Elias, foi Patrick quem ajudou a menina Renata Lima Rocha, 13, a escapar do atirador. A menina foi baleada nos rins durante o ataque e está internada Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.
“Foram pelo menos dez minutos de tiro sem parar. O professor de geografia mandou todo mundo deitar no chão e saiu da sala trancando a turma pelo lado de fora, pois era o único jeito de trancar a gente lá. Quando eu saí, eu vi cena de guerra, de terror. Vai ser difícil voltar a estudar aqui. Não é nem pelo atentado, pelos amigos que perdi”, relata Riccele Ponce, de 15 anos, que perdeu três amigos.
'Pensei que fosse morrer'
O estudante Marcus Vinicius estava no último andar da escola quando ouviu muitos tiros. "A professora mandou todo mundo abaixar e trancou a porta. Foi terrível. Fiquei muito nervoso. Pensei que fosse morrer", diz o menino, de 10 anos.
Outra aluna também lembrou dos momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.
“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.
“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.
Ainda de acordo com os relatos, professores e alunos colocaram armários e cadeiras atrás das portas das salas para evitar a entrada do atirador.
Vítima da tragédia na escola em Realengo, Gustavo Pires Damaceno, de 6 anos, deixou o Hospital Albert Schweitzer por volta das 16h30 desta quinta-feira (30), com curativos nas duas mãos.
O pai, o sargento do Corpo de Bombeiros Adriano Silva Damaceno, disse que o filho machucou o tendão na correria durante o tiroteio na escola.
Atirador não tinha antecedentes criminais
Segundo autoridades, o nome do atirador é Wellington Menezes de Oliveira e ele é ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais
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| Gustavo,de 6 anos, ficou ferido no ataque à escola (Foto: Carolina Lauriano/G1) |
Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola.
O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial (veja ao lado a declaração, em reportagem do Jornal Hoje).
A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.
G1
Massacre em escola no Rio pode ter motivação no bullying e no fanatismo religioso
Wellington de Menezes de Oliveira, 24, invadiu por volta das 8h desta quinta-feira (7) a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, e matou com disparos 10 estudantes e feriu mais de vinte, entre estudantes e funcionários. Em seguida se suicidou. Ele entrou na escola dizendo que ia dar uma palestra.
No total, o número de mortos está em 13, incluindo Oliveira, um ex-estudante da escola. Dez estudantes estão em estado grave internados no Hospital Albert Schweitzer, em Nilópolis.
O coronel Ibis Pereira, porta-voz da PM, disse que Oliveira estava tomado por uma "demência religiosa". Informou que ele deixou uma carta onde acusa as crianças de serem impuras. "Era um fanático religioso."
Pereira afirmou que o atirador estava armado com um revólver de calibre 38 e outro de 32. Tinha muita munição e equipamento para recarregar as armas. O coronel disse que Oliveira estáva com intenção de matar muito mais.
Fanatismo Religioso
Uma irmã de criação de Oliveira disse que ele sofria de transtornos mentais, estudava o islamismo e por algum tempo usou barba cumprida, como os fundamentalistas de Maomé.
Uma merendeira disse: “O cara entrou, foi para o terceiro andar e começou a atirar”, disse uma funcionária. “Vi muitas crianças carregadas, desacordadas, baleadas”.
Evaldo Machado, vizinha da escola, disse o que viu pela janela: "Eu estava tomando café na janela quando houve uma correria de várias crianças saindo da escola. Contei pelos menos 13 crianças feridas. Elas foram retiradas em carros particulares".
O ataque de fúria de Oliveira está sendo noticiado por sites e redes de TV de todo o mundo.
O ataque de fúria Oliveira está sendo noticiado por sites de jornais de todo o mundo. A presidente Dilma disse estar chocada. O ministro Fernando Haddad (Educação) comentou que nunca houve no Brasil esse tipo de assassinato em massa.
Veja o momento em que atirador invade sala de aula
No total, o número de mortos está em 13, incluindo Oliveira, um ex-estudante da escola. Dez estudantes estão em estado grave internados no Hospital Albert Schweitzer, em Nilópolis.
O coronel Ibis Pereira, porta-voz da PM, disse que Oliveira estava tomado por uma "demência religiosa". Informou que ele deixou uma carta onde acusa as crianças de serem impuras. "Era um fanático religioso."
Pereira afirmou que o atirador estava armado com um revólver de calibre 38 e outro de 32. Tinha muita munição e equipamento para recarregar as armas. O coronel disse que Oliveira estáva com intenção de matar muito mais.
Fanatismo Religioso
Uma irmã de criação de Oliveira disse que ele sofria de transtornos mentais, estudava o islamismo e por algum tempo usou barba cumprida, como os fundamentalistas de Maomé.
Uma merendeira disse: “O cara entrou, foi para o terceiro andar e começou a atirar”, disse uma funcionária. “Vi muitas crianças carregadas, desacordadas, baleadas”.
Evaldo Machado, vizinha da escola, disse o que viu pela janela: "Eu estava tomando café na janela quando houve uma correria de várias crianças saindo da escola. Contei pelos menos 13 crianças feridas. Elas foram retiradas em carros particulares".
O ataque de fúria de Oliveira está sendo noticiado por sites e redes de TV de todo o mundo.
O ataque de fúria Oliveira está sendo noticiado por sites de jornais de todo o mundo. A presidente Dilma disse estar chocada. O ministro Fernando Haddad (Educação) comentou que nunca houve no Brasil esse tipo de assassinato em massa.
Veja o momento em que atirador invade sala de aula
Massacre em escola do Rio: Atirador era um fanático religioso – resume coronel da PM do Rio
Atirador era um fanático religioso – resume coronel da PM do Rio
O coronel da PM do Rio, Ibis Pereira, disse que o atirador Wellington Menezes de Oliveira era um fanático religioso e tinha um "quadro de demência religiosa, tendo entrado na escola determinado a realizar uma grande chacina". Segundo a PM, a carta que Wellington deixou dá a ideia de premeditação do crime.
Policiais informaram que a carta está confusa e foi recolhida para ser usada como prova nas investigações do crime. A irmã adotiva do atirador, Rosilane Oliveira, disse que ele estava muito ligado ao Islamismo, não saia muito de casa, não tinha amigos e ficava o tempo inteiro no computador. Revelou também que viu Wellington, pela última vez, há oito meses. Wellington Oliveira é ex-aluno da escola Tasso da Silveira e entrou no local se passando por palestrante. Depois entrou numa sala e atirou, matando 11 alunos (dez meninas e um menino).
Unesco repudia tiroteio contra alunos em escola do Rio
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou nesta quinta-feira com veemência o crime ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. "A Unesco repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura", disse em sua página no Twitter. O assunto está entre o dez mais comentados na rede social.
Identificado como ex-aluno da escola municipal, Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, entrou no início da manhã no colégio informando ser um palestrante. Depois de conversar normalmente com algumas pessoas na entrada da escola, Oliveira atirou na direção de estudantes e funcionários e matou pelo menos dez.
O coronel da PM do Rio, Ibis Pereira, disse que o atirador Wellington Menezes de Oliveira era um fanático religioso e tinha um "quadro de demência religiosa, tendo entrado na escola determinado a realizar uma grande chacina". Segundo a PM, a carta que Wellington deixou dá a ideia de premeditação do crime.
Policiais informaram que a carta está confusa e foi recolhida para ser usada como prova nas investigações do crime. A irmã adotiva do atirador, Rosilane Oliveira, disse que ele estava muito ligado ao Islamismo, não saia muito de casa, não tinha amigos e ficava o tempo inteiro no computador. Revelou também que viu Wellington, pela última vez, há oito meses. Wellington Oliveira é ex-aluno da escola Tasso da Silveira e entrou no local se passando por palestrante. Depois entrou numa sala e atirou, matando 11 alunos (dez meninas e um menino).
Unesco repudia tiroteio contra alunos em escola do Rio
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) condenou nesta quinta-feira com veemência o crime ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. "A Unesco repudia ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura", disse em sua página no Twitter. O assunto está entre o dez mais comentados na rede social.
Identificado como ex-aluno da escola municipal, Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, entrou no início da manhã no colégio informando ser um palestrante. Depois de conversar normalmente com algumas pessoas na entrada da escola, Oliveira atirou na direção de estudantes e funcionários e matou pelo menos dez.
Massacre em escola do Rio: homem resgatou vítima de tiroteio ensanguentada na rua
A rotina de José Marques, 28 anos, teve uma reviravolta na manhã desta quinta-feira quando ele passava pela rua Gal. Bernardino de Mattos, nas proximidades da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. Marques tinha recém saído de casa e se dirigia a uma entrevista de emprego quando se deparou com uma menina vestindo uniforme de escola e andando ensanguentada. "Não pensei duas vezes, coloquei a criança dentro de meu carro e a trouxe para o (hospital) Albert Schweitzer".
Assim que levou Renata Gomes para o carro, Marques orientou que a menina ligasse para seus pais para contar o que havia acontecido. "Eu pedi que ela ficasse calma e disse que tudo iria dar certo", afirmou. Marques afirmou que não viu em que local do corpo a menina foi atingida. "Eu quero esquecer a cena. O que importa é que ela está bem e medicada", afirmou em frente ao hospital. Ele disse ainda que não quer ser considerado um herói, pois o que fez é um dever de qualquer cidadão.
De acordo com as primeiras informações, o atirador teria entrado nas dependências disfarçado de palestrante. As razões do crime ainda não são conhecidas. O secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, em comunicado aos jornalistas em frente ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, afirmou que, oficialmente, são nove meninas e um menino mortos, além do atirador. O homem, ex-aluno da unidade, era Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos. Ele teria se matado após efetuar os disparos. "Um homem entrou na escola com uma carta de despedida e se matou", informou uma assessora de imprensa da PM.
Terra
Assim que levou Renata Gomes para o carro, Marques orientou que a menina ligasse para seus pais para contar o que havia acontecido. "Eu pedi que ela ficasse calma e disse que tudo iria dar certo", afirmou. Marques afirmou que não viu em que local do corpo a menina foi atingida. "Eu quero esquecer a cena. O que importa é que ela está bem e medicada", afirmou em frente ao hospital. Ele disse ainda que não quer ser considerado um herói, pois o que fez é um dever de qualquer cidadão.
De acordo com as primeiras informações, o atirador teria entrado nas dependências disfarçado de palestrante. As razões do crime ainda não são conhecidas. O secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, em comunicado aos jornalistas em frente ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, afirmou que, oficialmente, são nove meninas e um menino mortos, além do atirador. O homem, ex-aluno da unidade, era Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos. Ele teria se matado após efetuar os disparos. "Um homem entrou na escola com uma carta de despedida e se matou", informou uma assessora de imprensa da PM.
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