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sábado, 21 de julho de 2012

Após agredir segurança com garrafa, ator Marcelo Faria quer reparar erro

Defesa: Marcelo Faria pretende reparar o erro
Fabricio Lopes Lima, rapaz agredido por Marcelo faria. No detalhe, a vítima ensanguentada após a agressão

Advogado de Marcelo Faria diz: 'Ele está muito triste e quer reparar o erro'
Técio Lins e Silva assumiu caso do ator, acusado de agressão, e deve propor acordo ao segurança Fabrício Lopes.

Marcelo Faria já contactou um advogado para cuidar do caso em que se envolveu na quarta-feira, 18, quando foi acusado de agredir um segurança na casa de shows "Miranda".

O criminalista Técio Lins e Silva assumiu o caso e, nesta sexta-feira, 20, falou com o EGO sobre os possíveis desdobramentos do processo.
"Marcelo está muito triste com isso e, certamente, se pudesse voltar no tempo, não veria esse filme de novo. Mas não dá para fazer isso. Vamos tentar resolver da melhor forma possível, tentar um acordo e prestar toda a solidariedade e ajuda necessária. Ele quer reparar o erro", disse Técio ao EGO.

Ainda segundo o advogado, ele e o ator conversaram por telefone, mas devem ter um reunião em breve para falar melhor sobre o caso. Técio disse ainda que Marcelo contou o que aconteceu e que teria ficado mal e triste. "Está tudo muito recente. Ainda vamos conversar melhor. Mas vamos fazer tudo para diminuir as consequências dessa situação. Li que o rapaz está sem trabalhar, que era aniversário dele. Vamos tentar remediar", afirmou.

Advogado de segurança vai entrar com ação cível na segunda-feira, 23
O advogado do segurança Fabrício Lopes, Edmilson Sobral Ferreira da Silva, vai dar entrada com uma ação cível contra o ator Marcelo Faria na segunda-feira, 23, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Edmilson é advogado da empresa de segurança Rio Maior, que contratou Fabrício para prestar serviço na casa de shows.

"Estive com o Fabrício hoje (sexta-feira, 20), e ele ainda não está bem. Não sou médico, mas é vísivel, pelo modo de falar e de se locomover, que ele ainda apresenta uma certa letargia por causa da pancada na cabeça. Conversamos e a ação cabe pedido por dano moral, estético e material", disse o advogado que contou ainda que, nem ele, nem seu cliente, foram procurados por Marcelo Faria.
segurança Fabrício Lopes, que acusa o ator Marcelo Faria (direita)

Acordo
Perguntado se seu cliente estava disposto a fazer algum tipo de acordo, o advogado disse que já falou sobre a possibilidade com Fabrício.  "Já falei sobre a possibilidade com ele, e ele não falou nada. Também não aconselho, nem recrimino, nessas situações, porque tudo depende muito da situação da pessoa e de suas necessidades", disse.

Entenda o caso
Na noite da quarta-feira, 18, o ator Marcelo Faria agrediu um segurança com uma garrafa ao tentar entrar na área VIP de um show, e ser impedido pelo mesmo. O segurança Fabrício Lopes Lima, de 24 anos, sofreu um corte na testa, foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde levou seis pontos no ferimento. Por causa do corte, Fabrício terá que ficar sete dias afastado de suas funções no trabalho.
O segurança registrou queixa na 14ªDP, no Leblon, e foi encaminhado para exame de corpo de delito. Uma testemunha também foi ouvida na delegacia e disse que viu o ator xingar o funcionário. O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (JECRIM). A casa de shows também confirmou a agressão em comunicado.

Procurada pelo EGO, a assessoria de imprensa do ator confirmou que ele se envolveu em uma confusão, e disse ainda que o advogado de Marcelo já teria sido acionado para prestar assistência ao segurança agredido.

"Marcelo estava realmente na boate assistindo ao show de seu amigo Rogê e acabou se envolvendo em uma confusão, onde um segurança acabou sendo ferido. Marcelo já entrou em contato com seu advogado e estão tomando todas as providências cabíveis para dar assistência ao segurança", informou a assessoria.

Segurança Fabricio Lopes já tem advogado: ‘Vou processar Marcelo Faria’
Fabricio Lopes, rapaz agredido por Marcelo Faria Foto: Fernanda Laskier 
O segurança Fabricio Lopes, que acusa o ator Marcelo Faria de o agredir com uma garrafada na testa, já possui um advogado para cuidar do caso.


“Vou processar o Marcelo. A empresa de seguraça (Rio Maior) que me contratou para trabalhar na casa de shows Miranda já me conseguiu um advogado”, conta o rapaz, de 24 anos.

Fabricio afirma que, até o momento, ainda não foi procurado por Marcelo. “Ele não me procurou, mas não posso falar mais sobre isso”, finaliza.

Não é a primeira vez que Marcelo Faria arruma confusão
Em setembro de 2010, Marcelo Faria se envolveu numa briga de trânsito. O ator saía da Zona Sul e seguia em direção à Barra, quando bateu num outro veículo. Na época, o motorista do outro veículo alegou que o ator teria tentado fugir do local do acidente.

Em abril de 2004, o ator brigou com o fotógrafo Wagner Santos da Revista "Contigo" quando deixava um restaurante. Na confusão, Marcelo quebrou a máquina do profissional. [extra.globo.com]


Sem trabalhar por causa da confusão, rapaz agredido por ator dispara: ‘Marcelo Faria não é gente’

Fabricio Lopes Lima, rapaz agredido por Marcelo faria. No detalhe, a vítima ensanguentada após a agressão

O segurança Fabrício Lopes, que acusa o ator Marcelo Faria de o agredir com uma garrafada na cabeça, falou com exclusividade à coluna Retratos da vida. Ele contou os detalhes da confusão que culminou com a cena de violência, após impedir que Marcelo entrasse numa área vip da casa de shows Miranda:
"Eu estava trabalhando como controlador de acesso da área vip. Disse que ele não poderia entrar sem convite. E ele falou: ‘Sou ator, vou passar. Você não me conhece?’. Aí me chamou de otário e entrou por uma outra área de acesso. Eu avisei ao chefe da segurança, e o encontraram no camarim do cantor, quando pediram que ele se retirasse".

Já na área vip, Marcelo foi até Fabrício e tirou onda de que tinha conseguido entrar. "Vi que ele continuava sem pulseira. Passei por ele, travei a porta e disse: ‘Agora que o senhor está do lado de fora, só posso te deixar entrar com autorização da produção’. Ele retrucou: 'Se eu quiser, posso te dar uma porrada’. Eu não acreditei que um ator bem-sucedido na vida faria isso. Aí ele me empurrou e me deu uma garrafada. Depois disso não sei para onde ele foi. Todo ensanguentado, fui até uma cabine de polícia, do outro lado da rua, mas os policiais não encontraram mais o ator. É difícil entender o que leva uma pessoa que tem tudo na vida a fazer isso. Marcelo Faria não é gente, ele não é uma pessoa!".


Morador de Nilópolis, Fabrício, que levou seis pontos na testa, completou 24 anos no dia da confusão:
"Foi presente de aniversário! Eu pretendia ir para casa e ficar com a minha esposa nesse dia. Mas liguei do hospital falando que estava tomando ponto".

Fabrício trabalha como freelancer. Na noite da agressão foi contratado para controlar a área vip por R$ 50.
"Como trabalho de freelancer, eu recebo por dia. Se eu não trabalhar a semana toda, não recebo. Vou tirar os pontos em sete dias e até lá não posso trabalhar. E os R$ 50 que ganhei nesse trabalho, mais o que tinha na carteira, tive que gastar com táxi e ônibus. Meus colegas estão tentando arrumar remédio para mim".


Enquanto não consegue os remédios, o rapaz conta com o consolo de sua mulher, a dona de casa Rosilda dos Santos, de 28 anos. "Fabrício é um homem carinhoso, trabalhador e não é de arrumar confusão. Marcelo acha que porque é ator é melhor do que os outros. Olha que na adolescência eu era fã dele, o achava lindo... Agora peguei raiva", desabafa.

A assessoria do ator informou que "Marcelo já entrou em contato com seu advogado e vai prestar toda assistência necessária ao segurança". Mas até o momento ninguém da parte do ator procurou Fabrício: "Ninguém veio falar comigo ou procurou saber quem eu era".


extra.globo.com

domingo, 15 de maio de 2011

Shopping de SP põe segurança em banheiro masculino

Vigilante relata que sua função é evitar olhares libidinosos de gays a heterossexuais que visitam o local

O Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, criou nos últimos meses um posto insólito: o de segurança de banheiro. Leandro, de 45 anos, foi recrutado para passar o dia em vigilância do toalete masculino do terceiro piso, que atende às nove salas do cinema, para evitar - ou inibir - paquera de homens no local. Ele explica que o shopping precisou tomar uma providência, porque algumas pessoas se sentiam incomodadas com os olhares dos gays.

Em seu tempo de trabalho como segurança de banheiro, oito meses, Leandro ouviu apenas uma queixa de um senhor que avisou que havia um rapaz se exibindo. A orientação do shopping, segundo Leandro, é mostrar ao "infrator" uma placa na parede com os dizeres: "A prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano".

A assessoria do Frei Caneca diz: "A função dele (Leandro), como a de outros profissionais que permanecem fixos nas áreas de maior circulação, é de zelar pela segurança dos frequentadores. Nossa equipe se divide em profissionais que circulam pelos andares e outros que são mantidos fixos em pontos-chave", afirmou o superintendente do Frei Caneca, Carlo Zanetti. Dias depois, a assessoria do shopping informou que a administração havia repensado seu sistema de segurança e retirado Leandro da porta do banheiro masculino. Na semana passada, porém, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo voltou ao shopping em dias diferentes e verificou que o segurança permanece no local. (Com Agência Estado)

As paqueras entre homens nos banheiros do 3º piso do Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, estão proibidas. Há alguns meses, o estabelecimento comercial contratou seguranças de banheiro, que montam guarda na porta dos toaletes masculinos para inibir os namoros e pegações no espaço. "Teve gente que se sentiu incomodada (com olhares libidinosos dos gays)”, justificou o funcionário Leandro, de 45 anos, recrutado para passar o dia a vigiar o local. A orientação do shopping, segundo ele, é mostrar aos paqueradores uma placa na parede com os dizeres: "A prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano". Em toda a sua gestão, que já dura cerca de oito meses, Leandro ouviu apenas uma queixa, "de um senhor que avisou que havia um rapaz se exibindo". A assessoria do Frei Caneca disse que "a informação passada pelo segurança foi de interpretação pessoal". "A função dele, como a de outros profissionais que permanecem fixos nas áreas de maior circulação, é de zelar pela segurança dos frequentadores. Nossa equipe se divide em profissionais que circulam pelos andares e outros que são mantidos fixos em pontos-chave", afirmou. Informações do G1.

domingo, 3 de abril de 2011

Falso coronel entra na cúpula da Secretaria de Segurança do Rio

Falso coronel dá detalhes de como entrou na cúpula da Segurança do Rio
Ele tinha tudo para ter uma carreira brilhante, não fosse por um detalhe: ele nunca chegou a pisar no exército.
Um homem que começou como major, virou tenente-coronel e logo estava trabalhando na cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Tinha tudo pra ser uma carreira brilhante, não fosse por um detalhe: o tal homem nunca chegou a pisar no exército.

Em uma entrevista exclusiva para a TV, o falso militar conta agora o que fez pra enganar tanta gente por tanto tempo.

“Você conhece a palavra dom? Eu acho que eu tenho este dom para trabalhar nisso, como eu acho que eu tenho este dom para trabalhar em tudo o que eu coloco a mão”.

O dom de que Carlos da Cruz Sampaio Júnior fala apareceu cedo. Nas fotos de criança o menino já interpretava um militar. Mas quando tentou entrar para o Exército, não passou no teste.

“Eu acho que uma série de fatores de natureza pessoal, me levaram a não chegar na academia militar. Tentei. Mas acabou que ficou esquecido. acabei enveredando pelo direito”.

E acabou largando a faculdade. Muito antes de começar a carreira na segurança pública, de entrar para a secretaria, Carlos Sampaio era funcionário do zoológico do Rio. Cuidava da parte administrativa do local.

Mas foi aqui que o futuro falso coronel disse que teve a primeira experiência, organizando o esquema de segurança.

“Eu questionava tanto a eficiência da empresa de segurança, que quando pedi a exoneração do zoológico por motivos pessoais, eu acabei sendo convidado a participar de empresa de segurança em 98”.

Sampaio ainda trabalhou com esportes de aventura, limpeza predial, até conseguir um emprego na secretaria de Segurança. Um trabalho administrativo, assessor do subsecretario. Ele andava de colete e participava de inaugurações ao lado de autoridades.

E queria mais. Aficionado pelo tema, estudou livros sobre segurança e manuais de policias de diversos países, inclusive manuais russos, idioma que ele diz ter aprendido na internet.

Depois de três anos, elaborou seu próprio projeto para melhorar o patrulhamento nas ruas. Mas: “O que acontece, quando você chega na secretaria de Segurança, existe um termo pejorativo que se chama ‘PI’. ‘PI’ é o ‘pé inchado’. É aquele cidadão que não é Policial Civil, nem Militar. Constantemente fui chamado de ‘PI’. De certa forma ofende, claro que ofende”, conta.

Com a troca de governo deixou a secretaria, mas não a ideia de implantar seu sistema de segurança. Três anos depois, em 2009, voltou a ativa, agora diretamente onde o patrulhamento das ruas é organizado. Sampaio apresentou mais uma vez seu projeto em um batalhão da PM, decidido a não ser mais um ‘pé inchado’.

O 6° batalhão é responsável pelo policiamento em vários bairros da zona norte do Rio de Janeiro, inclusive a Tijuca, lugar onde Sampaio mora. Quem entrou por aquela porta foi o ex-diretor de zoológico e funcionário público. Quem saiu de lá foi o coronel, que iria levar o seu bem sucedido plano de patrulhamento das ruas para outros batalhões.

Mas, ele não chegou logo de cara como coronel. No começo escolheu uma patente um pouco mais baixa. “Major, na época. Como eu fiz isso? Basta dizer. Eu disse e as pessoas acreditaram”.

Durante três meses o agora major Sampaio trabalhou no 6° batalhão. Mas ainda havia dificuldade pra implantar suas ideias. Então, resolveu se promover: “Quando você passa a ser tenente-coronel e apresenta o seu trabalho, nossa, todo mundo diz amém e funciona”, brinca.

Dai em diante, a carreira deslanchou. O falso coronel implantou seu projeto em outros três batalhões. Sampaio dava palestras, planejava o policiamento, redistribuía carros da polícia nas ruas.

Nos treinamentos, ensinou técnicas de abordagem, deu instruções de tiro e, comandou, armado, operações nas ruas. Determinando onde e como os policiais deviam agir.

A popularidade de Sampaio cresceu tanto que ele foi convidado a trabalhar na secretaria de Segurança. “Quando eu vi que o projeto poderia ganhar uma divulgação maior, poderia surtir mais efeito. ‘Tudo bem, vamos lá’. Eu aceitei”.

Nessa época, Sampaio apresentava um currículo impressionante. O militar que nunca existiu havia cursado a academia das Agulhas Negras, comandado um batalhão de fronteira na Amazônia, e até fez parte da guarda presidencial. Tudo mentira. Na carteira do Exército, a foto com farda de gala.

“Aquilo era uma montagem de Photoshop. Não falsifiquei, criei. É diferente, porque você falsificar é pegar qualquer documentação e transformar os dados, eu simplesmente editei a carteira toda no Photoshop. Então, eu criei”, conta.

Depois que Sampaio foi preso a policia analisou o documento. Encontrou dez erros grosseiros, como a data de validade, até 2031: em um documento do Exército ela seria indeterminada.

Quem assina a carteira é um capitão, o que não aconteceria na identidade de um coronel. E até o próprio posto, tenente-coronel está escrito errado, sem hífen. Mesmo com erros tão básicos, ninguém na secretaria percebeu a falsificação.

Repórter: Pra ser contratado não foi pedido documento?

“Eu já tinha tudo lá, minha carteira do Instituto Félix Pacheco, CPF, PIS, tinha tudo lá”, explica.

A nomeação para o cargo de coordenador da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional veio no dia 12 de julho de 2010. E o falso coronel, agora coordenador, foi trabalhar no quarto andar da secretaria.

Instalado no centro do comando, Sampaio recebia informações dos batalhões, tinha reuniões com coronéis, e fiscalizava operações nas ruas. Em agosto do ano passado o falso coronel esteve numa operação para prender traficantes que tinham invadido um hotel em São Conrado, Zona Sul do Rio.

Sampaio acompanhou a negociação para que os bandidos se entregassem e libertassem os reféns. De colete, ele estava dentro da área de isolamento, na porta do hotel.

A secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro fica exatamente em frente ao comando do Exército. Apenas uma rua separa os dois prédios. Mas essa pequena distância levou três meses para ser percorrida. Foi o tempo que a secretaria levou para pedir informações sobre o seu novo contratado ao comando militar.

Em nota, a secretaria de Segurança alegou que Sampaio ficou três meses empregado, porque o serviço de inteligência precisou desse tempo para reunir provas suficientes contra ele.

No dia 7 de outubro do ano passado, o secretario José Mariano Beltrame finalmente procurou o Exército e a resposta veio no mesmo dia. Carlos Sampaio nunca tinha sido militar na vida. Na semana seguinte ele foi preso na sala que ocupava na secretaria.

A história de Sampaio lembra a de outros falsários famosos retratados no cinema. O filme “Vips”, que tem Vagner Moura no papel principal, conta a história do estelionatário que ficou famoso por se passar pelo filho do dono de uma grande empresa aérea. Ele participou de festas, se hospedou em hotéis caros, teve aviões a disposição.

Mas para o advogado de Sampaio, esse é um caso diferente: “Ele seria o único falsário no mundo, por assim dizer, que não tem vantagem nenhuma. Ele ganhava mal, ele trabalhava tanto ou mais do que os outros e otimizou todos os trabalhos da polícia”, afirma o advogado de Sampaio.

O falso coronel passou dois meses preso. Agora responde a processos de falsa identidade e porte ilegal de arma de uso restrito e pode pegar até seis anos de prisão. Sampaio só lamenta que o seu projeto de policiamento não é mais seguido nos batalhões e resume como conseguiu passar tanto tempo enganando as pessoas.

“Eu acho que as pessoas acreditam na forma como você se coloca e o que você coloca. Se você chegar pra mim e falar que é o presidente da República, souber se colocar como presidente e se portar como tal e tiver representatividade e ter resultado como tal, eu acho que sim. Vocë talvez não se passasse por presidente da República”, brinca.

SITE DO FANTÁSTICO

sábado, 7 de agosto de 2010

Anticoncepcionais. Quais são os mais seguros?

Em geral, os métodos que utilizam hormônios para impedir a ovulação - e, por conseqüência, a gravidez - são considerados os mais confiáveis. A pílula anticoncepcional, por exemplo, tem eficácia superior a 99% quando tomada corretamente. Fazem parte da mesma família o anel vaginal e o adesivo transdérmico, que libera hormônios ao ser aplicado na pele. Entretanto, esses métodos têm um ponto fraco: nenhum deles barra as chamadas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), especialmente a aids. Por enquanto, a única forma de se prevenir é usar as camisinhas masculina e feminina, que têm uma eficiência para evitar a gravidez em torno de 95%. Bem menos confiáveis são os chamados métodos "naturais". O primeiro deles, o coito interrompido, consiste em retirar o pênis da vagina antes da ejaculação - o problema é que o líquido que lubrifica o pênis já pode conter espermatozóides.

O segundo, a "tabelinha", depende que a mulher menstrue sempre em um período determinado, mas isso muitas vezes não acontece e põe por terra todo o planejamento. Há ainda um último grupo de anticoncepcionais bem mais radicais: as cirurgias. Elas podem interromper o caminho do óvulo ao útero (a ligadura das trompas, no caso da mulher) ou evitar que haja espermatozóides na ejaculação (a vasectomia, para o homem). "São opções definitivas, porque a operação de reversão é difícil e nem sempre bem-sucedida", diz o ginecologista Jorge Villanova Biazús, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS).


Opções não faltam
De todos os métodos, as camisinhas são as únicas que protegem também contra a aids


DIU
O que é: Plástico com cobre em forma de T, inserido no útero através da vacina. Ele dificulta a passagem do espermatozóide e impede que o óvulo fecundado se fixe na parede do útero
Vantagens: Inibe a menstruação em 80% dos casos. Pode ser uma boa opção para mulheres que sentem  enjôos com pílula
Desvantagens: Não protege contra DSTs e pode sair do útero sen que a pessoa se dê conta. Para algumas mulheres, a colocação incomoda

MÉTODOS "NATURAIS"
O que são: Os mais famosos são o coito interrompido, quando o homem retira o pênis da vagina antes da ejaculação, e a "tabelinha", que consiste em não fazer sexo durante o período fértil da mulher
Vantagens: São métodos naturais, sem a presença de hormônios ou barreiras físicas
Desvantagens: Não protegem contra DSTs e são muito pouco confiáveis. No caso do coito interrompido, pode haver espermatozóides antes da ejaculação no líquido que lubrifica o pênis. Para a tabelinha, margem de erro do período fértil é grande e as falhas são comuns.

ANEL VAGINAL
O que é: Um anel colocado no fundo da vagina que lidera hormônios para impedir a gravidez. A cada mês, o anel é removido por uma semana, permitindo menstruação normal.
Vantagens: Alta eficiência. Os efeitos colaterais e a ocorrência de sangramentos irregulares são pequenos
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Algumas mulheres podem apresentar irritação na vagina, com aumento de secreção

DIAFRAGMA
O que é: Anel com película de borracha que barra a entrada dos espermatozóides do útero. É inserido na vagina antes da relação e retirada até 12 horas depois
Vantagens: Não exige pausa na relação sexual para ser colocado. A mulher pode pôr o diafragma horas antes do encontro
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Tem baixa eficiência se não for usado com outro anticoncepcional, como um espermicida (que mata espermatozóides)

PÍLULA
O que é: Comprimido que interrompe a ovulação por meio da ação de dois hormônios. As mais comuns são a pílula de uso contínuo, tomada por três semanas a cada mês, e a pílula do dia seguinte, usada até 72 horas após a relação sexual
Vantagens: Quando bem utilizada, possui eficiência superior a 99%, além de diminuir o sangramento durante a menstruação
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Algumas mulheres têm dores de cabeça e enjôos, especialmente com a pílula do dia seguinte, que contém uma dose mais forte de hormônios

CAMISINHAS OU PRESERVATIVOS
O que são: Capas de lâtex que impedem o contato do espermatozóide com o óvulo
Vantagens: Se bem utilizados, impedem a gravidez em 95% dos casos, também protegem contra DSTs , como a aids
Desvantagens: Perdem a eficiência quando aplicadas de forma inadequada. Se a camisinha for colocada no pênis com ar na ponta, ela pode estourar e raspar.

ADESIVO TRANSDÉRMICO
O que é: Adesivo de 20 cm que libera hormônios para evitar a ovulação. É trocada a cada sete dias por três semanas. Na quarta semana, não se usa o adesivo
Vantangens: Colocação simples. Outra opção contra os efeitos colaterais da pílula
Desvantagens: Não protege contra DSTs e não pode ser retirada nem na praia

IMPLANTE SUBDÉRMICO
O que é: Bastonete inserido sob a pele dp braço, que lidera um hormônio anti-ovulação. Seu efeito dura até cinco anos
Vantagens: Além da alta eficiência (o risco de gravidez é de apenas 0,05%), interrompe a menstruação, as cólicas e a tensão pré-menstrual (TPM)
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Para retirar o implante, é preciso fazer uma pequena cirurgia

Mergulhe nessa
Na livraria:
A Clinical Guide for Contraception, Speroff e Darney, Lippincott Williams & Wilkins, 2001
Rotinas em Infertilidade e Contracepção, Passos, Freitas e Cunha-Filho, Artmed, 2003


Fonte: mundoestranho.abril.com.br