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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Top 10 alimentos para aliviar o estresse

Top 10 alimentos para aliviar o estresse

Sentindo-se estressado? Em vez de pegar doces, experimente um dos nossos 10 melhores alimentos para aliviar o estresse. Os alimentos não apagam as frustrações, mas você pode obter algum alívio do estresse, incluindo mais desses alimentos em sua dieta.


Abacate e banana
São duas coisas, nós sabemos, mas o que essas frutas têm em comum? Eles estão carregadas de potássio, um mineral vital para manter a pressão arterial baixa. Relaxe e desfrute de banana e abacate.

Precisamos de vitaminas do complexo B para os nervos saudáveis ​​e as células do cérebro, e os sentimentos de ansiedade pode estar enraizada em uma deficiência de vitamina B. Abacates são ricos em vitaminas do complexo B aliviar o estresse. Bônus: Eles também são ricos em gordura monoinsaturada e potássio, que ajudam a baixar a pressão arterial. Estresse Da próxima vez tem que chegar para um litro de sorvete cheio de gordura, optar por uma vitamina versão não láctea feito com abacate batido com uma banana madura, extrato de baunilha, o leite de amêndoas, e adoçante não-nutritiva.

Aspargos
A depressão tem sido associada a baixos níveis de ácido fólico, e um vegetal que impulsiona este nutriente de reforço humor é aspargos. Um único copo fornece dois terços do seu valor diário, e é fácil de caber em quase qualquer espargos refeição. Algumas idéias: Refogue algumas pontas de espargos para uma omelete saborosa. Vá com lanças no vapor ou grelhados como um vegetal lado para a carne, peixe ou frango. Snack em algumas lanças no vapor por meio de imersão em algum molho.


Mirtilos 
Mirtilos podem parecer pequenos, mas apenas um punhado contém uma quantidade poderosa de antioxidantes e vitamina C, tornando-os poderosos de estresse. Quando estamos estressados, nosso corpo precisa de vitamina C e antioxidantes para ajudar a reparar e proteger as células. Enquanto mirtilos são saborosos por si mesmos, não há melhor maneira de aumentar a nutrição em uma porção de iogurte ou cereal rico em fibras.

Leite
Um copo de leite morno antes de dormir é um remédio testado pelo tempo para insônia e inquietação. Isso porque o leite é rico em antioxidantes, vitaminas B2 e B12, bem como proteínas e cálcio. A proteína láctea tem um efeito calmante, reduzindo a pressão sanguínea, enquanto o potássio no leite pode ajudar a aliviar espasmos musculares desencadeadas pela tensão.

Amêndoas
Elimine um pouco de estresse mastigando amêndoas, que são ricas em vitaminas B2 e E. Esses dois nutrientes ajudam a reforçar o sistema imunológico durante períodos de estresse. Apenas um quarto de uma xícara de amêndoas todos os dias faz o truque. Para variar, espalhe um pouco de manteiga de amêndoa em fatias de frutas ou bolachas integrais.

Laranja
Há uma razão para o suco de laranja ser apontada como a parte campeã da saúde do café da manhã : A vitamina C é uma vitamina conhecido por reduzir a pressão arterial e cortisol, o hormônio do estresse. Para uma rápida explosão de vitamina C, simplesmente chupe uma laranja inteira ou beba um copo de sumo de laranja natural, sem adição de açúcar.

Salmão
Coloque mais peixes em seu prato para ajudar você a se sentir à vontade. Uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3  ajuda a manter o cortisol e a adrenalina agem quando você está se sentindo tenso. O salmão é uma das melhores fontes de ômega-3: Consumir 100 gramas pelo menos três vezes por semana, vai proteger o seu coração quando esses hormônios do estresse estão surgindo.

Espinafre
Faça como Popeye e se encha de espinafre. As folhas verdes podem não ser a sua idéia de comida amistosa, mas espinafre pode ter um efeito reconfortante. Espinafre contém magnésio, mineral que ajuda a regular os níveis de cortisol e promove sentimentos de bem-estar. Uma simples xícara de espinafre preenche 40 por cento de sua cota diária.

Carne de Peru
A sensação de sonolência que você tem depois de comer o jantar de Ação de Graças é devido ao aminoácido triptofano encontrado no peru. Triptofano sinaliza o cérebro a liberar serotonina sentir-se bem, que promove a calma e até mesmo cansaço.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Estresse causa queda de cabelos. Saiba mais

Saiba como o estresse causa queda de cabelos



Para quem teme ficar careca, ele é o cara: o britânico David Salinger, 65, preside a Associação Internacional dos Tricologistas, entidade que pesquisa e aprova novos tratamentos para cabelos.


Ele esteve em São Paulo participando de congresso e falando sobre a relação entre estresse e perda de cabelos.

A tensão causa, sim, calvície, mas, ao contrário da calvície de origem genética, é reversível, diz o especialista.
Folha -- Qual é a ação do estresse nos cabelos?
David Salinger -- Um dos efeitos é o aumento de noradrenalina, neurotransmissor que interrompe o crescimento do cabelo. Além disso, alterações no sistema imunológico causam inflamações no couro cabeludo, o que afeta o nascimento de novos fios.

O que pode ser feito para evitar ou reduzir essa queda?
Eu uso suplementação de tirosina, um aminoácido que reduz inflamações e diminui a concentração de noradrenalina no couro cabeludo, fazendo os fios voltarem aos ciclos normais de nascimento, crescimento e queda.

O tratamento é demorado?
Se não houver outra causa além do estresse, depois de dois ou três meses a queda diminui e novos fios crescem.

Vale a pena usar como prevenção, para evitar a queda?
Não. Normalmente, o próprio corpo produz a tirosina de que precisa. No tratamento, uso suplementos de um grama duas vezes ao dia, por uns quatro meses. Depois, se o estresse estiver controlado, paro com a suplementação.

Há contraindicações?
Não pode ser usado por quem tem epilepsia ou está tomando antidepressivos.

Complexos vitamínicos para fortalecer cabelos funcionam?
Só se houver deficiência nutricional específica. Na mulher, a mais comum é de ferro. No homem, zinco e magnésio.

Quais são as novidades em tratamentos de calvície?
Uma terapia promissora usa o plasma rico em plaquetas, retirado do sangue do paciente, em injeções no couro cabeludo. Mas ainda não sabemos o que vai acontecer com esses pacientes daqui a cinco anos. Suplementos de melatonina [hormônio que regula o sono] também têm sido usados com sucesso.

Hoje vemos homens mais jovens já carecas e mais mulheres sofrendo perda de cabelos. O sr. atribui isso ao estresse?
Seria uma explicação fácil, mas há outras causas. Nos homens, a principal causa de calvície é ligada a hormônios e determinada por genes dominantes. Quando um traço genético é dominante, o número de pessoas com a característica aumenta com o tempo. Outro fator que faz com que a perda de cabelos comece mais cedo é o uso de hormônios: certos anticoncepcionais, anabolizantes...

O estresse também acelera o surgimento de fios brancos?
Sim, porque afeta o sistema imunológico, que produz mais leucócitos [células brancas do sangue] para o corpo lutar contra infecções. Os leucócitos também atacam as células-tronco dos pigmentos nos folículos.
Tem conserto?
A tirosina ajuda a produzir pigmentos. Vitaminas D e do complexo B também.
Qual a dica para não ficar careca antes da hora?
Meu conselho é não gastar muito dinheiro com isso. Algumas coisas podem até ajudar, mas, se o problema for de origem genética, nada é garantido. E ficar gastando fortunas em tratamentos capilares só aumenta o estresse.

Editoria de arte/folhapress
IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO



Estresse, química e genética podem provocar alterações nos cabelos
Bem Estar mostrou mudanças que os fios podem sofrer ao longo dos anos.
Com o tempo, cabelos ficam mais ressecados e ganham nova aparência.

O cabelo passa por mudanças naturais ao longo da vida, mas existem fatores externos que também podem alterar a estrutura dos fios, como explicaram as dermatologistas Márcia Purceli e Maria Angélica Muricy.

Estresse, química e a genética podem influenciar mudanças, como queda, enfraquecimento e ressecamento dos cabelos. As tinturas podem deixar os fios mais fracos, com pontas duplas e com facilidade para quebrar.

Além disso, o cabelo envelhece junto com o resto do organismo. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os fios não enrolam com o tempo, apenas ficam mais ressecados e ganham uma nova aparência por causa do processo natural de envelhecimento.



Outro fator que pode alterar o cabelo é a quimioterapia. Isso acontece porque os medicamentos mexem com a estrutura da medula do cabelo e acabam prejudicando células sadias. Por isso, o cabelo nasce diferente após o tratamento. Ou seja, pessoas com cabelo liso podem ter cabelos enrolados e vice-versa, mas em um ano, maior parte dos pacientes já volta a ter o cabelo normal.

Para cuidar e lavar os fios, seja para homens ou mulheres, as médicas recomendam shampoo e condicionador, que se complementam e dão tratamento completo para deixar os fios saudáveis, com brilho e maciez. Normalmente, as pessoas perdem até 100 fios por dia e, ao contrário do que a maioria diz, o uso de bonés ou chapéus não causa a queda.

A pessoa precisa ter predisposição genética para ter queda de cabelo e o uso de chapéus ou bonés não influenciará nisso. O que pode acontecer é o aumento da oleosidade do couro cabeludo e isso diminui a oxigenação dos folículos, o que favorece a queda.

Cílios
Ao contrário dos cabelos, os cílios não mudam com o tempo. Mas algumas mulheres fazem de tudo para tê-los maiores e mais bonitos e, para isso, existem algumas técnicas disponíveis no mercado.

Como mostrou a repórter Daiana Garbin, existe uma técnica com um líquido permanente que amplia o aspecto dos cílios. Os fios são tingidos e dá a impressão que a pessoa está sempre com maquiagem. Essa técnica dura por volta de 2 meses, assim como o alongamento dos cílios. Mas após o alongamento, a mulher não pode lavar o olho por até 9 horas e não pode passar rímel.

Segundo a dermatologista Márcia Purceli, para evitar queda dos cílios, é importante lavá-los bem e retirar o rímel inteiro. Para passar o rímel e dar a impressão de alongamento e amplitude, a dica é usá-lo de cima para baixo.

sábado, 19 de maio de 2012

Estresse ajuda a desenvolver o câncer

O estresse no dia-a-dia pode, com o passar do tempo, se tornar o estopim para o desenvolvimento de tumores. É o que revela um estudo de cientistas da universidade americana de Yale publicado pela revista Nature. Segundo os pesquisadores, qualquer tipo de trauma – emocional ou físico – pode agir como uma via de comunicação para mutações cancerígenas espalhadas pelo corpo. Juntas, elas podem produzir um coquetel fatal, alertam especialistas.

Durante a pesquisa, os cientistas estudaram moscas de frutas e perceberam que, sob stress, essas mutações cacerígenas produziam tumores mesmo quando estavam espalhadas por diferentes celulas da mosca. Segundo os coordenadores do estudo, isso acontece porque os stress promove o "encontro" dessas células.

Os cientistas alertam que o agravante dessa situação é que é muito mais fácil para um tecido acumular mutações em diferentes celulas do que em uma só. Por isso o stress pode ser tão perigoso. "Diversos sintomas podem sinalizar stress – cansaço físico e emocional, infecções, inflamações. Reduzir ou evitar o stress é sempre um bom conselho", afirmou o professor Tian Xu, um dos responsáveis pelo estudo. Fonte: Veja




Estresse: O Assassino Silencioso


Dr. Vladimir Bernik, MD

Na segunda quinzena de julho, o mundo surpreendeu-se com a notícia de que a espaçonave russa, a estação espacial Mir (paz), ficara sem energia por uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev. O médico, que cuida dos tripulantes, Igor Goncharov, explicou, com a maior naturalidade, que o engano fora resultante do estresse do comandante. Nunca a palavra estresse ganhou tamanha notoriedade em circunstâncias tão dramáticas.

E o que é estresse? Não há ainda uma definição para o mesmo nos compêndios de patologia médica. É o dicionário Aurélio que nos diz que o estresse (em bom português) é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio).
Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Designa uma agressão, que leva ao desconforto, ou as conseqüência desta agressão. É uma resposta a uma demanda, de modo certo ou errado.

estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio. Trata-se, portanto, de uma agressão e reação, de uma interação entre a agressão e a resposta, como propôs o médico canadense Hans Selye, o criador da moderna conceituação de estresse. O estresse fisiológico é uma adaptação normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal-adaptado, registra-se uma disfunção, que leva a distúrbios transitórios ou a doenças graves, mas, no mínimo agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a pessoa é geneticamente predisposta. Aí torna-se um caso médico por excelência. Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta-e-fuga (fight or flight), na expressão do próprio Selye.

Segundo a colocação dada ao estresse por este autor, num congresso realizado em Munique, em 1988, "o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar". E, em se calculando que o seu aumento anual chega a 1%, e que hoje atinge cerca de 60% de executivos (veja uma pesquisa anexa), pode-se chamar de a "doença do século" ou, melhor dizendo, " "a doença do terceiro milênio". Trata-se de um sério problema social econômico, pois é uma preocupação de saúde pública, pois ceifa pessoas ainda jovens, em idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando e invalidando as forças produtivas da nação; e é mais importante ainda no Brasil que, por ser um país ainda jovem, exclui da atividade pessoas necessárias ao seu desenvolvimento. Não se sabe exatamente a incidência no Brasil, mas nos Estados Unidos gastam-se de 50 a 75 bilhões de dólares por ano em despesas diretas e indiretas: isto dá uma despesa e 750 dólares por ano por pessoa, que trabalha.

A vulnerabilidade hereditária, mais a preocupação com o futuro, num tempo de incertezas, de um o país que estabiliza a moeda, mas aumenta o número de desempregados, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida piora, existem os medos do envelhecimento em más condições, e do empobrecimento, além de alimentação inadequada, pouco lazer, a falta de apoio familiar adequado e um consumismo exagerado. Todos são fatores pessoais, familiares, sociais, econômicos e profissionais, que originam a sensação de estresse e seu conseqüente desencadeamento de doenças, de uma simples azia à queda imunológica, que pode predispor infeções e até neoplasias.

A Universidade de Boston elaborou um teste rápido e auto-aplicável (anexo), onde você pode "medir" o nível de seu estresse. Se você passou incólume, pare de ler o artigo. Mas, se você se "encontrou" nos ítens apontados, mesmo em nível baixo, siga cuidadosamente a exposição.

O Que Provoca o Estresse ?


São os grandes problemas da nossa vida que, de modo agudo, ou crônico, nos lançam no estresse. Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más. O estresse ocorre, então, de forma variável, dependendo da intensidade do evento de mudança, que pode ir desde a morte do cônjuge, o índice máximo na escala de estresse, até pequenas infrações de trânsito ou mesmo a saída para as tão merecidas férias.

Certos eventos em nossas vidas são tão estressantes, que caracterizam a situação de trauma (lesão ou dano) psíquico. Recentemente as ciências mentais reconheceram uma nova síndrome, batizada de Distúrbio de estresse pós-traumático, uma verdadeira doença, pertencente ao estudo da angústia. Tornou-se bem sistematizada a partir da volta dos "viet-vets", ou veteranos da guerra do Vietnam. Esta doença ocorre com quadros agudos de angústia, grave e até invalidante, quando a ex-vítima é exposta a situações similares, tornando a desencadear todos os sintomas ansiosos severos, que conheceram durante a violência a que estiveram submetidos: são os "flash-backs", que revivenciam as situações traumatizantes. 

Isto não é aplicado apenas a veteranos de guerra; vejam-se os crescentes índices de violência urbana e as suas vítimas, que vivem quadros de desespero permanente, quando não atendidos adequadamente em serviço psiquiátrico de reconhecida competência na área. Bombas, acidentes automobilísticos ou aéreos, desabamentos, assaltos com extrema violência, sequestros prolongados, estupros, etc. são causas comuns do distúrbio de estresse pós-traumático. O tratamento costuma ser demorado, mas tende a um bom prognóstico.


Quais São as Bases Funcionais do Estresse ?

Da Silva, um cirurgião americano do século passado, foi o primeiro a perceber que soldados feridos só caíam prostrados após alcançarem a meta: isto é, lutavam ainda sob efeito de 'adrenalina'. O fisiologista Walter Cannon observou que as reações alerta/luta e fuga em animais desencadeavam um maciço aumento das catecolaminas urinárias (substâncias decorrentes do metabolismo da adrenalina). 

O cientista que estudou pela primeira vez o estresse, Hans Selye descreveu uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, caracterizada pela seguinte seqüência: 

  • A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizado pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretado por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;
  • Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sanguíneos, pupilas, sistema gastrointestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo. Estas estruturas são a amígdala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, erecção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrointestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), etc.; e que constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descrevidos por Cannon;
  • Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteróides. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteinas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.
  • Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.
Essas respostas são normais em qualquer situação de dano, perigo, doença, etc. Assim, dizemos que existe um certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir as alterações patológicas causadas pelo nivel constantemente elevado desses hormônios.

Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:

  • A fase aguda Esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.
  • A fase de resistência Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça freqúentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa:
  • A fase de exaustão Esta é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Problemas Causados pelo Estresse

O estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas; todas elas relacionadas de alguma forma à ativação excessiva e prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Na área do sistema digestivo, é sabido por todos que o estresse pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera: o famoso cirurgião Alípio Corrêa Neto, da USP e da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), dizia que se alguém afirmasse, há 20 anos atrás, que a úlcera péptica era psicossomática (leia-se somatoforme), ririam dele; hoje, se deixasse de dizê-lo, ririam dele. 

Mas, é principalmente a nível de coração, ou mais precisamente, a nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso. 

Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das arterias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como:

  • diminuição do fluxo sangüineo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.
  • Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

Outros sintomas



No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos 'neuro-vegetativos' são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.

O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açucar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o 'mau colesterol'.

Sintomas psíquicos

Nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica e psiquiátrica. Ou, pelo menos temporárias, perturbações de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos.


Os problemas ansiosos com a sintomatologia clínica, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade com provocações e discussões são mais freqüentes.

Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e adinamia, o torpor afetivo e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.

Existem também as "fugas", que todos conhecemos. Quando não se apela para a auto-medicação com ansiolíticos (um perigo!), a pessoa refugia-se na bebida e mesmo no consumo de drogas ilícitas de uso e abuso, além de aumentar a quantidade de cigarros fumados, quando for fumante.
São estas as condições da derrocada à qual o estresse leva a pessoa, principalmente quando esta tiver uma personalidade hiperativa.


Como Diminuir o Estresse ?

Em um excelente artigo sobre estresse, principalmente no trabalho (e a maior parte de nós trabalha), o psiquiatra Cyro Masci sugere medidas profiláticas iniciais, secundárias e terciárias. Mas, em resumo, quando possível, devemos parar para pensar; para nos darmos a liberdade de termos um tempo para refletir sobre cada um de nós e seus esquemas pessoais, familiares, sociais, de trabalho, de estudos e até econômico-financeiros. Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de estresse. Um bom psiquiatra pode nos ajudar nesta tarefa.

Muitas vezes haverá a necessidade de uso concomitante de um tratamento medicamentoso, geralmente através dos modernos antidepressivos serotoninérgicos (ISRS) com ou sem ansiolíticos e/ou beta-bloqueadores por um tempo definido: começo, meio e fim.
Quando já existe um quadro orgânico instalado, desde uma simples gastrite a asma ou alteração cardiorrespiratória, a busca de atendimento clínico é fundamental. A correção da alteração clínica é imprescindível. E esta pode ir de um simples a complexo tratamento ou resumir-se somente às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo lazer ou uma pequena prática esportiva constante (porque não uma caminhada diária?, que faz bem a qualquer um de nós).
Mas, a principal atitude ainda é um alerta ao modo de viver e de trabalhar com as vivências e com as emoções que a vida nos proporciona. E aí está verdadeira e milenar sabedoria.

Veja também: Recursos sobre Estresse na Internet




DR. VLADIMIR BERNIK, Médico psiquiatra (pela AMB/ABP e pelo CFM). Coordenador da Clínica de Estresse de S. Paulo. Ex-Professor Regente de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (até 1995). Consultor do Comitê Centre for Health Economics da Organização Mundial da Saúde junto à Universidade de York. ex-presidente da Sociedade de Hipnose Médica de São Paulo e ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose. Médico do Trabalho (MTb - 1982) e integrantes da primeira turma de Especialistas em Medicina do Trabalho da AMB/ANAMT (janeiro de 1984). Ex-médico perito do Instituto Médico Legal de S. Paulo e perito judicial. Autor do "Primeiro Curso de Psiquiatria para o Médico Clínico" e de mais 158 trabalhos científicos. publicados.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Feche a porta para o estresse

Feche a porta para o estresse Ter um tempo para relaxar e delegar funções no trabalho podem ajudar a aliviar a tensão
Dormir bem é importante para relaxar e encarar e esvaziar a mente
Deixar o estresse de lado não é tarefa muito fácil. Mas é certo que, se estiver em excesso, ele pode causar sérios problemas à saúde. Por isso, é importante saber equilibrar as emoções para tentar amenizar seus efeitos no nosso dia a dia.

Uma dica fundamental é separar diariamente um horário para você relaxar. Pode ser pela manhã - logo após acordar -, em um intervalo do trabalho ou no período da noite. O importante é tirar esse momento para respirar profundamente e tentar desligar a mente dos problemas.

De acordo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse afeta em torno de 90% da população mundial e já se tornou uma epidemia global. Grande parte do problema, segundo a organização, está relacionado ao ambiente de trabalho.

Então, organizar melhor as atividades e eliminar as obrigações desnecessárias pode ser uma maneira de liberar o seu tempo para as atividades prazerosas e para o descanso.

"No trabalho, é preciso, primeiro, relaxar e entender que, muitas vezes, você não vai dar conta de tudo sozinha. Saber delegar e colocar limites nas atividades é muito importante", aconselha a psicóloga Débora Monteiro Coelho.

Como lidar com a pressão do dia a dia

1. Durma bem - 
Antes de dormir, tente relaxar a esvaziar a sua mente. Isso ajuda a ter uma noite de sono com mais qualidade e ganhar mais força, energia e tranquilidade para encarar a rotina no dia seguinte. Tente dormir, no mínimo, seis horas por noite, afinal, não dá para desestressar com sono

2. Comece o dia com o pé direito - 
Levante-se com disposição para ter um dia mais tranquilo e agradável. Tente não ficar nervoso com coisas simples e se comprometa a encontrar mais tempo para ficar ao lado de familiares e amigos

3. Respeite seus limites -
No trabalho, tente não assumir muitas tarefas, se você sabe que não vai dar conta. Aceite que você não é um super-homem, imponha seus limites e aprenda a delegar atividades.

4. Movimente-se -
Praticar atividades físicas é uma maneira saudável de combater o estresse. Com o exercício, o corpo libera hormônios ligados ao bem-estar e ajuda a aliviar a tensão. Pode ser uma caminhada, academia, ioga, natação ou hidroginástica. O que não vale é ficar parado

5. Reze ou medite -
Não importa a sua religião. Orar com fé ajuda a acalmar a mente e alcançar paz interior. Meditar também é uma maneira de se desligar do mundo por alguns minutos. Feche os olhos, preste atenção à sua respiração e tente desviar todos os pensamentos ruins. Isso vai trazer mais tranquilidade à sua vida

Lorena Fafá
A Gazeta

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

'Inspirar e expirar lentamente ajuda a controlar emoção', diz psicoterapeuta

 Segundo George Vittorio Szenészi, impaciência e a irritação são o resultado de anos de repressão da raiva, que é emoção natural do ser humano.



A relação humana é temperada com encontros e desencontros. Muitas vezes, em uma rotina de correria e falta de tempo, podemos perder a paciência com pequenos contratempos. Especialistas acreditam que o estresse do dia a dia é muitas vezes provocado por pequenas brigas ou desentendimentos. O psicoterapeuta George Vittorio Szenészi falou no Jornal Globo News – Edição das 10h sobre como melhorar o convívio social no dia a dia.

Segundo George, a impaciência e a irritação são o resultado de anos de repressão da raiva, que é uma emoção natural do ser humano. A sociedade não aceita as pessoas que sentem raiva. Elas são tidas como desequilibradas ou instáveis e acabam desenvolvendo formas para substituir esse sentimento, como a mágoa, o ódio, a irritação e a falta de paciência. O psicoterapeuta afirmou que, excetuando-se as lesões, todas as doenças têm origem em sintomas emocionais.

George alertou que o sono noturno é fundamental para controlar o estresse e sugeriu que as pessoas busquem relaxar o corpo, controlar a emoção, inspirando e expirando lentamente, por exemplo. Segundo ele, também para relaxar, o ser humano deveria parar suas atividades algumas vezes por dia, por cerca de 10 minutos.

Aprender a respirar longa e profundamente garante ao ser humano a longevidade, de acordo com o mestre de yoga Selvarajan Yesudin é dado a cada indivíduo determinado número de respirações numa reencarnação, aquele que respira açodado e precipitadamente morre mais cedo. A natureza confirma essa teoria. Pomba 34 vezes por minuto, cachorro 28, gato 24, cavalo 16 , homem 12 e tartaruga 3.

O homem pode passar 40 dias sem comer, 7 dias sem beber, mas sem ar ele ficará apenas alguns minutos.

Todo o universo vibra numa cadência, temos que ritmar nossa respiração para entrar em sintonia com o cosmo. A respiração bem feita livra o homem de doenças como ansiedade, uma respiração curta e superficial traz sentimentos como insegurança, raiva e medo.

sábado, 26 de março de 2011

Medo e preocupações: desabafar no papel melhora nota

Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirma que estudantes podem ter resultados melhores caso escrevam sobre medos e preocupações pouco antes de realizar provas. A explicação, segundo os autores do estudo, estaria na diminuição nos níveis de ansiedade. A pesquisa será tema da revista "Science" desta semana. Durante a condução do estudo, ao escrever durante 10 minutos sobre suas aflições, os estudantes conseguiram aumentar em até 1 ponto a nota que tiravam nos testes. Principal autor do artigo, o psicólogo Sian Beilock diz que com a escrita os alunos conseguem liberar o cérebro para processar mais informações para resolver as questões dos exames. Este "espaço mental" seria ocupado pelas preocupações, caso não tivessem sido submetidos à tática para tirar o estresse.