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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ricardo Tozzi diz que sentiu presença de espíritos e não era a Nicole!

Ricardo Tozzi diz que sentiu presença de espíritos.

Ricardo Tozzi, 38, disse que assim como seu personagem em "Amor à Vida" já teve momentos inexplicáveis com forças sobrenaturais.

"Nunca vi, mas já senti bastante coisa", contou Tozzi ao site do programa "Altas Horas".
Thales,
o personagem de Tozzi na trama, passou a sofrer com as visões da noiva Nicole (Marina Ruy Barbosa), após sua morte no altar.

Ele ainda revelou que acredita em vida após a morte: "Isso me instiga. Não sei o formato e como acontece."

"Esse é um assunto que me interessa bastante e que não me amedronta nem um pouco. Tenho mais medo de quem está vivo do que de quem está morto", brincou.

O ator ainda comentou que no set, as coisas são bem "normais": "A gente brinca que acontece, mas não acontece nada. É mais para tirar um sarro de uma coisa que é séria". (Folha)

domingo, 11 de novembro de 2012

100 Melhores Cidades para quem deseja fazer uma carreira feliz.

O futuro econômico do Espírito Santo é incerto, devido ao fim do Fundap e à possível perda dos royalties do petróleo. Apesar de esses fantasmas assombrarem, o Estado tem se mostrado forte e, por isso, é um dos melhores locais para quem deseja fazer uma carreira feliz. 

Cinco municípios capixabasVitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim–, fazem parte da lista das cidades que alinham oportunidades de trabalho à qualidade de vida.


Na 11ª edição da pesquisa "100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira", Vitória, por exemplo, é a terceira capital do Brasil mais promissora profissionalmente. Elaborado pela Fucape Business School, o estudo avalia a Educação, a Saúde e o vigor econômico de 128 municípios. Essas questões são vistas como essenciais para tornar o mercado de trabalho de uma localidade atraente.

O município já segue nessa colocação por cinco anos. A Capital capixaba só fica atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O melhor desempenho da cidade é na área da Saúde. A capital, segundo o coordenador da pesquisa, o professor Moisés Balassiano, é a que oferece o melhor atendimento do país. "Verificamos a quantidade de leitos e de profissionais a cada mil habitantes. E Vitória mostrou ser, proporcionalmente, a melhor cidade nesse quesito", diz o economista.

A Serra, que, em 2011, estava em 75º lugar, subiu para a 71ª posição na avaliação geral de todos os municípios e conquistou o 48º posto entre as cidades não capitais.

Balassiano explica que todos os municípios do Estado têm ganhado vocação principalmente no setor de serviços. E, nos próximos anos, deve importar profissionais para atender à demanda do mercado.

"O Espírito Santo passou de uma vocação agrícola para a área industrial e agora vive um novo momento, com a expansão do setor de serviços", destaca.

As áreas que vão abrir chances de emprego, mas que terão dificuldade de encontrar trabalhadores locais, são as de tecnologia e gestão: de empresas, financeira, de pessoas e logística.

"O Estado precisa criar uma inteligência para formar mão de obra e parar de importar profissionais de outros Estados. Emprego há, só não existe tanta gente qualificada para preencher as vagas", explica o professor.

Mineiro

O analista de sistemas Danilo Prates Moreira, 34 anos, é um dos profissionais que veio para Vitória em busca de oportunidades. Ele vivia em Belo Horizonte (MG) e se surpreendeu ao chegar na Capital capixaba e encontrar muitas vantagens para morar e trabalhar.

Danilo está aqui desde 2007 e agora tem mais motivos para criar raízes. "Minha filha nasceu em Vitória e então acredito que não tenho motivos para sair daqui. Antes, preocupava-me com a questão da segurança, porém a situação não é tão ruim quanto falavam para mim. E aprendi a gostar daqui também pela questão da proximidade do trabalho com a minha casa", conta.

Segundo o analista de sistemas, a possibilidade de trabalhar em Vitória surgiu quando a empresa Totvs, de Tecnologia da Informação, de Minas Gerais, decidiu abrir uma franquia no Estado.

Para crescer ainda mais na profissão e ajudar a empresa onde trabalha a se desenvolver, Danilo fez diversos cursos de qualificação e pós-graduação.

"A unidade aqui em Vitória começou a atuar com cinco funcionários e hoje já tem mais de 100 colaboradores. Isso mostra que o Estado tem uma visão muito boa para os negócios e tem se especializado no setor de tecnologia. A tendência é que esse mercado cresça ainda mais", diz Danilo.
Potencial

Além de se destacar na saúde, Vitória apresenta estar com muito potencial. No quesito vigor econômico, a Capital conquistou também o 3º lugar do ranking.

O secretário de Desenvolvimento de Vitória, Kleber Frizzera, acredita que a capital se desenvolveu muito com a construção do prédio da Petrobras. "O setor de serviços avançou muito, e isso abriu possibilidades para muitas carreiras", diz.

Frizzera afirma que algo interessante é que Vitória não é alvo apenas de pessoas que querem uma colocação no setor privado.

"Temos uma cidade bonita, com várias opções de serviços de saúde particulares e públicos, com muitas faculdades, e escolas de ensino fundamental e médio. Isso tudo estimula as pessoas a vir morar aqui e a buscar um emprego em algum órgão municipal. E essas pessoas buscam uma carreira pública estadual e federal em instituições instaladas na cidade", acrescenta.

Em crescimento

Para chegar ao 71º lugar no ranking da pesquisa, a Serra precisou traçar planos estratégicos. Segundo o secretário de Planejamento da cidade, Leonardo Bis, foram 20 anos de transformação.

O levantamento "As 100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira" mostra que a Serra está em 22º lugar no ponto vigor econômico. Apesar disso, ainda são necessários mais investimentos no setor de educação para consolidar o desenvolvimento no município .

No estudo, a Serra ficou em 97º lugar na área educacional. "Já ganhamos faculdades, temos um Ifes, que ajudou a população a se capacitar. Porém ainda temos um déficit de escolas de ensino fundamental e médio da rede particular. Como o município tem ganhado muitos moradores, nossa expectativa é de que novas instituições sejam criadas para atender à demanda de uma nova população", disse Bis.

Outro ponto que precisa ser trabalhado na Serra para que a cidade cresça no ranking é o setor da Saúde. No estudo, o município ficou em 116º lugar.
Educação

Outra cidade em crescimento é Vila Velha. O município, na colocação geral, conseguiu o 76º lugar neste ano. Em 2011, ele ficou em 79º. O avanço ocorre principalmente por causa da Educação.

Segundo o coordenador da pesquisa, nos últimos anos, a cidade ganhou mais faculdades e cursos de pós-graduação.

Nesse quesito, Cariacica mostrou-se até melhor. A cidade conseguiu o 71º posto em Educação, apesar de ter ficado em 123º na classificação geral. O motivo do bom desempenho é o mesmo de Vila Velha: um maior número de ofertas de vagas no ensino superior.

"Quando avaliamos a Educação, verificamos o número de faculdades que oferecem graduação, mestrado e doutorado e também o número de pessoas que concluíram o nível superior em 2010. O interessante é que, apesar de Vitória ter a Ufes e muito mais faculdades, Cariacica e Vila Velha conseguiram se desenvolver e criar mais possibilidades de avanço no setor", explica o coordenador da pesquisa.

Interior

Cachoeiro de Itapemirim foi a única cidade do interior a participar do ranking. Na classificação geral, Cachoeiro ficou em 95º lugar. Mesmo com o avanço econômico por causa da exploração do petróleo e da chegada de indústrias, São Mateus e Linhares ainda não possuem qualidade de vida o suficiente para conseguir uma colocação na pesquisa.




"Fiquei surpreso com a qualidade de vida que ganhei ao vir morar em Vitória. Trabalho perto de casa e vivo bem com a família. Nem penso em voltar para Minas Gerais"



lugar

Vitória tem a melhor saúde do país, segundo a pesquisa.



"O Espírito Santo tem potencial,
só precisa investir em qualificação
de mão de obra"

Fonte: A Gazeta

domingo, 17 de junho de 2012

Top 10 culpas da vida moderna

O psicólogo Adriano Jardim explica que nós vivemos em uma sociedade que cobra cada vez mais a perfeição das pessoas. Por isso, com tantas exigências, é comum que elas se sintam mal por não cumprir certas atividades.

Ele diz que, do ponto de vista psicológico, há dois tipos de culpa: uma negativa e uma positiva. "Se a pessoa sente-se culpada para se condenar e se julgar por uma situação que ela não pode ou não quer mudar, isso acaba sendo apenas uma manifestação neurótica", explica Adriano. Nesse caso, ele diz que é melhor assumir e aceitar suas escolhas.

Mas se a culpa for uma maneira de olhar para os próprios erros e tentar mudar, ela pode ser muito positiva. "A culpa pode servir de alguma maneira para a pessoa melhorar, ajustar a vida e entender por que está fazendo algo que não corresponde ao que ela pensa, acredita e deseja para si", explica Adriano.

Então, se você se sente culpado por não ter tempo para fazer atividades que considera importantes, há duas opções: ou você assume que realmente não pode fazer tudo, ou tenta mudar sua rotina para incluir tudo o que você precisa fazer para livrar-se desse fardo.


As 10 culpas da vida moderna


1 – Consumismo
Motivo da culpa

Quem nunca entrou em um shopping ou supermercado para comprar uma coisa e saiu com várias outras que não estavam na lista? Quando vem a conta do cartão de crédito, vem aquele arrependimento, não é mesmo?

Como melhorar

Siga as listas de compras, controle sempre a fatura dos cartões de crédito e tente não comprar por impulso. Se perceber 
que é impossível controlar-se, procure 
a ajuda de um médico

2 – Sem tempo para os filhos 
Motivo da culpa

Mães e pais estão cada vez mais ocupados, dedicando-se ao trabalho, e sentem que não passam o tempo que queriam ao lado dos seus filhos. O resultado é uma educação terceirizada, que fica por conta da escola e de cuidadores em casa

Como melhorar

Tente administrar melhor o seu tempo e evite ao máximo sacrificar suas horas de lazer ao lado da família para trabalhar mais. Quando estiver ao lado dos filhos, envolva-se nas brincadeiras tanto quanto você se envolveria com um projeto importante do trabalho

3 – Ser sedentário
Motivo da culpa

Por falta de tempo ou de disposição, algumas pessoas não praticam tantas atividades físicas quanto gostariam (ou precisam). Matriculam-se na academia e não vão às aulas. Programam-se para fazer caminhadas pela manhã e decidem dormir mais um pouco, em vez de se exercitarem. O resultado é um peso na consciência por ser sedentário.

Como melhorar

Procure exercícios físicos que sejam prazerosos. Se nada motivar você, simplesmente tente aceitar que praticar atividades físicas é essencial para ter saúde. Uma boa saída é encontrar alguém para se exercitar junto com você

4 – Má alimentação
Motivo da culpa

A falta de tempo e as tentações das comidas industrializadas fazem com que muita gente sinta-se culpada por não se alimentar de maneira saudável. Se aparecerem gordurinhas extras, então, a culpa é ainda maior

Como melhorar

Tome consciência de que a sua saúde depende da alimentação. Você pode comer de tudo, mas não exagere nas quantidades

5 – Distante da tecnologia 
Motivo da culpa

Com cada vez mais gente conectada às redes sociais, como Twitter e Facebook, quem não é adepto às tecnologias sente uma pontinha de culpa por não se interessar pelas novidades

Como melhorar

Tente compreender que nem todo mundo consegue acompanhar o ritmo da tecnologia. Aos poucos, comece a adotar os principais hábitos tecnológicos, como navegar na internet e mandar e-mails. Depois, embarque em tentativas mais complexas

6 – Muito Trabalho
Motivo da culpa

Com o excesso de atividades, as pessoas que tentam ser muito eficientes no trabalho, mas não conseguem, sentem-se culpadas por não terem o rendimento que acham que são capazes de ter

Como melhorar

Administre melhor seu tempo de trabalho e tente só aceitar um novo desafio se você souber que tem condições de cumpri-lo. Reconheça o seu esforço e entenda que você é um só e não dá conta de tudo

7 – Pouco Lazer
Motivo da culpa

Pessoas que não dedicam tempo suficiente a atividades de lazer que consideram importantes sentem-se culpadas por não realizar o que dá prazer.

Como melhorar

Com a mesma seriedade com que você encara suas obrigações, abra um espaço na sua agenda semanal para dedicar a atividades de lazer. Procure também envolver seus amigos

8 – Impacto sobre a natureza
Motivo da culpa

Em tempos de preservação do meio ambiente, pessoas que querem causar menos impacto ao meio ambiente e viver de forma mais sustentável tendem a sentir-se culpadas por provocar poluição e desequilibrar a natureza

Como melhorar

Tente agir da maneira mais sustentável possível, mas reconheça que você não é o único responsável pelo desequilíbrio ecológico

9 – Sede Cultural
Motivo da culpa

Sabe aquele sentimento de que você poderia ler mais livros, assistir a mais filmes e dedicar-se mais ao seu aprimoramento cultural? Esse é o sentimento de culpa de quem tem sede de cultura

Como melhorar

Organize seus planos de aprimoramento cultural por ordem de importância. Tente cumprir as metas e, assim, você ganha motivação para aprender cada vez mais

10 – Contribuição social
Motivo da culpa

Em um mundo de tantas diferenças, nos sentimos culpados por não nos dedicar ao bem das outras pessoas. Algumas pessoas sentem até culpa por ter mais dinheiro e tempo do que os outros

Como melhorar

Tente envolver-se, nem que seja um pouco, em algum tipo de trabalho para ajudar a comunidade. A partir do momento em que você começar, vai ver que dá para encaixá-lo sempre na sua agenda


(A Gazeta)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dependência emocional: risco para a vida. Saiba mais

Dependência emocional pode colocar vida em risco; saiba mais


Rio - Atualmente não é incomum, ao ligarmos a TV nos noticiários, nos depararmos com notícias sobre mulheres que foram agredidas por seus companheiros, chegando ao ponto de ficarem desfiguradas e, muitas, acabam dando declarações sobre o perdão e sobre o amor. Há quem fique indignado diante de tais afirmativas e não consiga compreender como essas mulheres, mesmo após tantas agressões físicas e psicológicas, conseguem perdoar o agressor.

"Entendemos que a violência tem um ciclo. A mulher passa pela fase de lua de mel, na qual tudo está bem e ela se sente amparada, depois vem a tensão e a crise, que culminam na violência em si. Ela pensa em tomar uma atitude, o companheiro pede perdão porque se arrepende e ela acredita e retorna ao relacionamento porque espera que tudo volte a ficar bem. Vulgarmente as pessoas acham que a mulher gosta de ficar nesta situação, mas não é verdade", explicou Branca Paperete, psicóloga da Casa Eliane de Grammont, da capital paulista, que presta atendimento psicológico e de assistência social a mulheres vítimas de violências doméstica e sexual.

Em muitos casos, o que acontece também é a dependência emocional em relação ao parceiro, visto que as mulheres tendem a idealizar o relacionamento e até mesmo o companheiro, sendo difícil para elas dissociar o homem por quem se apaixonaram daquele que lhes agride. Tatiana Ades, psicanalista e especialista em relacionamentos, da capital paulista, explica que "o amor patológico, é aquele que não é saudável, no qual a codependência afetiva se torna presente e o outro se transforma no centro de nossas vidas, chamo esse processo de cegueira emocional".

"E existe toda uma educação sexista que colabora com isso", disse Branca, lembrando que muitas mulheres crescem acreditando que só serão felizes se conseguirem se casar e até mesmo os meios de comunicação acabam reproduzindo esta ideia. "Também vemos muitas mães que dizem para as filhas, vítimas de violência, que 'é assim mesmo', 'não tem jeito', 'melhor com ele', mostrando que o comportamento acaba sendo transmitido", contou a psicóloga.

A violência doméstica, infelizmente, não é um problema que acontece apenas "com o vizinho". Pesquisa divulgada pelo Instituto Avon no dia 1º informou que seis a cada dez brasileiros conhecem uma mulher que foi vítima do problema, após ouvir 1800 brasileiros em todo o País. Andrea Jung, presidente mundial da Avon, chegou a destacar que o "medo de ser morta", que é um dos principais motivos citados pela maioria das mulheres que se mantêm conectadas ao companheiro é algo comum em outras nações e, por isso, criar hotlines para atender estas mulheres é essencial para ajudar a combater o problema.

"Leis e instrumentos de repressão não farão a mudança cultural tão necessária para que a mulher que sofre de violência doméstica seja respeitada. Só a compreensão da sociedade, de que esse é um drama caleidoscópico, de muitas facetas, fará isso, disse a socióloga Fátima Jodão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão, organização sem fins lucrativos que luta pelos direitos das mulheres e é sediado em São Paulo (SP), durante divulgação da pesquisa na mesma cidade.

E os casos que chegam na Casa Eliane de Grammont costumam ser graves, com mulheres que sofrem violência emocional e física e até mesmo correm risco de morte. "Brincamos que este é um problema democrático, porque não afeta apenas uma classe social, faixa etária, religião ou raça", lembrou.

Tem tratamento
A dependência emocional em relação a um companheiro violento tem tratamento. "É um processo. Não acontece do dia para a noite, mas aos poucos conseguimos fazer com que essa mulher dissocie amor de violência e possessividade, porque muitas acham que são coisas relacionadas. O próprio homem acha que age por amor, por medo de perder e trabalhamos para mostrar que amor, afeto e respeito podem e devem andar juntos. Você não é do outro, você está com o outro em um relacionamento que deve ser construtivo", falou Branca.

Segundo Tatiana, as pessoas tendem a permanecer num relacionamento destrutivo, percebem que algo está errado, sentem-se infelizes, mas incapazes de colocar um ponto final. "Essa incapacidade já faz parte do problema, continuar sofrendo e infeliz num relacionamento destrutivo, mostra o quanto a autoestima da pessoa está baixa e é necessário uma ajuda profissional urgente."

Segundo a psicóloga da Casa Eliane de Grammont, nem sempre as mulheres vítimas de violência doméstica têm problemas de auto-estima. "É algo delicado. Ela não é vítima porque não se gosta ou não se acha bonita, mas sim porque não é a protagonista de sua vida. Auto-estima é diferente de passar batom ou colocar um vestido bonito, por isso não costumamos usar o termo para falar sobre mulheres que sofrem violência doméstica."

A melhor ajuda é a terapia, mas o primeiro passo é assumir que a doença existe, o segundo passo é buscar auxilio de um profissional e os grupos de apoio anônimos, como o MADA (mulheres que amam demais anônimas), o CODA (codependentes anônimos) e atualmente o HADA (homens que amam demais anônimos). "É impossível conseguir amar de forma saudável se estamos doentes, é importante manter sempre atividades que gostem de fazer e nunca abandonar nada por causa do outro, lembrem-se que o outro deve ser complemento saudável de sua vida e não o centro da mesma. Busque ajuda o mais rápido possível, amar demais é um vicio tão perigoso quanto qualquer outro e pode ser fatal", conclui Tatiana Ades.

O tratamento inclui conscientização da mulher que é vítima, por meio de terapias e aconselhamento com profissionais especializados e também da sociedade, para que o mal não volte a se repetir. Mulheres que são vítimas podem procurar orientação em diversas instituições, como a Patrícia Galvão - (11) 3266-5434 - ou a Casa Eliane de Grammont - (11) 5549-9339/5549-0335.

O DIA

domingo, 19 de junho de 2011

A vida é melhor aos 40

Com a maioria dos compromissos já realizados e cérebro no auge, é o momento de recomeçar a vida

foto: Fábio Vicentini

Opção por nova carreira


A prova de que a tomada de decisões aos 40 anos tem mais chances
de dar certo é a guinada que Dilciene Avanza, 44 anos, deu na vida há
poucos anos. Mãe e esposa dedicada, ela decidiu que, com os filhos já
crescidos, iria cuidar de um lado até então esquecido: o profissional.
Matriculou-se em um curso de Nutrição e, aos 41 anos, começou a exercer a
profissão que descobriu ser sua grande paixão. "Era o que faltava para
que eu me sentisse totalmente realizada. Consegui me reinventar como
mulher, como mãe e como pessoa. Hoje, posso dizer que estou no auge da
minha vida e da minha carreira. Tenho disposição suficiente para a
rotina de trabalho e me sinto madura para saber aliar a vida pessoal
com as outras conquistas ", conta.


Chega uma fase na vida em que a gente pode olhar para tudo o que construiu e ver o futuro com tranquilidade suficiente para aproveitar as conquistas com sabedoria. A crise da meia idade fica mais distante à medida que a ciência tem comprovado que aos 40 anos reunimos todas as condições para tirarmos o melhor das experiências vividas. Do ponto de vista neurológico, nosso cérebro está no auge da maturidade. À luz da psicologia, o repertório adquirido até então é o ideal para desencadear mudanças e reflexões necessárias ao equilíbrio emocional e afetivo.


Em quatro décadas, a maioria de nós já cumpriu as principais tarefas sociais, como casar, ter filhos e consolidar a carreira profissional. "É como se nos preparássemos para uma segunda etapa da vida, que não é o início do fim, mas do recomeço. Passamos a dar mais importância para o que realmente importa", resume a psicóloga e gerontóloga do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Dorly Kamkhagi.

As conexões cerebrais são tão rápidas quanto na juventude e ganham um aliado a mais. "Quanto mais vivência e estímulos, como a leitura, melhor o cérebro fica. A capacidade de raciocínio aprofundado diante de situações diversas se amplia. As perdas de memória, ao contrário do que se pensa, só começam a ser sentidas a partir dos 60 anos", diz o neurologista Ricardo Afonso Teixeira, diretor do Instituto do Cérebro de Brasília.

Mais reflexivos

Mais tranquilos, experientes e seguros, deixamos de temer os fantasmas da solidão e da rejeição. Ainda que o corpo físico não responda com tanta rapidez às demandas do dia a dia, os ganhos produtivos podem ser maiores, graças à ajuda do cérebro. Aprendemos a nos abrir para novas experiências e a dar mais importância à reflexão. A impulsividade perde lugar para as decisões amadurecidas e acertadas.

Sem crises


Pode parecer contraditório dizer que o melhor da vida virá quando o que mais se comenta sobre esse período é a chegada da crise da meia idade. Mas essa crise tende a ser, justamente, um marco.

"Quando o corpo começa a entrar no processo de envelhecimento, temos a chance de olharmos para dentro. Se a crise vier, tende a ser extremamente produtiva, porque nos ajuda a evoluir", defende a psicóloga e especialista em Felicidade Angelita Scárdua.

Portanto nada de desespero. Aproveite para se dar o direito de recusar convites para reuniões chatas de amigos, para planejar aquela viagem sem os filhos adolescentes e para colocar em prática tudo aquilo que até então ficou na "geladeira" à espera do tempo certo. Ele começa agora.

"Eu me sinto no ponto de equilíbrio da minha vida", diz o policial militar Leonardo Alves Pinheiro, que chegou aos 40 pronto para aproveitar o que conquistou. De família humilde, de São Gabriel da Palha, ele chegou a Vitória aos 18 anos, sozinho. Hoje, no apartamento de frente para o mar, em Vila Velha, aproveita a maturidade. "Aprendi a curtir a minha família e a me dar o direito de viajar pelo menos duas vezes por ano", diz. E completa: "Hoje, me sinto seguro para mudar o que ainda tiver que ser mudado, sei dizer ?não? aos meus filhos com tranquilidade, quando é preciso, e encaro a vida com mais naturalidade. São coisas que só se ganha com o tempo", ensina.

"Aos 40, ainda temos lindos capítulos a serem escritos, de encontros e desencontros", Dorly Kamkhagi,  psicóloga e gerontóloga da USP



foto: Fábio Vicentini

Equilíbrio como nunca



"Eu me sinto no ponto de equilíbrio da minha vida", diz o policial
militar Leonardo Alves Pinheiro, que chegou aos 40 pronto para
aproveitar o que conquistou. De família humilde, de São Gabriel da
Palha, ele chegou a Vitória aos 18 anos, sozinho. Hoje, no apartamento
de frente para o mar, em Vila Velha, aproveita a maturidade. "Aprendi a
curtir a minha família e a me dar o direito de viajar pelo menos duas
vezes por ano", diz. E completa: "Hoje, me sinto seguro para mudar o que
ainda tiver que ser mudado, sei dizer ?não? aos meus filhos com
tranquilidade, quando é preciso, e encaro a vida com mais naturalidade.
São coisas que só se ganha com o tempo", ensina.

Idade é da loba... e do lobo também

A "idade da loba" não existe à toa. Livre dos conflitos que transformam o sexo em uma luta pela busca do prazer, as mulheres sabem chegar aos 40 anos donas de si e de seus desejos. É nessa fase que a maioria consegue despertar para a sexualidade de maneira mais intensa. "As coisas ficam mais prática e mais reais, e a mulher aprende a dizer não quando não quer sexo, a dizer sim quando só quer sexo e a vivenciar o prazer na relação", explica a diretora do Instituto Paulista de Sexualidade, Carla Zeglio.



Na contramão do sexo bem resolvido estão a queda da produção hormonal, que provoca, na maioria das mulheres, a queda também da libido. "Mas o desejo e o pensamento superam tudo. Se a mulher está bem consigo, não há hormônio a menos que atrapalhe uma boa relação afetiva", destaca.

Com o homem, a libertação acontece de forma parecida. "Eles também aprendem a priorizar o desejo ao ato sexual pura e simplesmente e a respeitar mais os desejos da sua parceira. O sexo na maturidade tende a ser muito melhor", afirma.

Hora de realizar sonhos
Prestes a completar 40 anos, em setembro, a servidora pública Kátia Cristina Galvão sente que está entrando em uma década de ouro. Com o filho já adolescente, um emprego garantido e a tranquilidade de quem é dona do seu próprio nariz, ela planeja mais para o futuro. "Estou retomando, aos poucos, minha dedicação ao carnaval, que é uma paixão, e quero desenvolver projetos sociais no bairro onde moro, em Jucutuquara. Já superei muitas dificuldades e sei que tudo na minha vida vai ser melhor a partir de agora", conta. Autora de sambas-enredo e presença certa nos desfiles das escolas de samba de Vitória, nos últimos anos ela voltou a acompanhar, inclusive, os desfiles do carnaval do Rio de Janeiro. "É um presente que agora posso me dar", comemora.

foto: Editoria de Artes
Clique na imagem para ampliar


A Gazeta

Priscilla Thompson


Razões pelas quais mulheres acima de 40 têm uma melhor vida sexual


Pesquisas recentes confirmaram o que mulheres com mais de 40 anos já sabiam, mas que a maioria das pessoas mais novas não conseguem acreditar: Mulheres acima dos 40 têm a melhor vida sexual. A maioria das mulheres acima dos 40 que foram entrevistadas confirmaram que elas sentem mais prazer hoje em dia e que nunca sexo foi tão bom.
Existem diversas razões pelas quais mulheres acima dos 40 têm uma vida sexual melhor. Nós selecionamos abaixo as razões principais:
6 razões pelas quais mulheres acima de 40 têm uma melhor vida sexual 
  1. Mulheres com mais de 40 anos são mais confiantes sobre sua aparência
    Qualquer mulher que já tenha passado pela adolecência e juventude confirmará que, ironicamente, quando eram jovens, magras sem rugas ou celulites, eram extremamente inseguras. Com a idade, mesmo se seus corpos não se enquadrem mais no “padrão de beleza” promovido pelo Mercado, elas se tornam mais confortáveis em sua própria pele.
  2. Mulheres com mais de 40 anos são mais confiantes sexualmente
    Porque mulheres acima dos 40 também são mais confiantes na cama. Elas não tem medo de dizer o que gostam ou o que não gostam.
  3. Mulheres mais velhas são mais experientes
    Mulheres com mais de 40 anos já tiveram tempo para descobrir o que funciona e o que não funciona – para elas mesmas e para seus parceiros também.
  4. Mulheres acima dos 40 que estão felizes em relacionamentos longos
    Enquanto jovens mulheres geralmente estão insatisfeitas em seus relacionamentos, sempre pensando se existe algo melhor lá fora, mulheres com mais de 40 que estão em relacionamentos longos geralmente estão felizes, tranquilas e satisfeitas com seus parceiros.
  5. Mulheres solteiras com mais de 40 descobrem novos prazeres no sexo.
    Com a chegada da crise da meia idade, mulheres acima dos 40 geralmente reavaliam seus relacionamentos. Se elas terminam uma relação, elas tendem a ter idéias bem específicas do que esperam de um homem em uma próxima relação. Isto pode incluir estes novos prazeres recém descobertos.
  6. Mulheres acima dos 40 podem finalmente aproveitam sexo
    O prazer com o sexo pode ser influenciado por questões relacionadas à fertilidade. Mulheres na adolecência ou com 20 e poucos anos devem pensar em métodos contraceptivos, previnindo assim, uma gravidez indesejada. Muitas mulheres nos seus 30, estão preocupadas em engravidar, ou como criar e cuidar de seus filhos. Mulheres com seus 40 anos, podem simplesmente aproveitar e não pensar em nenhum destes assuntos. Ou já são mães de filhos um pouco mais crescidos ou simplesmente decidiram não ter filhos, então podem aproveitar o quanto desejarem. [be2.com.br]


sábado, 26 de março de 2011

A meditação pode mudar sua vida

"A prática da meditação diária, mesmo que apenas de 10 a 20 minutos, na verdade, cria uma alteração nas partes do cérebro que promovem a alegria, pensamentos positivos e emoções", disse Cohen, ressaltando os benefícios de uma maior sensibilização, clareza mental, tratamento da dor crônica, diminuição da pressão arterial, e lidar com a ansiedade ea depressão. "


A MEDITAÇÃO




O que é meditação?
A meditação é uma abordagem de auto-conhecimento que usa a experiência subjetiva direta como meio de revelação e integração de faculdades físicas, intuitivas e criativas. Inclui técnicas efetivas para a amplificação e aprimoramento das habilidades existentes, assim como métodos para análise, auto-descoberta psicológica e transformação positiva. Assim, a meditação é uma espécie de abordagem "high tech" para o desdobramento sistemático do potencial humano.


A meditação é uma prática diária que produz efeitos cumulativos a longo prazo. Com os anos resultam em profundidade, maturação, amadurecimento e desdobramentos seqüenciais da consciência e autodomínio da vida física, emocional e mental. O meditador avançado normalmente desenvolve e pode demonstrar o controle consciente sobre funções celulares básicas de seu próprio corpo físico.

A meditação não é uma religião ou um conjunto de crenças, embora práticas místicas, espirituais, contemplativas e meditativas tem sido trazidas aos tempos modernos através das tradições culturais da religião. Mas a meditação é um instrumento de percepção que permite trabalhar dinamicamente com a experiência direta do potencial humano desconhecido, o que antigamente era atribuído apenas aos deuses; a meditação também esclarece o caminho para evoluir rumo a uma natureza humana mais sábia e mais expandida, não apenas entre os praticantes individuais, mas em toda a sociedade humana.

A partir dos riquíssimos caminhos e práticas da meditação que se desenvolvem entre religiões históricas, yoga e tradições Shamanicas, é possível descobrir, expandir e adaptar técnicas para os povos modernos, a fim de que possam desenvolver práticas diárias frutíferas. Embora se recomende que um meditador encontre um Mestre habilidoso que possa orientá-lo através de práticas tradicionais efetivas, também é possível, para muitos, seguir uma orientação intuitiva, mais interior e extraída de leituras e encontros com diferentes Mestres e Escolas.

Não há motivo para se intimidar diante dos diversos caminhos, escolas e práticas de meditação. As incontáveis variações das técnicas de meditação são simplesmente "hábeis meios" de integrar, de forma cada vez melhor, mais intensa e sensível, refinadas maturações da consciência expandida (autoconsciência) na consciência, na vida diária e na personalidade. A escolha da técnica, escola ou mestre (se necessário) não é de grande preocupação para se iniciar uma prática diária. Tudo isto pode ou não ser útil mais tarde, na medida em que a meditação começa a se estabelecer na vida de alguém.

O mais importante na meditação é a sua prática diária!

Quais são os resultados da meditação?
O primeiro resultado da meditação persistente e diária é penetrar, e por fim romper, o campo falso, limitado, "normal" da consciência mental e alcançar o que se pode chamar de vasto e luminoso néctar da consciência despertada. Usa-se a palavra "néctar" pois sua experiência é doce e harmoniosa; "luminosa" pois há uma espécie de matriz de luz preenchendo o espaço, uma vez percebido como sendo um vazio escuro; assim era o campo visual interior quando os olhos estavam fechados (eis porque se usa o termo iluminação).

Este estado de consciência despertado dura apenas alguns segundos, à princípio; é freqüentemente percebido como um lapso na inconsciência momentânea, mas com perseverança na prática diária se torna uma experiência familiar que pode ser gerada e mantida como uma espécie de "campo" de sintonia que coloca os profundos níveis do "ser" em grande harmonia e concentração para o trabalho do dia a dia.

Quando o praticante é capaz de evocar esta enorme consciência expandida que é também doce, harmoniosa e luminosa, sem cair no sono ou permitir que a mente vagueie, percebe um novo "Eu" mais desperto e elevado com muito mais controle sobre o processo mental e emocional normal do que o "Eu" original, que é chamado de "Pre-meditação". O resultado é que se pode manter a calma, ser capaz de reagir de forma mais efetiva e realística diante de situações de crise, o que dificilmente ocorre antes da prática da meditação. Melhora a capacidade de concentração, esforço e a visualização de problemas e soluções; se é capaz de pensar por si mesmo e alcançar discernimentos espontâneos quando necessário; se é capaz de abordar problemas emocionais com menos preocupação e estática mental. Na medida em que se desenvolve este novo "Eu", as faculdades mentais começam a se esclarecer e funcionar no momento da consciência expandida. O efeito poderia ser descrito como uma demonstrável aquisição na inteligência e autocontrole mental.

Tudo aquilo que o praticante alcança se torna uma aquisição permanente, pois este tipo de crescimento "interior", que ativa e traz o que estava, até então inconsciente, subconsciente ou supra-consciente para o campo da consciência expandida, é cumulativo na natureza. Isto quer dizer que, embora o meditador possa se "desenvolver" completamente e então abandonar uma prática específica, os efeitos que ela tenha produzido permanecem como um alicerce de uma construção, para práticas mais avançadas. Assim, uma vez que o meditador esteja firmemente estabelecido no tipo de harmonia que acentua seu trabalho "no mundo" pode aprofundar suas práticas para uma "auto-evolução" mais compreensiva ao adotar práticas espirituais mais avançadas.

Depois que a meditação começar a produzir estes efeitos, não importa se o praticante está inclinado a adotar práticas mais avançadas, ele se tornará consciente de um estado do "Eu" ainda superior, que parece oferecer um tipo de orientação telepática, que nunca obriga, nunca fala por palavras, mas que ainda assim existe como se fosse uma voz ou inspiração interior. Ela surge, oitava sobre oitava de sucessivos "Eus" cada vez mais elevado e expandido, ou estados que ascendem de um campo perto e acessível da consciência a um que parece mais do que remoto e que é infinitamente universal e contém todos os estados do "Eu".

Parece impossível, a princípio, integrar até mesmo o mais perto e acessível destes "Eus". O "Eu" do meditador deveria adotar uma atitude de reverência ou oração com relação a este outro "Eu". Na meditação, a princípio, ele pode abordar este Mestre, Guia ou Fonte como uma criança vê a seus pais.

Mas através do mito e alegoria da vida diária, e nas provas ígneas do dia-a-dia, esta fonte de orientação interior revela realidades sutis e espirituais ao coração do meditador, e um novo nível de efeitos provenientes da meditação começa a se desdobrar: há uma consciência ou identificação de outros seres (não necessariamente humanos) como "Eu", o que é denominado "compaixão", na Mística Cristã, mas que é o início de um elevado desenvolvimento psíquico em todas as tradições espirituais; há um despertar do sono para o sono lúcido com vários desenvolvimentos que eventualmente levam à continuidade da consciência desperta e adormecida que "trabalha" tanto à noite enquanto o corpo descansa, assim como durante o dia; surge um refinamento e extensão dos cinco sentidos, que tem inicio com experiências mais intensas do paladar, tato, olfato, visão e audição, evoluindo para manifestações espontâneas de faculdades físicas (não necessariamente sob controle pessoal); isto tende a fazer com que o meditador examine e leve em conta as partes mais sutis da percepção; ocorre uma radical intensificação da experiência emocional, que faz com que o meditador experimente iniciações profundas e indescritíveis de intensa alegria e agonias que purificam, e muito mais.

Finalmente, na medida em que o meditador é capaz de intensificar suas práticas, e então de se integrar a sucessivos estados superiores do "Eu", a meditação se torna contínua sem a necessidade de se sentar ou fechar os olhos. Neste ponto o meditador raramente ora ou busca orientação de um "Eu" ainda superior e inintegrado; ele toma seu lugar como co-trabalhador com o Ser Único que está sempre além do "Eu" e de todos os estados do "Eu". O meditador da yoga observa o que para a maioria das pessoas são funções corporais "involuntárias", usando técnicas inteligíveis de forma intuitiva para corrigir doenças e desarmonias de seu próprio corpo ou até mesmo de outros. O meditador entra em um diálogo íntimo com a riquíssima e profunda realidade esotérica, invisível e sutil, oculta das mentes comuns; ele trabalha pelo bem maior de todos os outros seres com os quais tem empatia e pode senti-los como "Eus". Gradualmente, faz contato telepático e até físico com irmãos mais desenvolvidos e que tenham feito conquistas semelhantes, trabalhando de forma coordenada sob a mesma orientação superior. Este trabalho é como parte de uma obra orquestrada e de todo abnegada, cujo objetivo é promover a evolução da consciência do homem e os variados campos da atividade humana.

Este é um breve resumo dos extensos efeitos da meditação. Embora os efeitos mais avançados possam parecer fora do alcance humano, são de fato reais. Há muitos seres humanos, pelo mundo, que silenciosamente operam a níveis "supra humanos". Eles não se identificam facilmente e nem oferecem sua sabedoria e orientação em palestras, nas exposições ou nos livros. Muitos deles não mais habitam em montanhas remotas, ao contrário, vivem nos centros urbanos, perto da população.

É bem mais fácil encontrar um Mestre nos dias de hoje do que há um século, mas há também muito mais "mestres espirituais" fraudulentos e auto-iludidos.

Como Começar?
A primeira coisa a fazer é simples: sentar e se concentrar, a fim de descobrir como sua mente particular trabalha para lhe distrair e lhe manter encaixado numa consciência mental normal. Há varias formas de se aplicar técnicas com este objetivo; inicialmente sugerem-se três sessões, em períodos diferentes, que podem ser de 1 semana, por um tempo de 5 a 10 minutos para cada seção e aplicação da seguinte seqüência de três exercícios, os exercícios devem ser feitos na ordem sugerida.

Postura da Meditação
Sente-se confortavelmente numa cadeira ou poltrona, com os pés no chão, tocando um no outro; palmas nos joelhos ou coxas. A cabeça deve estar levemente inclinada para baixo (se muito baixa causará sonolência), os olhos suavemente fechados, posicionados em linha reta, voltados para uma janela ou alguma outra fonte de iluminação suave. Não se sente no escuro, o que provoca sono e nem use vela, que oscila e distrai. O lugar deve ser calmo, livre de interrupções ou qualquer desconforto e distração física.

A idéia de sentar-se com a espinha perpendicular ao chão (não de qualquer jeito e nem numa posição artificialmente dura) pretende atingir a concentração mental através do benefício de uma espécie de privação sensorial. Assim, o conforto físico é vital para se assegurar que o corpo físico não se torne um campo de batalha distraído por dores, coceiras ou caimbras.

A menos que o praticante esteja habituado a estar em postura de yoga confortavelmente, é melhor se sentar numa cadeira ou sofá. Para deixar o corpo feliz, os joelhos devem estar abaixo do quadril. Tenha uma almofada própria para a meditação ou algo que mantenha as nádegas de 15 a 30 centímetros do chão, caso queira se sentar de pernas cruzadas.
Exercício da Primeira etapa (1 semana)

Sente-se na posição de meditação, respire fundo, relaxe. Com os olhos fechados, concentre sua atenção na ponta de seu nariz e comece a observar a sua respiração. Inale e exale lentamente através das narinas e conte cada ciclo de respiração na medida em que vem e vai: 1... 2..... 3.... Não permita que sua mente vagueie ou se distraia com nada. Simplesmente conte as respirações. Se perder a contagem, comece novamente do número 1. Faça isto por no mínimo 5 minutos.

Quando acabar, escreva num papel quantas respirações pode contar antes de perder a conta e que tipo de coisas pareceu-lhe ter distraído, sons, pensamentos, preocupações, sensações físicas desconfortáveis, etc. É vital que se lembre e anote tudo o que puder sobre as distrações.

Exercício da Segunda etapa (1 semana)
Sente-se confortavelmente na postura de meditação, respire fundo algumas vezes para relaxar; com os olhos fechados imagine que uma iluminação pura, branca e suave penetra seu crânio lentamente e você está consciente deste brilho suave que cresce lentamente. Concentre-se na iluminação crescente e não deixe que sua mente vagueie. Se por acaso se distrair e perceber que se desviou de seu objetivo, imagine a voz ressonante, rica e profunda de seu "Eu" superior ordenando autoritariamente: "Mente, fique quieta e busque a Luz". Faça isto por no mínimo 5 a 10 minutos.

Quando acabar anote suas distrações e eventuais mentalizações visuais ou experiências vividas da mente, especialmente se forem visuais, auditivas ou táteis.
Exercício da terceira etapa (1 semana)

Sente-se na postura de meditação, assegure-se de que o ambiente esteja em silêncio, sem sons que o possam distrair. Respire fundo algumas vezes e então se concentre em seus ouvidos e no sentido da audição. Ouça profundamente até ouvir um leve som. Pode ser como o som de um movimento sutil de um leve vento através das árvores, ou o ruído de um alto-falante elétrico, ou um som realmente alto. É o sutil e sempre presente "campo auditivo de fundo", que diminui ou regula cada som que vem de fora.

Fique quieto e concentre sua atenção neste som "insondável" e quando o ouvir, tente ouvir ainda mais intensamente com a idéia de atrair este som, torná-lo mais alto e pleno em sua consciência.

Se sua mente se distrair, traga-a de volta ordenando: "Mente, fique quieta e ouça o som "insondável". Faça isto por no mínimo 5 a 10 minutos.

Quando acabar, faça uma descrição do som "insondável" da forma em que o ouviu, assim como qualquer outra distração ou experiência que tenha tido, note especialmente se foram visuais, auditivas ou táteis.

Analisando Resultados
A esta altura o operador estará familiarizado com o tipo de distração que mais efetivamente impede a sua meditação, seja visual, auditiva ou tátil. Em outras palavras, a distração é mais por sons externos, pela imaginação mental, distração de ordem visual ou pelo desconforto corporal? Ao mesmo tempo repare se as distrações tendem a puxar sua consciência para o passado (preocupações, repasse do que aconteceu no dia ou na semana) para o presente (sons externos, movimentos que estão acontecendo na hora dos exercícios) ou para o futuro (alucinações auditivas ou visuais, distração mental com relação "ao que acontecerá" ou planos em processo). Repare também se sua mente vagueia sonhando acordada com fantasias (imaginação ativa) ou durante a noite, com lapsos repetitivos nos sonhos (imaginação inconsciente).

Agora, a partir da experiência subjetiva de seu próprio escape mental você pode considerar úteis as respostas para as seguintes perguntas: 
1.- Como minha mente tenta se manter ligada ao mundano e aos cinco sentidos? 
2.- Como tenta perpetuar suas ilusões individuais e resiste em se expandir a uma consciência maior, que é, por isto, uma espécie de temerosa inconsciência? 
3.- Que dimensão de tempo minha mente prefere? 
4.- Que tipo entre as três modalidades básicas prefere, visual, auditiva ou tátil ou qual delas é favorecida pela minha mente e em que proporção? 
5.- Qual dos três exercícios pareceu mais frutífero para mim, ou seja, qual que mais apreciei e qual me deu a sensação de estar fazendo certo a ponto de poder fazê-lo por um longo tempo?

Usando os Resultados para traçar uma Estratégia de Meditação
As mentes mais facilmente distraídas por sons, são também mais abertas à inspiração através do som; é melhor dar início à meditação utilizando-se de técnicas auditivas. O mesmo se aplica às abordagens visual e tátil. O primeiro exercício tem uma orientação tátil, o segundo visual e o terceiro auditivo. Aquele que parecer mais fácil e produtivo é o que deve ser usado no primeiro estágio da prática da meditação, que é tudo o que esta apostila pretende proporcionar.

Se sentir que a meditação sobre a luz foi mais efetiva para você, porém a mais séria distração foi auditiva, continue usando a meditação sobre a Luz como base, na medida em que se concentrar na Luz será mais efetivo para silenciar a mente; poderá, com o tempo, experienciar distrações mentais auditivas que às vezes trará flashes de discernimento e orientação. Mais tarde poderá querer trabalhar com o som insondável e se verá experimentando visões e orientações através desta concentração. A maioria de nós possui ativos componentes, sejam do tato, visual ou auditivos para a meditação, embora possamos estar mais desenvolvidos em um do que em outro; com a meditação todos se desdobrarão num campo unificado de consciência.

Se sua mente tende a retroceder ao passado quando se distrai, você será capaz de se sair bem em um dos caminhos ou escolas tradicionais de meditação. Se sua tendência é se distrair com o futuro, um sistema "new age" ou não tradicional de meditação seria mais indicado. Se sua mente se distrai por condições existentes no presente, como sons e se você é capaz de superar estas distrações com uma forte vontade e devoção à prática, você será capaz de fazer grande progresso sem um mestre encarnado, desenvolvendo a habilidade de seguir orientação telepática proveniente de oitavas superiores do ser. Será capaz de desenvolver grandes faculdades intuitivas e um senso de discriminação que lhe permitirá ficar afastado de escolas ou sistemas.

Determine qual das três formas de meditação quer usar e leia suas anotações sobre como sua mente se distraiu. Observe os padrões e conhecendo-os, determine como irá identificá-los quando teNtarem se manifestar durante a meditação. Assim como um motorista prudente aprende a reconhecer seus próprios sintomas de sonolência e sai da estrada antes que durma ao volante, o meditador que estudou suas tendências mentais é cada vez mais capaz de equilibrar as distrações, abafando-as logo no início, seja o que for que começar a tirar sua mente de seu objetivo e assim irá alcançar períodos cada vez mais longos de concentração.

Por fim, se você achar que sua distração mental parece ser mais do que imaginação ativa, do tipo devaneio, então coloque o queixo para baixo e abaixe os olhos; isto provoca decréscimo da estimulação mental. Se, por outro lado, perceber a tendência a sonolência e de cair num nítido sonambulismo inconsciente, enquanto tenta meditar, coloque seu queixo para cima e levante os olhos para o horizonte ou ainda um pouco mais alto, a fim de estimular seu processo mental consciente.

O Primeiro Estágio da Meditação
Tendo escolhido um dos três exercícios de meditação e feito uma análise introdutória de suas tendências mentais particulares e sabendo que os canais e as formas de como sua mente é mais facilmente distraída, verá que, provavelmente, estes serão os mesmos canais pelos quais suas melhores e mais elevadas inspirações virão, por tanto já está pronto para realizar sua primeira prática de meditação.

Sugestões

1.- Não medite por mais do que cinco ou oito minutos, uma vez ao dia, de preferência pela manhã ao acordar; isto deve ser feito antes de falar com outros, evitando com isto comprometimento ou distração da mente. Faça sua higiene pessoal, mas não coma nada. Não medite ao cair da tarde , a menos que esteja em grupo. É muito mais difícil meditar no final da manhã ou à tarde, pois sua mente não estará mais concentrada interiormente, como está por um curto período da manhã, ao despertar; ao contrário, a mente estará direcionada para fora, para o mundo exterior. Que seja então a primeira coisa que se faça pela manhã.
2.- Crie um lugar especial e privado para a meditação, talvez no lugar que costuma fazer as suas orações; separe uma cadeira confortável ou almofada para este fim e que ninguém mais a use, pode-se usar incenso. Arrume um altar com objetos sagrados na medida em que chegarem até você e os mantenha na Luz de sua meditação. Volte-se para o Oriente enquanto medita. 
3.- O lugar deve ser quieto e de preferência com luz natural. Nunca medite com a luz do sol em seu rosto, mas volte-se para uma janela ou parede branca a fim de criar um campo de luz fraca em sua visão com os olhos fechados ou tenha as pálpebras ligeiramente abertas, não o suficiente para ver qualquer objeto, mas o bastante para receber uma pequena luz.
4.- Se orar ou realizar alguma prática, faça-o após a meditação, a menos que este contribua para a tranqüilização da mente, com um foco não verbal.
5.- Medite no horário mais perto do sol nascente e diariamente. Ritmo e regularidade favorecem enormemente os efeitos cumulativos da meditação.
6.- Se possível freqüente um grupo de meditação regularmente. Isto irá potencializar sua prática individual.
7.- Não espere nada de sua meditação. Trate as distrações mentais como realmente são, manifestações psicológicas e não revelações divinas. Não se sinta superior aos que não meditam. Não adote nenhuma dieta ou regime especial para a meditação a menos que já faça parte de sua vida. Não medite com dor de cabeça, doente ou após relações sexuais (muitos sugerem separar estas ações por várias horas já que extraem energias similares). 
A regra mais importante da meditação é muito simples: Faça-a e continue fazendo-a!
Para onde ir?


Faça sua prática da meditação de cinco minutos fielmente toda manhã. Após alguns meses ou talvez um ano ou mais, irá perceber muitos efeitos cumulativos positivos, do tipo já descritos acima.

Durante os primeiros meses poderá ter certos tipos de experiências místicas, observe-as, registre-as se quiser e deixe-as passar. Podem ocorrer algumas experiências negativas como produto da meditação, tais como o desenterrar de elementos psicológicos perturbadores, pesadelos ou auto-confronto. Observe-os e deixe-os ir.

Não faça idéia de que és um mestre da meditação ou gurú, após seis meses!! 
Sinta-se como quem está na pre-escola ou quem sabe no jardim da infância (isto se for extremamente talentoso). Não se torne vítima da "inflação" mística.

Com o passar do tempo e com uma melhor capacidade de manter a tarefa, o período de meditação poderá ser estendido para 10 ou até 20 minutos se quiser. A esta altura começará a ter consciência de curtos e convenientes períodos de "inconsciência" de sua meditação, quando sua mente não vagueia e o tempo parece ter parado. Emergirá destes pequenos episódios com um sentimento de grande paz, harmonia e resolução. Quando isto ocorra, estará começando a romper o campo falso da mentalidade humana e tocar, brevemente, o néctar luminoso do campo universal da consciência. O objetivo deste primeiro estágio da prática da meditação é levar o praticante até lá.

Na medida em que começar a reconhecer o estado luminoso e adentrá-lo toda manhã, perceberá que mesmo um breve contato de três ou quatro segundos, estabelece uma sintonia interior que enriquece o trabalho e as atividades de todo o seu dia.

Aos poucos, esta habilidade de realizar tal ruptura aumentará, alguns dias será feita quase que sem esforço e outros com supremo esforço. Porém, não desista da meditação antes de alcançá-la, nem que seja por alguns segundos, pois agora irá finalmente compreender, por si mesmo, o motivo pelo qual as pessoas meditam e como é essa história de que os maiores tesouros da vida são os mais ocultos. Sentirá portas se abrindo, as quais levam à potências inimagináveis e nunca sonhadas para uma dinâmica transformação humana.

Continuando seu diálogo diário com esta Luz Interior, que irá ensiná-lo e levá-lo aos próximos estágios da meditação, talvez através de um mestre, ou não. Mas a partir deste ponto, sua ruptura se tornará um alicerce e um oásis de néctar ao qual poderá retornar sempre que quiser. [hermanubis]



Sente muita dor? A meditação é um famoso analgésico, que diminui a percepção da dor nas pessoas, mesmo após breves sessões. Agora, um estudo revela por que: a meditação muda a forma como o cérebro processa os sinais de dor.

A prática conhecida como meditação envolve sentar-se calma e confortavelmente, e respirar uniformemente. O principal objetivo é limpar a mente, e concentrar a atenção no presente.

Estudos anteriores sugeriram que a meditação reduz a ansiedade, promove o relaxamento e ajuda a regular as emoções. Agora, a nova pesquisa descobriu que a prática de uma consciência atenta do corpo, por apenas quatro dias, afeta as respostas de dor no cérebro.

Depois de meditar, a atividade cerebral diminui em áreas dedicadas à dor e em áreas responsáveis pela transmissão de informações sensoriais. Enquanto isso, as regiões que modulam a dor ficar ocupadas e, consequentemente, a dor é menos intensa e menos desagradável.

O psicológico também interfere: a meditação pode reduzir a dor tornando as sensações físicas menos angustiantes. Todo o contexto da situação e do meio ambiente colaboram; a meditação parece atenuar esse tipo de resposta.

Além disso, não é necessário gastar muito tempo meditando para alcançar o benefício: meia hora de treino por dia durante três dias já alivia significativamente a dor, mesmo quando as pessoas não estão realmente meditando.

Para descobrir como a meditação altera a resposta do cérebro a dor, os pesquisadores reuniram 15 voluntários que passaram 30 minutos por dia, durante quatro dias, aprendendo a meditar. Antes e após o treinamento, os pesquisadores mapearam os cérebros dos voluntários usando ressonância magnética.

Durante, antes e depois de cada mapeamento, os voluntários experimentaram sensações alternativas de calor (49° C) e temperatura neutra (35° C) na panturrilha. Depois de 12 segundos, os voluntários classificaram a sua dor ao pressionar uma alavanca para a direita (se sentiram mais dor) ou para a esquerda (se sentiram menos dor). A posição da alavanca correspondia a uma escala de 1 a 10, com 10 representando a maior dor.

A meditação reduziu a percepção de dor nas pessoas em 57%. Os voluntários também relataram que a dor foi 40% menos intensa. Os cérebros dos voluntários espelharam suas percepções alteradas. A atividade caiu no tálamo, uma área profunda do cérebro que retransmite a informação sensorial do corpo para o córtex somatosensorial. O córtex somatosensorial, localizado acima da orelha, é especialista em áreas dedicadas a processamento de sinais a partir de partes específicas do corpo. Nos voluntários que praticaram a meditação, a área do córtex somatosensorial ligada a panturrilha estava “inativa”.

Enquanto isso, áreas associadas com a modulação da dor se tornaram mais ativas. Essas áreas incluíam o córtex orbitofrontal e o córtex cingulado anterior profundo, na região frontal do cérebro. O putâmen, uma estrutura enterrada no centro do cérebro, e a ínsula também mostraram mais atividade. Ambas as estruturas têm muitas funções, incluindo o controle de movimentos de sensibilização e auto-percepção.

Segundo os pesquisadores, a boa notícia é que os estudos têm mostrado que os benefícios da meditação ocorrem rapidamente. Ou seja, você não precisa ser um monge para aliviar sua dor, de forma que a meditação se torna uma opção realista para pessoas que passam por cirurgia ou têm lesões.
[LiveScience]