Vigilante relata que sua função é evitar olhares libidinosos de gays a heterossexuais que visitam o local
O Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, criou nos últimos meses um posto insólito: o de segurança de banheiro. Leandro, de 45 anos, foi recrutado para passar o dia em vigilância do toalete masculino do terceiro piso, que atende às nove salas do cinema, para evitar - ou inibir - paquera de homens no local. Ele explica que o shopping precisou tomar uma providência, porque algumas pessoas se sentiam incomodadas com os olhares dos gays.
Em seu tempo de trabalho como segurança de banheiro, oito meses, Leandro ouviu apenas uma queixa de um senhor que avisou que havia um rapaz se exibindo. A orientação do shopping, segundo Leandro, é mostrar ao "infrator" uma placa na parede com os dizeres: "A prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano".
A assessoria do Frei Caneca diz: "A função dele (Leandro), como a de outros profissionais que permanecem fixos nas áreas de maior circulação, é de zelar pela segurança dos frequentadores. Nossa equipe se divide em profissionais que circulam pelos andares e outros que são mantidos fixos em pontos-chave", afirmou o superintendente do Frei Caneca, Carlo Zanetti. Dias depois, a assessoria do shopping informou que a administração havia repensado seu sistema de segurança e retirado Leandro da porta do banheiro masculino. Na semana passada, porém, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo voltou ao shopping em dias diferentes e verificou que o segurança permanece no local. (Com Agência Estado)
As paqueras entre homens nos banheiros do 3º piso do Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, estão proibidas. Há alguns meses, o estabelecimento comercial contratou seguranças de banheiro, que montam guarda na porta dos toaletes masculinos para inibir os namoros e pegações no espaço. "Teve gente que se sentiu incomodada (com olhares libidinosos dos gays)”, justificou o funcionário Leandro, de 45 anos, recrutado para passar o dia a vigiar o local. A orientação do shopping, segundo ele, é mostrar aos paqueradores uma placa na parede com os dizeres: "A prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano". Em toda a sua gestão, que já dura cerca de oito meses, Leandro ouviu apenas uma queixa, "de um senhor que avisou que havia um rapaz se exibindo". A assessoria do Frei Caneca disse que "a informação passada pelo segurança foi de interpretação pessoal". "A função dele, como a de outros profissionais que permanecem fixos nas áreas de maior circulação, é de zelar pela segurança dos frequentadores. Nossa equipe se divide em profissionais que circulam pelos andares e outros que são mantidos fixos em pontos-chave", afirmou. Informações do G1.
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