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sábado, 2 de junho de 2012

Crack: Brasil tem 1 milhão de dependentes

País tem cerca de 1 milhão de dependentes do crack; nos últimos anos, 63% dos delitos com drogas foram no Sudeste.

É festa no sobrado de Jacira e Claudemiro, família de classe média do bairro de Perus, na periferia de São Paulo. Depois de dois anos de espera, o filho caçula, Claudemiro Júnior, de 22 anos, passa o Dia dos Pais em casa.

Na segunda-feira, porém, ele voltaria para cumprir o resto da pena de dois anos e seis meses no presídio de Franco da Rocha. Foi condenado por tráfico. Ele estava no metrô quando foi abordado pela polícia em 2008. Na bolsa da namorada, menor de idade, mais de um quilo de cocaína.

- Ele assumiu todo o crime. Mas, para mim, negou. Disse que não sabia. Para a advogada, ele contou que já havia feito outras vezes - admite a mãe.

Irmão vítima da Cracolândia
Hoje, no país, há de 800 mil a um milhão de viciados em crack, estimam especialistas na área, como o psiquiatra Ronaldo Laranjeira. Segundo ele, desse total, 10% passaram por prisões ou tiveram problemas com crimes.

No Sudeste, a situação tende a ser mais crítica: segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, 63% dos delitos envolvendo drogas - posse, uso e tráfico - ocorreram na região em 2004 e 2005. São Paulo concentra o maior número, 41%.

O GLOBO acompanha a ansiedade da família de Claudemiro, a uma noite da "festa". Jacira escolhe as fotos para um painel com as imagens de Júnior quando criança. A maioria ao lado do pai: na praia, pescando, brincando na areia, num sítio.

- Acho que a cama agora ficou pequena. Ele cresceu lá. Está um "homão"- empolga-se Claudemiro. - As pessoas ficam achando que a gente está envolvida. Mas tem muitos filhos envolvidos nos crimes, nas drogas, e os pais nem estão sabendo.

O Globo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Deborah Blando: 'Foram dois anos viciada em cocaína'


Deborah Blando: 'Foram dois anos viciada em cocaína'
Livre das drogas, a cantora quer reconstruir a vida pessoal e voltar aos palcos

Deborah Blando, queridinha das paradas de sucesso nos anos 90, tenta dar a volta por cima depois de viver um inferno pessoal. A cantora lutou contra o vício em drogas e agora quer recomeçar a vida.

"Foram dois anos me entupindo de remédios e viciada em cocaína e maconha. Até que eu quase morri com uma overdose de ritalina. O meu coração quase parou. Fui ao fundo do poço", revela a loura, de 43 anos.

Sem estrutura emocional para lidar com o sucesso, ela pensou até em parar de cantar. "Tive problemas de pânico e depressão. Quando procurei ajuda, os psiquiatras começaram a me encher de remédios que me deixaram robótica", revela Deborah.

Para se livrar do vício, a cantora procurou ajuda numa comunidade budista na Inglaterra, onde passa seis meses por ano: "Depois de tanta luta, a minha vida está começando agora".

A loura já anuncia para os fãs seu retorno aos palcos, em breve, numa turnê, pelo Sul: "Vou gravar um DVD com todos os sucessos". [A Gazeta]




A Luz Que Acende o Olhar
Deborah Blando
A luz que acende o olhar
Vem das estrelas no meu coração
Vem de uma força que me fez assim
Vem das palavras, lembranças e flores regadas em mim

O tempo pode mudar

A chuva lava o que já passou
Resta somente o que eu já vivi
Resta somente o que ainda sou

A luz que acende o olhar
Vem pelos cantos da imaginação
Vem por caminhos que eu nunca passei
Como se a vida soubesse de sonhos que eu nunca sonhei

Vem do infinito, da estrela cadente
Do espelho da alma
Dos filhos da gente
De algum lugar
Só pra iluminar

A força vem de onde eu venho
De tudo que acende e a vida calada
Me olha, e entende o que eu sou
Tudo o que é maior
Vem do amor, vem do amor

A luz que acende o olhar
Vem dos romances que viram poesia
Vem quando quer, se quiser, se vier
Vem pra acender e mostrar o amor que a gente não via

Vem como um passe de pura magia
Como se eu visse e jurasse que há tempo já te conhecia

Vem do infinito, da estrela cadente
Do espelho da alma
Dos filhos da gente
De algum lugar
Só pra iluminar

A força vem de onde eu venho
De tudo que acende e a vida calada
Me olha e entende o que eu sou
Tudo que é maior

Vem da luz que acende o olhar
Vem das histórias que me adormeciam
Vem do que a gente não consegue ver
Vem e me acalma, me traz e me leva pra perto de você
E me leva mais pra perto de você




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novas drogas contra hepatite são até seis vezes mais eficazes


Duas novas drogas contra a hepatite C, que estão sendo testadas no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, apresentaram até seis vezes mais eficácia do que os medicamentos usados no tratamento convencional. A Telaprevir e a Boceprevir, recém-aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a utilização no Brasil, apresentaram índice de cura de aproximadamente 75% em pacientes que nunca fizeram tratamento contra a hepatite C. Com o tratamento tradicional (com Interferon e Ribavirina), a cura chegava, em alguns casos, a 40%.

O resultado positivo às novas drogas foi mais expressivo em pacientes que já haviam feito o tratamento convencional, mas tinham apresentado recaídas. Nesses casos, as novas substâncias alcançaram índice de cura de 88%, ante 15% obtidos com os medicamentos convencionais.

"A eficácia tem se mostrado até mesmo na redução do tempo de tratamento, diminuindo de um ano para a média de nove a 11 meses", diz o médico Roberto Focaccia, responsável pelos estudos. Segundo ele, dos nove pacientes tratados no Emílio Ribas com o Telaprevir, oito tiveram a cura da doença.

As duas novas drogas ainda não são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que, apenas no segundo semestre de 2012, os dois novos medicamentos passem a ser ofertados na rede pública de saúde. Em unidades particulares, o tratamento custa hoje em torno de R$ 9 mil por mês. Segundo Focaccia, há no Brasil cerca de três milhões de pacientes que serão beneficiados pelas novas drogas quando passarem a ser oferecidas pelo SUS.


Os testes do Emílio Ribas são feitos concomitantemente em outros países, todos sob supervisão da FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora de medicamentos norte-americana.

A hepatite C é uma doença grave, que pode evoluir para o câncer de fígado ou levar o paciente a fazer transplante hepático. É transmitida pelo sangue, principalmente por utensílios de uso pessoal, como tesouras, pinças e alicates de unhas. A transmissão sexual não é comum. Os grupos de maior risco são os pacientes receptores de sangue, usuários de drogas endovenosas, pacientes em hemodiálise e trabalhadores da área de saúde. De 1% a 1,5% dos brasileiros são portadores crônicos do vírus causador da doença, o HCV. (Agência Brasil)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Alucinógenos podem mudar a sua mente. Entenda

Alucinógenos. A droga das viagens

Qual a definição?
Grupo de drogas que age no cérebro e afeta os sentidos, causando alucinações (ver, ouvir, cheirar, sentir ou tocar coisas que não existem).

cogumelos mágicos
Quais são as drogas alucinógenas?
Alguns alucinógenos ocorrem naturalmente em árvores, videiras, folhas e fungos (como os cogumelos). Outros são feitos em laboratórios a partir da mistura de diferentes substâncias químicas (como o LSD). Drogas como a maconha e o ecstasy também podem causar efeitos alucinógenos quando usadas em grandes doses.

Pode-se desenvolver tolerância?
A tolerância aos alucinógenos (precisar de doses cada vez maiores para sentir os efeitos) acontece rapidamente, e a tolerância a um tipo de alucinógeno (como o LSD) pode levar à tolerância a outros tipos (como os cogumelos). Porém, essa tolerância é reversível.

Causa dependência?
Não existe nenhuma evidência científica de dependência por alucinógenos. Isso talvez se deva justamente à alta indução de tolerância e reversibilidade desta. Se alguém começar a usar LSD diariamente, no segundo ou terceiro dia não terá qualquer efeito, mas se der uma semana de intervalo, voltará a sentir os efeitos da substância. Há poucas evidências de que exista dependência, abstinência e overdose por alucinógenos. Não há relatos de mortes causadas diretamente por alucinógenos, embora pessoas já tenham morrido por se envolverem em acidentes quando sob efeito da droga. Os dois principais problemas do uso de alucinógenos são o risco de acidentes (muito alto, pela grande alteração da percepção do tempo e espaço e alteração do julgamento) e indução de surto psicótico (em até 2% dos casos). São bem conhecidos casos de pessoas que "foram e nunca mais voltaram" da viagem de ácido. São pessoas com pré-disposição genética. Porém não temos como saber quem tem esta pré-disposição.

Quais são as alucinações?
Os efeitos dos alucinógenos não são fáceis de prever, pois diferem de acordo com a pessoa e com o momento. Os principais são mudanças na maneira de perceber as coisas por meio dos sentidos e mudanças no encadeamento dos pensamentos, o que pode incluir estranhas sensações, como a de flutuar. Algumas pessoas acham essas sensações prazerosas, enquanto outras sentem os mesmos efeitos de maneira perturbadora e desagradável. Os efeitos começam em cerca de uma hora após tomar a droga, tornam-se mais fortes após três ou quatro horas, durando cerca de 12 horas e incluem: experiências sensoriais intensas (como cores muito brilhantes e sons bastante agudos); mistura de sentidos, como ouvir cores e ver sons; mudança na percepção do tempo (os minutos podem parecer lentos como horas, ou a pessoa pode reviver momentos que ocorreram há tempos); os espaços ficam distorcidos; pensamentos intensos; mudanças emocionais; tremores; cansaço; sentir-se paralisado; pupilas dilatadas; náuseas ou vômitos; pressão sanguínea elevada; respiração rápida e mais profunda do que o normal e problemas de coordenação.

O que são "bad trips"?
Às vezes os efeitos dos alucinógenos são predominantemente negativos, o que é comum no primeiro uso: são as chamadas "bad trips" (viagens más). Os efeitos incluem: ansiedade extrema ou medo; alucinações assustadoras; pânico; medo de perder o controle ou de ficar louco e paranóia.

O que acontece se forem misturados a outras drogas?
É perigoso misturar alucinógenos com drogas como álcool ou anfetamina, pois os efeitos das duas podem aumentar de maneira imprevisível.

O que é LSD?
Também chamado de "ácido", "doce", "AC" e "Antônio Carlos", o LSD é um poderoso alucinógeno, que pode produzir significativas mudanças na percepção, humor e pensamento. Apenas uma pequena quantidade é suficiente para causar alucinações visuais e distorções, experiência conhecida como "trips". A cartela picotada é o formato mais encontrado no Brasil. Outras apresentações possíveis são os comprimidos (micropontos), formas grafitosas e gelatinosas. As sensações desagradáveis incluem medo, ansiedade e depressão e até mesmo os usuários mais experientes podem ter "bad trips".

Quais os riscos de usar LSD durante a gravidez? 

Pouco se sabe sobre esses efeitos, mas a droga pode estar relacionada com um risco maior de aborto. O uso de LSD no ano que antecede a concepção, tanto pela mulher como pelo homem, pode estar associado a má-formações congênitas.

Quais são os cogumelos alucinógenos?
Os cogumelos capazes de produzir viagens alucinógenas são de difícil identificação. Há quatro gêneros: Psilocibe, Panaeolus, Copelandia e Amanita. Os dois primeiros gêneros são encontrados no Brasil. Os cogumelos do gênero Amanita, em especial o Amanita muscaria, são os mais conhecidos. Eles possuem um aspecto colorido e psicodélico bastante característico. É o mais relacionado aos cogumelos alucinógenos pelo público em geral. O efeito é semelhante ao LSD, geralmente mais brando e de duração mais curta. Há alterações na percepção, principalmente de caráter visual e auditivo, além de aceleração e desorganização do pensamento. O humor pode variar de situações de grande euforia a quadros de extremo mal-estar, marcados por tristeza e medo. Falhas na avaliação da realidade por vezes podem produzir sintomas paranóicos (idéias de perseguição), usualmente momentâneos e restritos ao período da intoxicação. A ingestão de cogumelos errados pode causar intoxicações graves e até mesmo fatais.

Conseqüências de longo prazo
Cérebro
Flashbacks, períodos em que a pessoa sente os efeitos da droga voltarem. Podem acontecer após dias, semanas ou anos, e incluem alucinações visuais. Podem durar alguns minutos e serem perturbadores. Os flashbacks podem ser desencadeados pelo uso de outras drogas, cansaço ou exercício físico. Em algumas pessoas pode aumentar o risco de problemas mentais


8 alucinógenos que alteram a mente humana


Os seres humanos ingerem substâncias que alteram a mente há muito tempos. Alucinógenos de 2.500 anos foram encontrados em ilhas nas Pequenas Antilhas, e as culturas tradicionais das Américas até a África usam substâncias alucinógenas para fins espirituais. Conheça algumas delas:

1 – LSD

O LSD é comumente conhecido como “ácido”, mas seu nome científico é dietilamida do ácido lisérgico. A droga foi sintetizada pela primeira vez em 1938, a partir de uma substância química chamada ergotamina. A ergotamina, por sua vez, é produzida a partir de um fungo que cresce em grãos de centeio.
O LSD foi originalmente produzido por uma empresa farmacêutica sob o nome Delysid, mas ganhou uma má reputação na década de 1950 quando a CIA decidiu pesquisar seus efeitos no controle da mente. O teste provou que o LSD era muito difícil de controlar, e muitos, como o escritor Ken Kesey, começaram a tomar a droga por diversão na década de 60.

2 – AYAHUASCA

Ayahuasca é uma mistura alucinante de infusões amazônicas centrada em torno da ayahuasca. A bebida tem sido usada por tribos indígenas sul-americanas para rituais espirituais e de cura, e como outros alucinógenos, o ayahuasca provoca muitas vezes experiências emocionais muito intensas (vômito também é comum).
Em 2006, a escritora Kira Salak, da National Geographic, descreveu sua experiência com ayahuasca no Peru para a revista.
“Eu nunca vou esquecer a sensação. A miséria esmagadora. A certeza de interminável sofrimento. Ninguém para lhe ajudar, nenhum lugar para escapar. Aonde quer que eu olhasse, apenas escuridão tão espessa que a ideia de luz parecia inconcebível.
De repente, eu rodei em um túnel de fogo, lamentando figuras me chamando em agonia, me implorando para salvá-las. Outros tentaram aterrorizar-me. ‘Você nunca vai sair daqui’, disseram eles. Nunca. Nunca “.
No entanto, Salak escreveu que quando acabaram as alucinações, sua depressão paralisante foi aliviada. Foram experiências anedóticas como esta que levaram os pesquisadores a investigar o uso de alucinógenos como terapia para os transtornos mentais, como ansiedade, depressão e transtorno pós-traumático.

3 – PEIOTE

Peiote é um cacto que obtém sua energia alucinatória da mescalina. Como alucinógeno, a mescalina se liga aos receptores de serotonina no cérebro, produzindo sensações elevadas e visões caleidoscópicas.
Grupos indígenas no México usavam peiote em cerimônias durante milhares de anos, e a mescalina têm sido muito utilizada por tribos da América do Sul para os seus rituais. Peiote tem sido objeto de batalha em tribunal por causa de seu papel na prática religiosa. Alguns estados americanos permitem a posse de peiote, mas somente se ligada a cerimônias religiosas.

4 – COGUMELO MÁGICO

O ingrediente “mágico” em cogumelos alucinógenos é a psilocibina, um composto que se decompõe em psilocina no corpo. A psilocina se liga a receptores de serotonina em todo o cérebro e pode causar alucinações, assim como sinestesia, ou a mistura de dois sentidos. Sob a influência da substância, por exemplo, uma pessoa pode achar que cheira as cores.
De acordo com a tradição humana de comer qualquer coisa que possa alterar a sua mente, as pessoas têm ingerido cogumelos por milhares de anos. Psilocibina sintética está agora sob estudo como um potencial tratamento para ansiedade, depressão e dependência química.

5 – PÓ DE ANJO OU PCP

Mais conhecido pelo seu nome de rua, “pó de anjo”, o PCP é a fenciclidina. A droga bloqueia alguns receptores no cérebro para o neurotransmissor glutamato. É mais perigosa do que outros alucinógenos, com sintomas similares a esquizofrenia e efeitos colaterais desagradáveis.
Por causa disso, o PCP não tem uso médico. A droga foi testada como anestésico nos anos 1950 e usada rapidamente para anestesiar animais durante cirurgias veterinárias. Mas na década de 1960, o PCP chegou às ruas como droga de recreação, famosa pelos sentimentos de euforia e invencibilidade que concedia ao usuário. Infelizmente, um efeito colateral de toda essa euforia é um comportamento verdadeiramente destrutivo, incluindo usuários que tentam saltar de janelas ou outras formas de automutilação. Para não mencionar que altas doses podem causar convulsões.

6 – IBOGAÍNA

Derivada da planta africana iboga, a ibogaína é outro alucinógeno com uma longa história de uso tribal. Mais recentemente, a droga se mostrou promissora no tratamento de dependências químicas – isso na maior parte do México e da Europa, onde o tratamento com ibogaína não é proibido, pois é nos EUA.
Utilizar a ibogaína como terapia é complicado, no entanto. A droga pode causar problemas de ritmo cardíaco e vômito é um efeito colateral comum. A Associação Multidisciplinar de Pesquisa Psicodélicas (MAPS, na sigla em inglês), com sede em Massachusetts, EUA, relata que cerca de 1 em 300 usuários de ibogaína morrem devido à droga. O grupo está estudando os efeitos a longo prazo da ibogaína em pacientes na Nova Zelândia e no México.

7 - SALVIA DIVINORUM

Salvia divinorum, também conhecida como sábio vidente ou adivinho, cresce nas florestas de Oaxaca, no México. Os povos nativos de lá têm utilizado o chá feito de suas folhas em cerimônias espirituais, mas a planta também pode ser fumada ou mastigada por seus efeitos alucinógenos.
A Salvia não é atualmente uma substância controlada, mas está sob consideração de se tornar ilegal e pode ser colocada na classe de drogas como a maconha.

8 – ECSTASY

Ecstasy é o nome de rua do MDMA, ou 3,4-metilenodioximetanfetamina. A droga age sobre a serotonina no cérebro, causando sentimentos de energia, euforia e distorções de percepção. Também pode aumentar a temperatura do corpo, aumentando assim o risco de insolação.
Estudos em animais sugerem que o MDMA provoca mudanças de longa duração e potencialmente perigosas no cérebro. Ele foi sintetizado pela primeira vez por um químico à procura de substâncias para parar sangramentos em 1912. Ninguém prestou muita atenção em seus outros efeitos, e na década de 1970, o MDMA chegou às ruas.
Ele era popular em raves e boates. Hoje, o ecstasy ainda é uma droga de rua comum, mas os pesquisadores estão investigando se o MDMA pode ser usado para tratar transtorno pós-traumático e ansiedade relacionada ao câncer.[LiveScience]


domingo, 21 de agosto de 2011

Na TV, Fábio Assunção fala sobre dependência química


O ator Fábio Assunção, 40, foi ao programa "Altas Horas", da Globo, na noite desse sábado (20) e comentou seu problema com as drogas.

"É uma questão complexa, esses dias eu estava pensando nisso. Em chinês, por causa dos ideogramas, crise significa oportunidade mais risco. A droga é uma coisa muito sedutora. A dependência química tem a ver com compulsão e desejo, todo mundo tem isso. Dependência química tem a ver com o desequilíbrio disso. Não tem a ver com caráter ou integridade", disse.

"Para mim foi uma grande oportunidade de me transformar na pessoa que eu sou hoje. Conheci limites que eu não conhecia."

Sobre um possível conselho para quem vive esse problema, o ator disse: "Acho que cada um soluciona essa questão da sua maneira particular. Tem gente que não teve a sorte que eu tive. Estar aqui, trabalhando, de cabeça erguida. E eu conheci gente que não teve a sorte que eu tive."

Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Paulo Bonfá, Thiaguinho, Bruna Linzmeyer e Fábio Assunção no Altas Horas

Assunção comentou ainda a polêmica sobre a saída da novela "Insensato Coração", na qual ele chegou a gravar cenas como Léo.

"A questão não é o ritmo. Moro em São Paulo e teria que ficar sozinho no Rio durante a semana. É uma carga muito puxada. Tenho minha mulher, meus dois filhos", disse.

E adiantou: "Vou entrar em 'Tapas e Beijos' em setembro. É um programa de humor, são três dias por semana, é mais leve."

Atualmente, Assunção está em cartaz em "Adultérios", de Woody Allen, em São Paulo. "Teatro por exemplo é compartilhar com o público, algo que eu gostaria de fazer. A gente tem que fazer o o que faz a gente feliz", completou.

Após a entrevista, o nome dele ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter.

Folha

sábado, 23 de julho de 2011

Morre em Londres a cantora Amy Winehouse

Morreu neste sábado (23) em Londres, aos 27 anos, a cantora inglesa Amy Winehouse. Segundo o canal de TV "Sky News", Amy foi encontrada morta em seu flat na capital inglesa.

A notícia foi divulgada pelo canal de britânico TV Sky News. Segundo o canal, a polícia confirmou a morte da cantora mas ainda a considera sem explicação.

cantora Amy Winehouse


A artista, de 27 anos, lutava contra a dependência do álcool e das drogas. Segundo o site do jornal britânico “Daily Mail”, o corpo da cantora foi encontrado por volta das 16h no horário local (12h no horário de Brasília). Ainda não há informações sobre as causas da morte.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a polícia informou que o corpo de uma mulher de cerca de 27 anos foi encontrado no local. Segundo as autoridades, o caso esta sendo tratado como uma morte “inexplicada”.

BIOGRAFIA - Britânica, natural de Londres, a cantora Amy Jade Winehouse, completaria 28 anos no próximo dia 14 de setembro. Dona de uma voz marcante e um visual descolado, Amy cantava e compunha músicas de soul e Jazz famosas no mundo inteiro.

Ela começou no mundo da música aos dez anos, quando fundou a banda amadora de rap Sweet'n' Sour, as Sour. Ganhou a primeira guitarra aos 13 anos e os 16 já cantava soul profissionalmente. Seu primeiro álbum (Frank ) foi lançado em 2003, o segundo (Back to Black) foi de 2006, desde então o terceiro disco era seu atual projeto, no qual trabalhava desde 2010.

Vinda de uma família judia composta de quatro pessoas, viveu a infância e adolescência em Londres com pai Mitchel Winehouse, a mãe Janis e seu irmão mais velho Alex Winehouse. A tradição musical ligada ao jazz veio de casa.

Adepta de um estilo bastante peculiar, sua carreira foi marcada por escândalos, exageros e pricipalmente problemas com drogas e álcool, dos quais era usuária desde os 18 anos. Deixou a clínica de reabilitação em 2010, onde realizou um tratamento contra a dependência química. Desde então ela se dedicava especialmente ao terceiro disco.

Após ter sido vítima de uma morte precoce os fãs garantem que ela será lebrada por sua música, apesar dos escândalos pelos quais era famosa.

Aguarde outras informações.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Justin Bieber: furioso com traficantes de Toronto

Justin Bieber vira nome de droga no Canadá


RIO - Uma das mazelas da fama é ter seu nome associado a situações ou produtos que, nem sempre, lhe agradam. Mas parece que Justin Bieber está tendo que enfrentar o lado extremo deste problema. Dizem por aí que o cantor de 17 anos ficou furioso ao saber que traficantes de Toronto, no Canadá, sua terra natal, estão vendendo uma variedade de maconha batizada com seu nome, a "J.B. Kush".

No cartão que acompanha a substância viria escrito: "para ajudar você a superar os momentos difíceis com seu amado e torná-lo mais próximo".

Ainda não há uma declaração oficial do astro pop sobre o caso, mas, segundo o site americano de fofocas Popcrunch.com, Justin pretende mover uma ação judicial por "uso não autorizado de seu nome".


26/05 O Globo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Drogas psiquiátricas provocam 'efeito zumbi' em pacientes

"Sabe quando você está numa ressaca brava? Era pior. Saía da cama e sentia uma coisa paranormal, como se não fosse eu. Era outra pessoa me controlando e eu assistindo à cena, sem controle. O remédio fazia eu me sentir assim, um zumbi."
Marcos Guinoza, 44, está em tratamento e criou um blog para descrever o medo de ir para a "terra dos zumbis" - Leticia Moreira/ Folhapress

A sensação que o assistente técnico Ricardo Rodrigues dos Santos, 23, tinha o dia todo, por quase um mês, era efeito de um antidepressivo.

"Causava o resultado oposto ao que eu esperava. Me derrubou", conta.

O remédio era para tratar a depressão grave que, segundo conta, desenvolveu trabalhando em telemarketing.

"Ouvia clientes me xingando sem parar, como se eu fosse responsável pelos problemas. E ainda tinha a cobrança da chefia. Aquilo me fazia mal. Até que tentei pular do prédio e me levaram para um hospital."

Quando começou a se ver prostrado por causa da medicação, se sentiu "obrigado" a parar. "Depois de três semanas, nem esperei a consulta com a psiquiatra e parei."

Passou a trocar de remédios e, com a médica, pesava benefícios e prejuízos de cada um. Ricardo sabe de cor a lista: "Em um ano, experimentei Fluoxetina, Rivotril, Risperidona, Sertralina, Paroxetina e Citalopram."

Em dezembro de 2010, interrompeu o tratamento porque perdeu o convênio médico ao pedir demissão, mas diz que hoje está melhor.

"IDIOTA FELIZ"

Muitos usuários descrevem as consequências dos remédios psiquiátricos como "efeito zumbi". Reportagem do jornal inglês "Guardian" deste mês mostra o caso de uma paciente que se disse "zumbificada" pelas drogas.

Quando começou a tomar medicamentos contra a depressão, em setembro de 2010, o jornalista Marcos Guinoza, 44, criou o blog "O Idiota Feliz!".

E lá contou de seu medo de "embarcar na viagem à terra dos zumbis felizes e nunca mais voltar de lá".

No começo, conta, se sentia aéreo na maior parte do dia."É como sentir seu corpo mais leve, numa suave levitação, com a sensação de que você pode cair a qualquer momento."

Mas, segundo a psiquiatra Doris Moreno, do grupo de doenças afetivas do Instituto de Psiquiatria da USP, o termo certo para essa sensação é torpor ou modorra -apatia, sonolência, insensibilidade, prostração mórbida.

O psiquiatra Luis Altenfelder Silva Filho, que acaba de lançar o livro "Doença Mental, um Tratamento Possível" (Ágora, 304 págs.,R$ 71,90), concorda que as medicações que afetam o sistema nervoso podem causar tais efeitos, e critica a presença excessiva de medicamentos na relação paciente-psiquiatra.

"O número de prescrições só aumenta e, consequentemente, seus efeitos colaterais também, sem que as causas sejam tratadas."

O motivo, acredita, é a influência da psiquiatria biológica norte-americana, que faz a consulta girar só em torno da receita médica. "Tem que se discutir a receita, mas também os efeitos dos remédios e os aspectos emocionais, sociais e profissionais daa vida da pessoa."

Altenfelder defende ainda a prática da psicoterapia de grupo integrada ao tratamento medicamentoso, para que a pessoa preste atenção àquilo que pode mudar.

EFEITOS PERMANENTES

Ricardo diz que, quando começou a tomar antidepressivos, teve medo dos efeitos. "A gente sabe que existem reações indesejadas, mas nunca tinha sentido na pele. Tinha receio de que fossem permanentes."

Esse temor é comum, segundo Altenfelder. "Muitas pessoas têm medo de perder o controle, sem volta."

Por isso, afirma que é importante haver uma boa relação com o médico, que deve dar todas as informações sobre os efeitos esperados.

"Se o médico faz uma consulta apressada, a pessoa já pensa: "Ele nem me olhou, não prestou atenção à minha queixa. Não vou tomar mais esse remédio que, ainda por cima, me faz mal."

FOLHA UOL

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bilhetes de Fernandinho Beira-Mar mostram esquema de lavagem de dinheiro do tráfico

O criminoso enviava, de dentro da cadeia, mensagens com instruções para seus subordinados, do lado de fora.

Segundo reportagem exibida no Fantástico deste domingo (20) o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar comandava seu “empreendimento” por meio de bilhetinhos enviados do Presídio Federal de Campo Grande, onde estava preso até dezembro de 2010.

Dez bilhetes foram encontrados. Os conteúdos variam, mas chegam a citar possíveis sequestros de autoridades, ou até mesmo uma possível fuga para o Paraguai.

Segundo a reportagem a polícia acredita que as mensagens sairiam do presídio escondidas em roupas de visitantes.

Confira a reportagem na íntegra:


Ele controla todos os detalhes. “Estoques, qual faturamento líquido semanal de cada firma e quais as despesas de cada empresa, quem são as pessoas que estão na folha de pagamento e o porquê”, aponta um bilhete.

Dá ordens claras e exige obediência. “Vou lhes fazer um resumo e quero que seja feito exatamente como eu determinar”, está escrito em outro bilhete.

Se ele percebe um erro... “Eu não acredito que vocês fizeram isso sem me consultar. Já deixei bem claro que as firmas são minhas e que vocês não podem tomar certas atitudes antes de me consultar”, disse em um dos bilhetes.

Esses bilhetes não foram escritos por nenhum executivo ou empresário brasileiro, e sim por um traficante: Fernandinho Beira-Mar, talvez o mais perigoso do país. Isso, apesar de estar preso há dez anos, quase sempre em presídios de segurança máxima, como o de Mossoró (RN), para onde ele foi há pouco mais de um mês. É de dentro dos muros que ele dá ordens minuciosas para sua quadrilha.

De acordo com uma investigação do núcleo de combate à lavagem de dinheiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro, os textos foram escritos de janeiro a junho do ano passado, período em que Beira-Mar estava na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Arcelino Damasceno, diretor do presídio na época, hoje à frente da unidade de Mossoró, no entanto, diz desconhecer os bilhetes.

“Eu não tenho conhecimento de tais cartas. Ele tem o direito a papel, tem direito a caneta até para escrever suas cartas. Agora se passou ou não isso não é do meu conhecimento”, afirma o diretor do Presídio de Mossoró, Arcelino Damasceno.

Direito de escrever cartas na prisão, todo preso tem. Mas Fernandinho Beira-Mar não queria que descobrissem o conteúdo de suas mensagens. Por isso, desenvolveu uma técnica para mandar suas ordens, no maior sigilo, em retalhos de papel.

O Fantástico conseguiu com exclusividade os originais desses bilhetes, O maior tem seis centímetros e meio de largura e a menor, menos de um.

O traficante fazia de tudo para que os papeizinhos passassem despercebidos. Conseguia escrever três ou quatro linhas no espaço de uma. Usava apenas a ponta da carga de uma caneta esferógrafica, disfarçada entre os dedos. Provavelmente, apoiava os papéis nos livros que gosta de ler ou no próprio corpo.

A polícia acredita que as mensagens saiam da cadeia com os visitantes, enroladas e escondidas na costura das roupas. Luiz Fernando da Costa tem direito a três horas de visita social por semana e pode receber advogados livremente, conforme prevê a lei.

“Quero tudo no papel. Me mandem por escrito detalhadamente da mesma forma que mando carta para vocês. Para que eu possa trazer para a cela, ler com calma, analisar e codificar. E, na outra visita, se eu tiver dúvidas, mandar por escrito. Pois o meu tempo de visita é muito curto e não dá tempo para eu ler o que vocês me mandam, analisar e mandar resposta”, escreveu Beira-Mar em um dos bilhetes.

Os bilhetes saíam do presídio e iam para as favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde foram encontrados durante a ocupação do fim do ano passado. Beira-Mar não é do Alemão, mas o conjunto de favelas tinha se tornado o centro das operações da maior facção criminosa do Rio. A polícia logo suspeitou que os textos eram dele. A prova definitiva veio com um exame grafotécnico.

O exame, feito no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, usa como base dois documentos escritos e enviados à direção do presídio. Em um deles, Beira-Mar assina “Luiz Fernando da Costa”, e no outro, “Luiz F. da Costa”. Os documentos contêm uma lista de visitantes que ele quer receber.

A polícia comparou os bilhetes apreendidos no Alemão com a relação de visitantes. Os peritos primeiro analisaram o sobrenome “Costa”. Depois encontraram semelhanças na grafia das palavras “visitando” e “visitantes”. As letras "nh" seguem o mesmo padrão nas palavras "dinheiro" e nelas, o final da letra “N” é emendado com o início do “H”.

Ele também escreve “quero” em vários momentos, sempre do mesmo jeito. A proporção das letras se repete perfeitamente nas palavras "meu filho" e "meus filhos". A polícia não tem dúvidas quanto à autoria dos bilhetes apreendidos no Rio.

“A gente não tem notícia de uma prova tão contundente quanto essa. Com a apreensão desses bilhetes e através de exames técnicos específicos, nós conseguimos comprovar que aquela escrita, de fato, foi feita pelo Fernandinho Beira-Mar”, afirma o subchefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso.

Para a quadrilha de Beira-Mar, os retalhos de papel com letra minúscula eram a prova da palavra do chefe. A melhor maneira que ele tinha para manter o controle sobre os negócios, que incluem, além do tráfico no atacado e no varejo, o transporte de armas e drogas do Paraguai para o Rio. Todo um esquema complexo que a polícia começou a desvendar com a análise dos bilhetes.

“Nós compraríamos uma carreta em sociedade e traríamos em cada viagem 5.000 quilos de café, sendo 2.500 dele e do tio e 2.500 meus e do chapa”, diz em um dos bilhetes.

A Polícia Civil do Rio estima que em 2010 o traficante enviava a cada 15 dias para o Complexo do Alemão cinco toneladas de maconha, que ele chama no bilhete de “café “. Quando o conjunto de favelas foi ocupado, em novembro, 33 toneladas de maconha foram apreendidas. Dez toneladas eram de Beira-Mar, mas a maconha é apenas um dos produtos que o traficante negocia nas bocas de fumo, ou "firmas", como ele prefere.

“Além do café, viriam junto para os meus fiéis e para minhas firmas sem custo de frete, hidropônica, haxixe, armas, munições, comprimidos e as misturas para as minhas firmas”, escreveu Beira-Mar em um dos bilhetes.

Beira-Mar acompanha tudo, até a cotação no mercado externo de um fuzil, que ele chama de "bico". “O preço de um bico aqui em cima varia de 13 a 14 mil dólares. pistolas na média de 1.200 a 1.500 dólares, mais frete e a porcentagem da casa de câmbio”, diz Beira-Mar em um dos bilhetes.

Depois que a droga é vendida, começa a etapa da lavagem do dinheiro. E agora vem a grande revelação dos bilhetes obtidos pelo Fantástico: o lucro da droga entra e passa a circular no sistema bancário brasileiro através de uma estrutura paralela ao tráfico, que a polícia está chamando de "terceiro setor".

Funciona da seguinte maneira: o dinheiro sai da favela em pacotes de notas pequenas, que somam, no máximo, R$ 10 mil, e são carregados por mulheres da própria comunidade. Elas levam o dinheiro para agências bancárias próximas à favela e fazem vários depósitos miúdos, às vezes minuto a minuto.

O dinheiro entra em contas do esquema de lavagem espalhadas por agências bancárias de todo o Brasil. Em cada um desses bancos, as somas são sacadas na boca do caixa e depositadas em dinheiro vivo em outras contas do próprio esquema, de bancos de outros estados. Assim, evitam transferências que podem ser rastreadas. O destino final do dinheiro a polícia ainda não sabe qual é.

“É possível que a apreensão desses escritos represente um marco na história da investigação contra o tráfico de drogas, porque a partir de agora a polícia sabe o caminho. O terceiro setor pode ser maior do que essa estrutura de tráfico de drogas e é mais potencialmente lesivo do que o próprio tráfico de drogas propriamente dito”, explica Veloso.

Segundo a polícia, o tráfico não tem controle sobre o esquema. O labirinto financeiro é totalmente montado pelo terceiro setor e aos traficantes cabe apenas fazer os depósitos nas contas. “Mande depositar 232 mil. Já está incluído tudo: taxa de câmbio, frete, comissões dos meus fiéis e os mil reais que ganho nas costas dele”, aponta um bilhete.

O grande objetivo da polícia agora é descobrir quem administra essa engenharia financeira que lava o dinheiro do tráfico, mas já identificou 182 pessoas físicas e jurídicas, donas de contas por onde passaram R$ 62 milhões do tráfico só no ano passado.



Quase todo esse valor foi identificado como movimentações bancárias atípicas, feitas em velocidade, forma ou frequências estranhas. Com a análise dos bilhetes, Fernandinho Beira-Mar está mais uma vez na mira da Justiça.

“Ele praticou o crime de lavagem de dinheiro, então ele vai responder por mais esse crime”, garante o subchefe da Polícia Civil.

Os bilhetes revelam ainda que Beira-Mar não desiste da ideia de fugir da cadeia. Em um papel, ele manda sequestrar autoridades que só seriam libertadas quando ele estivesse solto: “Acelerem o cativeiro, pois essa semana a pessoa já vai estar pronta para ser pega”.

O bilhete não revela que autoridade seria essa, mas é ameaçador. Fernandinho Beira-Mar orienta que se essa condição não fosse aceita... “Só lamento. Passem fogo na pessoa e vamos pegar outra com mais peso político”, dizia um bilhete.

No fim do ano passado, já depois da ocupação do Alemão, Beira-Mar foi transferido do Presídio Federal de Campo Grande para o de Catanduvas, no Paraná. Mas a Polícia Federal descobriu que ele tinha outro plano de fuga.

Desta vez, os comparsas queriam invadir a cadeia, resgatá-lo e levá-lo para o Paraguai. Por isso, ele está hoje em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O diretor do Sistema Penitenciário Federal, Sandro Avelar, não confirma a existência do plano de fuga, mas também não nega.

“Tem determinadas situações que, em se tratando de um presídio de segurança máxima, nós não temos como falar em público”, disse o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Sandro Avelar.

As investigações da polícia devem fazer com que Beira-Mar volte para o regime disciplinar diferenciado (RDD), onde ele fica mais isolado. Mas o episódio levanta uma discussão: é preciso um regime ainda mais duro para impedir que criminosos administrem negócios ilegais de dentro das cadeias?

O deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), que é delegado da Polícia Federal e tem no currículo operações como a que levou à prisão do traficante colombiano Juan Carlos Abadia, apresentou um projeto de lei no Congresso que cria um novo regime disciplinar para bandidos ultra-perigosos: o RMAX, mais rigoroso que o atual RDD.

“O ponto mais importante é o isolamento do crime organizado. Acabar com as visitas íntimas, onde trocavam recados, cartas para o comando aqui fora. Cela e banho de sol individual, e o advogado e familiares só têm contato com o preso em cabine blindada, com autorização judicial para gravar em áudio e vídeo”, afirma o deputado federal Fernando Francischini.

Pequenas tiras de papel e duas consequências importantes: a discussão sobre como manter um bandido realmente isolado; e a possibilidade inédita de dar um golpe certeiro em um setor do tráfico que nunca foi atingido.

“Hoje a polícia sabe a forma como uma grande quadrilha de tráfico de drogas opera para fazer a lavagem desse dinheiro. Agora é encaixar as peças do quebra-cabeça e desmantelar a quadrilha, usar esse mesmo conhecimento no desmantelamento de outras quadrilhas, porque é bem provável e bem possível que outras estruturas criminosas usem essa mesma engenharia financeira para lavar o dinheiro que vem do tráfico”, conclui Fernando Veloso.

Site do FANTÁSTICO

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tumor no cérebro. Garoto de 2 anos recebe comida com maconha para fins medicinais

Droga foi prescrita a Cash Hyde, que luta contra tumor no cérebro. Pais afirmam que uso aumentou o apetite e melhorou o sono do filho
G1
O norte-americano Cash Hyde, com apenas dois anos e seis meses de idade, é uma das pessoas mais jovens no mundo a receber comida misturada com maconha para fins medicinais. Ele passou por uma cirurgia para retirar um câncer no cérebro e passa atualmente por tratamento para evitar que o tumor retorne.

Somente no estado norte-americano de Montana, 51 pessoas abaixo dos 18 anos usam a droga para fins medicinais. Nos Estados Unidos, 28 mil pacientes estão recebendo maconha como parte de tratamento médico, sejam eles adultos ou não.

Segundo os pais de Cash, a maconha ajudou o garoto a suportar os efeitos da quimioterapia, fazendo Cash ter mais apetite e dormir melhor. Antes de iniciar o tratamento com a droga, o menino chegou a passar 40 dias sem comer, chegando ao ponto de não conseguir mais erguer a própria cabeça. Ele sobrevivia com nutrientes injetados diretamente na circulação.

As informações são do portal "KTLA News".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Francês alega que droga para tratar doença de Parkinson o transformou em gay e viciado em jogos de azar

Homem sustenta que uma droga fez dele um gay e viciado em jogo


Didier Jambart - Fonte da imagem: nantes.maville.com

Didier Jambart,  de Nantes, na França, que alega ter sido usuário de um medicamento da GlaxoSmithKline, disse a um tribunal, que a droga fabricada pela indústria  britânica para tratar a doença de Parkinson, o transformou em um gay e viciado em jogos de azar.

Aos 51 anos de idade ele disse que seu comportamento mudou radicalmente depois que a droga foi administrada em 2003 para a doença, que causa tremores, retarda os movimentos e interrompe a fala .

Didier Jambart, que diz que tentou o suicídio oito vezes, quer € 450.000 (um milhão de reais) da Glaxo, que ele acusa de vender um remédio "defeituoso", e de seu neurologista, por não informar adequadamente a ele sobre a droga.

O trabalhador casado, funcionário do ministério da defesa afirma que a droga o fez viciado em apostas pela internet, e fez com que perdesse a poupança da família e roubar para alimentar o hábito que o deixou 130.000 € (300 mil reais) em dívidas.

"Nos primeiras quatro ou cinco dias (depois de tomar a droga) estava cheio de energia", disse ele a jornalistas na audiência na cidade ocidental de Nantes.

"Eu levantava às quatro da manhã e corria de 10 a 25 km. Mas mais tarde, a coisa foi longe demais. "
Ele também se tornou um viciado em sexo compulsivo gay e começou a se expor na internet cross-dressing (Cross-dressing é um termo que se refere a pessoas que vestem roupa ou usam objectos associados ao sexo oposto). Seus encontros sexuais arriscados levou-o a ser estuprado, disse ele.

"Minha vida foi destruída, minha família e eu fomos tratados como se tivesse a peste", disse ele.

O comportamento parou quando parou de tomar os medicamentos em 2005, mas até então ele tinha sido rebaixado em seu trabalho e estava sofrendo de traumas psicológicos resultantes de seus vícios, seus advogados disseram.

dailypicksandflicks.com

domingo, 26 de dezembro de 2010

Problemas com álcool e drogas levam índios a criarem polícia própria

As aldeias Tikuna ficam a mais de mil quilômetros de Manaus, às margens do Rio Solimões. Nos últimos anos, foram 85 casos de suicídios só em uma das aldeias.
Envolvidos com álcool e drogas, índios criam milícias nas tribos. Caciques dizem que precisam ter armas de fogo para serem respeitados. Tradição de castigos físicos é muito forte.


Alcoolismo, drogas, magia negra, estupros e suicídios cada vez mais fazem parte da rotina de comunidades indígenas localizadas em uma região isolada do país, nas fronteiras com o Peru e a Colômbia. Na terra dos tikunas, no extremo oeste da Amazônia, não há controle na venda de álcool e drogas.

Por isso, os índios da região formaram sua própria polícia, uma espécie de milícia paramilitar. A fronteira entre Tabatinga, no Brasil, e Letícia, na Colômbia, é rota do tráfico de drogas e de armas. O Rio Solimões é a principal estrada da região. As aldeias Tikuna ficam justamente neste entorno e são mais de 20 vilas.
Os tikunas formam a mais numerosa nação indígena do Brasil. A proximidade com os brancos tem feito os índios adotarem práticas perigosas, como o alcoolismo. O índios alegam que a bebida vêm das cidades e são vendidas nas tribos. Pela lei, é proibido vender qualquer tipo de bebida alcoólica em região indígena.


Muitos jovens e até crianças com idades entre 10, 11 e 12 anos de idade já estão envolvidos com álcool. É possível ver jovens bebendo na porta de casa, sem o menor controle dos pais. Embriagados, muitos perdem o equilíbrio e chegam a cair no igarapé.

Lei dos caciques
Em cada comunidade há um contingente que pode variar de 100 a 300 milicianos. Todos os índios têm treinamento militar e todas as tropas têm seu delegado e os instrutores. Um deles serviu ao Exército em Tabatinga como soldado. Na aldeia, ele atua como comandante. “Aqui é meus ‘polícia’. Eles me indicaram para o cargo”, diz.

O tempo que passou no Exército, onde atuava com armas, trouxe a experiência para treinar. “Sim, senhor. Com isso hoje existe a polícia indígena. (...) Sim. Aqui eu não. Porque proíbe. Aqui só cassetete para defender nosso povo”, afirma o índio.

Na polícia indígena, prevalece a lei dos caciques. “É que nas comunidades acontecem muitas coisas. É como criminalidade, estupro, invasão da terra, invasão da caça de mata ou dos lagos. Quando a gente denuncia para a Polícia Federal, eles só fazem escrever. Eles não vêm, não tomam a providência. É por causa disso que a polícia indígena foi criada”, afirma o cacique ticuna, Odácio Sosana Bastos.

“Antes de a gente começar o nosso trabalho, havia muitas drogas: cocaína, brilho, heroína, pasta. Tudo entrando pela fronteira. Mas quando a gente começou o trabalho, nós reduzimos em 85% o problema que tinha na comunidade”, garante o cacique.

Nos últimos anos, foram 85 casos de suicídio só em uma aldeia dos tikunas. “Quando consomem, eles chegam em casa com a cabeça já com álcool. O pai conversa com o filho e aconselha. Depois o filho fica revoltado. Aí o filho pega uma corda dessas e consegue se enforcar por causa do alcoolismo”, conta João Inácio Irineu Vitorino, ‘delegado’ da polícia indígena.

O antropólogo João Pacheco de Oliveira, do Museu Nacional no Rio de Janeiro, estudou o comportamento dos tikunas.“De certo modo apareceram grupos paramilitares em várias outras cidades ticunas e começaram a atuar de um modo talvez um pouco radical em relação às iniciativas da comunidade”, diz o antropólogo.

Operação Pantera
A cadeia da polícia indígena, com um metro e meio de altura, fica na comunidade de Belém dos Solimões. Na porta, algumas tábuas estão quebradas, porque os presos chutaram a parte interna.

“Quando está muito alterado, nós amarramos e jogamos aqui dentro. No outro dia, a gente tira o preso, leva para ali, chama o cacique ou chama o pastor. Fazemos uma reunião, um julgamento. Pergunta se a pessoa vai fazer de novo ou não. Aí a pessoa vai dizer que não vai fazer mais. Mas muitos repetem, muitos não cumprem”, conta “Faz mais ou menos uns três meses que não prendo ninguém, é que mandaram parar. O Ministério Público mandou parar, porque teve uma revolta com o pessoal aqui quando nós começamos a trabalhar para acabar com esse negócio da bebida.”

Mas os caciques insistem que a polícia indígena precisa ter armas de fogo para ser respeitada. “O Ministério Público diz que nós, como índio, não precisamos usar a arma. Por quê? Nosso povo é igual ao povo civilizado. Tem revólver, tem pistola, tem machado, e ataca com essas armas em cima de nós. E nós só com cassetete?”, questiona Sosana Bastos.

Ministério Público
A procuradora da República Gisele Dias Bleggi lembra que a legislação não permite o uso de arma de fogo. "O que eles alegam para instituir a polícia indígena é a questão que eles acham que o Estado está sendo muito omisso, o Estado não está dando a proteção que tem que dar para poder garantir a segurança dos membros das próprias comunidades. Arma de fogo, não, arma deles pode. Arma de fogo é proibido, a legislação não permite", diz.

Ela também fala a respeito a aplicação do que chama de "penas cruéis". "Os abusos que violem os direitos humanos, por exemplo, a aplicação de penas cruéis, de tortura e de morte - isso o Ministério Público não pode permitir. A Constituição não permite. O Ministério Público não pode virar as costas, mas o Ministério Público não pode apoiar que os indígenas formem uma organização militarizada”, diz a procuradora Gisele.
A tradição de castigos físicos é muito forte. “Isso aqui é para aqueles que estão muito alterados. Usam a palmatória como castigo e para que a pessoa se acalme”, diz Santo Mestâncio Alexandre, cacique da comunidade indígena Umariaçu 2.

Os índios querem receber do Estado por este serviço de policiamento. “Queremos que o governo federal nos reconheça com salário e queremos que o Congresso nacional reconheça com leis nossa segurança”, diz.

Polícia Militar
O delegado da Polícia Federal Gustavo Henrique Pivoto João diz que não se pode reconhecer este tipo de formação policial. “A Polícia Federal tem como um grupo verdadeiramente de milícia, com raízes até paramilitar. Caso isso venha evoluir para uma situação que eles tenham, por exemplo, armamento, a polícia não concorda. A Polícia Federal não apoia. A Polícia Federal reprime qualquer ação que vá de encontro ao estado democrático de direito, contra os direitos humanos”, afirma.

Para cuidar da área, a polícia conta com três delegados e 34 agentes.
Por meio de nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão responsável pela política nacional em relação aos índios, diz que a criação da "polícia indígena" é ilegal. Quando verifica a ocorrência de crimes, a Funai aciona as forças policiais.

“Há o temor de que esses índios acabem vindo a ser cooptados pelo tráfico de drogas, pelas organizações paramilitares de traficantes”, alerta o delegado da Polícia Federal, Pivoto João.


Do G1, com informações do Fantástico

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Raves misturam brinquedos radicais, bebidas e drogas

Muitos jovens tentam aumentar os efeitos da maconha, da cocaína e do ecstasy andando em brinquedos radicais.


Música eletrônica no volume máximo. Bebida... E drogas à vontade.

Muitos jovens tentam aumentar os efeitos da maconha, da cocaína e do ecstasy andando em brinquedos radicais.

Ficam de cabeça pra baixo. Rodam sem parar - a toda velocidade.

Esses brinquedos são uma novidade nas festas de música eletrônica, as chamadas raves. Essa mistura de rave com parque de diversões começa a se espalhar pelo Brasil e a fazer vítimas.

Sábado, 30 de outubro.

Oito mil pessoas lotam o recinto de exposições, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 120.

O mais caro dá direito a cerveja e vodka à vontade. Os brinquedos fazem parte do pacote. Na entrada, a maioria das pessoas não é revistada.

Dentro da festa, flagramos o uso de drogas. Uma moça fuma maconha, no meio da multidão. Esta outra também. Ela ainda oferece para o colega ao lado.

Para escapar dos seguranças, muitos jovens usam drogas dentro dos banheiros.

Os frequentadores têm um vocabulário próprio. Bala significa ecstasy. Doce é LSD.

Em tom de brincadeira, uma jovem assume ter usado as duas drogas na mesma noite.

Mas o que acontece com esses jovens que, depois de muita bebida e drogas, ainda entram nestes brinquedos radicais - instalados especialmente para festa?

Esse é um dos brinquedos mais radicais da festa. uma velocidade incrível e além disso, vai girando, girando.

Eles chegam a ficar a 20 metros de altura.

São cinco horas da manhã e a festa continua aqui. agora nós estamos na fila de um brinquedo que chama kamikaze.

Andando pela rave, encontramos o resultado de tantos excessos. Há várias brigas e muita gente no chão, passando mal.

Uma moça aparenta ter alucinações. O corpo treme e ela bebe muita água - um indício do consumo de ecstasy.

“Essas drogas elevam a temperatura corporal. é quase uma febre e a pessoa se desidrata e tem essa necessidade muito grande de ingerir água”, diz o delegado Fernando Augusto Nunes.

Na enfermaria, a movimentação é grande. Para os médicos de plantão, a jovem usou drogas, sim.

Veja o estado de um rapaz: ele tem delírios. Mostramos as imagens da rave para este cardiologista - com 27 anos de profissão.

Segundo ele, foi sorte não ter acontecido algo pior. O médico explica que um jovem em repouso tem de 60 a 80 batimentos cardíacos por minuto.

Em caso de embriaguez, os batimentos podem chegar a 120, dependendo da condição física.

Se houve consumo de drogas, o perigo aumenta muito: 180 por minuto. E olha o que acontece quando um jovem nesse estado anda num brinquedo radical: o coração continua em ritmo acelerado e ocorre uma descarga de adrenalina na corrente sanguínea.

“Pode levar a uma arritmia, que é um batimento irregular do coração, levando até a morte”, conta o cardiologista Eduardo Sargi.

Segundo os organizadores, 150 seguranças circulam pela festa. Durante uma das confusões, uma bomba explode.

Jovens acusam os seguranças de brutalidade.

Um estudante diz ter sido agredido por quatro seguranças. O motivo - segundo ele - foi preconceito.

“Eu fui dar um abraço no meu companheiro que a gente já tem uma união há determinado tempo. no momento que a gente se abraçou, do nada surgiu uma pessoa, me puxou pelo colarinho da camiseta, gritando: solta, solta, cai fora, cai fora. Quanto mais a gente pedia uma explicação, mais a gente apanhava”, conta Bruno de Souza, de 18 anos.

A festa durou cerca de 12 horas. Os seguranças minimizam os problemas.

“Tranquilo aqui. Aqui foi a mesma coisa que trabalhar em festa de criança”, comenta um segurança.

Jovens vão embora dirigindo sem cinto de segurança e visivelmente alterados.

A festa tinha alvará de funcionamento, emitido por um juiz de São Jose do Rio Preto.

No documento, está escrito: menores de idade, com mais de 16 anos, só podem participar acompanhados dos responsáveis.

Mas, na propaganda, essa obrigação não é mencionada. Para o Ministério Público, uma falha grave.

“E uma forma de enganar aqueles interessados em comparecer pensando que está liberado. Festa rave, ela é especifica pra explorar o adolescente, seja no consumo de bebida alcoólica, seja no consumo de drogas”, conta o promotor de justiça, Claudio Santos de Moraes.

Este ano, antes de São José do Rio Preto, houve festas dos mesmos organizadores em Ribeirão Preto, na capital paulista, em Belo Horizonte e em Goiânia.

No evento da capital de Goiás, cento e trinta pessoas foram detidas por porte de drogas.

Em novembro do ano passado, teve rave em Franca, interior de São Paulo.

A polícia aprendeu maconha, cocaína, ecstasy e LSD com nove pessoas que iam pra essa rave.

“É impossível fazer um evento de qualquer natureza sem consumo de álcool ou drogas. No nosso evento, nós temos um entretenimento a mais que é o parque de diversões que é exatamente para o jovem usar cada vez menos a droga e a bebida”, diz o organizador do evento, Andre Melo.

O organizador diz que nunca foram registrados acidentes com os brinquedos nem morte nas festas realizadas pelo grupo.

Mas reconhece que é difícil controlar a entrada de menores.

“Na hora que a gente abre os portões, existe todo um tumulto. A gente olha o documento, a gente faz a revista mas é impossível impedir a entrada de todos os menores”, conta o organizador.

O organizador também falou sobre as denúncias de agressões.

“A nossa segurança só age dentro do evento quando existe ou é dado um motivo. quando acontece um tumulto, os jovens são retirados da festa”,diz ele.

Para o capitão da Polícia Militar, o mais importante em eventos assim é a prevenção.

Ele explica que os organizadores das raves podem pedir oficialmente ao comando da PM que ajude na segurança.

Mas a festa precisa estar com a documentação regularizada; ter UTI móvel e brigada de incêndio; e no local, não pode haver venda de bebida destilada, como vodka e uísque.

Obedecendo a essas exigências, a PM fornece o apoio, que custa pouco: R$ 15 por policial. O dinheiro vai para o cofre do estado.

Já um segurança particular ganha em média R$ 100.

“Nós sabemos de casos que muitos organizadores evitam ter a presença da polícia pra ter uma liberdade maior ate pra fazer coisas contrárias a lei”, diz o porta-voz da Policia Militar, Nelson Nobre.

Em abril de 2008, outro grupo de empresários organizou uma rave em Pirapora do Bom Jesus, na grande São Paulo.

Nessa festa, o estudante de direito Erick Esiquiel, de 20 anos, foi espancado e morto.

Segundo o pai de Erick, o filho nunca tinha ido a uma rave.

Exames revelaram que ele não estava bêbado nem tinha usado drogas.

A polícia aponta como principais suspeitos cinco seguranças da festa.

“Infelizmente não tem condições desse tipo de festa nossos filhos frequentarem”, diz Almir.

Existe um projeto de lei em discussão na Assembléia Legislativa de São Paulo que impõe regras rígidas para a realização das raves no estado. Uma das propostas é que a festa não passe de 10 horas de duração. Atualmente, tem rave até de 48 horas.

Os organizadores também seriam obrigados a respeitar a seguinte proporção: um segurança para cada 20 participantes da rave.

Se a lei estivesse valendo, a festa de Rio Preto - que contou com 150 seguranças - deveria ter 400, já que o publico chegou a 8 mil pessoas.

“Nós fomos em um evento que pregava a diversidade, pregava a diversão, a paz e a liberdade de expressão de todas as tribos que sejam. Nunca na vida que nós esperávamos passar por uma situação dessas”, conta Bruno de Almeida, de 18 anos.

Fonte: Fantástico

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Casal de jornalistas é preso nos EUA por cultivar maconha em apartamento

De acordo com documentos judiciais, Howard Arenstein e Orly Katz cultivavam maconha em em seu apartamento. Após uma denúncia, a polícia local cumpriu um mandado de busca no apartamento do casal e encontrou 11 mudas de maconha, que eram cultivadas em um jardim. Algumas eram extremamente grandes, chegando 8 metros de altura. A polícia recolheu a droga do jardim do casal.
Imagem ilustrativa

Arenstein Howard, 60, e sua esposa, Orly Katz, 57, foram presos em suas casas no noroeste de Washington, DC, no sábado, após uma denúncia de uma moradora da região. Eles foram autuados por posse com intenção de distribuir a maconha. Ambos Arenstein e sua esposa foram liberados após reconhecimento pessoal.


Os jornalistas Howard Arenstein, da rádio CBS, e Orly Azoulay, correspondente do jornal israelense Yedioth Ahronoth, foram presos no último sábado (02) em Northwest, Washington (EUA), por porte de drogas.

Segundo o jornal The Washington Post, o casal responderá por posse de drogas com intuito de distribuição.

O profissional da CBS participou da cobertura do sequestro dos aviões no dia 11 de setembro de 2001 e da Guerra do Iraque, além de ganhar vários prêmios. Já Azoulay escreve sobre política e é autora do livro "O homem que não sabia como vencer", sobre o presidente de Israel Shimon Peres.

No Brasil, um caso parecido aconteceu em setembro no Rio de Janeiro (RJ): o jornalista Gustavo Grossi e seu pai, o engenheiro elétrico Francisco Aurélio de Souza Grossi, foram presos em flagrante por cultivo de maconha, em uma operação da Polícia Civil. Após receber uma denúncia anônima, as autoridades descobriram a plantação na varanda do apartamento da dupla.

Os dois acusados teriam aprendido a cultivar maconha em casa por meio de revistas importadas. Até mesmo um quarto do apartamento do jornalista foi transformado em estufa para as sementes e as plantas.

Fonte: Portal Imprensa

sábado, 4 de setembro de 2010

O papel da mídia na prevenção das drogas

"Na sociedade contemporânea, a mídia constitui um dos fatores fundamentais na
formação do que é comumente conhecido como opinião pública.
(...) quando se aplica a um assunto que apresenta uma fraca tradição de pesquisa no Brasil, como é o
caso da questão das drogas, (...) os conteúdos das reportagens da mídia têm a permissão de
reinar sozinhos (...) o que é visto, lido e ouvido, através da mídia, no que se refere às drogas, tende a
se tornar a única medida padrão de verdade para a grande maioria da população brasileira."

(Beatriz Carlini-Cotrim; José Carlos F. Galduróz; Ana R. Noto, Ilana Pinsky -
"A mídia na fabricação do pânico: um estudo no Brasil")


Como a mídia influencia o consumo de drogas?
Na sociedade contemporânea a mídia constitui um dos fatores fundamentais na formação do que se denomina opinião pública. Atualmente, a maior fonte de informação das pessoas são os meios de comunicação e a maioria delas acredita no que vê, lê ou ouve na televisão, nas revistas e nos jornais.

Os principais meios de comunicação nos dão a impressão de que, em relação ao uso de drogas, vive-se uma epidemia sem controle, caracterizada principalmente pelo consumo de crack, cocaína e maconha. Ao assumir esse tom pessimista e alarmista a respeito das drogas ilícitas, os meios de comunicação muitas vezes deixam de informar que os maiores problemas com drogas em nosso país, ainda são decorrentes do consumo de álcool e tabaco (drogas lícitas). Esta postura alarmista pode gerar uma sensação de descontrole e desespero por parte dos adultos, levando-os a um controle desmedido da vida dos jovens em detrimento de ações muito mais efetivas, como a aproximação e o diálogo. Outra conseqüência desse tipo de abordagem em relação às drogas é que se pode promover uma maior atração pelo consumo de substâncias. Ao explorar em demasia os efeitos das drogas, a mídia pode estar despertando no jovem curiosidade em torno dos efeitos provocados por elas, especialmente entre aqueles que, ao tomar contato com as notícias, julgam que "todo mundo está usando" e que, portanto, "para ser aceito" também deve usar alguma droga. No que concerne a publicidade das drogas lícitas (bebida e medicamento) a situação é ainda mais preocupante, pois a influência da mídia pode favorecer comportamentos de risco não apenas dos jovens, mas de adultos e até de crianças. Recentemente as propagandas de cigarro foram proibidas enquanto que as de álcool, apesar de uma restrição quanto ao horário de veiculação da propaganda, continuam influenciando maciçamente os jovens. A publicidade desses produtos associa beber com diversão, charme, alegria, aventura, sucesso profissional e aceitação social. As tímidas referências aos efeitos negativos do consumo dessas substâncias acabam por perder-se no conjunto da peça publicitária, não constituindo uma verdadeira informação, nem possibilitando uma reflexão a respeito dos supostos efeitos positivos, que são tão alardeados.

É por este motivo que até mesmo pessoas esclarecidas deixam-se influenciar pelo que é divulgado. O público visado nas propagandas de medicamentos geralmente são as famílias. Nestas a mensagem também é perigosa: o uso de medicamento, sem prescrição médica, põe fim ao mal estar e os problemas que a família enfrenta. Ao tomar um remédio ela supostamente se torna uma família feliz. Potencialmente a mídia poderia associar-se a campanhas de esclarecimento sobre os riscos do consumo de álcool e de cigarro mas isto, muitas vezes, entra em conflito com seus interesses econômicos. As campanhas sobre comportamentos saudáveis, com informações necessárias, verdadeiras e bem formuladas são oferecidas, habitualmente, pelas ONGs (organizações não-governamentais) e pelo próprio governo que infelizmente, muitas vezes, não possuem recursos para pagar o alto custo de veicular e disponibilizar mensagens pelos meios de comunicação de massa. Cabe ao governo também, estabelecer regras que limitem o conteúdo e a veiculação das propagandas de drogas lícitas.
Fonte: Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas)/Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein



A Saúde e a Mídia: como elas se relacionam
As chamadas mídia de massa são caracterizadas pelo uso de mecanismos eletrônicos (mídia) para levar uma mensagem a muitos receptores (massa), mas muitas pessoas são indiferentes a essas fontes de mensagens. Para a eficiência do envio de uma mensagem o mais importante é o receptor.

As divergências podem ocorrer também na comunicação cara-a-cara, por exemplo, entre o médico e o paciente. A forma de mídia (de informação ou entretenimento) gera interpretações diferentes.

O estudo de comportamentos sociais a partir da observação permitiu criar dois modelos: um para o comportamento da mídia e outro para a vida real. Esse modelo foi chamado de constelação de influências e faz as interligações entre as partes envolvidas e os ruídos de comunicação que podem ocorrer nesse
caminho.

Dentro dos meios de comunicação, na atualidade, aquele que exerce a maior influência no receptor é a televisão, pois esta presente na maioria dos lares e, quase sempre, tem uma linguagem muito simples. O sucesso de uma campanha depende largamente do amplo contexto cultural que se tem sobre o assunto”.

Pode-se dizer que a comunicação não ocorre sozinha, ou seja, é necessária a interação entre as diversas partes e isso produz os mais diversos comportamentos. Portanto, para o sucesso de uma campanha é importante a harmonia perfeita entre as partes, pois só assim o objetivo de comunicação será atingido.
Outro ponto importante é a imagem que cada meio de comunicação tem perante o receptor: a televisão é vista como uma mídia de entretenimento e os jornais e documentários são vistos como uma mídia informativa.
As instituições também sofrem a influência dos profissionais de saúde que acabam por direcionar o caminho que elas tomarão.

A vida real tornar-se referência para os meios de comunicação: como o efeito das drogas sendo retratados em uma novela. (encipecom.metodista.br)