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sábado, 16 de junho de 2012

'Ele respirava ao ser decapitado', diz legista sobre caso Matsunaga

Legista diz 'não ter dúvida' de que executivo da Yoki foi decapitado vivo
Jorge de Oliveira reafirma resultado de laudo do corpo de Marcos Matsunaga. 
Mulher do empresário, Elize Matsunaga, confessou ter esquartejado marido. 

O legista Jorge Pereira de Oliveira confirmou neste sábado (16) que o diretor-executivo da Yoki, Marcos Matsunaga, foi decapitado ainda vivo. A mulher do empresário, Elize Matsunaga, confessou ter matado e esquartejado o marido, no dia 19 de maio.
Elize está presa temporariamente na cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo. O caso vai ser julgado pela Justiça na capital paulista.
O corpo de Marcos chegou ao Instituto Médico Legal (IML) sem identificação para a equipe, disse Oliveira. "Entrou para nós como desconhecido", afirmou ele, em entrevista ao SPTV. Questionado sobre as circunstâncias da morte, o legista disse não ter dúvidas de que o empresário estava vivo quando foi decapitado.
"A perícia indica reação vital na secção do pescoço e da raiz dos membros superiores", afirmou Oliveira.
Caso o empresário estivesse morto, não haveria a hipótese de ser encontrado sangue nos pulmões de Marcos, fato que foi constatado pelo legista. "A entrada de sangue em vias aéreas é um movimento ativo. Então quer dizer que ele tem que estar respirando."
A defesa de Elize havia definido como estratégia defender que o corpo do executivo foi esquartejado pela mulher depois de morto. Mas a conclusão do legista causou uma reviravolta no caso.
Segundo o laudo, Marcos estava abaixado e recebeu um tiro de cima para baixo, vindo da arma de fogo empunhada por Elize, que estava de pé. O tiro foi à queima-roupa, segundo análise dos peritos, que constataram queimadura nas margens do ferimento.
A conclusão do laudo é que o executivo morreu por traumatismo craniano, causado pela bala, e asfixia respiratória provocada por sangue aspirado devido à decapitação.
Presa até o julgamento
O Ministério Público deve pedir, na próxima semana, que Elize fique presa até o seu julgamento. A prisão temporária dela vence no próximo dia 21 de junho, mas a promotoria deve oferecer denúncia contra a suspeita no máximo até a próxima quarta-feira (20). O promotor José Carlos Cosenzo também deverá pedir a decretação da prisão preventiva, para que Elize fique presa até o julgamento.
Segundo informações do SPTV, o inquérito que resultou da investigação do assassinato do empresário tem 551 páginas, que incluem os depoimentos de 11 testemunhas.
Por decisão da Justiça, o inquérito foi transferido de Cotia (SP), onde o corpo foi encontrado, para o 5º Tribunal do Júri, no Fórum da Barra Funda, na capital.
Herança
A confissão de que assassinou o marido pode levar Elize a perder qualquer direito sobre a herança e até mesmo sobre a administração dos bens da filha do casal.
A declaração de indignidade, porém, como é chamado o procedimento que exclui um herdeiro dos direitos sucessórios, não é automática, e depende de uma ação proposta por outros herdeiros ou pelo Ministério Público.
“Se Elize não tivesse praticado nenhum crime, ela teria direito a concorrer com os filhos do executivo pela herança, mas diante da prática e da confissão do crime, ela deve ser declarada indigna. Essa declaração, no entanto, não é automática. Algum outro herdeiro precisa entrar com a ação para que o juiz declare formalmente a indignidade”, afirmou o advogado Nelson Susumu, presidente da Comissão de Direito de Família da OAB/SP.
A Justiça prevê o prazo de quatro anos para que se promova a ação de exclusão de herdeiro por indignidade.
O crime exclui Elize dos direitos de herança do marido, mas a filha do casal irá herdar todos os bens do pai junto com seus outros filhos, segundo advogados ouvidos pela equipe de reportagem.
Já o direito de administrar esses bens, pelo menos enquanto Elize estiver presa, em julgamento, ou após uma possível condenação, não deverá ser da mãe da criança.
“O ato de indignidade regula uma pena civil para o crime, por isso ela perde também, neste momento, o direito de administrar os bens da filha. Quem deverá cuidar dessa herança será o tutor, aquele que tiver a guarda da filha do casal”, explica César Klouri, presidente da Comissão de Direito Civil da OAB/SP.

O advogado Braz Martins Neto, que cuida dos interesses da família Matsunaga na área civil, afirmou que a criança permanece sob os cuidados de uma tia, no apartamento do casal. A família Matsunaga vai visitar a menina quando quer. O advogado afirmou que  Elize não deve estar entre os herdeiros de Marcos Matsunaga. “Por força do dispositivo 1814 do Código Civil, Elize será excluída da sucessão”, afirmou.
O código prevê que o autor, co-autor ou partícipe de homicídio doloso não receberá herança. Segundo ele, a exclusão independe de uma solicitação da família. “Nesses casos, o Ministério Público deve fazer esse pedido em favor da filha do casal. Como se trata de um menor, os direitos não permitem nenhuma concessão”, disse. (G1)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Marcos Kitano Matsunaga, da Yoki, foi decapitado ainda vivo, aponta laudo do IML

Diretor executivo da Yoki foi decapitado ainda vivo, aponta laudo do IML 
Documento atesta que a vítima foi morta por um tiro associado à 'asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação' 

foto: Nilton Fukuda/AE

Em depoimento, Elize Matsunaga confessou ter matado o marido
O diretor executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, foi decapitado ainda vivo pela mulher, Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30 anos, no dia 19 de maio, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. É o que mostra o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Cotia, cidade da Região Metropolitana onde foram encontrados pedaços do corpo.

Assinado pelo legista Jorge Pereira de Oliveira, o documento atesta que o executivo foi morto por um tiro associado à "asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação". Isso indica que Matsunaga ainda respirava quando teve a cabeça cortada pela mulher, logo após ser baleado.

A informação técnica contradiz a versão apresentada por Elize em depoimento à polícia de que teria matado o marido com um tiro, arrastado o corpo para um quarto e o esquartejado somente dez horas depois, tempo suficiente para que o sangue coagulasse e não deixasse mais vestígios no apartamento onde vivia o casal.

Além de apontar que o executivo estava vivo quando foi decapitado, o laudo afirma que o tiro foi disparado de cima para baixo, da esquerda para direita e bastante próximo, encostado, com vestígios de pólvora no rosto da vítima.


Esse é outro ponto do laudo que contradiz a versão de Elize, de que teria matado o marido durante uma discussão onde os dois estariam em pé. Da forma como foi relatado pelo perito, o tiro foi disparado por Elize em situação de superioridade em relação ao executivo (de cima para baixo) e à queima-roupa - e não a uma distância de pelo menos dois metros, como chegou a afirmar à polícia.

Investigação. O relatório da investigação foi apresentado nesta quinta-feira, 14, à Justiça pelo delegado responsável pelo caso, Mauro Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o delegado, que pediu a prisão preventiva de Elize, independentemente de ter entregue o relatório, ele ainda busca saber o que de fato aconteceu no dia do crime. "Vou confrontar esse laudo com as provas que tenho. É preciso procurar a verdade real", afirmou.

Para Dias, o principal destaque no laudo entregue pelo IML de Cotia na quarta-feira, 13, foi a distância a que foi disparado o tiro que matou o executivo. "O que mais me chamou a atenção foi ela ter dito que foi a 2 metros e o laudo ter afirmado que não, que foi próximo."

Segundo o delegado, o fato de o laudo apontar que o executivo foi decapitado ainda com vida não muda a tipificação do crime, já registrado como homicídio qualificado. "Descobri a autoria, a materialidade e agora vou confrontar as informações", afirmou. (AGÊNCIA ESTADO)




domingo, 3 de julho de 2011

Corpos sem cabeças. Cadáveres decapitados são lançados em jornais do México

Corpos decapitados são lançados em jornais do México

Os corpos de dois homens decapitados foram lançados nas sedes de dois jornais no oeste do México, hoje, afirmaram promotores. Um porta-voz da promotoria informou que, aparentemente, os dois casos ocorreram simultaneamente.

Os corpos foram jogados diante dos diários Noroeste e El Debate, ambos da cidade de Mazatlán. Junto com os corpos, havia mensagens ameaçando o governador do Estado de Sinaloa, Mario López Valdez, e o prefeito de Mazatlán, Alejandro Higuera. Autoridades disseram que as mensagens eram dos cartéis Los Zetas e dos irmãos Beltrán Leyva.

"Acreditamos que os dois casos ocorreram simultaneamente. No caso do ''Noroeste'', o cadáver foi largado por volta de 1h40 (4h40 no horário de Brasília). Trata-se de um segundo homem decapitado, além do que foi deixado em frente ao jornal ''El Debate'', también em Mazatlan", explicou uma fonte da procuradoria.

O México é o país mais perigoso para jornalistas, segundo as Nações Unidas. Na década passada, pelo menos 66 deles foram mortos e mais de 10 estão desaparecidos.

Já morreram 37 mil pessoas em meio à luta entre forças oficiais e narcotraficantes, desde que o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva militar contra os criminosos há quatro anos. A iniciativa, envolvendo reforços policiais e 50 mil soldados, até agora não consegue interromper a onda de violência. As informações são da Dow Jones.


AGÊNCIA EFE

O drama mexicano na guerra contra as drogas


Cinco anos após o início do conflito com o narcotráfico no México, cartéis de drogas expandem suas ações para países da América Central
ROTINA 
Mexicano ao lado do corpo do irmão, assassinado na cidade de Morelia. A guerra se espalhou pelo país e chegou à América Central
Desde 2007 até agora hoje, mais de 40 mil mexicanos morreram vítimas da guerra que é travada rua a rua pelas organizações criminosas e o governo de Felipe Calderón. Dia após dia os jornais contam histórias enlouquecidas de chacinas, decapitações, policiais e políticos corrompidos pelo narcotráfico. A ritmo de metralhadora, as editoras publicam livros sobre os principais cartéis e até a revista "Forbes" continua mantendo em sua lista de multimilionários o mítico Chapo Guzmán, o líder fugitivo do cartel de Sinaloa.

tomas bravo
Forças armadas atuam na repressão, mas vêm perdendo a guerra


O mal, portanto, tem sua cota de glória na vida cotidiana do México. O resto da paisagem é formado por autoridades sem prestígio nem credibilidade e uma sociedade assustada e invertebrada, como que ausente, sem capacidade de levantar a voz acima do ruído constante das armas de alta potência. No entanto, de um tempo para cá vão aparecendo histórias de pessoas comuns que, longe de hesitar ou cruzar a fronteira para os EUA, decidiram antepor a dignidade ao medo e enfrentar o terror, muitas vezes com a única proteção de seu peito descoberto.

Um cirurgião de Ciudad Juárez que foi percebendo que os bandidos cuja vida tentava salvar cada vez se pareciam menos com ele - um homem de 40 anos - e mais com sua filha adolescente. Uma prefeita da terra quente de Michoacán, uma das zonas mais perigosas do México, que um dia - depois que criminosos mataram seu marido - levantou a blusa e mostrou seu corpo marcado por tiros e sua decisão de não vacilar. Um vereador de Nuevo León ao qual os criminosos emboscaram três vezes, matando vários de seus escoltas. Um poeta que perdeu seu filho e agora percorre o país tentando a duras penas ressuscitar a consciência cívica, o orgulho de ser mexicano. São os novos heróis. O México heróico que luta contra o México selvagem.

De pé junto à sala de cirurgia do Hospital Geral de Ciudad Juárez, o doutor Arturo Valenzuela, 45 anos e pai de uma adolescente, foi percebendo que há apenas três anos chegavam a sua sala dois feridos de bala por semana, às vezes três, sujeitos duros, herdeiros de uma estirpe acostumada a matar e a morrer segundo as regras da droga e da fronteira, mas que mês a mês a fisionomia dos feridos e dos mortos ia se suavizando até ter os traços de uma mulher jovem. Espantado, pensou em fugir.

"Para mim era fácil", reconhece. "Além da nacionalidade mexicana, tenho a canadense. Por isso pensei que estava na hora de experimentar outra vida, de tirar minha filha e meus pais daqui, de colocá-los a salvo cruzando a fronteira." A fronteira que separa Ciudad Juárez de El Paso. A cidade mais perigosa do mundo da cidade mais pacífica dos EUA.

Ao mesmo tempo que avaliava a possibilidade de ir embora, o doutor Valenzuela também constatava horrorizado que em Ciudad Juárez já haviam terminado os bandidos de 40 anos. Já não se tratava, portanto, de uma guerra tradicional entre cartéis. Tratava-se de uma guerra total. Empurrados pela pobreza, pela desigualdade, pela falta de afeto em uma cidade acostumada a tratar as mulheres como escravas - na linha de montagem ou na casa -, centenas de rapazes crescidos sob a intempérie de bairros sem asfalto nem escolas, sem energia elétrica nem água corrente, foram engrossando as fileiras do único exército que os aceitava. Em um ritmo endiabrado, sem capacidade de escolher, esses rapazes batizados à semelhança do último galã da última telenovela foram subindo rapidamente pela escada do crime. De falcão - o que alerta sobre a chegada da polícia - a camelo. De camelo a pistoleiro. De pistoleiro a morto.

O doutor Valenzuela pensou que a única maneira de tentar interromper esse último salto mortal passava por continuar ali. "Disse a mim mesmo que minha filha ou meus pais não eram os únicos que estavam passando mal. Que na biografia de minha consciência não poderia escrever com tinta indelével que quando minha cidade precisou de mim eu fui embora. Por isso me sentei com outros médicos para ver o que se poderia fazer..." Não é preciso escrever. O doutor Valenzuela decidiu ficar.

"A primeira marcha que organizamos foi em novembro de 2008. Cerca de 200 médicos, muitos com máscaras, por temor de represálias. Já haviam disparado os sequestros, as extorsões telefônicas e os homicídios com armas longas, embora não tantos como agora. Estavam começando a montar o Comitê Médico Cidadão e eu aderi. A primeira coisa que fizemos foi criar um site na Internet com informação prática para enfrentar os sequestros. Como pensa o sequestrador? Que vítima é mais vulnerável? Inclusive pusemos um botão de pânico para que as pessoas nos chamassem em caso de necessidade, porque já então ninguém confiava na polícia. É preciso levar em conta que no ano de 2007 em Ciudad Juárez foram denunciados sete sequestros. Em 2008 foram 28. No ano seguinte já havia mais de 200 denúncias...

As pessoas não sabiam o que fazer. Negociavam mal. Pagavam resgates espantosos. Cometiam erros que punham em perigo a vítima. E o pior de tudo: uma vez que pagavam, nunca mais os deixavam em paz, continuavam a extorqui-los. Muita gente começou a deixar a cidade."

O parágrafo anterior, sem interrupções, é a pura declaração do doutor Valenzuela. Nesse parágrafo, e nos que virão depois, está sintetizada a história do que aconteceu no México nos últimos cinco anos, a chave é apenas indicada na primeira frase da reportagem: os mexicanos não foram buscar a guerra, a guerra se plantou um dia na porta de suas casas. A verdadeira classe de tropa dessa guerra sem quartel - é bom não se equivocar - não é formada pelos milhares de militares tirados com urgência dos quartéis ou os milhares de policiais federais instruídos à pressa, conectados a uma detector de mentiras para certificar a pureza de suas intenções, armados até os dentes depois e finalmente postos a patrulhar as cidades que para muitos deles parecem hostis e distantes.

Os verdadeiros soldados à força desta guerra são os cidadãos. Os vereadores de pequenas cidades que, apesar da oferta de chumbo ou prata, decidem apertar os dentes e continuar servindo a suas comunidades. As professoras que, entre a aula de matemática e a de desenho, têm de encenar agora a de sobrevivência.

Em caso de tiroteio é preciso atirar-se ao chão, não levantar a cabeça, entoar o mais forte possível uma canção divertida. "Não acontece nada", dizia Martha Rivera Alanís a seus alunos de 6 anos enquanto lá fora repicavam as balas, "basta por seus rostinhos no chão. Vamos cantar forte uma canção: 'Se as gotas de chuva fossem chocolate!'" O vídeo que essa corajosa professora de Nuevo León gravou veio demonstrar até que ponto a violência já faz parte da vida cotidiana do México, mas também de que forma os mexicanos comuns a enfrentam de forma corajosa. "Tirando-lhe a vontade", para usar uma expressão local.

Jornalistas resistem

Como lhe tiram a vontade diariamente os jornalistas mexicanos do norte, até muito poucos anos atrás exerciam seu ofício decente e tranquilamente nos pequenos diários das cidades do norte, até que de um dia para o outro se transformaram em correspondentes de guerra. Só que eles não se vestem com coletes à prova de balas, não se gabam de ter estado em conflitos distantes nem dão conferências ao voltar.

Eles - os jornalistas de Chihuahua, de Tamaulipas, de Nuevo León - nem sequer têm de atravessar a rua para ir à guerra. Vão depois de deixar seus filhos no colégio, às vezes no mesmo colégio que os filhos dos criminosos, temendo cada dia que, depois de cobrir o último tiroteio no bairro mais violento da cidade, o telefone da redação toque e do outro lado uma voz muito convincente sugira que o reizinho local do cartel do Golfo ou dos Zetas não gostaria que esse ou aquele dado ocupasse a capa no dia seguinte. E apesar de tudo os jornalistas mexicanos continuam exercendo seu ofício.

A prova é que a ONU acaba de conceder ao México o duvidoso galardão de ter-se transformado no "país mais perigoso da América para exercer o jornalismo", um prêmio ao qual só se opta reunindo muitas coroas de flores.

CLÁUDIA DARÉ, DA CIDADE DO MÉXICO


Revista Época

sábado, 21 de maio de 2011

Conselheiro Pena: Médico é acusado de decapitar bebê ao fazer um parto

Várias pessoas que vão ao Hospital de Conselheiro Pena, reclamam do péssimo atendimento recebido pelo médico Richardson Modesto, que não tem nenhum tipo de respeito pelo ser humano. Segundo o vereador Valtair do Vale, foi abordado por uma senhora grávida, que tinha acabado de passar pelo hospital do município, onde foi atendida pelo Dr. Richardson Modesto, e encaminhada para casa, para que voltasse mais tarde a pedido do medico, mas antes de chegar a sua residência ela sentiu novas contrações.

Segundo o vereador Valtair, entrou em contato com o hospital, deixou um pedido solicitando um contato com o médico de plantão, mas não obteve retorno. O vereador disse que foi ao hospital conversar com o Drº Richardson sobre a paciente, e a resposta que obteve do médico, foi de que “não se importasse com a senhora e deixasse-a sentir dor, e quando ela não agüentasse mais, ela que se vire”. O vereador disse ter comunicado o fato à Polícia.

De acordo com o vereador Valtair, o médico disse ainda, que “no hospital ele é tudo, e faz do paciente o que quer e bem entende”. O vereador disse no plenário da Câmara Municipal, que o médico Richardson Modesto é um bandido, marginal, matador, mercenário e incompetente e pediu ao prefeito a retirada imediata do referido médico do hospital. Disse ainda que o médico intimide as mulheres de baixa renda que vão ao hospital ter os seus bebes. O vereador relatou que quer, que a Polícia Civil e o Ministério público entre no caso e investiguem, para apurar os crimes acontecidos no hospital do município.

De acordo com o vereador Valtair, o médico recebe R$ 16.000,00, por mês do município de Conselheiro Pena, para tirar 04 plantões por semana no hospital Hélcio Valentim, para tratar os pacientes com total desrespeito e intimidação. O vereador ainda citou algumas crianças que ficaram com algumas deficiências devido a parto forçado pelo médico Richardson.

O vereador Valtair do Vale apresentou também um termo de declaração que foi lavrado no ano de 2008, pela dona de casa Fátima Aparecida Vieira, onde a senhora declarou que o médico Richardson Modesto na tentativa de realizar seu parto de maneira normal acabou tirando a vida do bebê, forçando a retirada da mesma provocando a morte pelo esforço vindo a decapitar (separando a cabeça do corpo), sendo necessária a realização posterior de uma cirurgia para a retirada da cabeça da criança.

O vereador Valtair do Vale disse ainda, que, as pessoas que forem ao Hospital e se sentirem desrespeitadas, ameaçadas, intimidadas e destratadas pelo médico Richardson Modesto, podem procurá-lo, e disse ainda que os atos cometidos pelo médico não vão mais ficar impune.

GAZETADONORTE