Mostrando postagens com marcador lipoaspiração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lipoaspiração. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Acusado cirurgião que fez lipoaspiração que matou modelo Pamela Baris

Polícia recebe ficha médica de modelo morta em lipo

O hospital onde a modelo Pamela Baris Nascimento, 27, morreu durante uma lipoaspiração entregou à polícia a ficha médica com as informações do que ocorreu na mesa de cirurgia, no último dia 19.

A jovem sofreu uma perfuração no fígado e teve uma parada cardiorrespiratória.

A modelo Pamela Baris, 27, que morreu durante lipoaspiração
Segundo a ficha entregue pelo Hospital Green Hill, localizado no Ipiranga (zona sul de São Paulo), Pamela estava deitada de bruços na maca, enquanto o cirurgião plástico Julio Cesar Yoshimura, 40, fazia a sucção de gordura na parte traseira do corpo.


Quando Pamela foi virada de costas para baixo, sua pressão arterial caiu abruptamente e ela teve uma parada cardíaca. "Na hora em que houve o problema, os dez médicos que estavam no hospital foram chamados para ajudar", diz o delegado Evandro Melo Lemos, do 17º DP.

Os médicos descobriram e tentaram conter uma hemorragia no fígado da modelo, mas não tiveram êxito, diz Lemos.

A polícia abriu inquérito contra Yoshimura por homicídio culposo (sem intenção de matar) e fraude processual. "O médico liberou o corpo sem informar às autoridades a morte", diz o delegado. O IML (Instituto Médico Legal) teria de analisar o caso.

O médico cirurgião não foi localizado em sua clínica, na zona oeste da cidade. Ele também não respondeu aos telefonemas da reportagem.
Mãe de vítima de lipo morreu após cirurgia, em 1991


Pai adotivo da modelo Pamela Nascimento, morta durante uma lipoaspiração em São Paulo, o pescador Adilson Alves, de 48 anos, lembrou nesta quarta-feira (31) de "uma terrível coincidência": a mãe biológica da modelo também morreu após uma cirurgia, em 1991.

"Eu andava embarcado em alto mar naquele tempo e não deu para fazer nada", disse. Desta vez, ele quer "a exumação do corpo da filha, a punição dos responsáveis e a indenização pelas despesas com o enterro".

Em entrevista por telefone, Alves afirmou, abatido, que "é dolorido ver uma pessoa saudável morrer jovem".

A mãe adotiva, dona Enedina do Nascimento Alves, está em São Paulo tratando dos procedimentos legais.

Emocionado, Alves lembrou "dos terríveis telefonemas dos médicos, primeiro do que fez a cirurgia para dizer que ela morreu, depois de um outro para dizer que ela teve um órgão perfurado". O fato ocorreu no dia 19 de outubro, mas a polícia só foi informada esta semana.

"A gente ficava aqui esperando telefonemas, naquela angústia, sem saber o que fazer, só chorando", relatou. Para ele, "foi um horror perder uma criança", explicando que "uma filha sempre é uma criança". Nascida em 9 de novembro de 1985, Pamela faria 27 anos.

Alves é nativo de Enseada, uma praia paradisíaca em São Francisco do Sul (195 km ao norte de Florianópolis). Pamela viveu na casa da família até os 20 anos.

A mãe biológica da modelo, Mara Rúbia Nascimento, era irmã de dona Enedina: "Quando Pamela nasceu, ela nos procurou. Estava trabalhando em Camboriú e não poderia cuidar da criança. Como a menina não tinha pai, nos entregou Pamela ainda com uma semana de vida. De lá para cá nós a criamos como filha", contou.

Infecção

"Minha cunhada voltou aqui (em 1991) grávida de outra menina. Quando ela nasceu, pediu para ligar as trompas. Fizeram alguma coisa errada e semanas depois ela morreu de uma infecção", lembra Alves. A família nada fez.

A irmã de Pamela, por parte de mãe, também chama-se Mara Rúbia, e foi criada por outro casal.

Alves lembra que Pamela passou "uma infância de criança normal". Ela fez seus estudos no Colégio Estadual Nicola Batista. Aos 20 anos, pediu licença para morar, trabalhar e estudar em Curitiba: "Deixamos, porque sabíamos que ela era esforçada e trabalhadora, uma menina muito boa".

O pescador conta que "andam dizendo que perdemos contato com Pamela, mas não é verdade. Ela fez uma cirurgia de varizes, no mês passado, e minha mulher foi para São Paulo cuidar dela por 2 dias. As duas vieram juntas pra cá, no primeiro turno da eleição".

Ele conta que a filha "adorava a praia e comer peixe assado na brasa". Na última passagem dela pela cidade, "muitos amigos vieram vê-la, nossa casa estava cheia".

Enterro

Alves não quis ver o corpo: "Até pedi para um sobrinho que mora em São Paulo fazer o reconhecimento, não tive coragem de ir vê-la morta".

Ele reclama que todas as despesas para trazer o cadáver de São Paulo, assim como o enterro no cemitério de Enseada, foram pagos por ele.

Novos sepultamentos foram proibidos no local por causa do terreno arenoso, mas Pamela teve direito porque a família tem um jazigo - meses atrás ela esteve lá reformando a tumba da mãe.

Hoje, a sepultura de Mara Rúbia está desbotada outra vez, com a cruz caída e sem nome. Pamela descansa ao lado: "Botei as duas juntinhas", disse o pai, prometendo que neste fim de semana ele e dona Enedina vão levar flores e gravar os nomes de mãe e filha numa lápide.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Lipoaspiração: coisas que você precisa saber


Lipoaspiração: tudo o que você precisa saber
Basta um pneuzinho aqui, uma gordurinha localizada acolá ou a imagem refletida no espelho não agradar para que a decisão de se submeter a uma lipoaspiração seja tomada. Mas você sabe como escolher um profissional de qualidade e quais cuidados são necessários antes e depois dessa cirurgia plástica, a mais realizada no Brasil (em 2009, 430 mil lipoaspirações foram feitas no país)?


Segundo o cirurgião plástico Fábio Saito, esse procedimento não é indicado para mulheres que querem emagrecer nem um tratamento eficaz para celulite ou obesidade. “A cirurgia serve apenas para mulheres que sofrem com a gordura localizada que não serão eliminadas somente com exercícios físicos e querem melhorar o contorno corporal. Existe um limite de gordura para ser retirado, a partir de uma determinada quantidade o risco do procedimento aumenta”.

Quem se submete à lipoaspiração dever ser saudável e relativamente magro, com pele firme, elástica e bom tônus muscular, e apenas 30% acima do peso ideal. Se você se encaixa nesse perfil, saiba quais os principais cuidados que você deve tomar para ter um resultado satisfatório:
  • Procure um médico indicado por alguém que conheça o trabalho dele. Esse profissional deve ser  especializado em cirurgia plástica e filiado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Marque consulta com pelo menos dois cirurgiões e compare;
  • Tenha uma conversa clara com seu médico: ele deve perguntar sobre suas expectativas com a cirurgia plástica, aconselhar qual o procedimento adequado, informar sobre o procedimento, falar sobre os riscos envolvidos e deixar a decisão final para você;
  • Cada médico tem um protocolo pós-cirúrgico, mas a cinta modeladora deve ser usada de um a dois meses;
  • A drenagem linfática feita por um profissional treinado é fundamental para diminuir a fibrose e ajudar no processo de recuperação;
  • Evite esforço por 1 ou 2 semanas;
  • Evite o sol para não ficar com manchas na pele, causadas pela presença de equimoses (roxos);
  • Atividades físicas podem e devem ser retomadas um mês e meio após a cirurgia;


O cirurgião também deve tomar algumas precauções para evitar a chamada “barriga de lipo”, aquela barriga irregular. “Isso acontece quando é feita uma lipoaspiração muito superficial do tecido subcutâneo, quando a cirurgia é agressiva demais ou se a paciente não cumprir as recomendações médicas no pós-operatório. O tecido celular subcutâneo (gordura) tem funções, como a de ajudar a regular a temperatura do corpo e de proteção do nosso corpo. Quando a irregularidade é muito visível, pode-se tentar o tratamento com técnicas diferentes. Mas o tratamento dessas irregularidades não é fácil”, conta Saito.

Ele também ressalta a importância da dieta e do exercício física depois da operação. Segundo estudo realizado pela pesquisadora Fabiana Bennatti, do qual a equipe da  Clínica Essere foi responsável pelos procedimentos cirúrgicos, observou-se que boa parte das mulheres que fazem lipoaspiração estão propensas a ganhar aumento de gordura visceral, que pode ser prejudicial em longo prazo. “Esse tipo de gordura é mais perigoso do que a gordura localizada logo abaixo da pele e está ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2 e de problemas cardíacos”.

Entenda como a lipoaspiração é feita (dados fornecidos pela Clínica Essere):
  • A lipoaspiração pode ser realizada isoladamente, ou em associação a outros procedimentos para redução do abdom;
  • Procedimentos de lipoaspiração podem durar de 1 a 5 horas, dependendo da extensão e técnica empregada. Antes de iniciar a lipoaspiração, a área tratada deve ser limpa e anestesiada. Dependendo da complexidade do procedimento e da quantidade de gordura a ser removida, usa-se anestesia geral,  ou local associada à sedação EV. Após sedação, o cirurgião realiza uma incisão simples ou múltiplas incisões abaixo da linha do biquíni ou no umbigo. Entretanto, o cirurgião pode fazer incisões em locais alternativos, dependendo do procedimento. As cicatrizes são escondidas nos contornos do corpo;
  • Embora existam várias técnicas de lipoaspiração, a técnica tumescente é a mais utilizada. Antes de remover a gordura, injeta-se líquido na área a ser tratada através de um dispositivo com orifício, denominado cânula. A solução, composta de solução salina, lidocaína e epinefrina, auxilia a anestesiar a área tratada, diminui a perda sanguínea e facilita a remoção da gordura;
  • O cirurgião insere a cânula de lipoaspiração na camada de gordura abaixo da pele, fazendo um movimento de vai e vem, soltando e separando a gordura na região. A sucção é feita com um aspirador cirúrgico conectado no lado oposto da cânula, a fim de remover a gordura. Em alguns casos, a gordura pode ser removida manualmente com seringa conectada à cânula. Após procedimento, as incisões são fechadas com sutura, embora algumas incisões são tão pequenas que cicatrizam sem pontos;
  • Pode haver dor, aumento de volume, e pequenos ferimentos após o procedimento;
  • É possível retornar ao trabalho em poucos dias e retomar as atividades normais em aproximadamente uma ou duas semanas. Nota-se melhora da aparência logo após cirurgia. Melhora ainda maior pode ser observada de 4 a 6 semanas após o procedimento, com redução do edema. Os resultados finais serão notados em aproximadamente 3 meses. [ Yahoo! Brasil ]


1. Quando é indicado fazer uma lipoaspiração?
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico indicado para pessoas que têm um acúmulo de gordura localizada que a paciente não consegue eliminar através da combinaçâo de dieta e exercícios físicos. “A lipo não é um método de emagrecimento”, lembra o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), José Tariki.

2. Ela é a única forma de eliminar a gordura localizada?
Na maioria dos casos, sim. O cirurgião plástico Adriano Romiti, do Hospital São Camilo, explica que isso acontece quando uma pessoa perdeu todo o excesso de peso, mas o volume de gordura concentrado em algum lugar continua. "Nas mulheres, por exemplo, isso acontece principalmente no culote, onde costuma restar uma gordura que é difícil de perder da forma convencional".

3. Em que casos a cirurgia não deve ser feita?
As principais contraindicações referem-se a casos de pacientes que tenham excesso exagerado de peso ou muita flacidez de pele. Se a pessoa não apresenta condições clínicas adequadas - quando tem hipertensão, alergia severa ou arritmia, por exemplo - o procedimento também é desaconselhado. O presidente da SBCP informa que é preciso ter cautela antes de operar pacientes muito jovens. Ele afirma que é importante se certificar de que a pessoa tenha tentado outros métodos antes. Caso confirmada a necessidade, o procedimento pode ser feito a partir dos 17 ou 18 anos.

4. É necessária a realização de exames prévios?
Os médicos consultados por VEJA.com são categóricos ao afirmar que o paciente deve ser submetido a todos os exames que são obrigatórios antes de qualquer outro tipo de cirurgia. Eles concordam também ao dizer que é imprescindível a realização de uma boa avaliação clínica. É com ela que o médico diagnosticará quais são as necessidades específicas de cada pessoa. Numa pessoa idosa, por exemplo, a atenção pode ser voltada para problemas relacionados ao coração.

5. O médico precisa ter especialização em cirurgia plástica para fazer uma lipo?
Não. Segundo estabelece a resolução do CRM, "há necessidade de treinamento específico para sua execução, sendo indispensável a habilitação prévia em área cirúrgica geral". Ou seja, médicos como dermatologistas ou cirurgiões sem formação em nenhuma especialização são autorizados a fazê-la. De acordo com Tariki, já houve uma mobilização para tentar alterar essa resolução - o objetivo era passar a exigir a especialização em cirurgia plástica. "Quem faz qualquer curso de fim de semana não pode fazer uma lipoaspiração. Aparentemente é só fazer um cortinho. Não parece que é cirurgia, mas é." Para ele, a experiência na área somada aos três anos de especialização em cirurgia plástica garantem o grau de preparaçâo necessário.

6. Como é possível saber se o local escolhido e o médico são confiáveis?
Segundo o presidente da SBCP, o mais importante é consultar o CRM de sua regiâo para saber em qual especialidade o médico escolhido está registrado. De acordo com levantamento do Cremesp, apenas seis dos 289 médicos processados em casos de lipo eram especializados em cirurgia plástica. Uma outra forma de checar se o médico é cirurgião plástico é pelo site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br). Romiti reitera, porém, que se informar é apenas uma parte do processo. "É importante ainda ter a indicação de um outro profissional. O paciente deve também pedir uma segunda ou terceira opinião de outros especialistas para tirar todas as dúvidas possíveis", aconselhou o cirurgião. Além disso, Tariki afirma que pedir recomendação de pacientes que já foram operadas pelo médico ajuda no critério de seleção.
No caso da escolha do local, é importante que a pessoa que fará uma lipoaspiração visite o estabelecimento e confirme se ele está autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Takiri, a Anvisa possui seus critérios de condições mínimas necessárias e não obriga que o estabelecimento que faz lipo tenha uma UTI. Romiti disse que, mesmo sem UTI, alguns locais possuem todo o suporte para lidar com uma eventual complicação - conseguem estabilizar o paciente e transferi-lo para um hospital. "Mas se uma pessoa de mais idade for fazer lipo junto com outros procedimentos, vale a pena fazer a cirurgia em um hospital." Takiri ainda acrescenta que "sempre que houver qualquer tipo de sedação endovenosa é necessária a presença de um anestesista".

7. O baixo preço pode ser considerado um indicador de perigo?
"O preço não deve ser o principal atrativo. É possível encontrar um profissional capacitado que ofereça um valor abaixo do mercado. Mas a pessoa não deve ser atraída pela facilidade de pagamento e parcelar em 20 vezes sem conhecer o médico antes. Então, se não há nenhuma referência do médico, é mesmo um perigo", explicou o presidente da SBCP. Romiti acrescenta ainda que o paciente precisa ficar alerta para não cair em possíveis armadilhas. "Às vezes a pessoa vai para um lugar sem estrutura, que não é profissional. É bom duvidar de preços muito bons e que prometem coisas utópicas", aconselha ele.

8. Quais complicações são mais comuns durante o procedimento?
A lipoaspiração é uma cirurgia como outra qualquer e, por isso, apresenta sérios riscos. Entre as complicações estão a embolia (quando uma placa de gordura ou de sangue se desloca e obstrui outro local) e as reações alérgicas anafiláticas. Segundo Romiti, além dos exames pré-operatórios e de avaliação clínica, é importante que a paciente tenha uma conversa sincera com o médico antes da operação. "Muitas vezes a pessoa está tomando ou tomou um remédio que não quer contar para o médico por medo que ele proíba o procedimento", explicou. Se isso acontece, o risco de apresentar alguma reação inesperada é maior.

9. Como funciona o processo de recuperação do paciente?
Se a pessoa realizou um procedimento leve, em poucos locais, o processo de recuperação costuma ser bastante tranquilo. Nos dez primeiros dias, o paciente deve evitar praticar exercícios físicos pesados, como levantar peso ou fazer longas caminhadas. É importante ainda observar o aparecimento de manchas roxas. Caso diagnosticadas, o paciente deve evitar tomar sol até que elas desapareçam. Além disso, os médicos também indicam o uso de malhas de compressâo, para evitar um edema, além de sessões de drenagem linfática, para amenizar o inchaço.

10. É possível fazer lipoaspiração em qualquer parte do corpo? Até quantos quilos dá para eliminar com a operação?
"Teoricamente você pode fazer o procedimento em todas as partes, menos em localidades onde pode haver lesão de órgâos ou vasos sanguíneos", resume Tariki. Segundo o cirurgião plástico Adriano Romiti, locais como a área abaixo do joelho ou a face são proibidos. Quanto aos quilos a serem eliminados, o CRM estabelece que até 7% do peso corpóreo do paciente pode ser retirado numa lipoaspiração úmida, quando se injeta soro fisiológico para ajudar no procedimento, e no máximo 5% numa cirurgia seca. Por exemplo: uma pessoa que pesa 70 quilos, pode aspirar, no máximo, 4,5 quilos. "Normalmente os médicos mais cuidadosos não chegam nem a esse limite. A gente observou que o risco de morte diminuiu por conta dessa limitação. Assim, ninguém comete uma imprudência", diz o presidente da SBCP. Se a quantidade estabelecida for excedida, o paciente pode apresentar desidratação e anemia, provocados pela perda de grandes quantidades de sangue, eletrólitos, potássio e sódio.

11. Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia?
Existem vários diâmetros diferentes de cânula, o instrumento usado para retirar a gordura. Algumas são mais grossas; outras, mais finas. Além disso, foram criados novos aparelhos de ultrassom, vibratórios e com laser. José Tariki explica que esses novos métodos facilitaram apenas a vida do médico, já que destroem a gordura de forma mais rápida. "Nomes como ‘lipo light' são pura fantasia. O resultado final é sempre o mesmo".

12. Qual a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura?
"Os dois termos são praticamente sinônimos", disse Romiti. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica disse que o princípio é o mesmo. Na lipoaspiração, apenas retira-se a gordura de um determinado local do corpo. Na lipoescultura, o médico usa a mesma gordura retirada na lipoaspiração e a enxerta em outro lugar que o paciente desejar remodelar ou preencher.

http://veja.abril.com.br

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Lipoaspiração faz gordura mudar de lugar, mostra pesquisa

Perde e Ganha. Lipoaspiração faz gordura  mudar de lugar, mostra pesquisa

Uma lipoaspiração pode reduzir a gordura de coxas e quadril. E, com o tempo, trazer novas curvas não desejadas, diz estudo da Universidade de Colorado, nos EUA.

A pesquisa, publicada no periódico "Obesity", mostrou que, em um ano, a gordura retirada das coxas volta a se acumular na parte superior do abdome e nos braços.

Os autores acompanharam 32 mulheres na faixa dos 36 anos, que tiveram suas circunferências corporais e percentuais de gorduras medidos. Dois meses após a lipoaspiração, elas tinham perdido 2% de gordura e quase o mesmo em circunferência.

Um ano depois, as medidas foram reavaliadas. A gordura total voltou aos índices originais, mas concentrada na parte superior do corpo.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o corpo "defende" suas reservas de gordura. Se as células adiposas são eliminadas de uma área, a gordura vai "inchar" células em outro lugar.

"Observamos isso na prática", diz Carlos Alberto Komatsu, presidente da SBCP-SP (regional paulista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Mas, para ele, os pesquisadores deveriam ter orientado as mulheres a mudar a alimentação.

"Se você come mais do que gasta, a gordura volta mesmo", afirma Komatsu.

Editoria de Arte/Folhapress

INFLAMAÇÃO

Além do acúmulo de gordura em outros lugares, a lipoaspiração pode ter outras consequências.

Um estudo da SBCP-SP, ainda em andamento, mostra que, quando a retirada de gordura passa de três litros, os níveis de substâncias do corpo que sinalizam inflamação sobem bastante.

"Uma hora, a coisa desanda. Você mexe de um lado, sobe de outro", diz Komatsu.

Com o "New York Times"

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Lipoaspiração - Checklist de segurança para cirurgia plástica


Os pacientes que desejarem se submeter a uma cirurgia plástica deverão seguir uma espécie de checklist de segurança para esse tipo de inter venção, que, inclusive, já é adotado em vários países. A mudança passa a vigorar dentro de, no máximo, cinco meses e vem para reduzir os riscos desse tipo de procedimento.
O anúncio da criação de um protocolo de segurança para cirurgia plástica foi feito ontem pela Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM). O documento será elaborado em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e poderá se estender à orientação de indicações cirúrgicas, exames pré-operatórios, anestesia, atendimento pós-cirúrgico e condições do local da cirurgia.


A decisão de elaborar esse protocolo aconteceu três dias depois da morte da jornalista Lanusse Martins Barbosa, 27, após ela se submeter a uma cirurgia estética em Brasília. Ainda neste mês, no dia 9, uma mulher morreu no Rio de Janeiro após ser submetida a hidrolipo em um consultório.

De acordo com o coordenador dos trabalhos, Antonio Gonçalves Pinheiro, serão monitorados também cursos que não tem condições de formar profissionais qualificados para a prática. “Vemos disponibilizados cursos de lipoaspiração de final de semana, com um dia de atividade teórica; e dois dias, de prática. Esse tipo de curso não qualifica nenhum médico. A maioria dos casos em que há complicações envolve médicos com esse tipo de treinamento, que considero nulo”, explica.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Espírito Santo, Benjamin Gomes Filho, ressalta que paciente e médico tenham responsabilidade em relação ao risco envolvido em uma cirurgia plástica. “As pessoas precisam se conscientizar de que devem tomar todos os cuidados possíveis antes do procedimento”, disse. (Anny Giacomin)


Polícia: houve erro médico na morte da jornalista
A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que houve erro médico na morte de jornalista Lanusse Martins, 27, durante lipoaspiração feita em clínica particular em Brasília, na última segunda-feira. Uma perfuração numa veia renal da paciente causou uma forte hemorragia. A lesão foi próxima ao rim direito da jornalista, que perdeu mais de 1,5l de sangue. A delegada Martha Vargas disse que o cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes, que realizava a lipoaspiração, assumiu o risco e que houve negligência médica. Moraes não prestou depoimento. Ele apresentou atestado médico com validade de 15 dias. O cirurgião estaria abalado devido à morte da paciente. A delegada deve indiciar o responsável - ou responsáveis - pela morte da jornalista. Ela não antecipou quantas pessoas serão indiciadas nem o tipo de crime a que responderão.

Entenda a nova resolução 
Protocolo. A Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu elaborar um protocolo de segurança para cirurgia plástica, uma espécie de checklist de segurança, já adotado em vários países

Análise. O documento vai abranger orientações de indicações cirúrgicas, exames pré-operatórios, anestesia, atendimento pós-cirúrgico e condições do local

Morte. A decisão de elaborar esse protocolo aconteceu três dias depois da morte da jornalista Lanusse Martins Barbosa, de 27 anos, após ela se submeter a uma cirurgia de lipoaspiração em Brasília

Análise As regras contidas no protocolo serão votadas dentro de até cinco meses, por membros do Conselho Federal de Medicina e por uma comissão composta por médicos de todos os estados brasileiros

Tipos. A nova resolução vai valer para todos os tipos de cirurgia plástica

Segurança. A intenção é garantir o menor índice de erro nas cirurgias realizadas no país, como já acontece em outros lugares do mundo

Títulos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, existem, hoje, pelo menos 4,2 mil títulos de cirurgiões plásticos em todo o país. Para obtê-lo, os médicos passaram por cinco anos de treinamento e por uma prova

Cirurgias. No ano passado, no Brasil, foram realizadas mais de 450 mil lipoaspirações  -  (- A Gazeta)
Poderá também gostar de: