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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Virgem de novo: cirurgia vira moda entre as mulheres e enche os consultórios

Virgem de novo: procedimento virou moda, mas preocupa especialistas
No Espírito Santo, assim como em todo o país, a procura também é grande


A virgindade é um assunto que não sai de moda. Antes, era regra as mulheres se casarem virgens, mas, com o tempo e a banalização do sexo, a regra foi virando exceção. Agora, tem gente que até ganha dinheiro leiloando a sua primeira noite - como o caso da catarinense Catarina, que vai receber R$ 1,5 milhão.

Em tempos de virgindade valendo ouro, uma nova moda invadiu os consultórios de cirurgia plástica no país: a cirurgia para "se tornar virgem de novo". A febre ganhou força com o caso da modelo Angela Bismarchi, 46 anos, que vai reconstituir o hímen pela segunda vez, mas preocupa especialistas.

“Esse é o tipo de procedimento que eu nunca fiz e, provavelmente, nunca farei. Foge aos meus princípios éticos”, comenta o cirurgião plástico Alberto Colnago, que recomenda as plásticas apenas para casos que incomodem o paciente e atrapalhem a sua convivência com as outras pessoas.


Foto: Divulgação


Entrevista: Angela Bismarchi

Como surgiu a ideia de fazer esse procedimento pela primeira vez?
Essa ideia surgiu de um desejo meu, para realizar uma fantasia sexual minha com o meu marido. Então resolvi presenteá-lo com a minha virgindade.

Algo mudou depois da cirurgia?
Foi super tranquilo, sem dor alguma, nem antes, nem durante e nem depois. Me senti muito realizada por poder dar esse presente para o meu marido. Valeu a pena! tanto que vou fazer novamente.

Como foi tomar a decisão de repetir?
Foi muito fácil tomar essa decisão, pois quero tudo que tenho direito, vou casar de branco, véu e grinalda, flor de laranjeira e por que não casar virgem outra vez? É um desejo meu, é por amor e o meu marido merece.

Você recomendaria a cirurgia para as mulheres em quais casos?
Eu recomendo a reconstituição do hímen como presente de aniversário de casamento, para o Dia dos Namorados, em caso de estupro. E até mesmo, como uma forma de apimentar a relação do casal.
"Na cirurgia plástica, todo paciente tem um denominador comum, independentemente do tipo de procedimento: ele está sofrendo. Desde um sinal que esteja no rosto e incomode, uma criança com orelha de abano, uma mulher com seios muito grandes, outra sem seio algum. Todo paciente que vai ao consultório tem sempre um grau de sofrimento. Nosso dever é ajudar nesses casos", explica.

Como funciona

A cirurgia de reconstituição do hímen é simples, segundo Alberto Colnago. Em resumo, o médico reconstrói a película que fica na entrada do canal vaginal, utilizando pedaços da mucosa da própria vagina. "É de uma simplicidade imensa. O cirurgião refaz essa membrana para parecer que ainda existe uma obstrução. É na verdade uma cirurgia com objetivo fake", classifica.
Procura

No Espírito Santo, assim como em todo o país, a procura também é grande. Mas a maioria dos cirurgiões não realiza a operação, garante o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no Espírito Santo, Ariosto da Silva Santos Filho. "A procura é bastante frequente. Mas não é uma cirurgia necessária. É de capricho. Não é o sentido de cirurgia plástica. Se a mulher já perdeu a virgindade, ela vai querer reconstituir só para brincar de ser virgem de novo?", questiona.

Apesar de aprovada no país, a cirurgia não é reconhecida pela Sociedade de Cirurgia Plástica. O presidente da entidade no Estado explica que é difícil encontrar um caso em que realmente a reconstituição do hímen seja necessária.

"É muito difícil encontrar um caso convincente. Conheço casos de pessoas que não aceitam que a filha perdeu a virgindade, e que não sabem se ela vai conseguir arrumar outro namorado. Será que o novo companheiro vai mesmo atestar a virgindade da jovem? Uma coisa é necessidade de apoio psicológico, outra coisa é uma cirurgia plástica", avalia.

Para mulheres que pensam em recorrer aos consultórios com o objetivo de se tornarem virgens de novo, por capricho ou não, é preciso preparar o bolso. O procedimento pode custar entre R$ 6 e R$ 8 mil. É preciso, também, pensar bastante se vale a pena desembolsar o valor e se submeter às possíveis complicações cirúrgicas.

"A pessoa que procura esse tipo de cirurgia, geralmente, não está procurando uma solução. Está querendo brincar. Uma cirurgia envolve riscos, pode trazer complicações. Um médico não vai embarcar em uma fantasia dessas. É preocupante, pois são muitas mulheres querendo se submeter a riscos com anestesia e de infecção após a cirurgia. A virgindade não vai voltar. É uma ilusão", conclui Ariosto da Silva Santos Filho.
Fonte: Portal Gazeta Online

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Justiça anula casamento na Argentina após mulher permanecer virgem por 5 anos


Justiça argentina anula casamento após mulher permanecer virgem por 5 anos
Esposa acusava marido de ser impotente; este dizia que mulher tinha 'nojo de sexo'.

Um tribunal da cidade de Rosário, na província argentina de Santa Fé, anulou um casamento ao se constatar, clinicamente, que a esposa continuava virgem, após cinco anos de casada.

O Tribunal da Família disse à BBC Brasil que a Justiça atendeu ao pedido feito pela esposa, que argumentou querer ter filhos e que desta maneira "não seria possível construir uma família".

A decisão foi tomada em julho, mas divulgada somente na semana passada. Na decisão judicial de quatro páginas, a esposa foi identificada pelas iniciais D.M.C e o marido como D.C.S.

D.M.C. contou ao juiz que conheceu o marido em 1998 e que lhe disse que queria casar virgem, por questões religiosas.

O então futuro marido aceitou o pedido e o casamento ocorreu em abril de 2005. Ela declarou à Justiça que quase quatro anos mais tarde, em novembro de 2008, não tinham feito sexo e deixaram de dormir juntos.

Impotência
Na ação, a mulher declarou à Justiça que o marido seria "impotente". O juiz pediu exames médicos para o casal para verificar a acusação da esposa. Em janeiro de 2009, D.M.C foi submetida a exames ginecológicos que confirmaram sua virgindade.

O marido, porém, rejeitou a determinação judicial e não fez os exames solicitados. De acordo com a cópia das declarações do casal feitas à Justiça, o homem teria afirmado que era ela quem não queria fazer sexo, "porque lhe dava nojo".

O caso foi publicado nos principais jornais argentinos e considerado "raro" pelos juízes das varas de família locais.

A advogada especializada em direito familiar Marta Carnielli disse que em 38 anos de carreira viu apenas um caso parecido, mas que, na ocasião, os exames médicos mostraram que ele tinha dificuldades para fazer sexo com a mulher".

Da BBC