Netinho fala sobre experiência com anabolizantes no Instagram
Recentemente, o cantor mostrou sua nova música de trabalho, intitulada 'Decolê'
O cantor Netinho falou sobre uma experiência que teve com anabolizantes em 2008. Segundo ele, será possível saber tudo sobre a história relatada na rede social neste domingo (2), no Domingão do Faustão.
"Amigos, há alguns anos, precisamente no final de 2008, vivi uma experiência com anabolizantes RECEITADOS POR UM MÉDICO em São Paulo. Malho há mais de 20 anos e sempre tive um bom porte físico, naturalmante como nesta foto de 2007. Mas nesse ano 2008, um médico me deu uma receita e ele mesmo me vendeu anabolizantes. Mesmo sabendo dos riscos à minha saúde, eu estava sendo acompanhado por um médico, considerado o melhor em São Paulo. Confiei então. Tomei. Saiba tudo sobre esta história neste domingo no Domingão do Faustão. Principalmente VOCÊ que malha, que frequenta academias, que toma anabolizantes sem acompanhamento médico e até à revelia de tudo. Assista e atente para a sua saúde, para a sua vida e para o perigo. Sinto que devo compartilhar esta história pois é público que milhões de jovens e pessoas de todas as idades fazem uso de anabolizantes sem controle e serão adiante uma geração DOENTE", escreveu o cantor.
ibahia.com
Mostrando postagens com marcador anabolizantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anabolizantes. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
domingo, 8 de julho de 2012
Saiba distinguir suplemento de anabolizante
Suplemento alimentar só pode ser indicado por médico ou nutricionista
Educador físico não pode fazer recomendação a alunos nas academias.
Anvisa classifica produtos para atletas em seis categorias diferentes.
Apesar de estarem na moda e serem vendidos em muitas academias do país, os suplementos alimentares são feitos apenas para atletas de alto rendimento, profissionais ou não, e só podem ser recomendados por médicos ou nutricionistas.
Solonei se prepara para o Troféu Brasil de Atletismo (à dir.) em 2011, quando ficou em quarto lugar, e ao lado aparece na chegada da 18º Maratona de SP, em que ficou em primeiro (Foto: Fernanda Paradizo/Divulgação)
Educador físico não pode fazer recomendação a alunos nas academias.
Anvisa classifica produtos para atletas em seis categorias diferentes.
Apesar de estarem na moda e serem vendidos em muitas academias do país, os suplementos alimentares são feitos apenas para atletas de alto rendimento, profissionais ou não, e só podem ser recomendados por médicos ou nutricionistas.
"O professor de educação física não deve prescrever nada, senão se torna um desvio de função. Nós trabalhamos com prevenção, o nutricionista atua com alimentos e o fisioterapeuta, com patologias", afirma o presidente do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (Cref/SP), Flavio Delmanto.
Ele destaca que esse procedimento é divulgado aos profissionais filiados e que o mercado tem espaço para todos, desde que respeitada cada atribuição. Em relação à venda dos suplementos nas academias, Delmanto diz que a fiscalização deveria ser feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Solonei se prepara para o Troféu Brasil de Atletismo (à dir.) em 2011, quando ficou em quarto lugar, e ao lado aparece na chegada da 18º Maratona de SP, em que ficou em primeiro (Foto: Fernanda Paradizo/Divulgação)
O educador físico Mauro Guiselini complementa: "Existem personal trainers que aprendem as regras básicas da suplementação e sugerem aos alunos. Isso é ruim para a profissão, pois é o mesmo caso de praticar medicina ilegalmente. Tanto que alguns profissionais já foram advertidos e até suspensos", diz. De acordo com Guiselini, o grande problema é vender anabolizantes e hormônio do crescimento no lugar de suplemento. "Aí o professor vira o cara que vende a droga."
Além disso, esses produtos não podem fazer propagandas enganosas, prometendo no rótulo uma eventual perda de peso ou ganho de massa muscular. A Anvisa proíbe palavras ou imagens que façam referência a hormônios ou induzam o consumidor sobre eventuais efeitos. Estão vetadas, portanto, expressões como "anabolizantes", "massa muscular", "hipertrofia muscular", "queima de gorduras" ou "fat burners", e "aumento da capacidade sexual".
Segundo a nutricionista da área esportiva Mirtes Stancanelli, que atua na Seleção Brasileira de Basquete Feminino, a idade média dos principais usuários no país vai dos 20 aos 35 anos, e as mulheres já são um público-alvo considerável.
O professor de educação física não deve prescrever nada, senão se torna um desvio de função. Nós trabalhamos com prevenção, o nutricionista atua com alimentos e o fisioterapeuta, com patologias"
Flavio Delmanto,
presidente do Cref/SP
presidente do Cref/SP
Na hora de determinar o que e quanto uma pessoa vai tomar de suplemento, é fundamental saber se ela está desprovida de algum nutriente, se a atividade que desempenha envolve força, e qual o tempo e a intensidade do exercício.
"Quem consome esses produtos sem indicação de um profissional pode ter problemas no fígado, nos rins e no coração. Ferro demais, por exemplo, pode se depositar nas artérias e causar cansaço. Muita vitamina C é capaz de aumentar o risco de pedras nos rins. E, no fígado, pode haver um acúmulo de gordura. O que a ciência coloca não é de agrado da indústria, mas a verdade é essa", explica.
Além disso, se o indivíduo for mal orientado, pode aumentar o percentual de gordura, ter acne, gases e alergias respiratórias, no caso de consumir um excesso de proteínas. Pode, ainda, apresentar dificuldade de digestão.
No caso da creatina, por exemplo, é permitido tomar por dia apenas 0,3 mg por quilo de peso corporal, ressalta Mirtes. Quanto ao isotônico, ele só deve ser uma opção quando há realmente uma desidratação, ou seja, perda de 2% a 3% de peso corporal em uma única atividade.
Outro ponto que deve ser observado é que, quando a pessoa para de usar o suplemento, pode levar até dois anos para readquirir a forma anterior, já que os produtos servem para acelerar esse processo.
Para quem quiser opções naturais e mais saudáveis de vitaminas e proteínas, a nutricionista sugere suco de frutas, leite, iogurte, queijo, carne vermelha e ovos.
Seis categorias
Seis categorias
A Anvisa divide os suplementos alimentares em seis categorias diferentes: hidroeletrolíticos (isotônicos, que hidratam as células), energéticos (basicamente carboidratos, como maltodextrina, em géis, pó ou suco), suplementos de proteínas (barrinhas de proteínas e gorduras para recuperação pós-treino), produtos para substituição parcial de refeições (shakes ou pós capazes de suprir eventuais necessidades de proteínas, carboidratos e gorduras), complementos de creatina (proteína para liberação rápida de energia em atividades de alta intensidade, como atletismo e natação) e bebidas com cafeína (energéticos e estimulantes).
No Brasil, essas substâncias estão isentas de registro, mas devem seguir um regulamento técnico da Anvisa de abril de 2010, que estabelece critérios de classificação, indicação, composição e rotulagem. Também precisam de um número de notificação junto ao órgão de vigilância sanitária estadual ou municipal sobre o início da fabricação ou a importação.
Quem toma esses produtos sem indicação de um profissional pode ter problemas no fígado, nos rins e no coração"
Mirtes Stancanelli,
nutricionista do esporte
nutricionista do esporte
Cada produto deve informar esse número de notificação, a lista de ingredientes, as informações nutricionais e o prazo de validade.
Já os suplementos vitamínicos ou minerais – cápsulas que podem suprir demandas de ferro, cálcio, zinco, etc – não precisam de registro se os nutrientes não ultrapassarem 100% da ingestão diária recomendada. Se isso ocorrer, o produto é considerado um medicamento e necessita de autorização da Anvisa.
Caso as normas para os suplementos alimentares sejam descumpridas, como no caso de propaganda enganosa, o infrator deve ser penalizado, segundo uma lei de 1969 e outra de 1977. Também deve ser aberto um processo administrativo sanitário.
Multas são analisadas individualmente, e a empresa pode ter o produto suspenso por oferecer risco à saúde da população. A fiscalização deve ficar a cargo da vigilância sanitária local, que precisa encaminhar os dados à Anvisa, responsável pelas autuações e publicações no Diário Oficial da União.
Complemento dos treinos
O maratonista Solonei Rocha da Silva, vencedor dos Jogos Pan-Americanos de 2011 e da 18ª edição da Maratona de São Paulo, realizada no dia 17 de junho, é um dos milhares de atletas brasileiros que usam suplementos para melhorar o desempenho físico.
Aos 30 anos, o ex-catador de lixo que hoje mora em Bragança Paulista (SP) corre todos os dias cerca de 30 km, além de fazer fortalecimento muscular uma vez por semana. Para aguentar a rotina pesada, ele recebe acompanhamento nutricional na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde foi orientado a tomar isotônicos, proteínas, sachês e pós de carboidratos.
Isso tudo serve para dar um ganho energético rápido, o que pode ser feito antes, durante e/ou depois dos exercícios, dependendo de cada caso. No de Solonei, a suplementação ocorre após o treinamento. E ele já mira na São Silvestre, em 31 de dezembro.
"Também passei a ter mais nutrientes dos alimentos, como suco de laranja e leite de vaca e de soja, que eu não ingeria antes. O cálcio do leite ajuda a fortalecer os ossos, que sofrem muito impacto na corrida. E todo o conjunto de suplementos faz com que meu corpo responda melhor, sem ficar musculoso", diz o maratonista, que tem 59 kg em 1,77 m.
Os suplementos atraem também quem não é profissional. Ao frequentar a academia seis vezes por semana, o estudante de administração Renato Escudero, de 21 anos, não lembra em nada o adolescente sedentário e obeso que foi um dia.
Renato Escudero vai à academia seis vezes por semana e enxugou 20 kg. Há cinco anos, ele foca no ganho de massa magra e está tomando proteínas, aminoácidos, energéticos e isotônicos (Foto: Arquivo pessoal)
Renato Escudero vai à academia seis vezes por semana e enxugou 20 kg. Há cinco anos, ele foca no ganho de massa magra e está tomando proteínas, aminoácidos, energéticos e isotônicos (Foto: Arquivo pessoal)
Há quase cinco anos, o morador de São José dos Campos (SP) trocou as comidas gordurosas e calóricas por proteínas, aminoácidos, energéticos e isotônicos. Com isso e muita malhação, enxugou 20 kg e começou a focar no ganho de massa magra. Hoje, exibe 92 kg em 1,87 m de altura.
De segunda a sábado, Renato faz 40 minutos de musculação e 10 minutos de esteira. Geralmente depois do exercício, ele toma proteína de soro de leite, glutamina e um complexo de aminoácidos para recuperação muscular. Os produtos vêm em pó e são misturados com água. “Quando chego em casa, como um sanduíche de pão integral, queijo branco, peito de peru, atum ou frango”, cita.
O estudante começou a tomar os suplementos por conta própria: interessou-se pelo assunto, pesquisou e foi atrás. “No começo, tive problema de estômago, desconforto, passei mal. Mas foi só no primeiro mês. Acho até que foi psicológico”, diz Renato.
Os produtos para complementar os treinos na academia também caem no gosto das mulheres que buscam um corpo mais definido. É o caso da fisioterapeuta e personal trainer Luana Veronesi, de 28 anos, adepta dos suplementos há um ano e meio. Ela malha desde os 16 anos, mas de dois anos para cá intensificou a rotina.
Luana toma aminoácidos líquidos pré-treino. Antes e depois, aposta em proteínas isoladas (com sabor de chocolate, baunilha, limão, uva ou tangerina), que ajudam a queimar apenas a gordura, deixando a massa magra intacta. Além disso, ela consome o carboidrato maltodextrina antes, durante e depois da malhação. Quando treina muito pesado, ainda ingere creatina.
Luana toma aminoácidos líquidos pré-treino. Antes e depois, aposta em proteínas isoladas (com sabor de chocolate, baunilha, limão, uva ou tangerina), que ajudam a queimar apenas a gordura, deixando a massa magra intacta. Além disso, ela consome o carboidrato maltodextrina antes, durante e depois da malhação. Quando treina muito pesado, ainda ingere creatina.
A jovem também toma cápsulas manipuladas de vitamina C e E e um polivitamínico, sempre depois da atividade física. Segundo ela, os comprimidos ajudam na imunidade e na construção muscular.
"Todos esses suplementos são muito calóricos, por isso diminuí os carboidratos da alimentação. Não dá para usar isso tudo e ainda ter uma dieta ruim", diz Luana, que mora em Mogi-Mirim (SP) e vai à academia de segunda a sábado.
A fisioterapeuta pesa 69 kg em 1,74 m de altura, mas quem avalia seu peso pela balança se engana. Ela tem apenas 17,5% de gordura no corpo, um padrão considerado ideal.
Todo o conjunto de suplementos faz com que meu corpo responda melhor, sem ficar musculoso"
Solonei Rocha da Silva,
maratonista
maratonista
"Antes eu tomava sem orientação, mas parava, não sabia ao certo o que poderia acontecer: engordar, inchar. Agora tenho acompanhamento", revela.
Substâncias proibidas
Nas normas da Anvisa, também há uma lista de substâncias que não podem entrar na composição dos alimentos para atletas. Entre elas, estão: guaraná, erva-mate, ginseng, gengibre, chá verde e aminoácidos como leucina, isoleucina e valina – que, neste último caso, podem ser registrados como novos alimentos.
Nas normas da Anvisa, também há uma lista de substâncias que não podem entrar na composição dos alimentos para atletas. Entre elas, estão: guaraná, erva-mate, ginseng, gengibre, chá verde e aminoácidos como leucina, isoleucina e valina – que, neste último caso, podem ser registrados como novos alimentos.
A taurina é permitida em energéticos desde que dentro de um limite de 400 mg para cada 100 ml de produto. A regra vale tanto para as marcas nacionais quanto importadas. Outro aminoácido, a carnitina, não pode entrar nesses suplementos específicos para atleta, mas tem previsão de uso em outras categorias, como remédios emagrecedores.
Outros tipos de aminoácidos podem ser usados combinados, para melhorar a qualidade de proteínas do produto, mas não devem ser consumidos de forma isolada. No caso do ginseng e de outras substâncias, como efedrina e garcinia cambogia, o uso está liberado na área de medicamentos.
Regras específicas
Sobre os isotônicos, a resolução da Anvisa diz que eles não podem ultrapassar 1.150 mg/l de sódio, e a concentração de potássio não pode ser superior a 700 mg/l. Por outro lado, podem ser adicionados de vitaminas e minerais, mas não de fibras. As regras também falam sobre o limite máximo de carboidratos e frutose (açúcar das frutas) no preparo desses líquidos.
Sobre os isotônicos, a resolução da Anvisa diz que eles não podem ultrapassar 1.150 mg/l de sódio, e a concentração de potássio não pode ser superior a 700 mg/l. Por outro lado, podem ser adicionados de vitaminas e minerais, mas não de fibras. As regras também falam sobre o limite máximo de carboidratos e frutose (açúcar das frutas) no preparo desses líquidos.
No caso dos energéticos ou carboidratos, o suplemento não pode conter mais de 75% do valor energético proveniente dessa fonte. Em gramas, não deve passar de 15 g na porção pronta para o consumo. A Anvisa diz, ainda, que esses produtos podem ter gorduras e proteínas, mas não fibras e substâncias consideradas "não nutrientes".
Todos esses suplementos são muito calóricos, por isso diminuí os carboidratos da alimentação. Não dá para usar isso tudo e ainda ter uma dieta ruim"
Luana Veronesi,
fisioterapeuta e personal trainer
fisioterapeuta e personal trainer
Quanto aos suplementos de proteínas, devem ter pelo menos 10 gramas do componente em cada porção. Metade das calorias precisa ter origem proteica e também não é permitido adicionar fibras ou não nutrientes.
Em relação aos suplementos para substituição parcial de refeições, os famosos shakes, existe uma quantidade máxima permitida de carboidratos (de 50% a 70%), proteínas (de 13% a 20%) e gorduras (até 30%) sobre o total do valor energético. O produto deve fornecer pelo menos 300 kcal por porção. Além disso, o teor de gorduras saturadas e trans não pode ultrapassar 10% e 1%, respectivamente. E, ao contrário dos anteriores, esses complementos podem ter fibras.
A Anvisa também prevê critérios para os suplementos de creatina, cuja concentração deve ficar entre 1,5 g e 3 g por porção. O grau de pureza da substância precisa chegar a 99,9%. E não podem ser adicionados carboidratos nem fibras.
Por fim, os complementos de cafeína não podem ficar abaixo de 210 mg nem acima de 420 mg por porção. Não pode haver adição de nutrientes ou não nutrientes.
Alimentos que exigem registro no Brasil
Os alimentos que são obrigados a ter registro da Anvisa no país são: produtos funcionais (aqueles com ação comprovada sobre colesterol, intestino ou envelhecimento), substâncias probióticas (iogurtes que facilitam o funcionamento intestinal), alimentos infantis (como papinhas), produtos para nutrição enteral (por sonda em pacientes hospitalizados), embalagens recicladas para contato com alimentos e os chamados novos alimentos ouingredientes (cápsulas, comprimidos e tabletes de vários componentes, como óleos, derivados de soja, fitoesteróis, quitosana e licopeno).
Os alimentos que são obrigados a ter registro da Anvisa no país são: produtos funcionais (aqueles com ação comprovada sobre colesterol, intestino ou envelhecimento), substâncias probióticas (iogurtes que facilitam o funcionamento intestinal), alimentos infantis (como papinhas), produtos para nutrição enteral (por sonda em pacientes hospitalizados), embalagens recicladas para contato com alimentos e os chamados novos alimentos ouingredientes (cápsulas, comprimidos e tabletes de vários componentes, como óleos, derivados de soja, fitoesteróis, quitosana e licopeno).
Nessa última categoria, encontram-se também produtos feitos de frutas ou vegetais submetidos a processamento de secagem ou desidratação.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Anabolizantes: perigo é maior para mulheres
A declaração da participante do Big Brother Brasil 11, Maria Helena Melilo, de que usa anabolizantes para manter o corpo em forma trouxe mais uma vez à tona a polêmica: até onde vai o sacrifício para se ter um corpo perfeito?
Além de ilegal, a substância pode causar problemas como diabetes, impotência sexual, câncer de fígado e até infarto. Segundo o médico do Esporte José Carlos Gomes, a mulher sofre ainda mais os efeitos colaterais, pois o corpo feminino não tem uma alta quantidade de testosterona.
"Por isso, ele provoca aumento de pelos, do clitóris e a alteração de voz, já que é um hormônio masculino. A mulher tem um percentual bem menor de testosterona em relação ao homem. Quando ela toma essa substância, o efeito é drástico", avalia.
![]() |
| Maria Melilo do BBB 11 (Big Brother Brasil), antes de entrar na casa |
"Por isso, ele provoca aumento de pelos, do clitóris e a alteração de voz, já que é um hormônio masculino. A mulher tem um percentual bem menor de testosterona em relação ao homem. Quando ela toma essa substância, o efeito é drástico", avalia.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Jovem que tomava bomba e viu sua pele ‘explodindo’. Veja
Rapaz de 21 anos era fisiculturista amador e tomava esteróides.
Anabolizante fez surgir caso severo de acne que formou grandes feridas.
É de conhecimento geral que o uso de anabolizante para potencializar o desenvolvimento da massa muscular, é extremamente nocivo. Sempre ouvimos histórias relatando o suplício que alguns fisioculturistas passaram ao utilizar essas substância, vulgarmente chamadas de bombas. Relatos que comumente são: Infertilidade, atrofia dos testículos, perda de libido, impotência, câncer, e mesmo perda da vida.
Um jovem alemão sentiu literalmente na pele o preço do uso de anabolizantes para aumentar músculos. As drogas (250 mg de enantato de testosterona e 30 mg metandienona, duas vezes por semana) induziram o surgimento de uma forma severa de acne, que criou feridas profundas, com abcessos e pústulas, em seu peitoral e nas suas costas. O rapaz de 21 anos também apresentava febre, encolhimento de testículos e redução na concentração de espermatozóides. Todos os sintomas desapareceram com a interrupção do uso dos esteróides e com a ajuda de antibióticos. As cicatrizes, no entanto, vão ficar para sempre.
O caso foi apresentado na revista especializada “The Lancet” pelos médicos do departamento de dermatologia da Universidade Heinrich-Heine, em Dusseldorf, na Alemanha, que atenderam o rapaz.
“Quem afirma que usar anabolizante é seguro no esporte é uma pessoa desatualizada, sem acesso às informações científicas e que corre um sério risco”, alerta Romani.
Para o especialista da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp), essa “ilusão” à respeito da segurança do uso de esteróides vêm de dois problemas. O primeiro é a proliferação de sites e livros que alegam que não há perigo na prática. “Essas publicação não têm base nenhuma na ciência”, diz ele.
O outro problema é que algumas pessoas que tomam anabolizantes não relacionam os problemas de saúde que apresentam. “O Arnold Schwarzenegger teve que fazer uma cirurgia para trocar uma válvula do coração e isso certamente está ligado ao uso de esteróides. Mas ninguém relacionou as duas coisas”, explica o médico.
O que são esteróides?
Esteróides, por vezes referido como roids, suco, hype, formadores de peso, doces de ginásio, Arnold, empilhadores, ou bombadores, são semelhantes a certos hormônios no corpo. O corpo produz naturalmente esteróides para suportar funções tais como a luta contra o estresse e promover o crescimento e desenvolvimento. Mas algumas pessoas usam pílulas de esteróides, géis, cremes ou injeções porque eles acham que os esteróides podem melhorar o seu desempenho esportivo ou a o corpo musculoso.
Os esteróides anabólicos são produzidos artificialmente hormonas que são semelhante a, andrógenos, as hormonas do sexo masculino. Existem mais de 100 variações de esteróides anabolizantes. O andrógeno mais potente é a testosterona. Embora a testosterona seja um hormônio maduro, principalmente do sexo masculino, os corpos das meninas produzem quantidades menores. A testosterona promove os traços masculinos que os caras desenvolvem durante a puberdade, como o engrossamento da voz e crescimento de pêlos no corpo. Os níveis de testosterona também podem afetar a forma como uma pessoa é agressiva.
Os atletas, por vezes, tomam esteróides anabolizantes por causa de seus efeitos como a testosterona.
Outro grupo de esteróides, algumas vezes chamado suplementos hormonais, contém desidroepiandrosterona (DHEA) e / ou androstenediona (também conhecido como andro). Para a maior parte, os suplementos hormonais, que costumavam ser encontrados em lojas de alimentos saudáveis ou ginásios, agora são ilegais e necessitam de receita médica.
Suplementos esteróides são formas mais fracas de andrógeno. Seus efeitos não são bem conhecidas, mas pensa-se que, quando tomado em doses grandes, causam efeitos similares aos outros andrógenos como a testosterona. Aqui está o que se sabe sobre suplementos esteróides: As empresas que fabricam eles frequentemente usam afirmações falsas e muito pouco se sabe sobre os efeitos a longo prazo algumas destas substâncias têm sobre o corpo. Essa é uma razão por que o governo tomou medidas para proteger os cidadãos, passando leis que controlam a distribuição de esteróides.
Como os esteróides anabólicos funcionam?
Os esteróides anabólicos estimulam o tecido muscular a crescer e "engrossar" em resposta ao treinamento, imitando o efeito da testosterona produzida naturalmente no corpo. Os esteróides anabólicos podem permanecer no corpo de dias a cerca de um ano. Esteróides tornaram-se populares porque eles podem melhorar a força, resistência e massa muscular. No entanto, a pesquisa não demonstrou que os esteróides melhoram a habilidade, agilidade ou desempenho atlético.
Perigos dos esteróides
Os esteróides anabolizantes causam muitos tipos diferentes de problemas. Alguns dos efeitos colaterais mais graves ou de longa duração são:
Riscos para Meninas
Riscos específicos para meninas associados com esteróides anabólicos incluem:
Riscos para Rapazes
Riscos específicos para os caras incluem:
Outros Problemas
Os esteróides também podem ter sérios efeitos colaterais psicológicos. Alguns usuários se tornam agressivos ou combativos, desenvolvendo "raiva roid" - extremas, crises incontroláveis de raiva causada por uso prolongado de esteróides.
Usuários de esteróides que injetam a droga com uma agulha estão em risco de infecção com o HIV (vírus da imunodeficiência humana), o vírus que causa a AIDS, se compartilham agulhas com outros usuários. As pessoas que usam agulhas sujas também estão em maior risco de contrair a hepatite, uma doença do fígado, ou endocardite bacteriana, uma infecção do revestimento interior do coração.
Esteróides: empilhamento e da Toxicodependência
Algumas pessoas combinam ou "empilham" esteróides anabolizantes com outras drogas. Outros usuários de esteróides fazem "pirâmide" ou "ciclo" de suas doses de esteróides, começando com uma dose baixa de drogas empilhadas e, em seguida, periodicamente aumentando e diminuindo a dose do esteróide, os usuários acreditam que ajuda seu corpo se recuperar das drogas.
Porque mesmo os cientistas não entendem exatamente como os esteróides interage uns com os outros ou, eventualmente, causam reações a outros medicamentos, é possível que uma pessoa que pilha, usa esteróides em ciclos pode levar a uma combinação mortal. Serviços de emergência têm relatado casos de vômitos, tremores, tontura e até mesmo coma (inconsciência), quando os pacientes foram internados depois de tomar combinações de esteróides.
Um monte de gente diz que só usam esteróides para uma estação ou um ano letivo. Infelizmente, os esteróides podem ser viciante, tornando difícil parar de tomá-los.
Usuários de esteróides pode gastar muito tempo e dinheiro tentando obter seus sonhos com as drogas. E uma vez que os usuários parem de tomar esteróides, eles estão em risco de desenvolver irritabilidade, paranóia e depressão grave, que pode levar a pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio. Alguns dos efeitos a longo prazo de esteróides podem não aparecer por muitos anos. Pessoas que usam esteróides também parecem estar em maior risco de uso de outras drogas, como álcool ou cocaína.
Fonte: kidshealth.org
Anabolizante fez surgir caso severo de acne que formou grandes feridas.
É de conhecimento geral que o uso de anabolizante para potencializar o desenvolvimento da massa muscular, é extremamente nocivo. Sempre ouvimos histórias relatando o suplício que alguns fisioculturistas passaram ao utilizar essas substância, vulgarmente chamadas de bombas. Relatos que comumente são: Infertilidade, atrofia dos testículos, perda de libido, impotência, câncer, e mesmo perda da vida.
Um jovem alemão sentiu literalmente na pele o preço do uso de anabolizantes para aumentar músculos. As drogas (250 mg de enantato de testosterona e 30 mg metandienona, duas vezes por semana) induziram o surgimento de uma forma severa de acne, que criou feridas profundas, com abcessos e pústulas, em seu peitoral e nas suas costas. O rapaz de 21 anos também apresentava febre, encolhimento de testículos e redução na concentração de espermatozóides. Todos os sintomas desapareceram com a interrupção do uso dos esteróides e com a ajuda de antibióticos. As cicatrizes, no entanto, vão ficar para sempre.
O caso foi apresentado na revista especializada “The Lancet” pelos médicos do departamento de dermatologia da Universidade Heinrich-Heine, em Dusseldorf, na Alemanha, que atenderam o rapaz.
“Quem afirma que usar anabolizante é seguro no esporte é uma pessoa desatualizada, sem acesso às informações científicas e que corre um sério risco”, alerta Romani.
Para o especialista da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp), essa “ilusão” à respeito da segurança do uso de esteróides vêm de dois problemas. O primeiro é a proliferação de sites e livros que alegam que não há perigo na prática. “Essas publicação não têm base nenhuma na ciência”, diz ele.
O outro problema é que algumas pessoas que tomam anabolizantes não relacionam os problemas de saúde que apresentam. “O Arnold Schwarzenegger teve que fazer uma cirurgia para trocar uma válvula do coração e isso certamente está ligado ao uso de esteróides. Mas ninguém relacionou as duas coisas”, explica o médico.
O que são esteróides?
Esteróides, por vezes referido como roids, suco, hype, formadores de peso, doces de ginásio, Arnold, empilhadores, ou bombadores, são semelhantes a certos hormônios no corpo. O corpo produz naturalmente esteróides para suportar funções tais como a luta contra o estresse e promover o crescimento e desenvolvimento. Mas algumas pessoas usam pílulas de esteróides, géis, cremes ou injeções porque eles acham que os esteróides podem melhorar o seu desempenho esportivo ou a o corpo musculoso.
Os esteróides anabólicos são produzidos artificialmente hormonas que são semelhante a, andrógenos, as hormonas do sexo masculino. Existem mais de 100 variações de esteróides anabolizantes. O andrógeno mais potente é a testosterona. Embora a testosterona seja um hormônio maduro, principalmente do sexo masculino, os corpos das meninas produzem quantidades menores. A testosterona promove os traços masculinos que os caras desenvolvem durante a puberdade, como o engrossamento da voz e crescimento de pêlos no corpo. Os níveis de testosterona também podem afetar a forma como uma pessoa é agressiva.
Os atletas, por vezes, tomam esteróides anabolizantes por causa de seus efeitos como a testosterona.
Outro grupo de esteróides, algumas vezes chamado suplementos hormonais, contém desidroepiandrosterona (DHEA) e / ou androstenediona (também conhecido como andro). Para a maior parte, os suplementos hormonais, que costumavam ser encontrados em lojas de alimentos saudáveis ou ginásios, agora são ilegais e necessitam de receita médica.
Suplementos esteróides são formas mais fracas de andrógeno. Seus efeitos não são bem conhecidas, mas pensa-se que, quando tomado em doses grandes, causam efeitos similares aos outros andrógenos como a testosterona. Aqui está o que se sabe sobre suplementos esteróides: As empresas que fabricam eles frequentemente usam afirmações falsas e muito pouco se sabe sobre os efeitos a longo prazo algumas destas substâncias têm sobre o corpo. Essa é uma razão por que o governo tomou medidas para proteger os cidadãos, passando leis que controlam a distribuição de esteróides.
Como os esteróides anabólicos funcionam?
Os esteróides anabólicos estimulam o tecido muscular a crescer e "engrossar" em resposta ao treinamento, imitando o efeito da testosterona produzida naturalmente no corpo. Os esteróides anabólicos podem permanecer no corpo de dias a cerca de um ano. Esteróides tornaram-se populares porque eles podem melhorar a força, resistência e massa muscular. No entanto, a pesquisa não demonstrou que os esteróides melhoram a habilidade, agilidade ou desempenho atlético.
Perigos dos esteróides
Os esteróides anabolizantes causam muitos tipos diferentes de problemas. Alguns dos efeitos colaterais mais graves ou de longa duração são:
- perda prematura dos cabelos ou calvície
- tontura
- mudanças de humor, incluindo a raiva, agressividade e depressão
- coisas que acreditam que não são verdadeiras (ilusão)
- sentimentos extremos da desconfiança ou medo (paranóia)
- problemas de sono
- náuseas e vômitos
- tremor
- pressão arterial elevada, que podem danificar os vasos do coração ou do sangue ao longo do tempo
- dores nas articulações
- maior chance de músculos e tendões ferindo
- icterícia ou amarelamento da pele, danos no fígado
- problemas urinários
- encurtamento da altura final do adulto
- aumento do risco de desenvolver doença cardíaca, derrame e alguns tipos de câncer
Riscos para Meninas
Riscos específicos para meninas associados com esteróides anabólicos incluem:
- crescimento e aumento do cabelo facial
- desenvolvimento de características masculinas, tais como engrossamento da voz e perda de características corporais femininas, como a diminuição dos seios
- aumento do clitóris
- alterações no ciclo menstrual
Riscos para Rapazes
Riscos específicos para os caras incluem:
- retração testicular
- dor ao urinar
- desenvolvimento mamário
- impotência (incapacidade de obter uma erecção)
- esterilidade (incapacidade de ter filhos)
Outros Problemas
Os esteróides também podem ter sérios efeitos colaterais psicológicos. Alguns usuários se tornam agressivos ou combativos, desenvolvendo "raiva roid" - extremas, crises incontroláveis de raiva causada por uso prolongado de esteróides.
Usuários de esteróides que injetam a droga com uma agulha estão em risco de infecção com o HIV (vírus da imunodeficiência humana), o vírus que causa a AIDS, se compartilham agulhas com outros usuários. As pessoas que usam agulhas sujas também estão em maior risco de contrair a hepatite, uma doença do fígado, ou endocardite bacteriana, uma infecção do revestimento interior do coração.
Esteróides: empilhamento e da Toxicodependência
Algumas pessoas combinam ou "empilham" esteróides anabolizantes com outras drogas. Outros usuários de esteróides fazem "pirâmide" ou "ciclo" de suas doses de esteróides, começando com uma dose baixa de drogas empilhadas e, em seguida, periodicamente aumentando e diminuindo a dose do esteróide, os usuários acreditam que ajuda seu corpo se recuperar das drogas.
Porque mesmo os cientistas não entendem exatamente como os esteróides interage uns com os outros ou, eventualmente, causam reações a outros medicamentos, é possível que uma pessoa que pilha, usa esteróides em ciclos pode levar a uma combinação mortal. Serviços de emergência têm relatado casos de vômitos, tremores, tontura e até mesmo coma (inconsciência), quando os pacientes foram internados depois de tomar combinações de esteróides.
Um monte de gente diz que só usam esteróides para uma estação ou um ano letivo. Infelizmente, os esteróides podem ser viciante, tornando difícil parar de tomá-los.
Usuários de esteróides pode gastar muito tempo e dinheiro tentando obter seus sonhos com as drogas. E uma vez que os usuários parem de tomar esteróides, eles estão em risco de desenvolver irritabilidade, paranóia e depressão grave, que pode levar a pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio. Alguns dos efeitos a longo prazo de esteróides podem não aparecer por muitos anos. Pessoas que usam esteróides também parecem estar em maior risco de uso de outras drogas, como álcool ou cocaína.
Fonte: kidshealth.org
domingo, 11 de julho de 2010
Polícia: Adolescentes aplicaram dose de anabolizante 100 vezes maior do que a empregada em bois e cavalos.
A Polícia de Caiapônia, a 315 km de Goiânia, acredita que os dois adolescentes que foram parar na UTI após injetar anabolizantes veterinários utilizaram uma dose cem vezes maior do que a aplicada em bois e cavalos. O esteróide aplicado pelos menores C.B.S. e P.P.E, ambos de 16 anos, foi o vermífugo Ivermic AD3E. Os dois consumiram 230 dos 500 mililitros que o frasco continha. Junto com o produto, a polícia encontrou 14 seringas.
Em bois e cavalos, a dose indicada da substância, que combina vermífugo e vitaminas, é de 1 ml para cada 50 kg de peso do animal vivo. Os garotos têm peso entre 60 e 65 kg, o que leva o delegado a concluir que a dose usada equivale a cem vezes à empregada em equinos e bovinos.
- Tudo indica que eles aplicaram todo esse conteúdo de uma vez só - conta o delegado que apura o caso, Joaquim Filho Adorno Santos.
O estado de saúde de ambos é considerado grave. Segundo informações do Hospital Neurológico e do Hospital de Urgências de Goiânia Pedro Paulo e Caíque Borges estão sedados na UTI e respiram com ajuda de aparelhos.
Um outro adolescente que também teria participado e seria morador da residência onde aconteceu a aplicação, na tarde da última quarta-feira, ainda não foi localizado.
C. B. S. foi submetido a uma cirurgia nos braços na tarde desta quinta-feira para conter a infecção nos braços, onde foram feitas as aplicações. Conforme boletim médico do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) ele apresentava febre e estava em estado gravíssimo. P. P. E. foi transferido na quinta-feira para o Instituto de Neurologia de Goiânia.
O diretor-geral do Hugo, Salustiano Gabriel Neto, informou que a reação do organismo humano aos produtos injetados foi extremamente rápida. Segundo ele, pela manhã de ontem ambos já apresentavam comprometimento renal, respiratório e cerebral. O diretor informou ainda que seria preciso aguardar a estabilização do quadro, que não tem tempo preciso para ocorrer, para definir o melhor encaminhamento terapêutico. Na maioria dos casos graves - como os dois adolescentes - de que tem conhecimento, conforme disse, os pacientes morreram.
O produto usado pelos jovens de Caiapônia, no sudoeste do Estado, é indicado para o combate a vermes, bernes e sarnas em bovinos, caprinos, equinos e suínos. Em humanos, pode causar falência hepática, renal, infecção e até levar à morte. O produto tem venda livre.
O Globo
Em bois e cavalos, a dose indicada da substância, que combina vermífugo e vitaminas, é de 1 ml para cada 50 kg de peso do animal vivo. Os garotos têm peso entre 60 e 65 kg, o que leva o delegado a concluir que a dose usada equivale a cem vezes à empregada em equinos e bovinos.
- Tudo indica que eles aplicaram todo esse conteúdo de uma vez só - conta o delegado que apura o caso, Joaquim Filho Adorno Santos.
O estado de saúde de ambos é considerado grave. Segundo informações do Hospital Neurológico e do Hospital de Urgências de Goiânia Pedro Paulo e Caíque Borges estão sedados na UTI e respiram com ajuda de aparelhos.
Um outro adolescente que também teria participado e seria morador da residência onde aconteceu a aplicação, na tarde da última quarta-feira, ainda não foi localizado.
C. B. S. foi submetido a uma cirurgia nos braços na tarde desta quinta-feira para conter a infecção nos braços, onde foram feitas as aplicações. Conforme boletim médico do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) ele apresentava febre e estava em estado gravíssimo. P. P. E. foi transferido na quinta-feira para o Instituto de Neurologia de Goiânia.
O diretor-geral do Hugo, Salustiano Gabriel Neto, informou que a reação do organismo humano aos produtos injetados foi extremamente rápida. Segundo ele, pela manhã de ontem ambos já apresentavam comprometimento renal, respiratório e cerebral. O diretor informou ainda que seria preciso aguardar a estabilização do quadro, que não tem tempo preciso para ocorrer, para definir o melhor encaminhamento terapêutico. Na maioria dos casos graves - como os dois adolescentes - de que tem conhecimento, conforme disse, os pacientes morreram.
O produto usado pelos jovens de Caiapônia, no sudoeste do Estado, é indicado para o combate a vermes, bernes e sarnas em bovinos, caprinos, equinos e suínos. Em humanos, pode causar falência hepática, renal, infecção e até levar à morte. O produto tem venda livre.
O Globo
Assinar:
Postagens (Atom)








