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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Madrasta é suspeita de matar menino de sede por ele fazer xixi na cama


Começou nesta semana, em Dallas, nos Estados Unidos, o julgamento da mulher acusada de matar de sede o enteado de 10 anos. Jonathan James morreu de desidratação, em 2011. Segundo a acusação, Tina Alberson impediu que o menino ingerisse qualquer líquido durante cinco dias, como forma de punição por ele ter urinado na cama. O pai, Michael James, também é acusado de participação no crime.

A promotoria mostrou dois vídeos de depoimentos de Tina. No primeiro, ela diz que deu água ao menino, e que nunca o torturaria de tal maneira. No segundo depoimento, após saber do resultado da autópsia, ela revelou que limitava a quantidade de água que a criança ingeria.
- Eu obviamente fiz isso. Eu não tive a intenção - admitiu ela aos policiais.

A madrasta é acusada de matar o menino de sede Foto: Reprodução / Fox News

A madrasta disse que não deixava o enteado beber água depois das 21h porque ele urinava na cama. Ela falou ainda que nunca viu o menino agir de maneira estranha, nem passar mal antes da noite que ele morreu.

De acordo com a emissora filiada da Fox em Dallas, testemunhas asseguraram que Tina não deixava Jonathan ingerir líquido. E muitas vezes punia o menino por urinar na cama, o fazendo ficar em pé, durante muito tempo, em cima de um X marcado na cozinha.

O pai é deficiente físico, e garante que nunca percebeu nada Foto: Reprodução / Fox News
O pai do garoto disse que na noite em que o filho morreu a mulher viu que a criança estava passando mal e pediu para o marido chamar a polícia. Michael James é cego e se locomove em cadeira de rodas. Ele disse no tribunal que não fazia ideia do que estava acontecendo.

- Eu não estava ciente de quanto tempo ela o privava de água - disse o pai. - Eu disse para ela que se alguma coisa acontecesse ao meu filho, eu nunca a perdoaria.
O pai é deficiente físico, e garante que nunca percebeu nada Foto: Reprodução / Fox News
A mãe de Jonathan, Krista Bishop, esteve no hospital na noite em que ele morreu. Ela disse que os médicos tentaram salvá-lo por duas horas, mas não tiveram sucesso.

- Eu disse que era hora de deixá-lo ir - relembrou Krista.

O irmão gêmeo de Jonathan deve testemunhar sobre o caso ainda nesta quinta-feira.


extra.globo.com

sábado, 22 de dezembro de 2012

Vereador gay é morto pelo companheiro

Vereador homossexual é morto a facadas pelo companheiro em MT
Segundo a PM, vítima de 30 anos foi morta com vários golpes de faca. 
Suspeito do crime saiu correndo nu pela rua após o crime, conforme a polícia.

O vereador Elias Maciel (PSD), de 31 anos, foi morto a facadas na madrugada desta sexta-feira (21) na residência onde morava sozinho em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá. A Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, informou que testemunhas viram o suspeito do crime, que estaria mantendo relacionamento afetivo com a vítima, correndo nu pela rua logo depois do assassinato.

"Ele estava com o rapaz na casa dele. Os dois estavam nus", disse o tenente da PM, Vitor Hugo. Depois de ser atingido por um golpe de faca, de acordo com ele, testemunhas relataram que, mesmo ferida, a vítima saiu correndo até o portão para pedir socorro, mas não resistiu e caiu já morto. "Em seguida, o suspeito fugiu correndo pela rua também nu e deixou a roupa e a carteira para trás", afirmou o policial, ao pontuar que o parlamentar era homossexual assumido.

Como o suspeito deixou os documentos na casa da vítima, a polícia informou que já o identificou. No entanto, até as 7h30 [horário de Mato Grosso] desta sexta-feira ele ainda não havia detido. Segundo a PM, ainda não se tem informações sobre a motivação do crime. O corpo do vereador foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necrópsia.

De acordo com o cabo Cláudio Marques, da PM, há indícios de que a vítima e o suspeito teriam entrado em luta corporal antes do crime. "Ele levou vários golpes de faca nas costas e no pescoço, causando o óbito da vítima", disse. Ele disse ainda que o caso será investigado pela Polícia Civil.

A presidente da Câmara de Vereadores de Sorriso, Marisa Netto (PSD), disse, por meio de nota, que, assim que o corpo for liberado pelo IML, será levado ao plenário da Casa de Leis, onde será velado. Já o local do sepultamento deve ser definido pela família da vítima.

Conforme a instituição, Elias era suplente e assumiu o cargo efetivamente em novembro de 2011. Antes disso, ele trabalhava como servidor da Casa de Leis.


Delegado de Sorriso acredita em crime passional em morte de vereador
Walas Negretti Santos

O delegado da Polícia Civil de Sorriso, Thiago Damasceno disse acreditar que o assassinato do vereador Elias Maciel seja por motivos passionais. Damasceno ainda descartou que o vereador tivesse inimigos e ressaltou que ele era querido pela população da cidade. O suspeito de ter cometido o crime foi identificado, ele tem 22 anos, chama-se Walas Negretti Santos.

Os investigadores da Polícia Civil estão à procura do acusado e se ele não for preso em flagrante, Damasceno disse que pedirá ao judiciário sua prisão imediata.

Considerando que o delegado acredita em crime passional, as suposições levantadas por parte da mídia de que Elias teria sido vítima de homofobia, já que associaram o fato de ele ser gay ao homicídio, está praticamente descartada. Isso porque, um crime passional também ocorre entre casais heteros. Para Damasceno, se fosse latrocínio (roubo seguido de morte) não teria ocorrido o número excessivo de facadas, ao que tudo indica o acusado estava mesmo com raiva. O delegado destacou o fato de Elias ser homossexual assumido, mas não ligou o crime a este aspecto.  
Reportagem: Vanderson Freizer

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sobrevivente quer ver mãe assassina para sempre atrás das grades

Filha sobrevivente de mãe assassina quebra o silêncio dois anos depois do crime

Sarah e a irmã Rebecca, assassinada pela própria mãe Foto: Reprodução da internet

Sarah Richardson, de 23 anos, identificada como a filha mais velha de Lianne Smith, condenada por assassinar os outros dois filhos, um menino e uma menina, disse que a “mãe malvada merece passar o resto da vida atrás das grades”, conforme noticiou o site “Mail Online”.

Os irmãos de Sarah foram mortos pela mãe Foto: Reprodução / Mail Online
A Justiça espanhola condenou recentemente Lianne, de 45 anos, pelos assassinatos do filho Daniel, de 11 meses, e de Rebecca, de 5. O crime aconteceu em 2010, dias antes do companheiro de Lianne, Martin Smith, ter sido condenado por estupro da filha mais velha.


Lianne foi condenada à cadeia
Foto: Reprodução / Mail Online
 
Lianne teria matado os filhos por causa da denúncia que culminou na prisão do companheiro e culpava Sarah pelos assassinatos. Na época do julgamento, a identidade de Sarah tinha permanecido em anonimato. Hoje, dois anos depois do crime, ela abriu mão da privacidade para falar sobre o caso, já que a mãe foi condenada a 34 anos de prisão.

Sarah disse que só teve coragem de ir à polícia denunciar o padastro, depois de 11 anos de abuso, porque temia que a irmã mais nova, Rebecca, também fosse estuprada pelo companheiro da mãe. A filha mais velha disse que o padrasto a estuprava uma vez por semana, desde os 7 anos e dizia que ele e a mulher, Lianne, tinham fantasias de matar a família toda. Martin se enforcou em janeiro, na cadeia.


Hoje, Sarah é mãe, mora com o marido em Carlisle, uma cidade da Inglaterra, e diz que não pode sequer ver fotos da mãe. “Ela vai ter tempo suficiente para pensar todos os dias no que fez”, disse.
Martin se enforcou na cadeia Foto: Reprodução / Mail Online



Extra Online

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pai bate até a morte em estuprador da filha de 5 anos e não é acusado

Americano suspeito de agredir estuprador até a morte não é acusado
Homem contou ter flagrado empregado estuprando a filha dele de 5 anos.
'Morte é justificada para parar um ataque sexual', disse procurador do caso.

Um tribunal do Texas, nos Estados Unidos, decidiu não acusar formalmente um pai que bateu até matar num homem que flagrou abusando da filha menor dele.

“Sob a lei, a morte é justificada para parar um ataque sexual”, disse o procurador do condado de Lavaca, Heather McMinn, segundo o “Yahoo News!” “Todas as evidências apresentadas pela polícia indicam que foi o que aconteceu quando o pai da vítima chegou ao local.”

A decisão lida pelo procurador diz ainda que “um substancial conjunto de evidências” ligam os relatos de testemunhas ao do que o pai contou ter ocorrido no dia do crime.
Propriedade próximo a Shiver, no estado do Texas, onde ocorreu o crime (Foto: Carolina Astrain / AP)



Jesus Mora Flores foi agredido até a morte no último dia 9 em Shiner, Texas, após o pai, de 23 anos, ter flagrado o homem, de 47, em um pasto no rancho da família, em cima da filha dele de 5 anos com as calças abaixadas.

O Yahoo News não revela os nomes do pai para proteger a identidade da filha.

Uma testemunha que contou ter visto Flores, mexicano que trabalhava legalmente no rancho, “carregando à força” a menina para uma área isolada do rancho, alertou o pai. Ele seguiu os gritos da filha até o pasto, atacou Flores e lhe infringiu “diversos golpes na cabeça e pescoço”.

Após o ataque, o pai ligou para o serviço de emergência. “Eu preciso de uma ambulância”, disse ao atendente, de acordo com as gravações divulgadas pela polícia. “Esse cara estava estuprando minha filha e eu bati nele e não sei o que fazer. Esse cara está morrendo na minha mão e eu não sei o que fazer”, disse, gritando, na ligação de cinco minutos.

Equipes de emergência, assim como o avô e uma tia da menina, tentaram reavivar Flores, mas não conseguiram. O delegado do condado de Lavaca, Micah Harmon, disse que encontrou o pai chorando, dizendo que não tinha intenção de matar Flores.

“Ele é uma alma pacífica”, disse a advogada do pai, V’Anne Huser. “Ele não tinha intenção de matar ninguém naquele dia.”

O caso levantou um intenso debate nos EUA sobre se a morte foi justificada. Moradores de Shiner, com uma população de apenas 2 mil habitantes, apoiaram a atitude do pai.

“Eu acho que foi uma decisão certa”, disse Lamont Matthews. “Eu teria feito a mesma coisa.”

“O pai aguentou o bastante. A menina pode ficar traumatizada para sempre, e o pai, também, pelo que aconteceu. Ele estava protegendo a família dele. Qualquer pai teria feito o mesmo”, disse Gail Allen, outro morador, à agência de notícias Associated Press.

“É muito triste que um homem tenha morrido, mas acho que qualquer pessoa teria feito o mesmo”, pondera Michael James Veit.
“Em nossa opinião, essa história está encerrada”, disse a advogada do pai.
(G1)

domingo, 10 de junho de 2012

Mãe de Elize Matsunaga não sabia de brigas da filha com marido

Mãe de Elize Matsunaga não sabia de brigas da filha com marido
Elize Matsunaga confessou ter matado e esquartejado o marido milionário, em São Paulo. Quem é essa mulher capaz de cometer um crime tão brutal?

Uma história que parece saída de um romance policial, ou de um filme. Uma mulher mata o marido com um tiro na cabeça, enquanto a filha de um ano dorme. A cena do crime é a cobertura de 500 metros quadrados, onde o casal morava na Zona Oeste de São Paulo. 

Dez horas depois, ela esquarteja o corpo e leva os pedaços em três malas de viagem para uma estrada de terra. Nos 15 dias depois do assassinato, vive normalmente. Diz a todos que o marido desapareceu, e que espera o contato dos sequestradores. Sustentou a mentira até ser presa. 

“Ela confessa espontaneamente que ela é autora do homicídio. E confessa também que ela praticou sozinha”, diz o delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

O Fantástico conta quem é a bacharel em direito e técnica de enfermagem Elize Matsunaga, de 30 anos. Nesta semana, ela deu detalhes à polícia de como matou e dilacerou o corpo do marido, o diretor-executivo da indústria de alimentos Yoki, Marcos Matsunaga, de 41 anos. 


Depois de matar o marido, Elize saiu dirigindo o próprio carro. Pretendia ir até o Paraná, mas desistiu depois de 200 quilômetros. Parou em Cotia, na Região Metropolitana, para se livrar do corpo. As malas vazias foram deixadas em uma caçamba e a faca usada no crime, numa lixeira de um shopping. 


Casada havia dois anos, Elize tinha uma rotina luxuosa, com carro blindado, três empregadas, viagens ao exterior, almoços e jantares em restaurantes caros. 

Uma situação bem diferente da que enfrentou em Chopinzinho, 20 mil habitantes, no sudoeste do Paraná. Na cidade em que nasceu, Elize teve uma vida humilde. Morou em uma casa até a adolescência. Depois vinha visitar a família pelo menos uma vez ao ano junto com o marido. 

Elize vinha ver a mãe, que há quatro anos enfrenta um câncer de intestino. Dona Dilta Ramos Araújo diz que a filha gostava de Marcos. 

“Não sabia de nenhuma discussão, sempre ligava e falava que estava tudo bem. Ele muito carinhoso com ela, ela com ele, nunca passou nada, imagem nenhuma que a gente pudesse desconfiar de alguma coisa. Ela era uma menina tranquila, menina estudiosa, sempre ajudou a cuidar das irmãs pequenas para eu trabalhar, sempre foi uma boa filha”, conta. “Ela queria fazer um curso, ter um trabalho, ter seu dinheiro” 

Mas, um dia, a vida da menina pacata deu uma guinada: com cerca de 15 anos de idade, Elize fugiu de casa. 

“Não sei o que aconteceu, ela nunca falou nada. Fiquei chateada, como toda mãe. Mas era coisa de adolescente”, conta a mãe de Elize. 

Elize voltou para casa em pouco tempo. Passou mais uma temporada com a mãe, e acabou se mudando para a casa de um namorado, com quem viveu seis meses. A mãe do rapaz se lembra dela como uma jovem retraída. 

“Parecia sempre ser uma pessoa triste. Eu sempre imaginava que era o jeito dela, porque muitas pessoas são assim, quietinhas, não são muito de conversar, não são muito de amizade”, conta Cloci Teresinha Camarotto, mãe do ex-namorado de Elize. 

Na infância, Elize estudou em uma escola pública. Lá, não há registros de envolvimento em brigas ou problemas de indisciplina. Pelo contrário. Ela era considerada aluna de excelentes notas e de comportamento exemplar. 

A professora que lecionou para Elize por cinco anos diz que se surpreendeu, esta semana, ao descobrir que a ex-aluna morava com muito conforto em São Paulo. 

“Eu fiquei surpresa com a condição social dela, e com a real situação da mãe aqui. Eu nem tinha a menor noção de que ela estivesse tão bem financeiramente, dada a situação da mãe, que é uma senhora bem humilde, trabalhadora, trabalha até hoje na mesma função de serviços gerais”, diz Maria Salete Lorenzetti, ex-professora de Elize. 

Quando saiu de Chopinzinho, aos 18 anos, Elize foi morar em Curitiba, e se formou técnica de enfermagem. Mas não seguiu a profissão. Foi para São Paulo, e virou garota de programa. 

Eliza publicou seu perfil numa página da internet que anuncia acompanhantes. Foi assim que conheceu Marcos, em 2004. Ele ainda estava casado com a primeira mulher. 

Na mesma época, Elize começou a estudar Direito numa universidade particular. Um dos poucos amigos da faculdade diz que Elize nunca contou quem era o namorado. Até que o colega acabou descobrindo pela internet. 

“O Marcos que você namora é o Marcos Kitano? Ela falou 'É, mas eu não quero que ninguém saiba. Porque ele tem uma posição social diferenciada, vai que alguém faz alguma coisa, pensa alguma coisa. Ou com ele ou comigo'”, conta José Américo Machado, amigo de Elize. 

Elize não gostava de falar da vida de milionária que levava, mas era generosa com os amigos. 

“Teve uma fase difícil da minha vida, eu não tenho vergonha de falar não, até conta de água e luz... Ela chegou e falou: ‘Como é que está lá, deu dinheiro na minha mão. Ela era muito humana. Humana demais”, diz o amigo. 

Sem poder abandonar o tratamento contra o câncer, a mãe de Elize não foi a São Paulo e não falou com a filha depois da prisão. “Um pesadelo... Eu queria que acordasse e não fosse verdade, fosse um filme que voltasse, só que não pode ser assim, não volta atrás”.  
(FANTÁSTICO)

Um crime ligado ao Facebook é relatado à polícia a cada 40 minutos.


Um crime ligado ao Facebook é relatado à polícia a cada 40 minutos em todo o mundo. Somente no ano passado, o número de registros oficiais que citam a rede social mais popular do mundo ultrapassam 12 mil. Entre os crimes mais cometidos estão assassinato, estupro, crimes sexuais contra crianças, assalto, sequestro e ameaças de morte.
(Foto: Reprodução)


A grande maioria dos casos envolve assédio sexual ou intimidação via Internet, também conhecido como bullying. Cerca de metade das investigações na Inglaterra e no País de Gales, ambos no Reino Unido, é relacionada ao Facebook. Em diversos processos, o site de relacionamento é citado nos relatórios como forma de prova.

A rede social está envolvida em diversos tipos de citações em processos. Em alguns casos, coisas que primeiro aconteciam na rede social saíram dela e se tornaram real. Isso é comum acontecer no caso de pedofilia e ameaças de morte. Porém, o contrário também ocorre, quando dados do site mostram quem pode ser o suspeito. Como no caso, na qual uma mulher foi estuprada e o acusado foi visto comentando a ação no Facebook.


Um porta-voz do Facebook disse que existe um trabalho junto à polícia para diminuir o número de citações da rede social em processos, mas afirma que o site faz parte da vida cotidiana e essa situação pode acontecer. “Os usuários do Facebook agem como agiriam em suas vidas normais, o site é como uma cidade onde existem todos os tipos de pessoas. Mas quando questões ligadas à criminalidade ocorrem, imediatamente aplicamos a lei e levamos os responsáveis para a justiça”, contou o porta-voz se justificando.

Via Daily Mail 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sete crimes passionais que chocaram o Brasil

Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, na janela do apartamento onde Lindemberg Fernandes Alves manteve ela como refém, em 2008 (Danilo Verpa/Folhapress)

Foi o mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. Em 13 de outubro de 2008, inconformado com o fim do namoro, Lindemberg Alves Fernandes tomou como reféns a ex-namorada Eloá Pimentel e uma amiga dela, Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos de idade, em Santo André, no ABC paulista. A polícia cercou o cativeiro, mas não obteve sucesso na negociação com o sequestrador. Após cem horas de terror, Lindemberg atirou contra as duas jovens. Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha.

Em fevereiro, o ex-motoboy foi condenado a uma pena de 98 anos e dez meses de prisão, pelos doze crimes dos quais foi acusado: homicídio qualificado de Eloá, tentativa de homicídio de Nayara e do sargento da Polícia Militar Atos Valeriano, sequestro e cárcere privado de Eloá, Nayara e de outros dois jovens que ficaram reféns, Victor Lopes de Campos e Iago Vilela de Oliveira, além de disparo de arma de fogo.

O ex-jogador Janken Evangelista acusado de matar a esposa e fugir com o filho (Reprodução)

Em dezembro do ano passado, o ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, de 30 anos, foi condenado a 22 anos de prisão por ter matado a ex-mulher, Ana Cláudia Melo da Silva, de 18 anos, com 14 facadas. O crime aconteceu em 22 de março de 2009, em um apartamento no Jardim da Saúde, na Zona Sul de São Paulo. Depois do crime, ele fugiu com o filho do casal, então com 1 ano e 8 meses, mas foi preso três dias depois, em uma estrada de acesso a Minas Gerais. 
Em seu depoimento ao tribunal do júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, Janken, que atuou nos times de base do São Paulo e do Corinthians e no time profissional do Mogi Mirim, contou que Ana Cláudia morreu depois que os dois brigaram por causa de uma mensagem que ela havia recebido de outro jogador de futebol. Eles marcavam um encontro íntimo. Na versão de Janken, logo que a discussão começou, Ana Cláudia avançou em sua direção com uma faca. Os dois caíram e, depois de lutar, ele a esfaqueou 14 vezes.
O advogado e ex-policial militar Mizael Bispo de Souza, acusado de matar a ex-namorada Mércia Nakashima (Rodrigo Coca/Fotoarena)
O ex-PM Mizael Bispo de Souza é o principal suspeito de matar a advogada Mércia Nakashima, sua ex-namorada. Ele e o vigia Evandro Bezerra Silva, apontado como cúmplice do crime, foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, cruel e sem possibilidade de defesa da vítima). 
Mércia desapareceu depois de sair da casa dos avós, em Guarulhos, em 23 de maio de 2010. Em 10 de junho, após receber informações de um pescador, a polícia localizou o carro da advogada submerso numa represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo, em estado avançado de decomposição, foi encontrado um dia depois. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou afogamento como a causa da morte.

O jornalista Pimenta Neves (Fotoarena/Folhapress)
O jornalista Antonio Pimenta Neves, então editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, matou com dois tiros – um nas costas e outro na cabeça – a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, de 31 anos. O crime, motivado por ciúme, aconteceu no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo. Foram quatro anos de uma relação conturbada. 
Em maio de 2011, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou por unanimidade o último recurso pendente de Pimenta Neves, condenado em 2006 pela morte de Sandra Gomide. Relator do caso, o ministro Celso de Mello determinou ao juiz da Comarca de Ibiúna (SP) o cumprimento da pena de 15 anos de prisão. No mesmo dia, horas depois da decisão, o jornalista se entregou à polícia.

O cantor Lindomar Castilho depois de matar a sua esposa e ser quase linchado (Agência Estado)
Lindomar e Eliana de Grammont estavam separados oficialmente há 20 dias quando ele a matou. O crime aconteceu em 1981 no bar Belle Époque, em São Paulo. Lindomar assassinou a ex-mulher e cantora, então com 26 anos, com um tiro no peito. Ele acabara de descobrir que Eliana tinha um caso amoroso com seu primo.  
Em seu depoimento, argumentou motivo passional, alegando legítima defesa da honra devido ao envolvimento da ex-mulher com o primo. Submetido a júri popular em 1984, Lindomar foi condenado a 12 anos de reclusão. Ficou preso até 1988, quando ganhou liberdade condicional por bom comportamento.

A atriz Dorinha Durval, acusada de matar o marido (Joel Maia)
Em 1980, a atriz Dorinha Durval admitiu ter matado o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, seu marido, com três tiros. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara, dezesseis anos mais novo do que Dorinha, ter dito não se sentir mais atraído por “uma velha” e, em seguida, tê-la agredido.
No primeiro júri, a atriz foi condenada, por 7 votos a zero, a um ano e meio de prisão. No segundo e definitivo, a condenação foi de seis anos de prisão em regime semiaberto.
Julgamento de Doca Street, acusado de matar a namorada Angela Diniz (Ricardo Chaves)
O caso Doca Street abalou o Brasil nos anos 1970. Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street, era um rico paulista, de 42 anos, quando se apaixonou por Angela Diniz, “a pantera de Minas”, com quem viveria uma relação explosiva. Numa de suas brigas, após ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e assassinou a mulher que amava com três tiros no rosto e um na nuca. O crime foi cometido na tarde do dia 30 de dezembro de 1976, na praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro. 
Em 1979, por 5 votos a 2, ele foi condenado por homicídio culposo, mas foi imediatamente beneficiado pelo sursis - suspensão condicional da pena. Sua defesa alegou que Doca deu quatro tiros no rosto da mulher com quem vivia "em legítima defesa da honra", depois de ter sofrido "violenta agressão moral". O julgamento, que aconteceu em outubro de 1979, foi capa de VEJA. 
Dois anos depois, por pressão de movimentos feministas, Doca acabou atrás das grades, condenado a 15 anos de prisão. Décadas mais tarde, aos 72 anos, lançou o livro Mea Culpa (Editora Planeta), contando sua versão da história.


domingo, 18 de setembro de 2011

Juíza Patrícia Acioli foi seguida até em casa antes de ser morta no RJ

 Câmeras mostram últimos passos de juíza antes de assassinato no RJ
Patrícia Acioli foi seguida durante cerca de 40 minutos na noite do crime.
Polícia investiga imagens para identificar envolvidos.


A polícia utilizou imagens de câmeras de segurança para refazer os últimos passos da juíza Patrícia Acioli antes de ser assassinada na noite de 11 de agosto, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As imagens mostram que a juíza foi seguida por cerca de 40 minutos, durante todo o trajeto entre o Fórum de São Gonçalo e sua casa, em Niterói.

Segundo a investigação, Patrícia Acioli deixou o fórum por volta das 23h e saiu da garagem em seu carro às 23h13. Câmeras de segurança registram que uma moto ocupada por dois homens, com o farol apagado, acompanha o deslocamento do veículo da juíza ao longo da estrada para Niterói.

Às 23h48, a quatro quilômetros de distância da casa de Patrícia, os suspeitos ultrapassam o carro da juíza e seguem na frente para preparar a emboscada. Às 23h53 eles entram no condomínio da vítima, e logo em seguida ela chega, como mostra a última imagem registrada antes do crime.

A investigação policial também mostra que o carro de Patrícia foi alvejado ainda em movimento e que os tiros continuaram depois que o veículo parou. Foram 21 tiros, e as cápsulas recolhidas são de três calibres: 38, 40, de uso padrão da polícia, e 45, de uso restrito. Os assassinos deixaram o condomínio às 23h58.

Investigação
A polícia remontou detalhes do crime analisando imagens de câmeras de segurança somadas às perícias do carro, do local e do corpo da juíza. Ainda foram utilizados dados de mais de 3 milhões de celulares que passaram pela área entre o fórum e a casa de Patrícia Acioli até um mês antes de sua morte. Com isso, os investigadores provar que o crime foi planejado e teve envolvimento de policiais militares.

A investigação aponta para três suspeitos: o tenente Daniel Benitez e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda. Segundo o delegado titular da Divisão de Homicícios (DH), Felipe Ettore, eles estão entre os oito envolvidos na morte de Diego de Souza Beliene, de 18 anos, em São Gonçalo.

“Eles sabiam que seriam presos em poucos dias, que estava sendo expedida a ordem de prisão por processo anterior, e aí não teriam mais tempo para a execução da vitima”, conta o delegado, referindo-se ao assassinato da juíza.

Na investigação da morte de Diego, a polícia vigiava os movimentos dos três. E no dia do assassinato da juíza, antenas de empresas de telefonia captaram os sinais dos celulares de Daniel Lopes e Sérgio Costa Júnior no fórum de São Gonçalo. Só que antes das 23h, os celulares dos policiais foram desligados. E só foram religados quase uma hora depois de a juíza ter sido executada. A partir daí, a polícia começou a rastrear dados dos celulares do PMs nos dias anteriores ao crime.

Ação planejada
No dia 11 de julho, exatamente um mês antes do crime, os registros mostram que os três acusados se encontraram na Rua dos Corais, em Piratininga, Niterói, endereço da juíza. Segundo a polícia, eles ficaram 26 minutos, das 19h43 às 20h09, juntos na pequena rua onde, um mês depois, a juíza foi morta na emboscada.

No dia em que foi assassinada, Patrícia tinha acabado de assinar o pedido de prisão preventiva, por envolvimento na morte de Diego, dos três homens agora acusados também pela morte dela. “Está provado que eles são os autores do homicídio. Isso não há dúvida para a polícia que esses três participaram efetivamente da execução da juíza Patrícia Acioli”, afirma o delegado.

Em depoimento, Daniel e Jeferson negam a acusação. Sergio se recusou a falar. “O desfecho da investigação não é só para provar as pessoas que estavam na moto, mas para verificar se de fato há outras pessoas envolvidas”, completa o delegado.



Do G1, com informações do Fantástico

sábado, 28 de maio de 2011

Acusado de matar mulher em motel em Campo Grande tentou incriminar policial militar

José Carlos Barreto dos Santos, de 31 anos, acusado de matar a ex-companheira Rosineyde Rodrigues Haiki, de 29, dentro de um motel em Campo Grande, teria tentado incriminar o atual namorado da vítima, que seria um policial militar. A hipótese foi levantada por investigadores da Divisão de Homicídios (DH), que encontraram no banheiro do quarto de motel as seguintes frases escritas com sabonete: "Polícia não se brinca. Ela tava me traindo com o ex-marido dela. Eu vou queimar ele".


A polícia já pediu à Justiça a prisão do acusado, que está foragido.

Homem mata a ex em motel de Campo Grande e tenta incriminar o atual namorado dela, que é policial
Parece que motel virou realmente área de risco no Rio de Janeiro. Inconformado com o rompimento do relacionamento de três anos, o auxiliar de produção José Carlos Barreto dos Santos, de 31 anos, é acusado do assassinato da ex-namorada Rosineyde Rodrigues Haiki, 29, em um motel em Campo Grande, Zona Oeste, na quarta-feira. Foi o terceiro homicídio dentro de um desses ‘templos do vuco-vuco' em apenas 11 dias.

Rosineyde, que completaria 30 anos hoje, foi morta por asfixia. Ela será enterrada no Cemitério Santa Cruz, às 13h. Agentes da Divisão de Homicídios (DH) tentam capturar José Carlos. Informações sobre o paradeiro dele podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (2253-1177).


Para a polícia, José Carlos decidiu matar a ex ao saber que ela estaria namorando um policial militar. Ele ainda teria tentado incriminar o atual namorado da vítima, por isso escreveu no banheiro do quarto, com espuma de sabonete a seguinte frase: ‘Na polícia não se brinca. Ela estava me traindo com ex-marido dela. Vou queimar ele'.

"Ela pode ter dito que estava namorando um policial para tentar acabar com a relação. Mas acreditamos que ele tenha escrito isso também para incriminar outra pessoa", afirmou o delegado Gabriel Ferrando, da DH.

As câmeras do circuito interno do motel flagraram José Carlos entrando de moto com Rosineyde, por volta das 20h de quarta-feira. Duas horas depois, o vídeo mostra o suspeito saindo sozinho da suíte, a pé. "Eles tinham terminado há cinco meses, mas saíam esporadicamente. Ela foi encontrada às 14h de quinta-feira por funcionários do motel. Ela foi agredida no rosto e asfixiada com travesseiro", disse o delegado.

domingo, 15 de maio de 2011

Assassino de cartunista Glauco deve ser considerado inimputável

Assassino de Glauco deve ser considerado inimputável
O Ministério Público diz que ele deve continuar internado, mas sem ir a júri popular, e que deve ser considerado inimputável, ou seja, incapaz de receber uma pena.

Exclusivo: o Fantástico teve acesso a um documento que pode definir o futuro do assassino do cartunista Glauco e do filho dele, em Osasco, São Paulo.

Carlos Eduardo Nunes, o Cadu - está internado num hospital psiquiátrico, onde aguarda julgamento.

Pouco mais de um ano depois do crime que chocou o país, a questão é: Cadu deve ir pra cadeia como um preso comum? Ou ele tem doença mental e precisa de tratamento?

“A gente perguntava as coisas para ele, e ele sempre entrava no assunto da igreja, da religião”, afirma Carlos Augusto Nunes, irmão de Cadu.

É a primeira vez que o irmão de Carlos Eduardo Nunes, o Cadu, fala sobre os assassinatos que aconteceram em 12 de março do ano passado em Osasco, Grande São Paulo. Carlos Augusto e Cadu moravam juntos na casa dos avós, na capital paulista.

“Essa última semana antes do acontecido, ele passou toda a tarde dormindo e ficava acordado à noite. Uma noite, eu olhei e vi que ele estava deitado lendo a Bíblia, lembra Carlos Augusto Nunes.

No dia do crime, o irmão conta que não viu quando Cadu saiu de casa e foi para a Igreja Céu de Maria, da doutrina do Santo Daime. Seguidor da seita, Cadu matou a tiros o cartunista Glauco Villas Boas, que fundou a igreja, e o filho dele Raoni. Dois dias depois, roubou um carro e fugiu.

Perto da Ponte da Amizade, no Paraná, fronteira do Brasil com o Paraguai, Cadu baleou um policial. Em alta velocidade, Carlos Eduardo Nunes cruzou a Ponte da Amizade. De acordo com as investigações, ele foi preso já do outro lado da fronteira por agentes da Marinha paraguaia.

Um exame apontou que Cadu tinha usado maconha. Na cadeia, escreveu uma carta sobre o dia do crime. Disse que tinha a missão de promover um encontro entre o irmão dele e Glauco. O cartunista teria que falar que Carlos Augusto era a reencarnação de Jesus Cristo.

“Dentro de casa, a gente brincava: ‘Jesus, vem cá’. Porque eu era cabeludo, eu acho que ele... Não sei. Não sei como funciona a loucura de uma pessoa”, comentou o irmão de Cadu.

O irmão diz que Cadu começou a fumar maconha na adolescência e que, ao entrar na Igreja Céu de Maria, passou a tomar com frequência o chá do Santo Daime, que é alucinógeno. “Ele começou a ver coisas mesmo. Eu não vou dizer que o culpado é a igreja. Culpa da loucura”, acredita Carlos Augusto Nunes.

A Igreja Céu de Maria ainda existe. O secretário da seita informou que Cadu deixou de frequentar os cultos em 2007 e que, depois disso, participou apenas de dois trabalhos religiosos. Para os advogados da família de Glauco, Cadu escondeu que poderia ter problemas mentais.

“Ele entrou lá declarando que tinha condições de participar das cerimônias”, contou Ricardo Handro, advogado da família de Glauco.

“Se, porventura, tiver alguma restrição, essa pessoa não pode participar do trabalho”, afirma Alexandre Khuri Miguel, advogado criminalista e assistente de acusação.

No dia 24 de dezembro do ano passado, Carlos Eduardo Nunes foi transferido para o Complexo Médico Penal do Paraná. Ele aguarda a sentença em um hospital psiquiátrico em Pinhais, perto de Curitiba, com outros 430 presos.

A família não autorizou a gravação de imagens de Cadu, que divide a cela de 15 metros quadrados com dois presos. Ele recebe atendimento psiquiátrico e participa de oficinas de arte.

“Está um indivíduo mais tolerante, mais calmo, com as ideias mais organizadas, com um discurso mais organizado”, disse Carlos Alberto Peixoto Baptista, diretor do hospital psiquiátrico.

Cadu está internado por determinação judicial. Um laudo apontou esquizofrenia. De acordo com a família, a mãe tem a mesma doença.

“Se você tem um parente em primeiro grau que tem esquizofrenia, isso aumenta em dez vezes a chance de você ter esquizofrenia. Ocorrem alterações no comportamento e na forma de pensar”, explica a psiquiatra Maureci Turnes.

A defesa alega que Cadu não tem condições de responder pelos crimes. O Fantástico antecipa com exclusividade o parecer do Ministério Público Federal, que faz a acusação. Para a procuradora Rhayssa Rodrigues, devido à doença mental, Cadu era incapaz de entender que seus atos infringiam a lei.

O Ministério Público diz que ele deve continuar internado, mas sem ir a júri popular, e que deve ser considerado inimputável, ou seja, incapaz de receber uma pena. O advogado criminalista Maurício Zanoide de Moraes explica.

“Se eu sei que a pessoa não é normal, eu preciso aplicar a ela uma medida de segurança, que é um tratamento que irá curá-la. O tratamento psiquiátrico durará o tempo que os médicos entenderem necessário para ele se recuperar”, esclarece o advogado.

Em fevereiro, a Justiça considerou inimputável o homem que matou com um taco de beisebol o designer Henrique Pereira. O crime foi em 2009 em uma livraria da capital paulista. Por ter transtorno delirante, Alessandre Aleixo, o agressor, foi internado em um manicômio judiciário, no interior paulista.

O destino de Carlos Eduardo Nunes ainda depende da sentença do juiz federal Mateus de Freitas. Ele é o responsável pelo caso em Foz do Iguaçu. “Se ele tivesse completamente são, ele nunca faria uma coisa dessas”, acredita Carlos Augusto Nunes, irmão de Cadu.

“É uma punição você conviver com gente totalmente desequilibrada, num local que você pode ficar por tempo indeterminado”, acrescenta Carlos Grecchi, pai de Cadu.

O advogado da família de Glauco gostaria que Cadu fosse a júri e condenado como um criminoso comum. “A atitude desse indivíduo não se justifica de forma alguma. Os inúmeros crimes que ele cometeu só fazem todas as pessoas terem medo de serem vítimas novamente”, defende o advogado Ricardo Handro.

O juiz pode desconsiderar o parecer do Ministério Público e decidir que Cadu vá a júri popular. O futuro dele deve ser definido no mês que vem.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Suspeito de matar irmãs chorou ao ver fotos dos corpos, diz polícia

Suspeito de matar irmãs chorou ao ver fotos dos corpos, diz polícia
Segundo investigador, Ananias dos Santos demonstrou arrependimento.
Ele foi preso pela morte de Jocely e Juliana na madrugada desta segunda.


Preso na madrugada desta segunda-feira (11) na zona rural de Cunha, no interior de São Paulo, Ananias dos Santos, principal suspeito de ter matado as irmãs Jocely e Juliana em março deste ano, demonstrou arrependimento e chorou ao ver fotos dos corpos das adolescentes. Ele foi preso na casa de sua família, e contou ter ficado escondido na região desde que começou a ser investigado pelo crime.

As irmãs desapareceram no dia 23 de março e foram encontradas mortas cinco dias depois. “Ele chorou quando viu as fotos do encontro dos cadáveres. Ele disse que já pretendia se entregar, mas ia esperar mais um pouco”, afirmou o investigador Mário Celso Fagundes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Guaratinguetá, responsável pela prisão. Segundo o investigador, o suspeito disse que estava receoso de ser reconhecido. Ele também afirmou que se sentia humilhado e hostilizado pelas vítimas.

Segundo a polícia, após ser questionado, ele confessou ter cometido o assassinato na noite do desaparecimento das adolescentes. O suspeito chegou à DIG de Guaratinguetá no fim desta manhã.

De acordo com Fagundes, Santos negou que outra pessoa o tenha ajudado no crime – ele afirmou ter feito tudo sozinho. O suspeito também contou que levou as meninas até o local do crime a pé, sob ameaça, e que mandou elas jogarem suas mochilas no rio depois que as duas reclamaram do peso.

Durante o tempo em que foi procurado pela polícia, Santos ficou escondido nas proximidades da propriedade dos pais. Ele montou barracas em áreas que não são de sua família, onde passava o dia. Durante a noite, voltava para a casa dos pais. A medida foi tomada para que ele não fosse reconhecido.
Após a prisão, os policiais procuraram na região a arma que pode ter sido utilizada no crime. Ela foi encontrada escondida embaixo de uma pedra, a cerca de 60 km da casa da família do suspeito.

A polícia também vai investigar a participação dele em outro crime. Segundo o investigador Fagundes, um casal para quem ele prestou serviços ao sair do presídio de Tremembé foi encontrado assassinado com tiros no rosto duas semanas após ter demitido o suspeito.


Letícia Macedo
Do G1 SP, em Guaratinguetá


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Homens e mulheres bonitos cometem menos crime?

Pessoas bonitas cometem menos crimes?

Não é regra, é claro. (Nossa amiga aí em cima, com toda a produção a que teve direito, que o diga.) Mas um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Colorado, em Denver, e da Universidade Estadual da Geórgia, em Atlanta (ambas nos EUA), aponta que ser considerado bonito pelos outros reduz a propensão de um jovem (a análise abrange a faixa de 18 a 26 anos) a atividades criminosas, como roubo e tráfico de drogas. E ser pouco atraente aumenta.

Eles não têm um indicador quantitativo muito claro (em quantos por cento a tal propensão cresce), mas vêm com uma série de possíveis razões para o fenômeno. Entre elas, duas bem interessantes: 1) os bonitos têm mais facilidade de relacionamento e lidam com menos rejeição durante os anos escolares, o que contribui para que se tornem cidadãos melhores na vida adulta; 2) eles têm mais facilidade em conseguir emprego e ganham salários mais altos. (Thiago Perin- Superinteressante)

É, o mundo não é justo.  (O estudo completinho aqui.)



terça-feira, 5 de abril de 2011

Vigilante é morto com tiro na boca por colega de trabalho durante expediente em museu

Um vigilante foi morto com um tiro na boca pelo próprio colega de trabalho, no Museu Solar Monjardim, em Jucutuquara, Vitória. Cleudimar da Silva Rosa, de 31 anos, foi atingido quando, supostamente, brincava de roleta russa no expediente. O autor do disparo, Zomilson Souza, de 38 anos, afirmou que a iniciativa de começar a “brincadeira” foi da própria vítima.

Foto: Reprodução TV Vitória 
Zomilson está preso na Divisão de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP), em Vitória. Em depoimento á polícia ele disse que não tinha intenção de matar. A família do vigilante morto enquanto trabalhava não acredita nesta versão.

“Amigos que andavam com ele e que tinham armas, ele ficava distante porque tinha medo de armas. Ele nunca seria capaz de brincar de roleta russa”, disse um dos cunhados da vítima Leonardo Oliveira.

Outro cunhado de Cleudimar, Juliano de Sena, estranhou o tempo que o funcionário demorou a acionar e empresa e a polícia. “A moça que me atendeu, que é da empresa no Rio de Janeiro, disse que tinha recebido a notícia por volta das 17 horas. Mas informações que nós recebemos na delegacia, dizem que o crime aconteceu por volta das 15 horas. Então houve uma demora muito grande entre o ocorrido e a polícia chegar, a família e a empresa serem avisadas. Então teve tempo para que se manipulasse qualquer tipo de informação”, afirmou.

Cleudimar foi enterrado neste domingo (03) e recebeu as últimas homenagens dos parentes e amigos, em um momento de muita emoção. No sepultamento, que aconteceu no Cemitério Municipal da Ponta da Fruta, todos pediram por justiça.

“Eu acredito que não seja que não seja difícil porque as duas pessoas que estavam lá estão ao alcance da polícia. As provas estão lá, a perícia é fundamental e eu acredito que os investigadores sejam competentes o suficiente para chegar até o ponto de partida desse fato”, falou Juliano de Sena.



TV Vitória 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Irmãos são acusados de enterrar o pai vivo no Maranhão. Imagens fortes

Vizinho que teria ajudado a dupla também foi detido no município de Timon.
Polícia investiga qual seria a motivação do crime.


 Kleiton Sousa Lopes, 21 anos, e Alexandre, 18, dois irmãos, foram acusados de matar o pai, Antônio Carlos Lopes, 53 anos um pai de santo, golpeando-o com pílulas para dormir e depois o enterrando vivo, disseram os investigadores ao site de notícias G1.

Antonio Valente Filho, chefe da polícia de Timon, no Maranhão, disse ao G1 da TV Globo que os irmãos, com idades entre 18 e 21 anos, confessaram que planejaram o assassinato. Eles disseram à polícia que seu pai era um homem violento que bebia demais e não aceitava sua homossexualidade, disse Filho.

Um vizinho também foi questionado sobre ter ajudado os irmãos a cavarem o buraco, disse Valente Filho. Nem os suspeitos nem a vítima tiveram os nomes divulgados.

Os dois homens deram ao pai uma dose mais forte do que o habitual de suas pílulas para dormir e o enterraram enquanto ele estava inconsciente, informou o G1. Uma autópsia confirmou que a vítima morreu no subsolo por asfixia.

Os filhos alegam que só enterraram o pai depois de notar que ele estava sem pulso e com a pele roxeada. O pai de santo foi sepultado vivo, em um cômodo nos fundos da casa, cavado de 19h da noite de Natal a 1h da madrugada de 25 de dezembro.

"Ele realmente foi enterrado vivo", disse Valente Filho ao G1. "Estamos investigando o motivo real do crime."

O chefe disse que a polícia está investigando se o papel da vítima como chefe de um terreiro de Umbanda, pode ter sido uma motivação para o assassinato.

“Nós estamos investigando qual foi a verdadeira motivação do crime. Acreditamos que o fato foi motivado por uma disputa pelo controle do terreiro de umbanda, que passaria a ser dirigido pelo filho mais velho. Não achamos que o motivo seja somente as brigas por causa da opção sexual dos irmãos.”

Segundo Valente Filho, o crime foi descoberto depois que o vizinho comentou com pessoas da cidade sobre o buraco que havia sido cavado. “A conversa começou a se disseminar pela vizinhança. Eles se sentiram pressionados e acabaram confessando o crime para um tio, que chamou a polícia. Em depoimento, eles também confessaram.”

O depoimento mais aguardado é o da mãe dos jovens e viúva da vítima, aguardada na Delegacia de Homicídios. Maria da Conceição Sousa estaria em um povoado próximo a Matões/MA em busca do marido. Após receber a notícia de que seus filhos Kleiton Sousa Lopes, 21 anos, e Alexandre, 18, estavam presos por matar o próprio pai, ela iniciou a viagem de volta para Timon/MA. Como há relatos de que ela era agredida pelo pai de santo, a polícia também investiga se houve participação da mesma no caso.

O delegado afirmou que o inquérito policial deve ser concluído dentro de 15 dias.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vídeo Fantástico: Noivo mata noiva em casamento

Noivo mata noiva e padrinho em festa de casamento
Crime ocorreu em Camaragibe (PE)


Uma história terrível: a noite era de comemoração. Um casamento.

De acordo com testemunhas, a comemoração transcoria normalmente até que Rogério, após ir à caminhonete do pai, onde estaria a arma, atirou contra a advogada Renata, seu chefe e padrinho, e depois se matou com um tiro na testa. O irmão da noiva também ficou ferido, mas já teve alta.

Para a polícia, o crime pode ter sido premeditado, pois o noivo teria anunciado uma "surpresa". Ainda segundo os policiais, as imagens das câmeras de vigilância do Condomínio Casa Grande D'Aldeia, onde ocorria a festa, já foram solicitadas. O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias.

No Instituto de Medicina Legal, a irmã de Renata, Lúcia Helena Coelho, disse que Rogério era uma pessoa tranqüila.

"Havia brigas de ciúme, mas que nada levasse a esse desfecho. Ela era uma advogada brilhante. Uma pessoa maravilhosa", conta a irmã da vítima.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Suspeita de traição faz marido matar amante da mulher

Um homem foi assassinado e sua namorada e um sobrinho dele baleados, na noite da última terça-feira, em Vista da Serra, na Serra. Segundo a polícia, o crime foi passional, e o autor dos disparos é o aposentado Sebastião de Mattos, 68 anos, marido da mulher baleada.

Ailton Moreira da Silva, 44 anos, foi executado com cinco tiros na frente de um bar. Segundo a perícia, os dois últimos disparos foram efetuados à queima-roupa, porque a vítima tinha vestígios de pólvora na pele.

Caso amoroso
De acordo com a Polícia Civil, Ailton da Silva seria amante de Maria das Graças Araújo, que também foi atingida por cinco tiros. Ela foi socorrida e levada em estado grave para o Pronto-Atendimento de Serra-Sede. Depois, foi transferida para o Hospital Dório Silva, no mesmo município, onde passou por cirurgia e permaneceu internada.

A outra vítima foi um sobrinho dele, Marcelo Machado de Souza, que estava sentado com a namorada em outra mesa, cerca de três metros do tio.

Segundo informações do delegado João Francisco, da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra, o marido de Maria das Graças teria descoberto e relacionamento da mulher com Ailton da Silva, e por isso efetuou os disparos que atingiram as três pessoas.

Tudo aconteceu depois que o acusado viu que o casal namorava no local e disparou várias vezes. Aílton morreu no local e Maria das Graças Araújo, de 44 anos, foi atingida por cinco tiros. Ela foi encaminhada em estado grave para o Hospital Dório Silva, na Serra.

Policiais prenderam o aposentado em casa, quando populares tentavam atear fogo na residência, revoltados com o crime. (Glacieri Carraretto e Nuno Moraes- A Gazeta)




Na casa da família de Aílton todos estão indignados com a violência. O irmão da vítima conta como tudo aconteceu. "O acusado desceu na rua e já chegou atirando. Ele acertou o meu irmão e a mulher saiu correndo. Ele foi atrás dela e atirou", lamentou o caminhoneiro José Moreira dos Anjos.

Um sobrinho de Aílton estava perto do local e foi atingido por uma bala perdida. Já em casa, mas ainda com a bala alojada na perna esquerda, ele falou dos momentos de pânico que viveu. "A hora é de pânico, correria, não tem nem explicação. Nunca tinha visto ele na minha vida, mas meu tio e ela deviam conhecê-lo. Nunca tinha passado por isso na minha vida", comentou ele, que prefere não ser identificado.

A linha de investigação seguida pela polícia é a de crime passional. O principal suspeito é o ex-marido de Maria das Graças, com quem ela tem dois filhos. De acordo com testemunhas, o aposentado não se conformava com o fim do relacionamento e constantemente ameaçava a ex-mulher.

Policiais informaram que as últimas perfurações provocaram chamuscamento de pólvora, o que demonstra que o criminoso tinha mesmo a intenção de matar, já que atirou à queima roupa.

A mãe de Aílton, que já perdeu outros dois filhos, não se conforma com mais essa tragédia na família. Ela disse que não perdoa o assassino do filho. "Eu não aguento mais isso. Quando meus filhos morreram, sinto uma facada por dentro. O assassino acabou com a minha vida e com a do meu filho. Foi sem motivo", disse a dona de casa Maria Domingas da Silva, de 79 anos.

Folha Vitórian / A Gazeta

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Príncipe saudita é acusado de espancar e assassinar companheiro gay

A promotoria britânica acusou nesta terça-feira um príncipe saudita de ter espancado, estrangulado e assassinado um serviçal em um hotel de luxo em Londres em um crime que teria elementos sexuais.

Bandar Abdulaziz, empregado do príncipe Saud Abdulaziz Bin Nasir Al-Saud, foi encontrado morto no Landmark Hotel, no bairro de Marylebone, no dia 15 de fevereiro.

Segundo a acusação, o príncipe cometeu o crime na cama do quarto que os dois dividiam.

Saud, que nega ser homossexual, admitiu ter matado o empregado, mas não que tenha tido a intenção de matar.

Crime

O príncipe e seu empregado estavam hospedados no hotel desde o dia 20 de janeiro em férias prolongadas.

Durante a audiência, foi revelado que a vítima sofreu várias agressões antes de morrer.

Entre os indícios apresentados estavam a presença de marcas de mordidas no rosto de Abdulaziz, o que, segundo a promotoria, indica "conotações sexuais óbvias". BBC Brasil

domingo, 26 de setembro de 2010

Suzane von Richthofen e a história do crime de parricídio e o matricídio que abalou o Brasil

Suzane Louise Freiin von Richthofen (nascido em 03 de novembro de 1983), é uma brasileira que assassinou seus próprios pais em 31 de outubro de 2002, com a ajuda de seu namorado e seu irmão. Ela foi levado a julgamento em São Paulo em julho de 2006 e foi sentenciado a 39 1 / 2 anos de prisão.

Antecedentes e primeiros anos de vida

Suzane no sepultamento dos pais
Nascida em São Paulo , Suzane é a filha do alemão engenheiro Manfred Albert Freiherr von Richthofen e sua mulher, Marisia von Richthofen (née Marísia Abdalla), uma brasileira descendente de libaneses. Seu pai estava trabalhando como diretor do Conselho Estadual de Ruas de São Paulo , a mãe dela era psiquiatra. Suzane tem um irmão mais novo, Andreas Freiherr von Richthofen, nascido em 1987. O pai alegou ser um sobrinho-neto de Manfred von Richthofen , o piloto de guerra alemão da I Guerra Mundial , mas isto é ainda hoje discutido; alemães von Richthofen negam qualquer ligação familiar a eles. Depois de se formar em uma escola de ensino médio alemã, Suzane estudou  Direito na Pontifícia Universidade Católica .

Assassinato

Nas primeiras horas da tarde de 31 de outubro de 2002, Suzane von Richthofen, que planejou o assassinato de seus pais durante meses, verificou se eles já estavam dormindo, então desligou o sistema de alarme da propriedade e abriu a porta para o namorado Daniel Cravinhos de 21 anos,  e o irmão dele, de 26 Christian Cravinhos, que esperara fora. Os irmãos Cravinhos subiram para quarto dos pais e os golpearam com varas de ferro antes de estrangulá-los com toalhas. Suzane estava esperando nas escadas da sala. Após o assassinato realizado, os três jovens simularam um arrombamento com o dinheiro que encontraram, espalhando papéis na biblioteca e criam uma bagunça na casa. Então saíram, Suzane e Daniel foram para um motel, Christian foi a um restaurante fast-food. Logo no início da manhã, Suzane, acompanhada do namorado Daniel, pegou seu irmão, Andreas, então com 15 anos, em um internet café e fui para casa, onde "descobriu" o crime, chamou a polícia imediatamente e contou-lhes a sua história.

Os agentes de investigação, porém, duvidaram de um crime de roubo e desconfiaram se tratar de alguém familiarizado com as vítimas, logo começaram a questionar as crianças e os empregados da família Richthofen. O que fez os suspeitos não foi só a cena do crime, com o sistema de alarme desligado e os papéis se espalham muito regularmente, como se pelo design, mas também a insensibilidade extraordinária de Suzane, que foi vista na piscina da casa de banho com namorado Daniel no dia seguinte ao assassinato, e que comemorou seu 19º aniversário com os amigos, poucas horas depois do enterro dos pais. Os investigadores centraram a sua atenção sobre Suzane e seu namorado e 'coloram' à sombra deles. A pista para a prisão aconteceu com Christian Cravinhos, que havia comprado uma motocicleta, alguns dias depois e pago em dinheiro em notas de 100 dólares. Poucos dias depois, em 09 de novembro de 2002 ele foi preso, assim como seu irmão e Suzane, que logo confessou o assassinato.  Suzane foi libertada da prisão em maio de 2005, quando o Supremo Tribunal de Justiça lhe concedeu habeas corpus . Ela, então, aguardava julgamento em prisão domiciliar .

Como começou o namoro de Suzane e Daniel


O relacionamento dos Cravinhos com a família Richthofen teve início quando Andreas, o irmão de Suzane, se interessou por aeromodelismo e começou a ter aulas com Daniel. Em pouco tempo, ele e Suzane se aproximaram e, logo, estavam namorando. Andreas e Suzane desenvolveram uma forte ligação com toda a família Cravinhos. Os dois visitavam com freqüência a casa de Astrogildo e Nadja, pais de Daniel. Quando Suzane foi presa, ela mandou uma carta para o casal, pedindo o seu perdão. Na missa de sétimo dia do casal Richthofen, Astrogildo esteve presente, a convite de Andreas. Mesmo depois do crime, já na prisão, Suzane continuava pedindo a seus advogados notícias da família Cravinhos.


Motivos

Os pais de Suzane, que no início permitiram seu relacionamento com Daniel Cravinhos, mudaram de opinião quando descobriram que ele usava maconha quase que diariamente. Além disso, sua classe social baixa e o fato de sua recusa a trabalhar ou a frequentar a escola causou a discordância. Em julho de 2002, seus pais estavam de férias, então Daniel se mudou com os filhos durante um mês, para a alegria de Suzane. Quando os pais voltaram para casa, Suzane sugeriu que lhe comprasse um apartamento em que ela poderia viver com Daniel, mas seu pai recusou, dizendo que ela poderia fazer o que ela quisesse desde quee ganhasse o seu próprio dinheiro. Ela continuou se encontrando com Daniel secretamente. Suzane alegou que ela fez tudo por amor, por medo de que Daniel a deixá-se os seus pais não fossem mortos. O advogado dela, Denivaldo Barni, disse que Suzane não tinha motivo algum, mas foi forçada ao crime por Daniel, a quem adorava como um deus.

Outra parte, o motivo pode ter sido a riqueza da família, estimada em cerca de um milhão de dólares, que Suzane herdaria em caso de morte dos pais. Como Promotor Roberto Tardelli colocou, Suzane quis "pôr as mãos no dinheiro e bens de seus pais que havia trabalhado tão "duro para conseguir". Ela "queria que sua liberdade e independência, sem ter que trabalhar para isso". No julgamento, Daniel Cravinhos afirmou que Suzane era fisicamente violados por seu pai, o que ela e seu irmão Andreas von Richthofen negaram. Defendeu-se ainda que os pais Richthofen eram alcoólatras, mas a autópsia de álcool não foi detectada em seus corpos.


Em 5 de junho de 2006, Suzane von Richthofen Freiin, juntamente com os Cravinhos, foi levada a julgamento em São Paulo, por homicídio qualificado, o equivalente a assassinato em primeiro grau no direito brasileiro. O julgamento foi adiado e, finalmente, começou em 17 de julho. No julgamento, Suzane culpou Daniel Cravinhos por tudo, enquanto os irmãos Cravinhos alegaram que agiram sobre o seu desejo. Promotor Roberto Tardelli, porém, chamou Suzane de "mentora" do crime. Roberto Tardelli pediu 50 anos de prisão para cada um dos três réus. Ela foi descrita como "a loira personificada do mal". Em 22 julho de 2006 Suzane foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão pelo o crime. Daniel Cravinhos tem a mesma frase e seu irmão Christian foi condenado a 38 anos e 6 meses  por conspiração. Seguindo a lei brasileira, ela será liberada após mais de 30 anos de prisão. Desde abril de 2007 , ela está sob custódia em uma prisão feminina fora de São Paulo .

A atenção do público brasileiro
O caso gerou significativa atenção da mídia no Brasil, devido ao contraste entre o crime brutal e da personalidade da filha. Enquanto os irmãos Cravinhos montado no esquema do inculto, assassinos desempregados, viciada em drogas, isso não era a verdade de Suzane: Ela era uma menina, loira de uma família da alta classe média-descendentes de alemães e libaneses, bem-comportada , sempre fazendo bem na escola, falando três línguas estrangeiras e fazia balé . O contraste entre ricos e sua educação e a crueldade do crime chocou o país. Além disso, como a discussão surgiu na opinião pública brasileira sobre o grau dos valores da família e dos efeitos da educação, a questão de saber se Suzane foi a mente perversa por trás do crime ou apenas uma ferramenta de Daniel também foi muito discutida. Muitas pessoas que inicialmente estavam emocionalmente na lateral de Suzane, mudaram de opinião quando em uma entrevista numa TV ela foi imediata. Antes da entrevista, quando as câmeras já estavam acionadas, ela foi instruída por seu advogado para chorar na entrevista. Ele disse a ela para chorar em voz alta durante a transmissão, para criar a simpatia do público. O resultado da entrevista, porém, foi a implosão da sua credibilidade. No tribunal, Suzane ainda estava muito descontraída, enquanto os irmãos Cravinhos ficaram chorando a maior parte do tempo. Em uma ocasião, ela ainda começou a rir. Um correspondente tentou explicar o comportamento de Suzane através da teoria  da "banalidade do mal " de Hannah Arendt.

 O parricídio e o matricídio são crimes repudiados com horror por todas as épocas, etnias e sociedades. Na Roma Antiga, os homicídios eram punidos de diferentes maneiras, dependendo de sua gravidade. Nessa escala, o assassinato do pai pelo filho merecia a mais espetacular das punições. A Lei Pompéia sobre os Parricídios, criada em 55 a.C., dizia que aquele que matar seu ascendente não deverá ser submetido "nem à espada, nem ao fogo, nem a nenhuma outra pena solene". Deverá, no lugar disso, ser "encerrado em um saco de couro, juntamente com um cão feroz, um galo, uma víbora e uma macaca, e, nessas fúnebres estruturas, ser arrojado ao mar vizinho ou ao rio, para que em vida lhe cheguem a faltar todos os elementos, e, enquanto viva, seja privado da luz do céu, e, uma vez morto, da terra".


FANTÁSTICO: Especialistas avaliam Suzane Richthofen (29/11/09)