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sábado, 2 de junho de 2012

Lesão no fígado. Cirrose está entre as dez principais causas de morte


Cirrose está entre as dez principais causas de morte
As doenças hepáticas alcoólicas acometem duas vezes mais homens que mulheres

As doenças hepáticas alcoólicas, sobretudo a cirrose, acometem duas vezes mais homens do que mulheres. Além disso, ela está entre as dez principais causas de morte nos países ocidentais.

A enfermidade, definida como uma lesão no fígado, é causada pela ingestão abusiva de substâncias etílicas, atingindo de 10 a 15% dos alcoólatras. Uma avaliação cuidadosa é fundamental para o diagnóstico e o tratamento adequado, além de possibilitar o controle e prevenção de outras complicações.

O consumo abusivo cada vez mais precoce por parte dos jovens pode resultar em sérios prejuízos para a saúde no futuro. Segundo endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu, em entrevista ao site Saúde em Pauta Online, as substâncias etílicas podem provocar, com o tempo, acúmulo de gordura no fígado, inflamação, e aparecimento de cicatrizes.

Ainda de acordo com a especialista, grande parte dos pacientes diagnosticados com cirrose está entre 40 e 60 anos de idade. E complementa: "Em São Paulo, as doenças do fígado são a segunda causa de morte entre homens de 35 a 59 anos, sendo que, 10% dos casos de óbito são devido à cirrose hepática alcoólica".

Embora a incidência em homens seja maior, as mulheres são mais suscetíveis ao desenvolvimento de cirrose hepática alcoólica por apresentarem níveis sanguíneos de etanol mais elevados após uma dose padrão, devido a um aparente volume médio de distribuição de álcool menor.

De acordo com a endocrinologista, os sintomas variam segundo a gravidade da doença. Cerca de 40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos. Os sinais mais comuns são dor e sensibilidade abdominal, boca seca e aumento da sede, fadiga, perda de apetite, náusea e inchaço ou acúmulo de líquido nas pernas (edema) e no abdome (ascite)".

A Gazeta

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tumores resistentes. Célula-tronco do câncer de fígado torna tumor imunes a quimioterapia e autorreprodutor, descobrem pesquisadores

Célula-tronco do câncer de fígado torna tumor resistente a quimioterapia, descobrem pesquisadores
Câncer de fígado: a doença é agravada pela ação da proteína CD24, presente nas células-tronco do tumor (Thinkstock)

HONG KONG - O câncer de fígado é envolvido por uma espécie de super célula-tronco do câncer que o torna resistente a quimioterapia, e o faz espalhar-se para outras partes do corpo e mesmo voltar a aparecer no organismo, depois de ser retirado cirurgicamente, afirmam pesquisadores de Hong Kong.

A descoberta, publicada esta semana na revista "Cell Stem Cell", é importante porque significa que especialistas podem atingir essas células-tronco em sua luta contra o câncer de fígado, um grande problema na China e no sudeste asiático.

Essas células-tronco do câncer de fígado têm uma proteína superfície única chamada de CD24 e os pacientes com altas contagens da substância tendem a ter baixas expectativas de sobrevivência, de acordo com a coordenadora do estudo, Irene Ng, professora patologista da Universidade de Hong Kong.

- A CD24 é como um botão, um interruptor sobre algumas células-tronco do câncer. Uma vez que eles são ligados, ativam uma proteína na célula chamada de STAT3 - afirmou Ng.

Sua colega Terence Lee reforçou a explicação:

- A STAT3 vai até o núcleo da célula e realiza suas funções, formando tumores, espalhando-se e sendo resistente a remédios. Se nós inibirmos a função do STAT3, bloquearemos a função das células-tronco do câncer.

Células-tronco são encontradas em todo o corpo e são especiais porque podem se transformar em diferentes tipos de células, se multiplicando e se autorregenerando. Já as células-tronco do câncer são assustadoras porque são responsáveis pelo crescimento dos tumores, fazendo-os se espalhar, se tornarem resistentes a remédios. São tão fortes que, mesmo depois da retirada por cirurgia, os tumores voltam.

07/07 às 11h34 Reuters