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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dinheiro fácil na internet na mira da polícia

Dinheiro fácil na internet na mira da polícia
Empresa Telexfree, com sede no Espírito Santo, virou febre e está sendo investigada. Há relatos de lucros individuais acima de R$ 3 milhões

Foto: Divulgação
Ator de Tropa de Elite ostenta ganhos

O ator Sandro Rocha, do filme Tropa de Elite, é um dos divulgadores do Telexfree que exibe a prosperidade promovida pelo sistema. Em um vídeo que postou no YouTube, mostra cálculos que o deram, em 27 dias, R$ 47.806. “Se eu pegar esse valor e dividir por 27, esse negócio me deu por dia R$ 1.770”, comemora.
O artista ganhou fama ao interpretar um policial que tinha como bordão as frases: “Quem quer rir, tem que fazer rir” e “Para eu te ajudar, você tem que me ajudar a te ajudar”.

R$ 70 mil

Outro que tem rendimentos impressionante no ramo do marketing multinível é o comerciante Henri Rocha, 33 anos, de Vitória. Em pouco mais de três meses na Multiclick Brasil, empresa do mesmo ramo, diz ter ganho cerca de R$ 70 mil.

Na Telexfree, ele atua de forma menos intensiva e diz ter ganho “apenas” R$ 8 mil em seis meses.

“Graças a Deus, pude comprar um Honda Civic zero quilômetro, um terreno em Arraial D'ajuda (BA), que estou terminando de pagar, e tenho minha casa própria. Essa grana me ajudou muito”, comentou.

Saiba maisComo surgiram -Os primeiros esquemas envolviam uma corrente postal, distribuída com uma lista de 5 a 10 nomes. Ao destinatário era dito que enviasse uma pequena quantia de dinheiro (tipicamente US$ 1 ou 5), por meio de carta, para a primeira pessoa da lista. Para sustentar esse crescimento exponencial, seria necessário que toda a população mundial entrasse no sistema.
Esquema Ponzi -Foi considerado uma sofisticada operação fraudulenta de investimento do tipo esquema em pirâmide. O negócio envolvia o pagamento de lucro anormal para os investidores. O nome do esquema refere-se ao criminoso financeiro italo-americano Charles Ponzi.
Uma empresa que atrai cada vez mais pessoas interessadas em ganhar dinheiro de forma fácil e rápida, na internet, sem sair de casa, está na mira da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual. A hipótese é a prática do golpe da pirâmide financeira.

A suspeita paira sobre a Telexfree, empresa americana que tem sua sede brasileira localizada no Espírito Santo, e que é a grande promessa do momento, com relatos na web de pessoas que conseguiram lucrar até R$ 3 milhões em menos de um ano. A firma também é investigada em pelo menos outros três Estados – Acre, Mato Grosso e Pernambuco.

O problema está na forma como o grupo atua. Para entrar no negócio é preciso fazer depósito financeiro, recrutar novos seguidores e postar anúncios diariamente na internet. A fórmula para ganhar dinheiro? Convencer mais pessoas a fazer o mesmo.

Esse mesmo mecanismo já vem sendo questionado em outros Estados, por prejuízo causado a participantes de empresas como Mister Colibri e Multiclick.

No caso da Telexfree, a febre começou no ano passado e ainda não há seguidores que denunciaram prejuízo. Ao contrário, autônomos, comerciantes, metalúrgicos, bancários, bombeiros e até policiais entraram no negócio. Eles investiram R$ 10 mil, R$ 20 mil, venderam bens ou até saíram de seus empregos por acreditar na promessa de lucro da empresa.

A Telexfree afirma que a principal fonte de receita está na venda de serviço de telefonia via internet, chamada VoIP (voz sobre IP). Para isso, recruta “divulgadores” que publicam anúncios do produto em redes sociais e sites de classificados, e são remunerados por essa tarefa.

No entanto, os próprios divulgadores, em suas páginas, entregam uma incoerência do negócio, ao se concentrarem muito mais na conquista de novos membros – mais vantajosa financeiramente para eles – do que na propaganda do serviço de telefonia pelo computador. Com isso, predominam anúncios de recrutamento em detrimento da propaganda do VoIP, anunciado pela empresa como seu “carro chefe”.
Para a Telexfree, seu negócio é uma “nova forma de fazer publicidade”, já que seus 682 mil divulgadores no mundo – 90% deles no Brasil - colocam diariamente cerca de 2,3 milhões de anúncios da empresa na internet. Mas a “inovação” é vista com desconfiança pela polícia e analisada pelos promotores do Ministério Público.

A delegada Gracimeiri Gaviorno, da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), conduz a investigação sobre a empresa. Para ela, há indícios de que o modelo seja semelhante ao golpe da pirâmide financeira, que já levou várias pessoas à prisão, porque quando não há novas adesões, o esquema não se sustenta e os que estão embaixo ficam no prejuízo.
No caso da Telexfree, a polícia suspeita de crimes fiscais e tributários na atuação dos divulgadores, como contra a economia popular, com suposta formação de pirâmide; estelionato e crime de induzimento à especulação. As penas, somadas, podem chegar a 10 anos de cadeia.

“Fora outros crimes que podem estar relacionados a essa prática de crime contra a economia popular. Pode ter sonegação fiscal e falsidade ideológica. Até onde chegamos, temos probabilidade muito grande da empresas ter foco destinado à prática de crime, usando a máscara do marketing multinível. O crime previsto na Lei 1521/51 prevê a formação de redes em que há sistema binário, com base sustentando uma distribuição piramidal. Muitas pessoas têm ganho em cima de outras. Estas podem ter prejuízo”, disse.

A delegada adiantou que pessoas ligadas à empresa vão prestar depoimento nos próximos dias, inclusive os novos milionários.
Ex-vendedor de churrasquinho compra Ferrari

Um dos casos mais curiosos exibidos na internet pela Telexfree é o de Inocêncio Reis, o Pelé, um ex-vendedor de churrasquinho na Reta da Penha que conseguiu reunir R$ 3 milhões em 11 meses. Nos vídeos da empresa, ele conta sua trajetória, da vida dífícil e dívidas até a compra de uma Ferrari com dinheiro ganho com a Telexfree. E usa sua evolução financeira para convidar novos recrutas.
“Atingir R$ 1 milhão não é fácil, mas atingir dois milhões é mamão com açúcar. Três milhões... (também). Então, tenho certeza de que, em 2013, eu já esteja com patrimônio de R$ 10 milhões, com fé em Deus”. Veja vídeo.
 

Empresário nega golpe

O diretor de Marketing da Telexfree, Carlos Roberto Costa, rebate as acusações de que a empresa gerenciada por ele e outros dois sócios pratique o golpe da pirâmide financeira. Ele define o negócio como uma nova forma de fazer publicidade e vender serviço de telefonia via internet.

Segundo dados da empresa, são 682 mil divulgadores no mundo - 90% deles no Brasil, que colocam diariamente cerca de 2,3 milhões de anúncios da empresa na internet. A presença desses anunciantes faz do site da Telexfree o 50º em acessos no Brasil, segundo um dos principais monitores de tráfego.

De acordo com os sócios, a Telexfree atua no Brasil desde fevereiro de 2012. Funcionando em espaçosa sala comercial, a sede brasileira fica instalada no último andar de um edifício, na Enseada do Suá, em Vitória. Nos seus dez primeiros meses, dez pessoas conseguiram angariar pelo menos R$ 1 milhão. Os cheques costumam ser exibidos como troféus na internet.
Apesar disso, ele nega que a empresa ostente riqueza e repreende pessoas que exibem bens luxuosos na web. O advogado da empresa, Horst Fouchs, diz que até agora só há seis contestações judiciais movidas por ex-divulgadores contra a Telexfree. E essas serviram para comprovar a legalidade do negócio. Ele diz que três das ações passaram por conciliação e houve acordo com devolução do dinheiro.

Ministério Público de olho aberto

O Ministério Público Estadual também está de olho na empresa. Em nota, o órgão informou que recebeu uma representação sobre o caso e que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) faz uma análise sobre ela “para fazer os encaminhamentos devidos”.
Professor Fernando Galdi explica o esquema da pirâmide

 
Sonho vira pesadelo

Seduzido pelos altos valores que o amigo dizia ganhar apenas assistindo vídeos de propaganda na internet, um porteiro de 45 anos, morador de Vila Velha, viu a vida financeira ser abalada ao pegar um empréstimo de R$ 10 mil com uma operadora de cartão de crédito para investir na empresa denominada Mister Colibri.

A ideia promissora deu lugar ao fracasso. A Mister Colibri é suspeita de desenvolver um negócio fraudulento para arrecadação indevida de recursos. Em dezembro passado, uma operação da Polícia Civil em Minas Gerais desbaratou o esquema. Dias depois, a Polícia Federal solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos donos da corporação. A suspeita é de que os donos do empreendimento também estejam por trás de outra pirâmide financeira: a Multiclick Brasil. Para entrar nesse grupo, é necessário investir de R$ 60 a R$ 2.750.

No caso da Mister Colibri, a promessa era remunerar em R$ 700 por semana quem assistisse 48 vídeos de propaganda. O porteiro repassou R$ 10 mil para o amigo que o convidou. Nas primeiras semanas tudo ocorreu conforme o combinado, até que a “fonte secou”.

“A visão da empresa mudou de repente, a gente não ganhava mais dinheiro só vendo vídeos. Tinha que vender produtos e cadastrar pessoas para entrar na Mister Colibri”, disse.

A empolgação do início deu lugar à incerteza e ao prejuízo. O amigo que o recrutou não evoluiu na hieraquia da comunidade e se endividou. Ele era o associado direto responsável por repassar o lucro ao porteiro.

“Minha vida está uma perturbação. A financeira liga direto para mim, para minha filha, para minha casa e até para o meu trabalho. Estou vivendo numa pressão psicológica imensa. Não tenho como pagar isso, só ganho R$ 750 por mês. Como vou pagar 25 vezes de R$ 700 que foi o acordo que fiz o cartão?”, questiona.

A Mister Colibri acumula 90 reclamações nos últimos 12 meses no site Reclame Aqui, recebendo o carimbo de “empresa não recomendada”. A reportagem tentou entrar em contato com a comunidade e com a Omnia Serviços, representante da empresa no Brasil, mas essas não disponibilizam contatos telefônicos válidos.
Mikaella Campos, Vinícius Valfré e Rodrigo Lira  
Fonte: A Gazeta

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Top 20 empresas com os funcionários mais felizes e bem pagos


As 20 empresas com os funcionários mais felizes e bem pagos

Confira quanto ganham e o nível de satisfação de funcionários que trabalham em 20 grandes companhias dos Estados Unidos, segundo levantamento feito pelo Business Insider


Felicidade e dinheiro no fim do mês
São Paulo - Salário alto e felicidade no emprego caminham juntos nas 20 empresas que você confere a seguir. O ranking publicado pelo Business Insider, com informações do PayScale, avaliou salários e o nível de felicidade dos funcionários das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, segundo a revista Fortune.

O nível de felicidade foi medido a partir de questionários respondidos pelos funcionários e levou em conta itens como satisfação, flexibilidade da jornada, significado da atividade na visão do profissional, entre outros. Dentro do resultado final do ranking, o peso do salário é de 43% enquanto o nível de felicidade responde por 57%.

1. Celgene Corporation
Setor: biotecnologia

Sede nos Estados Unidos: Summit, New Jersey
Número de funcionários: 4.500
Salário médio anual após 5 anos: 118.000 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 91%
Taxa de flexibilidade da jornada: 91%

2. Google
Setor: internet
Sede nos Estados Unidos: Mountain View, Califórnia
Número de funcionários: mais de 30 mil
Salário médio anual após 5 anos: 119 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada: 81%

3. Huntsman Corporation
Setor: químico
Sede nos Estados Unidos: Salt Lake City, Utah
Número de funcionários: 12 mil
Salário médio anual após 5 anos: 95.600 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 75%
Taxa de flexibilidade da jornada:94%

4. Qualcomm, Inc.
Setor: telecomunicações
Sede nos Estados Unidos: San Diego, Califórnia
Número de funcionários: 20 mil
Salário médio anual após 5 anos: 106 mil dólares
Taxa de satisfação:81%
Taxa de flexibilidade da jornada: 92%

5. Biogen Idec, Inc
Setor: biotecnologia
Sede nos Estados Unidos: Weston, Massachusetts
Número de funcionários: 4.850
Salário médio anual após 5 anos: 97.800 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 83%
Taxa de flexibilidade da jornada:89%

6. MasterCard Worldwide
Setor: serviços financeiros
Sede nos Estados Unidos: Purchase, New York
Número de funcionários: 6.700
Salário médio anual após 5 anos: 103 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada:85%

7. Chevron
Setor: petróleo e gás
Sede nos Estados Unidos: San Ramon, Califórnia
Número de funcionários:62 mil
Salário médio anual após 5 anos: 102 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada:80%

8. Yahoo!
Setor: internet
Sede nos Estados Unidos: Sunnyvale, Califórnia
Número de funcionários: 14,1 mil
Salário médio anual após 5 anos: 120 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 81%
Taxa de flexibilidade da jornada:88%

9. E.I. DuPont De Nemours & Co.
Setor: químico
Sede nos Estados Unidos: Wilmington, Delaware
Número de funcionários: 70 mil
Salário médio anual após 5 anos: 80.700 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 84%
Taxa de flexibilidade da jornada:84%

10. Williams Companies, Inc.
Setor: petróleo e gás
Sede nos Estados Unidos:Tulsa, Oklahoma
Número de funcionários: 3.193
Salário médio anual após 5 anos:79 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 80%
Taxa de flexibilidade da jornada:79%

11. Pfizer
Setor: farmacêutico
Sede nos Estados Unidos: New York, NY
Número de funcionários: 103.700
Salário médio anual após 5 anos: 93.200 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 73%
Taxa de flexibilidade da jornada:84%%

12. ITT Exelis
Setor: defesa/segurança nacional
Sede nos Estados Unidos: Tysons Corner, Virginia
Número de funcionários: 20 mil
Salário médio anual após 5 anos: 102 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 79%
Taxa de flexibilidade da jornada:84%

13. Abbott Laboratories
Setor: farmacêutico
Sede: North Chicago, Ilinois
Número de funcionários: 91 mil
Salário médio anual após 5 anos: 88 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 77%
Taxa de flexibilidade da jornada:83%

14. Microsoft
Setor: computação
Sede: Redmond, Washington
Número de funcionários: 94 mil
Salário médio anual após 5 anos: 111 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 69%
Taxa de flexibilidade de jornada: 92%

15. Amgen Corporation
Setor: biofarmacêutico
Sede: Thousand Oaks, Calif
Número de funcionários:17.800
Salário médio anual após 5 anos: 98.500 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 75%
Taxa de flexibilidade da jornada: 78%

16. Boeing
Setor: aviação
Sede: Chicago, Ilinois
Número de funcionários: 171.700
Salário médio anual após 5 anos: 85.900 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 76%
Taxa de flexibilidade da jornada: 80%

17. 3M Company
Setor: tecnologia/ inovação
Sede: Two Harbors, Minnesota
Número de funcionários: 84.198
Salário médio anual após 5 anos: 82.400 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 77%
Taxa de flexibilidade da jornada: 79%

18. Johnson & Johnson
Setor: Farmacêutico
Sede: New Brunswick, New Jersey
Número de funcionários: 117.900
Salário médio annual após 5 anos: 92 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 72%
Taxa de flexibilidade da jornada: 83%

19. Booz, Allen and Hamilton
Setor: consultoria
Sede nos Estados Unidos: Tysons Corner, Virginia
Número de funcionários: 26 mil
Salário médio anual após 5 anos: 93.100 dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 72%
Taxa de flexibilidade da jornada: 83%

20. Dow Chemical Company
Setor: químico
Sede nos Estados Unidos: Midland, Michigan
Número de funcionários: 50 mil
Salário médio anual após 5 anos: 90 mil dólares
Taxa de satisfação dos funcionários: 78%
Taxa de flexibilidade da jornada: 85%

Fonte: exame.abril.com.br

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Assaltou lotérica e recebeu envelope cheio de papel em vez de dinheiro


Perseguição e tiros após assalto a lotérica em Jardim América
O assaltante recebeu um envelope com papel em branco em vez de dinheiro e foi preso
Foto: Marcos Fernandez
Glayton chegou a atirar no vidro da lotérica,
depois de ter assaltado uma cliente do 
estabelecimento
Um homem foi preso após assaltar uma casa lotérica, saquear funcionários e atirar contra policiais militares. No estabelecimento, o assaltante recebeu um envelope cheio de papel em branco em vez de dinheiro. Glayton Corrêa São Primo, 22 anos, foi detido após trocar tiros em uma perseguição com a polícia.

O assalto aconteceu por volta das 13h30 de quarta-feira (06), em uma casa lotérica de Jardim América, em Cariacica. Armado com um revólver calibre 38, Glayton invadiu o estabelecimento e rendeu uma cliente. Ele roubou R$ 150 e dois celulares da mulher. Depois, seguiu para o caixa.

Segundo as informações do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, o criminoso exigiu dinheiro e atirou no vidro do caixa para intimidar os funcionários. Após o disparo, Glayton recebeu um envelope e fugiu correndo pela BR 262.

Perseguição 

Uma viatura da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam), que estava próxima ao local, recebeu informações do assalto via rádio. No mesmo instante, os policiais depararam com Glayton correndo pela rodovia.


O suspeito subiu o Morro da Companhia, em Itaquari, e foi perseguido pelos policiais.

Outras sete viaturas de apoio e duas motos de patrulhamento chegaram ao local. Ao notar que seria alcançado, Glayton fez dois disparos contra os policiais, que também atiraram contra o assaltante. O suspeito escondeu-se em um matagal.

Glayton foi detido escondido em uma moita, sem camisa e com o envelope cheio de papel.

Pessoas que passavam pelo local ficaram assustadas com o tiroteio. Ninguém ficou ferido. Ele foi levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica.

Segundo testemunhas, assaltante teve ajuda

Testemunhas informaram que, além de Glayton São Primo, outro homem teria participado do roubo. Ele não foi localizado pela polícia.

Mesmo depois do assalto, a casa lotérica continuou funcionando normalmente. Segundo o proprietário, câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a ação do criminoso.

Equipamentos de segurança de outros pontos comerciais também gravaram o pânico e a correria dos clientes que estavam dentro da lotérica e nas proximidades do estabelecimento.

O proprietário da casa lotérica foi procurado pela equipe de reportagem e preferiu não fazer comentários sobre o assalto.


Ana Paula Mill 
Fonte: A Gazeta

domingo, 27 de maio de 2012

Polícia Federal investiga 'sumiço' na Casa da Moeda

PF investiga desaparecimento de R$ 5 mil da Casa da Moeda
Sumiço aconteceu em janeiro de 2011, mas só agora polícia entrou no caso.
Comissão interna que apurou sumiço sugeriu arquivamento de investigação.

A Casa da Moeda, considerada um dos lugares mais seguros do país, teve seu rigoroso sistema burlado, conforme mostrou reportagem do Fantástico. Um total de R$ 5 mil, em 100 notas de R$ 50, desapareceu do local, em 14 de janeiro de 2011, sem que até agora ninguém saiba onde foi parar o dinheiro.

O desaparecimento foi investigado por uma comissão interna da Casa da Moeda e ficou guardado em segredo por mais de um ano pela presidência da instituição. Sem descobrir onde foi parar o dinheiro sumido e sem ter certeza do que aconteceu no dia do desaparecimento, a comissão acabou sugerindo, em dezembro, o arquivamento do caso.

"A exteriorização do episódio", diz o relatório final, "ecoa de forma negativa junto à sociedade, arranhando com certeza a imagem de empresa segura". Só agora, oito meses depois de a investigação ter terminado, a presidência da Casa da Moeda decidiu comunicar o caso à Polícia Federal.

O delegado que vai investigar o caso diz que a Casa da Moeda errou ao não informar o caso à Polícia Federal imediatamente.

“Eu considero um equívoco. Tomou conhecimento do fato, comunica à Polícia Federal para instaurar o procedimento criminal, inquérito policial”, diz o delegado Victor Hugo Poubel.

A Polícia Federal, agora, vai investigar se ocorreram outros desvios.

O superintendente da Diretoria de Administracao e Financas da Casa da Moeda, Álvaro de Oliveira Soares, que já ocupava o cargo quando as notas sumiram, acredita que a quantidade de cédulas desaparecidas foi pequena. E que o processo é seguro.

“O controle existe. Tanto que nós estamos falando de 100 cédulas em 4 bilhões, que é o programa anual desse ano. Se você tem um controle que detecta o desaparecimento de 100 cédulas num volume desses significa que você tem um controle e que esse controle é efetivo”, acredita Álvaro de Oliveira Soares.

Mas Soares diz que não é aceitável que se perca nem uma cédula sequer. “Não é aceitável perder nenhuma, mas acontece, e se acontece tem que ser apurado”, afirma Álvaro, sem saber dizer onde estão as notas.

O delegado Victor Poubel explicou que houve crime. “Fica solidamente provado que realmente houve a subtração e a prática do crime. Essa é a prova que a Polícia Federal precisa”, afirmou. “Alguém subtraiu.

Dinheiro não tem asa”, acrescentou.

O Banco Central, responsável por botar o dinheiro em circulação, informou que essas notas são válidas. Quem tem uma dessas cédulas não cometeu crime e ainda pode ajudar nas investigações.

As notas de R$ 50 desaparecidas estão entre os números de série  BA 27.787.201 e BA 27.787.300.

Confira a numeração das cédulas que sumiram no site do Fantástico.

Descoberta por acaso
A Casa da Moeda fica no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde nascem os bilhões de reais que circulam todos os dias no país. Ninguém entra no local sem passar por um rigoroso sistema de revista.

O Fantástico teve acesso exclusivo aos documentos da comissão interna que investigou o desaparecimento das notas.

O sumiço do dinheiro foi descoberto por acaso. No dia 15 de janeiro de 2011, a funcionária responsável pelo controle de qualidade de impressão percebeu que, em uma folha, havia um pequeno defeito. Um gerente decidiu, então, verificar se outros lotes impressos no mesmo dia estavam com o mesmo problema.
Ele entrou no local que deveria ser o mais seguro do prédio: o cofre onde fica o dinheiro pronto para ser enviado ao Banco Central. Ao verificar os lotes, que são numerados e lacrados com plástico, encontrou um dos pacotes abertos. Ao conferir o conteúdo, o gerente percebeu que, em vez das mil notas que deveriam estar ali, havia somente 900. Ou seja: 100 cédulas de R$ 50 tinham desaparecido.

Quando as imagens do circuito interno de segurança foram revisadas, veio a descoberta de uma falha grave: a câmera número 3, que mostra o setor de embalagem de notas já prontas, não cobria toda a área. Ou seja: havia um ponto cego, um lugar onde alguém poderia estar sem ser detectado pelas câmeras.
Segundo a comissão de investigação da Casa da Moeda, foi exatamente o que fez um dos operadores de máquinas.

Luz vermelha na linha de produção

O operador trabalhava em uma máquina seladora, que lacra o lote de dinheiro com uma embalagem plástica. Às 14h45 do dia 14 de janeiro de 2011, uma luz vermelha se acendeu na linha de produção, indicando algum problema de qualidade.

Nesse momento, o funcionário pegou o lote de dinheiro, ainda sem estar lacrado, e saiu do alcance da câmera, voltando em seguida. Enquanto isso, outro lote foi reposto na esteira por uma funcionária. Um procedimento normal, para dar continuidade à produção.

O operador, então, aparece fazendo a conferência das notas que retirou. Ele devolve o lote para a máquina de embalagem, que lacra as cédulas.

Em seguida, uma outra funcionária, responsável por encaixar proteções de papelão nos pacotes de dinheiro, percebe algo estranho no lote manuseado pelo operador.
Ainda segundo o relatório da comissão de investigação, o operador se aproxima da funcionária e diz algo. A mulher, então, libera o dinheiro para o cofre.

No dia seguinte, quando o sumiço já tinha sido descoberto, os funcionários pararam a produção e fizeram um pente-fino para tentar achar o dinheiro. Máquinas de impressão foram desmontadas.
Segundo a direção da Casa da Moeda, o lote de onde sumiram as cédulas só foi manuseado pelo operador da máquina seladora.

Ele disse à comissão que "não tem ideia do que possa ter acontecido".

Já a funcionária contou que "não se lembra do teor da conversa que teve com o operador" e que pode ter sido algo sobre algum problema no empacotamento das notas.

As ações do gerente também chamaram a atenção da comissão, porque, ao abrir o lote onde faltavam as notas, ele destruiu o lacre que tinha o nome de quem fechou pela última vez o pacote de dinheiro.

Na época em que o dinheiro sumiu, a instituição estava modernizando as linhas de produção.

Segundo o texto do relatório, os funcionários não davam conta do trabalho e, por isso, havia até cédulas inacabadas, impressas pela metade, se acumulando no meio da gráfica. Várias eram guardadas até em sacos de lixo.

O presidente da Casa da Moeda na época era Luiz Felipe Denucci. O afastamento dele da instituição nada tem a ver com o sumiço das notas. Denucci foi exonerado do cargo, em janeiro, depois de denúncias de que teria recebido propina de fornecedores da Casa da Moeda através de empresas no exterior.

Depois que máquinas lacram o dinheiro produzido, a Casa da Moeda envia os lotes de cédulas para o Banco Central. De lá, o dinheiro é distribuído para os bancos comerciais. Como o Banco Central não conta novamente os pacotes recebidos, a falta de pequenas quantias só seria percebida nas agências do varejo bancário.

Do G1 RJ, com informações do Fantástico

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Movimentações atípicas de juízes e servidores passam de R$ 800 milhões


Movimentações atípicas de juízes e servidores passam de R$ 800 milhões
É o que aponta um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência do Ministério da Fazenda.

Um relatório do órgão de inteligência do Ministério da Fazenda mostrou que juízes e funcionários dos tribunais fizeram movimentações financeiras atípicas de mais de R$ 800 milhões em um período de dez anos. Os dados fazem parte da defesa da corregedora do Conselho Nacional de Justiça em uma ação movida por associações de magistrados.

Operações atípicas não são necessariamente ilegais – são fora do padrão. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência do Ministério da Fazenda, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal pela corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon. No fim do ano passado, Calmon entrou em choque com associações de magistrados, que questionam as investigações feitas pelo conselho.

O ofício da Corregedoria Nacional de Justiça foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STJ). Com o documento, Eliana Calmon tenta derrubar a liminar concedida a três associações de magistrados. Elas conseguiram suspender investigação do CNJ sobre possível enriquecimento ilícito de juízes e desembargadores de tribunais de todo o país.

As associações acusam a corregedoria do CNJ de quebrar o sigilo fiscal e bancário de mais de 200 mil pessoas, entre juízes, desembargadores, servidores e parentes, ao pedir investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Defendem que apenas a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público poderiam investigar movimentações financeiras suspeitas, com autorização judicial.

Nas explicações ao ministro-relator Joaquim Barbosa, Eliana Calmon disse que dar ao Coaf acesso ao cadastro de identificação de magistrados e servidores não caracteriza quebra de sigilo e que o relatório do Coaf não indica nome ou CPF de qualquer pessoa, mencionando apenas a existência de movimentações atípicas.

Eliana Calmon afirmou que o Coaf constatou que quase 3,5 mil pessoas tiveram movimentações bancárias atípicas nos tribunais. Essas movimentações somam mais de R$ 850 milhões entre 2000 e 2010. As comunicações de operações atípicas concentram-se em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

No ofício, Eliana Calmon afirmou que cumpriu o dever de corregedora ao pedir a investigaçã de movimentações suspeitas, mas esclareceu que nem toda movimentação atípica é ilegal. Ela também negou também que tenha vazado informações sigilosas sobre pagamentos de atrasados recebidos por magistrados.

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, reafirmou as acusações contra a corregedoria do CNJ. “Nós, magistrados brasileiros, estamos de pleno acordo que haja investigação sempre que houver algo anormal, algo ilícito, a ser verificado. O que nós não concordamos em hipótese alguma é com violação à Constituição brasileira, violação ao regimento interno do próprio CNJ ou violação à letra da lei federal”, declarou.

A corregedora Eliana Calmon disse que a defesa dela está nos autos do processo e que tem certeza de que agiu dentro dos limites da Constituição.


Bom Dia rasil

domingo, 15 de maio de 2011

Saiba qual a quantia ideal para poupar todo mês e não perca dinheiro!

Mais de 60% da população brasileira afirmou estar endividada segundo a Pesquisa Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em comunicado, a CNC informou que o comprometimento da renda do brasileiro com gastos extras no início de ano, como pagamentos de matrícula e de material escolar, Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), levaram a uma elevação no nível de endividamento das famílias em fevereiro.

Um dos fatores para os consumidores não conseguirem saldar suas dívidas é a falta de organização e planejamento financeiro. Segundo o economista Mario Vasconcelos, poupar é a chave para não ficar sem dinheiro. "Você deve sempre ter preocupação de guardar alguma coisa de modo que possa ter uma reserva pra gastos eventuais. Eu acho que não existe idade para você poupar. Desde criança a educação financeira dada pelos pais em casa, como reservar parte da mesada no cofrinho para comprar um brinquedo, é um boim negócio", afirma.

Apesar das dicas do especialista, os consumidores encontram dificuldade para saber qual a quantia ideal para aplicar na poupança todo mês. De acordo com Vasconcelos, quanto maior a renda mais fácil fica poupar, mas 10% do salário é o suficiente para começar a reserva. "A gente sempre fala que o ideal seria reservar 10%. Quanto maior o salário maior a capacidade de poupança. Se a pessoa ganha R$ 1 mil ela deve poupar R$ 100. Para essas poupanças pequenas ainda continua sempre melhor fazer a aplicação. Há uma série de vantagens. Talvez pague menor rendimento, mas você tem maior segurança, nao tem Imposto de Renda e pode sacar no momento de aperto", garante.

Foto: Agência Estado

Poupar em casa?

A tradicional poupança no cofrinho é a opção mais utilizada por muitos brasileiros e principalmente para quem possui renda baixa. Mas, de acordo com o economista Mario Vasconcelos, para quem não tem controle de gastos a reserva do dinheiro em casa pode ser um risco. "Dinheiro na mão é vendaval na medida em que a pessoa não tem controle. Só se a pessoa for organizada ela vai saber o momento certo para gastar. Para quem não sabe organizar suas finanças essa disciplina é muito difícil".

Aos consumidores que pretendem começar a poupar para se manter em dia com as conta, o especialista indica: "procure uma instituição financeira. As moedinha que você poupa em casa e retira do mercado complica o governo. Ele precisa dessa moeda no mercado. Poupar é a melhor maneira de não ficar endividado. Deposite seu dinheiro na caderneta de poupança".
LAILA NOVAES 
Redação Folha Vitória 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Britânico que ganha milhares de libras por mês com seus vídeos, dá 5 dicas para emplacar no YouTube

Britânico dá 5 dicas de como fazer sucesso no YouTube

BBC
TomSka ganha milhares de libras por mês, com anúncios em seus vídeos
Aprender com os erros dos outros e evitar o "roubo" de conteúdo são dicas fundamentais para ter sucesso com vídeos na internet. É o que diz Tom Ridgewell, um inglês de 20 anos que já conseguiu 55 milhões de visitas em seu canal no YouTube.
Ridgewell, mais conhecido como TomSka, possui dúzias de vídeos publicados, como pequenos curtas-metragens de comédia e desenhos animados. Ele ganha milhares de libras por mês, graças à renda proveniente dos anúncios em seus vídeos.

Em entrevista à BBC, o inglês deu cinco dicas de como fazer sucesso - e dinheiro - com vídeos na internet.

1) Aprenda com os erros dos outros. TomSka diz que assistir a muitos vídeos na internet é fundamental para saber o que faz sucesso e o que não faz. Para ele, mais importante ainda é aprender os erros daquilo que não funciona.
"É isso que realmente separa os homens dos meninos", diz.

2) Corte o que é desnecessário. Para o inglês, bons vídeos devem ir diretamente ao ponto e não "enrolar" o internauta.
"Se a coisa legal em seu vídeo é um filhote de gato levando um tombo, mostre somente o filhote de gato levanto o tombo".

3) Produza vídeos com bom áudio. Segundo TomSka, não importa a câmera que você usar: se o som for ruim, você perderá o seu público.

Uma dica que o inglês dá é comprar um microfone e gravar o som na pós-produção, quando o vídeo é editado. "É mais fácil do que conseguir uma câmera que tenha um bom microfone acoplado", afirma.

4) Use conteúdo "virgem". Para TomSka, "roubar" músicas de artistas conhecidos impede um vídeo de fazer sucesso, já que o YouTube exclui conteúdos que violem direitos autorais. "Assim, ninguém vai conseguir financiá-lo, e você não vai ter nenhum dinheiro", diz.

"Se você tiver um amigo em uma banda, ou se você estiver em uma banda, use esta música", afirma o inglês.

5) Construa sua comunidade. TomSka afirma que ter muitos amigos no YouTube e fazer constantemente novas relações é fundamental para chegar ao topo. "Tenha um monte de pessoas falando a seu respeito", diz.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bilhetes de Fernandinho Beira-Mar mostram esquema de lavagem de dinheiro do tráfico

O criminoso enviava, de dentro da cadeia, mensagens com instruções para seus subordinados, do lado de fora.

Segundo reportagem exibida no Fantástico deste domingo (20) o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar comandava seu “empreendimento” por meio de bilhetinhos enviados do Presídio Federal de Campo Grande, onde estava preso até dezembro de 2010.

Dez bilhetes foram encontrados. Os conteúdos variam, mas chegam a citar possíveis sequestros de autoridades, ou até mesmo uma possível fuga para o Paraguai.

Segundo a reportagem a polícia acredita que as mensagens sairiam do presídio escondidas em roupas de visitantes.

Confira a reportagem na íntegra:


Ele controla todos os detalhes. “Estoques, qual faturamento líquido semanal de cada firma e quais as despesas de cada empresa, quem são as pessoas que estão na folha de pagamento e o porquê”, aponta um bilhete.

Dá ordens claras e exige obediência. “Vou lhes fazer um resumo e quero que seja feito exatamente como eu determinar”, está escrito em outro bilhete.

Se ele percebe um erro... “Eu não acredito que vocês fizeram isso sem me consultar. Já deixei bem claro que as firmas são minhas e que vocês não podem tomar certas atitudes antes de me consultar”, disse em um dos bilhetes.

Esses bilhetes não foram escritos por nenhum executivo ou empresário brasileiro, e sim por um traficante: Fernandinho Beira-Mar, talvez o mais perigoso do país. Isso, apesar de estar preso há dez anos, quase sempre em presídios de segurança máxima, como o de Mossoró (RN), para onde ele foi há pouco mais de um mês. É de dentro dos muros que ele dá ordens minuciosas para sua quadrilha.

De acordo com uma investigação do núcleo de combate à lavagem de dinheiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro, os textos foram escritos de janeiro a junho do ano passado, período em que Beira-Mar estava na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Arcelino Damasceno, diretor do presídio na época, hoje à frente da unidade de Mossoró, no entanto, diz desconhecer os bilhetes.

“Eu não tenho conhecimento de tais cartas. Ele tem o direito a papel, tem direito a caneta até para escrever suas cartas. Agora se passou ou não isso não é do meu conhecimento”, afirma o diretor do Presídio de Mossoró, Arcelino Damasceno.

Direito de escrever cartas na prisão, todo preso tem. Mas Fernandinho Beira-Mar não queria que descobrissem o conteúdo de suas mensagens. Por isso, desenvolveu uma técnica para mandar suas ordens, no maior sigilo, em retalhos de papel.

O Fantástico conseguiu com exclusividade os originais desses bilhetes, O maior tem seis centímetros e meio de largura e a menor, menos de um.

O traficante fazia de tudo para que os papeizinhos passassem despercebidos. Conseguia escrever três ou quatro linhas no espaço de uma. Usava apenas a ponta da carga de uma caneta esferógrafica, disfarçada entre os dedos. Provavelmente, apoiava os papéis nos livros que gosta de ler ou no próprio corpo.

A polícia acredita que as mensagens saiam da cadeia com os visitantes, enroladas e escondidas na costura das roupas. Luiz Fernando da Costa tem direito a três horas de visita social por semana e pode receber advogados livremente, conforme prevê a lei.

“Quero tudo no papel. Me mandem por escrito detalhadamente da mesma forma que mando carta para vocês. Para que eu possa trazer para a cela, ler com calma, analisar e codificar. E, na outra visita, se eu tiver dúvidas, mandar por escrito. Pois o meu tempo de visita é muito curto e não dá tempo para eu ler o que vocês me mandam, analisar e mandar resposta”, escreveu Beira-Mar em um dos bilhetes.

Os bilhetes saíam do presídio e iam para as favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde foram encontrados durante a ocupação do fim do ano passado. Beira-Mar não é do Alemão, mas o conjunto de favelas tinha se tornado o centro das operações da maior facção criminosa do Rio. A polícia logo suspeitou que os textos eram dele. A prova definitiva veio com um exame grafotécnico.

O exame, feito no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, usa como base dois documentos escritos e enviados à direção do presídio. Em um deles, Beira-Mar assina “Luiz Fernando da Costa”, e no outro, “Luiz F. da Costa”. Os documentos contêm uma lista de visitantes que ele quer receber.

A polícia comparou os bilhetes apreendidos no Alemão com a relação de visitantes. Os peritos primeiro analisaram o sobrenome “Costa”. Depois encontraram semelhanças na grafia das palavras “visitando” e “visitantes”. As letras "nh" seguem o mesmo padrão nas palavras "dinheiro" e nelas, o final da letra “N” é emendado com o início do “H”.

Ele também escreve “quero” em vários momentos, sempre do mesmo jeito. A proporção das letras se repete perfeitamente nas palavras "meu filho" e "meus filhos". A polícia não tem dúvidas quanto à autoria dos bilhetes apreendidos no Rio.

“A gente não tem notícia de uma prova tão contundente quanto essa. Com a apreensão desses bilhetes e através de exames técnicos específicos, nós conseguimos comprovar que aquela escrita, de fato, foi feita pelo Fernandinho Beira-Mar”, afirma o subchefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso.

Para a quadrilha de Beira-Mar, os retalhos de papel com letra minúscula eram a prova da palavra do chefe. A melhor maneira que ele tinha para manter o controle sobre os negócios, que incluem, além do tráfico no atacado e no varejo, o transporte de armas e drogas do Paraguai para o Rio. Todo um esquema complexo que a polícia começou a desvendar com a análise dos bilhetes.

“Nós compraríamos uma carreta em sociedade e traríamos em cada viagem 5.000 quilos de café, sendo 2.500 dele e do tio e 2.500 meus e do chapa”, diz em um dos bilhetes.

A Polícia Civil do Rio estima que em 2010 o traficante enviava a cada 15 dias para o Complexo do Alemão cinco toneladas de maconha, que ele chama no bilhete de “café “. Quando o conjunto de favelas foi ocupado, em novembro, 33 toneladas de maconha foram apreendidas. Dez toneladas eram de Beira-Mar, mas a maconha é apenas um dos produtos que o traficante negocia nas bocas de fumo, ou "firmas", como ele prefere.

“Além do café, viriam junto para os meus fiéis e para minhas firmas sem custo de frete, hidropônica, haxixe, armas, munições, comprimidos e as misturas para as minhas firmas”, escreveu Beira-Mar em um dos bilhetes.

Beira-Mar acompanha tudo, até a cotação no mercado externo de um fuzil, que ele chama de "bico". “O preço de um bico aqui em cima varia de 13 a 14 mil dólares. pistolas na média de 1.200 a 1.500 dólares, mais frete e a porcentagem da casa de câmbio”, diz Beira-Mar em um dos bilhetes.

Depois que a droga é vendida, começa a etapa da lavagem do dinheiro. E agora vem a grande revelação dos bilhetes obtidos pelo Fantástico: o lucro da droga entra e passa a circular no sistema bancário brasileiro através de uma estrutura paralela ao tráfico, que a polícia está chamando de "terceiro setor".

Funciona da seguinte maneira: o dinheiro sai da favela em pacotes de notas pequenas, que somam, no máximo, R$ 10 mil, e são carregados por mulheres da própria comunidade. Elas levam o dinheiro para agências bancárias próximas à favela e fazem vários depósitos miúdos, às vezes minuto a minuto.

O dinheiro entra em contas do esquema de lavagem espalhadas por agências bancárias de todo o Brasil. Em cada um desses bancos, as somas são sacadas na boca do caixa e depositadas em dinheiro vivo em outras contas do próprio esquema, de bancos de outros estados. Assim, evitam transferências que podem ser rastreadas. O destino final do dinheiro a polícia ainda não sabe qual é.

“É possível que a apreensão desses escritos represente um marco na história da investigação contra o tráfico de drogas, porque a partir de agora a polícia sabe o caminho. O terceiro setor pode ser maior do que essa estrutura de tráfico de drogas e é mais potencialmente lesivo do que o próprio tráfico de drogas propriamente dito”, explica Veloso.

Segundo a polícia, o tráfico não tem controle sobre o esquema. O labirinto financeiro é totalmente montado pelo terceiro setor e aos traficantes cabe apenas fazer os depósitos nas contas. “Mande depositar 232 mil. Já está incluído tudo: taxa de câmbio, frete, comissões dos meus fiéis e os mil reais que ganho nas costas dele”, aponta um bilhete.

O grande objetivo da polícia agora é descobrir quem administra essa engenharia financeira que lava o dinheiro do tráfico, mas já identificou 182 pessoas físicas e jurídicas, donas de contas por onde passaram R$ 62 milhões do tráfico só no ano passado.



Quase todo esse valor foi identificado como movimentações bancárias atípicas, feitas em velocidade, forma ou frequências estranhas. Com a análise dos bilhetes, Fernandinho Beira-Mar está mais uma vez na mira da Justiça.

“Ele praticou o crime de lavagem de dinheiro, então ele vai responder por mais esse crime”, garante o subchefe da Polícia Civil.

Os bilhetes revelam ainda que Beira-Mar não desiste da ideia de fugir da cadeia. Em um papel, ele manda sequestrar autoridades que só seriam libertadas quando ele estivesse solto: “Acelerem o cativeiro, pois essa semana a pessoa já vai estar pronta para ser pega”.

O bilhete não revela que autoridade seria essa, mas é ameaçador. Fernandinho Beira-Mar orienta que se essa condição não fosse aceita... “Só lamento. Passem fogo na pessoa e vamos pegar outra com mais peso político”, dizia um bilhete.

No fim do ano passado, já depois da ocupação do Alemão, Beira-Mar foi transferido do Presídio Federal de Campo Grande para o de Catanduvas, no Paraná. Mas a Polícia Federal descobriu que ele tinha outro plano de fuga.

Desta vez, os comparsas queriam invadir a cadeia, resgatá-lo e levá-lo para o Paraguai. Por isso, ele está hoje em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O diretor do Sistema Penitenciário Federal, Sandro Avelar, não confirma a existência do plano de fuga, mas também não nega.

“Tem determinadas situações que, em se tratando de um presídio de segurança máxima, nós não temos como falar em público”, disse o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Sandro Avelar.

As investigações da polícia devem fazer com que Beira-Mar volte para o regime disciplinar diferenciado (RDD), onde ele fica mais isolado. Mas o episódio levanta uma discussão: é preciso um regime ainda mais duro para impedir que criminosos administrem negócios ilegais de dentro das cadeias?

O deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), que é delegado da Polícia Federal e tem no currículo operações como a que levou à prisão do traficante colombiano Juan Carlos Abadia, apresentou um projeto de lei no Congresso que cria um novo regime disciplinar para bandidos ultra-perigosos: o RMAX, mais rigoroso que o atual RDD.

“O ponto mais importante é o isolamento do crime organizado. Acabar com as visitas íntimas, onde trocavam recados, cartas para o comando aqui fora. Cela e banho de sol individual, e o advogado e familiares só têm contato com o preso em cabine blindada, com autorização judicial para gravar em áudio e vídeo”, afirma o deputado federal Fernando Francischini.

Pequenas tiras de papel e duas consequências importantes: a discussão sobre como manter um bandido realmente isolado; e a possibilidade inédita de dar um golpe certeiro em um setor do tráfico que nunca foi atingido.

“Hoje a polícia sabe a forma como uma grande quadrilha de tráfico de drogas opera para fazer a lavagem desse dinheiro. Agora é encaixar as peças do quebra-cabeça e desmantelar a quadrilha, usar esse mesmo conhecimento no desmantelamento de outras quadrilhas, porque é bem provável e bem possível que outras estruturas criminosas usem essa mesma engenharia financeira para lavar o dinheiro que vem do tráfico”, conclui Fernando Veloso.

Site do FANTÁSTICO

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Michael Jackson: Lucro após a morte

LOS ANGELES - O espólio do cantor Michael Jackson já faturou US$ 310 milhões desde a morte dele, em 2009, segundo documentos judiciais apresentados na quinta-feira. O dinheiro é oriundo da venda de discos, de um filme, de merchandising e de outros produtos.

Os inventariantes usaram US$ 159 milhões para pagar dívidas deixadas pelo cantor, que morreu devendo mais de US$ 400 milhões, segundo os documentos.

"Embora ainda restem pleitos não-resolvidos de credores, litígios pendentes e questões empresariais, tributárias e jurídicas adicionais, e o espólio ainda não esteja em condições de ser encerrado, os inventariantes fizeram um progresso substancial na redução da dívida do espólio", afirmaram os documentos.

Esses registros foram divulgados como parte dos procedimentos de legitimação do espólio, e são o relato contábil mais detalhado já feito sobre o patrimônio póstumo do cantor até 31 de dezembro de 2010.

Os beneficiários do espólio são os filhos de Jackson, a mãe dele e várias entidades beneficentes. Em testamento, Jackson - morto em junho de 2009, vítima de uma overdose de medicamentos - nomeou o advogado John Branca e o executivo musical John McClain como inventariantes.

O Globo

domingo, 14 de novembro de 2010

Sílvio Santos ... Quem quer (dinheiro?). Charge

Charge publicada no Jornal "A Gazeta". Autor: Amarildo, o melhor chargista do Brasil

Às vésperas de completar 80 anos, Senor Abravanel, conhecido pelo nome artístico de Silvio Santos, fez a aposta mais arriscada de sua vida. Diante de uma fraude contábil no Banco PanAmericano, o empresário empenhou todos os negócios do seu grupo – dono de 44 companhias, avaliadas em R$ 2,7 bilhões – em garantia a um empréstimo de R$ 2,5 bilhões para cobrir o rombo. Dificilmente conseguirá quitar esse carnê sem abrir mão de parte significativa de seu patrimônio.
Carta Capital, do Congresso em Foco

Silvio Santos adia aposentadoria e fará tudo para manter TV

O apresentador e empresário Silvio Santos disse à revista "Veja" que vai adiar sua aposentadoria, inicialmente programada para 2011, por causa da fraude contábil no PanAmericano, que pode vender empresas de seu grupo para pagar o que deve, mas fará de tudo para não passar adiante o SBT. Silvio disse ainda que lhe parece que a operação do banco era deficitária, por isso os executivos, "também para garantir seus prêmios, falsificaram a contabilidade".

Prestes a completar 80 anos, Silvio teve de pegar um empréstimo de R$ 2,5 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para o PanAmericano não quebrar. Para conseguir o dinheiro para cobrir o rombo, Silvio deu como garantia do empréstimo o Baú da Felicidade, o SBT e outras 42 empresas de seu grupo. Segundo contou à "Veja", em entrevista na edição que circula neste fim de semana, ele mesmo negociou com o FGC, recusando-se a pagar juros sobre o valor. "Eu disse que juros eu não pagaria. Aceitei apenas corrigir o desgaste inflacionário em cima do dinheiro. Tenho dez anos para pagar, com três anos de carência (...) É uma pancada, mas posso pagar desde que venda algumas de minhas empresas".

Silvio Santos na TV Tupi
Silvio disse que poderia ter vendido na quinta-feira a Jequiti Cosméticos por R$ 500 milhões, mas recusou a oferta por achar que a empresa vale R$ 800 milhões. "A Telesena vale R$ 200 milhões. O banco todo vale R$ 1,2 bilhão, e, se quisesse vender a televisão, faria R$ 1 bilhão. Vou vender empresas e pagar o que devo".

Ele diz primeiro à revista que manterá o SBT - "A televisão não vendo" -, mas logo a seguir afirma: "Vou fazer de tudo para não vender", por querer deixar a TV para as filhas. Depois, afirma ainda que, caso tenha mesmo de vender o SBT, isso ocorrerá daqui a oito ou dez anos.

Silvio contou à "Veja" que foi surpreendido pela notícia do rombo no PanAmericano, comunicado pelo presidente da holding no dia 11 de setembro, enquanto o apresentador gravava seu programa na emissora: "Foi um baita susto. Como o Banco Central estava havia três semanas em meu banco e não me informaram nada?"

Segundo Silvio, o Citibank ofereceu R$ 1,3 bilhão pelo PanAmericano em 2005, mas queria demitir boa parte dos 5 mil funcionários, por isso o apresentador teria recusado a oferta. Na época, diz Silvio, o Citi mostrou que a estrutura do PanAmericano era muito custosa e que o banco perderia competitividade. Por isso, agora ele suspeita que a operação era realmente deficitária, o que ajudou a incentivar os executivos fraudar o balanço.

Na entrevista, Silvio voltou a dizer que não tratou do assunto no encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem foi pedir para abrir o Teleton e doar R$ 13 mil. "Lula não poderia fazer nada, mesmo se quisesse".

Acima, o palhaço Bozo, personagem importado por Silvio 
Santos dos EUA e um dos maiores fenômenos criados 
por ele nos últimos anos, a menina Maysa.
Sobre a aposentadoria adiada, garante que o problema com o banco o fez buscar energias para negociar. "Não tenho por que estar abatido", disse Silvio à "Veja".

O Banco PanAmericano viu seu valor de mercado desabar quase que pela metade (45%) após o escândalo . Quando a Caixa Econômica Federal comprou 35% das ações da instituição financeira do Grupo Silvio Santos, em dezembro do ano passado, o banco valia R$ 2,113 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Na última sexta-feira, o valor estava em R$ 1,163 bilhão.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal decidiram investigar uma possível ocorrência de fraudes no banco. O Banco Central anunciou ter encontrado duplicidades de carteiras de crédito nos balanços do PanAmericano. A instituição teria vendido carteiras a outros bancos, mas não teria promovido a baixa contábil em seus demonstrativos financeiros há cerca de três, quatro anos. O diretor de Fiscalização do BC, Alvir Hoffmann, afirmou ainda que "há indícios" de que as mesmas carteiras "foram vendidas mais de uma vez."



Ao lado de um de seus maiores ídolos, Roberto Carlos.


O Globo

sábado, 13 de novembro de 2010

3 ferramentas essenciais para Ganhar Dinheiro Na Internet

Imagine 300 mil pessoas desesperadamente à procura de riqueza para mudar completamente suas vidas. Esta foi a corrida do ouro na Califórnia no século 19. O sucesso de alguns foi possível graças as ferramentas que usavam.

Para ganhar dinheiro na internet você precisa de ferramentas para compreender o mercado e operar o seu negócio. Utilize as ferramentas certas podem fazer a diferença entre sucesso e fracasso nesta corrida para a independência financeira.

A boa notícia é que a maioria das ferramentas são gratuitas. Saiba mais sobre as ferramentas que você irá usar para ganhar:

Keyword Tool

O principal aspecto do seu negócio em linha é o tamanho e o tipo de demanda por seus produtos. Se você entrar em um mercado onde o número de clientes é pequeno e eles não estão dispostos a comprar, os seus esforços serão em vão.

Graças a ferramentas de busca por palavra-chave você pode entender exatamente os produtos  que as pessoas estão procurando que já estão na internet e exatamente as palavras que eles estão usando.

Por exemplo, você coloca um site para vender flores na internet, se há apenas 500 pessoas que procuram este tipo de serviço por mês? Antes de começar a gastar tempo e dinheiro para construir um site e publicidade online você precisa saber a demanda para o que está querendo vender.

Para responder a este tipo de pergunta você pode usar a ferramenta de busca palavra-chave do Google. Vá ao Google e procura por "keyword tool" ( instrumento-chave). Geralmente você encontrará o endereço para esta ferramenta o primeiro resultado.

Você só precisa digitar uma palavra genérica e ampla como "flores" e o Google retorna  exatamente as variações utilizadas pelos usuários da Internet e do volume de buscas mensais.

É muito simples, mas existem alguns truques que você precisa aprender para saber exatamente como usar essa ferramenta tão eficaz quanto possível.

Website Builder

A maioria das pessoas não começa seu próprio negócio on-line porque eles acham que fazer um site é muito difícil. Isso não poderia estar mais longe da verdade. Talvez seis anos atrás, fazia sentido.

Hoje, existem ferramentas gratuitas que você usar para colocar um site on-line em minutos e com um resultado muito profissional.

Eu recomendo usar o Wordpress, uma ferramenta para criação de blogs, que é usado por mais empreendedores online para criar sites que geram dinheiro no piloto automático.

A ferramenta Worpress é fácil de instalar e é mais fácil de usar do que um simples editor de texto. Além disso, é bem visto pelos motores de busca, que é essencial para gerar um grande número de visitantes ao seu site.

Alguns serviços de hospedagem permitem que você instalar o Wordpress em poucos cliques. Mas você precisa saber exatamente o que procurar antes de você pagar por hospedagem.

Email Ferramenta de Marketing

E-mail é uma das ferramentas mais poderosas em seu arsenal na Internet.

Você terá que atrair os usuários ao seu site e não pegar seu nome e e-mail e ele não comprar nada, você provavelmente vai ter que fazê-lo novamente.

A ferramenta de email marketing permite-lhe capturar dados de seus usuários no site e enviar mensagens regulares sobre você e seu produto. O resultado é a proliferação de vendas.

Mas, infelizmente, nem todas as ferramentas de correio são iguais e como eles são pagos, você tem que saber escolher. Você deve olhar para aqueles que permitem a transmissão automática de mensagens em seqüência.

Estas são as principais ferramentas que você deve usar. Aproveite a ferramenta gratuita da Google e começar a investigar o mercado ainda  hoje.

sábado, 2 de outubro de 2010

Qual é o destino é dado ao dinheiro apreendido com traficantes e golpistas? Saiba.

Você sabe qual o destino do dinheiro apreendido pelas polícias Federal e Militar? Todos os anos a quantidade de cédulas apreendidas é grande, mas para onde este dinheiro é destinado poucos sabem. Só neste ano, de janeiro a setembro, militares da Companhia de Rondas Ostensivas Tático Motorizada (Rotam) apreenderam R$ 158.729,00. Já a Polícia Federal apreendeu R$ 298.222,00 provenientes do tráfico de drogas e mais R$ 700 mil provenientes de contrabando e fraudes.

A quantia apreendida pela Polícia Militar (PM) é registrada no boletim de ocorrência nas delegacias e repassada para a Polícia Civil ou Federal. O titular da delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Cassius Baldelli, explicou que o valor é repassado para quem for investigar o caso anexar o dinheiro ao inquérito.

"Quando a PM apreende algum numerário, se ela encaminhar para Polícia Federal, este inquérito será tombado aqui e assim encaminharemos para a Justiça. A ação não muda. Só modifica quem é que apreendeu efetivamente".

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Já os valores detidos pela Federal são encaminhados para contas da justiça. Destes 60% são utilizado pela Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas (Senad), já os outros 40% retornam para os cofres da Polícia Federal.

"Este dinheiro é apreendido junto ao inquérito policial e depois emitido para justiça e depositado em uma conta específica vinculada ao inquérito na justiça. Quando o processo transita julgado ele é encaminhado para Senad. Sendo que 40% volta para a PF especificamente para o combate e repreensão ao tráfico de drogas".

Controle

Já o parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal ressalta que "todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias". É por isso que os 60% da Senad são redistribuídos lembra o delegado.

"O valor é subdividido para Conselhos Estaduais de combate a Drogas dos Estados e a própria Senad tem uma subdivisão de todo o valor que é arrecadado para vários programas tudo vinculado ao tráfico de drogas, prevenção e tratamento".

Armas

Mas as polícias também apreendem armas, drogas, carros, imóveis e até barcos. Tudo tem um destino certo. Neste ano 56 armas foram apreendidas pela Polícia Federal. O destino delas é a destruição e para isso a instituição comunica ao Exército que é o responsável pelo serviço. Mas o ato só ocorre após toda a perícia e a autorização de um juiz.

Já os entorpecentes, Baldelli, explica que são incinerados e apenas uma pequena quantidade é guardada, caso seja necessário como prova durante o inquérito.  "Elas são incineradas, mas para isso tem todo o acompanhamento da Lei. Mas antes da ação há uma inspeção do local de membros do Ministério Público e da Vigilância Sanitária para verificar se a área comporta uma grande quantidade".

Imóveis

Os barcos, carros e imóveis também possuem o valor destinado para as atividades antidrogas, caso estes bens sejam provenientes do tráfico. "Qualquer bem que a Polícia Federal apreende com o envolvimento do tráfico de drogas, ou seja, casa, sítios, fazendas, gado, carros, barcos e até helicópteros, todo este dinheiro no final do processo, se o juiz der o perdimento para União, estes bens todos vão para o Senad e após o leilão 40% da quantia retorna para a Polícia Federal".

Contrabando

A Polícia Federal também apreendeu neste ano R$ 700 mil em outras operações que estão ligadas ao contrabandos e fraudes. Este dinheiro o titular Cassius Baldelli afirma que também tem um destino certo. "Todo o dinheiro apreendido é vinculado ao inquérito e posteriormente é depositado em uma conta vinculado ao juízo onde este inquérito estará tramitando. Após julgado ele será encaminhado ao Tesouro da União".

De janeiro até setembro de 2010 a Polícia Federal já apreendeu aproximadamente R$ 1 milhão em diversas operações de tráfico de drogas, contrabando, fraudes.


Fonte: CARLA EINSFELD - GAZETA ONLINE