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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Proteína protege células de infecção pelo HIV
Estudo mostrou que as células com a proteína são imunes ao vírus da Aids

A primeira reação do sistema de defesa do corpo humano infectado pelo HIV é tentar isolar o vírus causador da Aids. Essa resposta acontece por meio de um mecanismo complexo, explicado pela primeira vez por uma pesquisa publicada na revista científica "Nature Immunology".

A responsável por essa defesa é uma proteína chamada SAMHD1. Pesquisas recentes já mostravam que as células dendríticas – que identificam os corpos estranhos em nosso sistema de defesa – com essa proteína são imunes à infecção pelo HIV.

Quando um vírus como o HIV infecta uma célula, ele precisa sequestrar o DNA dela para se replicar. A partir daí, a célula incorpora genes do HIV e passa a produzir novos vírus dentro do corpo.

Nas células que contêm a SAMHD1, essa proteína destrói a estrutura do DNA que o vírus normalmente captura. Dessa forma, ele não se replica. "O vírus entra na célula e nada acontece", resumiu Nathaniel Landau, um dos autores do estudo, em material de divulgação da Universidade de Nova York, nos EUA.

Apesar dessa defesa, o vírus evoluiu e passou a infectar outras células do nosso sistema imunológico, que não têm essa proteína.

Para os autores, compreender a função dessa proteína tem o potencial de desenvolver tratamentos não só contra o HIV, mas também contra outros tipos de vírus que infectam as células com mecanismos semelhantes.(G1)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aids. Retrovirais reduzem em 96% risco de transmissão de HIV

Retrovirais reduzem em 96% risco de transmissão de HIV, aponta estudo

O teste foi feito com 17 mil casais em que um parceiro era HIV-positivo

Uma pesquisa concluiu que é possível reduzir em 96% o risco de um HIV-positivo transmitir o vírus que causa a Aids para uma pessoa não infectada.

Divulgado nesta quinta-feira, o estudo mostrou que há uma queda drástica na transmissão se o parceiro não infectado estiver tomando retrovirais.

Os pesquisadores, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, recrutaram em 2005 mais de 17 mil casais na África, na Ásia, na América Latina e nos EUA para participar do teste. Em todos os casos, apenas uma das pessoas do casal estava contaminada.

Os participantes do experimento foram divididos em dois grupos. No primeiro, os parceiros infectados receberam imediatamente um coquetel de retrovirais.

O segundo grupo recebeu o tratamento apenas quando a contagem de glóbulos brancos (leucócitos) caísse. Todos receberam camisinhas e podiam fazer testes de HIV gratuitamente.

Entre os pacientes do primeiro grupo, houve apenas um caso de transmissão entre parceiros. No segundo, foram 27 casos.

Retrovirais

O estudo foi finalizado quatro anos antes do previsto devido aos resultado animadores. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o resultado foi um “avanço crucial” na luta contra a Aids.

Para o diretor do programa de Aids na ONU (Unaids), Michel Sidibe, as pessoas que vivem com o HIV agora têm uma nova maneira de proteger seus parceiros contra a infecção.

“Essa descoberta vai virar o jogo e acelerar a revolução pela prevenção”, disse Sidibe.

As conclusões do Instituto Nacional de Saúde dos EUA foram publicadas no mesmo dia em que foi divulgada a descoberta de uma nova vacina capaz de proteger macacos contra o equivalente em símios ao vírus HIV, indicando um novo caminho na busca por uma vacina para humanos.

Clique Leia mais na BBC Brasil : Vacina contra HIV do macaco pode indicar caminho para humanos

Impacto

De acordo com a OMS, a transmissão sexual representa 80% de todas as novas infecções pelo HIV.

O papel dos retrovirais em evitar a transmissão vinha sendo cogitado há algum tempo, após alguns estudos preliminares.

No entanto, os pesquisadores afirmam que essa é a primeira vez em que os estudos foram comprovados por testes clínicos.

“Com esse estudo, não se pode mais ignorar a evidência de que o tratamento do HIV é uma forma poderosa de se prevenir a transmissão do vírus e pode ter um grande impacto nas epidemias da doença nos países mais afetados”, disse Keith Alcorn, da organização assistencial britânica NAN.


James Gallagher
Da BBC News

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Existência de nova variedade do vírus HIV: China nega

O Ministério da Saúde da China rejeitou na terça-feira a possibilidade de que uma nova variedade do vírus da Aids tenha surgido no sul e no leste do país.

A especulação surgiu depois que diversas pessoas começaram a relatar sintomas inusitados após terem tido relações sexuais sem preservativos.

No entanto, os testes de infecção pelo HIV deram negativo nessas pessoas, gerando temores de que houvesse surgido uma nova variedade do vírus.

O caso foi levantado pelo jornal de Hong Kong "Oriental Daily News", que relatou a existência de chineses com doenças não esclarecidas em partes do sul e do leste --incluindo a capital, Pequim, as cidades de Xangai e Cantão e a ilha de Taiwan-- e até mesmo fora da China, em Cingapura.

O porta-voz do Ministério da Saúde chinês, Deng Haihua, disse à imprensa estatal que essas pessoas parecem estar com problemas psicológicos, aos quais se referiu como "fobia da Aids", sugerindo que os sintomas físicos são decorrentes de uma doença imaginária.

SINTOMAS

Os pacientes relataram inchaço nas glândulas linfáticas, sangramentos, suor excessivo, dormência nos pés e nas mãos e até mesmo a presença de estranhos pelos na língua, mas nenhum obteve um diagnóstico conclusivo dos médicos.

O ministério disse que repetidos testes não indicaram a presença de HIV em nenhum dos que se disseram doentes e ordenou estudos sobre os casos nas cidades afetadas.

Apesar das explicações oficiais, muitos dos portadores dos sintomas dizem não estar convencidos da "fobia da Aids". Eles estão se reunindo em fóruns pela internet para discutir seus estados de saúde.

BBC Brasil

domingo, 30 de janeiro de 2011

Nova terapia genética anti-HIV torna as células T resistentes à infecção

Processo foi desenvolvido por equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA
SÃO PAULO - Uma estratégia inovadora da genética para tornar as células T (glóbulos brancos do sangue responsáveis pela imunidade) resistentes à infecção pelo vírus HIV, sem afetar seu crescimento e sua atividade normais, é descrita em um artigo publicado na revista Human Gene Therapy, disponível gratuitamente na internet.

Uma equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA desenvolveu uma terapia genética em que um gene bacteriano chamado MazF é transferido para as células CD4+T. A proteína MazF é uma enzima que destrói transcrições do gene, impedindo a síntese proteica. O design desse método garante que a síntese da MazF seja provocada por infecção pelo HIV. Quando o vírus infecta os linfócitos T, a MazF é induzida, bloqueando a replicação do HIV e, essencialmente, tornando as células T resistentes.

Essa ferramenta terapêutica foi desenvolvida pelo pesquisador Hideto Chono e por colegas da empresa japonesa de biomedicinaTakara Bio Inc., do Instituto Nacional de Inovação Biomédica do Japão, da Universidade Nacional de Seul e da companhia sul-coreana ViroMed Co., e da Escola de Medicina Robert Wood Johnson, nos EUA.

"O potencial de utilização de vetores para expressar genes dentro de uma célula a fim de bloquear a infecção viral foi considerado por David Baltimore em uma estratégia chamada de imunização intracelular. Esse estudo ilustra uma maneira única em que a imunização pode ser alcançada", afirma o PhD James Wilson, diretor do Programa de Terapia Genética do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia.


estadão.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

HIV: Vírus da Aids começou a se espalhar entre humanos há mais de 100 anos, diz estudo


HIV é centenário
2/10/2008
Agência FAPESP – Um estudo feito por um grupo internacional de pesquisadores indicou que a forma mais comum do vírus HIV começou a se espalhar entre humanos no período entre 1884 e 1924, e não durante a década de 1930, como havia sido relatado em estudos anteriores.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que o a origem do vírus ocorrera perto de 1930. A Aids foi reconhecida formalmente em 1981, quando chamou a atenção das autoridades de saúde pública dos EUA.

O novo resultado "não é uma mudança brusca, mas significa que o vírus circulava antes do que prevíamos", apontou Michael Worobey, da Universidade do Arizona, um dos autores da pesquisa. Os pesquisadores assinalam que as novas datas levam em conta o crescimento de cidades da África, e sugerem que o desenvolvimento urbano pode ter promovido o estabelecimento inicial do HIV e sua propagação.

Os cientistas afirmam que o HIV é oriundo dos chimpanzés e passou a atingir seres humanos na África, provavelmente porque alguns africanos matavam esses animais. Muitos indivíduos se infectaram com esse contato, porém o vírus não conseguiu se estabelecer entre os humanos em um primeiro momento, apontaram os pesquisadores.


A origem mais antiga do vírus coincide com o estabelecimento de centros urbanos na África ocidental e central, região onde emergiu a epidemia desse tipo específico – o HIV-1 grupo M –, sugerindo que a urbanização e os comportamentos de alto risco a ela associados favoreceram a pandemia de HIV-Aids. A pesquisa foi publicada na edição desta quinta-feira (2/10) da revista Nature.

O estudo, coordenado por Michael Worobey, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, foi financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas de quatro continentes rastreou amostras de tecidos múltiplos e descobriu a segunda seqüência genética mais antiga do mundo do HIV-1 grupo M, que data de 1960. Os cientistas a utilizaram então, juntamente com dezenas de outras seqüências de HIV-1 previamente conhecidas, para construir árvores genealógicas plausíveis para esse subtipo viral.

Os comprimentos dos ramos da árvore representavam os períodos de tempo em que os vírus divergiram geneticamente de seus ancestrais. A duração e o número dessas mutações genéticas permitiram que os cientistas calibrassem os prováveis intervalos de taxas em que as árvores genealógicas cresceram – o que corresponde provavelmente às taxas de evolução do HIV-1 grupo M.

Com base nessas taxas, os cientistas projetaram retroativamente o período em que as árvores genealógicas provavelmente estavam em suas raízes: por volta da virada do século 20. Isso marca a provável data de origem do HIV-1 grupo M, segundo eles.

Utilizando novas técnicas, os cientistas recuperaram os fragmentos do gene de HIV de 1960 a partir de uma biópsia de tecido de nódulo linfático de uma mulher de Kinshasa, na República Democrática do Congo. A seqüência genética mais antiga conhecida do HIV-1 grupo M, de 1959, foi retirada de uma amostra de sangue de um homem também de Kinshasa.

A comparação entre a mesma região genética dos vírus de 1959 e 1960 forneceu evidências adicionais de que seu ancestral comum existia em 1900. A análise revelou que o grau de divergência genética entre essas duas seqüências de HIV levou mais de 40 anos para evoluir.

De acordo com Worobey, o grupo conseguiu comparar, pela primeira vez, duas estirpes relativamente antigas de HIV. “Isso nos ajudou a calibrar a velocidade com que o vírus evoluiu e possibilitou algumas inferências robustas sobre quando ele passou para os humanos, com que velocidade a epidemia cresceu a partir daquela época e quais fatores permitiram que o vírus se tornasse um patógeno humano de sucesso”, afirmou.

As pesquisas mostram que o HIV passou dos chimpanzés para humanos no sudeste dos Camarões. Worobey afirma que, a partir daí, a epidemia entre seres humanos esteve sempre correlacionada ao crescimento de centros urbanos nessa área, especialmente no Congo, na República Democrática do Congo, na República Centro Africana, no Gabão e na Guiné Equatorial.

Por volta de 1960, um grande número de pessoas nessa região foi infectada com o HIV, o que se refletiu na considerável diversidade genética do vírus. “A partir daí, a epidemia se espalhou para diferentes partes do mundo. Em 1981, as pessoas começaram a perceber que algo preocupante estava acontecendo”, disse Worobey.

O artigo Direct evidence of extensive diversity of HIV-1 in Kinshasa by 1960, de Michael Worobey e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Fonte: AGÊNCIA FAPESP e ESTADÃO

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Filmes pornográficos dos EUA entram em crise após testes positivos para HIV em ator

Última pânico HIV importante no cinema da Califórnia indústria adulta foi em 2004, quando um ator com o vírus infectou três colegas

Dois grandes estúdios, no vale do São Fernando, onde a indústria pornô dos EUA está centrada, suspendeu as filmagens até atores expostos foram colocadas em quarentena.
Foto: Hector Mata / AFP / Getty Images

A multibilionária indústria pornográfica localizada no vale de São Fernando no sul da Califórnia entrou em crise depois que um de seus artistas testou positivo para o HIV.

A descoberta foi feita na  Indústria Médica Healthcare Foundation, AIM, uma clínica que realiza o teste obrigatório para cerca de 1.200 atores pornôs no vale cada mês. A clínica se recusou a revelar o sexo do artista intérprete ou executante ou do estúdio que ele ou ela trabalhava, mas ele começou a rastrear todos os outros atores conhecidos por terem sido expostos e agora estão em quarentena até que eles também possam ser testados.

Dois grandes estúdios têm suspendido temporariamente as filmagens, a Vivid Entertainment, que é provavelmente a maior empresa de produção pornô no mundo, e Wicked Pictures.

O performer anônimo foi o primeiro a ter testado positivo para o HIV há mais de um ano. O último grande pânico que abalou o vale foi em 2004, quando uma estrela masculina, Darren James,  que contraiu o vírus, provavelmente em uma sessão de filmagens no Brasil.

Ele por sua vez, infectou três atrizes. Mais de 30 estúdios pararam temporariamente enquanto os testes em muitos outros artistas que haviam se empenhado em filmar com os quatro indivíduos infectados foram testados.

O resultado do  teste positivo trouxe a questão longamente debatida sobre camisinha na indústria pornô. Na esteira do susto de 2004 o uso do preservativo tornou-se predominante no vale, mas gradualmente as filmagens sem proteção voltaram à cena, os estúdios argumentam que o uso da camisinha estava reduzindo as vendas.

James, o ator no centro de eventos de 2004, disse ao Los Angeles Times que estava desanimado com a falta de progressos sobre a questão nos últimos seis anos. "Os atores ... eles não estão recebendo a proteção que eles precisam. Deveria ser obrigatório o uso de camisinhas", disse James. "Eu sabia que ia acontecer. E quantos anos isso tem acontecido? Novamente. Eles voltaram para os mesmos hábitos. Minha nossa, é como aconteceu comigo, tudo novamente. Eu odeio isso."

O Vale de San Fernando se tornou o ponto focal da indústria pornô desde 1970. Foi apelidado de Vale de San Pornando e Vale do Silício, uma peça sobre a prevalência de seios artificialmente reforçada.

Wicked Pictures é uma dos únicos grandes estúdios que exige dos atores o uso de preservativos. Ele disse em um comunicado: "Apesar de obrigatório o uso de  preservativos no Wicked Pictures, adiamos nossas produções futuras para dar AIM a chance de criar uma lista exaustiva de quarentena.

"Graças ao esforço contínuo do AIM toda indústria ficou conscientes desta possível ameaça no mesmo dia."

OBJETIVO foi criado por um protagonista em filmes de S & M, Sharon Mitchell, que apareceu em mais de 2.000 filmes e dirigiu vários antes de se aposentar e transformar as suas energias para o lado da saúde do negócio. A clínica tem sido uma luta constante com a saúde locais e os organismos de segurança que argumentam que o teste de HIV não é suficiente e que a proteção deve ser dada uma maior prioridade.

A clínica também tem enfrentado processos judiciais tentando forçá-los a revelar os números e as identidades dos atores infectados. Até agora ela conseguiu resistir aos desafios.

Sob a lei da Califórnia empregadores devem proteger os seus trabalhadores contra a troca de fluidos corporais. No entanto, a maioria dos estúdios ignoram a exigência, alegando que os atores que usam são independentes.

A questão do uso do preservativo agora é provável que se desloque para o centro do palco no final deste mês, quando um painel que informa as autoridades de saúde do estado se reúne para discutir as regras da indústria pornô.

Fonte: guardian.co.uk