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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nove homens são condenados por usar foto de internet para fazer montagens pornográficas

SÃO PAULO - Nove homens foram condenados a pagar multa por terem repassado e feito montagens sobre uma foto de uma mulher que estava num site de relacionamentos na internet. A representante comercial postou uma foto dela de biquíni, mas apenas amigos teriam acesso. Um dos nove acusados pegou a foto e, a partir dela, passou a fazer montagens com fotos de outras mulheres nuas. Os e-mails com as fotos pornográficas se espalharam pela internet.

A representante comercial conta que foi alertada por uma vizinha, que viu uma das fotos.

A polícia rastreou os e-mails e identificou nove pessoas envolvidas, entre elas o homem que pegou a foto da representante comercial. Nesta quarta-feira, eles foram julgados. Quando a pena para o crime é inferior a dois anos, os réus podem fazer acordo com a Justiça, transformando em pagamento de multa ou prestação de serviços comunitários. Neste caso, os réus pagaram, cada um, o valor de um salário mínimo (R$ 545,00). Os valores arrecadados serão doados a uma entidade assistencial.

A mulher alega que o constrangimento trouxe graves consequências para a vida pessoal e abalou o relacionamento com o marido. A vítima, que prefere não se identificar, disse que vai entrar com um novo processo na Vara Cível, para buscar uma indenização por danos morais.

O Globo

terça-feira, 29 de março de 2011

Condenado pai que jogou filha de ponte após disputa por guarda

A Justiça condenou por assassinato o pai de uma menina de quatro anos que morreu após ser jogada de uma ponte de 58 metros de altura em Melbourne, na Austrália.

Caso chocou opinião pública
da Austrália
Arthur Freeman, cuja defesa alegou que ele não estava em controle de todas as suas faculdades mentais quando o crime aconteceu, em janeiro de 2009, foi acusado de lançar sua filha em queda livre "como uma boneca de trapo" por causa de uma disputa conjugal.

O caso chocou a Austrália e colocou o sistema judicial do país sob as críticas de ter ignorado os alertas e negligenciado a segurança da menina, Darcey, e seus dois irmãos, Ben e Jack, de seis e oito anos na época.

Em plena hora do rush - às 9h da manhã do dia 29 de janeiro de 2009 - Arthur, 37, parou seu carro no meio da ponte West Gate, deixou o pisca-alerta ligado e jogou a filha no rio Yarra.

Os irmãos da menina estavam no carro e, segundo especialistas psiquiátricos, terão de passar a vida lutando contra o trauma causado pelo episódio.

Momentos antes, ele havia ligado para a mãe da Darcey, Peta Barnes, com quem havia permanecido casado por sete anos.

"Dê adeus aos seus filhos", dissera Arthur, segundo uma das evidências apresentadas no processo e reproduzida no site do jornal Sydney Morning Herald.

A câmera de um caminhão que passou ao lado do carro poucos minutos antes do incidente mostrou o intenso fluxo de veículos na hora do crime.


Alguns motoristas ligaram para a polícia, mas as testemunhas disseram que os eventos se desenrolaram muito rapidamente para agir.

Condenação

Arthur Freeman chega à Suprema Corte
durante o julgamento. Foto: Jason Sul
Arthur Freeman foi condenado após a análise de dezenas de relatos de testemunhas apresentados na Suprema Corte do estado de Victoria.

Os psiquiatras que prestaram depoimento durante o julgamento afirmaram não haver razões para crer que o pai estivesse fora de suas capacidades mentais quando agiu.

Darcey morreu de ferimentos internos graves e em virtude de afogamento. A equipe de resgate tentou ressucitar a menina por 45 minutos, mas ela morreu no hospital.

"Ninguém teve oportunidade de intervir. Tudo aconteceu rápido demais", disse, à época, o detetive Steve Clark, responsável pelo caso.

"É uma série de circunstâncias terríveis. Muitas vezes você pensa que viu tudo, mas não viu."

Após jogar a própria filha para a morte, Arthur conduziu seu carro para o complexo de tribunais federais em Melbourne, onde permaneceu soluçando sem parar até ser preso, segundo relatos da segurança.

Durante o julgamento, a acusação sustentou que o crime foi uma vingança cometida pelo pai em retaliação a uma separação traumática.
Muitas vezes você pensa que viu tudo, mas não viu.Steve Clarke, detetive
O governador do Estado de Victoria negou as acusações de que o governo tivesse ignorado os alertas da família e afirmou que não havia registros de contatos prévios entre familiares de Darcey e as autoridades competentes.

À época, o então primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, acolheu uma ideia da família de criar uma data para homenagear "as crianças que saíram cedo de nossas vidas".

Mais de 150 mil pessoas registraram-se para fazer parte de um grupo de tributo a Darcey Freeman no site social Facebook.

BBC