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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Curitiba é a capital mais desenvolvida do país. Veja o ranking


Curitiba é a capital mais desenvolvida do país; SP é segunda

Logo atrás, vem Vitória na lista de desenvolvimento divulgada hoje pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Maceió e Teresina retrocederam entre um ano e outro



Ônibus BRT em Curitiba: a cidade ficou em 1º lugar no ranking de desenvolvimento da Firjan, seguida por SP. Três capitais pioraram entre um ano e outro nos indicadores medidos pelo índice

São Paulo – Considerando o nível de emprego, renda e indicadores de saúde e educação,Curitiba é a capital mais desenvolvida do Brasil. É o que está em ranking da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro divulgado hoje (veja lista abaixo).
São Paulo, Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis completam o Top 5 do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que congrega os dados oficiais do governo federal para elaborar o nível de desenvolvimento de cada município do país em 2010.
Manaus ficou na última posição.
Assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, o IFDM vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvida é a localidade. Os dados levados em consideração, no entanto, são distintos.
O IFDM analisa emprego e renda (salários médios, geração e estoque dos empregos formais), educação (taxa de matrícula infantil, abandono, distorção idade-série, entre outros) e saúde (número de consultas pré-natal, óbitos por causa mal definidas e óbitos infantis evitáveis).
Já o IDH leva em conta expectativa de vida, educação e PIB per capita. Mesmo assim, ambos podem ser vistos como uma espécie de indicador de qualidade de vida, embora não seja exatamente esta a proposta original.
No IFDM, índices de 0,6 a 0,8 indicam desenvolvimento moderado. São 11 capitais neste grupo. As restantes têm nota acima de 0,8, sendo, segundo a Firjan, de alto desenvolvimento.
Apenas Maceió (AL), Teresina (PI) e Campo Grande (MS) tiveram piora no IFDM entre 2009 e 2010. A maior evolução foi vista em Rio Branco, no Acre, onde o índice melhorou mais de 8%.
PosiçãoCapitalEstadoIFDMVariação em relação à 2009
CuritibaPR0,90243,4%
São PauloSP0,89690,4%
VitóriaES0,89271,0%
Belo HorizonteMG0,87562,7%
FlorianópolisSC0,87370,7%
PalmasTO0,86441,8%
GoiâniaGO0,86102,0%
Campo GrandeMS0,8578-0,4%
Rio de JaneiroRJ0,85010,7%
10ºPorto AlegreRS0,83292,8%
11ºCuiabáMT0,82923,3%
12ºRecifePE0,82582,1%
13ºTeresinaPI0,8181-2,3%
14ºNatalRN0,81561,8%
15ºPorto VelhoRO0,80721,3%

domingo, 11 de novembro de 2012

100 Melhores Cidades para quem deseja fazer uma carreira feliz.

O futuro econômico do Espírito Santo é incerto, devido ao fim do Fundap e à possível perda dos royalties do petróleo. Apesar de esses fantasmas assombrarem, o Estado tem se mostrado forte e, por isso, é um dos melhores locais para quem deseja fazer uma carreira feliz. 

Cinco municípios capixabasVitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim–, fazem parte da lista das cidades que alinham oportunidades de trabalho à qualidade de vida.


Na 11ª edição da pesquisa "100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira", Vitória, por exemplo, é a terceira capital do Brasil mais promissora profissionalmente. Elaborado pela Fucape Business School, o estudo avalia a Educação, a Saúde e o vigor econômico de 128 municípios. Essas questões são vistas como essenciais para tornar o mercado de trabalho de uma localidade atraente.

O município já segue nessa colocação por cinco anos. A Capital capixaba só fica atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O melhor desempenho da cidade é na área da Saúde. A capital, segundo o coordenador da pesquisa, o professor Moisés Balassiano, é a que oferece o melhor atendimento do país. "Verificamos a quantidade de leitos e de profissionais a cada mil habitantes. E Vitória mostrou ser, proporcionalmente, a melhor cidade nesse quesito", diz o economista.

A Serra, que, em 2011, estava em 75º lugar, subiu para a 71ª posição na avaliação geral de todos os municípios e conquistou o 48º posto entre as cidades não capitais.

Balassiano explica que todos os municípios do Estado têm ganhado vocação principalmente no setor de serviços. E, nos próximos anos, deve importar profissionais para atender à demanda do mercado.

"O Espírito Santo passou de uma vocação agrícola para a área industrial e agora vive um novo momento, com a expansão do setor de serviços", destaca.

As áreas que vão abrir chances de emprego, mas que terão dificuldade de encontrar trabalhadores locais, são as de tecnologia e gestão: de empresas, financeira, de pessoas e logística.

"O Estado precisa criar uma inteligência para formar mão de obra e parar de importar profissionais de outros Estados. Emprego há, só não existe tanta gente qualificada para preencher as vagas", explica o professor.

Mineiro

O analista de sistemas Danilo Prates Moreira, 34 anos, é um dos profissionais que veio para Vitória em busca de oportunidades. Ele vivia em Belo Horizonte (MG) e se surpreendeu ao chegar na Capital capixaba e encontrar muitas vantagens para morar e trabalhar.

Danilo está aqui desde 2007 e agora tem mais motivos para criar raízes. "Minha filha nasceu em Vitória e então acredito que não tenho motivos para sair daqui. Antes, preocupava-me com a questão da segurança, porém a situação não é tão ruim quanto falavam para mim. E aprendi a gostar daqui também pela questão da proximidade do trabalho com a minha casa", conta.

Segundo o analista de sistemas, a possibilidade de trabalhar em Vitória surgiu quando a empresa Totvs, de Tecnologia da Informação, de Minas Gerais, decidiu abrir uma franquia no Estado.

Para crescer ainda mais na profissão e ajudar a empresa onde trabalha a se desenvolver, Danilo fez diversos cursos de qualificação e pós-graduação.

"A unidade aqui em Vitória começou a atuar com cinco funcionários e hoje já tem mais de 100 colaboradores. Isso mostra que o Estado tem uma visão muito boa para os negócios e tem se especializado no setor de tecnologia. A tendência é que esse mercado cresça ainda mais", diz Danilo.
Potencial

Além de se destacar na saúde, Vitória apresenta estar com muito potencial. No quesito vigor econômico, a Capital conquistou também o 3º lugar do ranking.

O secretário de Desenvolvimento de Vitória, Kleber Frizzera, acredita que a capital se desenvolveu muito com a construção do prédio da Petrobras. "O setor de serviços avançou muito, e isso abriu possibilidades para muitas carreiras", diz.

Frizzera afirma que algo interessante é que Vitória não é alvo apenas de pessoas que querem uma colocação no setor privado.

"Temos uma cidade bonita, com várias opções de serviços de saúde particulares e públicos, com muitas faculdades, e escolas de ensino fundamental e médio. Isso tudo estimula as pessoas a vir morar aqui e a buscar um emprego em algum órgão municipal. E essas pessoas buscam uma carreira pública estadual e federal em instituições instaladas na cidade", acrescenta.

Em crescimento

Para chegar ao 71º lugar no ranking da pesquisa, a Serra precisou traçar planos estratégicos. Segundo o secretário de Planejamento da cidade, Leonardo Bis, foram 20 anos de transformação.

O levantamento "As 100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira" mostra que a Serra está em 22º lugar no ponto vigor econômico. Apesar disso, ainda são necessários mais investimentos no setor de educação para consolidar o desenvolvimento no município .

No estudo, a Serra ficou em 97º lugar na área educacional. "Já ganhamos faculdades, temos um Ifes, que ajudou a população a se capacitar. Porém ainda temos um déficit de escolas de ensino fundamental e médio da rede particular. Como o município tem ganhado muitos moradores, nossa expectativa é de que novas instituições sejam criadas para atender à demanda de uma nova população", disse Bis.

Outro ponto que precisa ser trabalhado na Serra para que a cidade cresça no ranking é o setor da Saúde. No estudo, o município ficou em 116º lugar.
Educação

Outra cidade em crescimento é Vila Velha. O município, na colocação geral, conseguiu o 76º lugar neste ano. Em 2011, ele ficou em 79º. O avanço ocorre principalmente por causa da Educação.

Segundo o coordenador da pesquisa, nos últimos anos, a cidade ganhou mais faculdades e cursos de pós-graduação.

Nesse quesito, Cariacica mostrou-se até melhor. A cidade conseguiu o 71º posto em Educação, apesar de ter ficado em 123º na classificação geral. O motivo do bom desempenho é o mesmo de Vila Velha: um maior número de ofertas de vagas no ensino superior.

"Quando avaliamos a Educação, verificamos o número de faculdades que oferecem graduação, mestrado e doutorado e também o número de pessoas que concluíram o nível superior em 2010. O interessante é que, apesar de Vitória ter a Ufes e muito mais faculdades, Cariacica e Vila Velha conseguiram se desenvolver e criar mais possibilidades de avanço no setor", explica o coordenador da pesquisa.

Interior

Cachoeiro de Itapemirim foi a única cidade do interior a participar do ranking. Na classificação geral, Cachoeiro ficou em 95º lugar. Mesmo com o avanço econômico por causa da exploração do petróleo e da chegada de indústrias, São Mateus e Linhares ainda não possuem qualidade de vida o suficiente para conseguir uma colocação na pesquisa.




"Fiquei surpreso com a qualidade de vida que ganhei ao vir morar em Vitória. Trabalho perto de casa e vivo bem com a família. Nem penso em voltar para Minas Gerais"



lugar

Vitória tem a melhor saúde do país, segundo a pesquisa.



"O Espírito Santo tem potencial,
só precisa investir em qualificação
de mão de obra"

Fonte: A Gazeta

sábado, 20 de agosto de 2011

10 cidades mais perigosas do Mundo em 2010!


10 cidades mais perigosas do Mundo em 2010!


Muitos de nós, e eu tenho este sonho, de viajar pelo mundo. Explorando novas culturas e testemunhar alguns dos mais deslumbrantes lugares distantes em lugares exóticos. A maioria de nós terá, pelo menos, um destino que desejamos e fantasiamos que poderíamos fugir para sempre e não ficarmos doentes em casa. Mas com o bom vem o ruim, lugares que nunca iria considerar visitar, porque temos ouvido sobre a sua má reputação no noticiário. Bem, em nenhuma ordem especial, estão aqui dez das cidades mais perigosas do mundo que não se atreveria a uma visita .

1. Bagdá, Iraque

Fonte da imagem - misterseed
Como esta imagem horrível retrata, um rio de sangue juntamente com os veículos bombardeados não é novidade para os moradores de Bagdá. A capital devastada pela guerra do Iraque foi declarado pelo cidade mais segura do mundo, de acordo com a qualidade da Mercer 2008 de vida do índice global. Com uma história de violência, guerra, bombardeios e derramamento de sangue em Bagdá hoje o cenário mudou pouco, apesar da execução de seu governante Saddam Hussein. Desde a invasão dos EUA em 2003 mais de 650.000 civis perderam a vida e milhares de outros fugiram do perigo.

2. Detroit, EUA
Fonte da imagem - theshermanfoundation

A cidade americana conhecida como "Motor City" foi o topo da lista da Forbes das dez cidades mais perigosas em torno de americanos em 2009. A revista baseia sua conclusão sobre as estatísticas de crimes violentos, que adquiriu a partir de relatórios do FBI crime. Em caso você estava pensando havia um relatou 1.220 crimes violentos cometidos por cada 100.000 pessoas na cidade.

3. Karachi, Paquistão
Fonte da imagem - nacional-express-malásia

Classificada como uma das de menor pontuação da Ásia destinos para segurança pessoal de acordo com estudo da Mercer. Nos últimos anos tem visto Karachi ataques terroristas repetidas e atentados suicidas. Em fevereiro deste ano mais de 30 pessoas foram mortas em um ataque a bomba dupla, enquanto em dezembro de 2009 uma outra explosão viu o número de mortos chegar a mais de 40 (foto).

4. Chechênia , na Rússia
Fonte da imagem - russia.foreignpolicyblogs

Diz-se que a máfia russa corre a cidade com mais de gangsters da polícia, enquanto um russo é assassinado a cada 18 minutos média de 84 homicídios por dia em uma nação de 143 milhões. A cidade também tem sido acusado de extremismo, racismo, prostituição, tráfico de drogas e seqüestros, para não mencionar a violência indizível dished pelos rebeldes chechenos.

5. Mogadíscio, Somália
Fonte da imagem - harowo

Capital da Somália tem sido devastada pela guerra civil em curso. Em 2008 as estatísticas mostraram que metade da população da cidade (0,5 milhões) tinham fugido da área devastada pela guerra. Dezenas de pessoas são feridas todos os dias pelo conflito, enquanto atentados freqüentes matar muitos civis. Desde que o presidente Siad Barre foi usurpado do poder em 1991 mais de um milhão somalis perderam a vida devido à guerra civil ou a fome.

6. Ciudad Juárez, no México
Fonte da imagem - guardião

Lar de 1,5 milhão de pessoas da cidade fica na fronteira com os EUA Nos últimos tempos tem visto um aumento rápido na chocantes crimes violentos, principalmente devido aos cartéis de drogas rivais. Sua violência colocou um aumento do risco sobre a segurança dos moradores. Desde janeiro de 2007 houve 8.330 assassinatos relacionados ao tráfico no México, dos quais 50% vieram de Ciudad Juárez. A cidade tem 130 assassinatos por 100.000 habitantes.

7. Caracas, Venezuela
Fonte da imagem - warnewsupdates

A revista Foreign Policy apelidado de Caracas como "capital de assassinatos do mundo" no final de 2008. Em dezembro daquele ano só havia 510 pessoas assassinadas. Como Ciudad Juárez a maioria da violência vem de gangues e guerras de drogas. Houve também um aumento da pobreza na capital da Venezuela, entre os anos 1970 e 1990 a taxa de pobreza aumentou em 300% para 65%. Também foi relatado que a taxa de homicídios aumentou 67% desde que o presidente Chávez assumiu.

8. New Orleans, EUA
Fonte da imagem - internacionalista

A capital de assassinatos dos EUA vê uma média de 95 assassinatos por 100.000 habitantes, que é chocantemente alta, quando você considerar o fato de que existem apenas 300 mil habitantes na cidade em geral. Ainda mais assustador quando você pensa que a revista Time relatou que Bagdá tem uma taxa de homicídios de 48 por 100.000 habitantes. Violência na área é abundante, porque é uma das mais pobres do furacão Katrina EUA fizeram pouco para ajudar esse problema.

9. Cape Town, África do Sul
Fonte da imagem - censorbugbear-reports

África do Sul tem sido repleta de crime por anos agora e Cape Town é a cidade mais perigosa do país. Homicídio e roubo, estupro e seqüestro são os maiores problemas na área, e os turistas são alvos notáveis. Tem uma taxa de homicídios de 62 para cada 100.000 habitantes. Viajando sozinho à noite e mesmo usando um caixa eletrônico só é fortemente desaconselhados. Crimes sexuais, roubos e assaltos têm aumentado nos últimos dois anos; 71.500 crimes sexuais (10% aumento), 13.900 roubos (41% aumento) e 18.400 roubos (27% aumento).

10. Rio de Janeiro, Brasil
Fonte da imagem - The Life

Apesar de ser sede do maior carnaval do mundo Rio de Janeiro é também um dos lugares mais perigosos da Terra. Assim como os viajantes sair do avião são entregues folhetos de fazer e não é. Não usar jóias e não levar sua carteira (tirar dinheiro tão pouco com você, como você pode) são algumas das coisas que os visitantes são contadas. Nos últimos dois anos os índices de criminalidade têm aumentado, especialmente crimes violentos. Um cartel de drogas local, conhecido como o Pirahnas são em grande parte responsável pelo aumento da violência e são notórios por sequestros também. No ano passado houve 8.000 homicídios na cidade, que é perto de 20 por dia!

Fonte: http://urbantitan.com

domingo, 30 de janeiro de 2011

Itália: o país das cidades fantasmas

Monterano 
Localizada 50 quilômetros ao norte de Roma, Monterano já teve seus dias de glória. À época do Império, tornou-se referência cultural; na Idade Média, sua diocese estava entre as principais da Igreja Católica. Os séculos seguintes, no entanto, não foram tão generosos. A cidade murchou economicamente e, na década de 1790, comprou uma malfadada briga no comércio de grãos com comunas vizinhas. O atrevimento lhe custou a vida: tropas mercenárias francesas incendiaram suas construções tão rapidamente que boa parte da população sucumbiu entre as chamas. Um surto de malária incumbiu-se de acabar com os poucos sobreviventes. Monterano juntou-se, então, a um grupo de membros incontáveis: as cidades fantasmas da Itália. Um email com imagens das mais belas delas faz sucesso na internet.

Embora ninguém arrisque o tamanho desse contingente, pode-se afirmar que ele não é dos menores. Primeiro, pela quantidade de cidades minúsculas do país. A Itália tem cerca de 8 mil comunas (equivalente a municípios). O Brasil, com território 28 vezes maior, conta com cerca de 5,5 mil. Segundo, pela antiguidade das ocupações urbanas. Desde as colônias da Magna Grécia, são quase 30 séculos em que, ora a população habitava as planícies, ora deslocava-se para o alto de montanhas. Terremotos, guerras e pragas transformaram povoados em desertos séculos atrás; dificuldades econômicas cumprem o mesmo papel hoje.

- Há comunas que foram reduzidas a 70, 80 habitantes, porque eram comunidades de alto de montanha e seus habitantes se deslocaram para planícies ou grandes cidades, com maior capacidade de desenvolvimento e mercado de trabalho - conta Julio Cezar Vanni, historiador e pesquisador da imigração italiana. - As necessidades modernas fizeram até um vilarejo inteiro ser inundado, para dar lugar a uma hidrelétrica, em Careggine, na Toscana. De dez em dez anos, quando o reservatório é esvaziado, as casas reaparecem e os turistas vão visitá-las.
Careggine

Entre as dezenas de casos curiosos, há histórias como a de Ravello, encravada entre montanhas da Campania, no sul do país. Na Idade Média, a comuna estava entre as mais ricas e civilizadas da península itálica. Sua população chegou a 300 mil pessoas. Hoje, ela foi reduzida a tímidas 2.435.


- Cidades são animais sociais. Uma cidade, para prosperar, precisa estar inserida em uma rede complexa de outros assentamentos, pequenos e grandes, que garantam o seu sustento. Não foi o que ocorreu com Ravello - explica Guido Martinotti, professor de Sociologia Urbana da Universidade de Milano-Bicocca. - A Itália tem uma longa história de assentamentos urbanos, com várias superposições. Este processo foi visto várias vezes no país.

Queda do Império levou povo para as montanhas

A "primeira onda de cidades fantasmas", como chama o sociólogo Francesco Ranci, é anterior aos feudos medievais. Segundo o professor da Universidade do Sagrado Coração, de Connecticut (EUA), a queda do Império Romano foi o primeiro motor para que muitos povoados fossem deixados para trás.

- Nos séculos seguintes ao Império, a população sentiu que só poderia viver com segurança no topo das montanhas. As vilas próximas ao mar ou instaladas em vales foram abandonadas - assinala. - Guerras e epidemias também contribuíram para esvaziar muitas outras comunas. Demorou muito para que estas regiões fossem ressuscitadas.

Uma nova reviravolta ocorreu na Idade Média, que deu um golpe quase mortal nas cidades europeias. Roma, que tinha 1 milhão de habitantes no século I, viu sua população ser reduzida para pouco mais de 20 mil no século X, quando o sistema feudal atingiu o seu auge.

O Globo