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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mulher doa rim para chefe, mas acaba demitida


Mulher doa rim para salvar a chefe, mas acaba demitida


Debbie Stevens, de 47 anos, decidiu doar um rim para a chefe na Automotive Group, na Flórida (EUA), Jackie Brucia (foto acima). Só que, pouco depois da recuperação de Jackie, a doadora acabou demitida!

"Eu decidi me tornar uma doadora para a minha chefe, e ela destruiu o meu coração(...) Eu não queria que ela morresse. Senti como se estivesse dando a ela vida de volta", contou Debbie, segundo reportagem do "NY Post".

Na verdade, o rim de Debbie não era compatível. Então ela doou para outro doente, a fim de que Debbie recebesse um rim de uma outra doadora. O rim de Debbie foi para um paciente em Saint Louis (Missouri) e, em troca, a chefe recebeu um rim de doador de São Francisco (Califórnia).


A funcionária decidiu retornar ao trabalho antes do previsto, mesmo sentindo dores decorrentes da cirurgia. Jackie ainda estava  em casa se recuperando do transplante.

Quando Jackie voltou a assumir o cargo de chefia, a vida de Debbie virou um inferno.

Adoentada, Debbie faltou três dias ao trabalho. Jackie não a perdoou. A chefe chamou a subordinada de volta ao escritório só para dizer que ela estava demitida. Debbie contou que Jackie costumava humilhar publicamente a sua benfeitora quando notava supostos erros no trabalho dela.

Debbie está processando a empresa.

Foto: Facebook

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alannah Shevenell, de 9 anos, passa por transplante de seis órgãos


Menina de 9 anos passa por transplante de seis órgãos
Alannah Shevenell, de 9 anos, portadora de um agressivo tumor, recebeu estômago, fígado, pâncreas, esôfago, intestino delgado e baço

Alannah Shevenell, 9 anos, que passou por um transplante de seis órgãos ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, passa bem e já está em casa (Suzanne Kreiter/The Boston Globe/Getty Images)

Uma menina de nove anos foi submetida com êxito a um transplante de seis órgãos, que incluiu uma rara recepção de esôfago, anunciou o Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos. Desde 2008, a pequena Alannah Shevenell tinha um tumor que se expandiu para o estômago, fígado, pâncreas, intestino delgado e baço, além do esôfago. A substituição dos órgãos aconteceu na terça-feira passada.


Heung Bae Kim, cirurgião e diretor do Centro de Transplante Pediátrico (PTC) do Hospital Infantil de Boston
"Sob o comando do diretor do Centro de Transplante Pediátrico (PTC), o cirurgião Heung Bae Kim, os médicos executaram uma intervenção de 14 horas",  afirma um comunicado publicado no site do hospital. Os órgãos vieram de apenas uma pessoa e foram mantidos juntos até o momento do transplante.

"Não havia maneira de extrair o tumor sem retirar os órgãos. Se tirássemos apenas o tumor, os órgãos de  Alannah  não receberiam sangue e morreriam", afirmou Bae Kim ao jornal Boston Globe. Kim ressaltou ainda as "dificuldades para encontrar os órgãos, que deveriam ser do mesmo tamanho e tipo sanguíneo da criança". A oportunidade surgiu quando a família de um menino recentemente falecido ofereceu a doação.

Alta  — A menina retornou para casa na quarta-feira, depois de passar mais de três meses internada. Alannah, que mora com os avós em Hollis, uma localidade de 4.500 habitantes no estado do Maine, deve ter, no futuro, nenhuma restrição real em termos de atividade, segundo Kim.

Mas, por enquanto, ela toma nove medicamentos diários e é submetida a exames contínuos para controlar os níveis de açúcar. Um tutor trabalha 20 horas por semana na casa da menina para que ela possa dar continuidade aos estudos. O sistema imunológico de Alannah é tão frágil que ela não pode ficar em locais com muitas pessoas, como escolas, igrejas ou centros comerciais. Também não pode comer vegetais crus ou frutas, exceto aquelas com casca ou pele muito fina.

Inédito no Brasil — Segundo Ben-Hur Ferraz Neto, chefe do Programa de Transplantes Abdominais do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, transplantes envolvendo vários órgãos ao mesmo tempo, que apresentam mais riscos, são mais comuns nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de 50 procedimentos do tipo são realizados a cada ano. "No Brasil ainda é inédito, embora haja no país duas equipes credenciadas para fazer esse tipo de transplante", diz. A expectativa é que ainda neste ano o Brasil comece a fazer o procedimento.




A história dos transplantes

1954Acontece o primeiro transplante de rim bem sucedido, feito em gêmeos no Hospital Brigham, em Boston. O coordenador da equipe foi o médico Joseph Murray, que ganhou o Prêmio Nobel da Medicina em 1990 por suas descobertas acerca dos transplantes de órgãos.
1963Primeiro transplante de pulmão, realizado na Universidade de Mississipi, nos EUA.
1966Primeira vez em que um paciente recebe dois órgãos ao mesmo tempo, envolvendo rim e pâncreas. A operação foi realizada na Universidade de Minnesota, EUA.
1967Primeiro transplante de fígado bem sucedido, feito pelo médico Thomas Starzi na Universidade de Colorado, EUA. Neste ano também aconteceu o primeiro transplante de coração, feito no Hospital de Cape Town, na África do Sul. O paciente viveu por 18 dias.
1981Primeira vez em que foi feito um transplante simultâneo de coração e pulmão, na Universidade Stanford, na Califórnia, EUA
1983O FDA, órgão americano que controla os medicamentos, aprova a Ciclosporina, uma droga imunossupressora, essencial para que o organismo não rejeite o órgão transplantado.
1989Primeira vez em que um transplante de fígado de um doador vivo foi feito na Universidade de Chicago, EUA
1990Primeiro transplante de pulmão vindo de um doador vivo (a mãe doou parte do pulmão para a filha de 12 anos) foi feito na Universidade Stanford, na Califórnia, EUA.
1998Primeiro transplante de mão bem sucedido. A operação foi feita por médicos australianos em Lyon, na França
2010O primeiro transplante completo de face foi feito no Hospital Vall d'Hebron, na Espanha. A cirurgia levou 22 horas e o paciente recebeu transplante de mandíbula, nariz, maçãs do rosto, músculos, dentes e pálpebras
2011Primeiro transplante de duas pernas foi feito no Hospital La Fe de Valência, Espanha


      ............................... Fonte: veja.abril.com.br/noticia/saude/menina-de-9-anos-passa-por-transplante-de-seis-orgaos

terça-feira, 22 de março de 2011

Britânicos diagnosticados com câncer após receber rins de paciente doente

Robert Law está fazendo quimioterapia e cogita ir à Justiça
Dois britânicos contraíram um tipo raro de câncer depois de passarem por transplantes de rins recebidos de um mesmo doador.

Robert Law, 59 anos, e Gillian Smart, 47, receberam os órgãos no Hospital Real de Liverpool em 26 de novembro do ano passado. A doadora, uma mulher de 56 anos, havia supostamente morrido de hemorragia cerebral.

No entanto, uma autópsia realizada depois que os transplantes foram feitos revelou que a doadora sofria de linfoma intravascular de células B, um tipo raro e bastante agressivo de câncer.

Law e Smart já foram diagnosticados com a doença e estão passando por quimioterapia. Uma investigação sobre o caso está sendo realizada pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês) e pela fundação que administra o Hospital Real de Liverpool.

Ambos os pacientes querem saber por que a doença não foi descoberta antes dos transplantes, e cogitam ir à Justiça. Tanto Law quanto Smart tinham a opção de receber rins de seus irmãos, mas foram convencidos a aceitar os órgãos da doadora com câncer.

"Sendo um paciente renal, você aceita a morte muito rapidamente. Você vê muita morte quando faz hemodiálise", disse Smart à BBC. "Eu não esperava ter de aceitar uma morte causada por câncer. Este é um câncer bastante sério e difícil de combater".

"Eu achei que deveria ir até o fim disto em nome de qualquer pessoa na mesma posição, porque existem 10 mil pessoas por ano (no Reino Unido) que esperam por transplantes", disse Law à BBC.

"Eu acho que elas devem saber que quaisquer órgãos que elas recebam são adequados e que elas não vão ser infectadas por câncer ou qualquer outra doença", afirmou o paciente.

Desconhecimento

"Quando os rins foram transplantados, a equipe cirúrgica não tinha ideia de que o doador poderia ter câncer", afirmou o diretor médico do Hospital Real de Liverpool, Peter Williams.

"Este é um momento muito difícil e angustiante para Rob e Gillian, e nós continuamos a oferecer total apoio, cuidado e tratamento a eles", disse.

O diretor do setor de Sangue e Transplantes do NHS, James Neuberger, afirma que a transferência de males para receptores de órgãos é muito rara, e que a probabilidade de isto ocorrer é maior quando os doadores são mais velhos.

Neuberger admitiu que a escala deste problema no sistema de saúde britânico ainda é desconhecida, mas completou: "Transplantes não são livres de risco. Estes órgãos são de segunda mão".

BBC Brasil