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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Top 20 empresas com os funcionários mais felizes e bem pagos


As 20 empresas com os funcionários mais felizes e bem pagos

Confira quanto ganham e o nível de satisfação de funcionários que trabalham em 20 grandes companhias dos Estados Unidos, segundo levantamento feito pelo Business Insider


Felicidade e dinheiro no fim do mês
São Paulo - Salário alto e felicidade no emprego caminham juntos nas 20 empresas que você confere a seguir. O ranking publicado pelo Business Insider, com informações do PayScale, avaliou salários e o nível de felicidade dos funcionários das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, segundo a revista Fortune.

O nível de felicidade foi medido a partir de questionários respondidos pelos funcionários e levou em conta itens como satisfação, flexibilidade da jornada, significado da atividade na visão do profissional, entre outros. Dentro do resultado final do ranking, o peso do salário é de 43% enquanto o nível de felicidade responde por 57%.

1. Celgene Corporation
Setor: biotecnologia

Sede nos Estados Unidos: Summit, New Jersey
Número de funcionários: 4.500
Salário médio anual após 5 anos: 118.000 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 91%
Taxa de flexibilidade da jornada: 91%

2. Google
Setor: internet
Sede nos Estados Unidos: Mountain View, Califórnia
Número de funcionários: mais de 30 mil
Salário médio anual após 5 anos: 119 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada: 81%

3. Huntsman Corporation
Setor: químico
Sede nos Estados Unidos: Salt Lake City, Utah
Número de funcionários: 12 mil
Salário médio anual após 5 anos: 95.600 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 75%
Taxa de flexibilidade da jornada:94%

4. Qualcomm, Inc.
Setor: telecomunicações
Sede nos Estados Unidos: San Diego, Califórnia
Número de funcionários: 20 mil
Salário médio anual após 5 anos: 106 mil dólares
Taxa de satisfação:81%
Taxa de flexibilidade da jornada: 92%

5. Biogen Idec, Inc
Setor: biotecnologia
Sede nos Estados Unidos: Weston, Massachusetts
Número de funcionários: 4.850
Salário médio anual após 5 anos: 97.800 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 83%
Taxa de flexibilidade da jornada:89%

6. MasterCard Worldwide
Setor: serviços financeiros
Sede nos Estados Unidos: Purchase, New York
Número de funcionários: 6.700
Salário médio anual após 5 anos: 103 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada:85%

7. Chevron
Setor: petróleo e gás
Sede nos Estados Unidos: San Ramon, Califórnia
Número de funcionários:62 mil
Salário médio anual após 5 anos: 102 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada:80%

8. Yahoo!
Setor: internet
Sede nos Estados Unidos: Sunnyvale, Califórnia
Número de funcionários: 14,1 mil
Salário médio anual após 5 anos: 120 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada:88%

9. E.I. DuPont De Nemours & Co.
Setor: químico
Sede nos Estados Unidos: Wilmington, Delaware
Número de funcionários: 70 mil
Salário médio anual após 5 anos: 80.700 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 84%
Taxa de flexibilidade da jornada:84%

10. Williams Companies, Inc.
Setor: petróleo e gás
Sede nos Estados Unidos:Tulsa, Oklahoma
Número de funcionários: 3.193
Salário médio anual após 5 anos:79 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 80%
Taxa de flexibilidade da jornada:79%

11. Pfizer
Setor: farmacêutico
Sede nos Estados Unidos: New York, NY
Número de funcionários: 103.700
Salário médio anual após 5 anos: 93.200 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 73%
Taxa de flexibilidade da jornada:84%%

12. ITT Exelis
Setor: defesa/segurança nacional
Sede nos Estados Unidos: Tysons Corner, Virginia
Número de funcionários: 20 mil
Salário médio anual após 5 anos: 102 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 79%
Taxa de flexibilidade da jornada:84%

13. Abbott Laboratories
Setor: farmacêutico
Sede: North Chicago, Ilinois
Número de funcionários: 91 mil
Salário médio anual após 5 anos: 88 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 77%
Taxa de flexibilidade da jornada:83%

14. Microsoft
Setor: computação
Sede: Redmond, Washington
Número de funcionários: 94 mil
Salário médio anual após 5 anos: 111 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 69%
Taxa de flexibilidade de jornada: 92%

15. Amgen Corporation
Setor: biofarmacêutico
Sede: Thousand Oaks, Calif
Número de funcionários:17.800
Salário médio anual após 5 anos: 98.500 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 75%
Taxa de flexibilidade da jornada: 78%

16. Boeing
Setor: aviação
Sede: Chicago, Ilinois
Número de funcionários: 171.700
Salário médio anual após 5 anos: 85.900 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 76%
Taxa de flexibilidade da jornada: 80%

17. 3M Company
Setor: tecnologia/ inovação
Sede: Two Harbors, Minnesota
Número de funcionários: 84.198
Salário médio anual após 5 anos: 82.400 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 77%
Taxa de flexibilidade da jornada: 79%

18. Johnson & Johnson
Setor: Farmacêutico
Sede: New Brunswick, New Jersey
Número de funcionários: 117.900
Salário médio annual após 5 anos: 92 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 72%
Taxa de flexibilidade da jornada: 83%

19. Booz, Allen and Hamilton
Setor: consultoria
Sede nos Estados Unidos: Tysons Corner, Virginia
Número de funcionários: 26 mil
Salário médio anual após 5 anos: 93.100 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 72%
Taxa de flexibilidade da jornada: 83%

20. Dow Chemical Company
Setor: químico
Sede nos Estados Unidos: Midland, Michigan
Número de funcionários: 50 mil
Salário médio anual após 5 anos: 90 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 78%
Taxa de flexibilidade da jornada: 85%

Fonte: exame.abril.com.br

sábado, 7 de janeiro de 2012

As 10 profissões mais felizes

Nem sempre a felicidade no trabalho está relacionada a um salário alto, mas à forma como cada um se propõe a buscar realizar seus sonhos

Quando era pequeno, Benedito Antônio da Silva começou a ajudar os pastores da igreja e queria trabalhar em algo que fosse ligado à religião. Hoje, ele é pastor da igreja Assembleia de Deus de Jardim Camburi. Ele destaca que essa atividade é semelhante à dos pais e que seus fiéis são iguais a filhos. "Sinto uma imensa alegria quando vejo as pessoas se tornarem cidadãos de bem", disse.

O pastor titular da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi, Joarês Mendes de Freitas, também se apegou aos trabalhos da igreja quando ainda era criança. A posição de pastor já é desenvolvida por ele há 29 anos e durante todo este tempo, ele se sente feliz e realizado.
foto: Vitor Jubini
O pastor Benedito se realiza quando percebe que ajuda as pessoas a se tornarem melhores.
"O que me faz feliz é ver pessoas sendo transformadas pelo poder de Deus e crescendo para ter um caráter semelhante ao de Cristo", disse.

A felicidade de Benedito e Joarês é retratada em uma lista feita pela revista Forbes, que elenca as dez carreiras mais felizes e infelizes. A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade de Chicago.

De acordo com o estudo, a profissão mais feliz é a dos clérigos, ou seja, pastores e padres. Já a carreira em que as pessoas são mais infelizes é a de diretor de Tecnologia da Informação. O dado vai de encontro com pesquisa elaborada pela consultoria norte-americana CareerBliss. Ela aponta que quanto maior o salário, maior a felicidade no trabalho.

A diretora de Tecnologia da Informação da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo (ABRH-ES), Luciana Lessa Soares, destaca que estudos indicam que vários fatores contribuem para a felicidade de um profissional. O primeiro deles é sentir que faz bem para o próximo.

"A felicidade vai depender de como as pessoas se identificam com suas áreas de interesse. Para alguns, fazer o bem é importante, enquanto que para outros o salário ou a estabilidade. O importante é avaliar o que traz realização e o resultado de tudo que se realiza".

Na opinião da psicóloga da Psicoespaço Consultoria em Gestão de Pessoas, Riviane Damásio, uma boa remuneração faz parte do processo de satisfação plena do profissional. Mas, além disso, o trabalhador busca fazer parte de uma organização que ofereça a ele motivação, lideranças assertivas, ótimo clima de equipe, descentralização do poder e comunicação eficaz.

"Um dos pontos principais da felicidade profissional é fazer o que se gosta. Reconhecer qual o seu talento fará com o profissional se torne mais resiliente diante de dificuldades de mercado ou de setores específicos de determinadas profissões. Não adianta alguém achar que ser clérigo, médico ou psicólogo lhe fará feliz na profissão, sendo que não tem vocação para estas carreiras", saliento.

A psicóloga destaque ainda que não há fórmula mágica para escolher o direcionamento da carreira, mas há como aumentar as chances de acerto. Quando junta-se vocação, investimento na carreira e mercado, há mais possibilidades de fazer a escolha correta.
foto: Ricardo Medeiros

Com amor O sargento do Corpo de Bombeiros, Rogério Rufino está na corporação há 23 anos. Ele conta que o segredo da felicidade é exercer sua profissão com amor. A felicidade é tanta que levou a filha a se candidatar, e ser aprovada, no último concurso.

"Desde criança queria ser bombeiro. Sinto uma grande gratificação quanto socorro alguém
e que depois vem me agradecer. Me sinto muito feliz!"
. Rogério Rufino, sargento do Corpo de Bombeiros


Os mais felizes

Clérigos (padres ou pastores):
Eles se dizem totalmente satisfeitos.
Bombeiros:  80% deles afirmaram estarem "muito satisfeitos" por salvarem pessoas.
Fisioterapeutas: Interação social e ajudar pessoas fazem com que essa seja uma profissão de satisfação pessoal. 
Escritores: O salário é baixo e às vezes até inexistente, mas a autonomia para escrever o que quiserem os deixa felizes.
Professores de educação especial: Eles não ganham muito dinheiro, mas isso para eles não é o mais importante.
Professores: Mesmo com baixos salários, a profissão de mestre continua encantando as pessoas.
Artistas: Escultores e pintores estão extremamente satisfeitos, mesmo com dificuldade de ganhar dinheiro.
Psicólogos: Eles se sentem felizes em poder dar outro rumo à vida das pessoas.
Vendedores de serviços financeiros:  65% deles dizem estar felizes. 
Operários ou "engenheiros de operação": Homens que dirigem tratores, escavadeiras e outras máquinas como essas estão satisfeitos com o trabalho.

Os mais infelizes

Diretor de Tecnologia da Informação
Diretor de vendas e marketing
Gerente de Produtos
Desenvolvedor de web sênior
Especialista técnico
Técnico em Eletrônica
Assistente judicial
Analista técnico de suporte

Operador de Controle Numérico Computadorizado - atuam nas áreas de máquinas e equipamentos e metalurgia
Gerente de marketing
Análise
Ser feliz é uma escolha sua
Martha Zouain, psicóloga e diretora da Psico Store Consultoria


Todo profissional deve saber com objetividade onde quer chegar. Ter um propósito para sua carreira será determinante para o alcance da felicidade. Não viver os próprios sonhos é aceitar a condição de se tornar coadjuvante nos sonhos dos outros. Por este caminho, não há autoestima que se sustente. Quem não acredita que pode conseguir realizar aquilo que deseja, coloca o poder de condução da própria vida nas mãos de outra pessoa, e isso tem um impacto profundo no conceito que a pessoa tem de si mesma, tornando-a fraca, manipulável  ou indecisa. Todas as pesquisas sobre o tema felicidade são claras: ser feliz é uma escolha e ela se manifesta pelas suas atitudes no dia a dia, positivas, favoráveis a relações harmoniosas e coerentes com os resultados que se quer alcançar. Escolha ser feliz tendo a coragem de mudar sua direção se esta for a condição. A hora pode ser agora!
foto: Editoria de Arte de A Gazeta, Gilson


A Gazeta
Diná Sanchotene





segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pesquisa britânica garante: brasileiros ficam mais felizes conforme envelhecem

Brasileiros ficam mais felizes conforme envelhecem, diz estudo
Pesquisa foi feita entre 2002 e 2008 em Ilhéus e no Rio de Janeiro.
Melhoria nas condições econômicas explica satisfação, diz pesquisador. 

Os brasileiros ficam mais felizes conforme envelhecem – ou pelo menos ficaram entre 2002 e 2008, segundo um estudo feito por pesquisadores do Reino Unido. Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (3) pelo Programa de Novas Dinâmicas do Envelhecimento.

A pesquisa, feita entre 2002 e 2008 por uma reunião de cinco conselhos de pesquisas britânicos, visava estudar o impacto do crescimento econômico e das políticas sociais dos países em desenvolvimento na vida de seus cidadãos da terceira idade. No Brasil, foram entrevistados idosos das cidades de Ilhéus (BA) e do Rio de Janeiro (RJ).


Além do Brasil, os pesquisadores também avaliaram as condições de vida dos idosos da África do Sul e obtiveram os mesmos resultados: quanto mais idosos, mais felizes são os sul-africanos.

Segundo a pesquisa, a maioria dos idosos dos dois países se disse “satisfeita” ou “muito satisfeita” com as suas condições de vida, com seus relacionamentos com outras pessoas e com o respeito que recebiam.

Ao comparar os dados de 2008 com os de 2002, o número de idosos que se declarou satisfeito aumentou. Os cientistas acreditam que isso tem a ver com a melhoria tanto nas condições econômicas dos dois países, como nas políticas sociais.

De acordo com o grupo de pesquisadores, os dois países foram escolhidos pela “extensão de suas políticas sociais”.

“São países líderes nas suas respectivas regiões, com políticas sociais inovadoras abordando a pobreza e a vulnerabilidade”, afirma Armando Barrientos, diretor de pesquisas do Instituto Brooks de Pobreza Mundial, da Universidade de Manchester.

“Frequentemente se presume que as pessoas vão ficar mais pobres e mais infelizes com a vida conforme elas envelhecem, mas na África do Sul e no Brasil é o oposto que acontece”, diz Barrientos.

Segundo ele, a pesquisa pode servir de lição para países desenvolvidos que estudam cortar benefícios sociais para a terceira idade. “Nosso trabalho sugere que os governos podem precisar repensar com mais cuidado sobre o valor social de uma aposentadoria decente”, afirma.

Há lições também para as nações em desenvolvimento, segundo Barrientos: não copiar o que os países ricos fizeram. “A população nos países em desenvolvimentos estão crescendo muito mais rapidamente do que cresciam os países hoje considerados desenvolvidos. Isso significa que seus governos têm muito menos tempo para lidar com os desafios do envelhecimento e eles não podem simplesmente copiar as políticas usadas pelas nações desenvolvidas”. [Do G1, em São Paulo]

sábado, 2 de julho de 2011

Cinco caminhos para o bem-estar

É consenso entre os pesquisadores que grande parte da felicidade, assim como a personalidade, é determinada já no nascimento. “A genética explica quase metade da variação da felicidade”, diz Ragnhild Bang Nes, do Instituto de Saúde Pública da Noruega. Mas, se a felicidade já está inscrita nos genes, não podemos alterá-la? Segundo Martin Seligman, é possível aumentar a duração e a intensidade das emoções positivas, mas a melhoria esbarra num teto: a personalidade de cada um. O conformismo, então, é o que nos resta? Não, responde Seligman. Para ele, a principal vantagem da teoria do bem-estar é permitir a qualquer um, independentemente de sua personalidade ou condição de vida, avançar para uma situação melhor. Como viver bem dependeria não só das emoções positivas, mas também de outros quatro fatores, cada um pode encontrar seu próprio caminho. “Minha razão para negar um lugar privilegiado para a emoção positiva é a libertação”, afirma o psicólogo em seu livro. “A visão de que a felicidade está ligada ao humor condena 50% da população do mundo, que é introvertida, ao inferno da infelicidade.” Na teoria do bem-estar, ou do florescimento, quem não é “para cima” pode compensar adicionando propósito e engajamento à própria vida. Por esse raciocínio, nem todo mundo conseguiria ser exatamente feliz, mas todos podem viver bem.

Cinco caminhos para o bem-estar
Ser feliz é a meta de todo ser humano, de um jeito ou de outro nós sempre buscamos fazer coisas que nos proporcionem prazer. Assim como queremos nos livrar daquilo que nos causa dor ou sofrimento. Mas muitas vezes a busca pela felicidade resulta em frustração, devido as expectativas além das reais possibilidades. O segredo para o bem-estar pode estar nas pequenas coisas, em simples gestos e atitudes que nos provocam sensações satisfatórias.

Abaixo postamos algumas dicas da New Economics Foundation para conquistar uma vida melhor

Conecte-se: Estabeleça relações com as pessoas à sua volta. Os relacionamentos são a base da vida diária e investir tempo neles enriquecerá seu dia e garantirá apoio quando precisar. As pesquisas mostram que quem tem menos de três pessoas em sua rede de contatos próxima – entre família e amigos – tem mais chance de desenvolver uma doença mental ou depressão.

Seja ativo: Caminhe ou corra, ande de bicicleta, pratique um esporte, dance. Os exercícios fazem as pessoas se sentir bem – o importante é cada pessoa achar a atividade que lhe dá prazer e que é adequada a seus limites. Estudos de longo prazo sugerem que a prática de uma atividade física previne o declínio das capacidades mentais e protege contra a ansiedade e a depressão.

Preste atenção: Seja curioso, saboreie os momentos da vida e tome consciência de como se sente. Refletir sobre suas experiências ajuda a descobrir o que realmente importa e garantir que você viva o presente. Uma pesquisa mostrou que pessoas treinadas a prestar atenção em seus sentimentos durante oito a 12 semanas apresentam melhora no bem-estar por anos.

Continue aprendendo: Tente algo novo, matricule-se em um curso, faça uma nova tarefa no trabalho. Tente consertar algo em casa. Aprenda a tocas um instrumento ou a cozinhar. Escolha um desafio que você vai gostar de perseguir. Os estudos sugerem que o bem-estar está ligado a ter metas _ desde que elas sejam estabelecidas pelos próprios indivíduos e tenham a ver com seus valores pessoais.

Doe-se: Agradeça a alguém, ajude um amigo ou um estranho. Sorria, faça trabalho voluntário, junte-se à associação do bairro. Olhe para fora, além de olhar para dentro de si. Fazer parte de uma comunidade traz benefícios – entre eles relações sociais mais significativas. As pesquisas mostram que as pessoas que têm um interesse maior pelo outro tendem a se considerar mais felizes.


O que importa para viver bem

O psicólogo Martin Seligman afirma que a felicidade é só um dos elementos responsáveis por nosso bem-estar. Conheça os outros





Fonte : Revista Época, Ed Globo

domingo, 15 de maio de 2011

Estudos relacionam os alimentos que são uma porta aberta para a felicidade

Mel espanta o mau humor, laranja e maracujá previnem o cansaço, banana baixa a bola da ansiedade e é amiga do sono, assim como o abacate. Além de nutrirem e protegerem o organismo de doenças, alguns alimentos também influenciam nas nossas emoções.

É o que apontam estudos que relacionam alimentos e humor e como alguns componentes de frutas, verduras, carnes, peixes e cereais interagem com os neurotransmissores, substâncias que permitem a comunicação entre as células do cérebro.

"A Universidade de Oxford, na Inglaterra, divulgou dados que apontam que o abacaxi e a banana são altamente estimulantes do bom humor. Eles são ricos em aminoácidos, que ativam nosso ?prozac? natural. As pimentas vermelhas, ricas em licopenos, provocam um ardor nas terminações nervosas da boca, que mandam falsos sinais de dores para o cérebro, que por sua vez liberam endorfina, uma substância que além de diminuir a intensidade da dor, provoca sensação de contentamento", explica o especialista em nutrição funcional Helson Correa Junior.

É claro que os alimentos não substituem os remédios, principalmente nos casos de doenças emocionais graves, mas, para o nutricionista, um prato bem feito pode espantar o desânimo e trazer bem-estar. O mesmo acredita a nutróloga Luciana Carneiro, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). A médica diz que a gordura do tipo ômega 3, encontrada especialmente nos peixes, é essencial para o cérebro, melhora a memória e a concentração.

"É também fonte de zinco e de selênio, que estimulam a atividade cerebral, impedindo o cansaço no final do dia", afirma Carneiro. A alface tem ação calmante, porque concentra altas doses da substância lactucina. As folhas também afastam o desânimo e a fadiga, assim como a laranja, a uva e os frutos do mar.

Para que esses alimentos desempenhem bem o seu papel, não adianta consumi-los de vez em quando: eles têm de entrar no seu cardápio regularmente. E quem tem alguma restrição alimentar, é claro, deve consultar primeiro o médico.

Porções da felicidade

AMIGOS DO SONO
O sono não vem? Ponha fé no abacate. Ok, ele tem gordura, mas é a do tipo bom. E oferece vitaminas que ajudam você a se entender melhor com o travesseiro. A B3 equilibra os hormônios que regulam as substâncias químicas cerebrais responsáveis pelo sono. Já o ácido fólico funciona como se fosse uma enzima, alimentando os neurotransmissores que fazem você dormir bem. Bananas e ovos também
ajudam no sono


Quanto consumir: meio abacate pequeno, de três a quatro vezes por semana

ACABE COM A ANSIEDADE
A banana atua de forma eficiente no combate à ansiedade e ajuda a promover um sono calmo e relaxante. Energética, a fruta contém muitos nutrientes importantes para garantir um humor saudável. A banana combina doses importantes de triptofano e vitamina B6. Juntas, as duas substâncias se tornam poderosíssimas na produção de serotonina. Frutos do mar também são boas opções contra o cansaço e ansiedade, além de oferecer proteínas importantes, que garantem o bom funcionamento do coração

Quanto consumir: duas bananas por dia
SÓ ALEGRIA
Mel é bom para amenizar o mau humor,já que estimula a produção de serotonina. Triste sem motivo? Pequenas quantidades de mel vão dar sensação de bem estar. Calmante natural, ele aumenta a eficiência da serotonina no cérebro. Outros alimentos com triptofano, que ajuda na ação da substância do bom humor são as carnes magras, peixes, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros e as nozes

Quanto consumir: uma colher (sopa) por dia

ESPANTE O MAU HUMOR

Mau humor constante pode ser sinal de falta de ômega 3 no prato. O representante oficial dessa gordura amiga é o salmão. Mas existem outros peixes (atum, arenque e sardinha) que jogam seu astral lá para cima. O ômega 3 melhora o ânimo porque aumenta os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina - substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar. Estudos também comprovam que esse ácido graxo tira os radicais livres de cena e, assim, protege o sistema nervoso central

Quanto consumir: uma porção, três vezes por semana


FIQUE LIGADO
São muitos os nutrientes das nozes. Mas é a vitamina B1 a responsável por essa fruta oleaginosa melhorar a concentração. A vitamina imita a acetilcolina, neurotransmissor envolvido em funções cerebrais relacionadas à memória.

Quanto consumir: duas nozes, quatro vezes por semana
REFEIÇÕES QUE DEIXAM O ASTRAL LÁ EM CIMA 
CAFÉ DA MANHÃ: Vitamina do bom humor: um quarto de um abacate pequeno; 1 iogurte desnatado pequeno; 1 cookie de aveia, banana e maçã

ALMOÇO: Salada de alface verde e roxo - rúcula, tomates cereja, queijo branco e manjericão temperados com azeite, limão e sal

Salmão ou sardinha assados com batatas com cascas e brócolis cobertos com lascas de alho, salsa e azeite

Abacaxi assado com canela e cacau


Fonte: nutróloga Luciana Carneiro e nutricionista funcional Helson Correa Junior


Pílulas
Dicionário da saúde: Refluxo

É o termo usado quando o alimento que está no estômago volta até o esôfago, às vezes até a boca. Quando atinge os bebês, vale a pena tentar algumas medidas simples para ver se o problema melhora, como manter o bebê em posição ereta por 20 minutos depois de cada mamada e elevar um pouco a cabeceira do berço.

Cada uma na sua
A pílula é um importante anticoncepcional, mas aquela que foi ótima para a sua amiga  pode não servir para você. É que cada organismo responde ao medicamento de maneira diferente, e só um médico vai poder saber qual é o mais indicado.

Garotas prevenidas 
As adolescentes que já tiverem vida sexual ativa também podem usar o medicamento, pois, desde que seja prescrito corretamente, não há contraindicações para esse método contraceptivo. A consulta com o ginecologista é indispensável também nesse caso.

Coisa de homem
O homem que prefere manter o peito lisinho e consegue aguentar o tranco de uma depilação com cera precisa, assim como as mulheres, tomar uma série de cuidados para manter a beleza da pele. Entre as dicas estão evitar exposição solar nos dias seguintes a depilação, esfoliar a área três dias antes e três dias depois do processo depilatório e evitar banho muito quente. E atenção: nunca depile novamente antes que os pelos cresçam pelo menos 0,5 centímetro.

Combinação que dá certo  
Os peixes são cheios de proteína e ricos em vitamina do complexo B. Juntamente com a elevada quantidade de vitamina C do pimentão, é ótimo para favorecer as defesas do organismo e garantir mais imunidade contra doenças. E, de quebra, ainda ajudam na síntese de colágeno e na saúde das gengivas. Dica: filé de peixe grelhado (ou assado) com fatias de pimentão.


VARIZES


O doutor responde!


Fábio Luiz Costa Pereira, cirurgião vascular do Hospital Metropolitano


Como saber o que são varizes?
Varizes são veias dilatadas e tortuosas, que geralmente fazem relevo sob a pele e não desempenham adequadamente sua função. Na maioria das vezes, são visíveis ou palpáveis e não necessariamente estão associadas a sintomas de dor.

Quando a pessoa deve suspeitar que as varizes se transformaram num problema?
Varizes muito volumosas ou com a pele muito fina sobre elas são facilmente lesionadas em traumas mínimos, podendo causar importantes sangramentos ou ulcerações. Elas também estão relacionadas a episódios de trombose ou flebites (inflamação). Edema localizado ou de todo o membro, dor, calor aumentado e endurecimento no trajeto das veias são os primeiros sinais de complicações das varizes.

Os remédios para varizes funcionam? Qual o melhor tratamento?

O único tratamento realmente eficaz para as varizes é sua remoção, seja pelos meios cirúrgicos ou pelos métodos químicos e físicos disponíveis - também chamados de aplicações. Deve ficar claro que varizes são um problema crônico, que têm controle e não cura. Assim, varizes tratadas não "voltam", mas novas varizes poderão aparecer, devendo ser novamente tratadas. Os remédios utilizados atualmente são coadjuvantes no tratamento das varizes e geralmente são usados para amenizar os sintomas de peso e edema.

Quem tem tendência a ter varizes?
Varizes têm forte componente genético. Dessa forma, pessoas que têm parentes diretos com varizes possuem grande possibilidade de desenvolvê-las. Outros fatores relacionados ao dia a dia das pessoas também podem ser determinantes, como o fumo, a obesidade, o uso de hormônios femininos
e o trabalho em pé em ambientes quentes.

O uso da meia elástica é indicado? 

A compressão elástica é uma medida tanto preventiva quanto auxiliar do tratamento. Por esse motivo, deve ser usada sempre por orientação médica, pois para cada caso existe tamanho, altura, pressão e tempo para uso específicos.

Quais são as medidas preventivas?

Vida saudável, prática orientada de esportes, principalmente os aeróbicos, dieta balanceada e evitar situações que favoreçam a estagnação do sangue nas atividades cotidianas, como permanecer longos períodos em pé em ambientes quentes. É recomendável procurar aconselhamento médico especializado quando há exposição a situações que aumentam o risco ou quando perceber que a presença das varizes passou a representar mais que apenas incômodo visual e estético.

A Gazeta - Daniella Zanotti

domingo, 10 de abril de 2011

Em busca da felicidade mundial: Iniciativa do Reino Unido pretende criar um movimento global por uma sociedade mais feliz

'Ação pela felicidade', no Reino Unido, pretende criar um movimento global por uma sociedade mais feliz


O mundo é cruel, as pessoas são más e nada faz sentido. Difícil não pensar assim diante dos acontecimentos dos últimos dias, como o massacre de crianças inocentes em Realengo, a tragédia do terremoto e tsunami no Japão, a guerra civil na Líbia etc. Enquanto isso, a busca da felicidade continua a ser encarada, na maioria das vezes, como um trabalho individual. Para ser feliz "EU" preciso de dinheiro, comprar o mais novo gadget tecnológico, ter um celular de última geração, um carro novo na garagem, uma casa bela e confortável, um trabalho gratificante, ser amado e respeitado. Poucas vezes as pessoas notam que sua felicidade também depende da do outro, se seu vizinho é feliz, se seu colega de trabalho está satisfeito, se todos têm a oportunidade de buscar a própria felicidade. Para mudar esse panorama, está sendo lançada no Reino Unido a Action for Happiness(Ação pela felicidade), iniciativa que pretende criar um movimento global por uma sociedade mais feliz.

A ideia da Action for Happiness é reunir sugestões e atitudes para que as pessoas realizem mudanças positivas em suas vidas, lares, escolas, trabalhos e comunidades de forma a espalhar a felicidade dentro de um processo que está sendo chamado de inovação social. É lembrar que, mesmo diante das maiores dificuldades, existem pessoas que conseguem ser felizes e ajudam outras, que a solidariedade, a compaixão e o amor ao próximo são instrumentos fundamentais para a construção de uma sociedade melhor.

No fim do século XIX, por exemplo, a ciência era um trabalho solitário. Em geral, os cientistas eram verdadeiros ermitões, atuando sozinhos ou com poucos colaboradores na produção de novos saberes. Com o tempo, no entanto, o cenário foi mudando. Já na primeira metade do século passado, muitas inovações saíram de grandes laboratórios montados por empresas, onde equipes de pesquisadores, trabalhando em conjunto, criavam novos produtos que rapidamente chegavam ao mercado. O avanço científico foi industrializado e marcas como IBM, General Electric, Bayer e Roche tornaram-se conhecidas mundo afora. Não demorou muito e os governos também se envolveram no processo, financiando pesquisas em instituições acadêmicas como o MIT, Stanford, Oxford e Cambridge que geraram novos conhecimentos que também ganharam o mundo para o benefício de todos.

Por outro lado, a inovação social continua a ser produzida como era a ciência do fim do século XIX. Não faltam mentes brilhantes e ideias geniais, mas em geral elas são frutos de iniciativas e buscas pessoais, como no caso de Muhammad Yunus. Vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006, ele criou o Grameen Bank, que há mais de três décadas fornece pequenos empréstimos para agricultores pobres de seu país, Bangladesh. Muitos dos métodos usados por Yunus não eram novos. A novidade estava na maneira como eles foram agregados, invertendo as estruturas de poder e transformando camponeses em banqueiros, assim como muitas outras inovações sociais fazem de alunos, professores, de pacientes, médicos. De lá para cá, instituições de microcrédito similares ao Grameen Bank se espalharam pelo mundo, mudando a vida de pessoas em diversos países.

O sucesso de Yunus e de outras iniciativas do gênero também já começa a atrair a atenção dos governos para a questão do estímulo à inovação social. Nos EUA, o presidente Barack Obama criou na Casa Branca um pequeno escritório dedicado ao assunto, além de um fundo de US$ 650 milhões para a inovação na área de educação. Países como França e Austrália também estão financiando incubadoras de ideias de inovação social, enquanto a União Europeia está desviando parte de seu orçamento de pesquisa e desenvolvimento da criação de hardware para novos serviços que melhorem as vidas de seus cidadãos.

Até empresas estão atentas
Até mesmo as empresas estão começando a dirigir sua atenção ao tema. Um exemplo é o M-Pesa, serviço criado pela companhia de telefonia celular queniana Safaricom que realiza transferências de dinheiro entre pessoas físicas. Em 2007, a empresa, do grupo europeu Vodafone, percebeu a existência de um enorme mercado paralelo de minutos. Um queniano dono de um celular comprava créditos em minutos e os passava para outra linha, em um método informal de pagamento. A Safaricom então decidiu facilitar esse processo. Com o M-Pesa ("M" de móvel e "Pesa" de dinheiro em suahili, principal língua do país) um trabalhador de Nairóbi, capital do Quênia, que queira enviar dinheiro para a família que mora no interior compra os créditos e os transfere para os parentes, que podem ir a uma loja da empresa e trocá-los por dinheiro vivo. Este sistema bancário sem agências e de menor risco substituiu o principal meio usado pelos quenianos para isso até então - entregar um envelope cheio de dinheiro para motoristas de ônibus interurbanos - e já foi adotado por mais de 10 milhões de quenianos, um quarto da população do país, tornando-se um exemplo de inovação social que atende aos anseios das pessoas dentro de uma operação comercial.

A inovação social, portanto, pode crescer por meio da colaboração entre pessoas, empresas, governos e academia que a Action for Happiness quer estimular. A iniciativa não tem a ilusão de acabar com a tristeza no mundo, mas, como alertou Carlos Drummond de Andrade, "a dor é inevitável. O sofrimento, opcional".

Cesar Baima
A Gazeta

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Suicídio: É nos lugares mais felizes que ocorre com maior frequência

O suicídio é um fenômeno científico importante. No entanto, suas causas ainda permanecem pouco compreendidas. E um estudo documenta um paradoxo: os locais mais felizes têm maiores taxas de suicídio. O estudo combina os resultados de dois ricos e individuais conjuntos de dados de grande nível - uma na satisfação com a vida e outro sobre óbitos por suicídio - para estabelecer o paradoxo de uma forma consistente em estados dos EUA. Ele replica a conclusão de dados sobre nações industrializadas ocidentais e verifica se o paradoxo é não um artefato da composição populacional ou fatores de confusão. O estudo conclui com a conjectura de que as pessoas podem achar particularmente doloroso ser infeliz em um lugar feliz, de modo que a decisão de cometer suicídio é influenciado por comparações relativas.


A gente sempre ouve falar por aí que países considerados de “primeiro mundo”, como Dinamarca, Suíça e Suécia, têm a melhor qualidade de vida no planeta. E que, por consequência, seus habitantes estão entre os mais satisfeitos do mundo. A parte estranha é que esses “lugares felizes” têm taxas bem altas de suicídios. “Por causa do frio”, a gente brinca. Mas será? Pesquisadores dos departamentos de economia da Universidade de Warwick, do Hamilton College e do Banco Central de São Francisco, todos nos EUA, foram checar.

Eles combinaram dados de duas grandes pesquisas (a World Values Survey e a U.S. General Social Survey) para ver qual era a relação entre a felicidade do povo e a quantidade de pessoas que se mata em diferentes estados dos EUA. E a análise mostrou que a anormalidade é verdadeira: “os estados mais felizes têm maiores taxas de suicídio do que aqueles que são menos felizes”, aponta o estudo (que está disponível, na íntegra, aqui). “Por exemplo, Utah está em 1º lugar em satisfação com a vida, mas tem a 9ª maior taxa de suicídio. Enquanto isso, Nova Iorque é o 45º estado mais feliz, mas tem o menor índice de suicídios nos EUA”.

E a culpa, óbvio, não é do frio. “Pessoas infelizes em um lugar feliz podem se sentir especialmente maltratadas pela vida“, sugerem os pesquisadores.”Como somos sujeitos a variações de humor, as baixas podem ser mais toleráveis em um contexto – seja uma época ou um lugar – no qual outras pessoas também estejam infelizes“. Ou seja: choremos juntos.

www.frbsf.org/publications/economics/papers/2010/wp10-30bk.pdf
http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca