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terça-feira, 5 de abril de 2011

Solange Couto, grávida aos 54, achou que estava na menopausa

Conhecida pelo papel da despachada Dona Jura de "O Clone", reprisada agora na Globo, Solange Couto está também na novela "Ribeirão do Tempo", da Record. A mãe de Marcio, 36, e Morena, 19, descobriu-se grávida agora, aos 54. O pai é o estudante Jamerson Andrade, 24, com quem está casada há um ano. A atriz diz estar fugindo da mídia para evitar que seu caso raro vire alvo de debate e preconceito.

Limites para a maternidade se expandem
Probabilidade de ter filho depois dos 50 é de 1%

Marcos Michael/Folhapress
A atriz Solange Couto, que está esperando um menino, na praia da Barra da Tijuca, Rio


"Em dezembro, reclamei para meu médico que estava enjoada, irritada. Ele pediu exames. No laboratório, a atendente me perguntou: "Já fez o teste da farmácia? E eu: "Como assim?". Ela disse que era para confirmar a gravidez. "Quem está grávida?", perguntei. Eu estava fazendo exame de Beta HCG, e nem sabia o que era. Disse: "Meu médico está maluco!".

Contei para meu marido, ele falou: "Vamos comprar o teste de farmácia agora!".

Nunca tinha manuseado aquilo. Se a mulher está grávida, aparecem dois pauzinhos. Estavam lá os dois pauzinhos, gritando! Não acreditei, nem imaginava.

Nem pensava em engravidar, achava que estava entrando na menopausa. Estava até fazendo reposição hormonal. A médica disse que tinha dado uma bagunçada nos meus hormônios.

O exame do laboratório saiu no dia 31 de dezembro. Fiquei absolutamente feliz.

Meus filhos, de 36 e 19 anos, disseram: "Maneiro!".

A gente estava se programando para adotar uma criança. Quem sugeriu a adoção foi meu marido. Eu disse que não queria mais que a relação continuasse, porque ele era muito novo.

"Você é novo, vai inventar de ter filho, eu não tenho tempo nem idade pra isso." Ele perguntou se eu seria capaz de amar uma criança que não saísse de mim.

Um mês depois que comecei a ir atrás da adoção, descobri que estava grávida. É aquela história da mulher que não consegue ter filhos, adota e fica grávida.

Aí a medicina vem e diz que isso é muito raro. Fico muito irritada. Não quero ir em programas de TV. Vão querer me botar numa berlinda que não quero sentar.

Não estou pedindo a ninguém para me estudar. Sou uma das exceções à regra. Que satisfação mais as pessoas querem? Vão me abrir para me estudar? Fazer DNA, sei lá que diacho?

Tenho um filho sendo gerado em mim. E ponto. Difícil? Sim. Raro? Sim. É um caso em 800. Mas acontece.

Não tenho nada contra quem recorre a tratamentos. Pelo contrário, eu aplaudo. Podem achar que não quero dizer [que fiz tratamento] porque acho errado. Não é isso. É só que, no meu caso, não aconteceu assim.

Tem muito preconceito. Não falam para mim, não são doidos. Mas dizem: "Nessa idade, tinha que ser avó". Dia desses, no supermercado, uma mulher falou: "Tsc, palhaçada". Não podia revidar porque não sabia se era comigo, mas só tinha eu e ela no corredor.

E o que é idade de ser avó? Por que depois dos 45 a mulher só pode ser avó? Se tiver saúde, vida sexual ativa, onde é que está o senão?

É preconceito, cara. Por que o homem não é tratado assim? É preconceito contra a mulher, e principalmente da mulher contra a mulher.

Quando saiu a notícia, começou um programa atrás do outro na TV falando de fertilização in vitro. Agradeço a preocupação, mas não me lembro de ter mandado conta para ninguém.

Tem gente que falou: "É mentira, daqui a pouco vai falar que perdeu o filho, é marketing". As pessoas questionam tanto por quê? Querem que eu aborte?

No começo, tive medo do meu organismo e como ia ser isso. Até por conta da isquemia cerebral transitória, que eu tive em 2008.

Quando fiquei grávida, fiz uma bateria de exames e vi que estava tudo bem. Só tomei cuidado nos três primeiros meses, não podia carregar nem a bolsa.

Agora, o risco acabou. Pela minha idade, não tem nenhuma recomendação diferente. Não tenho pressão alta, colesterol alto.

Cheguei a pensar: "Meu Deus, será que ele vai ter problema, ser especial?". E se for, pensava, vai ser bem-vindo do mesmo jeito. Tive receio, qualquer mãe tem.

Fiz o exame de translucência nucal, tinha um sério risco de o bebê nascer com problema. Depois, respirei aliviada, está tudo normal. Soltei todos os lastros."

*
GLOSSÁRIO

Exame de Beta HCG
Mede a quantidade do hormônio Beta HCG no sangue e indica se a mulher está grávida ou não.

Isquemia cerebral transitória
Tipo de derrame temporário que não deixa sequelas. Entre as causas estão alteração de colesterol e estresse.

Translucência nucal
Exame com ultrassom que mede uma área da nuca do bebê cheia de líquido e analisa o seu desenvolvimento. É um sinalizador de problemas genéticos.

Probabilidade de ter filho depois dos 50 anos é de 1%



Engravidar naturalmente após os 50 anos, como no caso da atriz Solange Couto, é uma raridade, mas é uma possibilidade, dizem experts em reprodução.

Segundo o ginecologista Luiz Fernando Dale, da American Society for Reproductive Medicine, há mulheres que menstruam e ovulam até os 58 anos. Mas a qualidade do óvulo diminui, o que reduz as chances.

Dos 45 aos 49 anos, a probabilidade de a mulher engravidar naturalmente é de 3% a 4%, diz Dale. A partir daí, a chance cai para 1%.

A gravidez tardia tem riscos altos, diz Mario Cavagna, da comissão de reprodução da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Além de hipertensão, diabetes e parto prematuro, há risco de o bebê ter síndrome de Down. Aos 35, há um caso de Down por 300 nascimentos. Aos 45, há um em 20 nascimentos.

Cavagna afirma, entretanto, que a gestação não é contraindicada se a mulher estiver bem de saúde. "Se não tiver problemas metabólicos e for acompanhada, tem grandes chances de levar uma boa gravidez."

Fonte: Folha UOL

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Menopausa e perimenopausa - . Minimizar o inevitável

Menopausa afeta toda mulher. Sintomas da menopausa prematura (ou sintomas da menopausa precoce) podem incluir períodos menstruais irregulares ou ondas de calor. Outros sinais da menopausa incluem suores noturnos, dificuldades para dormir e irritabilidade. Tratamentos da menopausa podem incluir terapia de reposição hormonal, apesar de esta não é para qualquer mulher. Os remédios ervais para a menopausa pode incluir alimentos de soja e suplementos naturais. Se você tem o sangramento após a menopausa, contacte o seu médico, pois pode indicar um problema mais sério.


Menopausa e perimenopausa - Visão geral do tratamento
A menopausa é uma mudança natural que não requer tratamento. Mas os sintomas de mudança hormonal pode ser difícil. Se você tiver insônia, alterações de humor, ondas de calor, pensando muito nublado, períodos menstruais abundantes, ou outros sintomas da menopausa, o tratamento pode ajudá-lo a gerir esta transição mais confortável. Como você rever suas opções, considere o seguinte:

Hábitos de vida saudável irá ajudar a reduzir os sintomas da menopausa. Estes hábitos incluem comer uma dieta equilibrada, reduzindo o stress, ficando regular exercícioe evitando o tabagismopesado, cafeína, e uso pesado de álcool. Um estilo de vida saudável pode piorar os sintomas.

Baixas doses de terapia hormonal (TH) ou doses baixas de pílulas anticoncepcionais pode ser uma opção se você ainda estiver tendo períodos e têm sintomas graves ou múltiplas. controlo da natalidade pílulas não são utilizados após a menopausa, porque contêm níveis mais altos de hormônios do que as mulheres necessidade.
Após a menopausa, a terapia hormonal pode ser usada como um tratamento a curto prazo de sintomas graves, quando tomado em uma dose tão baixos quanto possível.

Você só pode precisar de um tratamento específico para determinados sintomas, como ondas de calor ou secura vaginal.

Respiração meditativa ou suplementos tais como o cohosh preto (cohosh preto é uma erva vendido como um suplemento dietético nos Estados Unidos) ou de soja pode ajudar a aliviar os sintomas.
A pesquisa conduziu a uma grande mudança na forma como os médicos usam a terapia hormonal após a menopausa. Por um longo tempo, estrogênio-progestina, ou terapia de reposição hormonal (TRH), foi pensado para proteger contra doenças do coração ou demência. Mas os estudos mostram agora que o uso de TRH pode causar sérios problemas de saúde em um pequeno número de mulheres. Estes problemas de saúde incluem coágulos de sangue perigosos, acidente vascular cerebral, coração doença, o câncer de mama, câncer de ovário, e demência.5, 6, 7 O risco de doença cardíaca, não parecem afetar as mulheres durante os primeiros 10 anos após a menopausa.8

Média HRT e os riscos relativos ERT são baixas entre a população geral de mulheres. Mas o seu risco pessoal de que a terapia hormonal pode estimular a mama câncer, câncer de ovário, problemas cardiovasculares, coágulos de sangue, ou alterações neurológicas podem ser maiores ou menores, dependendo de fatores de risco para os seus problemas de saúde.

As opções de tratamento para os sintomas da menopausa
Exercícios de respiração meditativos (respiração passeada) foram mostrados para reduzir flashes quentes. Medicamentos que podem melhorar as ondas de calor incluem a curto prazo, a terapia hormonal de baixa dose, os antidepressivos, a pressão arterial elevada medicamento clonidina, ea medicina anticonvulsivantes gabapentina (Neurontin).10, 11

Períodos pesados. O hormônio progesterona pode ajudar a aliviar o sangramento menstrual pesado causados por muito baixo ou muito alto de progesterona níveis (depois de fazer um exame para descartar outras causas possíveis). Outras opções incluem -inflamatórios não esteróides anti-drogas não esteróides (AINE), o levonorgestrel (LNG), DIU, ou pílulas anticoncepcionais. Para severa perda de sangue, algumas mulheres escolhem o tratamento cirúrgico permanente. Estas opções incluem a remoção do útero (histerectomia) ou utilizar a energia de calor para os danos ea cicatriz da parede do útero (ablação endometrial). Para obter mais informações, consulte o tópico Sangramento Uterino Disfuncional.


Fonte: webmd.com/