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domingo, 11 de novembro de 2012

100 Melhores Cidades para quem deseja fazer uma carreira feliz.

O futuro econômico do Espírito Santo é incerto, devido ao fim do Fundap e à possível perda dos royalties do petróleo. Apesar de esses fantasmas assombrarem, o Estado tem se mostrado forte e, por isso, é um dos melhores locais para quem deseja fazer uma carreira feliz. 

Cinco municípios capixabasVitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim–, fazem parte da lista das cidades que alinham oportunidades de trabalho à qualidade de vida.


Na 11ª edição da pesquisa "100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira", Vitória, por exemplo, é a terceira capital do Brasil mais promissora profissionalmente. Elaborado pela Fucape Business School, o estudo avalia a Educação, a Saúde e o vigor econômico de 128 municípios. Essas questões são vistas como essenciais para tornar o mercado de trabalho de uma localidade atraente.

O município já segue nessa colocação por cinco anos. A Capital capixaba só fica atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O melhor desempenho da cidade é na área da Saúde. A capital, segundo o coordenador da pesquisa, o professor Moisés Balassiano, é a que oferece o melhor atendimento do país. "Verificamos a quantidade de leitos e de profissionais a cada mil habitantes. E Vitória mostrou ser, proporcionalmente, a melhor cidade nesse quesito", diz o economista.

A Serra, que, em 2011, estava em 75º lugar, subiu para a 71ª posição na avaliação geral de todos os municípios e conquistou o 48º posto entre as cidades não capitais.

Balassiano explica que todos os municípios do Estado têm ganhado vocação principalmente no setor de serviços. E, nos próximos anos, deve importar profissionais para atender à demanda do mercado.

"O Espírito Santo passou de uma vocação agrícola para a área industrial e agora vive um novo momento, com a expansão do setor de serviços", destaca.

As áreas que vão abrir chances de emprego, mas que terão dificuldade de encontrar trabalhadores locais, são as de tecnologia e gestão: de empresas, financeira, de pessoas e logística.

"O Estado precisa criar uma inteligência para formar mão de obra e parar de importar profissionais de outros Estados. Emprego há, só não existe tanta gente qualificada para preencher as vagas", explica o professor.

Mineiro

O analista de sistemas Danilo Prates Moreira, 34 anos, é um dos profissionais que veio para Vitória em busca de oportunidades. Ele vivia em Belo Horizonte (MG) e se surpreendeu ao chegar na Capital capixaba e encontrar muitas vantagens para morar e trabalhar.

Danilo está aqui desde 2007 e agora tem mais motivos para criar raízes. "Minha filha nasceu em Vitória e então acredito que não tenho motivos para sair daqui. Antes, preocupava-me com a questão da segurança, porém a situação não é tão ruim quanto falavam para mim. E aprendi a gostar daqui também pela questão da proximidade do trabalho com a minha casa", conta.

Segundo o analista de sistemas, a possibilidade de trabalhar em Vitória surgiu quando a empresa Totvs, de Tecnologia da Informação, de Minas Gerais, decidiu abrir uma franquia no Estado.

Para crescer ainda mais na profissão e ajudar a empresa onde trabalha a se desenvolver, Danilo fez diversos cursos de qualificação e pós-graduação.

"A unidade aqui em Vitória começou a atuar com cinco funcionários e hoje já tem mais de 100 colaboradores. Isso mostra que o Estado tem uma visão muito boa para os negócios e tem se especializado no setor de tecnologia. A tendência é que esse mercado cresça ainda mais", diz Danilo.
Potencial

Além de se destacar na saúde, Vitória apresenta estar com muito potencial. No quesito vigor econômico, a Capital conquistou também o 3º lugar do ranking.

O secretário de Desenvolvimento de Vitória, Kleber Frizzera, acredita que a capital se desenvolveu muito com a construção do prédio da Petrobras. "O setor de serviços avançou muito, e isso abriu possibilidades para muitas carreiras", diz.

Frizzera afirma que algo interessante é que Vitória não é alvo apenas de pessoas que querem uma colocação no setor privado.

"Temos uma cidade bonita, com várias opções de serviços de saúde particulares e públicos, com muitas faculdades, e escolas de ensino fundamental e médio. Isso tudo estimula as pessoas a vir morar aqui e a buscar um emprego em algum órgão municipal. E essas pessoas buscam uma carreira pública estadual e federal em instituições instaladas na cidade", acrescenta.

Em crescimento

Para chegar ao 71º lugar no ranking da pesquisa, a Serra precisou traçar planos estratégicos. Segundo o secretário de Planejamento da cidade, Leonardo Bis, foram 20 anos de transformação.

O levantamento "As 100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira" mostra que a Serra está em 22º lugar no ponto vigor econômico. Apesar disso, ainda são necessários mais investimentos no setor de educação para consolidar o desenvolvimento no município .

No estudo, a Serra ficou em 97º lugar na área educacional. "Já ganhamos faculdades, temos um Ifes, que ajudou a população a se capacitar. Porém ainda temos um déficit de escolas de ensino fundamental e médio da rede particular. Como o município tem ganhado muitos moradores, nossa expectativa é de que novas instituições sejam criadas para atender à demanda de uma nova população", disse Bis.

Outro ponto que precisa ser trabalhado na Serra para que a cidade cresça no ranking é o setor da Saúde. No estudo, o município ficou em 116º lugar.
Educação

Outra cidade em crescimento é Vila Velha. O município, na colocação geral, conseguiu o 76º lugar neste ano. Em 2011, ele ficou em 79º. O avanço ocorre principalmente por causa da Educação.

Segundo o coordenador da pesquisa, nos últimos anos, a cidade ganhou mais faculdades e cursos de pós-graduação.

Nesse quesito, Cariacica mostrou-se até melhor. A cidade conseguiu o 71º posto em Educação, apesar de ter ficado em 123º na classificação geral. O motivo do bom desempenho é o mesmo de Vila Velha: um maior número de ofertas de vagas no ensino superior.

"Quando avaliamos a Educação, verificamos o número de faculdades que oferecem graduação, mestrado e doutorado e também o número de pessoas que concluíram o nível superior em 2010. O interessante é que, apesar de Vitória ter a Ufes e muito mais faculdades, Cariacica e Vila Velha conseguiram se desenvolver e criar mais possibilidades de avanço no setor", explica o coordenador da pesquisa.

Interior

Cachoeiro de Itapemirim foi a única cidade do interior a participar do ranking. Na classificação geral, Cachoeiro ficou em 95º lugar. Mesmo com o avanço econômico por causa da exploração do petróleo e da chegada de indústrias, São Mateus e Linhares ainda não possuem qualidade de vida o suficiente para conseguir uma colocação na pesquisa.




"Fiquei surpreso com a qualidade de vida que ganhei ao vir morar em Vitória. Trabalho perto de casa e vivo bem com a família. Nem penso em voltar para Minas Gerais"



lugar

Vitória tem a melhor saúde do país, segundo a pesquisa.



"O Espírito Santo tem potencial,
só precisa investir em qualificação
de mão de obra"

Fonte: A Gazeta

domingo, 6 de maio de 2012

Ejaculações frequentes melhoram qualidade do esperma, diz estudo



Um estudo australiano sugere que fazer sexo todos os dias melhora a qualidade do esperma e poderia aumentar as chances de gravidez.

A pesquisa do Sydney IVF, um centro de tratamento de infertilidade, foi apresentada em Amsterdã, na Holanda, durante um seminário da Sociedade Europeia para Reprodução e Embriologia.

Os pesquisadores analisaram 118 homens com problemas de infertilidade e os resultados apontam que oito em cada dez participantes apresentaram uma melhora média de 12% nos danos do DNA do esperma depois de sete dias de ejaculação diária.

Além disso, o esperma também se tornou mais ativo durante a semana de análise, com um pequeno aumento na mobilidade.

O estudo observou ainda uma queda no número de espermatozóides no sêmen de 180 milhões para 70 milhões durante o período. Segundo os pesquisadores, apesar da queda, os homens permaneceram no nível normal de fertilidade.

Danos

O pesquisador David Greening, que liderou o estudo, disse que o conselho geral para os casais tem sido o de fazer sexo a cada dois ou três dias.

Ele explica, no entanto, que a melhora na qualidade do esperma observada a partir da ejaculação diária poderia ser explicada pois os espermas acumulados durante dias podem apresentar mais deformações pois ficam expostos a radicais livres durante o tempo em que ficam armazenados nos epidídimos - pequenos canais localizados nos testículos.

Segundo Greening, apesar dos resultados promissores, mais testes são necessários para identificar se os benefícios da ejaculação diária podem ser observados também em homens sem problemas de infertilidade.

Ele alerta que fazer sexo todos os dias por muito tempo -- um período de 15 dias, por exemplo -- poderia reduzir demais o número de espermatozóides.

Greening explica que "muito sexo diário" é recomendado no período de ovulação da mulher para aumentar as chances de gravidez.

De acordo com o pesquisador, os resultados do estudo podem ter implicações para casais que estão fazendo tratamento de fertilização in vitro. Isso porque os homens que passam por esse tipo de tratamento são aconselhados a não manter relações sexuais por pelo menos dois dias para aumentar o número de espermatozoides na hora da ejaculação.

Casos individuais
Segundo o especialista em fertilidade Alan Pacey, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, a descoberta de que ejaculações diárias melhoram as chances de gravidez é interessante, mas seria errado pensar que esse é o caso para todos os homens.

"Por exemplo, para homens que já possuem pouca quantidade de esperma, as ejaculações diárias podem reduzir ainda mais esse total e apesar de o esperma ser mais saudável, o número reduzido pode impedir as chances de uma concepção normal", disse Pacey.

Ele afirma ainda que o melhor conselho geral para casais que estão tentando engravidar naturalmente seria "manter relações a cada dois dias para garantir a saúde do esperma em cada ocasião".

Greening explica ainda que esse conselho pode ser diferente para homens que estão se preparando para tratamentos como a fertilização in vitro. Segundo ele, exames que medem os danos no DNA do esperma podem alterar a recomendação médica sobre a frequência das relações sexuais. (G1)



Estudo vincula ciclismo a baixa qualidade de esperma



Testes indicaram que proporção de espermatozoides saudáveis caiu para 4% após treinamento rigoroso.
(BBC)

Ciclistas profissionais deveriam considerar a possibilidade de congelar seu esperma antes de iniciar suas carreiras, dizem pesquisadores espanhóis. Eles constataram que a qualidade do esperma cai dramaticamente após treinamento rigoroso. O estudo, feito com triatletas de elite, revelou que, em atletas que percorrem mais de 300 km por semana de bicicleta, apenas 4% dos espermatozoides têm aparência normal.

Com níveis tão baixos de espermatozoides saudáveis, um homem teria "problemas de fertilidade significativos", disseram os especialistas em reunião da "European Society of Human Reproduction and Embryology". Entretanto, um especialista britânico disse que é improvável que os homens que usam a bicicleta para ir ao trabalho enfrentem problemas de fertilidade por causa do tempo que passam no banquinho da bicicleta.

A especialista responsável pelo estudo, Diana Vaamonde, da Escola de Medicina da Universidade de Córdoba, na Espanha, disse que outros estudos já demonstraram que níveis muito altos de exercício afetam a fertilidade tanto em homens como em mulheres. No novo estudo, os especialistas pediram a 15 triatletas com idade em torno de 33 anos que não tivessem relações sexuais durante três dias antes de terem uma amostra de seu esperma colhida.

Quando os pesquisadores compararam os resultados ao tipo de treinamento, apenas o ciclismo foi associado à qualidade do esperma, ou seja, correr ou nadar não foram associados a uma baixa contagem de espermatozoides saudáveis.

Em todos os homens - que treinaram uma média de nove vezes por semana nos últimos oito anos - menos de 10% dos espermatozoides tinham aparência normal. Em homens mais férteis, entre 15% e 20% dos espermatozoides têm aparência saudável.
Nos que percorreram mais de 300 km por semana de bicicleta, a proporção de espermatozoides com tamanho e forma normais caiu para 4%, nível em que um homem pode ter dificuldades em conceber sem o auxílio de tratamento.

Anormalidades 
O calor gerado pelas roupas colantes, a fricção dos testículos contra o banco da bicicleta e o estresse sobre o corpo resultante da imensa quantidade de energia necessária para fazer exercícios tão rigorosos poderia contribuir para a baixa qualidade do esperma, disse Vaamonde. A equipe está fazendo mais pesquisas para entender como o ciclismo pode afetar os processos metabólicos no corpo, levando à produção de esperma anormal.

Vaamonde acrescentou que não está claro se a qualidade do esperma melhoraria caso os homens parassem de praticar o esporte. Ela acredita, no entanto, que após anos de danos isto é pouco provável. "Uma medida possível seria congelar o esperma (dos atletas), mas quando eles começam a treinar não estão conscientes dos danos que podem ser causados ao seu esperma."

A especialista acrescentou que deveriam ser feitas pesquisas sobre formas de proteger os ciclistas contra problemas de fertilidade. "Dependendo do mecanismo que leva à formação de esperma anormal, (as medidas de proteção) poderiam incluir receitar antioxidantes e modificar os programas de treinamento."

Um especialista em andrologia da University of Sheffield, Allan Pacey, disse que existe muito interesse sobre uma possível associação entre ciclismo e fertilidade masculina, mas os resultados têm sido ambíguos. "É importante enfatizar que mesmo que a associação entre o ciclismo e a baixa qualidade do esperma seja correta, homens fazendo treinamento para triatlo passam mais tempo no banquinho do que o ciclista mediano ou alguém que vai de bicicleta para o trabalho."

Pacey acrescentou que 40 anos atrás andar de bicicleta era muito mais comum, mas não há evidência de que os homens fossem menos férteis.