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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fibras podem reduzir eficácia de remédios

Fibras podem reduzir eficácia de remédios
O excesso de fibras dificulta a absorção de algumas vitaminas pelo organismo. O consumo recomendado é de 3 colheres de sopa por dia

Alguns medicamentos perdem até 70% da eficácia se 
ingeridos junto com fibras__ Orientação "É preciso um 
intervalo de uma hora para ingerir o medicamento 
depois do consumo de fibra" Samira Lecoque, nutricionista
As fibras estão na moda, viraram sinônimo de alimentação saudável e são as queridinhas das dietas, mas é preciso ter cautela no consumo. Combinar fibras com medicamentos, por exemplo, pode ser prejudicial à saúde. Alguns remédios perdem até 70% da eficácia se forem ingeridos junto com fibras ou em intervalos muito pequenos.

A especialista em terapia nutricional Samira Lecoque Ribeiro explica que as fibras atrapalham a absorção de alguns medicamentos, que acabam tendo uma ação mais lenta no organismo. Por consequência, o paciente tenta compensar e aumenta a dose, o que sobrecarrega outros órgãos.

"Isso acontece com antiácidos e restauradores da flora estomacal. Remédios para tratar hipertensão arterial, diabetes e os que contêm cálcio também são prejudicados porque interagem diretamente com as fibras. Há pessoas que tomam o remédio pela manhã junto com uma vitamina de banana e três colheres de aveia, mas não sabe como isso atrapalha o tratamento", afirma.


Não é preciso parar de ingerir fibras, apenas dar um intervalo de uma hora entre seu consumo e a ingestão da droga. "Esse intervalo vai ajudar na eficácia do medicamento e a não desestruturar a flora gastrointestinal", diz a nutricionista.

A inclusão de fibras na dieta deve ser feita de forma gradual e é preciso ter cuidado com a quantidade que você coloca no prato. O excesso pode dificultar a absorção de algumas vitaminas pelo organismo, além de causar gases, cólicas e diarreias. O consumo diário recomendado é de 25 gramas, o equivalente a três colheres de sopa.

Uma sugestão da nutricionista é comer duas colheres de sopa de granola com frutas no lanche da manhã, uma colher de aveia à tarde e uma colher de linhaça à noite, misturadas com frutas, vitaminas, bolos. "A granola tem muito farelo, por isso não tem problema comer de duas a três colheres", diz a especialista.

A dica para manter o equilíbrio é beber muito líquido. "Se a pessoa não bebe água, a fibra não vai se movimentar pelo intestino, fazendo com que as fezes virem pedras", alerta Samira Lecoque.

Daniella Zanotti


A Gazeta

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mulher que come mais fibras pode ovular menos vezes, revela pesquisa

Pesquisa mostra que alta concentração de fibra interfere
na produção de estrogênio e outros hormônios ligados à reprodução

Consumir fibras é uma das recomendações médicas para ter uma boa saúde. Mas uma pesquisa publicada no American Journal of Clinical Nutrition mostra que elas podem não ser tão boas assim. Ingerir grandes quantidades de fibra pode interferir na ovulação feminina.

De acordo com o estudo, realizado com 250 mulheres entre 18 e 44 anos, aquelas que consumiam a quantidade de fibras recomendada pelos órgãos internacionais de saúde apresentaram índices mais baixos de estrogênio e outros hormônios ligados à reprodução, como a progesterona, e ovularam menos do que as que comiam pouca fibra.

A ingestão de altos índices de fibras, principalmente aquelas encontradas nas frutas, também estava ligada aos ciclos menstruais anovulatórios, ou seja, aqueles em que a mulher pode até menstruar, mas sem que os ovários liberem o óvulo.

Todas as mulheres estudadas tinham boa saúde e menstruação regular. Mas aquelas que afirmaram consumir 22 gramas por dia ou mais de fibra se mostraram mais suscetíveis a ter no mínimo um ciclo sem ovulação em dois meses.

Depois de medir os níveis de hormônios reprodutivos nessas mulheres, os pesquisadores do National Institute of Child Health and Human Development in Rockville, em Maryland, concluíram que 22 % das delas não ovularam.

O estudo indica que outros fatores também podem contribuir para a falta de ovulação, como excesso e exercício físico, disfunção da tireóide e síndrome do ovário policístico, mas que a interferência das fibras é totalmente possível. Os pesquisadores explicam que dietas com altas doses de fibras diminuem a atividade de certas enzimas do intestino, levando a uma menor absorção de estrogênio. O estudo pode ajudar mulheres que tentam engravidar a consumir menos fibra.


Do R7