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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rio Jordão. O fim iminente de um rio sagrado

O fim iminente de um rio sagrado
Desvio de águas e poluição ameaçam o Rio Jordão, onde Jesus teria sido batizado

TEL AVIV - Volumoso, caudaloso, opulento, cristalino. Os adjetivos relativos ao Rio Jordão bíblico, citado 175 vezes no Antigo Testamento e 15 no Novo, onde Jesus teria sido batizado, parecem se referir a um lugar imaginário. Hoje, o Rio Jordão, com seus 217 quilômetros, é uma sombra do que já foi no passado. Nada menos do que 96% dos 1,3 bilhão de metros cúbicos de água que deveriam fluir anualmente pelo rio em direção ao Mar Morto são desviados para usos domésticos e agrícolas de cidades e vilarejos de Israel, da Jordânia e da Cisjordânia. Os 30 milhões de metros cúbicos restantes estão poluídos devido ao derramamento de esgoto no leito do rio.


O resultado é um rio fraco, pequeno e sujo, com profundidade máxima de meros três metros e largura de 30 - menos do que a altura da estátua do Cristo Redentor. Nada parecido com a imagem de águas fartas nutridas por muitos. Sagrado pelas três principais religiões monoteístas do mundo - judaísmo, cristianismo e islamismo - o rio está, para muitos, fadado à morte caso nada seja feito para salvá-lo. O chamado Baixo Jordão - os 105 quilômetros que ligam o Mar da Galileia ao Mar Morto - pode simplesmente sumir em um ou dois anos.

"Único em sua riqueza natural e cultural, o Rio Jordão está no momento ameaçado pelo desvio excessivo de águas, poluição e desenvolvimento inapropriado", afirma relatório recente da ONG Amigos da Terra do Oriente Médio (Foeme), que reúne ativistas israelenses, palestinos e jordanianos. Além do desvio para agricultura e desenvolvimento local, as águas também são desviadas para empreendimentos privados, como a criação de peixes em piscinas artificiais.
O rio Jordão, foi um belo rio com corredeiras e cachoeiras e sagrado para as religiões do judaísmo e do cristianismo, pode  ficar seco em poucos anos.

Segundo Dalia Tal, diretora da ONG israelense Zalul, que luta pela saúde dos rios do país, a realidade atual é resultado de anos de falta de visão ambiental, de ignorância e de descaso. Do lado israelense, o desenvolvimento rápido do país criado há 63 anos foi a prioridade dos governos locais, às custas da natureza num país semidesértico.

- Estamos hoje pagando o preço do desenvolvimento rápido. Israel fez um esforço enorme para desenvolver sua agricultura em meio à chegada de milhões de imigrantes e ao aumento natural da população - explica Dalia. - Nos anos 50 e 60, ninguém pensava em meio ambiente. O mais importante era alimentar os cidadãos.
João batizando Jesus no Rio Jordão
Mateus 3:13-16

Em 1956, Israel construiu uma barreira no sul do Mar da Galileia - principal fonte de água do país -, praticamente fechando o fluxo para o Rio Jordão. O objetivo: desviar a água para o sul do país através do chamado Transportador Nacional de Águas, um sistema de tubos subterrâneos criado para possibilitar a agricultara na parte mais árida do país. Ao mesmo tempo, foram criados sistemas de esgotos que desovam o lixo diretamente no leito do rio. O mesmo processo - de desvio de água juntamente com aumento da poluição - aconteceu do outro lado do rio. A Jordânia e a Síria também construíram canais que desviam o fluxo do Rio Yarmuk, um dos afluentes do Jordão, para fins agrícolas.

Tudo isso aumentou a salinidade do Jordão e tornou a vida dentro dele e das plantas em sua volta quase impossível. Segundo dados da ONG Foeme, a $no rio diminuiu em 50% no último meio século. Outro resultado é a diminuição do Mar Morto, mais um ponto famoso da região. Com menos afluência da água do Jordão, o mar está ficando cada vez menor e mais salgado.

- Hoje o Jordão cheira mal e é sujo. Eu não teria coragem de entrar em suas águas - diz Dalia Tal, se referindo aos milhares de peregrinos cristãos que, diariamente, se banham no rio em lembrança ao batismo de Jesus Cristo.

Mas, segundo a diretora da ONG Zalul, há uma luz no fim do túnel. Isso porque, até 2013, estarão funcionando dois centros de purificação de esgoto na margem israelense do Jordão. Fora isso, entrarão em vigor leis que obrigam os donos de piscinas de peixes a reciclar a água usada nos lagos artificiais antes de devolvê-la ao rio.

Outras soluções, no entanto, ainda estão pendentes. As mais urgentes são limitar a poluição do rio e obrigar as autoridades locais a fornecer água purificada com qualidade e em quantidade suficiente para que o Jordão possa continuar sobrevivendo. Israelenses, palestinos e jordanianos teriam que se comprometer a devolver ao Jordão de 400 a 660 milhões de metros cúbicos de água de alta qualidade, anualmente, com ajuda de centros de purificação.

Os frutos de um Rio Jordão mais saudável poderiam ser colhidos pelos três governos com o aumento do turismo e a criação do chamado Parque da Paz do Rio Jordão, que incluiria um sítio de batismo cristão conjunto. As possibilidades de ecoturismo seriam enormes.

- Apesar da complicada situação geopolítica no Oriente Médio, é preciso um esforço dos governos envolvidos, além do apoio das populações e de uma maior pressão internacional para levar o Jordão à situação que um rio sagrado, histórico e tão bonito merece.

Daniela Kresch*

*Especial para O GLOBO

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ônibus cai em rio e mata ao menos 25 convidados de festa de casamento na Índia

Ônibus cai em rio e mata ao menos 25 convidados de festa de casamento na Índia


Ônibus caiu no rio após rompimento de ponte de madeira

Pelo menos 25 convidados de uma festa de casamento morreram após a queda do ônibus em que viajavam em um pequeno rio no Estado de Assam, no nordeste da Índia, segundo informou a polícia local.

O ônibus viajava da capital do Estado, Guwahati, ao distrito de Kamrupto na noite desta segunda-feira.

O ônibus caiu no rio quando cruzava uma ponte de madeira que se rompeu.

Moradores da região correram para o local do acidente na cidade de Rajabari e conseguiram resgatar seis passageiros dos destroços, segundo relatos.

O ônibus estaria transportando cerca de 40 passageiros.

Mergulhadores da polícia chegaram ao local na manhã desta terça-feira para tentar buscar os passageiros desaparecidos.

Acidentes de ônibus são comuns na Índia, muitas vezes causados ​​por veículos mal conservados e direção imprudente, causando milhares de mortes todos os anos.

 bbc

sábado, 28 de maio de 2011

Acusado de matar mulher em motel em Campo Grande tentou incriminar policial militar

José Carlos Barreto dos Santos, de 31 anos, acusado de matar a ex-companheira Rosineyde Rodrigues Haiki, de 29, dentro de um motel em Campo Grande, teria tentado incriminar o atual namorado da vítima, que seria um policial militar. A hipótese foi levantada por investigadores da Divisão de Homicídios (DH), que encontraram no banheiro do quarto de motel as seguintes frases escritas com sabonete: "Polícia não se brinca. Ela tava me traindo com o ex-marido dela. Eu vou queimar ele".


A polícia já pediu à Justiça a prisão do acusado, que está foragido.

Homem mata a ex em motel de Campo Grande e tenta incriminar o atual namorado dela, que é policial
Parece que motel virou realmente área de risco no Rio de Janeiro. Inconformado com o rompimento do relacionamento de três anos, o auxiliar de produção José Carlos Barreto dos Santos, de 31 anos, é acusado do assassinato da ex-namorada Rosineyde Rodrigues Haiki, 29, em um motel em Campo Grande, Zona Oeste, na quarta-feira. Foi o terceiro homicídio dentro de um desses ‘templos do vuco-vuco' em apenas 11 dias.

Rosineyde, que completaria 30 anos hoje, foi morta por asfixia. Ela será enterrada no Cemitério Santa Cruz, às 13h. Agentes da Divisão de Homicídios (DH) tentam capturar José Carlos. Informações sobre o paradeiro dele podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (2253-1177).


Para a polícia, José Carlos decidiu matar a ex ao saber que ela estaria namorando um policial militar. Ele ainda teria tentado incriminar o atual namorado da vítima, por isso escreveu no banheiro do quarto, com espuma de sabonete a seguinte frase: ‘Na polícia não se brinca. Ela estava me traindo com ex-marido dela. Vou queimar ele'.

"Ela pode ter dito que estava namorando um policial para tentar acabar com a relação. Mas acreditamos que ele tenha escrito isso também para incriminar outra pessoa", afirmou o delegado Gabriel Ferrando, da DH.

As câmeras do circuito interno do motel flagraram José Carlos entrando de moto com Rosineyde, por volta das 20h de quarta-feira. Duas horas depois, o vídeo mostra o suspeito saindo sozinho da suíte, a pé. "Eles tinham terminado há cinco meses, mas saíam esporadicamente. Ela foi encontrada às 14h de quinta-feira por funcionários do motel. Ela foi agredida no rosto e asfixiada com travesseiro", disse o delegado.