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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Nyasasaurus parringtoni. O provável mais antigo dinossauro conhecido


Descoberto provável mais antigo dinossauro conhecido

Fóssil no Museu de História Natural de Londres é de um provável dinossauro, batizado de 'Nyasasaurus parringtoni', que viveu há 245 milhões de anos

Ilustração de um Nyasasaurus parringtoni, que pode ser o dinossauro mais antigo já descoberto (Natural History Museum of London/Mark Witton/Reuters)


Pesquisadores descobriram, nos corredores do Museu de História Natural de Londres, aquele que pode ser o mais antigo fóssil de dinossauro conhecido. O misterioso fóssil está há décadas no acervo do museu, mas só agora foi identificado como um provável dinossauro que viveu há cerca de 245 milhões de anos – 10 a 15 milhões de anos a mais do que qualquer amostra anteriormente descoberta. O até então mais antigo dinossauro conhecido foi encontrado na Argentina e tem cerca de 228 milhões de anos.

O dinossauro, chamado Nyasasaurus parringtoni, tinha mais ou menos o tamanho de um cão labrador. Ele deve seu nome ao lago Niassa, na África Oriental, e ao cientista Rex Parrington, da Universidade de Cambridge, que recolheu o fóssil próximo ao lago, ainda na década de 1930. "Foi o caso lançar um novo olhar para o material", disse Paul Barrett, do Museu de História Natural, que participou do estudo. "Isso fecha uma lacuna nos registros fósseis e faz recuar a existência dos dinossauros." Um estudo anterior desse fóssil, na década de 1950, havia sido inconclusivo, segundo Barrett.

Parente próximo? – Como o fóssil no museu londrino está bastante incompleto, ainda não se sabe ao certo se o Nyasasaurus era de fato um dinossauro. "Se o recém batizado Nyasasaurus parringtoni não é o dinossauro mais antigo, então é seu parente mais próximo descoberto até agora", explica o biólogo Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington e autor principal do estudo publicado nesta quarta-feira na Biology Letters. Mas duas características no fóssil de Londres, junto com uma amostra semelhante localizada posteriormente no Museu Sul-Africano Iziko, na Cidade do Cabo, trazem fortes indícios de que o animal era um dinossauro. Os tecidos ósseos do antebraço mostram marcas de crescimento rápido, comum em dinossauros, e também apresentam a chamada crista deltopeitoral alongada (o osso é mais largo próximo ao peito), que ancorava os músculos do antebraço, algo exclusivo desses animais.

Os pesquisadores acreditam que o Nyasasaurus provavelmente andava ereto, tendo um metro de altura até o quadril e de dois a três metros da cabeça à cauda. Seu peso possivelmente variava de 20 a 60 quilos, de acordo com os cientistas. Ele viveu numa época em que os continentes estavam unidos em uma vasta massa de terra chamada Pangeia – a área da Tanzânia onde os fósseis foram achados ficava ao sul desse supercontinente.
(Com Reuters e EFE)


Saiba mais

PANGEIA
Pangeia foi um supercontinente que existiu na Terra entre 200 milhões e 300 milhões de anos atrás. Ao longo de milhões de anos, ele foi se dividindo até formar os continentes tais quais os conhecemos hoje.


sábado, 26 de março de 2011

Operários encontram crânio de mastodonte no Chile. Descoberta foi feita no canteiro de obras de uma hidrelétrica

O crânio e as presas de um mastodonte de dois milhões de anos foram descobertos por operários no Chile, no canteiro de obras de uma hidrelétrica no Rio Padre Hurtaldo, próximo à capital Santiago. Enquanto perfuravam o chão, os trabalhadores notaram a ponta de uma das presas da ossada. Paleontólogos foram chamados e confirmaram: é a primeira descoberta no país de um crânio completo de mastodonte, uma espécie de elefante pré-histórico.
O crânio do mastodonte foi encontrado no canteiro de obras de uma hidrelétrica que está sendo construída no Chile(Reuters)


Os mastodontes tinham aproximadamente o tamanho dos elefantes modernos, mas eram mais robustos e tinham uma cobertura de pelo para protegê-los do frio. A maioria dos fósseis de mastodontes foi encontrada na América do Norte. Antes, apenas fragmentos haviam sido achados no Chile.

Conjunto de molares do mastodonte media 23 centímetros

"Encontramos o crânio praticamente em perfeitas condições, com os quatro dentes molares e as presas com quase um metro e meio de comprimento", disse o paleontólogo Rafael Labarca, chefe da expedição, ao jornal inglês Daily Mail. A descoberta pode ajudar pesquisadores a decifrar o parentesco dos mastodontes com os grandes mamutes e a origem dos elefantes modernos.

O Mastodonte da Planície viveu na América do Sul há 3 milhões de anos atrás durante o Plioceno, descendendo dos mastodontes que vieram da América do Norte quando se formou a ponte de terra entre as Américas. Os Mastodontes machos mediam 3 metros, na altura do dorso, já as fêmeas eram um pouco menores. Comiam vegetação macia como folhas e ramos nos campos e florestas sul americanos. Os Mastodontes das Planícies são um dos maiores mamíferos que habitaram a América do Sul.

Dados do Mamífero:
Nome: Mastodonte da Planície
Nome Científico: Cuvieronius humboldtii
Época: Plioceno
Local onde viveu: América do Sul
Peso: Cerca de 7 toneladas
Tamamnho: 3 metros de altura
Alimentação: Herbívora

Qual é a diferença entre o mamute e o mastodonte?

Numa olhada rápida, é muito difícil identificar alguma distinção entre esses dois primos dos elefantes, ambos extintos há milhares de anos. "As principais diferenças entre o mamute e o mastodonte são o período em que eles viveram e certas particularidades quanto aos dentes", diz a bióloga Mara Marques de Ângelo, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Como a variação na dentição é na parte interna da boca, só mesmo um bom dentista pré-histórico poderia separar um do outro. Diferenciar claramente mamutes e mastodontes é ainda mais complicado pelo fato de ambos se dividirem em várias espécies, com tamanhos e detalhes anatômicos distintos. Para se ter uma idéia, existiram mamutes gigantes, com cerca de 5 metros de altura, e outros com menos de 2 metros.

Até hoje os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre as causas da extinção desses animais, mas alguns defendem que a caçada de filhotes pelo homem possa ter contribuído para o desaparecimento deles. Ambos são classificados dentro da ordem dos proboscídeos, que já teve cerca de 350 espécies, todas extintas, com exceção do elefante asiático (Elephas maximus) e do africano (Loxodonta africana), que surgiram há cerca de 10 mil anos.


Elefantes ancestrais

Distribuição geográfica, época de vida e dentes internos separam um do outro
CADA UM NO SEU CANTO
Os mamutes habitavam o norte da Europa, a América do Norte e principalmente a Sibéria, onde foram encontrados fósseis em excelente estado de conservação enterrados no gelo. Os mastodontes também podiam ser encontrados nessas regiões, mas se espalharam mais pelo planeta, com algumas espécies ocupando vastas áreas da América do Sul
MORDIDAS DISTINTAS
Os dois possuíam pêlos e tinham, em média, 4 metros de altura. A principal diferença anatômica estava na dentição. Os dentes dos mamutes tinham base mais comprida e superfície plana, ideal para se alimentar em pastagens. Já os dos mastodontes tinham base mais baixa e superfície irregular, ideal para arrancar galhos e arbustos
CONFLITO DE GERAÇÕES
Os mastodontes viveram mais tempo na Terra que os mamutes. Enquanto estes últimos só existiram no período Pleistoceno, entre 1,6 milhão de anos e 10 mil anos atrás, os mastodontes surgiram ainda no período Mioceno, entre 23,7 milhões de anos e 5,3 milhões de anos atrás. Ambos foram extintos na mesma época, no final do Pleistoceno
[Fonte: mundoestranho.abril.com.br]

quinta-feira, 17 de março de 2011

Espécie de dinossauro gigante é descoberto em Angola

Fósseis de um dinossauro, que segundo os cientistas é um dos maiores que já viveu no planeta, foram descobertos em Angola, na África. A pesquisa, publicada na quarta-feira nos anais da Academia Brasileira de Ciências, aponta que a criatura era um herbívoro de pescoço cumprido. Segundo o site do Daily Mail, o dinossauro foi chamado de Angolatitan adamastor.

Pesquisadores escavam parte de um membro
 fossilizado do dinossauro em Angola
Foto: AP
A equipe internacional de pesquisadores afirmou que as características únicas do esqueleto fossilizado indicam que corresponde a uma espécie até então desconhecida, que teria vivido a cerca de 90 milhões de anos. A descoberta no país é a primeira desde 1960, após anos de guerra civil.

Segundo o pesquisador português Octávio Mateus, do Centro de Estudos Geológicos da Universidade Nova de Lisboa, a falta de dinheiro tem sido a maior barreira para novas descobertas. Apesar do passado conturbado do país, ele afirma que não tem problemas com as minas terrestres e com a segurança.
O especialista descobriu o fóssil em 2005. Desde então, novas escavações e pesquisas foram feitas e o estudo passou pela revisão de diversos especialistas até a publicação na quarta-feira.

Em latim, o nome científico da nova espécie, Angolatitan adamastor, quer dizer Titã de Angola. O pesquisador português acrescentou o apelido "Adamastor", numa referência à figura mitológica da obra Os Lusíadas, de Luís de Camões, que representava os perigos que os portugueses enfrentaram nas viagens de descoberta pela costa africana.

Fonte: Terra

Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis, o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil.

RIO - Pesquisadores do Museu Nacional apresentaram nesta quarta-feira o espinossaurídeo Oxalaia quilombensis, o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Vestígios do maxilar e da narina do réptil foram encontrados na Ilha de Cajual, no Maranhão, e seriam do Cretáceo Superior.

A espécie é muito semelhante a outras já descritas na África. A aparência deve-se provavelmente ao fato de que, no período histórico anterior, aquele continente era ligado à América do Sul, o que proporcionou a migração de animais de uma região para outra.

Estima-se que o dinossauro media entre 12 e 14 metros e pesava entre 5 e 7 toneladas, vivia no litoral do Maranhão há cerca de 95 milhões de anos. Ele é considerado o segundo maior espinossaurídeo do mundo, sendo menor apenas do Spinosaurus aegyptiacus, identificado em 1915, no Egito. Antes, o maior dinossauro carnívoro brasileiro era o Pycnonemosaurus, que media 9 metros.

Seu nome é uma homenagem a Oxalá, divindade masculina mais respeitada da religião africana. "Quilombensis", por sua vez, faz alusão aos quilombos que existiam na ilha.

O Globo e outros