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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Agora é científico: Homofobia explícita é homossexualidade implícita.


Homofobia pode mascarar negação da própria sexualidade

Sentimento autodirigido

A homofobia - o preconceito contra pessoas homossexuais - é mais pronunciada em pessoas com uma atração não consciente por pessoas do mesmo sexo, afirmam cientistas.

Além disso, uma série de estudos conduzidos por uma equipe internacional demonstrou que as pessoas que cresceram com pais autoritários são mais propensas à homofobia.

O estudo é o primeiro a documentar o papel que educação e orientação sexual desempenham na formação do medo intenso e visceral dos homossexuais, incluindo atitudes homofóbicas autodeclaradas, discriminação, hostilidade implícita contra gays e o apoio a políticas anti-gay.

Medo

Segundo os cientistas, a reação negativa em relação aos homossexuais nada mais é do que uma reação de medo.

"Indivíduos que se identificam como heterossexuais, mas que em testes psicológicos denunciam uma forte atração pelo mesmo sexo, sentem-se ameaçados por gays e lésbicas porque os homossexuais os lembram de tendências semelhantes dentro de si mesmos," tendências estas que eles fazem tudo por reprimir, explica Netta Weinstein, principal autora do estudo.

"Em muitos casos, são pessoas que estão em guerra consigo mesmas e estão direcionando para fora este conflito interno," acrescenta Richard Ryan, coautor do trabalho.

Os resultados fornecem novas evidências empíricas para apoiar a teoria psicanalítica de que o medo, a ansiedade e a aversão que algumas pessoas aparentemente heterossexuais mantêm em relação aos gays e lésbicas podem nascer de seus próprios desejos reprimidos pelo mesmo sexo, diz Ryan.

Conhece-te a ti mesmo

Em todos os estudos, os participantes com pais compreensivos e apoiadores mostraram-se mais em contato com sua orientação sexual implícita, enquanto participantes com pais autoritários revelaram grande discrepância entre a atração sexual explícita e a implícita.

"Em uma sociedade predominantemente heterossexual, 'conhecer-se a si mesmo' pode ser um desafio para muitos indivíduos homossexuais. Mas, em famílias controladoras e homofóbicas, assumir uma orientação sexual minoritária pode ser aterrorizante," explica Weinstein.

Estes indivíduos arriscam-se a perder o amor e a aprovação dos seus pais se admitirem atração pelo mesmo sexo. Assim, a maioria deles nega ou reprime essa parte de si.

Autorreflexão sobre a sexualidade

A incongruência entre as medidas implícitas e explícitas de orientação sexual previu uma grande variedade de comportamentos homofóbicos, incluindo o autorrelato de atitudes anti-gay, hostilidade implícita contra gays, endosso de políticas anti-gay e viés discriminatório, como a atribuição de punições mais severas para os homossexuais, concluem os autores.

"Este estudo mostra que, se você está sentindo esse tipo de reação visceral a um grupo minoritário, pergunte-se a si mesmo, 'Por quê?'," orienta Ryan. "Essas emoções intensas devem servir como um apelo à autorreflexão."

Conduzida por uma equipe das universidades de Essex (Reino Unido), Califórnia e Rochester (EUA), a pesquisa será publicada na edição de abril do Journal of Personality and Social Psychology.

Redação do Diário da Saúde

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Baixaria. Deputado Jair Bolsonaro questionou a sexualidade da presidente Dilma


Jair Bolsonaro solta baixaria sobre a presidente Dilma
Na tribuna, o deputado questionou a sexualidade da presidente, ao criticar as políticas pró-homossexuais do governo
Bolsonaro: “Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma!"

Brasília - O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou à carga. Em discurso na tribuna da Câmara nesta quinta-feira, além de repetir as tradicionais críticas às políticas pró-homossexuais do governo, deu um passo além: questionou a sexualidade da presidente da República.

“Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!”, esbravejou, ao apontar aquilo que chama de Kit Gay 2 – uma campanha elaborada sob o pretexto de combater o preconceito contra homossexuais nas escolas.

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), que discursou em seguida, reprovou a postura de Bolsonaro: “O que nós ouvimos aqui hoje foi um discurso que, se entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria presidente da República, quando acho que a opção sexual de qualquer ser humano, deputado, é uma questão de foro íntimo desse mesmo ser”.

http://exame.abril.com.br

domingo, 4 de setembro de 2011

Silas Malafaia: "Amigos me fazem bem. Os inimigos me promovem"

Ele já foi vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, mas diz que deixou o cargo há cerca de dois anos, porque queria ser independente. Pastor Silas Malafaia é um dos grandes líderes religiosos  do Brasil.  Em pregações no evento Vida Vitoriosa reúne multidões. Na TV há 29 anos, prega, via satélite, do Brasil para 200 nações. Com seu estilo bateu-levou, sabe que não são poucos os seus críticos. Ele é um dos que combatem a legislação que define como "privilégio homossexual".
foto: Divulgação
Silas Malafaia é vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil. Divulgação
Por que deixou a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil?
Como todas as organizações muito grandes, essas convenções tornam-se muito políticas. Como eu queria abrir igrejas em todo o Brasil e havia muito cara querendo beber meu sangue (risos), para não brigar com ninguém preferi sair numa boa. Saí por cima. Faço pregações na televisão há 29 anos, mas sempre fui independente, um pregador interdenominacional. No evento Vida Vitoriosa do Maranhão, realizado recentemente, havia 120 mil pessoas só no domingo. Lá, reuní 700 pastores, inclusive da Assembleia de Deus.

O senhor vem de um lar protestante?

Meus pais são pioneiros na educação teológica pentecostal. Em 1962, fundaram o Instituto Bíblico Pentecostal. Minha família é muito tradicional na Assembleia de Deus, com mais de dez pastores. Meu  pai, com 90 anos, é um deles.

A que o senhor credita o aumento de fiéis evangélicos no Brasil?
A queda do número de católicos é infinitamente maior do que as pesquisas  mostram. Esse pessoal do IBGE pensa que a gente é otário? O que eu conheço de igrejas que há dez anos não eram nada e hoje são gigantes... No último Censo, em 2000, a minha igreja tinha 7 mil membros; hoje, tem 23 mil. A pesquisa é feita por amostragem, e tem um jogo de interesses poderosíssimo por trás dos panos, um medo lascado do crescimento dos evangélicos no país.

Qual a causa desse medo?
Interesse político. Quem quer perder status quo? Há cerca de dois meses, sem que ninguém soubesse de nada, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se pronunciou dizendo que o desenvolvimento do país faria com que o número de evangélicos diminuísse. Então tem interesse da Igreja Católica também. O fato é que o Evangelho dá à pessoa dignidade dela como ser humano. Não o Evangelho teológico, religioso, somente para a hora da liturgia, mas um Evangelho prático. Acredito que a Bíblia é o maior manual de comportamento do mundo. Se você praticar, acontece. É interessante também a gente falar sobre o preconceito que diz que pobre, burro, idiota, analfabeto é o que está na igreja evangélica, onde o malandro do pastor toma a grana dos caras o tempo inteiro... Esquecem que a igreja evangélica tem pobre, classe média, rico, intelectual, ignorante, todo tipo de gente. Ela atende ao homem em sua totalidade: biológica, sociológica e espiritual.

O senhor prega a Teologia da Prosperidade, que muitos criticam.
Preconceito tem em todo lugar e é fruto da ignorância. E até no meio evangélico, quem fala que é contra a Teologia da Prosperidade não sabe o que está falando. A Bíblia é um livro de prosperidade. Sou contra o besteirol em torno dessa questão. Do tipo: ?Todo mundo vai ficar rico?; ?Se você não ficar rico é porque não tem fé, vive no pecado?. É só ler os salmos 1º, 112, eles falam da prosperidade. Jesus disse: "Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância". Que vida abundante é essa? Ele está falando da vida aqui na terra: psicológica, biológica e espiritual. Só um tolo não quer prosperidade em sua vida.

Essa é a grande motivação?
Não é uma questão só de prosperidade financeira, porque, se ela fosse a razão da vida, rico não dava tiro na cabeça, não tomava tarja preta para dormir. Dinheiro somente não resolve. Por que pessoas de alto nível social procuraram a igreja? É a busca de Deus, o vazio de Deus, que causa essa procura. Antigamente, até a igreja evangélica só tratava o ser humano como um ser espiritual. Mas, nos últimos 30 anos, começou a pensar que quando o cara sai do culto ele tem conta para pagar, é empregado, patrão, cidadão com direitos e deveres. Sou pregador para após o culto.

Nem todas as igrejas evangélicas têm pastores com formação teológica.
É que a mensagem do Evangelho transcende a pessoa do pastor. Aí tem o papel do Espírito Santo, da ação do divino. Há igrejas gigantes com pastores simples, que têm um dom vocacionado por Deus.

E as mídias eletrônicas?
Especialistas dizem que quem tiver o domínio da comunicação e do conhecimento vai vencer. Mas o maior instrumento de evangelização continua sendo a pessoa humana. A Assembleia de Deus, a maior entre as igrejas evangélicas do país, cresceu sem rádio e sem televisão. Tirando eu, que estou há 29 anos na TV, ela só começou a usar mais a mídia nos últimos dez anos.

Mas há denominações que, em pouco tempo, cresceram meteoricamente...
A Universal, a Internacional da Graça de Deus, nos últimos 30 anos, tiveram crescimento enorme. Mas junte todas elas, a do bispo Edir Macedo, do RR Soares, do Waldomiro (Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus), que não dão a metade da Assembleia de Deus.

Como vocês, líderes dessas grandes igrejas, se relacionam?
Sou pioneiro na formação do conselho nacional de pastores. Me relaciono com grandes líderes. Com alguns já tentei, mas os caras não querem...

É o caso do bispo Edir Macedo?

Ele é um grande líder evangélico, fez um trabalho monumental, e ninguém mais do que eu o defendeu, quando foi para a cadeia. Depois, naquela guerra danada com a Globo, eu estava lá. Muitos diziam pra mim: "Malafaia, tu tá ferrado defendendo esses caras..." E a experiência me mostrou que eles só querem andar com outras igrejas quando têm interesses políticos ou quando o coro tá comendo forte no lombo deles. Em 1995, Macedo me chamou  dizendo que em 1998 ele me elegeria com a força do voto da Universal, que queria fazer cinco deputados federais. Quando viu que eu não queria participar, me tirou da sua emissora. Não sou capacho de ninguém.

O senhor foi alvo de muitas críticas pelo fato de o pastor americano Morris Cerullo, em seu programa na TV, ter pedido ofertas de até R$ 10.011,00.

Morris Cerullo é um dos homens mais respeitados da igreja evangélica mundial. Tem 80 anos e há 60 anos viaja pelo mundo. Sustenta escolas em cinco continentes, para treinar pastores. Cerullo é dono de emissoras de TV na América, e o americano tem um jeito diferente do brasileiro, uma cultura de pedido de ofertas. Quando ele veio ao Brasil,  falou uma palavra profética e pediu oferta de R$ 911. Depois, pediu a 12 pessoas uma oferta de R$ 10.011,00. Você já viu alguém dar  R$ 911 e não acreditar naquilo que está fazendo? Olha, até no meio evangélico tem gente com dor de cotovelo e ciúme do sucesso dos outros. E eu virei a  bola da vez. O número de pessoas que me ligam para dar oferta é muito superior ao das que me criticam. Só dão pedrada em árvore que produz fruto. Os amigos me fazem bem. Os críticos e inimigos me promovem.

O senhor diz que aplicará as ofertas em grandes projetos. Quais são?
Parte do dinheiro vai para dois eventos do Vida Vitoriosa, de São Luiz e de Fortaleza, cada um deles com custo de R$ 1 milhão. No final do ano, em Foz do Iguaçu, meus associados vão bancar para três mil pastores e jovens uma semana no hotel com pensão completa, para treinar os caras, melhorar o desempenho deles. Sabe quanto vou gastar nisso? R$ 4 milhões. Tenho também que mudar a tecnologia de transmissões para HD, o que vai exigir no mínimo R$ 2,5 milhões. Não peço dinheiro para mim. Sou o pastor que mais vende livros no Brasil -  mais de um milhão por ano - e o que mais vende palestras em DVD. Não preciso roubar, tirar dinheiro pra botar no meu bolso. Só quem fala isso é quem não me conhece. Tem milhares de pessoas que me ajudam para bancar toda essa estrutura de programas com transmissão do Brasil, via satélite, para mais de 200 nações do mundo. São pessoas bobinhas? Não.

O senhor é uma das maiores resistências ao projeto contra a homofobia. 
Não queremos impedir ninguém de ser o que quiser. Aprendemos com a Bíblia que nem Deus obriga ninguém a segui-lo. Mas o maior erro dos ativistas homossexuais  não foi o de lutar por o que definem como seus direitos, mas infringir o direito dos outros. A Constituição Brasileira estabelece a livre manifestação do pensamento; que ninguém pode ser cerceado por convicção religiosa, filosófica e política; e que as garantias individuais são imutáveis. Como é que os homossexuais querem direitos, em detrimento dos meus? Lei de Homofobia uma vírgula! É lei do privilégio para os homossexuais. Tem que mudar tudo da lei, tirar tudo o que criminalize os que são contra a prática homossexual, se eles quiserem vê-la aprovada no Congresso.  Uma coisa é criticar comportamento, a outra é discriminar pessoa. Critica-se pastor, padre, Deus, diabo, ministro, presidente da República, mas se criticar homossexualismo é homofobia...  Quem fala mal de evangélico é evangelicofóbico por acaso? Eles querem privilégios, em detrimento do conjunto da sociedade. Mas olha: se eu ver [sic] alguém espancar, bater num homossexual, sou testemunha a favor do homossexual para botar o agressor miserável na cadeia. Não sou a favor disso.

Claudia Feliz


A GAZETA

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Primeira parada gay na cidade mais homofóbica do Espírito Santo atrai multidão

Parada Gay em Linhares atrai mais de 10 mil pessoas
Manifestação chama a atenção para a união homoafetiva.
Participantes cruzaram as principais avenidas do município.

Dois trios elétricos com DJs e show de transformistas marcaram o evento neste domingo (10), no centro da cidade

Viviane Carneiro - Da Redação Multimídia
foto: Divulgação Primeira Parada Gay de
Linhares coloriu o centro da cidade neste domingo
O município de Linhares, no Norte do Estado, recebeu, pela primeira vez, um manifesto GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros). Dois trios elétricos com DJs e show de transformistas marcaram a 1ª Parada Gay da cidade neste domingo (10). Mais de 10 mil prestigiaram o evento, que foi organizado pela Associação Linharense de Apoio à Homossexualidade.

Os participantes, como sempre muito irreverentes, coloriram o centro de Linhares com as cores do arco-íris, a bandeira do movimento. Eles percorreram a principal avenida da cidade chamando a atenção pela luta pela igualdade. O lema do manifesto era "Direito à Diversidade: Também Somos Família, União Homoafetiva".

O presidente da associação Guilherme Barbosa disse que a cidade é considerada a mais homofóbica do Estado e onde mais se agride homossexuais. "Essa parada foi um desafio. Estou dando minha cara a tapa. A sociedade pode até não nos aceitar, mas queremos respeito", pontuou.

A Gazeta ( O melhor Jornal do ES)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ator se diz chocado com vídeo contra homofobia

Thiago Rodrigues se diz chocado com vídeo contra homofobia
Ator afirmou pelo Twitter, nesta segunda, 30, que achou o vídeo 'muito pesadinho'

foto: Isac Luz/Globo.com
Thiago Rodrigues e Cristiane Dias (foto de arquivo)

Thiago Rodrigues não gostou dos vídeos, que fazem parte do kit anti-homofobia que foi proibido pela presidente Dilma Roussef, e seriam distribuídos nas escolas.

"Esse país está em um rumo esquisito demais... Eu assisti o vídeo contra a homofobia, e fiquei chocado! Um absurdo! Que me desculpem os xiitas!", escreveu o ator no site.

Thiago ainda explicou que não permitiria que seu filho aos 11 anos. "As crianças podem ser educadas de outras maneiras."

EGO

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cruzeiro é multado por manifestações de homofobia de sua torcida em jogo de vôlei

RIO - O time de vôlei Cruzeiro/Sada foi multado pelas manifestações ofensivas de sua torcida contra o jogador Michael, do Vôlei Futuro, no dia 2 de abril, em Contagem. Na ocasião, torcedores gritaram "bicha" para o atleta, que assumira publicamente sua homossexualidade. As provocações foram interpretadas como discriminatórias. O Cruzeiro/Sada terá que pagar R$ 50 mil de multa e, caso haja reincidência, segundo informou o presidente da comissão disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva da modalidade, Wanderley Rebello, o valor poderá atingir o montante máximo estipulado, que é de R$ 100 mil.

As manifestações da torcida cruzeirense feriram o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata da discriminação. O clube anunciou que fará campanha de conscientização junto à sua torcida. Os advogados do Cruzeiro alegaram que não havia como controlar o público e que Michael só teria revelado sua condição sexual dias depois do evento. Mas não convenceram o tribunal.

A advogada do Vôlei Futuro, Miriam Simões, não ficou satisfeita com a punição ao Cruzeiro. Ela pretendia que a denúncia fosse feita em outro artigo do CBJD, que punisse o clube infrator com perda do mando de campo na próxima partida. O procurador O procurador Fábio Lira, porém, optou por enquadrar o Cruzeiro num artigo mais brando, cuja pena seria a multa. E também não aceitou incluir o Vôlei Futuro como terceiro interessado no processo, além de não ter acolhido queixas sobre superlotação e falta de segurança na partida em Contagem.

- O preconceito venceu - disse a advogada do Cruzeiro. - Vamos estudar entrar com recurso com relação às negativas que tivemos no tribunal, mas realmente estamos descrentes - admitiu.

O jogo das ofensas ao meio de rede Michael foi o primeiro da semifinal entre Cruzeiro /Sada e Vôlei Futuro. O Cruzeiro venceu por 3 a 2. Na segunda partida, em Araçatuba (SP), deu Vôlei Futuro pelo mesmo placar. A terceira e decisiva partida está marcada para Contagem novamente, na próxima sexta-feira.

Em Araçatuba, no segundo jogo da semifinal, os colegas de time de Michael fizeram um desagravo ao jogador e homenagearam a diversidade sexual .

O Globo

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Centro-avante da seleção alemã pede a jogadores gays que "saiam do armário"

Em entrevista a uma revista alemã, Mario Gomez, o centro-avante do Bayern de Munique e da seleção alemã, disse que os jogadores gays deveriam "sair do armário" e assumir a homossexualidade.

A declaração de Gomez reabre a enorme polêmica em torno da aceitação da homossexualidade num esporte com perfil historicamente masculino.

Ela contraria o pensamento que predomina no mundo do futebol, incluindo seus companheiros de equipe, a diretoria do Bayern e a própria federação alemã de futebol.

Para muitos, a admissão pública da homossexualidade é suficiente para acabar com a carreira de um jogador. Recentemente, outros jogadores da Bundesliga aconselharam atletas gays a não revelar sua preferência sexual sob risco de serem ridicularizados pelas torcidas adversárias em estádios lotados.

Mario Gomez não concorda e acredita que saindo do armário o jogador passaria a atuar melhor, pois tiraria de si o peso da omissão e da mentira. "´Já é tempo de acabar com esse tabu", disse o centro-avante.

O artilheiro só não deixou claro se advogava em causa própria. Com a declaração, Gomez levantou curiosidade sobre a sua própria sexualidade. A pergunta que não quer calar é se Gomez está preparando o terreno para uma declaração corajosa e bombástica.

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira sobre as declarações de Mario Gomez, o jornal britânico The Guardian lembra que a situação do futebol alemão reflete o que acontece na maioria dos países. "Não há nenhum jogador assumidamente gay, apesar das pesquisas estimarem que cerca de 10% são homossexuais", diz a matéria do Guardian.

Marcus Urban
O jornal lembra que o único jogador alemão a assumir a homossexualidade foi Marcus Urban que em 1997 contou a seus colegas de time que era gay, exatamente antes de pendurar as chuteiras. Mas só em 2007 contou a história em público, como forma de incentivar outros jogadores que estivessem na mesma situação a fazer o mesmo.

O Guardian acrescenta que apesar da federação alemã combater a homofobia no futebol, seus dirigentes alertam para os problemas a serem enfrentados por quem assumir a homossexualidade. O próprio presidente da federação admite que o primeiro a sair do armário terá uma tarefa difícil pela frente.

Justin Fashanu
Na Grã-Bretanha, o único jogador a admitir a homossexualidade foi Justin Fashanu, que em 1990 vendeu sua declaração com exclusividade para o tabloide The Sun que publicou a história com grande alarde sob a manchete: "Eu sou gay."

Fashanu acabou cometendo suicídio oito anos mais tarde, depois de ter sido acusado de abuso sexual por um rapaz de 17 anos.

BBC Brasil

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Homofobia nas escolas: pesquisa revela despreparo

RIO - A pesquisa "Homofobia nas escolas", da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, revelou que, além de a discriminação sexual ser uma realidade nas escolas, os professores não se sentem preparados para lidar com o assunto. Segundo a pesquisa, apresentada nesta segunda-feira num seminário, o tema costuma ficar a cargo do professor de ciências ou biologia e só é abordado quando surge alguma situação específica em sala de aula. Outra dificuldade mencionada foi a insuficiência de material didático sobre sexualidade. Professores interessados no tema relataram que muitas vezes fazem suas próprias buscas e aquisições de forma particular.

Homofobia não escapa a nossa geração


Ouvimos repetidas vezes que nós somos a geração tolerante: a geração em que a discriminação homofóbica vai se tornar uma coisa do passado.

Esmagadora maioria das pessoas com menos de 35 apoiam casamento entre iguais, o serviço militar, a adoção de igualdade e não discriminação no local de trabalho para hetero e homossexuais também. Ao mesmo tempo, ouvimos repetidamente que somos a geração do Facebook: a geração em que a privacidade se tornarão coisa do passado.

Tragicamente, a segunda categoria superou a primeira na semana passada na Universidade de Rutgers, onde o calouro Tyler Clementi aparentemente foi levado ao suicídio por seu companheiro de quarto Dharun Ravi, e a amiga de Ravi, Molly Wei.

Clementi foi, segundo todos os relatos, um brilhante violinista jovem, um amável e carinhoso ser humano, um estudante excepcional, "e gay". Foi a "última" que levou Ravi mostrar um vídeo ao vivo de Clementi tendo relações sexuais com outro homem, anunciando o "evento" no Twitter que as pessoas pudessem assistir.

No dia seguinte, a nota do suicídio de Clementi  foi postado em seu perfil no Facebook: "Saltando para fora da ponte gw desculpe." O corpo foi identificado e foi arrastado para fora do rio Hudson, ao largo da costa de Manhattan.

É o sexto suicídio de um adolescente gay em duas semanas, devido ao bullying anti-gay e assédio. As vítimas: Billy Lucas, Asher Brown, Cody Barker, Seth Walsh, Raymond Chase e agora, Tyler Clementi. A faixa etária: 13 a 19. A conclusão: claro.

Nosso país mata gays. A partir de estados vermelhos como o Texas para estados azuis, como Nova Jersey, todos nós somos cúmplices nisso quando tolerarmos ambientes em que possam levar a pessoa ao suicídio.

Sabemos que em nossa sociedade, os adolescentes LGBT são quatro vezes mais propensos a cometer suicídio, como seus colegas heterossexuais. A resposta do meio do estabelecimento político americano a esta dor, sofrimento e morte é que todo o foco em medidas anti-bullying é parte de uma "agenda homossexual".

Quanto tempo você está disposto a sentar e assistir o seu país matar pessoas inocentes? Não é no estrangeiro em terras estrangeiras, mas aqui em casa, talvez no seu bairro ou na sua escola? Quanto tempo estamos dispostos a esperar, e quantos mais corpos deve acumular antes que nós agüentamos o suficiente?

Uma versão desta coluna apareceu na segunda-feira, 04 de outubro edição impressa. Ben Miller é um colunista.
Fonte: nyunews.com.