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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", diz ex-vocalista

"O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", diz ex-vocalista da banda à revista
Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do Raimundos, na revista "Rolling Stone Brasil" de outubro de 2011

"Não voltaria por valor algum". Essa é a resposta de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, sobre um possível retorno à banda que ajudou a formar em Brasília no final dos anos 80. Em entrevista à edição de cinco anos da revista "Rolling Stone Brasil", que chega às bancas na sexta-feira (14), o cantor de 39 anos é enfático ao dizer que "o Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", idade que começou a enfrentar uma crise na banda

A afirmação parece fazer uma alusão ao chamado "Clube dos 27", composto por músicos problemáticos que morreram nesta idade como Kurt Cobain, Jimi Hendrix e, mais recentemente, Amy Winehouse. "Amo os caras [da antiga banda], não tenho problema. Meu caminho é este, minha vida é falar de Jesus", diz ele na entrevista, que agora é missionário da Igreja Bola de Neve de Balneário Camboriú (SC).


Na entrevista, Rodolfo fala sobre a banda, a igreja, suas aspirações e relembra o passado. "Tudo o que sabiam de mim era 'Rodolfo dos Raimundos'. Parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo", ele conta sobre a saída da banda, em 2001, cinco meses depois de ele entrar na Igreja. "Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock", recorda o músico, que diz não sentir rancor das pessoas que o criticaram.

A última vez que Rodolfo esteve com os antigos parceiros de Raimundos, conforme ele conta na entrevista, foi em 2007, no velório do pai, em Brasília. O guitarrista, Digão, o baterista, Fred, e o baixista, Canisso, apareceram para oferecer os ombros ao amigo, e desde então não se falaram mais. "O Canisso tocou comigo no Rodox um tempo. A gente sempre se deu muito bem. Não que não me desse bem com os outros, mas parece que o Digão e o Fred ficaram muito magoados".

Enquanto se dedica a ministrar cultos, uma nova formação dos Raimundos segue na estrada com Digão nos vocais, Canisso no baixo, Caio na bateria e Marquinho na guitarra. Em junho deste ano, a banda lançou o CD e DVD ao vivo "Roda Viva".

musica.uol.com.br

domingo, 17 de julho de 2011

Acidente com ônibus da banda 14 Bis. 'Integrantes estão bem', diz baixista

'Integrantes da banda estão bem', diz baixista do 14 Bis
Homem que morreu no acidente era da equipe técnica da banda.
Motorista do ônibus do conjunto foi desviar de picape e tombou em ribanceira.


O empresário e baixista da Banda 14 Bis, Sérgio Magrão, disse que ele e os outros três integrantes do conjunto estão bem após acidente que matou uma pessoa neste domingo (17). “Todos os quatro estavam dentro do ônibus. Todos os integrantes da banda estão bem”, disse. No acidente com o ônibus do conjunto, morreu o tio do empresário, que trabalhava na equipe técnica do 14 Bis.


Ônibus da banda caiu em um ribanceira (Foto: Mauricio de Souza/Hoje em Dia/AE)



Magrão explicou que o motorista do ônibus foi desviar de um carro que fazia uma ultrapassagem e caiu em uma ribanceira. “O motorista foi desviar de uma picape que fez uma ultrapassagem em uma carreta. Quando ele desviou, uma das rodas do veículo saiu do asfalto, perdeu estabilidade e tombou”, falou.
Integrantes da banda 14 Bis
(Foto: Sylvio Coutinho/14bis.com.br)
De acordo com o Corpo de Bombeiros, outras três pessoas foram atendidas e levadas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Sérgio Magrão informou que outro integrante da equipe técnica sofreu fratura no nariz e esta sendo operado.
O 14 Bis é formado por Sérgio Magrão, Cláudio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues. Segundo o empresário, a banda ainda não definiu se haverá alguma mudança na agenda de shows.

domingo, 19 de junho de 2011

Queda de helicóptero: O dia mais triste da vida do 'Biquíni Cavadão' Bruno Gouvea

"Este é o dia mais triste da vida do Bruno",
diz guitarrista da banda Biquíni Cavadão
Duas das vítimas do acidente foram enterradas na tarde deste domingo
Bruno, à esquerda carrega o caixão do filho. O dia mais triste do vocalista do 'Biquíni Cavadão'

A ex-mulher de Bruno Gouveia, vocalista da banda Biquíni Cavadão, e o filho, Gabriel Kfuri Gouveia, foram enterrados às 15h deste domingo (19) no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Fernanda Kfuri, de 35 anos, e o filho Gabriel Kfuri Gouveia, estavam no helicóptero que caiu no Sul da Bahia, com sete pessoas a bordo, na noite de sexta-feira (17).

Os parentes, integrantes da banda Biquíni Cavadão e amigos estavam bastante emocionados, quase todos chorando muito e se abraçando o tempo todo. O guitarrista da banda, Carlos Coelho, disse à imprensa que o Bruno soube do acidente na manhã deste domingo, assim que chegou ao Aeroporto.

- O Bruno soube disso hoje de manhã. É um dos dias mais tristes da vida dele.

O tecladista, Miguel Flores, pediu desculpas pelos inconvenientes ocorridos na noite de sábado (18), quando alguns familiares se irritaram com a presença de uma equipe de jornalistas. Sob o olhar negativo de alguns parentes a respeito da presença da imprensa, seguranças foram contratados para barrar a entrada dos jornalistas e garantir a privacidade dos parentes e amigos.

- Bruno perdeu duas das pessoas mais importantes da vida dele. Ele está sofrendo muito. Eu espero que vocês compreendam que a gente precisa de privacidade, e por conta disso contratamos seguranças. A gente pede desculpas por qualquer inconveniente que tenha ocorrido.

Segundo conversa de parentes, os passageiros saíam de um jantar em um resort e seguiam para outro resort, chamado Jacumã, ambos em Trancoso. Ainda de acordo com conversas de parentes, o helicóptero iria fazer três viagens. No primeiro voo foi levado o governador Sérgio Cabral e integrantes de sua comitiva, o segundo levava as mulheres, crianças e a babá – viagem em que aconteceu o acidente - e o terceiro voo onde estaria o filho do governador Marco A. Cabral e os outros homens.
Bruno Gouveia e o filho Gabriel Kfuri Gouveia

Os seguranças contratados portavam armas diante da entrada das capelas do cemitério e nos portões de acesso.
De acordo com a administração do cemitério, o corpo de Luca Kfuri de Magalhães Lins, de três anos, foi levado para o cemitério São João Batista e sepultado ainda na noite de sábado.

Cabral permanece na Bahia
Pelo Twitter, o filho do governador do Rio de Janeiro, Marco Antônio, enviou uma mensagem ao irmão de Mariana, João.

- Estamos todos aqui sentindo uma dor IMENSA! Você sabe o quanto eu amo a sua irmã e me dedico a ela! Fica calmo! Não aja assim!

O acidente
O helicóptero caiu na Bahia com sete pessoas, entre elas a namorada do filho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, na noite de sexta- feira (17). A aeronave faria uma viagem de apenas dez minutos até a Fazenda Jacumã, em Trancoso, informou a FAB (Força Aérea Brasileira).

A Aeronáutica também informou que o Seripa 2 (Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), em Recife-PE, já iniciou as investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente aeronáutico. Mas a FAB já adiantou que, durante o voo, o piloto não fez contato com o controle de tráfego aéreo local para informar qualquer problema.

No início da tarde de sábado, a Polícia Militar informou que quatro pessoas morreram no acidente. Mariana Noleto, namorada do filho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, estava na aeronave e continua desaparecida, segundo informações da PM de Porto Seguro.

Entre as vítimas estão duas crianças, uma delas Luca Kfuri, de três anos, e Gabriel Kfuri Gouveia, dois anos. A mãe de Gabriel, Fernanda Kfuri, de 35 anos, conseguiu nadar até a praia e foi levada ao Hospital Luis Eduardo Magalhães. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu na manhã deste sábado.

A quarta vítima é Norma Batista de Assunção, que, segundo a PM, trabalhava como babá de Lucas. Mariana Noleto, namorada do filho de Cabral, Jordana Kfuri Cavendish e Marcelo Almeida, que pilotava o helicóptero, continuam desaparecidos. Antes, a PM havia informado que o corpo de Jordana já havia sido resgatado.

R7

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Grand Rapids, no Michigan, de “moribunda” à cidade mais bonita da banda!



Um artigo da revista “Newsweek”, classificou a cidade americana de Grand Rapids, no Michigan, de “moribunda”.

Revoltados, moradores e autoridades da cidade se mobilizaram e, em vez de apelar aos tribunais, recorreram à música. O resultado, que envolve 5 mil pessoas, foi uma resposta à altura e críticos já estão considerando como “o maior clipe de todos os tempos".

Um artigo da revista Newsweek gerou indignação em uma cidade norte-americana e acabou resultando em um protesto inusitado.

Após classificar Grand Rapids como um dos locais mais moribundos da América, a publicação recebeu uma resposta bem humorada dos moradores.

Para provar que sua terra natal não era assim tão pacata, cerca de 5 mil pessoas se reuniram e gravaram um clipe de quase dez minutos para a canção "American Pie", clássico dos anos 70 cantado por Don McLean.

O mais interessante é que o vídeo foi rodado em apenas um take e conta com a participação dos departamentos da Polícia e do Corpo de Bombeiros, além de diversas situações surpreendentes ao logo de um percurso que mostra os principais pontos da cidade.

"Até a Newsweek foi obrigada a se retratar. Em uma nota publicada no Facebook, a revista afirma que "amou o vídeo", que se sente inspirada pelo "amor à cidade que vocês chamam de casa" e ainda pede desculpas por sugerir qualquer coisa negativa em relação a Grand Rapids."

Assista abaixo ao clipe de "American Pie", feito por moradores de Grand Rapids:


cifraclubnews.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

A Banda Mais Bonita da Cidade aposta na fofura e nos descolados da rede

A Banda Mais Bonita da Cidade aposta na fofura e nos descolados da rede
Com vídeo bem produzido e aprovação unânime na internet, grupo pode inaugurar o movimento Novos Curitibanos


Era só para ser um vídeo bonitinho, com pessoas fofinhas e uma farra de amigos alegres e contentes. Mas pode ter se tornado, em dois dias, a primeira manifestação de um movimento musical, os "Novos Curitibanos". Desde quarta-feira, 18, mais de 350 mil pessoas já assistiram no YouTube ao clipe da música "Oração", da A Banda Mais Bonita da Cidade, a mais nova queridinha de todos – no Facebook, quase não há comentários negativos, vindos de gente de todos os gostos. "Oração" é uma unanimidade hype.


O que causou espanto foi a qualidade dos 6 minutos filmados em plano-sequência aparentemente sem pretensão. A música também agradou os ouvidos indies acostumados com I'm From Barcelona, Belle & Sebastian, Beirut e outros similares. O grupo de músicos de Curitiba, que já existe há dois anos, segue essa linha de músicas fofas, do bem, feita por gente bacana, bem-vestida e moderna. Não à toa o guitarrista do grupo, Rodrigo Lemos, 27 anos, os compara ao movimento Novos Paulistas, formado por Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano, Thiago Pethit, Tiê e Tulipa Ruiz.

"A gente tinha o zelo de fazer o filme, bonitinho e tal. Mas estávamos totalmente descompromissados", diz Rodrigo. Eles aproveitam a onda viral para marcar shows e calibrar a agenda. A Banda Mais Bonita da Cidade vai tocar no StudioSP, em São Paulo, em 7 de junho, dois dias antes do show no Sesc da Esquina, em Curitiba, o motivo da divulgação dos vídeos.

O clipe foi filmado sete vezes, depois de vários ensaios na casa de uma amiga dos integrantes da banda, que aparece tocando bandolim. "Oração" é o terceiro dos clipes promocionais; os outros são "Canção Para Não Voltar" e "A Boa Pessoa", todas "composições próprias de amigos", como Leo Fressato, o autor de "Oração" que não faz parte da banda. São só cinco integrantes: Uyara Torrente, Vinícius Nisi, Rodrigo Lemos, Diego Placa e Luís Bourscheidt. Com exceção de Uyara, todos são formados em música ou produção musical na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Há dois anos, eles mantém a formação e a independência dos membros. Todos tocam em outras bandas. "Os shows sempre foram animados, tiveram essa estética do clipe naturalmente, mas nunca fomos uma banda de tocar todo final de semana", afirma Rodrigo. "O foco agora é continuar o trabalho."

Os 6 minutos de fama eles já têm.


Veja a letra de "Oração" (retirada daqui):
Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração

sábado, 16 de abril de 2011

RPM está voltando

Pra quem curtiu uma das melhores bandas de rock do Brasil, eles estão voltando. RPM está voltando com tudo, disco de inéditas....etc... veja um trechinho de um ensaio da música Liberdade/Guerra Fria numa versão bem futurista, um som fora de série...


Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo P.A. Pagni se apresentam neste domingo (17), na Virada Cultural, em São Paulo, por volta das 17h no palco Julio Prestes. De acordo com Paulo Ricardo, o show na Virada vai funcionar como uma "pré-estreia da banda". No dia 20, o RPM faz sua estreia oficial no palco do Credicard Hall, em São Paulo. Em seguida, a banda segue em turnê pelo país.

O quarteto vai lançar em maio seu primeiro disco de ineditas desde o final da década de 1980. Para os shows em 2011, Paulo Ricardo prometeu retomar duas marcas da banda: a caveira de "Rádio Pirata" e o uso de raio laser.

sábado, 26 de março de 2011

Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway

O grupo Engenheiros do Hawaii tem uma longa história. Desde os anos 80 até o momento, apenas Humberto Gessinger permaneceu. Mesmo diante de tantas mudanças, o sucesso permanece e músicas antigas e inéditas se mantêm no gosto de fãs cativos. Para Humberto, essa relação com o público se deve, principalmente, às composições “abertas”, que permitem diversas interpretações.

Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway

Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto,
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar

Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos nem objetivos
Estamos vivos e isto é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway

Escute garota, o vento canta uma canção
Dessas que uma banda nunca toca sem razão
Me diga, garota: "Será a estrada uma prisão?"
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre
Se tanta gente vive sem ter como comer

Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde quer chegar
Estamos vivos sem motivos
Mas que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entre linhas do horizonte
Desta highway(?) Silenciosa highway

"Eu vejo um horizonte trêmulo
eu Tenho os olhos úmidos"
"Eu posso estar completamente enganado
Posso estar correndo pro lado errado"
Mas "A dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo "Não corra"
"Não morra", "Não fume"
"Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes"

Minha vida é tao confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute garota, façamos um trato:
"Você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco"
Cento e dez
Cento e vinte
Cento e sessenta
Só pra ver até quando
O motor aguenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra de um sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway !

essta infinita highway!








INFINITA HIGHWAY

O mito de origem envolve dois fatos ocorridos em 11 de janeiro de 1985. O primeiro: no palco do Rock In Rio, em Jacarepaguá, servido como aperitivo de Iron Maiden, o filósofo Erasmo Carlos foi barbaramente vaiado e cuspido por mais de 100 mil metaleiros. O segundo: em Porto Alegre, numa festa da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, uma banda chamada Engenheiros do Hawaii estreou após apenas três ensaios e foi aplaudidíssima tocando jingle de extrato de tomate ("Ó, Mônica, abrace o elefante...") e "Lady Laura", de Roberto e Erasmo.

O astrólogo e ex-engenheiro do Hawaii Carlos Maltz pode até suspeitar de alguma conjunção celestial naquela noite. Afinal, a sabedoria que Erasmo espalhou, junto com seu parceiro, em alguns clássicos da música brasileira, foi parar, ainda que, por mistérios do inconsciente, à beira da "Infinita Highway" do grupo que ele (Carlos Maltz) fundou junto com o baixista Marcelo Pitz e Humberto Gessinger.

A música que mudou definitivamente a trajetória dos Engenheiros tangência canções de Roberto Carlos e do Tremendão em pelo menos três pontos: "você me faz correr demais" ("Por Isso Corro Demais"), "eu vejo as placas dizendo ‘não corra’, ‘não morra’, ‘não fume’" ("É Proibido Fumar"), e "a sombra de um sorriso que eu deixei numa das curvas da Highway" ("As Curvas Da Estrada De Santos"). Mais explícita, porém, na letra, é uma frase de O Muro, de Jean-Paul Sartre: "a dúvida é o preço da pureza". Outra referência: a faixa faz parte do segundo LP do grupo, A Revolta Dos Dândis, cujo nome é o mesmo de um capítulo do livro O Homem Revoltado, de Albert Camus. O escritor franco-argelino que escreveu o adorável ensaio O Mito De Sísifo, sobre a lenda mais rock n’ roll da Grécia Antiga (afinal, fala de um sujeito condenado a ficar eternamente subindo uma colina com pedras que, uma vez lá no alto, sempre rolam abaixo), era uma das obsessões mais presentes nas letras de Humberto nessa fase.

Herr Gessinger pode apontar a MPB tradicional e o rock progressivo dos anos 70 como principais influências dos Engenheiros, mas, na salada existencialista (sem espaço para a Chiquita Bacana) de suas composições, a Jovem Guarda foi importante. Ela cruza o destino da banda em um de seus hits cruciais, a regravação de "Era Um Garoto Que, Como Eu, Amava Os Beatles E Os Rolling Stones". "Essa é a música mais importante da minha vida. Por causa dela, eu ganhei um violão quando guri", admite Humberto. O iê-iê-iê vertido pel’Os Incríveis em 1966 ajudou a fazer de O Papa É Pop (quinto álbum, lançado em 1990) o maior sucesso da carreira dos Engenheiros: mais de 400 mil cópias vendidas.

Entre O Muro, de Sartre (de onde saiu "a dúvida é o preço da pureza"), e The Wall, do Pink Floyd (outra obsessão de Humberto), os Engenheiros são o tijolinho que faltava na desconstrução do pseudo-rebelde rock brasileiro. Ou, quem sabe, o tijolaço que faltava no telhado de vidro de uma turma pretensiosa que se pretendia moderna e sofisticada e que não tardou em virar panelinha no establishment do show business nacional.

Entre a inquietude existencialista (fora de moda entre intelectuais) e uma sabedoria popular atavicamente jovem-guardista, Humberto Gessinger e seus ex-colegas de Arquitetura construíram uma obra das mais sólidas e importantes da música brasileira recente.

O grupo que ele, Carlos Maltz e Marcelo Pitz iniciaram é o verdadeiro Só Pra Contrariar. Contestando a contestação estabelecida, atacando a subversão fácil, contra a situação, mas, mais ainda, contra a oposição óbvia, totalmente do contra, os Engenheiros do Hawaii sempre foram sinônimo de inteligência, lucidez e acidez no rock que tomou o país na década passada.

Deliciosa contradição: o trio foi fabricado artificialmente. "Eu, o Marcelo e o Carlos não éramos colegas nem amigos. Foram os professores que organizaram o evento na faculdade de Arquitetura que botaram a gente em contato", confessa Humberto.

Ele ressalta um fato importante: os Engenheiros sempre trabalharam com total independência. Jamais gravaram música por sugestão de produtor ou de diretor artístico e, dentro do estúdio, sempre tiveram liberdade para fazer o que dava na telha. "A primeira vez que eu tive de mostrar uma demo na gravadora foi no Minuano (o décimo disco, de 1997). A única ingerência era aquela baixaria de escolher ‘música de trabalho’".

Para usar uma palavra difundida ao norte do rio Uruguai pelo analista de Bagé (personagem de Luís Fernando Veríssimo), trata-se de uma banda bagual. Um "animal asselvajado", "arisco e pouco sociável", também o "tratamento carinhoso que se dá a um cavalo", como atestam os pais-dos-burros da língua portuguesa.

Alguém poderia escrever que os dez álbuns aqui reunidos pintam, sempre pela ótica do indivíduo, um retrato do Brasil, esta nação jovem com tendências a Dorian Gray, e seus tropeços nos últimos 14 anos. Se pintam, porém, não é culpa deles. Exegeses (arre, égua de palavra), interpretes e cabecismos assim são irrelevantes diante do valor intrínseco das canções.

Para que elas pudessem ser melhor apreciadas, os oito primeiros discos desta INFINITA HIGHWAY foram remasterizados – todos a partir das matrizes originais – pela Cia. Do Áudio. O salto de qualidade pode ser percebido até por ouvidos leigos, principalmente nos quatro primeiros LPs. O quinto, O Papa É Pop, cuja matriz apresentava drop-outs (falhas), também teve problemas corrigidos, e a edição do ao vivo Alívio Imediato recebeu importantes acertos. "Em geral, cortamos chiados e houve ganho de espaço estereofônico. A diferença é gritante", garante Carlos Freitas, engenheiro responsável pelo processo.

O LP de estréia, Longe Demais Das Capitais, foi registrado em 1986, em São Paulo. "Nós dividíamos os horários com os Garotos Da Rua (banda gaúcha que, assim como os Engenheiros, foi projetada a partir da coletânea Rock Grande Do Sul), e apostava-se muito mais neles. A gente gravava meio no tempo livre dos caras, tipo de manhã cedo. Eu estou sempre com voz de quem recém acordou nesse disco", descreve Humberto, então guitarrista.

O produtor Reinaldo Barriga Brito montou o bagual de rédea solta. "Ele deixava a gente viajar, foi músico de baile", conta o engenheiro-chefe. Na época, o trio fazia o que ele chama de "reggae deutsche", um reggae alemão, meio duro, assumidamente calcado em Police e Paralamas. Essa é a cara sonora nos antológicos hits "Segurança" e "Sopa De Letrinhas". A originalidade, porém, já aparece no rock gauchesco "Longe Demais Das Capitais". E há a clássica e niilista "Toda Forma De Poder", que fez Carlos Maltz exclamar, profético, assim que Humberto lhe apresentou a música: "Pô, isso vai ser o maior sucesso!"

Marcelo Pitz saiu antes de o grupo gravar o segundo LP, A Revolta Dos Dândis, em 1987, levando consigo todas as jamaiquices. Humberto assumiu o baixo e deixou a guitarra para Augusto Licks, um músico respeitado no Rio Grande do Sul que havia entrado em contato com os Engenheiros a partir de um encontro casual com Carlos Maltz, num show do Echo & The Bunnymen, no Canecão. Com currículo extenso na MPG (a MPB gaúcha), estilo límpido e "frio", Licks foi fundamental para que se cristalizasse a personalidade do grupo – a milhas e milhas do pós-punk inglês xerocado e plagiado por colegas de geração –, mais folk e baladeira .

Quem esteve na reunião de apresentação do disco, na então RCA (hoje BMG), não apostaria nisso. Humberto lembra: "Ficou todo mundo com cara de bunda, sem entender nada. Acho que escolheram ‘Revolta I’ como música de trabalho porque era a primeira do disco". A canção não aconteceu. Foi aí que, com mais de seis minutos de duração, citações de Sartre e tudo mais, "Infinita Highway" ocupou todas as rádios do Brasil e mudou a história dos Engenheiros... Parte da letra tinha sido rabiscada inicialmente em 1979, nos cadernos de Segundo Grau de Humberto.

Ele por pouco não auto censurou outro sucesso enorme do disco, "Terra de Gigantes": "Eu achava que era plágio de ‘hey, mãe, não sou mais menino...’, do Erasmo (olha ele aí outra vez!)". Curiosidade: a estranha "Vozes" era seu maior palpite para hit. "Achava que era a melhor coisa que eu já tinha feito na vida." O prêmio faixa-visionária, porém, vai para "Filmes De Guerra, Canções De Amor", rock com batucada estrelado por Carlos Maltz e por uma senhora cuíca.

Produzido por Luís Carlos Maluly,Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém, de dezembro de 1988, introduz os teclados na engenharia havaiana. Os sucessos "Somos Quem Podemos Ser" e "A Verdade A Ver Navios" tocaram insistentemente nas rádios (obrigando o grupo a se mudar definitivamente para o Rio), mas o discurso do disco é cortante. A faixa-título beira o trotskismo: "Pele morena, vendendo jornais, vendendo muito mais do que queria vender (...) o que nos devem, queremos em dobro, queremos em dólar, queremos agora". Em "Tribos E Tribunais", Humberto espalha brasa para "fascistas de direita, fascistas de esquerda", "pessoas que nunca aparecem ou aparecem demais".

Durante as gravações do LP, o grupo havia feito um show histórico no festival Alternativa Nativa, no Rio. Maracanãzinho, diante de 20 mil pessoas, Humberto chegou usando uma camisa da seleção uruguaia. Na segunda música, tomou um tombo feio no palco e quebrou o baixo. Nem assim os Engenheiros deixaram de sair consagrados. E nem essa consagração os impediu de levar esporro por falar alto demais no salão de sinuca onde foram comemorar, naquela mesma noite. Não faziam questão de agradar a ninguém.

Em 1989, saiu Alívio Imediato, gravado ao vivo no Canecão – à exceção de "Nau À Deriva" e "Alívio Imediato", duas excelentes canções inéditas, presentes em versões de estúdio. Mais do que uma prova da força do trio no palco (no mesmo ano, eles tocaram na União Soviética e impressionaram platéias que não entendiam patavinas das letras e tampouco de suas polêmicas aliterações), é um registro da histeria que ele provocava.

O Papa É Pop, de 1990, é uma obra singular que conseguiu rimar causticidade com popularidade. Com timbres readymade, bem produzido, mil efeitos de estúdio, marcou uma nova fase na engenharia hawaiiana. Só pra contrariar, só pra aliterar, vamos lá: um crítico cretino de hoje diria, cri-cri, que eles "já flertavam com a eletrônica". "Estávamos aborrecidos com o lenga-lenga do rock", traduz Humberto. "Afinal, o que é rock n’ roll, os óculos do John ou o olhar do Paul?", pergunta a brilhante canção-título, que tem os Golden Boys (mais Jovem Guarda!) no coro. "Todo mundo é moderno, todo mundo é eterno, como um relógio antigo", espeta a pouco conhecida "Nunca Mais Poder".

Insistindo nas auto-referências e apostando em formatos "progressivos" (muito entre aspas), o trio botou na boca da então menina Patrícia (recém-saída do Trem Da Alegria) a barra-pesada de "A Violência Travestida Faz Seu Trottoir", e recuperou a já citada "Era Um Garoto Que, Como Eu, Amava Os Beatles". Humberto não sabia que a canção tinha sido um sucesso tão marcante. Até que um dia arriscou levá-la, de improviso, num showmício de Leonel Brizola.

Para horror da pseudointelligentzia nacional e dos radialistas oligofrênicos, os Engenheiros reincidiram no caudilhismo ao gravar a genial "Herdeiro Do Pampa Pobre", de Gaúcho Da Fronteira (e Vainê Darde), em Várias Variáveis, lançado em 1991. Mais auto-referentes, aliterativos e corrosivos ainda, eles vomitam na hipocrisia do show business na pauleira "Sala Vip", composta nos bastidores do Rock In Rio 2: "Eu não devo nada pra ninguém, tô de saco cheio". Humberto define a experiência inspiradora: "Foi um show absolutamente irrelevante, apesar das 200 mil pessoas."

"Sampa No Walkman" digere Caetano sem a odarice babona de uns e os irracionais ataques de pelanca de outros. "São Paulo era meio terra estrangeira para nós, gaúchos morando no Rio. A crítica era toda inimiga; o público, apaixonado e imenso", comenta Humberto. Ouvir este grande disco hoje pode motivar revisões históricas: as letras de "Muros & Grades", "O Sonho É Popular" e "Curtametragem" estão entre as mais brilhantes da década e "Ando Só" é uma balada heavy perfeita.

Gessinger, Licks & Maltz, de 1992, encerra uma segunda trilogia (iniciada por O Papa É Pop). Letras e arranjos conciliam apuro formal e frieza "geométrica" com angústia e raiva. Explodindo em power chords da guitarra de Licks, a pseudobalada "Ninguém = Ninguém" antevê traições e punhaladas num desencantado comentário sobre a unanimidade pós-impeachment que dominava o Brasil.

Até o ano passado, Humberto considerava este o melhor trabalho dos Engenheiros. Motivos para tal avaliação não faltam: quem der uma chance às delirantes "Túnel Do Tempo", "A Conquista Do Espaço" e "Pampa No Walkman" (uma emocionante milonga) vai descobrir um superdisco. "A mídia na época passou a gostar de rock violento. Eu me orgulho de ter tocado ‘Parabólica’, uma música que não tem nem bateria, abrindo para o Nirvana, no Hollywood Rock de 1993. Essa é pra contar aos netos", vibra Humberto, referindo-se à canção que fez para a filha Clara.

Gravado ao vivo em julho de 1993, na sala Cecília Meireles, no Rio, Filmes De Guerra, Canções De Amor é outra pérola porcamente ouvida pela crítica da era grunge. "O som deste disco está lindo", impressiona-se Carlos Freitas, engenheiro de remasterização. Muito acima dos padrões dos discos acústicos marqueteiros de hoje em dia, é um CD ousado que abre horizontes jazzísticos e até bossanovistas (numa primorosa recriação de "Muros & Grades") para os Engenheiros. Wagner Tiso arranjou três faixas com músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira: a belíssima e épica "Mapas Do Acaso" (uma antecipação do modismo retrô deodatiano vigente em 1998), "Ando Só" e "O Exército De Um Homem Só" (ambas em versões definitivas, de arrepiar). "É o melhor disco do Augustinho (Licks), é onde ele está mais inteiro", elogia Humberto.

A saída do guitarrista, no final de 1993, foi um baque. Inicialmente, Carlos e Humberto tentaram completar o trio com o porto-alegrense Ricardo Horn (que havia conhecido Gessinger moleque, em rodas de chorinho!), mas ao vivo a coisa não saiu a contento. Vieram então dois outros reforços: o guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM), sugerido pelo empresário da banda, Gil Lopes, e o tecladista Paolo Casarin, que tocou com os Garotos da Rua e com o Bixo da Seda, histórica formação do rock gaúcho dos anos 70.

No fim de 1995, saiu Simples De Coração, gravado em Los Angeles, com o produtor americano Greg Ladanyi. É um trabalho bem diferente da "engenharia havaiana" tradicional, desde as letras, mais "abertas", aos vocais de apoio, passando pelos órgãos Hammond e pelos acordeons (em três faixas), que sinalizam uma opção por temperos gaúchos. "Eu chamei o Casarin pensando nisso", conta Humberto. "Por Acaso" prenuncia o caminho de volta a Porto Alegre, logo percorrido. "A Promessa" foi o maior hit, mas "A Perigo" e a faixa-título também tocaram em rádio.

Minuano, o disco lançado em 1997, traz uma formação revitalizada. Sem Carlos Maltz – agora vocalista da banda Irmandade –, mas com Adal Fonseca na bateria e Luciano Granja na guitarra (os dois, remanescentes do Gessinger Trio), mais o tecladista Lúcio Dorfman, os novos Engenheiros engrenam em diferentes direções já na primeira faixa, o caipirock "Banco". Acertam um retorno ao pop existencialista em "A Montanha" (feita em Gramado, na serra gaúcha), emplacam duas baladas inspiradas, "Faz Parte" e "Nuvem", e recuperam do lixo da história o brega-cabeça "Alucinação", do idiossincrático Belchior. "Adoro essa coisa suburbana dele", elogia Humberto. Com o Laçador (estátua cartão-postal de Porto Alegre) na capa e participação de Kleiton Ramil, Minuano confirma o direcionamento regional: a Highway agora cruza o trem-fantasma de grupos como os Almôndegas e o Saracura, que fizeram excelentes trabalhos nos anos 70.

Longe das capitais novamente, desafiando as leis de mercado e da gravidade, Humberto Gessinger agora contempla a obra dos Engenheiros do Hawaii do alto de seus dez álbuns. "Não me assusta virar caixa", anuncia. Quase quatorze anos depois, está tudo de pé, válido e valioso em suas várias variáveis. Ele continua fazendo as pedras rolarem e subindo a montanha para trazê-las de volta, como o Sísifo do mito grego – que, como bem observou Camus, não sifu coisa nenhuma.

Pedro Só.

segunda-feira, 14 de março de 2011

banda Train. Ouça esses caras de San Francisco

A banda Train foi formada na cidade de São Francisco (Califórnia), no ano de 1994. Ganhou um Grammy Award e três dos seus álbuns estiveram na Billboard 200, vendendo um total de 4 milhões de cópias nos Estados Unidos. Três músicas estiveram na Billboard Hot 100, incluindo "Drops of Jupiter (Tell Me)" e "Hey, Soul Sister", seus dois maiores sucessos. "Marry me" é a nova música de trabalho da banda e já desponta com destaque nas paradas mundiais.


O álbum Save Me, San Francisco é o quinto da carreira da banda Train. As faixas são estilo pop/rock, com algumas mais lentas do que as outras, mas com a melodia animada. O primeiro single lançado foi “Hey Soul Sister”, uma balada romântica e com clipe: a banda está na esquina de uma rua e a letra da canção vai sendo escrita na tela enquanto a música segue. Outras faixas bacanas são “If It´s Love” e “I Got You”.






Pat Monahan – vocais • Jimmy Stafford – guitarra • Scott Underwood – percussão

Nos últimos 15 anos, Train deixou a sua marca na história da música com a música “Drops of Jupiter (Tell Me)” , vencedora de um prêmio Grammy e os singles “Meet Virginia” e “Calling All Angels”, que chegaram ao topo das paradas de sucesso. Desde a sua formação em São Francisco em 1994, a banda multiplatinada realizou viagens longas, bem sucedidas e às vezes, duras. Depois do lançamento de 2006 release, For Me, It’s You, a banda resolveu fazer uma pausa de três anos e nesse meio tempo, Train experimentou aquilo que só pode ser chamado de uma epifania. Agora, co o quinto álbum, Save Me San Francisco, Train revisitou o passado, as suas raízes roqueiras que fizeram da banda uma força musical impressionante e, por sua vez, ficou ainda mais unida. “Acho que o tempo e a distância entre os membros da banda só fizeram aumentar as saudades,” diz o frontman Pat Monahan sobre o break. “A gente se deu conta do quanto éramos importantes uns para os outros e o intervalo de alguns anos ajudou para que todos pudessem fazer uma auto-análise franca e pensar em como poderiam contribuir e não no que poderiam tirar da banda.”

Olhando em retrospecto, Train atribui à cidade de São Francisco a criação da identidade e base da banda. Por isso, não chega a ser surpresa que a faixa título do álbum seja uma homenagem à metrópole da Bay Area que a banda tanto ama. “Devemos muito a São Francisco porque ela nos recebeu de volta quando não precisava e mais ninguém teria recebido,” explica Monahan. “No fundo, este álbum é o nosso jeito de homenagear, agradecer e também admitir que a gente precisa que São Francisco diga OK para a banda antes de qualquer outra pessoa. Foram os melhores momentos de nossas vidas – apesar de ninguém saber disso na época – quando vivemos em São Francisco e lutamos para que a banda fosse um sucesso.”

“Save Me San Francisco” é um relato autobiográfico sobre o começo do Train e personifica não apenas o espírito do álbum, mas também a alma do Train como banda. A letra da música levam o ouvinte do começo humilde dos três músicos em meados dos anos 90 até o momento em que Monahan, em particular, deixou a São Francisco. “Tem tudo a ver com a minha vida, mas Jimmy, Scott e eu passamos por muita coisa juntos nos últimos 14-15 anos, por isso representa muito para eles também, porque eles não vivem mais em São Francisco e todos nós sentimos falta da cidade.”

Train spent April and May of 2009 holed up in London’s Kensaltown Studios with producer Martin Terefe (KT Tunstall, Jason Mraz, James Morrison) with whom Monahan credits with helping the band “get back to the roots of the first record.” “It was an incredibly refreshing environment that Martin created for the band,” the singer says. “I’m really appreciative of his approach on things because he’s really great at what he does. I had more fun making this record than ever in my life. I think I’ve made seven records and it was by far the most fun.”

Save Me San Francisco taps into Train’s organic sound, recalling the blues and folk-infused rock that put the band on the map from the start. “It’s pretty basic,” Monahan explains of the record. “But really cool because there’s super catchy riffs and melodies in it, which I think are way more important that any production trick or great-sounding vocal production. It’s kind of us going backward so we can go forward.” Faz sentido que o foco de Save Me San Francisco seja tão simples quanto o som do álbum. Monahan explorou o eterno conceito de amor através de suas letras autorais e como ele diz, o álbum é “sobre amor de todas as formas possíveis.”

“Há certas músicas que em vez de haver uma intenção, é como se tivessem um tema,” ele conta. “Acho que grande parte do que escrevi não foi assim, ‘Puxa, isso me faz lembrar de uma situação que passei,’ mas mais como vejo certas coisas na vida, seja do meu ponto de vista ou do ponto de vista de outra pessoa.” Nos dias de hoje, artistas com carreira longa são raros e depois de uma década e meia como banda, Train está pronta para mostrar uma das obras mais fortes de sua história. Monahan reconhece as realizações da banda e, como ele mesmo diz claramente, está mais do que grato pelo sucesso que a banda tem experimentado. Contudo, sendo uma banda tão perfeccionista quanto Train, Monahan ainda mantém metas altas e muitas esperanças de que os fãs da banda gostem do novo álbum.

“Ainda me lembro de como é pintar casas,” ele conta. “Eu me divertia porque adorava as pessoas com quem trabalhava, mas na verdade, não é o que eu quero fazer – não porque seja um trabalho menor, nada disso, mas porque quando estou no palco me sinto muito mais ligado àquilo que penso ser quem eu realmente sou. Eu só quero ficar ligado no melhor que eu posso fazer e acredito que isso só pode ser através da música. Por isso, nunca vou querer deixar de lotar o Madison Square Garden, então os meus objetivos são muito simples, mas também bastante ambiciosos. Acho que os fãs da banda Train que nos apoiaram durante os momentos bons e os momentos ruins fazem parte de tudo. Eles adoram algumas músicas e não gostam tanto de outras músicas, mas com certeza vão adorar este álbum – acho que muito mais do que os outros.” [http://www.trainline.com/br/biografia]

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mortos há 15 anos, Mamonas Assassinas serão lembrados em filmes, na Sapucaí e por gravadora

RIO - Há 15 anos, no dia 2 de março de 1996, um terrível acidente aéreo pôs fim à meteórica carreira dos Mamonas Assassinas, banda que misturava com muito bom humor o rock, o punk e gêneros populares. Do lançamento do primeiro e único disco até o dia do acidente, a trajetória do vocalista Dinho, do guitarrista Bento Hinoto, do tecladista Júlio Rasec, do baixista Samuel Reoli e do baterista Sérgio Reoli pela fama durou pouco mais de nove meses, tempo suficiente para emplacaram quase todas as suas músicas nas paradas de sucessos, entre elas "Pelados em Santos", "Robocop Gay", "Sabão crá-crá" e "Vira-vira". E essa história será contada no cinema, no documentário "Mamonas pra sempre", do diretor Claudio Kahns, que será lançado no dia 27 de maio. Kahns também é produtor de um outro filme, este de ficção, ainda no papel, sobre a banda. Além disso, os Mamonas são enredo da Inocentes de Belford Roxo, que desfila este sábado no Grupo de Acesso A, e objeto de projetos especiais, ainda sigilosos, da gravadora EMI.

O documentário de Kahns é o primeiro filme oficial sobre a banda que vendeu mais de três milhões de cópias do seu único disco e arrastou mais de dois milhões de espectadores aos 300 shows que teve a oportunidade de fazer. Para se ter uma ideia da popularidade dos Mamonas: eles têm hoje outros dois milhões de fãs nas redes sociais, instrumento que não existia na época em que viveram, e sua música "Pelados em Santos" é lembrada no esquenta da bateria da Mangueira na Avenida, tendo ganhado versões nos estádios de torcidas como a do Flamengo e do Internacional de Porto Alegre.

- A repercussão do documentário foi muito bacana em lugares distintos como Tiradentes, Paulínia, Belo Horizonte. Aí, percebi, pela emoção das pessoas de todas as idades, o porquê de eles terem marcado uma época, sobretudo para quem era criança e adolescente e hoje está na faixa dos 25, 30 anos. E eles têm muitos fãs que nem nascidos eram. Viraram cult mesmo - nota o diretor.

Kahns lembra que a ideia inicial era fazer o longa de ficção "Mamonas, de muvi", que ele pretende produzir ainda este ano:

- O documentário surgiu por acaso. Filmamos as entrevistas que fizemos durante a pesquisa para a elaboração do roteiro e, olhando o material, achei divertido, interessante. E esse foi o ponto de partida para fazermos o roteiro e sairmos em busca do material de arquivo. E conseguimos boas imagens, porque eles tinham o hábito de se filmar o tempo inteiro.

Já a homenagem da escola de Belford Roxo, que no ano passado ficou em segundo lugar e por muito pouco não subiu para o Grupo Especial, vai lembrar a trajetória desde os tempos em que os músicos ainda buscavam o sucesso com a banda Utopia até a adoração que despertam ainda hoje. O carnavalesco Cristiano Bara já causa polêmica ao vestir a sua bateria de Robocop Gay e ao citar em uma das alas, de forma sutil, a morte dos rapazes.

- Eles eram meninos sonhadores, que saíram do povo para a glória e, por isso, falavam e entendiam como ninguém a sua linguagem. Por isso eram tão amados. E foi por isso também que na época muita gente torceu o nariz. Mas suas músicas, se por um lado eram engraçadas, por outro também eram críticas ao seu cotidiano e ao cotidiano do nosso povo - diz Bara.

Na Avenida, várias passagens serão lembradas, como a gravação do primeiro disco, suas fantasias de Chapolin, Batman, Robin, presidiários, o sucesso nacional e, claro, suas canções e personagens. Em um dos carros, o da Brasília amarela, referência à música "Pelados em Santos", virão o alemão de "Lá vem o alemão", o Jumento Celestino, o Cabeça de bagre e outros.

- No princípio eu enfrentei muita resistência com o enredo, porque diziam que a vida deles tinha sido curta, que cairia num vazio. Depois, os ritmistas fizeram cara feia por causa da minha ideia de pegar a ala mais masculina da escola e vesti-la de Robocop Gay, para falar do preconceito. E também não queriam que eu lembrasse o terrível acidente aéreo, mas através dele eu pude falar da eternidade de suas canções e do carinho que até hoje despertam nas pessoas - conta o carnavalesco.

O Globo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Músico do grupo Reginho e a Banda Surpresa morre em acidente na Bahia

O ônibus tombou ao testar desviar de uma carreta na BR-110, em Jeremoabo. O baixista Lenine Castro dos Santos morreu na batida. A dançarina da banda ficou em estado grave.

Um dos músicos do grupo "Reginho e Banda Surpresa", famoso pelo sucesso "Minha Mulher não Deixa Não", morreu em um acidente na madrugada desta quinta-feira (24), por volta das 2h30, no Km 66 da BR-110, em Jeremoabo, na Bahia. Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Manoel Gildemar, 10 pessoas tiveram ferimentos leves e duas ficaram gravemente feridas no acidente. O baixista Lenine Castro dos Santos Júnior não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a PRF, o motorista do ônibus teria perdido o controle do veículo, saído da pista e capotado diversas vezes. Às 8h12, uma equipe do Corpo de Bombeiros ainda tentava retirar o corpo das ferragens. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Nair Alves de Souza e outras para um hospital em Jeremoabo, que fica próximo a Paulo Afonso.

A equipe de reportagem da Folha de Pernambuco entrou em contato com Rivaldo, pai do tecladista da banda, e informou que o grupo vinha de uma viagem de São Paulo à Feira de Santana, na Bahia. O próximo destino da banda seria o Recife e a previsão de chegada à capital pernambucana era às 20h desta quinta-feira (24). Rivaldo informou que seu filho teve apenas ferimentos leves, foi medicado e já recebeu alta.

Família – A vítima fatal do acidente, o pernambucano e baixista Lenine Castro dos Santos Filho, também conhecido como “Chama”, deixou uma filha de três anos e uma namorada. Ele era evangélico e começou a dar os seus primeiros acordes e fazer exibições na banda de uma igreja aos 14 anos de idade. Depois, ingressou na banda Tarrachinha. Segundo a família, entrou na Banda Surpresa, que faz parte da Banda Lapada, para sustentar a filha, fruto de um outro relacionamento. O rapaz tinha 23 anos e ia completar 24 no próximo sábado.

sábado, 4 de setembro de 2010

Banda Garota Safada. Vídeo completo no Domingão do Faustão

Garota Safada  Wesley e Mara
A banda cearense Garota Safada foi destaque no programa “Domingão do Faustão”, no último dia 29, apresentando duas músicas e uma matéria super bacana de shows onde obtiveram os maiores públicos





Diretamente de Fortaleza-CE, essa banda de forró que conquistou o nordeste e agora conquista o Brasil com esse seu jeito de fazer forró.






Veja o ensaio


Detalhes Sobre o Vocalista Wesley Safadão
Nome: Wesley Oliveira da Silva
Data de nascimento:06/09/1988
Stgno: Virgem
Apelino: Safadão
Perfume predileto:Nenhum em especial
Bebida: Suco de cajá
Música da sua vida: Bebo porque gosto de beber
Presente mais esquesito:Ainda não ganhei
Presente que mais gostou:Todos são recebidos com maior carinhos e todos são especiais
Sonho de consumo: TV 60 polegadas, carros..
Sonho realizado: Esse actual.
Mania: Roer unhas!
Uma mulher: Minha mãe
Um homem bonito: Meu pai
Comida preferida: Macarronada, bolo
O que faz por amor: Cantar

domingo, 29 de agosto de 2010

Garota Safada de ' Wesley Safadão' arrasou no Faustão: belas dançarinas e ótimo forró

Você sabia o que é Garota Safada? Essa foi a pergunta que a produção do Domingão fez nas ruas do Rio e São Paulo. Poucas pessoas sabiam, mas quando a produção perguntou nas ruas de algumas cidades do nordeste, as respostas foram unânimes!

O grupo Garota Safada esteve no palco do Domingão apresentando as músicas que estão na boca do povo do nordeste.

Wesley e a banda deram um show no Domingão e mostraram o porque são chamados de ‘fenômeno do forró’.

Confira aqui as músicas que io grupo Garota Safada tocaram no palco.

Entre algumas curiosidades sobre a banda, o que chamou a atenção do apresentador Fausto Silva foi o cabelo do vocalista, que confessou: “Ah, lógico que tem uma chapinha e uma escovinha porque eu vim aparecer para o Brasil inteiro”, disse Wesley, orgulhoso com as madeixas lisas.

Sobre as composições, a banda recebe letras de compositores de todo o Brasil e de amigos que fazem especialmente para o ‘Garota’. Uma das músicas cantadas pelo grupo foi “Escravo do Amor”: “Quando a gente ama de verdade, a gente vira escravo do amor mesmo, né?”.

Garota Safada no Domingão do Faustão 06/02/2011
A banda Garota Safada esteve no Domingão cantando seus sucessos ao vivo. No palco, esclareceram ao público o porquê de não poderem cantar o hit do verão brasileiro ‘Minha mulher não deixa não’.

“Muitas músicas a gente canta nos nossos shows, mas não temos a tem autorização para gravar em rádio e TV. Essa música a gente procurou os compositores, conseguimos a liberação e contribuimos para o sucesso dela”, disse Wesley Safadão. Porém, como explicou Faustão, os donos da letra mudaram de ideia e, por enquanto, a banda Garota Safada não pode mais cantar o hit na mídia.

Problemas à parte, Wesley recebeu o carinho da platéia que fez coro e cantou o sucesso.

Veja aqui a participação da banda que é sucesso no nordeste e os esclarecimentos da banda.

Garota Safada
Tentativas Em Vão (clique para ouvir)


Se eu soubesse o que fazer pra tirar você da minha cabeça
Um lado diz que quer ficar com você o outro diz esqueça
Se eu soubesse o que fazer pra tirar você da minha cabeça
Um lado diz que quer ficar com você o outro diz esqueça

Mas acontece que o meu coração não é de papel
A chuva molha e as palavras se apagam
A minha mente gira feito um carrossel
Tentando buscar a saída
Pra tirar você da minha vida

Tentativas em vão tentar tirar você do coração
Igual querer viver sem respirar
É querer apagar a chama de um vulcão

sábado, 17 de julho de 2010

Banda Restart é indicada em cinco categorias no prêmio da MTV

Fãs do de Di Ferrero e de Pe Lu que comecem a exercitar seus dedinhos, pois são nada menos que cinco categorias para clicar em NXZero ou em Restart se elas quiserem que sua banda preferida saia gloriosa do VMB 2010. Os grupos são líderes de indicações em um dos principais prêmios da música do Brasil, que este ano será exibido pela MTV Brasil e pelo Portal MTV em 16 de setembro. E a disputa vai ser apertada principalmente nas categorias Artista do Ano, Hit do Ano e Clipe do Ano, às quais as duas bandas estão indicadas. O NXZero tenta levar o troféu também de melhor banda de Rock e Show do Ano, enquanto o Restart disputa o de Revelação e melhor banda Pop.
Banda Restart
Ao todo são 16 categorias. Os vencedores serão escolhidos pelo público por votação via internet ou celular. A roqueira Pitty também está bem colocada, com quatro indicações (artista de Rock e Artista, Show e Hit do Ano). Atrás dela vem a menina Mallu Magalhães no páreo com os veteranos do Skank. Ambos disputarão três troféus: a cantora paulista em artista Pop e Artista e Clipe do Ano e a banda mineira em Artista, Clipe e Hit do Ano. Para decepção dos fãs, o Fresno foi indicado em apenas duas categorias, artista Pop e Artista do Ano.

VMB abre espaço para categoria webhits, que premia os melhores vídeos da internet. A campanha "Cala Boca Galvão" e o vídeo de "Dunga em 'Um dia de fúria'" brigam pelo prêmio.

Confira a lista de indicados:

Artista do ano
Otto
Fresno
Restart
Nx Zero
Sandy
Pitty
Mallu Magalhães
Capital Inicial
Skank
Arnaldo Antunes

Clipe do ano
Skank - "Noites De Um Verão Qualquer"
Mombojó - "Pa Pa Pa"
Nx Zero - "Só Rezo"
Mallu Magalhães - "Shine Yellow"
Marcelo D2 (c/ Zuzuca Poderosa e DJ Nuts) - "Meu Tambor"
Capital Inicial - "Depois Da Meia-Noite"
Vespas Mandarinas - "Sem Nome"
Diogo Nogueira - "Tô Fazendo a Minha Parte"
Restart - "Recomeçar"
Cine - "A Usurpadora"

Show do ano
Otto
Pitty
Arnaldo Antunes
Capital Inicial
Nx Zero

Hit do ano

Restart - "Levo Comigo"
Nx Zero - "Só Rezo"
Skank - "Noites De Um Verão Qualquer"
Sandy - "Pés Cansados"
Pitty - "Fracasso"

Revelação
Restart
Hori
Hevo 84
Replace
Karina Buhr

Aposta
Flora Matos
The Name
Apanhador Só
Unidade Imaginária
Thiago Petit

Aposta internacional
Janelle Monáe
Darwin Deez
School of Seven Bells
Big K.R.I.T.
Toro y Moi

Rock
Pitty
Capital Inicial
Glória
Nx Zero
Strike

Pop

Mallu Magalhães
Sandy
Fresno
Lulu Santos
Restart

MPB
Otto
Diogo Nogueira
Céu
Cidadão Instigado
Lucas Santtana

Rap
Kamau
Ogi
Rincon Sapiência
Lurdez da Luz
MV Bill

Música eletrônica
Gui Boratto
Killer On The Dancefloor
Zemaria
Database
Boss in Drama

Artista internacional
Paramore
Black Eyed Peas
Green Day
Justin Bieber
Tokio Hotel
Jay-Z
Ke$ha
Katy Perry
Lady Gaga
Beyoncé

Webstar
PC Siqueira
Felipe Neto
Mystery Guitar Man
Katylene
O Criador

Webhit
Cala Boca Galvão - Save Galvão Birds Campaign
Justin Biba - Paródia Justin Bieber (Música Baby)
Puta Falta de Sacanagem
Zeca Camargo bocejando no Fantástico (06/06/2010)
Dunga em Um Dia de Fúria!

Game
God Of War III
Super Mario Galaxy 2
Batman Arkham Asylum
Red Dead Redemption
Call of Duty: Modern Warfare 2


Fontes: SDRZ e O Globo (Magazine)