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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mini-helicóptero era usado para enviar celulares para cadeia


PM de São Paulo apreende mini-helicóptero usado para enviar celulares para cadeia
Material entraria na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo


Aeromodelo importado tem sete hélices e
estrutura de metal
A Polícia Militar apreendeu na manhã desta quarta-feira (30) um aeromodelo, que seria usado para infiltrar telefones celulares na Penitenciária 2, de Presidente Venceslau, onde estão detidos os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O aparelho foi encontrado por trabalhadores que cortavam o mato às margens do quilômetro 622 da rodovia Raposo Tavares (SP- 270) a 70 metros da muralha do presídio. Em Pirajuí agentes apreenderam mais um pombo com aparelho celular preso ao corpo. Somente em maio, dois pombos foram capturados quando tentavam entrar nas dependências da Penitenciária levando celulares.

Com sete hélices e estrutura de metal, o aeromodelo importado (é usado para fazer imagens em lugares de difícil acesso, é o drone-cóptero) deveria levar uma sacola com sete celulares, três carregadores, adaptador, fone de ouvido e quatro serras de aço, que possivelmente seriam usadas para serrar as grades. Os peritos constataram que o aparelho tinha uma microcâmera acoplada e seria operado por controle remoto. O delegado assistente de Seccional Sthefano Rabecini disse que foi a primeira vez que apreenderam um aparelho como este.

"Já tivemos aqui a apreensão de um mini-helicóptero, desses usados em aeromodelismo; de arco e flecha e até de uma besta, todos eles seriam usados para infiltrar celulares na penitenciária", contou. Segundo o delegado, quatro pessoas foram presas. "Desta vez, não prendemos ninguém e nem sabemos ao certo se o aparelho seria usado hoje ou já estava lá há mais tempo", contou. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) vai investigar o caso. Os aparelhos celulares passarão por perícia para apurar o cadastro dos números e chips e para análise do conteúdo das agendas, torpedos e ligações. "A partir daí poderemos chegar aos suspeitos", disse.

Em Pirajuí, o delegado César Ricardo do Nascimento contou que um dos pombos foi capturado na semana passada, já morto, depois de bater contra o vidro de proteção da janela de uma das celas do pavilhão 3. "A ave estava com um telefone celular com bateria e um chip dentro de uma pequena mochila presa no dorso", contou o delegado. O outro caso ocorreu no início do mês. Os agentes perceberam quando a ave estava com dificuldades para voar e conseguiram capturá-la, mas neste caso o pombo trazia partes de celulares e nenhum chip. Nascimento disse que está à espera do pedido de quebra de sigilo feito à Justiça. "Assim que a Justiça nos fornecer o cadastro do telefone e o CPF do chip, poderemos chegar a possíveis suspeitos e também analisar o conteúdo das ligações", disse.

Para o delegado, os pombos não são treinados para infiltrar os celulares. "Eles têm ninhos nas dependências da penitenciária e de algum modo são levados para fora e depois soltos, com os celulares, para voltar aos ninhos", diz. Apesar dos dois inquéritos abertos, Nascimento diz que, embora seja crime previsto no artigo 349 do Código Penal, a pena para quem infiltra celulares nos presídios é de apenas três meses a um ano de prisão. "Mas geralmente o infrator não fica preso, acaba pagando com serviços prestados", diz. (AGÊNCIAESTADO)

domingo, 18 de março de 2012

Tribos cambojanas adotam celulares e miniaturas de aviões em ritos animistas


Tribos cambojanas adotam celulares e miniaturas de aviões em ritos animistas

As minorias étnicas da região norte do Camboja conservam a prática de sacrifícios e outros ritos animistas, nos quais a influência externa causou a adoção de novos fetiches como o telefone celular e o avião.

O animismo, uma religião que concede a cada objeto ou elemento da natureza uma alma que faz com que sejam venerados, é hoje a crença mais extensa entre os povos indígenas cambojanos, que por meio de rituais tentam aplacar as iras dos espíritos ou ganhar favores para ter boa saúde e bem-estar.


"Cada família acredita em seus próprios espíritos. Depende do que é mais importante para sua vida: a caça, a pesca ou a agricultura", explica Khieng, um jovem da etnia tompuon, uma das maiores do país.

Os espíritos são além disso caprichosos e podem decidir sobre a vida e a morte, segundo as crenças destas comunidades, que habitam principalmente aas áreas remotas das províncias de Ratanakiri e Mondulkiri, no nordeste do país.

"É melhor não enfurecê-los porque podem ser muito vingativos", diz Khamphay Ay, um curandeiro indígena que afirma manter comunicação com os espíritos para curar doenças.

Os curandeiros como Khampay se encontram na escala mais alta da estrutura social das tribos, o que reflete que conhecer os desejos destes fantasmas da natureza é vital para elas.

"Há pessoas que por mais remédios que tomem nunca serão curadas. Estão doentes porque em seu interior habita um espírito mau e é preciso fazê-lo sair", afirma o xamã, enquanto lê o futuro de uma mulher observando um ovo de ave e outros objetos.

Este curandeiro conta que o sacrifício de um animal é sempre o melhor método para acabar com qualquer mal, embora sua maior ou menor eficácia dependa do animal escolhido para o rito.

Um frango, que por exemplo custa um punhado de dólares, serve apenas para curar doenças leves, enquanto se a necessidade for curar uma doença grave é necessário um animal maior, pelo menos um búfalo, apesar de um exemplar custar cerca de US$ 500, isso pode representar o endividamento de uma família durante muito tempo.

Estes sacrifícios costumam ser realizados após a morte de algum membro da comunidade com a finalidade de que o espírito do animal vele por ele durante sua nova vida.

"Um ano depois da morte fazemos um segundo sacrifício e colocamos os totens diante do túmulo como proteção", diz Sopa, um homem de 65 anos que cuida do cemitério de seu povoado e dedica momentos de seu tempo a preparar sua própria sepultura.

"Este é meu lugar, embora ainda não tenha feito o caixão", diz o coveiro, que pertence à minoria kavat.

Como as almas vagam pelo outro mundo, os túmulos, protegidos por um precário e colorido telhado, são decorados com móveis e utensílios do lar ou representações destes para facilitar seu itinerário pelo além.

A tradição de outrora tem agora toques de modernidade visíveis nas sepulturas, sobre as quais os animistas cambojanos colocam telefones celulares ou miniaturas de aviões, para que seus seres queridos possam se comunicar do novo mundo ou viajar para onde desejarem.

A única novidade técnica que as tribos animistas repudiam é a câmera fotográfica, que afirmam se tratar de um objeto que rouba a alma e a congela.

Os indígenas afirmam que atualmente é mais difícil aplacar a ira dos espíritos porque cada vez mais eles dispõem de uma extensão menor de florestas para vagar por causa do desmatamento para cultivos como o da mandioca.

Segundo o Ministério de Desenvolvimento Rural, no Camboja existem 17 minorias étnicas, que em conjunto reúnem cerca de 140 mil pessoas.

EFE

terça-feira, 22 de março de 2011

Nokia alerta para escassez de celulares após terremoto no Japão

HELSINKI - A Nokia, maior fabricante mundial de celulares em volume, afirmou que pode enfrentar escassez de alguns de seus produtos após o forte terremoto no Japão ter atingido sua cadeia de produção, mas disse que o impacto nos resultados financeiros será limitado.

"A Nokia espera certa ruptura na capacidade de fornecimento de determinados produtos em decorrência da atualmente prevista escassez de componentes relevantes e matérias-primas provenientes do Japão", afirmou a empresa em comunicado, acrescentando que um cenário completo da situação ainda não está disponível.

Cerca de 12% dos componentes utilizados pela Nokia são originários do Japão, mas este volume pode representar um percentual maior por conta de uma recente renegociação com fornecedores.

- A Nokia está numa situação bastante difícil. O total de celulares que ela vende significa que está mais vulnerável a rompimentos inesperados por fornecimento de componentes do que as rivais - disse Ben Wood, chefe de pesquisa na CCS Insight. - Esta é a última coisa que a empresa precisa enquanto lida com a polêmica da nova estratégia anunciada por Stephen Elop.

(Leia mais: Nokia deve esperar nova versão do Windows Phone para lançar aparelhos com sistema Microsoft )

No mês passado, Elop, o novo presidente-executivo da Nokia, apresentou uma nova estratégia de software para a companhia que vem lutando para driblar rivais, com foco em hardware e utilização de software da Microsoft.

A Nokia também desembolsou mais de US$ 6 milhões em março por ele ter deixado a Microsoft em setembro passado para ingressar na empresa finlandesa. Os gastos da empresa não são poucos, e uma crise no setor pode abalar o crescimento esperado para 2011.

O Globo