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sábado, 23 de junho de 2012

Meditação torna a criança mais confiante. Prática melhora a autoestima e o humor


Meditação torna a criança mais confiante. Prática também melhora a autoestima e o humor dos pequenos

Criança e silêncio são duas palavras que, aparentemente, não combinam, não é mesmo? Os pequenos normalmente gostam de brincar, falar alto e parecem estar sempre ligados em uma tomada de 220 volts. Mas muitos pais encontraram na meditação infantil uma solução para problemas de ansiedade e até hiperatividade dos filhos.

O psicólogo e terapeuta familiar, Claudio Miranda, explica que há um pensamento errôneo de que, por serem pequenas, as crianças não vão conseguir ficar quietas e desfrutar o silêncio da meditação, mas ele garante que quanto mais cedo elas tiverem acesso à prática, mais rapidamente vão se beneficiar dela.

"A meditação torna a criança, gradualmente, mais tranquila, autoconfiante e segura de si. Os medos que elas tinham vão se tornando cada vez mais distantes e menos intensos", garante o terapeuta.

Além disso, ele observa que a prática melhora significativamente a autoestima e o humor. "Se ela tiver um comportamento agressivo ou de enfrentamento demasiado a cada meditação se tornará mais tranquila. Com a meditação a criança assume uma postura de equilíbrio interior sem se tornar boba, passiva ou sem autodefesa", explica Claudio.

Mais sociável

A funcionária pública Karla Mariano Zippinotti, mãe de Pedro Mariano, 9, conta que o filho faz meditação há mais de um ano. De lá para cá, ela percebeu mudanças significativas no comportamento do filho.

"A primeira coisa que eu notei foi uma melhora na socialização. Antes, ele não gostava nem de ir à escola. A meditação também melhorou a capacidade de concentração, diminuiu a agitação, e o Pedro tornou-se uma criança visivelmente mais tranquila", conta.

Ommmm...


Tranquilidade
Crianças agitadas
O primeiro benefício que a meditação traz para os pequenos é a tranquilidade. Crianças muito
agitadas, ou hiperativas, costumam ser muito beneficiadas pela prática

Autoconfiança
Autoconhecimento
Meditar ajuda a criança a conhecer-se melhor e a adquirir mais confiança em si

Autoestima
Confiança
Mais autoconfiantes, as crianças também se livram  de problemas e passam a ter mais autoestima

Equilíbrio
Dentro de si
Com a meditação, os pequenos conseguem alcançar o equilíbrio interior

Socialização
Mais amigos
Outro benefício da meditação é ajudar a criança a ter uma melhor socialização. Assim, ela interage melhor com os amiguinhos

Medos
Acabam aos poucos
A prática também é capaz de afastar medos e inseguranças infantis. É claro que isso não acontece de uma hora para a outra. Aos poucos, os pequenos tornam os medos mais distantes e menos intensos

Idade
A partir de 1 ano
A partir de 1 ano de idade, os pequenos podem começar a praticar meditação. O psicólogo explica que, quanto antes a criança iniciar a prática, melhor ela vai lidar com as diversas situações que a vida apresentar

Concentração
Atenção
Crianças com déficit de atenção e hiperatividade tendem a usufruir muito dos benefícios da meditação. Ela aumenta os níveis de atenção e concentração

Rendimento escolar
Melhora
Com mais concentração, a criança consegue ter mais atenção às aulas, e garante melhores resultados na escola

A Gazeta - Lorena Fafá

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vídeo: Brincadeira sem fim para irmãos 'engraçadinhos'

Brincadeira sem fim para irmãos 'engraçadinhos' Coisas simples da vida geram boas gargalhadas. Exemplo mostrado por crianças. Assista ao Vídeo





Frases sobre criança
Nós nos preocupamos com o que uma criança se tornará amanhã, mas nos esquecemos que ele é hoje alguém. ~ Stacia Tauscher 


Você pode aprender muitas coisas das crianças. Quanta paciência você tem, por exemplo. ~ Franklin P. Jones 


Eu trouxe as crianças para este mundo escuro porque precisava de luz que só uma criança pode trazer. ~ Liz Armbruster, em robertbrault.com 


Uma característica da criança normal é que ele não age dessa maneira com muita freqüência.  ~  Autor Desconhecido 

Tivemos azar com os nossos filhos - todos eles cresceram. ~ Christopher Morley 


Uma criança pode fazer perguntas que um homem sábio não pode responder. Desconhecido do ~ Author 


As crianças precisam de amor, especialmente quando eles não o merecem. ~ Harold Hulbert 



As crianças são as mensagens vivas que enviamos a um tempo não vamos ver. ~ Neil Postman, O Desaparecimento da Infância (introdução), 1982 


Crianças são um terço da nossa população e todos os nossos futuros. ~ Panel Select para a Promoção da Saúde da Criança, 1981 


Toda criança vem com a mensagem de que Deus ainda não está desanimado do homem. ~ Rabindranath Tagore 


Você está preocupado com a vê-lo passar seus primeiros anos em não fazer nada. O quê! É nada para ser feliz? Nada de pular, brincar e correr o dia todo? Nunca em sua vida ele vai ser tão ocupado novamente. ~ Jean-Jacques Rousseau, Emile, 1762 


Uma criança de três anos é um ser que fica quase tão divertido de um dólar 56 conjunto de balanços como faz fora de encontrar um pequeno verme verde. ~ Bill Vaughan 


Nos Estados Unidos, hoje, há uma tendência generalizada para tratar crianças como adultos, e adultos como crianças. As opções das crianças são, portanto, constantemente expandida, enquanto que os dos adultos estão progressivamente restritas. O resultado é criança rebelde e adultos infantis. ~ Thomas Szasz

domingo, 16 de outubro de 2011

Crianças tocam música de Metallica no YouTube e viram sensação na internet

Crianças tocam música de Metallica no YouTube e viram sensação na web
'Mini Band' é formada por crianças de 8 a 10 anos no Reino Unido.
Guitarrista Zoe chama a atenção por ser a única menina no grupo.


'Mini Band' foi formada há cerca de seis meses no Reino Unido (Foto: Arquivo Pessoal)

O vídeo de uma banda de crianças de 8 a 10 anos tocando a música "Enter Sandman", do Metallica, se espalhou pela internet em poucos dias (veja). As imagens foram postadas no YouTube em 2 de outubro e receberam, em menos de uma semana, mais de 2 milhões de acessos.

Em entrevista ao G1, o professor de música dos meninos, Leo Westby, contou que a banda, batizada de “Mini Band”, foi formada há cerca de seis meses, na cidade de Thatcham, no Reino Unido. “Eu decidi formar o grupo em volta do guitarrista Harry Jackson, de 8 anos, que é um dos melhores que eu já vi na idade dele”.

Guitarrista Zoe chama a atenção por ser a
única menina no grupo (Foto: Reprodução)
Zoe Thomson, de 8 anos, chama a atenção no vídeo por ser a única menina no grupo. No YouTube, um vídeo dela fazendo um solo de guitarra da música “Sweet Child O Mine”, do Gun' 'N Roses, chegou a receber mais de 770 mil visitas (veja). A página criada para a “Mini Band” no Facebook também já foi “curtida” por mais de 7,5 mil usuários.


Westby, que dá aulas aos seis integrantes do grupo há dois anos, conta que eles adorariam se tornar músicos profissionais. “Eles estão achando toda a repercussão dos vídeos muito divertida e emocionante. Nenhuma pressão foi colocada sobre eles, para que eles possam desfrutar de toda a experiência”.

No último verão no hemisfério Norte, a “Mini Band” fez cerca de 10 shows. Após uma pausa de algumas semanas, eles participaram do festival de Bucklebury, onde o vídeo do YouTube foi gravado. “Eles têm mais três shows programados”, conta Westby.

Do G1, em São Paulo

domingo, 2 de outubro de 2011

Reynaldo Gianecchini visita entidade para crianças com câncer

Reynaldo Gianecchini visita entidade para crianças com câncer
Segundo os médicos da instituição, a troca de experiências durante a visita de Reynaldo Gianecchini ajudou tanto as crianças quanto o próprio ator a continuar enfrentando a doença.

O ator Reynaldo Gianecchini, que está se tratando de um linfoma, visitou nesta semana uma entidade que cuida de crianças com câncer.

Matheus, de 14 anos, lê uma carta que escreveu para o ator: “Meu querido amigo Reynaldo Gianecchini, Nós nos conhecemos em 2003, quando eu tinha seis anos. Hoje estou com 14 e faço parte dos pacientes curados do GACC. Sei que você está passando pelo mesmo problema que eu passei. Com muita força, eu venci e tenho certeza que você também irá vencer. A luta contra o câncer não é fácil, mas saiba que existe um Deus que é maior que todas as dificuldades que você irá passar. Desejamos melhoras. Matheus Henrique e todo o GACC de São José”.



A carta era um convite para que o ator visitasse na quarta-feira (28) a instituição em São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo. “Agora eu estou curado, Graças a Deus, e ele está doente, né? Com certeza ele vai conseguir sair dessa”, torce Matheus.

Os dois se conheceram em 2003, quando Matheus tinha 6 anos e lutava contra a leucemia. Eles fizeram juntos uma campanha para arrecadar fundos para a construção do hospital, que hoje é referência no tratamento de crianças e jovens com câncer.

Esta semana, eles se reencontraram na gravação de uma nova campanha. As imagens, obtidas com exclusividade pelo Fantástico, foram feitas durante a visita à instituição, e gravadas sem som. “Ele perguntou para as meninas se era eu. A menina falou que sim. Ele falou que eu era um campeão”, gaba-se Matheus. Os papéis se inverteram: é o ator que agora faz tratamento contra um câncer no sistema linfático. Matheus está curado depois de dois anos de tratamento.

Gianecchini chegou com a mãe e fez questão de conhecer todos os pacientes. Deu autógrafos, conversou sobre a doença, tirou fotos, sorriu, sorriu, sorriu.

Para encontrar o ator, Natália, de 10 anos, se maquiou e escolheu um lenço colorido. “Ele é legal, bonito e simpático”, conta a menina. E escreveu duas cartinhas para ele: uma de apoio e uma de agradecimento: “Escrevi agradecendo por ele estar aqui nos ajudando nessa nossa batalha”.

João Vitor, de 3 anos, ofereceu biscoitos ao ator. Como Gianecchini, ele tem linfoma. “Quando eu estava ali, tinha muita enfermeira, né? Sabe o que eu fiz? Uma mágica para ele”, conta o menino.

A mãe de João Vitor, Valéria Germann Aguiar,é só elogios: “Foi incrível, é uma pessoa extremamente simpática. Conversou com ele (o filho), conversou conosco. E agora em uma nova condição. Além de estar como paciente, vem ajudar todos nós aqui do hospital”.

No quarto ao lado, Mateus, de 9 anos, lembra a mensagem que o ator deixou: “Ele falou que tudo passa, né?”

O GACC, Grupo de Assistência a Crianças com Câncer, atende 500 pacientes de 0 a 19 anos em São José dos Campos. Setenta por cento deles saem curados. Segundo os médicos da instituição, a troca de experiências durante a visita de Reynaldo Gianecchini ajudou tanto as crianças quanto o próprio ator a continuar enfrentando a doença.

“No início do tratamento, todo mundo fica muito assustado, o paciente fica achando que é o único, que fez alguma coisa errada para estar daquele jeito. E aí começa a ter o convívio com outros pacientes, com outras experiências. E vê que faz parte da natureza, infelizmente, a gente ficar doente, mas que a gente consegue lutar e ir adiante”, explica o diretor clínico do GACC, Marcelo Milone. Gianecchini passou três horas na entidade.

“A gente se preocupou muito, porque a gente sabe qual é a rotina do nosso paciente. Então, a gente sabe que tem que ir mais devagar, dar um tempo para ele descansar. Às vezes, ele deitava um pouquinho”, contou a presidente do GACC, Rosemary Sanz,


Já livres da internação, pequenos pacientes continuam se reunindo na instituição. Brincam juntos durante o tratamento e depois, na fase de controle da doença. Júlia, de 11 anos, conta como é: “Por um lado é bom vir aqui, por outro lado não. O lado bom é que a gente brinca, fica no computador. Por outro lado, você tem que tomar injeção, tirar sangue, daí é ruim”.

Dois dias depois da visita de Gianecchini, esse ainda era o assunto principal. Alef, de 3 anos, contou que tirou foto com o ator.

Felipe, de 11 anos, lembra: “Eu falei para ele que no comecinho do tratamento é tudo difícil, mas depois ele supera. Fica mais fácil”.

“Ele veio para nos visitar, né? E também para a gente dar apoio para ele”, explica Júlia, de 11 anos.

“Eu falei até para o Giane: ‘Olha, essa sua visita foi o tratamento mais poderoso que todas as crianças e jovens puderam receber’. Foi o remédio mais potente que eles poderiam receber”, diz a presidente do GACC.

Andrei, também de 11 anos, estava com vergonha, mas acabou entrando na fila dos autógrafos. Na hora, não falou quase nada. “Não sei o que eu falaria para ele. Ele está doente, tem a mesma coisa que eu. Daí, nós dois estamos juntos”, conta o menino.

Júlia, de 11 anos, estava logo atrás do Andrei e ganhou um beijo: “Eu falei para ele ‘Tudo vai dar certo. Eu estou torcendo por você’”.

SITE DO FANTÁSTICO

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Trauma na infância pode virar doença crônica na idade adulta.

Trauma na infância pode virar doença crônica na idade adulta
Pesquisa foi feita em 10 países

Crianças que passam por situações traumáticas têm maior risco de desenvolver doenças crônicas quando adultas, mostra pesquisa

RIO - Crianças que foram abusadas, perderam um dos pais ou sofreram outras dificuldades, como abuso de drogas por um dos responsáveis em casa, podem ter maior risco de desenvolver doenças crônicas na vida futura, sugere um novo estudo. A pesquisa, com mais de 18 mil adultos de dez países, descobriu que aqueles que dizem ter enfrentado adversidades na infância tinham grande chances de desenvolver inúmeros problemas, como artrite, asma, diabetes e dor nas costas crônica, ou dor de cabeça.

O mesmo padrão foi visto entre pessoas que contaram ter sofrido de depressão, ansiedade ou outro problema de saúde psicológica antes dos 21 anos. A descoberta, relatada no "Archives of General Psychiatry", não prova que estresse sério na infância necessariamente gera uma saúde fragilizada. Mas há um número de razões para acreditar que os dois podem estar ligados, disse a coordenadora do estudo, Kate Soctt, fisiologista e professora associada da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

O Globo

domingo, 5 de junho de 2011

Crianças são mais fracas hoje do que há 10 anos, segundo pesquisa

Pesquisa revela que crianças de hoje são mais fracas que há dez anos
Segundo pesquisador, as crianças passam muito tempo em atividades que não exigem esforço físico, como navegar na internet. Para ele, crianças não brincam mais na rua nem sobem em árvores.

Um estudo feito na Inglaterra mostra que as crianças de agora são mais fracas do que as crianças de dez anos atrás. O Fantástico foi investigar por que isso aconteceu e se as crianças brasileiras estão seguindo o mesmo caminho.

Passar pouco tempo ao ar livre, sem fazer exercícios, ficar muito tempo no computador navegando na internet: essa parece ser a receita para as crianças estarem perdendo a força muscular. A constatação vem de um longo estudo feito na Inglaterra pelo cientista esportivo Gavin Sandercock.

Ele descobriu que as crianças de 10 anos em 2008 estavam muito mais fracas do que as crianças que tinham essa mesma idade em 1998: "Elas simplesmente se recusavam a, por exemplo, fazer abdominais. Na verdade, nem sabiam fazer os exercícios”, conta Sandercock.

O estudo mostra que, em dez anos, a quantidade de crianças que conseguiam fazer abdominais diminuiu 27% e dobrou o número dos que não sustentavam o próprio peso em uma barra.

O problema, segundo o pesquisador, é que as crianças estão passando muito tempo em atividades que não exigem esforço físico, como navegar na internet. Para ele, as crianças não estão mais brincando na rua, subindo em árvores, não estão mais fazendo coisas de criança.

Alguém percebeu esse tipo de coisa no Brasil também? “Eu vejo que alunos meus de 14 anos atrás conseguiam fazer certos movimentos que os de hoje têm mais dificuldade em fazer. A internet também. Com o computador elas acabam ficando menos tempo na rua, menos tempo brincando, menos tempo movimentando o seu corpo”, explica a professora de educação física Kristine de Souza.

Vamos ver isso na prática. “Esse percurso, que elas faziam em um tempo menor e sem reclamar, as crianças de hoje estão reclamando. Elas reclamam: ‘Ai tia, minha mão está doendo, meu braço como está pesado. Ai, tia, não quero mais’".

A pesquisa inglesa apontou os problemas que uma infância com poucos exercícios pode provocar. Por não terem uma musculatura desenvolvida, essas crianças quando adultas podem acabar tendo osteoporose, um enfraquecimento dos ossos que aumenta o risco de fraturas.

E o que fazer para sacudir essa garotada? “Estimular uma atividade física sempre para as crianças, porque isso ajuda que elas mantenham a força muscular. É questão do uso e desuso. O que você não usa, atrofia. O que você usa, melhora a sua performance, melhora a sua prática”, explica o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, Edson Liberal.

No cinema, foi preciso baixar um Schwarzenegger em uma escolinha para acabar com a moleza da criançada. Na vida real, o pesquisador garante: as crianças já são normalmente ativas. Elas só precisam de espaço. Portanto, senhores pais, ajudem seus filhos a brincar! Deixem as crianças ser crianças.

Site do Fantástico

sábado, 23 de abril de 2011

Canoa vira e causa a morte de 6 crianças, todos da mesma família

Todas as vítimas eram de uma mesma família; a mãe de 3 delas sobreviveu


Lago do povoado de Piquizeiro, local do naufrágio
O naufrágio de uma canoa no município de Lago Verde, distante 310 quilômetros de São Luís (MA), provocou uma tragédia. Seis crianças, com idades entre 7 meses e 12 anos, morreram no acidente. Todas eram de uma mesma família, que se deslocava por um lago do povoado Piquizeiro, a 28 quilômetros da sede do município.

Segundo informações da Rádio Mirante AM, as vítimas viajavam para Vila São Francisco, no município de Bacabal, em uma canoa construída para transportar três pessoas, mas havia quatro adultos e nove crianças a bordo. A hélice do motor quebrou, o barco girou no meio do lago, e ficou à deriva na correnteza até virar. Apenas um dos adultos sabia nadar.

O resgate das vítimas e dos corpos das seis crianças mortas foi feito por populares, porque as equipes de resgate só chegaram ao local cerca de uma hora após a canoa virar, por causa da dificuldade de acesso.

No naufrágio morreram os irmãos Elaine, de 7 meses; Wesley Henrique, 2, e Erisvan Martins Ribeiro, 4, e mais três de seus primos: Franciel Martins Lima, 8; Andressa Gomes Costa, 11; e Ronilson dos Santos, 12. A mãe das três crianças menores, Deusilene, 24, estava a bordo e sobreviveu. Outra vítima, Ronilson, filho de Josimar Martins Silva, 36, que conduzia a canoa, também sobreviveu. (AE)

Resgate por moradores

O resgate das vítimas e dos corpos das seis crianças mortas foi feito por moradores da região, porque as equipes de resgate só chegaram ao local cerca de uma hora após o acidente por causa da dificuldade de acesso ao local. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros finalizaram as operações de busca. "Muitos pegaram suas canoas para ajudar a família que sofreu o acidente", disse o soldado Antônio Silva Cajado, da PM.

Seis crianças que morreram em naufrágio são sepultadas no MA
Cerimônia foi realizada no povoado de Pequizeiro, em Lago Verde. Barco em que estavam virou com 13 pessoas; sete sobreviveram.


As seis crianças que morreram afogadas no Lago do Pequizeiro, afluente do Rio Mearim, na manhã desta sexta-feira (22), foram sepultadas no cemitério municipal no povoado de Pequizeiro, em Lago Verde (MA), às 10h30 deste sábado (23). Elas estavam em um barco que a transportavam da cidade de Lago Verde para Bacabal (MA).

Outras sete pessoas que também estavam na embarcação conseguiram escapar com vida e foram retiradas da água por moradores e pescadores locais. Segundo o Corpo de Bombeiros, todas as pessoas eram da mesma família e se preparavam para passar o feriado da Páscoa com familiares e amigos na região.

Segundo José Raimundo Machado, 48 anos, líder comunitário de Lago Verde, alguns moradores viram quando a embarcação começou a girar no meio da correnteza e pediram socorro pelas vítimas. Machado disse ao G1 que conseguiu retirar o corpo de uma das vítimas do fundo do rio. "O barco virou quando bateu em um toco de madeira. Mergulhamos e conseguimos achar o corpo de uma das crianças, mas infelizmente sem vida. Toda a operação para tentar socorrer as vítimas e achar os corpos se prolongou até perto das 14h. Foram quase seis horas tentando ajudar as vítimas."

O pescador José Carneiro, 49 anos, disse que conseguiu resgatar quatro pessoas com vida. "Coloquei duas mulheres, uma criança e um rapaz. Todos vivos. Infelizmente também levei para fora do lado um bebê morto". Carneiro afirmou ainda que outro colega conseguiu salvar mais três pessoas.
As crianças que morreram tinham entre 7 meses e 12 anos de idade.

Glauco Araújo - Do G1, em São Paulo