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domingo, 28 de dezembro de 2014

Horóscopo Câncer 2015

Previsões astrológicas para o signo de Câncer em 2015 

GERAL

Durante este ano, A você canceriano é prometido uma nova fonte de energia e vigor. Você será capaz de ir a qualquer extremo para se certificar de que as suas ideias e ideais estão sendo satisfeitos. As posições planetárias para este período do ano devem ajudá-lo com novas possibilidades e oportunidades de crescimento e desenvolvimento na vida. Você será capaz de resolver os problemas com uma nova fonte de luz. Inclinações artísticas serão mais pronunciadas para este período. Você será capaz de conhecer novos amigos ou parceiros que serão os futuros parceiros na vida pessoal ou profissional. Marte e Netuno em conjunto são susceptíveis de fazer você tomar decisões impulsivas, que devem ser manuseados com cuidado duplo. Atividades recreativas devem ser minimizados para este período e você precisa se concentrar nas tarefas maiores em mão.


CARREIRA

As posições planetárias para este ano também apoiarão a sua carreira. Você será capaz de trabalhar no sentido de suas ambições e ideais de vida. Seu desempenho profissional irão tirar o aceno rápido de autoridades no trabalho que podem abrir caminho para melhores relações cordiais na carreira. Os cancerianos dispostos a fazer um movimento devem encontrar o bom velejar este ano. No entanto, a você é aconselhado a manter o seu barco se o mar parece estar em crise. Afaste-se de trabalhos de rotina e tente descobrir novos caminhos de modelos de trabalho. Você será capaz de obter as boas ligações de anciãos em local de trabalho ou na sociedade. Faça bom uso de seu relacionamento ao buscar novas metas profissionais.

RELACIONAMENTO

Durante este ano os seus problemas de relacionamento terá novas oportunidades. Aqueles individuais lá fora terá bastante tempo para diversão e prazer. Se já entrou em um relacionamento, o curso seria lisa com algumas novas adições à família. entrar em socialização como o ano avança. Romance e amor seria no ar por volta da segunda metade do ano. Prazeres sensuais esperam por você neste período também. No entanto não se esqueça de suas limitações, tanto quanto os relacionamentos estão em causa. Este é também o momento apto a sentar e discutir coisas que foram dificultam melhoria em seus relacionamentos pessoais.

FINANÇAS

Este ano a você está prometido muita sorte e fortuna. Tomará decisões difíceis no que diz respeito aos seus movimentos financeiros e estará ciente dos riscos em seus empreendimentos financeiros. Não coloque em algum esforço extra para menta ou fazer mais dinheiro para este período de tempo. Isso é porque você pode ter despesas indesejado sobre os cartões. Seu trabalho duro e compromisso é o seu grande trunfo para este ano. Coloque bom uso desta para melhorar a sua estabilidade financeira na vida e suas economias para o futuro. Durante a segunda metade do ano, estar ciente de sua despesa financeira. Você precisa manter o seu orçamento para a estabilidade como o ano chega ao fim.

SAÚDE

Durante o ano de 2015 os seus níveis de energia estarão no seu melhor. Os planetas apoiarão a sua saúde física e mental para o ano. Haverá uma nova onda de energia que flui dentro de você. Você seria capaz de sentir um novo dinamismo interior. Todos os seus esforços físicos devem dar bons frutos no momento. Haverá amplas oportunidades para fazer uma pausa do trabalho e relaxar os músculos. no entanto, o lado emocional pode levar uma surra. Esteja ciente de suas limitações físicas e mentais e terá bom descanso para o rejuvenescimento total de seu espírito.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Tuzkoy, na região turca da Capadócia. Cidade fantasma do câncer


Uma cidade turca, Tuzkoy - localizada na região da Capadócia, no centro do país - está sendo abandonada. O governo central liberou recursos para a construção de uma nova cidade após partes do vilarejo terem sido declaradas zonas de desastre. Isso porque a existência de uma rocha na região fez a pequena vila ficar conhecida como "a cidade do câncer".

A região da Capadócia é considerada uma verdadeira maravilha geológica, com rochas porosas talhadas pelo tempo e ruínas históricas que atraem 2 milhões de turistas por ano. A riqueza trazida pelo turismo tem sido uma benção para a região.

As rochas, escavadas para a construção de igrejas-cavernas e cidades subterrâneas, foram depositadas no local há milhões de anos pela erupção de vulcões. Mas em alguns pontos, os vulcões deixaram uma maldição.

Historicamente, os moradores de Tuzkoy apresentam altos índices de doenças respiratórias, responsáveis por cerca de metade de todas as mortes no vilarejo. Até pouco tempo atrás, ninguém sabia a razão. A causa foi descoberta pelo médico Izzettin Baris, que, em meados da década de 1970, começou a estudar pacientes de Tuzkoy e de duas outras cidadezinhas afetadas pelo problema - Karaiun e Sarahidir.

Os médicos pensavam se tratar de tuberculose, mas o tratamento não funcionava. Baris descobriu que os pacientes estavam na verdade sofrendo de mesotelioma, uma forma violenta de câncer causada por exposição a amianto, uma fibra natural que pertence ao grupo dos silicatos cristalinos hidratados.

Mas não havia amianto na região. Pesquisas demonstraram que a causa era um mineral raro, chamado erionita, com propriedades similares a do amianto, presente nas rochas nos arredores de Tuzkoy. Macia e porosa, a rocha é de fácil inalação.

A única solução, segundo Baris, seria transferir a cidadezinha para outro local. Mais de 30 anos após a descoberta do médico, uma nova cidade está sendo construída na montanha nos arredores de Tuzkoy, uma área livre de erionita, para onde os moradores serão transferidos.

Já o futuro da cidade deixada para trás é incerto: o prefeito, Umit Balak, gostaria de demolir o vilarejo, cobrir a área com terra e plantar árvores no local. Já o médico é contra. Segundo ele, a demolição seria perigosa, por conta da poeira. Ele propõe que a cidade seja cercada e que se deixe a natureza tomar conta do lugar.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Milho transgênico causa câncer em ratos e reacende debate


Milho transgênico causa câncer em ratos e reacende debate

por Juliana Elias
Retrato da polêmica: Ratos chegaram a ter tumores do tamanho de bolas de pingue-pongue (Foto: AFP)

Imagens de ratinhos com tumores imensos inundaram a Europa no fim de setembro. Os animais comeram por dois anos uma espécie de milho transgênico por pesquisadores da Universidade de Caen, na França. Primeiro estudo de longo prazo feito com a semente NK603 — uma das mais vendidas do mundo —, ele retomou com toda a força o debate sobre os riscos desse tipo de alimento.


Na pesquisa, os ratinhos foram separados em grupos que comiam só milho transgênico, milho normal com herbicida ou transgênico com herbicida. A mortalidade entre essas cobaias foi até 3 vezes maior, no caso das fêmeas, em comparação com os animais do grupo de controle — que comiam milho normal e nada de herbicida.

O estudo foi publicado no Food and Chemical Toxicology Review, importante publicação científica, e acompanhou os animais por 24 meses, enquanto os testes para aprovar transgênicos costumam exigir apenas 3 meses. “Os primeiros grandes tumores apareceram entre o quarto e o sétimo mês, ressaltando que o padrão atual de triagem não é adequado”, dizem os autores da pesquisa, no artigo.

Parte da comunidade científica e os fabricantes de transgênicos, é claro, questionaram as conclusões da pesquisa. Alegam, por exemplo, que ela não descreve detalhadamente a dieta normal dos ratos de controle e inclui poucos animais nesse grupo. Por isso, a Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos pediu mais dados aos pesquisadores para emitir uma posição definitiva.

“O relatório deixa várias questões em aberto”, diz Helaine Carrer, professora da Escola Superior de Agricultura da USP, lembrando que os transgênicos estão há quase duas décadas no mercado. “Mas as consequências que o estudo levanta são suficientemente graves e não podem ser ignoradas.”

FONTE: GALILEU

O que são os transgênicos?
Os organismos geneticamente modificados (OGMs), ou transgênicos, são aqueles que tiveram genes estranhos, de qualquer outro ser vivo, inseridos em seu código genético. O processo consiste na transferência de um ou mais genes responsáveis por determinada característica num organismo para outro organismo ao qual se pretende incorporar esta característica.

Pode-se, com essa tecnologia, inserir genes de porcos em seres humanos, de vírus ou bactérias em milho e assim por diante. 

Quase todos os países da Europa têm rejeitado os produtos transgênicos. Devido à pressão de grupos ambientalistas e da população, os governos europeus proibiram sua comercialização e seu cultivo (quase 80% dos europeus não querem consumir transgênicos).

As sementes transgênicas são patenteadas pelas empresas que as desenvolveram. Quando o agricultor compra essas sementes, ele assina um contrato que o proíbe de replantá-las no ano seguinte (prática de guardar sementes, tradicional da agricultura), comercializá-las, trocá-las ou passá-las adiante.

Os EUA, o Brasil e a Argentina concentram 80% da produção mundial de soja, na sua maioria exportada para a Europa e para o Japão. Estes mercados consumidores têm visto no Brasil a única opção para a compra de grãos não transgênicos.


São enormes as pressões que vêm sendo feitas sobre o governo brasileiro pelo lobby das indústrias e dos governos americano e argentino e sobre os agricultores brasileiros, através de intensa propaganda da indústria, para que os transgênicos sejam liberados e cultivados.

Ainda não existem normas apropriadas para avaliar os efeitos dos transgênicos na saúde do consumidor e no meio ambiente e há sérios indícios de que eles sejam prejudiciais. Os próprios médicos e cientistas ainda têm muitas dúvidas e divergências quanto aos riscos dessas espécies. Não existe um só estudo, no mundo inteiro, que prove que eles sejam seguros.

Os produtos contendo transgênicos que estão nas prateleiras de alguns supermercados não são rotulados para que o consumidor possa exercer o seu direito de escolha.


A Campanha "Por um Brasil Livre de Transgênicos"
Os transgênicos ainda estão proibidos no Brasil e o tema ganha dimensão nacional e interesse popular graças às ações das ONGs.

A Campanha Por Um Brasil Livre de Transgênicos foi criada por um grupo de organizações não governamentais (ONGs) preocupadas com as conseqüências que o uso dos transgênicos pode trazer para nossa saúde, para o meio-ambiente e para a economia do País.

Queremos que antes que se tome uma decisão sobre o cultivo, a comercialização e o consumo de transgênicos no Brasil, sejam feitas pesquisas por instituições científicas de comprovada competência e independência, que assegurem que os transgênicos não são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Ao mesmo tempo, queremos que sejam realizadas pesquisas e que haja incentivos para desenvolver a agroecologia - uma agricultura que respeite o meio ambiente e leve em consideração as condições sociais do setor.

Fonte: esplar.org.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Câncer de Regina Dourado. 'Estamos garantindo uma partida confortável', diz irmão da atriz

'Estamos garantindo uma partida confortável', diz irmão de atriz na BA
Regina Dourado está internada desde o sábado (20), em Salvador.
Amiga conta como socorreu atriz em seu apartamento, na capital baiana.

Regina atuou na novela 'América',
da Rede Globo (Foto: Divulgação/TV Globo)
"Estamos garantindo uma partida confortável para ela", disse ao G1 na tarde desta terça-feira (23), Oscar Dourado, irmão da atriz baiana Regina Dourado, que está internada desde o sábado (20), no Hospital Português, em Salvador.  A atriz faz tratamento contra um câncer.

Oscar contou ainda que a irmã teve câncer nos dois seios e que a doença atingiu diversos órgãos, inclusive a medula óssea, compromentendo o restante do corpo.

Socorro
Ana Maria Azevedo, amiga de Regina Dourado falou ao G1 no fim da tarde desta terça-feira (23), após deixar hospital onde a atriz está internada. Ela contou que Dourado está “completamente sedada para evitar maiores sofrimentos”.


Azevedo contou que foi visitar a atriz na manhã do sábado e assim que chegou à residência, constatou a piora na saúde de Regina. “Eu cheguei logo depois de Paulo, o irmão dela. Percebemos que ela não estava bem. Colocamos ela no carro e a levamos para o hospital”, disse.

A amiga contou ainda que falava com a atriz todos os dias por telefone e que se encontrava com ela periodicamente em Salvador. Ela disse ainda ao G1 que se programou para voltar ao hospital na manhã da quarta-feira (24).

Estado de saúde
O outro irmão da atriz, o diretor teatral Paulo Dourado, falou rapidamente ao G1 e disse que "o momento é difícil para toda a família". Dourado comentou também que a família quer ficar rodeada apenas com amigos.

Doença
Em 2003 Regina Dourado falou sobre diagnóstico
da doença
Em dezembro de 2003, a atriz falou, em entrevista à TV Bahia, sobre a descoberta de um câncer de mama. “O momento da notícia é terrível, fica uma perplexidade. Eu achei que eu nem cheguei a ter consciência da gravidade naquele momento. Eu fiquei muito mais perplexa do que qualquer coisa, meio perdidona”, confessou na época.

Em 2003, Regina Dourado falou sobre diagnóstico
da doença (Foto: Reprodução TV Bahia)

Na entrevista, a atriz falou como estava encarando o processo de recuperação e as sessões de quimioterapia.

“A recuperação é dolorosa, é difícil, não é mole não. Porém, passa. Não me sinto absolutamente vítima por ter tido câncer. Não me sinto infeliz no sentido de que sou uma coitada e que de uma certa forma as pessoas têm que dividir comigo essa infelicidade. Eu não me sinto desta maneira, mas também não digo que é fácil. É óbvio que eu tenho momentos de angústia, de tristeza, de insegurança, de medo”, falou à emissora. [G1]


Biografia de Regina Dourado
A atriz Regina Maria Dourado, conhecida como Regina Dourado, nasceu em 22 de agosto de 1953, em Irecê, Bahia. Aos 15 anos, começou a carreira de atriz, na ‘Companhia Baiana de Comédias. Na mesma época estudava canto e dança e, em sua trajetória artística, participou do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal de Bahia, do Coral Ars Livre e do Grupo Zambo.

Regina Dourado estreou na TV no especial A Morte e a Morte de Quincas Berro D`água, dirigido por Walter Avancini em 1978, e no ano seguinte faz sua primeira novela, Pai Herói, de Janete Clair. Na sequência fez Cavalo Amarelo (1980) e Rosa Baiana (1981), mas brilhou mesmo em 1992, como a inesquecível personagem Lara Sereno de Pão Pão, Beijo Beijo.

Sua carreira na TV é marcada por vários personagens em mais de 20 trabalhos entre novelas e minisséries. Ainda na Globo, atuou, dentre outras, nas novelas Roque Santeiro, Renascer, Tropicaliente, Explode Coração, Rei do Gado, Esperança e América. Entre seriados e minisséries alguns destaques são: Lampião e Maria Bonita, O Pagador de Promessas, O Sorriso do Lagarto e Tereza Batista. Além da TV Globo, Regina Dourado fez a novela Seus Olhos, no SBT (2004). Na TV Record desde 2006, Regina Dourado atuou em Bicho do Mato, e, em 2007, esteve no elenco da novela Caminhos do Coração.

Também faz teatro, tendo participando de montagens de destaque como Memórias de um Sargento de Milícias, Declaração de Amor Explícito e Rei Brasil 500 Anos, Uma Ópera Popular e Tratado Geral da Fofoca.

No cinema, depois de uma participação como uma cigana dançarina no filme Amante Latino (1979), e de cantar na trilha de O Encalhe – Sete Dias de Agonia (1982), estreou como atriz em grande estilo em Baiano Fantasma, em 1984. O filme seguinte foi Tigipió – Uma Questão de Amor e Honra, em 1986. Na década de 90, Regina Dourado atuou em três filmes: Corpo em Delito, Corisco & Dada e No Coração dos Deuses.

Depois de vencer um câncer, Regina Dourado voltou à telinha e ao cinema; a atriz recebeu o prêmio de Melhor Coadjuvante pelo belo trabalho em Espelho D`água – Uma Viagem no Rio São Francisco (2004). Em 2011 e 2012, Regina Dourado participou da encenação da Paixão de Cristo, em Salvador, no papel da Virgem Maria.

Regina ainda coleciona prêmios, como o de melhor atriz em Tana's Takes (Festival de Curta-Metragem – Rio Grande do Norte), Tigipió (Prêmio da Crítica – Festival de Cinema de Gramado) e Corpo em Delito (Prêmio Sesc – São Paulo). Na TV, foi eleita melhor atriz coadjuvante em Renascer (Prêmio APCA – São Paulo), melhor atriz em Tropicaliente (Prêmio Master Jornal de Clubes – Rio de Janeiro) e recebeu o prêmio de melhor cena em Explode Coração (Prêmio Cassiano Gabus Mendes – Vídeo Show – Rio de Janeiro).

No início de 2010, Regina Dourado passou por mais uma cirurgia para retirada de um câncer, desta vez na mama esquerda. Em 2004, a atriz já tinha passado por duas intervenções para a retirada de um tumor na mama direita.
Fonte: CARAS

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Britânica descobre que tem câncer após tossir tumor de 2 cm


Britânica descobre que tem câncer após tossir tumor de 2 cm

 Britânica de 38 anos está livre do câncer um ano após tossir tumor. Claire Osborn descobriu a doença ao tossir um caroço de 2 cm, que foi diagnosticado como um adenocarcinoma metástico- um tipo agressivo de câncer de boca e garganta. Em novembro de 2011, ela fez uma cirurgia para retirar células cancerosas da língua. No final de fevereiro, Claire passou por exames que não detectaram novos tumores, e há uma semana, após nova rodada de exames, foi declarada livre da doença


O nódulo canceroso apareceu depois que Claire Osborn, de 37 anos, sentiu uma cócega na garganta.
Momentos depois, uma seção em forma de coração de 2cm  acabou por ser um adenocarcinoma metastático - um câncer de boca e garganta agressivo  - apareceu.

A mãe-de-seis foi dada com uma chance de 50 por cento de sobrevivência e ela começou a poupar para o seu FUNERAL .

Mas descobriu-se que não havia sinal de qualquer outro tipo de câncer em todo o corpo.

Os médicos acreditam que o tumor cresceu na parte de trás de sua garganta, que se soltou durante seu ataque de tosse.

Ela disse: "O consultor se virou para mim e disse: 'Parece que você tossiu o seu cancro. Parabéns '. "

Sua cura milagrosa veio como ela relaxou em casa com sua família em outubro passado, em Coventry, West Mids.
Ela disse: "Eu estava totalmente espantado. Eu não podia acreditar que um ataque de tosse salvou minha vida.
"Se eu não tivesse tossiu-lo, o tumor teria crescido e quase certamente se espalhar para os meus outros órgãos."
Cabeça e pescoço cirurgião Gary Walton, que tratou de Claire, disse: "É muito raro a tossir câncer, mas ela fez isso."


sábado, 19 de maio de 2012

Estresse ajuda a desenvolver o câncer

O estresse no dia-a-dia pode, com o passar do tempo, se tornar o estopim para o desenvolvimento de tumores. É o que revela um estudo de cientistas da universidade americana de Yale publicado pela revista Nature. Segundo os pesquisadores, qualquer tipo de trauma – emocional ou físico – pode agir como uma via de comunicação para mutações cancerígenas espalhadas pelo corpo. Juntas, elas podem produzir um coquetel fatal, alertam especialistas.

Durante a pesquisa, os cientistas estudaram moscas de frutas e perceberam que, sob stress, essas mutações cacerígenas produziam tumores mesmo quando estavam espalhadas por diferentes celulas da mosca. Segundo os coordenadores do estudo, isso acontece porque os stress promove o "encontro" dessas células.

Os cientistas alertam que o agravante dessa situação é que é muito mais fácil para um tecido acumular mutações em diferentes celulas do que em uma só. Por isso o stress pode ser tão perigoso. "Diversos sintomas podem sinalizar stress – cansaço físico e emocional, infecções, inflamações. Reduzir ou evitar o stress é sempre um bom conselho", afirmou o professor Tian Xu, um dos responsáveis pelo estudo. Fonte: Veja




Estresse: O Assassino Silencioso


Dr. Vladimir Bernik, MD

Na segunda quinzena de julho, o mundo surpreendeu-se com a notícia de que a espaçonave russa, a estação espacial Mir (paz), ficara sem energia por uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev. O médico, que cuida dos tripulantes, Igor Goncharov, explicou, com a maior naturalidade, que o engano fora resultante do estresse do comandante. Nunca a palavra estresse ganhou tamanha notoriedade em circunstâncias tão dramáticas.

E o que é estresse? Não há ainda uma definição para o mesmo nos compêndios de patologia médica. É o dicionário Aurélio que nos diz que o estresse (em bom português) é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio).
Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Designa uma agressão, que leva ao desconforto, ou as conseqüência desta agressão. É uma resposta a uma demanda, de modo certo ou errado.

estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio. Trata-se, portanto, de uma agressão e reação, de uma interação entre a agressão e a resposta, como propôs o médico canadense Hans Selye, o criador da moderna conceituação de estresse. O estresse fisiológico é uma adaptação normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal-adaptado, registra-se uma disfunção, que leva a distúrbios transitórios ou a doenças graves, mas, no mínimo agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a pessoa é geneticamente predisposta. Aí torna-se um caso médico por excelência. Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta-e-fuga (fight or flight), na expressão do próprio Selye.

Segundo a colocação dada ao estresse por este autor, num congresso realizado em Munique, em 1988, "o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar". E, em se calculando que o seu aumento anual chega a 1%, e que hoje atinge cerca de 60% de executivos (veja uma pesquisa anexa), pode-se chamar de a "doença do século" ou, melhor dizendo, " "a doença do terceiro milênio". Trata-se de um sério problema social econômico, pois é uma preocupação de saúde pública, pois ceifa pessoas ainda jovens, em idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando e invalidando as forças produtivas da nação; e é mais importante ainda no Brasil que, por ser um país ainda jovem, exclui da atividade pessoas necessárias ao seu desenvolvimento. Não se sabe exatamente a incidência no Brasil, mas nos Estados Unidos gastam-se de 50 a 75 bilhões de dólares por ano em despesas diretas e indiretas: isto dá uma despesa e 750 dólares por ano por pessoa, que trabalha.

A vulnerabilidade hereditária, mais a preocupação com o futuro, num tempo de incertezas, de um o país que estabiliza a moeda, mas aumenta o número de desempregados, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida piora, existem os medos do envelhecimento em más condições, e do empobrecimento, além de alimentação inadequada, pouco lazer, a falta de apoio familiar adequado e um consumismo exagerado. Todos são fatores pessoais, familiares, sociais, econômicos e profissionais, que originam a sensação de estresse e seu conseqüente desencadeamento de doenças, de uma simples azia à queda imunológica, que pode predispor infeções e até neoplasias.

A Universidade de Boston elaborou um teste rápido e auto-aplicável (anexo), onde você pode "medir" o nível de seu estresse. Se você passou incólume, pare de ler o artigo. Mas, se você se "encontrou" nos ítens apontados, mesmo em nível baixo, siga cuidadosamente a exposição.

O Que Provoca o Estresse ?


São os grandes problemas da nossa vida que, de modo agudo, ou crônico, nos lançam no estresse. Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más. O estresse ocorre, então, de forma variável, dependendo da intensidade do evento de mudança, que pode ir desde a morte do cônjuge, o índice máximo na escala de estresse, até pequenas infrações de trânsito ou mesmo a saída para as tão merecidas férias.

Certos eventos em nossas vidas são tão estressantes, que caracterizam a situação de trauma (lesão ou dano) psíquico. Recentemente as ciências mentais reconheceram uma nova síndrome, batizada de Distúrbio de estresse pós-traumático, uma verdadeira doença, pertencente ao estudo da angústia. Tornou-se bem sistematizada a partir da volta dos "viet-vets", ou veteranos da guerra do Vietnam. Esta doença ocorre com quadros agudos de angústia, grave e até invalidante, quando a ex-vítima é exposta a situações similares, tornando a desencadear todos os sintomas ansiosos severos, que conheceram durante a violência a que estiveram submetidos: são os "flash-backs", que revivenciam as situações traumatizantes. 

Isto não é aplicado apenas a veteranos de guerra; vejam-se os crescentes índices de violência urbana e as suas vítimas, que vivem quadros de desespero permanente, quando não atendidos adequadamente em serviço psiquiátrico de reconhecida competência na área. Bombas, acidentes automobilísticos ou aéreos, desabamentos, assaltos com extrema violência, sequestros prolongados, estupros, etc. são causas comuns do distúrbio de estresse pós-traumático. O tratamento costuma ser demorado, mas tende a um bom prognóstico.


Quais São as Bases Funcionais do Estresse ?

Da Silva, um cirurgião americano do século passado, foi o primeiro a perceber que soldados feridos só caíam prostrados após alcançarem a meta: isto é, lutavam ainda sob efeito de 'adrenalina'. O fisiologista Walter Cannon observou que as reações alerta/luta e fuga em animais desencadeavam um maciço aumento das catecolaminas urinárias (substâncias decorrentes do metabolismo da adrenalina). 

O cientista que estudou pela primeira vez o estresse, Hans Selye descreveu uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, caracterizada pela seguinte seqüência: 

  • A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizado pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretado por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;
  • Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sanguíneos, pupilas, sistema gastrointestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo. Estas estruturas são a amígdala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, erecção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrointestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), etc.; e que constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descrevidos por Cannon;
  • Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteróides. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteinas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.
  • Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.
Essas respostas são normais em qualquer situação de dano, perigo, doença, etc. Assim, dizemos que existe um certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir as alterações patológicas causadas pelo nivel constantemente elevado desses hormônios.

Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:

  • A fase aguda Esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.
  • A fase de resistência Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça freqúentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa:
  • A fase de exaustão Esta é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Problemas Causados pelo Estresse

O estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas; todas elas relacionadas de alguma forma à ativação excessiva e prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Na área do sistema digestivo, é sabido por todos que o estresse pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera: o famoso cirurgião Alípio Corrêa Neto, da USP e da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), dizia que se alguém afirmasse, há 20 anos atrás, que a úlcera péptica era psicossomática (leia-se somatoforme), ririam dele; hoje, se deixasse de dizê-lo, ririam dele. 

Mas, é principalmente a nível de coração, ou mais precisamente, a nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso. 

Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das arterias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como:

  • diminuição do fluxo sangüineo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.
  • Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

Outros sintomas



No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos 'neuro-vegetativos' são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.

O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açucar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o 'mau colesterol'.

Sintomas psíquicos

Nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica e psiquiátrica. Ou, pelo menos temporárias, perturbações de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos.


Os problemas ansiosos com a sintomatologia clínica, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade com provocações e discussões são mais freqüentes.

Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e adinamia, o torpor afetivo e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.

Existem também as "fugas", que todos conhecemos. Quando não se apela para a auto-medicação com ansiolíticos (um perigo!), a pessoa refugia-se na bebida e mesmo no consumo de drogas ilícitas de uso e abuso, além de aumentar a quantidade de cigarros fumados, quando for fumante.
São estas as condições da derrocada à qual o estresse leva a pessoa, principalmente quando esta tiver uma personalidade hiperativa.


Como Diminuir o Estresse ?

Em um excelente artigo sobre estresse, principalmente no trabalho (e a maior parte de nós trabalha), o psiquiatra Cyro Masci sugere medidas profiláticas iniciais, secundárias e terciárias. Mas, em resumo, quando possível, devemos parar para pensar; para nos darmos a liberdade de termos um tempo para refletir sobre cada um de nós e seus esquemas pessoais, familiares, sociais, de trabalho, de estudos e até econômico-financeiros. Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de estresse. Um bom psiquiatra pode nos ajudar nesta tarefa.

Muitas vezes haverá a necessidade de uso concomitante de um tratamento medicamentoso, geralmente através dos modernos antidepressivos serotoninérgicos (ISRS) com ou sem ansiolíticos e/ou beta-bloqueadores por um tempo definido: começo, meio e fim.
Quando já existe um quadro orgânico instalado, desde uma simples gastrite a asma ou alteração cardiorrespiratória, a busca de atendimento clínico é fundamental. A correção da alteração clínica é imprescindível. E esta pode ir de um simples a complexo tratamento ou resumir-se somente às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo lazer ou uma pequena prática esportiva constante (porque não uma caminhada diária?, que faz bem a qualquer um de nós).
Mas, a principal atitude ainda é um alerta ao modo de viver e de trabalhar com as vivências e com as emoções que a vida nos proporciona. E aí está verdadeira e milenar sabedoria.

Veja também: Recursos sobre Estresse na Internet




DR. VLADIMIR BERNIK, Médico psiquiatra (pela AMB/ABP e pelo CFM). Coordenador da Clínica de Estresse de S. Paulo. Ex-Professor Regente de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (até 1995). Consultor do Comitê Centre for Health Economics da Organização Mundial da Saúde junto à Universidade de York. ex-presidente da Sociedade de Hipnose Médica de São Paulo e ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose. Médico do Trabalho (MTb - 1982) e integrantes da primeira turma de Especialistas em Medicina do Trabalho da AMB/ANAMT (janeiro de 1984). Ex-médico perito do Instituto Médico Legal de S. Paulo e perito judicial. Autor do "Primeiro Curso de Psiquiatria para o Médico Clínico" e de mais 158 trabalhos científicos. publicados.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Câncer. Um em cada seis casos é causado por infecções evitáveis


Um em cada seis casos de câncer é causado por infecções evitáveis
Vírus e micróbios provocam cerca de 2 milhões de casos por ano

Agentes infecciosos causam cerca de dois milhões de novos casos de câncer por ano em todo o mundo. Desses, 80% ocorrem em regiões menos desenvolvidas, segundo novas estimativas publicadas na versão on-line da revista "Lancet Oncology". Das 7,5 milhões de mortes por câncer no mundo em 2008, estima-se que 1,5 milhão aconteceram devido a infecções que poderiam ter sido evitadas.

Infecções por certos vírus, bactérias e parasitas são as maiores causas de câncer no mundo. A aplicação de métodos de prevenção de saúde pública, como vacinação, poderiam ter efeito na futura carga de câncer explicam os coordenadores do estudo, Catherine de Martel e Martyn Plummer, da Agência Internacional de Pesquisa de Câncer, na França.

Neste estudo, eles usaram dados de várias fontes, incluindo estatísticas GLOBOCAN sobre estimativas de incidência de 27 tipos de câncer em 184 países, e calcularam que cerca de 16% de todos os cânceres em todo o mundo em 2008 tiveram relação com infecção, sendo uma proporção três vezes maior em países em desenvolvimento.

A fração de casos de câncer relacionados varia entre as regiões, de 3,3% na Austrália e Nova Zelândia a 32,7% na África subsaariana.

Muitos cânceres relacionados a infecções poderiam ter sido evitados, principalmente aqueles associados ao papilomavírus humano (HPV), Helicobacter pylori, e hepatite B (HBV) e vírus C (HCV) , dizem os autores, acrescentando que estas quatro infecções principais são responsáveis por cerca de 1,9 milhão de casos, a maioria gástricos, de fígado e cervical. ( O Globo)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jejum pode ajudar no tratamento de câncer


Jejum pode ajudar no tratamento de câncer
Quimioterapia e atitude aumentam substancialmente o índice de sobrevida

Pesquisa: privação de alimentos tornou o
crescimento dos tumores mais lento
 
Jejuns curtos e severos têm um impacto similar ao da quimioterapia em certos tipos de câncer, e os dois procedimentos combinados aumentam substancialmente o índice de sobrevida, segundo estudo feito com ratos e publicado na revista "Science Translational Medicine".

A pesquisa, liderada por Valter Longo, professor de Gerontologia e Ciências Biológicas na Universidade Southern Califórnia, constatou que em cinco de oito tipos de câncer em ratos o jejum atuou de forma positiva, pois a privação de alimentos tornou o crescimento dos tumores mais lento.

E em todos os casos "a combinação de ciclos de jejum com a quimioterapia foi mais ou muito mais eficaz que a quimioterapia sozinha", explicou Longo.

Os pesquisadores afirmaram que os múltiplos ciclos de jejum combinados com quimioterapia curaram 20% dos ratos afetados por um tipo de câncer infantil altamente agressivo, que tinha se propagado por todo o corpo, e 40% dos ratos com uma propagação menor do mesmo tumor.

Nenhum dos ratos, em ambos grupos, sobreviveu só com a quimioterapia.

O professor advertiu que só provas clínicas, que ainda levariam anos para serem concluídas, comprovarão se o tratamento é eficaz em humanos. (AE)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Menino sobrevive a câncer com terapia fotodinâmica

 Connah Broom tinha 11 tumores e a quimioterapia apresentava poucos resultados


Um menino de 10 anos diagnosticado com uma rara forma de câncer em 2006 vem surpreendendo especialistas na Grã-Bretanha pela melhora em seu estado de saúde depois de se submeter a um tratamento alternativo à quimioterapia. Connah Broom tinha 11 tumores e a quimioterapia apresentava poucos resultados.

Mas após se submeter ao tratamento, conhecido como terapia fotodinâmica e que custou cerca de R$ 560 mil, resta apenas um dos tumores. O tratamento usa laser, e outras fontes de luz, combinado com um medicamento que reage à luz (chamado de agente fotossensível), para destruir células cancerígenas.

Em alguns países, a técnica é usada para o tratamento de câncer de pele.
Connah conseguiu combater 10 de seus 11 tumores | Foto: Reprodução Internet

A avó de Connah, Debbie Broom, explicou que depois que a quimioterapia e outros tratamentos tradicionais não apresentaram resultado, a família começou a procurar uma outra maneira de curar o neuroblastoma, um tipo de câncer que afeta cerca de 80 crianças na Grã-Bretanha a cada ano.

Em 2007 eles ouviram falar de uma clínica privada no México que oferecia um tratamento chamado terapia fotodinâmica (PDT).

De futebol e ginástica

O tratamento utiliza laser ou outras fontes de luz, combinadas com uma droga que reage à luz (chamado de agente de fotossensibilização), para destruir células cancerosas. Connah passou por uma temporada de duas semanas de terapia, no México, uma vez que o tratamento não estava disponível para ele no Reino Unido.
Menino se submete ao tratamento durante quatro noites por semana | Foto: Reprodução Internet

Depois dessa fase, o menino continuou com o tratamento na Grã-Bretanha, onde vive com os avós e o pai.

Agora, após quatro anos de tratamento, a avó do menino diz que os 10 tumores secundários do neto desapareceram.

"Nós estamos lutando com Connah", ela disse. "E ele está fazendo um sucesso estrondoso."

Connah ainda tem o tumor primário em seu abdômen e quatro noites por semana é submetido a duas horas de tratamento. Sua avó acredita que a terapia, combinada com uma dieta orgânica, é a razão Connah estar se curando do câncer.

A Gazeta

domingo, 18 de setembro de 2011

Maconha aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de testículos em jovens


Maconha aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de testículos em jovens

SÃO PAULO - Um estudo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) mostra um dado preocupante: o consumo de maconha aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de testículos em jovens. De janeiro até agora, o hospital atendeu cem pacientes com câncer de testículos e 25% declararam ser usuários frequentes de maconha — uma vez por semana, há pelo menos um ano. Mensalmente, 500 pacientes são atendidos no setor de uro-oncologia do instituto.

— Percebemos que os pacientes que tinham tumores mais agressivos tinham histórico do uso de maconha. Não sabemos ainda o mecanismo de surgimento do tumor, mas sabemos que o uso constante da droga altera os hormônios. A maconha baixa os níveis de testosterona e dos hormônios FSH e LH, que têm desempenho importante no campo da sexualidade e virilidade. O uso da droga é também um fator de risco para a infertilidade — explica o urologista Daniel Abe, do Icesp, acrescentando que estudos feitos nos Estados Unidos e na Inglaterra também associam o uso da maconha à doença.

Segundo o estudo, dos pacientes diagnosticados com câncer no testículos, 70% desenvolvem o tumor não seminomatoso, mais agressivo, e têm sinais de doença avançada. Ou seja, já ocorreu metástase, com o tumor identificado em outras partes do corpo.

De acordo com o urologista, a chance de um usuário de maconha ter este tipo de câncer é duas vezes maior do que a da população normal.

Abe explica que, no caso do câncer localizado, o tratamento é a retirada do testículo atingido. Com a retirada de apenas um, o homem mantém a capacidade de ereção e a fertilidade. A chance de cura é alta na fase inicial da doença, em torno de 90%. Um terço das 10 mil cirurgias já realizadas no hospital foram para retirada de testículos.

A chance de o câncer atingir os dois testículos é de 3% a 5% e, também neste caso, o tratamento é a retirada do órgão. O paciente terá então de fazer recomposição hormonal para manter a vida sexual.

— Evitar o uso da droga é fundamental para diminuir consideravelmente as chances de desenvolvimento do tumor — diz o médico.

Para identificar o tumor em estágio inicial, adolescentes e jovens precisam realizar o autoexame. Assim como as mulheres apalpam os seios em busca de nódulos para descobrir o câncer de mama, os homens devem,com as mãos, buscar sinais de tumor em seus órgãos sexuais. Percebendo qualquer anormalidade, como aumento no tamanho do testículo, nódulo indolor ou massa, sensação de peso ou dor na região inferior abdominal, deve-se procurar ajuda médica.

O câncer mais frequente no homem é o de próstata. Um em cada oito homens tem câncer de próstata. Segundo Abe, as campanhas de conscientização estão estimulando os homens a procurarem o médico, a maioria estimulados por suas parceiras. Se descoberto em sua fase inicial, a chance de cura do tumor varia de 80% a 90%, com tratamento inicial de cinco anos.

— Há três décadas, os homens chegavam ao consultório com a doença em estágio avançado. Hoje, temos 20 diagnósticos novos por semana da doença e este número é maior porque os pacientes estão fazendo os exames.

Ao contrário do câncer de testículo, o de próstata atinge os homens mais velhos, com predominância na faixa acima de 60 anos de idade.

Cleide Carvalho (oglobo.com.br)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Câncer de pâncreas: sobrevida de 5 anos


Câncer de pâncreas: sobrevida de 5 anos
Doença é uma das mais silenciosas, sendo difícil ser diagnosticada em estágio inicial

Presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, tem tipo raro de câncer, por isso sua sobrevida é maior

O câncer no pâncreas, que afastou o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, é conhecido pela sua extrema agressividade e pelo diagnóstico quase sempre tardio. Se for identificado no início, as chances de cura são de 30% a 40%, mas se só for diagnosticado em estágio avançado, essa porcentagem cai para quase zero.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), menos de 5% dos pacientes com câncer no pâncreas sobrevivem mais de 5 anos. "É uma doença silenciosa, insidiosa e muito agressiva, que não dá sinais no início. Por isso causa muitas mortes", explica o cirurgião oncológico do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), Luiz Fernando Mazzini Gomes.

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, que fica localizada na parte superior do abdômen, atrás do estômago, colada ao duodeno - parte inicial do intestino. É ele o responsável pela produção de insulina.

Segundo o médico, a posição da glândula é mais um fator agravante do câncer. "Ele é localizado em uma região próxima ao fígado e de vasos sanguíneos importantes, o que, em muitos casos, impede a cirurgia, por ser uma região de difícil acesso", explica o doutor.

Durante o início da doença, o paciente geralmente não manifesta dor. Nesses casos, a maneira mais fácil de identificar o tumor é por meio de ultrassonografia. Há relatos de pacientes que descobriram a doença em um exame de rotina, para buscar causas de outros problemas.

Em seu estágio mais avançado, o câncer no pâncreas pode ser identificado a partir de dois sintomas clássicos: dor intensa nas costas ou icterícia - coloração amarelada da pele e das mucosas, devido a problemas no fígado ou no sistema biliar.

A partir da identificação do tumor, o médico indica exames como biópcia, tomografia ou ressonância magnética, para conhecer as dimensões e a gravidade do câncer. O tratamento é feito por meio de quimioterapias e, se possível, cirurgia para a retirada do tumor.

Ação em prol das vítimas da doença

Neste sábado, acontece o McDia Feliz, organizado pela Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci). Toda a renda do evento será revertida para implantação de unidades de internação, ambulatórios, casas de apoio e outros projetos voltado a crianças e adolescentes.

Muitas celebridades são vítimas da doença

O câncer vem fazendo muitas vítimas no mundo das celebridades. O ator Reynaldo Gianecchini foi diagnosticado com linfoma; o ator Marcos Paulo passou recentemente por uma cirurgia para retirar um tumor no esôfago; a atriz Vera Gimenez - mãe de Luciana Gimenez - fará radioterapia contra um câncer na sétima vértebra e o ex-diretor da Rede Globo, Boni, está em tratamento contra um câncer de próstata.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atitudes como reduzir o consumo de tabaco e adotar um estilo de vida mais saudável, consumindo mais frutas e vegetais e praticando atividades físicas, podem ajudar a conter o aumento dos índices da doença no mundo.

Autor: Lorena Fafá (A Gazeta)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Câncer em Reynaldo Gianecchini. Ator diz que está preparado para a luta

Gianecchini: 'Estou pronto para a luta'
A assessoria de imprensa da Rede Globo confirmou a doença e divulgou nota do ator em que ele afirma estar pronto para a luta

foto: Cauê Moreno/Revista QUEM 
 Reynaldo Gianecchini O ator Reynaldo Gianecchini foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin. Ele está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 1.º de agosto. A assessoria de imprensa da Rede Globo confirmou a doença e divulgou nota do ator em que ele afirma estar pronto para a luta. Há mais de 20 tipos de linfoma não-Hodgkin. Entre os linfomas, é o tipo mais incidente na infância. Em geral, quando diagnosticado precocemente, apresenta bom prognóstico em relação ao tratamento. A equipe médica do hospital só confirmou o período de internação.

Gianecchini foi internado depois que uma faringite crônica, tratada com antibiótico, resultou em grave reação alérgica. Desde então, ele não deixou mais o hospital. Por conta disso, o ator não pode atuar na peça Cruel, no teatro Faap, em São Paulo, onde estava em cartaz às segundas e terças-feiras. Devido ao estado de saúde do ator, a produção da peça comunicou que a temporada foi suspensa.

"Se houver necessidade de um tratamento mais agressivo, o ator terá que se afastar do trabalho”, diz especialista Jane Dobbin, Chefe de serviço de hematologia do INCA.
Estudos indicam que linfomas podem estar associados ao estilo de vida moderno, à poluição e ao consumo de alimentos industrializados ou com agrotóxicos

 O ator divulgou a seguinte nota

"Após ser internado com suposto sintoma de faringite, foi diagnosticado um Linfoma Não-Hodgkin. Estão sendo realizados novos exames para a especificação adequada. Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês,

Reynaldo Gianecchini"

AGÊNCIA ESTADO

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Estrelas e buracos negros: astronomia poderia levar a tratamento eficaz de câncer

Descoberta da astronomia poderia levar a tratamento eficaz de câncer


O que astronomia e medicina têm em comum? Aparentemente, a possível cura para uma das piores doenças que já existiram.

Astrônomos fizeram uma descoberta no estudo de estrelas e buracos negros que pode levar a tratamentos mais seguros e efetivos de câncer no futuro.

Os cientistas notaram que metais pesados emitem elétrons de baixa energia quando expostos a raios-X com energias específicas.

Isso levanta a possibilidade de que implantes feitos de ouro ou platina poderiam permitir aos médicos destruir tumores com elétrons de baixa energia, expondo o tecido saudável à radiação muito menor do que é possível hoje.

Simulações de computador sugerem que atingir um único átomo de ouro ou platina com uma pequena dose de raios-X em uma estreita faixa de frequências produz uma avalanche de mais de 20 elétrons de baixa energia.

Os cientistas explicam que esses elétrons ejetados podem matar o câncer, destruindo seu DNA. Assim, os médicos podem incorporar muitas nanopartículas de metal pesado dentro e ao redor de tumores e, em seguida, atingir-lhes com radiação adaptada.

O chuveiro de elétrons resultante poderia destruir um tumor, e o processo reduziria grandemente a exposição à radiação do paciente, em comparação com métodos de tratamento mais atuais de radiação.

A equipe construiu um protótipo que mostra que frequências específicas de raios-X podem liberar elétrons de baixa energia a partir de nanopartículas de metais pesados. Enquanto a máquina ainda precisa ser desenvolvida, já existe prova de que a técnica tem potencial para o tratamento do câncer.

Em resumo, o estudo poderá eventualmente levar a uma combinação de radioterapia com quimioterapia, com a platina sendo o agente ativo.

Esse potencial novo tratamento surgiu com o estudo dos céus. Especificamente, os pesquisadores estavam tentando entender do que diferentes estrelas são feitas, com base em como a radiação flui através e emana delas.

A equipe construiu modelos de computador complexos para simular esses processos. Os modelos deram pistas de como metais pesados como o ferro se comportam quando absorvem diferentes tipos de radiação.

O ferro desempenha um papel dominante no controle do fluxo de radiação através de estrelas. Mas também é observado em alguns ambientes como buracos negros, que produzem alguns tipos de raios-X que podem ser detectados da Terra.

Foi quando eles perceberam que as implicações iam além da astrofísica atômica: raios-X são usados o tempo todo em tratamentos de radiação e de imagem, bem como metais pesados. Se fosse possível alvejar nanopartículas de metais pesados em certos locais do corpo, seria possível também reduzir a exposição à radiação e ser muito mais preciso.
“Como astrônomos, aplicamos física e química básicas para compreender o que está acontecendo nas estrelas. Estamos muito animados em aplicar o mesmo conhecimento para tratar o câncer”, disse o astrônomo Sultana Nahar.[LiveScience]

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tumores resistentes. Célula-tronco do câncer de fígado torna tumor imunes a quimioterapia e autorreprodutor, descobrem pesquisadores

Célula-tronco do câncer de fígado torna tumor resistente a quimioterapia, descobrem pesquisadores
Câncer de fígado: a doença é agravada pela ação da proteína CD24, presente nas células-tronco do tumor (Thinkstock)

HONG KONG - O câncer de fígado é envolvido por uma espécie de super célula-tronco do câncer que o torna resistente a quimioterapia, e o faz espalhar-se para outras partes do corpo e mesmo voltar a aparecer no organismo, depois de ser retirado cirurgicamente, afirmam pesquisadores de Hong Kong.

A descoberta, publicada esta semana na revista "Cell Stem Cell", é importante porque significa que especialistas podem atingir essas células-tronco em sua luta contra o câncer de fígado, um grande problema na China e no sudeste asiático.

Essas células-tronco do câncer de fígado têm uma proteína superfície única chamada de CD24 e os pacientes com altas contagens da substância tendem a ter baixas expectativas de sobrevivência, de acordo com a coordenadora do estudo, Irene Ng, professora patologista da Universidade de Hong Kong.

- A CD24 é como um botão, um interruptor sobre algumas células-tronco do câncer. Uma vez que eles são ligados, ativam uma proteína na célula chamada de STAT3 - afirmou Ng.

Sua colega Terence Lee reforçou a explicação:

- A STAT3 vai até o núcleo da célula e realiza suas funções, formando tumores, espalhando-se e sendo resistente a remédios. Se nós inibirmos a função do STAT3, bloquearemos a função das células-tronco do câncer.

Células-tronco são encontradas em todo o corpo e são especiais porque podem se transformar em diferentes tipos de células, se multiplicando e se autorregenerando. Já as células-tronco do câncer são assustadoras porque são responsáveis pelo crescimento dos tumores, fazendo-os se espalhar, se tornarem resistentes a remédios. São tão fortes que, mesmo depois da retirada por cirurgia, os tumores voltam.

07/07 às 11h34 Reuters

domingo, 5 de junho de 2011

Pesquisador esclarece que estudo da OMS não afirmou que celular causa câncer

O que aconteceu é que a radiação dos celulares foi classificada em nível 2B em uma escala de risco que vai de 1 a 4. Além das radiações dos celulares, o cafezinho também está nessa categoria.
Pela primeira vez, cientistas dizem que celulares podem aumentar risco do aparecimento de alguns tipos de câncer para quem usa o telefone durante mais de meia hora por dia ao longo de pelo menos 10 anos.

Esta semana, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, soltou um alerta que deixou muita gente preocupada. Haveria uma possível ligação entre o uso do celular e o surgimento de tumores no cérebro. O Fantástico ouviu os maiores especialistas do mundo para você entender o que a ciência tem a dizer sobre esse alerta e ainda preparamos um serviço completo para você usar seu telefone celular sem medo.

Estamos cercados de radiação e não podemos fugir dela. A maior fonte é o sol. Antenas de rádio, como o nome diz, emitem radiação. Assim como as de TV e de celulares. Redes de transmissão sem fio, telefones sem fio - a maioria dos aparelhos do nosso dia a dia emite algum tipo de radiação.

Esta semana, um grupo de especialistas ligados à Organização Mundial da Saúde decidiu analisar todos os estudos já feitos até agora sobre a radiação emitida pelo celular. Pela primeira vez, os cientistas dizem os celulares possam aumentar o risco do aparecimento de alguns tipos de câncer para quem usa o telefone durante mais de meia hora por dia ao longo de pelo menos 10 anos.

Um deles é o glioma, um tumor maligno no cérebro, outro é o meningioma, o câncer na membrana que envolve o cérebro e o neuroma acústico, que se forma perto do ouvido, não é maligno, mas pode causar surdez.

Há um tipo de radioatividade a ciência conhece bem: é a que vem da tecnologia nuclear. Essa radiação pode matar e certamente provoca câncer. Mas também pode ser usada para tratar câncer, a radioterapia ou para fazer exames médicos. E não é a mesma radiação dos celulares, que vem de ondas eletromagnéticas. Tomógrafos e a radioterapia usam radiação ionizante. Celulares, não-ionizante.

Entenda a diferença: a ionizante tem ondas de alta frequência que chegam até o átomo, a menor partícula na formação de todos os tecidos, e mexe na estrutura dele, provocando a formação do câncer. Já a não-ionizante é de baixa freqüência, agita os átomos, produz calor, mas não altera a matéria.

A Organização Mundial da Saúde agora quer mais estudos para compreender melhor os efeitos desses raios no corpo humano. Em Chicago, nos Estados Unidos, o repórter Flávio Fachel repercutiu o assunto com alguns dos maiores especialistas em câncer do planeta.

Para entender o significado desse estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde que faz alertas sobre o uso do celular, Flávio Fachel foi até Chicago, onde está acontecendo um dos congressos mais importantes do mundo que trata sobre o estudo do câncer. Trinta mil médicos e pesquisadores de vários países discutem todos os tipos de câncer que existem e suas causas. No local,ninguém deixou de usar o aparelho, como sempre, só por causa dos alertas dados pela Organização Mundial de Saúde.

Fantástico: Se alguém chegar ao consultório e perguntar: ‘Doutor, posso usar o celular?’ Qual é a resposta?
Gilberto Amorim, oncologista clínico: Pode e não vai deixar de utilizar por causa disso. A gente esse é apenas um sinal para os cientistas, mas, em termos populacionais, isso não vai mudar. A gente vai continuar utilizando os telefones, eu, os pacientes, e essa pergunta já chegou ao consultório.

O doutor David McCormick foi um dos pesquisadores que participou do estudo. Ele esclarece: em nenhum momento a pesquisa afirmou que o uso de celular causa câncer. O que aconteceu é que a radiação dos celulares foi classificada em nível 2B em uma escala de risco que vai de 1 a 4. O 4 indica nenhum risco. No nível 2B, não há evidências de perigo, mas também não dá para descartar o risco.

Além das radiações dos celulares, o cafezinho também está nessa categoria. O nível 1, onde estão o fumo e o amianto, por exemplo, é usado para substâncias que comprovadamente causam a doença.

No caso dos celulares, o doutor McCormick explica de onde vem a preocupação da OMS. Ele mostra que, ao usar o aparelho perto do ouvido, as células dessa região da cabeça recebem um bombardeio de ondas eletromagnéticas de alta frequência muito parecidas com as emitidas pelos aparelhos domésticos de microondas.

O problema, diz o doutor, é que se essa radiação realmente provoca câncer, nós ainda não temos ideia de como isso acontece.

“Eu acho que o aviso é a necessidade de que novos estudos sejam feitos e não de que esse seja um assunto encerrado. Não é uma comprovação formal, simplesmente uma ideia de que possa haver um risco aumentado, mas isso não está comprovado ainda”, pondera o médico pesquisador do Inca Daniel Herchenhorn.

Pelo menos nos próximos dez anos, os cientistas terão muito trabalho até conseguir chegar a uma conclusão sobre as consequências do uso do celular na saúde da gente.

No Brasil, o doutor Gláucio Siqueira é especialista em as ondas eletromagnéticas, explica que a quantidade de radiação dos celulares é regulada em lei e é muito baixa para causar danos. Ele levou um sensor de radioatividade para fazermos testes com vários aparelhos.

Encostando os telefones no sensor, como no ouvido, ou afastando. “Essa é a mais sensível que você possa imaginar. Se a gente andar com o celular pelo ambiente, a gente vai ver que o nível de energia é da ordem de um milésimo, dois milésimos, três milésimos. Mas se você trouxer um dos seus aparelhos colado na antena e fizer uma atualização de dados”, explica o doutor Gláucio.

Subiu para 600, 900, 1400 está variando bastante. Afastando um pouquinho, cai para 0,2.

Com outro aparelho mais simples, mesmo perto, o aparelho marcou 1. “O aparelho mais simples, que não transmite dados, transmite menos energia”, explica o doutor.

Outro telefone, quando aproxima, marca a mesma coisa, chega até 6. Agora, quando chega longe, na distância de 40 centímetros, que é a mesma distância que botar no fone de ouvido, fica praticamente nula a radiação.

Então, atenção: a maioria dos celulares vem com fone de ouvido. Use! Um estudo americano, que influenciou a decisão do painel de cientistas, mostra que o campo eletromagnético do celular aumenta a atividade elétrica do cérebro, elevando também a temperatura local.

A pesquisadora Ubirani Otero, chefe do setor de câncer ocupacional do Inca, alerta: “A radiação esquenta o cérebro. Esses efeitos térmicos já tão bem descritos. Como alguns estudos já citam: perda da memória, dificuldade de aprendizagem”.

Crianças têm o crânio mais fino, o cérebro em formação. O calor penetra mais fundo. Daí a necessidade de ter mais cuidado com elas.

Algumas precauções que podem ser tomadas, segundo os especialistas:

- Evite o uso de celulares por crianças;
- Não deixe o celular sob o travesseiro nem use como despertador. Assim seu corpo não recebe radiação durante o sono;
- Evite carregar o telefone no bolso ou pendurado no cinto: use bolsa ou mochila;

Quando puder, mande mensagens de texto. É mais barato e você usa afastando o telefone para escrever.

Lembrando que tudo isso é precaução. Até agora, o único uso de celular que certamente faz mal para a saúde é no trânsito. Dirigir falando ou mesmo lendo e escrevendo mensagem, aumenta em quatro vezes o risco de acidente.

Site do Fantástico

quarta-feira, 1 de junho de 2011

OMS anuncia que celular pode aumentar risco de câncer

A radiação de telefones celulares pode causar câncer, anunciou a OMS (Organização Mundial de Saúde) nesta terça-feira. A agência lista o uso do telefone móvel como "possivelmente cancerígeno", mesma categoria do chumbo, escapamento de motor de carro e clorofórmio. A informação foi publicada no site CNN Health.

Antes do anúncio de hoje, a OMS havia garantido aos consumidores que a radiação não tinha sido relacionada a nenhum efeito nocivo à saúde.

Uma equipe de 31 cientistas de 14 países, incluindo Estados Unidos, tomou a decisão depois de analisar estudos revisados por especialistas sobre a segurança de telefones celulares.

A equipe encontrou provas suficientes para classificar a exposição pessoal como "possivelmente cancerígena para os seres humanos."

Isto significa que não existem estudos suficientes a longo prazo para concluir se a radiação dos telefones celulares é segura, mas há dados suficientes que mostram uma possível conexão, e que os consumidores devem ser alertados.

O tipo de radiação que sai de um telefone celular é chamado de não ionizante. Não é como um raio-X, mas mais como um forno de micro-ondas de baixa potência.

"O que a radiação do celular faz, em termos mais simples, é semelhante ao que acontece aos alimentos no micro-ondas: cozinha o cérebro", disse Keith Black ao site da CNN, neurologista do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles.

A OMS classifica os fatores do ambiente em quatro grupos: cancerígenos --ou causadores de câncer-- para o homem; possivelmente cancerígeno para os seres humanos; não classificados quanto ao risco de câncer para o homem; e provavelmente não cancerígeno para os seres humanos.

O tabaco e o amianto estão na categoria "cancerígeno para os seres humanos". Chumbo, escapamento do carro e clorofórmio estão listados como "possivelmente cancerígeno para os seres humanos".

O anúncio foi feito do escritório da OMS em Lyon, na França, após o número crescente de pedidos de cautela sobre o risco potencial da radiação do celular.

A Agência Europeia do Ambiente pediu mais estudos, dizendo que os telefones celulares podem ser tão nocivos para a saúde pública quanto o tabaco, o amianto e a gasolina.

O líder de um instituto de pesquisa do câncer da Universidade de Pittsburgh enviou um memorando a todos os funcionários, pedindo a diminuição do uso do celular por causa de um possível risco de câncer.

A indústria de telefonia celular afirma que não há provas conclusivas de que a radiação dos aparelhos cause impacto sobre a saúde dos usuários.

O anúncio de hoje pode ser um divisor de águas para as normas de segurança. Os governos costumam usar a lista da Organização Mundial de classificação de risco cancerígeno como orientação para as recomendações de regulamentação ou ações.

Folha

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pesquisa diz que pacientes gays são mais resistentes ao câncer

Um estudo americano verificou uma incidência maior de sobreviventes de câncer entre os homens homossexuais do que entre os heterossexuais. O estudo, publicado na última edição da revista especializada Cancer, não oferece explicações para o fenômeno e sugere que novas pesquisas são necessárias para determinar a razão para a ligação.

Os pesquisadores analisaram dados de entrevistas com 122.345 pessoas na Califórnia em 2001, 2003 e 2005. 3.690 homens e 7.252 mulheres disseram ter tido câncer em algum momento de suas vidas.

Os entrevistados também responderam sobre suas opções sexuais - 1.493 homens e 918 mulheres se descreveram como gays, e 1.116 mulheres se disseram bissexuais.

O cruzamento dos dados indicou que a proporção de homens gays que tiveram câncer era quase duas vezes maior do que a dos homens heterossexuais que tiveram câncer no passado.

Além disso, a pesquisa indicou que os homens homossexuais que tiveram câncer tinham desenvolvido a doença na média uma década antes do que os homens heterossexuais que tiveram câncer.

A pesquisa não identificou nenhuma ligação parecida em relação às mulheres, mas verificou que as mulheres lésbicas e bissexuais tinham uma situação de saúde mais precária após sofrerem de câncer do que as mulheres heterossexuais.

Razões

Para a coordenadora do estudo, Ulrike Boehmer, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, o resultado do estudo não permite dizer que "homens gays têm um risco maior de ter câncer" porque as razões por trás da incidência maior verificada na pesquisa podem ser complicadas.

Segundo ela, mais pesquisas são necessárias para determinar se os homens homossexuais realmente têm mais tumores ou se têm uma taxa de sobrevivência maior.

Os autores da pesquisa especulam ainda que a diferença no número de casos de sobreviventes de câncer pode estar relacionado ao maior número de câncer do ânus entre homens homossexuais ou a tipos de câncer relacionados à infecção pelo vírus HIV.

Diferenças

A análise da situação de saúde dos sobreviventes de câncer também indicou diferenças baseadas na orientação sexual.

As mulheres lésbicas e bissexuais tiveram até duas vezes mais chance de relatar "saúde precária" do que as mulheres heterossexuais. O fenômeno não foi identificado em relação aos homens homossexuais.

Boehmer diz que "uma explicação comum para a razão de as mulheres lésbicas e bissexuais terem se declarado mais com saúde precária do que as mulheres heterossexuais é o estresse de minoria, que sugere que as mulheres lésbicas e bissexuais têm uma saúde pior, incluindo a saúde psicológica, por causa da discriminação, do preconceito e da violência a que estão sujeitas".

Segundo ela, o resultado de seu estudo indica a necessidade de "mais serviços para melhorar o bem-estar de mulheres lésbicas e bissexuais sobreviventes de câncer" e de programas "concentrados na prevenção primária de câncer e na detecção de câncer em estágio inicial" em homens homossexuais.

r7