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domingo, 4 de setembro de 2011

Times de futebol mais populares da Internet

Em tempos de redes sociais não são só as pessoas que habitam esse ambiente, canais de TV, seriados, filmes, bandas e empresas são alguns dos usuários desse universo. E os times esportivos não poderiam ficar de fora, especialmente os do esporte mais querido do planeta, o futebol.


Barcelona no Facebook (Foto: Reprodução)
Pensando em descobrir quantos torcedores os principais times do mundo tem, o site português Futebol Finance divulgou o Futebol Facebook Rankings (FFR), uma lista com os 100 times com mais fãs no Facebook.
Os primeiros lugares são de times espanhóis e ingleses. Em primeiro, o Barcelona, time do atual melhor jogador do mundo, o argentino Leonel Messi, tem mais de 17,8 milhões de fã.
O arquirrival do Barça, o galático time espanhol Real Madrid, que conta com craques como Cristiano Ronaldo e Kaká, ficou apenas com a 3 ª posição, com seus mais 16,4 milhões de seguidores. Um pouco menos que o 2º lugar dos ingleses doManchester United, que tiveram 16,8 milhões.
As três posições seguintes são ocupadas pelos times ingleses Arsenal (quase 6,8 milhões),Liverpool (aproximadamente 6,44 milhões) e Chelsea (6,41 milhões).
Os times brasileiros não estão muito bem posicionados, os clubes brasileiros que figuraram na lista são:
18º Corinthians com 849 mil fãs;
20º Flamengo com 744 mil seguidores;
24º São Paulo com 668 mil,
39º Palmeiras com 330 mil;
45º Vasco da Gama com 257 mil;
57º Santos com 205 mil;
79º Grêmio com 133 mil;
85º Cruzeiro com 115 mil;
86º Botafogo com 114 mil seguidores.
Orkut
Na lista dos 50 mais do Orkut algumas posições são levemente diferentes, nos 5 primeiros lugares os times são os mesmos:
1º Barça (com quase 14 milhões de fãs);
2º Manchester United (com quase 13 milhões);
3º Real Madrid (com pouco mais de 12,8 milhões);
4º Arsenal (5,6 milhões);
5º Liverpool (com pouco mais que 5,4 milhões). 
Chelsea, que no Facebook é o 6º time mais amado, no Orkut cai para a 7 ª posição, perdendo o 6º lugar para o Galatasaray da Turquia.
No Orkut, os times brasileiros que aparecem na lista são:
15º Corinthians com 533 mil fãs;
20º Flamengo com 468 mils;
31º São Paulo com 215 mil,
35º Palmeiras com 175 mil;
40º Vasco da Gama com 153 mil.

Flamengo e Corinthians: os times brasileiros mais populares (Foto: Reprodução)
Twitter

No microblog o time mais seguido na lista dos “50 mais“ é o Real Madrid (@realmadrid), com mais de 1,94 milhões de seguidores. O segundo lugar fica com o Barcelona(@fcbarcelona_es) e seus mais de 940 mil torcedores, seguido do clube inglês Arsenal(@Arsenal), com pouco mais de 750 mil fãs.
No Twitter os times brasileiros estão mais bem colocados, o Corinthians (@SiteCorinthians) é o 4º com quase 490 mil seguidores, em 5º está o Flamengo (@cr_flamengo) e seus mais de 388 mil seguidores e o São Paulo (@saopaulofc) em 6º com mais de 378 mil fãs.
Os outros times brasileiros que estão na lista são:
9º. Palmeiras (@sitepalmeiras) – 301.090 seguidores
12º. Santos (@santosfc) – 150.875 seguidores
13º. Grêmio (@gremiooficial) – 132.689 seguidores
17º. Vasco da Gama (@crvascodagama) – 89.906 seguidores
26º. Internacional (@assessoriainter) – 47.139 seguidores
34º. Sport Club do Recife (@sportrecife) – 29.594 seguidores
35º. Atlético Mineiro (@sitedogalo) – 25.012 seguidores
42º. Coritiba (@coritibaoficial) – 20.098 seguidores
43º. Bahia (@ecbahia_oficial) – 19.954 seguidores
44º. Atlético Paranaense (@atleticopr) – 19.722 seguidores
Os dados são referentes aos fãs de páginas oficiais, e o levantamento foi feito em 10 de julho desse ano.
techtudo.com.br
Romannessa Sanches Da Contém Conteúdo

sábado, 11 de junho de 2011

Internet. Namoro sem sair de casa Pela rede é possível evitar desgastes do início de relacionamento

Ache a sua metade sem sair de casa
Pela rede é possível evitar alguns desgastes do início de relacionamento.

foto: Vitor Jubini


O cupido, para eles, foi o ICQ. Numa tarde de domingo, no ano de 1998, a Rafaela fez uma busca no ICQ
(um dos primeiros comunicadores instantâneos da internet) por pessoas da
sua cidade, Colatina; nascidas no mesmo ano, 1982; e que estivessem
online naquele momento.

Para sua surpresa apareceu o Raphael, que além da coincidência do nome
também teria nascido no mesmo dia que ela - uma confusão de datas
provocada pelo programa que só foi desfeita anos depois. Esse foi o
primeiro passo para uma amizade que durou quatro anos até que se
tornasse namoro e, depois, casamento. As coincidências na vida deles não pararam por aí: amigos em comum, pais
e mães que se conheciam e o curso escolhido na faculdade acabaram
unindo ainda mais o casal. "A gente nunca namorou pela internet, mas foi
graças a ela que nos conhecemos", diz Raphaela. Hoje, 11 anos depois,
os dois publicitários têm, juntos, um empresa de comunicação, um
restaurante e uma história mum e cheia de paixão.
Já foi o tempo em que o início de uma relação dependia de "olho no olho". Opção para os mais tímidos, para os que não gostam de sair, para os que procuram um novo relacionamento ou mesmo para quem está cansado de esperar a metade da laranja aparecer na próxima esquina, a internet é, cada vez mais, a pedida certa para quem não quer sair beijando sapos por aí até, finalmente, encontrar o príncipe encantado. Se você não quer passar mais um Dia dos Namorados só, que tal investir nos cliques?

Não é a toa que, no ano passado, uma pesquisa do Serviço Mundial da BBC identificou que 30% dos internautas de 19 países veem a internet como um bom lugar para encontrar um companheiro. Afinal, nunca tivemos tantos "amigos" como na rede e nunca estivemos tão "perto" um dos outros.

Vantagens
Duas das principais vantagens do namoro virtual, aponta o psicólogo especialista em relacionamento amoroso, Thiago de Almeida, são a facilidade de poder dispensar quem não interessa sem medo de ofender o outro e o acesso imediato a informações valiosas sobre o pretendente.

"Isso evita o excesso de expectativas gerado nos tradicionais encontros, que é o que faz muita gente desistir de sair em busca de um parceiro", explica. Uma pesquisa rápida pelo Facebook ou pelo Orkut, por exemplo, pode revelar o estado civil, os gostos musicais e outros detalhes da pessoa, que acabam se tornando o primeiro passo para uma relação.

Para fazer dar certo, o diretor geral no Brasil do site de relacionamentos eHarmony, Stanlei Bellan, diz que saber apresentar-se por meio de um perfil é fundamental.

5 dicas para se dar bem

1 - Saber o que quer


É muito importante saber o que se quer antes de procurar um relacionamento na internet: se é um relacionamento sério, um encontro casual ou apenas conhecer novas pessoas. Há serviços disponíveis para cada tipo de relacionamento. Se a ideia é apenas saber mais sobre alguém que você conheceu, procure por ela no Facebook e no Orkut. Mas, se o objetivo é encontrar um namorado que se encaixe no seu perfil, corra para os sites de relacionamento amoroso

2 - Falar a verdade

Ser honesto é fundamental, e funciona. Não mentir sobre as informações aumenta as chances do relacionamento continuar na vida real. Pode parecer tentador dar uma "enganadinha", mas se o objetivo é que o relaciomento saia da rede para o mundo real, não vai adiantar muito


3 - Investir no autoconhecimento


Não adianta querer alguém feliz, satisfeito com a vida e bem sucedido ao seu lado, se você não vê essas qualidades em você mesmo. É preciso fazer uma autoavaliação primeiro, decidir se você quer mudar ou apenas partir para um relacionamento com alguém que combine com você

4 - Caprichar no perfil

O perfil de qualquer site deve mostra quem é você. Se você não sabe o que preencher em uma pergunta, pule para a próxima. Qualquer outra resposta será melhor do que uma resposta de uma palavra só. Uma boa foto, verdadeira e que valoriza a pessoa, aumenta em até nove vezes a chance de o perfil ser visitado

5 - Nada de internetês

Não é só porque você está usando a internet que tem que escrever abreviado ou cheio de gírias. Muitas pessoas passam batido em perfis com erros de ortografia, gramática e textos com muitas gírias

Acesso a sites de namoro cresce 500% no mundo

Nos últimos 10 anos, o número de pessoas que acessam sites de namoro cresceu 500% no mundo, segundo uma pesquisa do eHarmony, conduzida pela Oxford Internet Institute, da Grã-Bretanha. No Brasil, também de acordo com a pesquisa, 83% dos usuários afirmaram já terem se encontrado com pessoas que conheceram pela internet. Os brasileiros, aliás, estão entre os maiores usuários de redes sociais do mundo. Só perdem para os norte-americanos e os russos.

Ir com calma é importante para evitar os mentirosos

Assim como em qualquer encontro, nem sempre um relacionamento iniciado pela internet - mesmo com a ajuda de sites que prometem compatibilidade total - é garantia de sucesso garantido. O psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos, alerta para o risco de frustrações provocadas pela busca do amor perfeito.

"Como as redes ampliam o número de contatos, a pessoa certamente vai ter que procurar muito antes de achar alguém que realmente a interesse", diz. Para manter a segurança e não se expor antes do tempo, ele orienta a não dar detalhes da vida pessoal até que a conversa "engate".

E para se resguardar dos "espertinhos", que mentem sobre possuir filhos, esposa e outros compromissos, a dica é pedir sempre o telefone de casa ou do trabalho. "Se a ideia é levar o relacionamento adiante, é melhor procurar saber o nível de confiabilidade da pessoa antes de se entregar à relação", orienta.

E vale lembrar que relacionamento que não sai da internet não vira relacionamento. A rede deve ser vista apenas como o começo. "Nada substitui o contato físico, a proximidade e o dia a dia".

Priscilla Thompson
A Gazeta

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Saúde e bem-estar: como o doutor google pode te ajudar?

Dr. Google pode ajudar você, mas é preciso cuidado
Se utilizada de forma correta, a internet se torna uma boa fonte de informação sobre sua saúde

"Doutor, existe um novo remédio para o meu problema. O senhor já ouviu falar desse tratamento? Eu li na internet que o medicamento tem efeitos colaterais". Esses e outros questionamentos ocorrem com frequência cada vez maior nos consultórios. Ao alcance de apenas um click, o doutor Google permite ao paciente o acesso a pesquisas científicas, novos remédios e ajuda, inclusive, a solucionar as mais variadas e raras doenças.

A internet oferece um mundo enorme de informações e, com isso, o paciente ganha voz na hora de decidir os rumos do tratamento e até questiona os diagnósticos. Para Severino Dantas, pediatra e secretário-geral do Conselho Regional de Medicina, quando utilizada de forma correta, a internet pode ser uma boa fonte na busca de informações sobre saúde.

"O paciente pode e deve buscar informação na internet. Muitas vezes o médico não dá explicações de forma tão detalhada e o paciente deve questioná-lo, é seu direito. Isso é um alerta para que os médicos conversem mais com seus pacientes e sejam mais humanos do que tecnicistas", opina Dantas.

Página certa
O clínico geral Eurico Schimidt também acha positivo o uso da rede, mas ressalta que é preciso cuidado ao selecionar os sites.

"Isso pode ajudar no tratamento, já que quanto mais informações o paciente tiver, mais fácil será para ele entender aquilo que o médico quer passar na consulta. Mas é preciso escolher sites confiáveis", destaca o médico.

A dica é se informar em sites institucionais e procurar páginas não comerciais, ligadas às universidades e sociedades de especialidades.

Angústia
Severino Dantas também alerta para o perigo do autodiagnóstico. "A pesquisa pode angustiar a família e levar o paciente a conclusões erradas sobre sua saúde, achar que não há cura para uma doença, quando há muitas alternativas que possibilitam que a pessoa tenha uma vida normal".

Desconfie de páginas na internet que oferecem tratamento ou induzem a usar um produto específico. Têm mais credibilidade os que pertencem a universidades, sociedades médicas e hospitais

Sites de confiança
SAÚDE E BEM-ESTAR

www.abeso.org.br
www.abcdasaude.com.br
www.fiocruz.br
www.drauziovarella.com.br
www.boasaude.uol.com.br
http://www.sitemedico.com.br
http://saude.abril.uol.com.br/
http://revistavivasaude.uol.com.br/
http://beleza.terra.com.br/
www.saude.gov.br
www.gineco.com.br
www.gazetaonline.com.br/vidasaudavel

PLÁSTICA

www.cirurgiaplastica.com.br

CORAÇÃO

prevencao.cardiol.br (Sociedade Brasileira de Cardiologia)

PULMÃO

www.pulmonar.org.br (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia)

CÂNCER

www.inca.gov.br
www.hcanc.org.br
www.oncoguia.com.br/site/index.php
www.espacodevida.org.br

DIABETES

www.diabetes.org.br (Sociedade Brasileira de Diabetes)
http://www.anad.org.br/

ALZHEIMER

www.alzheimermed.com.br

PARKINSON

www.parkinson.org.br

AIDS
www.aids.gov.br

PSIQUIATRIA

www.abpcomunidade.org.br

BIBLIOTECA VIRTUAL

bvsms.saude.gov.br (Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde)

http://regional.bvsalud.org/php/index.php

SITES INTERNACIONAIS (Versões em espanhol e em outras línguas)

SAÚDE E BEM-ESTAR
www.healthfinder.gov
www.nih.gov
www.medlineplus.gov

CORAÇÃO
www.americanheart.org

CÂNCER
www.cancer.org
www.oncolink.org

DIABETES
www.diabetes.org

CIRURGIA
www.yoursurgery.com

BEM-ESTAR
www.netwellness.com

Como fazer uma pesquisa segura
Pesquisa. Seja o mais específico possível com seus termos de pesquisa, pois isso aumenta a probabilidade de encontrar logo o que procura

Selecione. Mesmo que a pesquisa encontre um site com aspecto promissor, vale a pena conferir a fonte das informações

Procure a seção "A nosso respeito" ou "Quem somos". Se não houver uma marca de qualidade, é importante descobrir quem é responsável pelo site e quem são os autores do conteúdo

Verifique a data. Conselhos médicos podem ficar desatualizados, por isso confira em que época a informação foi publicada e a data da última atualização

Fale com o médico. Por mais confiável que a informação encontrada seja, se você estiver com algum problema de saúde deve buscar a orientação do médico e não se automedicar

A Gazeta (Daniella Zanotti)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Caiu na web

Bate cabelo
O clipe "Whip My Hair", da Willow (filha do Will Smith) foi o mais visto no Youtube nos últimos dias: http://ow.ly/3gS40





Caiu a ficha?
Piadinha que circulou pela internet: Sua cara depois de abrir a figura e apertar o F13 http://bit.ly/fTuenf

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Suicídio pela Web, a face sombria e triste da internet

"Eu acredito que a cadência e a harmonia certas no momento certo podem despertar qualquer sentimento, inclusive o da felicidade nos momentos mais sombrios’’

Essa frase é de um adolescente de 16 anos. Um garoto que amava Radiohead, Mutantes e Vitor Ramil. Foi escrita no dia de seu suicídio. Era parte de sua carta de despedida. Ele dizia aos pais que a música era a melhor maneira de enfrentar o desespero que viria. Antes de começar a morrer, colou a carta no lado externo da porta do banheiro. Acima dela, um cartaz: “Não entre. Concentrações letais de monóxido de carbono”. Vinícius ligou o aparelho de som – “porque é bom morrer com música alegre” – e entrou.

Essa frase escrita na morte se transformou num legado de vida ao ser impressa no encarte do CD que será lançado ainda em fevereiro pela Allegro Discos, com 23 músicas de sua autoria. Parte delas foi entregue aos pais na forma de uma herança às avessas: “Deixei na mesa do computador um envelope vermelho da Faber-Castell que contém um CD com algumas de minhas músicas”. Yoñlu, o título do CD, é o nome com o qual batizou a si mesmo no mundo em que circulava com mais desenvoltura: a internet.


Ambos, Vinícius e Yoñlu, morreram por asfixia por volta das 15h30 de uma quarta-feira de inverno, 26 de julho de 2006. Vinícius foi estimulado ao suicídio e auxiliado por pessoas anônimas na internet. Ele é a primeira vítima conhecida no Brasil de um crime que tem arrancado a vida de jovens de diferentes cantos do mundo – uma atrocidade que poderia ser chamada de Suicídio.com.

Yoñlu anunciou na internet que seu suicídio começaria a partir das 11 horas de 26 de julho


Video: Teen Suicide


Encobertos pelo anonimato da rede, internautas de diferentes nacionalidades têm dito em várias línguas a pessoas muito frágeis, a maioria delas adolescentes: “Mate-se”. O suicídio de Simon Kelly, de 18 anos, em Cornwall, na Inglaterra, foi um dos primeiros sinais de que algo de macabro estava acontecendo no reino da internet. No verão de 2001, o garoto aproveitou uma viagem dos pais para acessar sites sobre suicídio com detalhes técnicos de como poderia se matar. Morreu de overdose enquanto conversava com “amigos” virtuais em uma sala de bate-papo. A banalidade dos diálogos travados enquanto o adolescente tirava a vida é chocante. Ninguém tentou dissuadi-lo ou buscou ajuda. Um internauta procurou apenas convencê-lo a dar uma última olhada no mar antes do fim. Simon respondeu: “Fiz isso no domingo. Vejo vocês do outro lado”. A morte foi transmitida pela câmera do computador.

Somente em 2005, 91 pessoas, a maioria entre 20 e 30 anos, suicidaram-se no Japão, estimuladas por sites na internet. Apenas em um mês, março de 2006, houve três casos de suicídios coletivos combinados em fóruns virtuais no país: 13 internautas morreram. Desde o ano passado, 14 jovens da região de Bridgend, no sul do País de Gales, se mataram. Alguns deles estavam ligados por um site de relacionamento que difundia uma idéia “romântica” do suicídio. O mais velho tinha 26 anos. Nos últimos seis anos, a Papyrus, entidade dedicada à prevenção do suicídio, registrou 27 mortes incentivadas pela internet apenas na Grã-Bretanha. A vítima mais jovem tinha 13 anos.


LEGADO PRECOCE

Yoñlu compunha, fazia os arranjos, tocava piano e violão. Acima, a capa do CD póstumo que será lançado neste mês pela Allegro Discos
No mundo virtual não há nenhuma perversão nova, apenas as velhas modalidades que já assombravam as ruas da realidade. A diferença é que, na internet, qualquer um pode exercer seu sadismo protegido pelo anonimato, na certeza da impunidade. Basicamente, a idéia é: “Se ninguém sabe quem eu sou, não só posso ser qualquer um, como posso fazer qualquer coisa”. Megan Meier, uma adolescente americana de 13 anos, foi uma vítima da mais banal das maldades, cuja potência de destruição foi multiplicada na internet. Depois de receber mensagens hostis de um “amigo” virtual no site de relacionamento MySpace, Megan subiu ao 2o andar da casa e se enforcou com um cinto no closet. Josh Evans, um garoto musculoso de 16 anos, louco por pizza, tinha dito a ela: “Você é uma pessoinha de m.... O mundo seria bem melhor sem você nele”. O detalhe: Josh nunca existiu. Era uma criação coletiva de suas vizinhas para se divertir com a menina gordinha.

O brasileiro Vinícius Gageiro Marques deixou o inventário de seu suicídio. Documentou sua morte na carta de despedida impressa em papel e no registro virtual da internet. Seguindo seus passos, é possível chegar ao impasse de uma época em que adolescentes habitam dois mundos – mas os pais só os alcançam em um.

Como Yoñlu, ele marcou seu suicídio no mundo virtual para as 11 horas de 26 de julho de 2006. No mundo real, Vinícius estava havia dois meses em internação domiciliar por determinação de seu psicanalista. Ele era um garoto superdotado, descrito como “extraordinariamente inteligente” e “extremamente sensível”. Filho único do casamento de um professor universitário que foi secretário de Cultura do Rio Grande do Sul com uma psicanalista, ele teve todo o estímulo para desenvolver inteligência e sensibilidade. Alfabetizou-se em francês quando a mãe fazia doutorado em Paris com a historiadora e psicanalista Elizabeth Roudinesco, biógrafa de Jacques Lacan. Mas o mundo doía em Yoñlu, como mostram as letras de muitas de suas músicas. Sua questão não era morrer, mas fazer a dor parar.

Os fones de ouvido eram o caderno dele. Não levava nada, não ouvia o professor e depois passava por média em tudo’’GENOVEVA GUIDOLIN, orientadora educacional do Colégio Rosário
Vinícius criou uma fantasia para enganar os pais: a de um adolescente “normal”. Disse a eles que queria fazer um churrasco para os amigos, que estava interessado numa “guria”, que preferia não ter os pais por perto. Dias antes, pediu ingresso para um show que aconteceria depois de sua morte, iniciou um tratamento de pele, foi ao supermercado comprar a carne. Simulou um futuro onde não pretendia estar.

Vinícius parecia “curado” no mundo real. Na internet, porém, Yoñlu pedia instruções sobre o melhor método de suicídio. Em 23 de junho, comentou que adiaria sua morte porque muita gente estava elogiando suas músicas. A faixa 10 do CD, “Deskjet Remix”, em parceria com um DJ escocês, tocava em festas eletrônicas de Londres. O mundo virtual de Yoñlu alcançava gente de vários países em sites de suicídio e fóruns de música, com quem conversava num inglês desenvolto.

Enquanto Vinícius tecia uma fantasia no mundo real, a realidade estava onde os adultos de sua vida não esperavam encontrá-la: no mundo virtual. A mãe arrumava a mesa para o churrasco de ficção. Bem ali perto, o computador anunciava a morte do filho pelo método conhecido como “barbecue”. Por volta de 11h15, os pais saíram do apartamento que ocupa três andares de um prédio da família, num bairro de classe média de Porto Alegre. Por volta das 12 horas Vinícius ligou para o celular da mãe, avisando que os amigos tinham chegado e que estava “tudo bem”. Às 13 horas, os pais deixaram o violão, que estava no conserto, na portaria do prédio. Vinícius foi buscá-lo. Três horas depois, os pais leriam: “Para garantir uma margem segura de tempo, inventei a história do churrasco, pedindo para que vocês saíssem de casa durante todo o dia. (...) Essa medida fez com que o churrasco de hoje parecesse um grande progresso no que tange a minha condição psíquica, quando na verdade era justamente o contrário”.

O que aconteceu depois foi gravado por Yoñlu no computador. Às 14h28, ele postou num grupo de discussão, sempre em inglês: “Estou fazendo esse método CO (suicídio por inalação de monóxido de carbono) neste momento e tenho duas grelhas queimando no banheiro. Aqui está a foto. Alguém pode me dizer se há carvão suficiente e quando eu posso entrar no banheiro e me deitar? Por favor, por favor, me ajudem! Eu não tenho muito tempo”.


Uma canadense avisou a polícia gaúcha que um garoto se suicidava na internet

A foto mostra duas churrasqueiras portáteis com chamas, uma ao lado da outra, num banheiro. Às 14h42, alguém diz: “Como você está se virando? Espero que você consiga o que quer. Talvez você volte daqui a pouco tossindo”. Dois minutos depois, Yoñlu escreve: “Ah, meu Deus. Eu não consigo suportar o calor, está tremendamente quente naquele banheiro. O que eu devo vestir para se tornar mais suportável? Eu tomei uma ducha antes, mas não adiantou nada. O que eu posso fazer? E o que eu devo fazer para desmaiar, por Deus?”.

Um bombeiro aposentado de Chicago, segundo o inquérito policial, orientou Yoñlu a retirar as roupas, encharcar algum pano e se enrolar nele para suportar o calor até o momento de desmaiar. O último post de Yoñlu, de Gay Harbour, como ele chamava causticamente Porto Alegre, foi às 15h02. Muito tempo depois, alguém escreveu: “Acho que funcionou, já que ele não entrou mais em contato”.

Às 15h45, o policial federal Enrico Canali, de Porto Alegre, foi chamado ao telefone porque era fluente em inglês. No outro lado da linha estava o policial Ken Moore, de Toronto, no Canadá. Lindsey, uma universitária canadense, amiga virtual de Yoñlu, procurou a polícia de sua cidade para avisar que alguém no sul do Brasil estava se suicidando. Deu o endereço de Vinícius, obtido com outro amigo virtual. Canali acionou a Polícia Militar.

Os PMs Volmir da Silva Ramos, sargento, e Fernando Hermann Heck, soldado, tentavam conter uma mulher em surto psicótico debaixo de um viaduto quando foram chamados pela central. Eram 16h10. A zeladora do prédio demorou 15 minutos para deixá-los entrar, assustada com a presença da polícia narrando uma história que soava absurda. Chamou o avô de Vinícius, que morava em outro apartamento do mesmo prédio. “Não é possível. Só meu neto está aqui, e ele está com os amigos, numa festa”, ele teria dito aos policiais. A cena que encontraram não precisa ser descrita.

Durante cerca de uma hora, o serviço médico tentou reanimar Vinícius. Ele explicou aos pais na carta: “O método que escolhi foi intoxicação por monóxido de carbono, é indolor e preserva o corpo intacto, mas demora, e se a pessoa é resgatada antes de morrer fica com graves lesões cerebrais e torna-se um vegetal”.

Eu dizia que ele era um velho brincando de adolescente na rede. Dizia sai, deixa para os netos. Então ele me mandava a voz para provar que era jovem’’
FELIPE DI MELO, de 19 anos,
amigo virtual


Quando o sargento constatou que estava tudo acabado, puxou o pai e a mãe do menino para que ficassem juntos – “porque agora só teriam um ao outro” – e foi embora. Os pais nem precisariam ter lido a carta para entender: “Não houve churrasco, não havia colegas nem guria que eu goste. Peço desculpas pela maneira trapaceira com que arranjei meu suicídio. Peço desculpas também pela maneira assustadora com que a notícia chegará a vocês. Foi a maneira que encontrei de garantir um dia inteiro sozinho a fim de conduzir o procedimento da maneira mais segura”.

Vinícius era um garoto de 1,83 metro de altura, magro e bonito. Mas não era essa a imagem que via. Em alguns momentos, segundo o inquérito, sentia que seu corpo se desintegrava, que seu rosto estava deformado. Procurava então um espelho para ter certeza de que estava ali. Na escola, quando tinha essa sensação, levava um CD para poder se olhar sem chamar a atenção. Aos 12 anos, ele já lia Kafka.

Parte da reportagem da Revista Época, intitulada Suicídio.com, de 11/02/2008 - Edição nº 508

Não é tudo culpa da internet. No livro Ponto de Desequilíbrio de Malcolm Gladwell, existe um capítulo que trata das epidemias de suicídio. Segundo o autor, em estudos notou-se um relação proporcional lógica: logo após a glamourização dos eventos de suicídio, segue uma onda de outras pessoas tirando sua vida. E a matéria da Época traz ilustrações do autor, informações do blog, fala de músicas disponíveis para download. Colocaram um ícone na capa da revista! Talvez seja pior do que alguns gatos-pingados ajudando-o no seu intento. Desta forma, seguindo uma lógica de capa de revista, eventos no futuro serão culpa da mídia tradicional. Não, não serão. Não é fácil explicar porque uma pessoa tira sua própria vida.


É uma análise de mídia do estilo "por favor, venda revista". Uma interpretação mais cautelosa da relação entre internet e suicídio poderia levantar outros dados como: será que pessoas solitárias encontraram companhia através da rede e deixaram de pensar em tirar sua vidas? Quantas pessoas aflitas não conheceram outras com os mesmo problemas e puderam ajudar-se? Enfim, será que a internet não salvou a vida de alguns futuros suicidas?


Talvez este tipo de reflexão não venda.
(navegantes.org)