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sábado, 12 de maio de 2012

Boa forma: 'Novo IMC' compara cintura com altura


'Novo IMC' compara cintura com altura


É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal). A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentam neste sábado (12) em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.

O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.

Editoria de arte/Folhapress

GORDURA ABDOMINAL

Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. "Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência."

O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.

A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.

A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.

Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).

O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.

De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.

"Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta."

Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças -- a
versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.

De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.

Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.

"Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo", disse Ashwell.

Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.

DÉBORA MISMETTI
Folha

sábado, 7 de abril de 2012

Quando o amor faz emagrecer. Ele reduziu 17kg para incentivá-la. Ela já eliminou mais de 30 kg


Jovem carioca reduz 17 kg para incentivar namorada a perder peso
Casal engordou junto porque costumava abusar de comidas calóricas.
Ela já eliminou mais de 30 kg, e os dois agora se exercitam juntos.


Ver a balança disparar após o início de um namoro ou casamento é um problema de muitos casais. Os parceiros relaxam, saem várias vezes por semana para comer fora e acabam abusando de alimentos calóricos, como massas, frituras e doces. Além disso, a falta de ânimo para se exercitar pode piorar ainda mais a situação.


Foi o que aconteceu com o analista de sistemas carioca Marcelo Tatagiba, de 32 anos, e a fisioterapeuta Vangela Queiroz, de 25. Ao longo da relação de 4 anos e meio, ele passou de 84 kg para 95 kg, em 1,75 m de altura, e ela foi de 70 kg para 107 kg, em 1,68 m.


“Comíamos muita besteira, fast food, e pedíamos um prato para cada. Agora costumamos dividir. Quando você se habitua a diminuir a quantidade, não consegue mais voltar ao que ingeria antes”, diz Marcelo.

Em imagem parecida, o casal carioca Marcelo e Vangela aparece antes, em março de 2011, no auge do peso, e à direita, em outubro, após ele ter eliminado 12 kg e ela, 32 kg (Foto: Arquivo pessoal)

A jovem procurou, então, um endocrinologista e iniciou uma dieta dos pontos, que mantém até hoje para alcançar o objetivo final de eliminar mais 5 kg.
Tudo começou em março de 2011, quando Vangela decidiu que precisava fazer uma reeducação alimentar e emagrecer, sobretudo por causa da profissão: ela dá aulas de pilates e atua também na área de estética.

"Recebi muitos 'nãos' por estar acima do peso, mas não reclamo, pois isso me fez acordar e buscar qualidade de vida. O lado estético foi só consequência. Hoje consigo trabalhar muito melhor, sem me cansar ou sentir dores, minha família passou a se alimentar bem e já consegui convencer alguns amigos a participarem de corridas comigo", cita a jovem.
Para ajudá-la nesse processo, Marcelo também mudou de hábitos, adotou uma alimentação balanceada, cortou refrigerante, líquidos nas refeições e frituras. "Antes, comia batata frita todo dia, agora é uma vez por mês. Também voltei a praticar exercícios e reduzi meu índice de gordura corporal de 21% para 10%", conta o analista, cuja meta é enxugar ainda mais a barriga e chegar aos 6% de gordura.
Namorados diminuíram o tamanho dos pratos que
pedem nos restaurantes (Foto: Arquivo pessoal)
Vangela enfatiza que, no início, continuou comendo as coisas de que gostava, como fast food e chocolate, pois achava que diminuir a quantidade de calorias e, ao mesmo tempo, cortar o que lhe dava prazer seria muito radical. 
"Eu não queria isso, por causa do meu insucesso em outras dietas. Depois que me habituei a comer aquela quantidade, cortei as frituras, o sal, e comprei um forninho elétrico, para assar ou grelhar tudo", afirma.
Ela diz que não sofreu muito, mas o que mais a incomodou foi ter que anotar tudo o que consumia, para fazer o cálculo dos pontos. "Com o tempo, me acostumei e até decorei os valores", ressalta.
Da obesidade ao sobrepeso
O namorado de Vangela está hoje com 78 kg e quer atingir os 75 kg. Seu índice de massa corporal (IMC) baixou de 31 (obesidade grau 1) para 25 (começo da faixa de sobrepeso), em oito meses. O manequim da calça perdeu quatro números: foi de 46 para 42, e logo deve servir o 40.
Comíamos muita besteira, fast food, e pedíamos um prato para cada. Agora costumamos dividir"
Marcelo Tatagiba
“Me desfiz de muitas roupas sociais, e nós dois trocamos praticamente todo o guarda-roupa. Meu cinto antigo já estava no último furo”, revela Marcelo.
Ele agora come de 3h em 3h, adotou frutas, verduras e legumes no cardápio – que antes eram totalmente excluídos – e confessa que ainda precisa beber mais água.
“Já não vejo mais tanta diferença na balança, mas sinto no corpo, pois estou substituindo gordura por músculos”, destaca. O carioca corre duas vezes por semana durante 30 minutos, pratica jiu-jítsu duas vezes durante 1h30 e faz musculação três vezes, por 1h.
Da mesma forma que o namorado, Vangela saiu de um IMC 38 (obesidade grau 2) para 26,5 (sobrepeso). No total, a fisioterapeuta perdeu 32 kg em sete meses. Começou a praticar exercícios depois de três meses, porque queria primeiro eliminar um certo peso (no caso, 15 kg). Hoje, ela vai à academia e corre três vezes por semana.
Vangela trocou o bolo de chocolate por um café menos calórico após a reeducação (Foto: Arquivo pessoal)
"Eu estava tão gorda, que não aguentava fazer quase nada. Primeiro, passei a caminhar 15 minutos três vezes por semana e fui acelerando o ritmo, alternando entre caminhadas e corridas, até conseguir correr 30 minutos três vezes por semana. Isso me incentivou a participar de provas de rua, o que me mantém motivada, já que sou muito competitiva", revela.
Em seguida, a fisioterapeuta passou a fazer musculação para fortalecer e evitar lesões nas corridas. "Não gostava muito de malhar, mas, depois que você percebe os resultados, se empolga. Só não pode parar, precisa virar rotina. Quando fico um dia sem, já sinto falta", conta.
Recebi muitos 'nãos' por estar acima do peso, mas não reclamo, pois isso me fez acordar e buscar uma qualidade de vida melhor"
Vangela Queiroz
Benefícios à saúde e ao namoro
Marcelo garante que os dois ganharam mais disposição, um sono melhor e elogios gerais, de familiares, amigos e colegas de trabalho. No caso de Vangela, ela também reduziu a dor que sentia no joelho.
O analista compara: “Meus exames médicos estavam muito ruins. Triglicerídeos, colesterol, glicose, ácido úrico, ficou tudo alto. Após três meses, fiz uma nova coleta de sangue e todas as taxas caíram pela metade, para a faixa normal”.
Já os exames de Vangela sempre foram bons, mesmo ela estando acima do peso. O único problema mais sério era um excesso de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática, no grau 2. "Esse foi um dos motivos que me levaram a querer mudar", diz.
Outro grande "upgrade" foi no namoro, que segundo Marcelo melhorou bastante. “Passamos a praticar juntos esportes como corridas de rua”, afirma.
Apesar de se monitorarem, os dois estabeleceram um “dia do lixo” semanal, geralmente sábado ou domingo, quando saem da dieta para aproveitar os prazeres da vida, sem cair na tentação da gula.
Na Páscoa, o casal adianta que vai comer chocolate, mas com moderação. "Depois, a gente se mata na academia para queimar as calorias", prevê Marcelo. "Ganhei chocolate dos meus alunos e clientes e pretendo comê-los. Mas, para os meus pais, pedi uma roupa para malhar, minha irmã deve me dar meias de corrida e meu namorado, um livro", revela Vangela, supersaudável.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Médicos contam como vão tratar a obesidade sem anfetamínicos

Médicos contam como vão tratar a obesidade sem anfetamínicos
A venda dos remédios para emagrecer à base de anfepramona, femproporex e mazindol está proibida desde o dia 09


foto: Fábio Vicentini NA

Laerte Damaceno: mercado negro vai vender
Desde o último dia 09, está proibida no Brasil a venda dos remédios para emagrecer à base de anfepramona, femproporex e mazindol, os chamados anfetamínicos, conforme decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada em outubro no Diário Oficial da União.

A Anvisa decidiu retirar os medicamentos do mercado em função do risco à saúde dos pacientes. Eles podem causar problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso central. A farmácia ou drogaria que descumprir a norma pode sofrer penalidade que vai da advertência à interdição do estabelecimento.

O banimento desses inibidores de apetite provocou críticas da sociedade médica e dividiu opiniões entre os consumidores. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), os anfetamínicos auxiliam no controle da obesidade e, sem eles, as possibilidades de tratamento ficam reduzidas para quem precisa perder peso.

De acordo com o endocrinologista Larte Damaceno, essa decisão foi feita por quem não conhece a droga e não tem experiência no tratamento de obesidade. "Claro que há abusos, mas isso não vai evitar. O mercado negro vai continuar vendendo. Até porque a maioria dos anorexígenos já era vendida na ilegalidade e não com receita médica", afirma.

No caso da sibutramina, o uso continua liberado com restrições. Os pacientes e médicos terão de assinar um termo de responsabilidade, que deverá ser apresentado junto com a receita médica na hora da compra do medicamento. Os médicos são obrigados a notificar à Anvisa casos de reação adversa e os laboratórios têm que apresentar um plano com orientações sobre como lidar com pacientes com efeitos colaterais graves.

Para Damaceno, esse formulário é um burocracia desnecessária e a sibutramina não é o medicamento ideal para tratar a obesidade. "Ela não tem efeito em todo mundo. Algumas pessoas podem perder peso e manter a longo prazo, somente se mudarem o estilo de vida, mas a sibutramina é pouco eficaz em pacientes com obesidades mais acentuadas".
foto: Edson Chagas


Receita da sibutramina

A receita médica vale por 30 dias. Desde o ano passado, é obrigatória a venda da sibutramina com a apresentação da receita de cor azul (numerada) e as embalagens de tarja preta. A Anvisa decidiu manter o uso do remédio no país, pois há comprovações científicas de que a sibutramina contribui para a perda de pelo menos 2 quilos de massa corporal em um prazo de quatro semanas. O tratamento com sibutramina é indicado para pessoas obesas que tenham Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30 e não sofram de problemas cardíacos, com prazo máximo de dois anos.

Cuidado
"Hipertensos não podem usar a sibutramina e nem pessoas com risco cardiovascular. Nesses casos, depois da mudança do estilo de vida, se precisar de medicação, receito o Orlistat", diz o endocrinologista Sérgio Nascif.
O endocrinologista Sérgio Nascif destaca que essa droga está há mais de 10 anos no mercado. Ela é útil, mas é menos potente do que as anfetaminas. "É mais importante usar a sibutramina após a mudança do hábito de vida. Sem fazer exercícios e controlar a alimentação, ela não vai ajudar", avalia.

Com menos opções para o tratamento da obesidade, Nascif está enfatizando ainda mais a mudança de estilo de vida aos pacientes. Ele acredita que se a Anvisa tivesse o mesmo rigor da sibutramina para com os anfetamínicos, seria melhor do que proibi-los.

Além disso, o endocrinologista está receitando o medicamento Orlistat, que diminui em 30% a absorção de gorduras, mas que também só vai ajudar se a pessoa iniciou a mudança do estilo de vida. "É indicado para quem usar a sibutramina e ainda não conseguiu emagrecer. O Orlistat não inibe a fome, nem dá saciedade. Essa medicação ajuda a ter evacuações diárias, pois a sibutramina tem um tendência a causar constipação intestinal".

Novas medicações

Segundo Nascif, existem outras medicações sendo estudas fora do Brasil para a obesidade, mas em 2012 provavelmente elas não estarão disponíveis no mercado. "Pode ser que uma medicação utilizada para diabetes seja indicada para obesidade. Porém nenhuma dessas drogas é de grande potência", acredita.

Antidepressivos

O médico Laerte Damaceno é contra o uso de antidepressivos somente para emagrecer. " O medicamento está aprovado para depressão e não foi estudado como emagrecer. Eu acho pior do que prescrever a sibutramina que é estudada para obesidade", declara.

Para o endocrinologista Sérgio Nascif, os antidepressivos contribuem para a perda de peso quando a pessoa tem um distúrbio alimentar, como a compulsão por alimentos.


LAILA MAGESK - A Gazeta


(Com informações da Agência Brasil)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Balão no estômago está liberado para não obesos

Balão no estômago está liberado para não obesos Com a medida, Agência Nacional de Vigilância Sanitária quer reduzir consumo de remédios
foto: Divulgação

Só o aparelho custa R$ 3 mil

De acordo com informações divulgadas ontem pela Allergan, o balão gástrico ainda não foi aprovado pela FDA (agência reguladora de remédios). O aparelho custa R$ 3.000. O preço total para quem opta pelo procedimento pode chegar a R$ 10 mil.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou o acesso ao balão gástrico, segundo o anúncio da Allergan. A decisão pode ser uma alternativa para diminuir a circulação dos inibidores de apetite derivados da anfetamina.

O procedimento, inicialmente indicado para obesos - com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30 -, já pode ser feito em pessoas com sobrepeso e IMC acima de 27. Para calcular o índice, basta dividir o peso pelo quadrado da altura.

A ampliação da indicação segue a tendência observada nos Estados Unidos. A FDA (agência reguladora de remédios) passou a permitir, em fevereiro, que pessoas com IMC a partir de 30 e doenças causadas pela obesidade se submetam à colocação de banda gástrica, aparelho que estrangula o estômago. Antes, o IMC mínimo para realizar o procedimento era de 35.

Procedimento

O balão gástrico é colocado por endoscopia e é temporário. O objetivo é aumentar a sensação de saciedade por meio do volume no estômago. "É uma opção menos invasiva e não medicamentosa para pacientes que não querem fazer redução de estômago", explica o médico José Afonso Sallet, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - em entrevista ao site G1.

Um estudo com 573 pacientes com sobrepeso, publicado na revista "Obesity Surgey", mostrou que, após seis meses com o balão, os pacientes perdem metade do peso excedente e têm uma redução de 5,3 pontos no IMC. Obesos podem perder até 12% do peso inicial, segundo o cirurgião.

Críticas


Segundo o endocrinologista Bruno Geloneze, da Unicamp, o balão é a pior solução para os obesos. "A obesidade, ou sobrepeso, é uma condição crônica e que sempre volta. Portanto, qualquer tratamento tem que ser contínuo, para evitar que o peso volte. O balão é um tratamento de curto prazo, são seis meses, que não tem nenhuma garantia de longo prazo."

gazetaonline.globo.com

sábado, 30 de abril de 2011

Malhação forte e rápida. É difícil, cansa, mas emagrece

Por que a malhação forte e rápida queima mais gordura do que exercícios amenos e demorados, embora gaste a mesma quantidade de energia


FRANCINE LIMA

Enquanto as academias de ginástica prometem resultados de capa de revista e as estatísticas de obesidade no planeta só crescem, a ciência tenta entender por que tanta gente malha, malha e não emagrece. Uma hipótese que tem recebido atenção dos especialistas é que talvez essas pessoas façam exercícios fáceis demais. Diversos estudos nos últimos anos sugerem que economizar na duração do exercício e apostar na intensidade pode ser mais eficiente do que o “devagar e sempre” recomendado pelos órgãos de saúde.

Entre as atividades físicas mais indicadas pelos médicos estão a caminhada, a corrida, a natação e a pedalada, classificadas como aeróbicas, por aumentar o uso de oxigênio na produção de energia. O que normalmente se diz é que, para emagrecer, é preciso fazer esses exercícios por mais de meia hora, pois só depois de uns 20 minutos o corpo passaria a usar a gordura como principal combustível. Mas essa convenção vem sendo contestada. O pesquisador Luiz Carlos Carnevali Jr., que acaba de lançar o livro Exercício, emagrecimento e intensidade do treinamento, diz que essa é uma meia verdade. “Para usar mais gordura durante o exercício, é preciso um esforço prolongado”, diz ele. “Mas, se o esforço for suficientemente intenso, a gordura será usada do mesmo jeito, depois do exercício.” Carnevali sustenta que a prática frequente de esforço físico intenso produz alterações metabólicas que explicam essa transformação.


SEM PARAR
Terezinha de Oliveira mostra, numa academia de São Paulo, os exercícios que a fizeram perder 13 quilos em dez semanas. Durante 30 minutos, ela intercalava exercícios aeróbicos, como a pedalada, com musculação e ginástica sem intervalos. "Era bem intenso", diz


Mesmo sem se debruçar sobre as explicações moleculares, um estudo publicado em 2008 na revista do Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura. Divididas aleatoriamente em três grupos, mulheres com obesidade abdominal (circunferência acima de 80 centímetros) fizeram caminhada ou corrida ao longo de 16 semanas. O primeiro grupo se exercitou cinco vezes por semana, com intensidade moderada, em sessões de aproximadamente uma hora. O segundo grupo se exercitou intensamente três vezes por semana, em sessões mais curtas, mas alcançando o mesmo gasto calórico do primeiro grupo (400 calorias) durante as sessões. O terceiro grupo não fez nada. No final, as mulheres que fizeram exercícios intensos tinham perdido muito mais gordura abdominal do que as que fizeram exercícios moderados pelo dobro do tempo (leia o quadro abaixo). A classificação de intenso ou moderado foi dada pela percepção de esforço das participantes no estudo. As mulheres do exercício moderado afirmavam estar ligeiramente cansadas no final da sessão, enquanto as do grupo da corrida puxada diziam estar cansadas ou muito cansadas. Se estivessem usando medidores de frequência cardíaca, o primeiro grupo estaria com batimentos entre 65% e 75% da capacidade máxima e o segundo mostraria batimentos acima de 85% da capacidade máxima.

Quando a intensidade é maior, a duração é inevitavelmente menor, pois os recursos orgânicos disponíveis para manter o esforço simplesmente se esgotam. E essa parece ser a vantagem de trocar a duração pela intensidade. Para o pesquisador Arthur Weltman, da Universidade de Virgínia, um dos responsáveis pelo estudo, a explicação para o efeito emagrecedor do exercício curto e intenso está no período de recuperação. “Não devemos levar em conta apenas as calorias efetivamente gastas durante o exercício”, diz Weltman. “Quando o exercício é intenso, o corpo precisa de muitas calorias para se recuperar. É nesse momento de recuperação que ele queima mais gordura.” Um dos responsáveis por isso parece ser o hormônio de crescimento, que estimula a queima de gordura e cuja produção é aumentada pelo esforço físico. Quanto mais intenso o exercício, mais hormônio do crescimento é liberado. Quando o exercício é moderado, quando não “perturba” o organismo, explica o pesquisador, a recuperação não requer tanta energia.

Foi preciso que Terezinha de Jesus de Oliveira perturbasse muito seu sistema energético para perder 13 quilos em dez semanas. Até então, ela fazia ginástica leve, sem resultados. “Eu fazia as aulas sem suar muito. Se ficasse um pouco cansada, já estava bom”, diz. O quadro mudou quando um professor a convenceu a participar de um programa especial de emagrecimento. Ela teve de suar para valer em circuitos de 30 minutos (metade do que duravam as aulas que costumava frequentar) que intercalavam ciclos de 3 minutos de exercícios aeróbicos com musculação e ginástica. O revezamento mantinha a frequência cardíaca sempre alta. “Era corrido, rápido e intenso”, diz Terezinha. “Eu saía de lá achando que não voltaria, mas acabei gostando por causa dos resultados. Saí da zona de conforto.”

Alguns treinadores apostam no desconforto como parâmetro para suas aulas. Segundo o personal trainer José Alexandre s Filho, seus alunos frequentemente são levados a sentir “o coração batendo na traqueia”. “É assim que a gente prepara para uma oxigenação melhor”, diz José Alexandre. Para Julio Cezar Papeschi, dono de uma academia na Zona Norte de São Paulo, as pessoas às vezes vomitam de exaustão e, claro, nem todos se adaptam. Mas a ideia de perder o dobro do peso na metade do tempo tem apelo numa cidade onde sobram tentações calóricas e faltam horas nos dias de todo mundo. “Intensidade é a palavra do momento”, diz o empresário e professor de educação física. “Os alunos chegam aqui com uma cultura de pouco esforço, mas muitos mudam.”

Antes de se aventurar no mundo dos elevados batimentos cardíacos é necessário consultar um médico e avaliar, por meio de exames, o que sua saúde é capaz de suportar. O indicado é começar devagar e intensificar o treino algumas semanas depois, quando o corpo estiver condicionado. Carlos Eduardo Negrão, médico do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo e especialista em fisiologia do exercício, duvida que pacientes obesos aceitem exercícios mais difíceis. “Já é difícil fazê-los aderir ao exercício moderado”, diz ele. Até que novos estudos confirmem a eficácia do exercício intenso, ele prefere continuar usando os de longa duração com seus pacientes. Para Claudia Forjaz, professora da Escola de Educação Física da USP e responsável pela área de atividade física da Sociedade Brasileira de Hipertensão, é provável que o treino intenso funcione para as pessoas saudáveis, mas é preciso cautela com quem sofre de pressão alta ou insuficiência cardíaca. “Ainda não sabemos o que acontece no longo prazo”, diz ela. “A ciência não estudou todos os riscos.”

REVISTA ÉPOCA

segunda-feira, 21 de março de 2011

Garçonete perde 45 kg com aplicativo de celular

Confiando no aplicativo que custou menos de R$ 5,50, inglesa consegue mudar completamente de estilo de vida em apenas dez meses

A inglesa Sheli Henderson: bem mais magra,
graças a aplicativo baixado no seu smartphone
A inglesa Sheli Henderson: bem mais magra, graças a aplicativo baixado no seu smartphone
Cansada de ser motivo de piada no emprego e de ser esnobada pelos homens, a inglesa Sheli Henderson decidiu experimentar um novo método para perder peso. Ela baixou um aplicativo em seu celular, em que tinha de colocar todos os dias as calorias consumidas. O resultado: menos de um ano depois, ela perdeu quase 45 quilos e gastou apenas R$ 5,30.

A gerente de bar disse que há anos tentava lutar contra os quilinhos a mais que a incomodavam, testando as mais variadas dietas – sempre sem sucesso. “Eu já tinha perdido a confiança e nem me olhava mais no espelho”, contou ela ao jornal britânico “Daily Mail”.

Sheli diz que um dia resolveu baixar o aplicativo que conta calorias e fazer o teste por uma semana. “Perdi um quilo logo de cara e resolvi continuar”, afirma. Ela passou a usar o aplicativo em maio do ano passado, quando estava pesando mais de 114 quilos.

Na época, a inglesa trabalhava como garçonete e tinha uma dieta pouco saudável, com muitos salgadinhos e batatas fritas. “O contador de calorias ajudou a melhorar meus hábitos alimentares. Eu simplesmente colocava tudo o que estava consumindo e ele me mostrava quantas calorias estava ingerindo. Muito fácil”, contou ao jornal. Entusiasmada com o aplicativo, Sheli decidiu se matricular em uma academia e com isso perdeu 44,5 quilos em dez meses.

A “dieta do Blackberrry” de Sheli está servindo de exemplo para algumas amigas, que decidiram copiar suas dicas. “Eu me sinto outra pessoa agora. Já reservei minhas férias no verão e comprei meu primeiro biquíni”, diz.


Por Época NEGÓCIOS Online

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Adeus obesidade? Ingleses Lançam bebida que queima 200 calorias em 3 horas

A nova bebida efervescente foi lançado, que pretende torná-lo mais magro depois de ingerida.



Aspire pretende ajudar as pessoas a queimar calorias


Aspire, nome de um termogênico que tem gosto de amora, promete queimar 209 calorias no prazo de três horas após ser bebida.

Holland & Barrett está vendendo uma lata de 250ml, que contém apenas 12,5 calorias, por  £ 1,59, equivalente a  R$ 4,30.

A bebida foi testada em apenas 20 pessoas em um projeto de pesquisa £ 13.500 (R$ 36.500) e levou mais de três meses.

Os cientistas na Leeds Metropolitan University descobriram que cafeína e chá verde misturados com aminoácidos e gengibre produziu um "efeito termogênico.

Isso significa que o organismo produz mais calor para digerir o alimento e, temporariamente, estimula o metabolismo.

Dr. John O'Hara, que liderou o estudo, disse: "Os dados do estudo de caso terminou com 20 participantes sugere que Aspire gasto energético aumenta, em média, de 1,16 calorias por minuto. Durante um período de três horas Aspire gasta uma média de 209 calorias. "

Um porta-voz da Fahrenheit 60, que lançou a bebida, descreveu-o como o primeiro do Reino Unido "completamente investigadas e comprovadas bebida queima calorias suavemente para o mercado de massa".
"Produtos termogénicos têm sido utilizados pelos atletas durante muitos anos", acrescentou.

"Mas o que nós conseguimos criar com o Aspire é trazer essas propriedades para queimar calorias para muitas mais pessoas em uma bebida única e conveniente, com vantagens comprovadas em termos funcionais.

"É  fantástico, e poderia estimular mais empresas a inovar e oferecer aos clientes novos alimentos e bebidas que são adequadas ao seu estilo de vida."


Fonte: www.metro.co.uk

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hormônio da fome: cientistas vislumbram tratamento para obesidade

Ativação da enzima "hormônio da fome 'é uma promessa que tem como alvo a obesidade

Bloqueando uma enzima intestinal chave envolvidos na resposta a fome pode reduzir o ganho de peso em ratos, dizem pesquisadores dos EUA e de Taiwan. A abordagem pode levar a tratamentos para a obesidade em seres humanos que iria trabalhar pela extinção fome.

O mercado de remédios para emagrecer chega a US $ 1 bilhão (R $ 625 milhões) por ano, com cerca de 300 milhões de pacientes em potencial. O foco atual de colaboradores da droga são os hormônios sintéticos que imitam a ação dos hormônios do intestino envolvido em controlar níveis de açúcar no sangue. Alguns já foram aprovados para uso em diabetes.

Philip Cole e seus colegas da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, University of Cincinnati, em Ohio e Universidade Nacional de Taiwan, em Taipei, adotou uma abordagem um pouco diferente. Eles basearam seus estudos sobre o hormônio grelina, também conhecido como "hormônio da fome '. A grelina é normalmente ativado pelo ghrelin O enzima aciltransferase (Bode), que atribui um ácido graxo oito átomos de carbono a um dos resíduos de serina do hormônio para a produção de grelina-acila. Sem Cabra, a grelina não pode provocar fome.



GO-CoA-Tat combina peças de grelina e octanyl-CoA para bloquear o sítio de ligação na enzima Cabra ativando

A equipe de Cole projetou uma molécula para bloquear o Bode. Seus compostos, GO-CoA-Tat, contém resíduos de grelina e octanyl-CoA - tendo os ácidos graxos necessários 8C - mas os dois são colados. "A concepção do agente foi baseada na idéia de que, ao conectar os dois principais substratos da enzima, poderíamos criar um inibidor bivalentes que se ligam especificamente a essa enzima", explica Coelho. "Nós acreditamos que se senta nos lugares que os substratos normal ligaria.

A molécula sintética reduz no ganho de peso em ratos normais, mas não em ratinhos que tinham deficiência de hormônio da fome, sugerindo que o efeito era devido à falta de grelina ativada.

John Wilding, um especialista em obesidade da Universidade de Liverpool, Reino Unido, diz que a abordagem parece promissora, mas ainda está muito longe de produzir um medicamento para tratar a obesidade nas pessoas. Cole concorda que o trabalho é muito cedo - seu time ainda precisa refinar seus compostos. Mas ele também diz que é muito pouco conhecido atualmente sobre os efeitos a longo prazo de interferir com a produção de grelina, que é pensado para influenciar o crescimento e podem até mesmo desempenhar um papel na memória.

Wilding diz que a pesquisa também apresentou dados que podem lançar mais luz sobre a função do hormônio -, mostrando que a secreção de insulina aumenta quando GOAT é inativado. "Isso seria consistente com as observações que o ghrelin pode suprimir a secreção de insulina, no entanto este efeito não é particularmente grande," diz Wilding.

Hayley Birch