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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Música 'Barbie da Favela' vira hit na internet e promessa para Carnaval

'Barbie da Favela' vira hit na internet e promessa para Carnaval 2012

Faltando pouco mais de um mês para o Carnaval, a música "Barbie da Favela" vem conquistando os internautas e tem tudo para se tornar o grande hit dos foliões pelo país.

Com melodia e frases simples, que não saem da cabeça, a música da banda baiana Mulhegada já é sucesso na internet.

No clipe, as dançarinas --vestidas de rosa-choque-- remexem os quadris em favelas e em praias de Salvador e cantam: "minha pegada é pink, eu uso rosa-choque, barbie da favela, por favor não me provoque".




sexta-feira, 4 de março de 2011

Mortos há 15 anos, Mamonas Assassinas serão lembrados em filmes, na Sapucaí e por gravadora

RIO - Há 15 anos, no dia 2 de março de 1996, um terrível acidente aéreo pôs fim à meteórica carreira dos Mamonas Assassinas, banda que misturava com muito bom humor o rock, o punk e gêneros populares. Do lançamento do primeiro e único disco até o dia do acidente, a trajetória do vocalista Dinho, do guitarrista Bento Hinoto, do tecladista Júlio Rasec, do baixista Samuel Reoli e do baterista Sérgio Reoli pela fama durou pouco mais de nove meses, tempo suficiente para emplacaram quase todas as suas músicas nas paradas de sucessos, entre elas "Pelados em Santos", "Robocop Gay", "Sabão crá-crá" e "Vira-vira". E essa história será contada no cinema, no documentário "Mamonas pra sempre", do diretor Claudio Kahns, que será lançado no dia 27 de maio. Kahns também é produtor de um outro filme, este de ficção, ainda no papel, sobre a banda. Além disso, os Mamonas são enredo da Inocentes de Belford Roxo, que desfila este sábado no Grupo de Acesso A, e objeto de projetos especiais, ainda sigilosos, da gravadora EMI.

O documentário de Kahns é o primeiro filme oficial sobre a banda que vendeu mais de três milhões de cópias do seu único disco e arrastou mais de dois milhões de espectadores aos 300 shows que teve a oportunidade de fazer. Para se ter uma ideia da popularidade dos Mamonas: eles têm hoje outros dois milhões de fãs nas redes sociais, instrumento que não existia na época em que viveram, e sua música "Pelados em Santos" é lembrada no esquenta da bateria da Mangueira na Avenida, tendo ganhado versões nos estádios de torcidas como a do Flamengo e do Internacional de Porto Alegre.

- A repercussão do documentário foi muito bacana em lugares distintos como Tiradentes, Paulínia, Belo Horizonte. Aí, percebi, pela emoção das pessoas de todas as idades, o porquê de eles terem marcado uma época, sobretudo para quem era criança e adolescente e hoje está na faixa dos 25, 30 anos. E eles têm muitos fãs que nem nascidos eram. Viraram cult mesmo - nota o diretor.

Kahns lembra que a ideia inicial era fazer o longa de ficção "Mamonas, de muvi", que ele pretende produzir ainda este ano:

- O documentário surgiu por acaso. Filmamos as entrevistas que fizemos durante a pesquisa para a elaboração do roteiro e, olhando o material, achei divertido, interessante. E esse foi o ponto de partida para fazermos o roteiro e sairmos em busca do material de arquivo. E conseguimos boas imagens, porque eles tinham o hábito de se filmar o tempo inteiro.

Já a homenagem da escola de Belford Roxo, que no ano passado ficou em segundo lugar e por muito pouco não subiu para o Grupo Especial, vai lembrar a trajetória desde os tempos em que os músicos ainda buscavam o sucesso com a banda Utopia até a adoração que despertam ainda hoje. O carnavalesco Cristiano Bara já causa polêmica ao vestir a sua bateria de Robocop Gay e ao citar em uma das alas, de forma sutil, a morte dos rapazes.

- Eles eram meninos sonhadores, que saíram do povo para a glória e, por isso, falavam e entendiam como ninguém a sua linguagem. Por isso eram tão amados. E foi por isso também que na época muita gente torceu o nariz. Mas suas músicas, se por um lado eram engraçadas, por outro também eram críticas ao seu cotidiano e ao cotidiano do nosso povo - diz Bara.

Na Avenida, várias passagens serão lembradas, como a gravação do primeiro disco, suas fantasias de Chapolin, Batman, Robin, presidiários, o sucesso nacional e, claro, suas canções e personagens. Em um dos carros, o da Brasília amarela, referência à música "Pelados em Santos", virão o alemão de "Lá vem o alemão", o Jumento Celestino, o Cabeça de bagre e outros.

- No princípio eu enfrentei muita resistência com o enredo, porque diziam que a vida deles tinha sido curta, que cairia num vazio. Depois, os ritmistas fizeram cara feia por causa da minha ideia de pegar a ala mais masculina da escola e vesti-la de Robocop Gay, para falar do preconceito. E também não queriam que eu lembrasse o terrível acidente aéreo, mas através dele eu pude falar da eternidade de suas canções e do carinho que até hoje despertam nas pessoas - conta o carnavalesco.

O Globo

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Silêncio no barracão. Grande Rio, Portela e União da Ilha choram após o fogo consumir seus carros alegóricos e fantasias no Rio

Três escolas de samba choram após o fogo consumir seus carros alegóricos e fantasias




O incêndio que em três horas arruinou o trabalho de meses de centenas de funcionários dos barracões da Grande Rio, Portela e União da Ilha, na Cidade do Samba, e provocou prejuízos de cerca de R$ 8 milhões, mudou o carnaval carioca. Como faltam 27 dias para o desfile e as três escolas tiveram tanto fantasias quanto carros alegóricos destruídos - na Grande Rio, a mais prejudicada, as perdas são de quase 100% -, não há condições de igualdade com as outras nove do Grupo Especial.

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) anunciou, na noite de ontem, que nenhuma das 12 escolas do Grupo Especial será rebaixada em 2011. Dessa forma, 13 escolas se apresentarão no Grupo Especial em 2012 - as 12 deste ano mais a campeã do grupo de acesso. Na apuração de 2012, duas escolas serão rebaixadas.

A Liesa também confirmou que haverá mudança na ordem dos desfiles. A Mocidade Independente de Padre Miguel, que estava programada para entrar na avenida no domingo de carnaval, dia 6 de março, às 23h10, irá trocar de horário com a Portela, uma das atingidas pelo incêndio na Cidade do Samba, que desfilaria na segunda-feira de Carnaval. Os desfiles da Grande Rio e da União da Ilha foram mantidos nos mesmos horários, na segunda-feira de Carnaval, dia 7 de março.

Destruição

O fogo começou por volta das 7h e foi controlado depois das 10h - se fosse mais tarde, quando é bastante intenso o fluxo de pessoas, acredita-se que teria provocado mortes. O trabalho de rescaldo foi acompanhando durante a manhã e a tarde por dezenas de funcionários, carnavalescos e dirigentes. Atônitos, muitos choravam.

A Liesa, administradora da Cidade do Samba desde sua inauguração, em 2005, também teve dependências queimadas. O chamado Museu do Carnaval pode ter sido o foco inicial - os bombeiros ainda não sabem se começou lá ou no barracão da União da Ilha, nem qual foi a causa; um laudo ainda está sendo elaborado pela Polícia Civil, que mandou peritos ao local.

Embora a Grande Rio seja um caso perdido, com 3,3 mil fantasias e oito carros inutilizados, seu presidente, Hélio Oliveira, que chegou a passar mal de tanta tensão, tentava não esmorecer. "A Grande Rio desfila nem que seja com uma camiseta e uma pluma. A vontade não foi queimada." O prefeito Eduardo Paes (PMDB), portelense que já saiu na bateria de sua escola, foi ver os estragos e garantiu apoio financeiro às três escolas. Na Portela, 2,8 mil fantasias foram incendiadas, mas os carros se salvaram; na União da Ilha, as chamas consumiram 2,3 mil fantasias e afetaram parte dos carros. A Polícia Civil descartou a hipótese de incêndio criminoso.

Vice-campeã três vezes nos últimos cinco anos, a Grande Rio era considerada a única das três com reais chances de conquista do campeonato. (AE)

Escolas prometem "renascer das cinzas"

O incêndio que destruiu as fantasias, alguns carros alegóricos e praticamente retirou da competição a Acadêmicos do Grande Rio, Portela e União da Ilha, não consumiu o ânimo das comunidades destas três escolas de samba que prometem fazer de tudo para aprontar o desfile em menos de 30 dias. Eles sabem que não terão chances na disputa, mas querem a escola na passarela do samba.

"Vamos entrar com garra, não vamos deixar a peteca cair. Faço 60 anos no dia 8 de março e vou comemorar quando a nossa Grande Rio entrar na avenida", promete Maria das Graças Pereira da Costa, 59 anos, há 22 desfilando na escola e uma das 85 baianas cujas fantasias foram queimadas.

"Vamos fazer o carnaval acontecer. Nosso patrono, o senhor Jayder Soares, não nos faltará", afirma a baiana depositando suas esperanças no bicheiro que mantém a escola. As três escolas contam com a solidariedade das chamadas comunidades, que vão desde os seus componentes históricos, patronos, patrocinadores, ao comércio dos bairros onde estão instaladas e até mesmo às demais concorrentes.

A União da Ilha, segundo o presidente, Ney Filardi, ontem tinha a promessa de 30 máquinas de costura de um amigo da escola e um galpão para o ateliê das fantasias. (Agência Estado)


Fiscalização nos ensaios do Estado será mais rigorosa

A fiscalização aos barracões e aos ensaios das escolas de samba capixabas devem ficar mais intensos agora. Depois do ocorrido no Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros do Estado fez um levantamento preliminar que mostrou que apenas a Jucutuquara tem alvará para realização de ensaios. Além disso, nenhum dos barracões tem licença para funcionar.

De acordo com o chefe da Sessão de Vistorias dos Bombeiros, capitão Wesley Nunes Reis, hoje será feito um novo levantamento, mais minucioso. "Esse fato do Rio nos despertou a necessidade de uma fiscalização mais contundente. É importante essa regularização", destacou.

Tanto o local dos ensaios quanto os barracões devem ter saídas de emergência, em boa dimensão e iluminada; extintores e hidrantes de parede. E se o terreno for maior que 900 metros quadrados, a escola tem que apresentar um projeto contra incêndios na corporação. "Muitas escolas não têm barracão fixo, o que prejudica a fiscalização. O ideal seria fazer uma Cidade do Samba, igual a do Rio de Janeiro", explicou o cabo Joilson Silva Ribeiro.

Escolas de samba capixabas sobreviveram a incêndios

Reerguer-se depois de um incêndio de grandes proporções não é nada fácil. Que o diga a Mocidade Unida da Glória (MUG), que viveu o pior momento de sua história em 1992, quando um incêndio destruiu seu barracão.

Por conta disso, a escola da Glória ficou 10 anos afastada da passarela do samba e só retornou em 2002, com o enredo "O Renascer da Cinzas". Com poucos recursos financeiros, a escola suou a camisa para voltar a desfilar. E não decepcionou: consagrou-se como uma das grandes escolas do carnaval capixaba, conquistando o vice-campeonato naquele ano.

No ano passado, foi a Unidos de Jucutuquara que passou por um susto. Em janeiro, pouco antes do Carnaval de Vitória, houve um princípio de incêndio no barracão da escola. O fogo começou em uma pilha de lixo e foi apagado por integrantes da Novo Império.

Uma semana depois, a Imperatriz do Forte viveu esse drama. Parte de um carro alegórico da agremiação foi queimada. A própria comunidade se uniu para recuperar o prejuízo.

Material usado pelas agremiações aumenta as chamas

Os materiais utilizados pelas escolas de samba para confeccionar as fantasias e ornamentar os carros alegóricos podem ter contribuído para o incêndio que atingiu a Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, ontem pela manhã, se alastrasse de forma mais rápida. Boa parte dos produtos em questão são inflamáveis, como isopor, papel, madeira. Além disso, as escolas também utilizam maçarico, cola e solda. "Aqui no Estado usamos as mesmas coisas. Ninguém está livre de um incêndio como esse", ressalta o presidente da Mocidade Unida da Glória, Carlos Roberto Ribeiro, o Robertinho. No barracão da Piedade, por exemplo, é proibido fumar. "O material que é inflamável também fica em uma sala à parte", contou Robson Lessa, presidente da agremiação.

A Gazeta