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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rato morde pênis de homem preso e o culpado é o governo. Entenda:

Juiz autoriza preso mordido no pênis 'por rato' a processar governo nos EUA

O americano vai processar o governo local pela mordida
Em Long Island um homem que acordou na cadeia encontrou um rato roendo seus órgãos genitais, está processando condado de Nassau por "não protegê-lo adequadamente de roedores". Ele foi preso em Nassau County Correctional Center em 2007 sob a acusação de ameaçar a esposa. Parece que Peter Solomon estava atrás das grades apenas uma semana antes do rato tentar fazer-lhe um eunuco.

Salomon, um veterano do Vietnã de TEPT, tinham sido transferido para as instalações da unidade de observação mental e, dormindo em sua cela numa noite, um rato saiu de dentro do colchão e mordeu o seu pênis. Ele foi tratado e vacinado contra raiva em um hospital próximo

Um juiz do Estado de Nova Iorque, no nordeste dos Estados Unidos, determinou que Peter Salomon que alega ter sido mordido no pênis por um roedor na cadeia poderá processar o governo local.

Peter Solomon, de 50 anos, alega que os carcereiros do Condado de Nassau, perto da cidade de Nova Iorque, sabiam que a ala onde ele foi mantido estava infestada de roedores.

Em documentos relativos ao processo, obtidos pela BBC, ele alega um rato ou “um roedor similar” apareceu de um buraco em seu colchão durante a noite e o mordeu no pênis e na mão.

Solomon sustenta que foi vítima de negligência e que teve que tomar uma série de vacinas antirrábicas após ter sido mordido.

Além disso, Solomon acusa os guardas da cadeia de tê-lo maltratado porque ele é negro.

Mordida

Representantes do Condado de Nassau (alvo da ação de Solomon) pediram o arquivamento do processo sob o argumento de que não há evidências de que o homem foi ferido seriamente.

Eles também alegam que não sabiam que havia risco de um incidente e afirmam que a infestação de ratos na cadeia não existe.

Eles disseram ainda que os ferimentos do detento não precisaram de pontos e que eram meramente psicológicos.

Em seu parecer sobre o caso, o juiz Arthur Spatt disse que o processo movido pelo detento pode prosseguir, mas registrou que "os dois lados discutem se o roedor era um rato ou um camundongo, se Solomon foi mordido ou arranhado, e a natureza e extensão de seus ferimentos".

Solomon, um veterano da Guerra do Vietnã, foi preso em fevereiro de 2007, acusado de ter ameaçado sua esposa.

O homem, que diz sofrer de estresse pós-traumático, foi depois transferido para uma unidade de observação médica devido à possibilidade de que estivesse sofrendo de transtornos psiquiátricos.

BBC Brasil e http://gothamist.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Filme conta drama de gêmeo criado como menina após perder o pênis

O drama de um menino canadense criado como menina após perder o pênis em um acidente durante um procedimento de circuncisão nos anos 1960 é o tema de um programa transmitido nesta semana pelo Serviço Mundial da BBC.

Documentário da emissora britânica BBC conta a história
dramática de menino criado como menina após perder o pênis
Os gêmeos Bruce e Brian Reimer nasceram como meninos perfeitos, mas após sete meses, começaram a apresentar dificuldades para urinar.

Sob orientação médica, os pais, Janet e Ron, levaram os dois a um hospital para serem circuncidados.

Na manhã seguinte, eles receberam uma ligação telefônica devastadora -- Bruce tinha sido envolvido em um acidente.

Os médicos usaram uma agulha cauterizadora em vez de um bisturi. O equipamento elétrico apresentou problemas, e a elevação súbita da corrente elétrica queimou completamente o pênis de Bruce.

A operação de Brian foi cancelada, e o casal levou os gêmeos de volta para casa.

PSICÓLOGO

Vários meses se passaram, e eles não tinham ideia do que fazer até que um dia encontraram um homem que mudaria suas vidas e as vidas de seus filhos para sempre.
John Money era um psicólogo especializado em mudança de sexo. Ele acreditava que não era tanto a biologia que determinava se somos homens ou mulheres, mas a maneira como somos criados.

"Estávamos assistindo a TV", lembra Janet. "O doutor Money estava lá, muito carismático, e parecia muito inteligente e muito confiante no que estava falando."

Janet escreveu para Money, e poucas semanas depois ela levou Bruce para vê-lo em Baltimore, nos Estados Unidos.

Para o psicólogo, o caso representava uma experiência ideal. Ali estava uma criança a qual ele acreditava que poderia ser criada como sendo do sexo oposto e que trazia até mesmo seu grupo de controle com ele -- um gêmeo idêntico.

Se funcionasse, a experiência daria uma evidência irrefutável de que a criação pode se sobrepor à biologia, e Money genuinamente acreditava que Bruce tinha uma chance melhor de levar uma vida feliz como mulher do que como um homem sem pênis.

Então, quando Bruce tinha 17 meses de idade, se transformou em Brenda. Quatro meses depois, no dia 3 de julho de 1967, o primeiro passo cirúrgico para a mudança foi tomado, com a castração.

SEGREDO

Money enfatizou que, se quisessem garantir que a mudança de sexo funcionasse, os pais nunca deveriam contar a Brenda ou ao seu irmão gêmeo que ela havia nascido como menino.

A partir de então, eles passaram a ter uma filha, e todos os anos eles visitavam Money para acompanhar o progresso dos gêmeos, no que se tornou conhecido como o "caso John/Joan". A identidade de Brenda foi mantida em segredo.

"A mãe afirmou que sua filha era muito mais arrumada do que seu irmão e, em contraste com ele, não gostava de ficar suja", registrou Money em uma das primeiras consultas.

Mas em contraste, ele também observou: "A menina tinha muitos traços de menina moleque, como uma energia física abundante, um alto nível de atividade, teimosia e era frequentemente a figura dominante num grupo de meninas".

Em 1975, as crianças tinham 9 anos, e Money publicou um artigo detalhando suas observações. A experiência, segundo ele, tinha sido um sucesso total.

"Ninguém mais sabe que ela é a criança cujo caso eles leram nos noticiários na época do acidente", afirmou.

"O comportamento dela é tão normalmente o de uma garotinha ativa e tão claramente diferente, por comparação, do comportamento de menino de seu irmão gêmeo, que não dá margem para as conjecturas de outros."

SUICIDA

No entanto, na época em que Brenda chegou à puberdade, aos 13 anos, ela sentia impulsos suicidas.

"Eu podia ver que Brenda não era feliz como menina", lembrou Janet. "Ela era muito rebelde. Ela era muito masculina e eu não conseguia convencê-la a fazer nada feminino. Brenda quase não tinha amigos enquanto crescia. Todos a ridicularizavam, a chamavam de mulher das cavernas. Ela era uma garota muito solitária."

Ao observar a tristeza da filha, os pais de Brenda pararam com as consultas com John Money. Logo depois, eles fizeram algo que Money tinha pedido para que não fizessem: contaram a ela que Brenda tinha nascido como um menino.

Semanas depois, Brenda escolheu se transformar em David. Ele passou por uma cirurgia de reconstrução do pênis e até se casou. Ele não podia ter filhos, mas adorou ser o padrasto dos três filhos de sua esposa.

Mas, o que David não sabia, era que seu caso tinha sido imortalizado como "John/Joan", em artigos médicos e acadêmicos a respeito de mudança de sexo e que o "sucesso" da teoria de Money estava afetando outros pacientes com problemas semelhantes aos deles.

"Ele não tinha como saber que seu caso tinha ido parar em uma ampla série de livros de teoria médica e psicológica e que estava estabelecendo os protocolos sobre como tratar hermafroditas e pessoas que tinham perdido o pênis", disse John Colapinto, um jornalista do "The New York Times", que descobriu a história de David.

"Ele mal conseguia acreditar que (sua história) estava sendo divulgada por aí como um caso bem sucedido e que estava afetando outras pessoas como ele."

DEPRESSÃO

Quando passou dos 30 anos, David entrou em depressão. Ele perdeu o emprego e se separou da esposa.

Na primavera de 2002 seu irmão morreu devido a uma overdose de drogas.

Dois anos depois, no dia 4 de maio de 2004, quando David estava com 38 anos, os pais, Janet e Ron Reimer, receberam uma visita da polícia que os informou que seu filho tinha cometido suicídio.

"Eles pediram que nos sentássemos e falaram que tinham notícias ruins, que David estava morto. Eu apenas chorei", conta Janet.

Casos como o "John/Joan", quando ocorre um acidente, são muito raros. Mas decisões ainda estão sendo tomadas sobre como criar uma criança, como menino ou menina, se ela sofre do que atualmente é conhecido como Distúrbio do Desenvolvimento Sexual.

"Agora temos equipes multidisciplinares, que funcionam bem, em todo o país, então a decisão será tomada por uma ampla série de profissionais", explicou Polly Carmichael, do Hospital Great Ormond Street, de Londres.

"Os pais ficarão muito mais envolvidos em termos do processo da tomada de decisão", acrescentou.

Carmichael afirma que, segundo sua experiência, estas decisões tem sido mais bem sucedidas para ajudar as crianças a levar uma vida feliz quando crescerem.

"Fico constantemente surpresa como, com apoio, estas crianças são capazes de enfrentar e lidar (com o problema)", disse.


A BBC BRASIL