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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Peter Turkson, Cardeal de Gana, forte candidato a papa, defende pena de morte para gays

Um dos nomes mais fortes cotados para a sucessão do Papa Bento XVI é Peter Turkson, Cardeal de Gana, que poderia se tornar o primeiro papa negro e africano da história. Mas tem um detalhe no meio da história — suas declarações infelizes a respeito da criminalização da homossexualidade em Uganda, um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo do país. “A intensidade da reação (à homossexualidade) é provavelmente compatível com a tradição”, disse ele ao site National Catholic Register no ano passado, tentando justificar a insanidade de prender e matar gays e lésbicas na África.

Desde a última segunda-feira (11) em que Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) renunciou ao posto de Papa, em pouco tempo já surgiram alguns nomes que podem sucedê-lo.

Peter Turkson, Cardeal de Gana, é um dos mais fortes candidatos e se for escolhido, se tornará o primeiro papa negro e africano da história.

Mas esse possível sucessor com grandes chances de conquistar o papado já possui um histórico polêmico. De acordo com informações do site "Queerty" ,Turkson seria homofóbico e defenderia a pena de morte para homossexuais em Uganda, um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo do país.

Já em entrevista para o site "The Telegraph", ele diz que é preciso 'encontrar maneiras de lidar com os desafios da sociedade e da cultura', acrescentando que a Igreja precisava "evangelizar", ou converter, os que tinham abraçado "estilos de vida alternativos, tendências ou questões de gênero". "Nós não podemos falhar em nossa missão de fornecer orientação", disse.

Ainda segundo o site "Queerty", outra atitude inexplicável de Peter Turkson, foi criticar o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, quando o mesmo pediu que o continente africano acabasse com a criminalização da homossexualidade.

“Quando você está falando sobre o que é chamado de "estilo de vida alternativo", são estes os direitos humanos? Ele (Ban Ki-moon) precisa reconhecer que há uma sutil distinção entre moralidade e direitos humanos, e é isso que precisa ser esclarecido”, afirmou, insinuando que defender os LGBT não é uma questão de direitos humanos.

Vale Lembrar que Gana é um país da Africa Ocidental que ainda condena a homossexualidade.

Em um comunicado oficial, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo.

A Santa Sé anunciou que o papado, exercido pelo teólogo alemão desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido. Segundo o porta-voz Federico Lombardi, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível" e até a Páscoa.

Fonte: VIRGULA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Resposta de geneticista a Silas Malafaia bomba na web. Veja

Resposta de geneticista a Silas Malafaia
 Homossexualidade é "comportamento e não genética"? E a Genética do Comportamento?

Geneticista rebate declarações de Silas Malafaia e bomba na Internet

Rio -  As declarações de Silas Malafaia continuam repercutindo na Internet. O geneticista Eli Vieira, que está fazendo doutorado em em Cambridge, no Reino Unido, postou no YouTube um vídeo em resposta à polêmica entrevista do pastor para Marília Gabriela no programa "De Frente com Gabi", que foi ao ar na noite do último domingo.


No programa, o pastor afirmou que o homossexualismo não é determinado pela genética. "Ninguém nasce gay, não existe ordem cromossômica homossexual. Não existe gene homossexual, existe ordem cromossômica de macho e fêmea. Se um gêmeo é ‘hétero’ o outro teria que ser ‘hétero’, se um gêmeo é homossexual então o outro teria que ser homossexual”, disse Malafaia.

No vídeo, que já está sendo compartilhado em diversas redes sociais, Eli garante que existe sim uma relação entre a genética e o homossexualismo. "Quando um gêmeo é homossexual, o outro também é. A chance do outro gêmeo também ser gay aumenta conforme aumenta o parentesco genético, a similaridade genética entre eles. Então, como é que a genética não tem nada a ver com a orientação sexual, Malafaia?", questiona o geneticista.

Confronto de ideias 

Eli também cita um estudo que mapeou o cérebro de homens homossexuais. No programa, Malafaia diz que tal estudo "não deu nada". "Como não deu nada? Os neurocientistas investigaram o cérebro de pessoas heterossexuais e homossexuais e já mostraram que especificamente nas regiões do cérebro relacionadas a prazer sexual e conexão emocional homens heterossexuais mostram similaridades cerebrais com mulheres heterossexuais", rebateu Eli.

Relembre a entrevista

Silas Malafaia, que é líder da igreja Assembléia de Deus - Vitória em Cristo, não fugiu de nenhuma polêmica. Além de rebater a reportagem da Revista Forbes, de que ele seria o terceiro pastor mais rico do Brasil, com um patrimônio de US$ 150 milhões, Malafaia combateu com veemência os homossexuais.

"Eu não acredito que dois homens e duas mulheres tenham a capacidade de criar um ser humano" e "Se tiver pastor homossexual, ele perde o cargo", disse.
Malafaia causou polêmica com entrevista para Marília Gabriela | Foto: Divulgação

Confira algumas das frases de Malafaia no programa
"Safado, bandido e caluniador têm em todo lugar"
"As ofertas que eu recebo, não são só de pessoas da minha igreja. (Sobre o dízimo)"
"Eu não devo nada e não tenho o que temer"
"Meu patrimônio é de R$ 4 milhões, R$ 2 milhões são da minha editora"
"Há 25 anos eu não tenho salário de pastor"
"Nos últimos cinco anos eu vendi mais de um milhão de livros por ano"
"Não tem dados que declarem que eu tenho R$ 300 milhões de reais"
"Deus trabalha com uma lei de recompensa"
"Pastor é apenas um condutor"
"O homossexualismo é um comportamento"
"Eles (homossexuais) querem uma lei para atacar e atingir àqueles que querem"
"A autoridade da bíblia é condenar o pecado"
"A bíblia define o que é pecado"
"Eu estou aqui para condenar o pecado"
"O que muda é a tecnologia, o homem é a mesma coisa"
"Eu não estou aqui para impedir ninguém de ser homossexual"
"Eu abdiquei do salário da minha igreja"
"Tudo que sai da legalidade do casamento, sou contra"
POR TÁBATA UCHOA
O Dia

domingo, 28 de outubro de 2012

Homossexualidade. A “saída de armário” do seu filho não precisa ser traumática



A “saída de armário” do seu filho não precisa ser traumática


A sociedade tenta abrir mais sua mente e os debates avançam, mas ainda é complicado tratar de homossexualidade em casa, tanto para pais e mães quanto para filhos.

Pesquisas já afirmaram que os primeiros “sinais” de sexualidade despontam em futuros jovens gays logo aos três anos de idade. Mesmo que esse número seja exagerado, há um ponto na adolescência em que a propensão parece difícil de esconder, mas nem todas as famílias jogam abertamente as cartas na mesa. O que fazer?

Revelar a homossexualidade de maneira abrupta pode ser perigoso: uma pesquisa conduzida por uma instituição de direitos humanos da Califórnia (EUA) aponta que adolescentes gays têm maiores taxas de depressão, alcoolismo e até suicídio em comparação com os heterossexuais da mesma faixa etária.

A raiz destes problemas parece ser o estresse que ele ou ela vive antes de se revelar, assolado pelo dilema entre manter segredo ou não. Depois da revelação, muitas vezes o medo do adolescente se confirma: ele de fato acaba hostilizado pelos colegas, muito mais do que quando não assumia abertamente.

Mesmo assim, a pesquisa concluiu que os piores problemas psicológicos estão mesmo naqueles jovens que prendem a certeza de que são gays dentro de si mesmos. O indicado, portanto, é assumir. A questão é como fazer isso de maneira saudável.

Preparando o terreno
Não é de hoje que orientadoras familiares do mundo inteiro recomendam esse elemento essencial: é preciso haver diálogo entre pais e filhos. Se a família não conversa sobre o assunto, o adolescente nunca vai ter ideia de qual seria a reação dos pais na clássica conversa do “tenho que contar uma coisa para vocês”.

O pai e a mãe precisam entender que não adianta fechar os olhos para sinais que às vezes se manifestam desde antes dos dez anos. Diante dessa constatação, o recomendado é que os pais mostrem, por exemplos e palavras, que não têm problemas com homossexualismo na família. Isso ao longo de meses, talvez anos, sempre de forma indireta.

O objetivo é deixar o jovem pouco a pouco mais seguro, até que resolva abrir o jogo por si mesmo. Altamente desaconselhável é perder a paciência e um belo dia chegar com uma abordagem de choque do tipo “afinal, você vai sair do armário ou não”? Em suma, é preciso criar um ambiente confortável para a revelação do filho.

A pesquisa californiana constatou que a idade em que os jovens assumem abertamente o homossexualismo está caindo. Há pouco mais de uma década, a idade média para a revelação era por volta de vinte anos. Agora, esta linha está pouco acima dos quinze.

Já as complicadas consequências pós-revelação ainda são um desafio social a ser combatido por todos.

 [The New York Times/Psicologia.org/]

domingo, 29 de maio de 2011

Homossexualidade é mais aceita por maioria, diz estudo com 31 países

Holanda, Dinamarca, Noruega, Suíça e Bélgica têm maior aceitação.
Rússia, República Tcheca, Chipre e Letônia seguiram tendência contrária.


A grande maioria dos países se tornou mais tolerante com a homossexualidade, com a exceção da Rússia e de outras nações que tiveram regimes socialistas, revelou um estudo americano publicado neste domingo (29).

O relatório, elaborado pelo Centro Nacional de Pesquisas de Opinião da Universidade de Chicago, estudou as tendências gerais da atitude de mais de 30 países em relação à homossexualidade.
A aprovação da homossexualidade aumentou em 27 países, e diminuiu apenas em quatro: Rússia, República Tcheca, Chipre e Letônia.

Os cinco países com maior nível de aceitação da homossexualidade são Holanda, Dinamarca, Noruega, Suíça e Bélgica, segundo o informe.

Os últimos da lista foram sete ex-repúblicas socialistas, países da América Latina e da Ásia Oriental, além de Chipre, África do Sul e Turquia.

Na Rússia, 59% da população achava em 1991 que ter uma conduta homossexual era algo errado, proporção que aumentou para 64% em 2008, indica a pesquisa.


Da AFP

sábado, 30 de abril de 2011

“Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Pastor Ricardo Gondim afirma ser a favor da união gay: “Nem todas as relações homossexuais são promíscuas”

‘Deus nos livre de um Brasil evangélico!’ Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência.

Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais.


Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir.


Carta Capital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
RG: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento no número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.


CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos modelos do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.


O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?


Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, pode facilitara expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.


O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
O movimento brasileiro é filho direto do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way of life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui Ieem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos. de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é de que Deus abre portas de emprego para os fiéis.


Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?


O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, então a minha mensagem está fragilizada.


Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez maior dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.


O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
Sou a favor. O Brasil é uni país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.


O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem., então há aluo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.


Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

Fonte: Carta Capital 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Centro-avante da seleção alemã pede a jogadores gays que "saiam do armário"

Em entrevista a uma revista alemã, Mario Gomez, o centro-avante do Bayern de Munique e da seleção alemã, disse que os jogadores gays deveriam "sair do armário" e assumir a homossexualidade.

A declaração de Gomez reabre a enorme polêmica em torno da aceitação da homossexualidade num esporte com perfil historicamente masculino.

Ela contraria o pensamento que predomina no mundo do futebol, incluindo seus companheiros de equipe, a diretoria do Bayern e a própria federação alemã de futebol.

Para muitos, a admissão pública da homossexualidade é suficiente para acabar com a carreira de um jogador. Recentemente, outros jogadores da Bundesliga aconselharam atletas gays a não revelar sua preferência sexual sob risco de serem ridicularizados pelas torcidas adversárias em estádios lotados.

Mario Gomez não concorda e acredita que saindo do armário o jogador passaria a atuar melhor, pois tiraria de si o peso da omissão e da mentira. "´Já é tempo de acabar com esse tabu", disse o centro-avante.

O artilheiro só não deixou claro se advogava em causa própria. Com a declaração, Gomez levantou curiosidade sobre a sua própria sexualidade. A pergunta que não quer calar é se Gomez está preparando o terreno para uma declaração corajosa e bombástica.

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira sobre as declarações de Mario Gomez, o jornal britânico The Guardian lembra que a situação do futebol alemão reflete o que acontece na maioria dos países. "Não há nenhum jogador assumidamente gay, apesar das pesquisas estimarem que cerca de 10% são homossexuais", diz a matéria do Guardian.

Marcus Urban
O jornal lembra que o único jogador alemão a assumir a homossexualidade foi Marcus Urban que em 1997 contou a seus colegas de time que era gay, exatamente antes de pendurar as chuteiras. Mas só em 2007 contou a história em público, como forma de incentivar outros jogadores que estivessem na mesma situação a fazer o mesmo.

O Guardian acrescenta que apesar da federação alemã combater a homofobia no futebol, seus dirigentes alertam para os problemas a serem enfrentados por quem assumir a homossexualidade. O próprio presidente da federação admite que o primeiro a sair do armário terá uma tarefa difícil pela frente.

Justin Fashanu
Na Grã-Bretanha, o único jogador a admitir a homossexualidade foi Justin Fashanu, que em 1990 vendeu sua declaração com exclusividade para o tabloide The Sun que publicou a história com grande alarde sob a manchete: "Eu sou gay."

Fashanu acabou cometendo suicídio oito anos mais tarde, depois de ter sido acusado de abuso sexual por um rapaz de 17 anos.

BBC Brasil

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Lady Gaga engajada totalmente contra a norma do 'Don't Ask, Don't Tell'

Lady Gaga , engajada em defesa
 da igualdade de direitos dos
 gays
BOSTON, EUA - A cantora pop americana Lady Gaga mobilizou seus fãs na internet e conseguiu levar 2 mil deles nesta segunda-feira a uma manifestação nos EUA contra a norma "Não pergunte, não diga" (Don't Ask, Don't Tell), que obriga os militares gays americanos a manter sigilo sobre sua homossexualidade sob pena de serem expulsos.

O Senado deve levar à votação nesta terça-feira a decisão sobre iniciar ou não um debate sobre o tema. A previsão é de um resultado apertado. A Câmara dos Deputados já votou pelo fim da política, que remonta ao governo de Bill Clinton.

A estrela, que se define como bissexual e é musa da comunidade gay, vem pedindo aos senadores que tentem derrubar a regra que proíbe homossexuais assumidos de servirem nas Forças Armadas.

"Votação chave esta terça-feira sobre a revogação da lei 'Don't Ask, Don't Tell'. Precisamos de 60 senadores. Ligue para seu senador agora", expressou Lady Gaga em seu perfil no microblog Twitter.

Para reforçar o recado, Gaga discursou nesta segunda-feira em um parque perto da Universidade de Southern Maine, em Portland, no Maine, estado representado por dois senadores republicanos. Os defensores dos direitos dos homossexuais esperam que os legisladores rompam com a tendência de seu partido e defendam o fim da proibição.
Gaga: "Se você não é honesto o suficiente para lutar sem preconceitos, vá para casa.

"Estou aqui hoje porque gostaria de propor uma nova lei. A lei que manda para casa os soldados que tem o problema. Nossa nova lei é chamado, 'Se você não gosta, vá para casa'".
A cantora revelou que ela sentiu-se compelida a participar depois de ouvir as experiências da vida real dos membros gays militares.
Ela acrescentou: "Não são heróis incríveis aqui hoje cujas histórias são mais poderosos do que qualquer história que eu poderia contar, toda a luta que eu sempre lutei, ou qualquer música que eu poderia vender. Eu estou aqui porque eles me inspiram. Estou aqui porque acredito neles. "

Na semana passada, num vídeo preto e branco de 7 minutos no YouTube, Gaga fez outro apelo, sentada diante de uma bandeira dos EUA, vestindo gravata escura, blusa branca e blazer escuro.

"Estou aqui para ser uma voz pela minha geração. Pela juventude deste país, a geração afetada por esta lei, e cujos filhos serão afetados."

Ela diz que a lei é inconstitucional, que os seus fãs deveriam procurar os senadores, e que seus seguidores do Twitter deveriam fazer seus próprios vídeos em prol da igualdade de direitos para os homossexuais.

"Tuitem seus vídeos para mim que eu vou postá-los", escreveu ela no microblog.

A artista tem uma estreita relação com o público homossexual, e na semana passada desfilou no tapete vermelho do MTV Music Video Awards acompanhada por quatro veteranos gays. A cantora, de hits como "Bad Romance" e "Alejandro", tem 18 milhões de fãs no Facebook e mais de 6 milhões de seguidores no Twitter.

O Globo e Toronto Sun