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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alannah Shevenell, de 9 anos, passa por transplante de seis órgãos


Menina de 9 anos passa por transplante de seis órgãos
Alannah Shevenell, de 9 anos, portadora de um agressivo tumor, recebeu estômago, fígado, pâncreas, esôfago, intestino delgado e baço

Alannah Shevenell, 9 anos, que passou por um transplante de seis órgãos ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, passa bem e já está em casa (Suzanne Kreiter/The Boston Globe/Getty Images)

Uma menina de nove anos foi submetida com êxito a um transplante de seis órgãos, que incluiu uma rara recepção de esôfago, anunciou o Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos. Desde 2008, a pequena Alannah Shevenell tinha um tumor que se expandiu para o estômago, fígado, pâncreas, intestino delgado e baço, além do esôfago. A substituição dos órgãos aconteceu na terça-feira passada.


Heung Bae Kim, cirurgião e diretor do Centro de Transplante Pediátrico (PTC) do Hospital Infantil de Boston
"Sob o comando do diretor do Centro de Transplante Pediátrico (PTC), o cirurgião Heung Bae Kim, os médicos executaram uma intervenção de 14 horas",  afirma um comunicado publicado no site do hospital. Os órgãos vieram de apenas uma pessoa e foram mantidos juntos até o momento do transplante.

"Não havia maneira de extrair o tumor sem retirar os órgãos. Se tirássemos apenas o tumor, os órgãos de  Alannah  não receberiam sangue e morreriam", afirmou Bae Kim ao jornal Boston Globe. Kim ressaltou ainda as "dificuldades para encontrar os órgãos, que deveriam ser do mesmo tamanho e tipo sanguíneo da criança". A oportunidade surgiu quando a família de um menino recentemente falecido ofereceu a doação.

Alta  — A menina retornou para casa na quarta-feira, depois de passar mais de três meses internada. Alannah, que mora com os avós em Hollis, uma localidade de 4.500 habitantes no estado do Maine, deve ter, no futuro, nenhuma restrição real em termos de atividade, segundo Kim.

Mas, por enquanto, ela toma nove medicamentos diários e é submetida a exames contínuos para controlar os níveis de açúcar. Um tutor trabalha 20 horas por semana na casa da menina para que ela possa dar continuidade aos estudos. O sistema imunológico de Alannah é tão frágil que ela não pode ficar em locais com muitas pessoas, como escolas, igrejas ou centros comerciais. Também não pode comer vegetais crus ou frutas, exceto aquelas com casca ou pele muito fina.

Inédito no Brasil — Segundo Ben-Hur Ferraz Neto, chefe do Programa de Transplantes Abdominais do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, transplantes envolvendo vários órgãos ao mesmo tempo, que apresentam mais riscos, são mais comuns nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de 50 procedimentos do tipo são realizados a cada ano. "No Brasil ainda é inédito, embora haja no país duas equipes credenciadas para fazer esse tipo de transplante", diz. A expectativa é que ainda neste ano o Brasil comece a fazer o procedimento.




A história dos transplantes

1954Acontece o primeiro transplante de rim bem sucedido, feito em gêmeos no Hospital Brigham, em Boston. O coordenador da equipe foi o médico Joseph Murray, que ganhou o Prêmio Nobel da Medicina em 1990 por suas descobertas acerca dos transplantes de órgãos.
1963Primeiro transplante de pulmão, realizado na Universidade de Mississipi, nos EUA.
1966Primeira vez em que um paciente recebe dois órgãos ao mesmo tempo, envolvendo rim e pâncreas. A operação foi realizada na Universidade de Minnesota, EUA.
1967Primeiro transplante de fígado bem sucedido, feito pelo médico Thomas Starzi na Universidade de Colorado, EUA. Neste ano também aconteceu o primeiro transplante de coração, feito no Hospital de Cape Town, na África do Sul. O paciente viveu por 18 dias.
1981Primeira vez em que foi feito um transplante simultâneo de coração e pulmão, na Universidade Stanford, na Califórnia, EUA
1983O FDA, órgão americano que controla os medicamentos, aprova a Ciclosporina, uma droga imunossupressora, essencial para que o organismo não rejeite o órgão transplantado.
1989Primeira vez em que um transplante de fígado de um doador vivo foi feito na Universidade de Chicago, EUA
1990Primeiro transplante de pulmão vindo de um doador vivo (a mãe doou parte do pulmão para a filha de 12 anos) foi feito na Universidade Stanford, na Califórnia, EUA.
1998Primeiro transplante de mão bem sucedido. A operação foi feita por médicos australianos em Lyon, na França
2010O primeiro transplante completo de face foi feito no Hospital Vall d'Hebron, na Espanha. A cirurgia levou 22 horas e o paciente recebeu transplante de mandíbula, nariz, maçãs do rosto, músculos, dentes e pálpebras
2011Primeiro transplante de duas pernas foi feito no Hospital La Fe de Valência, Espanha


      ............................... Fonte: veja.abril.com.br/noticia/saude/menina-de-9-anos-passa-por-transplante-de-seis-orgaos

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Jovem descobre tumor do tamanho de laranja durante exame de vista

Jovem descobre tumor do tamanho de laranja durante exame de vista
Oito meses após retirada de tumor benigno, Chloe Jones, de 17 anos, do País de Gales, já retomou rotina, sem nenhuma sequela.

Uma adolescente britânica descobriu um tumor do tamanho de uma laranja no cérebro durante um exame de vista de rotina.
Chloe Jones, de 17 anos, havia marcado o exame por achar que estava com problemas de visão, após sentir dores de cabeça.
O que ela achava que poderia ser miopia, porém, era na verdade um tumor benigno que estava pressionando seu nervo ótico.
Os médicos acreditam que o tumor havia crescido em sua cabeça desde seu nascimento.
A adolescente Chloe Jones (Foto: BBC)
Apesar de ter 10 centímetros de diâmetro, o tumor não havia provocado nenhum outro sintoma óbvio, mas seu tamanho o tornava uma ameaça à vida da adolescente.
Dois dias depois, ela passou por uma operação de seis horas para a retirada do tumor no hospital da Universidade do País de Gales, em Cardiff, que incluiu a abertura do crânio.
Oito meses após a cirurgia, Chloe já retomou sua antiga rotina, sem nenhuma sequela tanto do tumor quanto da cirurgia.
Cabelo
'É uma loucura pensar que eu tinha uma coisa daquele tamanho dentro da minha cabeça e que eu não sabia de nada', afirmou a menina à BBC.
'Eu tinha dores de cabeça ao ler na escola, mas eu achava que talvez só precisasse de óculos - por isso fui ao oftalmologista', disse.
'Além disso, eu tinha uma veia na minha têmpora que costumava ficar saltada quando eu ficava brava, mas aparentemente era o tumor pressionando os vasos sanguíneos', contou.
Apesar disso, ela disse não ter ficado muito preocupada com os riscos da cirurgia.
'Eu poderia ter ficado cega, ou mesmo morrido, mas eu estava mesmo é preocupada com o que a operação ia fazer com meu cabelo', disse.
Nervosismo
O optometrista que fez a descoberta, Brian Borland, diz ter ficado mais nervoso do que Chloe durante a consulta.
'Esse é o tipo de coisa para a qual estamos treinados a olhar num exame de vista, mas ainda assim não é algo comum', disse.
'Eu já tinha visto dois ou três casos em oito anos como optometrista, mas nunca em alguém tão jovem como Chloe', afirmou.
'Eu estava muito nervoso, porque os optometristas estão acostumados a serem capazes de resolver os problemas, então não temos tanta prática em dar más notícias', disse.

BBC

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tumores resistentes. Célula-tronco do câncer de fígado torna tumor imunes a quimioterapia e autorreprodutor, descobrem pesquisadores

Célula-tronco do câncer de fígado torna tumor resistente a quimioterapia, descobrem pesquisadores
Câncer de fígado: a doença é agravada pela ação da proteína CD24, presente nas células-tronco do tumor (Thinkstock)

HONG KONG - O câncer de fígado é envolvido por uma espécie de super célula-tronco do câncer que o torna resistente a quimioterapia, e o faz espalhar-se para outras partes do corpo e mesmo voltar a aparecer no organismo, depois de ser retirado cirurgicamente, afirmam pesquisadores de Hong Kong.

A descoberta, publicada esta semana na revista "Cell Stem Cell", é importante porque significa que especialistas podem atingir essas células-tronco em sua luta contra o câncer de fígado, um grande problema na China e no sudeste asiático.

Essas células-tronco do câncer de fígado têm uma proteína superfície única chamada de CD24 e os pacientes com altas contagens da substância tendem a ter baixas expectativas de sobrevivência, de acordo com a coordenadora do estudo, Irene Ng, professora patologista da Universidade de Hong Kong.

- A CD24 é como um botão, um interruptor sobre algumas células-tronco do câncer. Uma vez que eles são ligados, ativam uma proteína na célula chamada de STAT3 - afirmou Ng.

Sua colega Terence Lee reforçou a explicação:

- A STAT3 vai até o núcleo da célula e realiza suas funções, formando tumores, espalhando-se e sendo resistente a remédios. Se nós inibirmos a função do STAT3, bloquearemos a função das células-tronco do câncer.

Células-tronco são encontradas em todo o corpo e são especiais porque podem se transformar em diferentes tipos de células, se multiplicando e se autorregenerando. Já as células-tronco do câncer são assustadoras porque são responsáveis pelo crescimento dos tumores, fazendo-os se espalhar, se tornarem resistentes a remédios. São tão fortes que, mesmo depois da retirada por cirurgia, os tumores voltam.

07/07 às 11h34 Reuters

domingo, 5 de junho de 2011

Pesquisador esclarece que estudo da OMS não afirmou que celular causa câncer

O que aconteceu é que a radiação dos celulares foi classificada em nível 2B em uma escala de risco que vai de 1 a 4. Além das radiações dos celulares, o cafezinho também está nessa categoria.
Pela primeira vez, cientistas dizem que celulares podem aumentar risco do aparecimento de alguns tipos de câncer para quem usa o telefone durante mais de meia hora por dia ao longo de pelo menos 10 anos.

Esta semana, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, soltou um alerta que deixou muita gente preocupada. Haveria uma possível ligação entre o uso do celular e o surgimento de tumores no cérebro. O Fantástico ouviu os maiores especialistas do mundo para você entender o que a ciência tem a dizer sobre esse alerta e ainda preparamos um serviço completo para você usar seu telefone celular sem medo.

Estamos cercados de radiação e não podemos fugir dela. A maior fonte é o sol. Antenas de rádio, como o nome diz, emitem radiação. Assim como as de TV e de celulares. Redes de transmissão sem fio, telefones sem fio - a maioria dos aparelhos do nosso dia a dia emite algum tipo de radiação.

Esta semana, um grupo de especialistas ligados à Organização Mundial da Saúde decidiu analisar todos os estudos já feitos até agora sobre a radiação emitida pelo celular. Pela primeira vez, os cientistas dizem os celulares possam aumentar o risco do aparecimento de alguns tipos de câncer para quem usa o telefone durante mais de meia hora por dia ao longo de pelo menos 10 anos.

Um deles é o glioma, um tumor maligno no cérebro, outro é o meningioma, o câncer na membrana que envolve o cérebro e o neuroma acústico, que se forma perto do ouvido, não é maligno, mas pode causar surdez.

Há um tipo de radioatividade a ciência conhece bem: é a que vem da tecnologia nuclear. Essa radiação pode matar e certamente provoca câncer. Mas também pode ser usada para tratar câncer, a radioterapia ou para fazer exames médicos. E não é a mesma radiação dos celulares, que vem de ondas eletromagnéticas. Tomógrafos e a radioterapia usam radiação ionizante. Celulares, não-ionizante.

Entenda a diferença: a ionizante tem ondas de alta frequência que chegam até o átomo, a menor partícula na formação de todos os tecidos, e mexe na estrutura dele, provocando a formação do câncer. Já a não-ionizante é de baixa freqüência, agita os átomos, produz calor, mas não altera a matéria.

A Organização Mundial da Saúde agora quer mais estudos para compreender melhor os efeitos desses raios no corpo humano. Em Chicago, nos Estados Unidos, o repórter Flávio Fachel repercutiu o assunto com alguns dos maiores especialistas em câncer do planeta.

Para entender o significado desse estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde que faz alertas sobre o uso do celular, Flávio Fachel foi até Chicago, onde está acontecendo um dos congressos mais importantes do mundo que trata sobre o estudo do câncer. Trinta mil médicos e pesquisadores de vários países discutem todos os tipos de câncer que existem e suas causas. No local,ninguém deixou de usar o aparelho, como sempre, só por causa dos alertas dados pela Organização Mundial de Saúde.

Fantástico: Se alguém chegar ao consultório e perguntar: ‘Doutor, posso usar o celular?’ Qual é a resposta?
Gilberto Amorim, oncologista clínico: Pode e não vai deixar de utilizar por causa disso. A gente esse é apenas um sinal para os cientistas, mas, em termos populacionais, isso não vai mudar. A gente vai continuar utilizando os telefones, eu, os pacientes, e essa pergunta já chegou ao consultório.

O doutor David McCormick foi um dos pesquisadores que participou do estudo. Ele esclarece: em nenhum momento a pesquisa afirmou que o uso de celular causa câncer. O que aconteceu é que a radiação dos celulares foi classificada em nível 2B em uma escala de risco que vai de 1 a 4. O 4 indica nenhum risco. No nível 2B, não há evidências de perigo, mas também não dá para descartar o risco.

Além das radiações dos celulares, o cafezinho também está nessa categoria. O nível 1, onde estão o fumo e o amianto, por exemplo, é usado para substâncias que comprovadamente causam a doença.

No caso dos celulares, o doutor McCormick explica de onde vem a preocupação da OMS. Ele mostra que, ao usar o aparelho perto do ouvido, as células dessa região da cabeça recebem um bombardeio de ondas eletromagnéticas de alta frequência muito parecidas com as emitidas pelos aparelhos domésticos de microondas.

O problema, diz o doutor, é que se essa radiação realmente provoca câncer, nós ainda não temos ideia de como isso acontece.

“Eu acho que o aviso é a necessidade de que novos estudos sejam feitos e não de que esse seja um assunto encerrado. Não é uma comprovação formal, simplesmente uma ideia de que possa haver um risco aumentado, mas isso não está comprovado ainda”, pondera o médico pesquisador do Inca Daniel Herchenhorn.

Pelo menos nos próximos dez anos, os cientistas terão muito trabalho até conseguir chegar a uma conclusão sobre as consequências do uso do celular na saúde da gente.

No Brasil, o doutor Gláucio Siqueira é especialista em as ondas eletromagnéticas, explica que a quantidade de radiação dos celulares é regulada em lei e é muito baixa para causar danos. Ele levou um sensor de radioatividade para fazermos testes com vários aparelhos.

Encostando os telefones no sensor, como no ouvido, ou afastando. “Essa é a mais sensível que você possa imaginar. Se a gente andar com o celular pelo ambiente, a gente vai ver que o nível de energia é da ordem de um milésimo, dois milésimos, três milésimos. Mas se você trouxer um dos seus aparelhos colado na antena e fizer uma atualização de dados”, explica o doutor Gláucio.

Subiu para 600, 900, 1400 está variando bastante. Afastando um pouquinho, cai para 0,2.

Com outro aparelho mais simples, mesmo perto, o aparelho marcou 1. “O aparelho mais simples, que não transmite dados, transmite menos energia”, explica o doutor.

Outro telefone, quando aproxima, marca a mesma coisa, chega até 6. Agora, quando chega longe, na distância de 40 centímetros, que é a mesma distância que botar no fone de ouvido, fica praticamente nula a radiação.

Então, atenção: a maioria dos celulares vem com fone de ouvido. Use! Um estudo americano, que influenciou a decisão do painel de cientistas, mostra que o campo eletromagnético do celular aumenta a atividade elétrica do cérebro, elevando também a temperatura local.

A pesquisadora Ubirani Otero, chefe do setor de câncer ocupacional do Inca, alerta: “A radiação esquenta o cérebro. Esses efeitos térmicos já tão bem descritos. Como alguns estudos já citam: perda da memória, dificuldade de aprendizagem”.

Crianças têm o crânio mais fino, o cérebro em formação. O calor penetra mais fundo. Daí a necessidade de ter mais cuidado com elas.

Algumas precauções que podem ser tomadas, segundo os especialistas:

- Evite o uso de celulares por crianças;
- Não deixe o celular sob o travesseiro nem use como despertador. Assim seu corpo não recebe radiação durante o sono;
- Evite carregar o telefone no bolso ou pendurado no cinto: use bolsa ou mochila;

Quando puder, mande mensagens de texto. É mais barato e você usa afastando o telefone para escrever.

Lembrando que tudo isso é precaução. Até agora, o único uso de celular que certamente faz mal para a saúde é no trânsito. Dirigir falando ou mesmo lendo e escrevendo mensagem, aumenta em quatro vezes o risco de acidente.

Site do Fantástico

terça-feira, 19 de abril de 2011

ESTADOS UNIDOS. 'Supercola' salva mulher com tumor raro

'Supercola' salva norte-americana com raro tumor no coração
Cardiologista Christopher Cave usou substância para brecar o câncer.
Segundo o médico, Jamie Alliss foi a 1ª pessoa a ser salva da doença.



Supercola é vista em preto, após ser injetada com
catéter no coração de Jamie Alliss. (Foto: Worldwide
Features / Barcroft Media / Getty Images)
Uma enfermeira norte-americana foi a primeira paciente a receber uma supercola médica para deter o avanço de um câncer no coração, localizado no ventrículo esquerdo.
A substância foi injetada dentro do tumor - que tinha o tamanho de uma bola de golfe - para conter o crescimento e salvar a vida de Jamie Arliss - mãe de uma garota de 15 anos chamada Leighton e casada com Scott.
A técnica foi uma ideia do cardiologista Christopher Cove, que resolveu apostar na medida quando a moradora da cidade de Wayne County já havia sido avisada sobre as chances remotas de sobrevivência. O diagnóstico de câncer foi revelado em março de 2009.
O médico optou pela supercola após ter estudado o uso da substância para reparar vasos sanguíneos no cérebro. Antes da intervenção de Cove, outras equipes médicas já haviam tentado remover o tumor. Para colocar a supercola dentro do corpo de Jamie, Christopher usou um catéter.
Segundo o médico, não havia tempo hábil para um transplante de coração e não existem registros de pessoas que tenham sobrevivido ao tipo de câncer que afetou o organismo de Jamie.

A enfermeira Jamie Alliss (à direita), com a filha Leighton e o marido Scott. A família mora na cidade de Wayne County, nos Estados Unidos. (Foto: Worldwide Features / Barcroft Media / Getty Images)


Do G1, em São Paulo*
* Com informações da agência Barcroft Media e do jornal Daily Mail






terça-feira, 28 de setembro de 2010

Viagra reduz tumor na próstata

Pesquisadores americanos descobriram uma combinação de dois remédios capaz de diminuir tumor de pacientes com câncer de próstata. A combinação de Viagra, remédio usado para tratar disfunção erétil, e doxorrubicina, usado no tratamento de diversos tipos de câncer, ajuda no combate a células cancerígenas e também protege o coração contra possíveis consequências.

Foto: R7 
A doxorrubicina é um agente quimioterápico utilizado há quatro décadas para tratar vários tipos de câncer, inclusive o de próstata. Seu uso, no entanto, pode causar alguns danos cardíacos, o que faz muitos pacientes interromperem o tratamento.

Ao combinar esse medicamento com o Viagra, que é feito com o princípio ativo sildenafil, os pesquisadores da Universidade Commonwealth de Virginia (EUA) descobriram que são criadas moléculas de oxigênio reativas capazes de provocar a morte de células cancerosas da próstata.

De acordo com o principal autor do estudo e diretor-científico da universidade, Rakesh Kukreja, as células normais da glândula não são prejudicadas. Os testes foram feitos em laboratório e também com animais.

- Nós acreditamos que o sildenafil é um excelente candidato para ser incluído no tratamento do câncer – com o potencial de agir contra o tumor e de proteger o coração dos danos de curto e longo prazo provocados pela doxorrubicina.

Na próxima etapa do estudo, os cientistas vão iniciar os testes clínicos para avaliar se essa combinação de remédios é eficiente em pacientes com câncer.


Exames de próstata triplicam no Brasil em seis anos

Os homens brasileiros estão se cuidando mais para prevenir o câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2003 e 2009 triplicou o número de testes para detectar uma atividade anormal da próstata. Passou de 1 milhão para 3 milhões o número de PSAs, exame que verifica a dosagem do Antígeno Prostático Específico, proteína importante para a exclusão de possíveis tumores malignos na próstata.

Os dados do ministério mostram ainda que, em sete anos, a quantidade de vasectomias realizadas pelo SUS cresceu 79%. O número de cirurgias saltou de 19.103, em 2003 para 34.144, em 2009, quando foi registrado também aumento de 148% do valor pago por procedimentos ambulatoriais (de R$ 123,18 para R$ 306,47) e de 20% do valor por operação feita com internação (de R$ 255,39 para R$ 306,47).

A Política Nacional de Saúde do Homem completa um ano neste mês. O Brasil foi pioneiro na América Latina na implementação de uma política pública de saúde específica para esse público. Até agora, 70 municípios, incluindo todas as capitais, aderiram às medidas. O governo federal repassa a cada município R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem.

A criação de uma política de saúde exclusiva para o público masculino se deve ao fato de que os homens têm hábitos menos saudáveis do que as mulheres. Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2009, 18% dos homens não praticam qualquer atividade física e 43% comem mais carne com excesso de gordura. Esse hábito é responsável por 18% das doenças cardiovasculares e 56% das doenças isquêmicas do coração, que são a primeira causa de morte entre os homens.

Segundo a nutricionista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Mariane Martins, além da alimentação errada, com poucas frutas e verduras e excesso de carne vermelha, o homem também consome mais álcool do que as mulheres, o que contribui com o ganho calórico.

– Tem sido verificado um aumento do sobrepeso nos homens, casos mais frequentes de obesidade e o aumento da circunferência abdominal, que é um fator de risco de problemas cardíacos.

Fonte: R7