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sábado, 19 de maio de 2012

Ladrões escolhem mal suas vítimas, levam surra e entram em lista; confira

Lista traz ladrões que apanharam ao escolher mal suas vítimas
Nos EUA, bandido apanhou ao tentar roubar lutador de MMA.
Na Inglaterra, ladrão ficou olho roxo ao escolher ex-boxeador.


Veja lista com ladrões que acabaram apanhando ao escolherem as vítimas erradas. No ano passado, Anthony Miranda tentou roubar um lutador de MMA (artes marciais mistas) em Chicago, no estado de Illinois (EUA), e acabou com o rosto cheio de hematomas. Na Inglaterra, ladrão ficou olho roxo ao tentar roubar ex-boxeador.
Anthony Miranda apanhou ao tentar roubar lutador. (Foto: Divulgação)

Em 2009, Gregory McCalium ficou com um olho roxo, os lábios inchados e uma sentença de quatro anos e meio de prisão ao tentar assaltar a um idoso em Botley, na região de Oxford, na Inglaterra. Para azar do ladrão, a vítima era Frank Corti, um ex-lutador de boxe. (Foto: Reprodução)
Em 2011, um ladrão se deu mal em Boynton Beach, no estado da Flórida (EUA). Ele tentou roubar Fred Kemp, sem imaginar que ele era um ex-lutador. Kemp conseguiu desarmar Richard Nowling e o dominou com um golpe mata-leão, técnica popular de luta conhecida também como gravata. (Foto: Reprodução)
Em janeiro deste ano, a americana Victoria Jones usou o pé da cama para expulsar um invasor que havia entrado em sua casa em Raleigh, no estado da Carolina do Norte (EUA). O bandido ficou com um dos olhos inchados. (Foto: Reprodução)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Resgatado e identificado 1 dos 8 corpos das vítimas da queda helicóptero usado na reconstituição da chacina de Doverlândia


GO: identificado 1º corpo de queda de helicóptero em reconstituição


A aeronave era utilizada na reconstituição da chacina de Doverlândia e fazia o trajeto de volta para Goiânia
Foto: Benedito Braga/Jornal Hoje/Agência Estado


Foi identificada na manhã desta quarta-feira a primeira vítima fatal do acidente envolvendo um helicóptero da Polícia Civil. A aeronave caiu ontem com oito tripulantes enquanto fazia a reconstituição de uma chacina, próximo ao município de Piranhas (a 325 km de Goiânia). O corpo identificado é do delegado Vinícius Batista da Silva, 33 anos.

Todos os ocupantes do helicóptero morreram no acidente: os delegados Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, 64 anos; Bruno Rosa Carneiro, 32 anos; Jorge Moreira da Silva, 53 anos; Osvalmir Carrasco Melati Júnior, 38 anos; Vinícius Batista da Silva, 33 anos; os peritos Fabiano de Paula Silva, 37 anos; Marcel de Paula Oliveira, 31 anos; e Aparecido de Souza Alves, 22 anos, principal suspeito da chacina. A aeronave, modelo Koala, explodiu ao sobrevoar uma fazenda.

No final desta manhã, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás confirmou que foram encontrados os corpos de todas as vítimas. Com exceção do primeiro, que foi projetado para fora e por isso foi achado com mais facilidade, todos os corpos foram encontrados em meio aos destroços do helicóptero. Eles devem chegar ao Instituto Médico Legal de Goiânia até o final da tarde.

Segundo a SSP, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos coordena a investigação sobre as causas do acidente. Acompanham a apuração os delegados Alexandre Pinto Lourenço, adjunto da Delegacia Estadual de Homicídios e Kleyton Manoel Dias, adjunto da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores.

Na manhã de hoje, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o secretário de Segurança Pública, João Furtado Neto, sobrevoaram o local e acompanharam o trabalho de resgate.



MIRELLE.IRENE
Terra


terça-feira, 15 de março de 2011

Civilidade em meio ao caos: em abrigo, vítimas de terremoto e tsunami no Japão dão lição de paciência e gentileza

SENDAI, Japão - Num abrigo improvisado tomado por famílias japonesas com crianças pequenas, todos vivendo o que consideram ser os momentos mais difíceis de suas vidas, a mãe de duas meninas faz uma reverência para a jornalista estrangeira que a aborda e responde gentilmente: "Sim, posso dar entrevista. Muito prazer em conhecê-la". A moça conta sua história - seu prédio está ameaçado de desabamento, e ela não pode voltar - com um semblante cansado, mas de um jeito contido. Está sem perspectivas, mas não pede ajuda de quem ainda tem água, comida e combustível - três itens que valem ouro no nordeste do Japão - nem diz palavras que possam soar como um protesto contra as autoridades ou um lamento contra seu destino. Os japoneses estão sofrendo muito, a situação é dramática em algumas áreas, mas é impressionante a maneira ordeira como se comportam no pior dos momentos.

Em dois dias, o GLOBO percorreu 1.200 quilômetros de carro pelo interior do país, saindo de Tóquio em direção a Sendai. Filas em postos de gasolina, supermercados e lojas de conveniência são agora a principal paisagem da província de Miyagi, que contabiliza o maior número de mortos. Mas são exatamente isso: filas, e não tumultos. É uma sociedade acostumada a seguir regras, mesmo quando o que mais temem - imprevistos - acontece. Há engarrafamentos em alguns pontos das estradas, mas tentar escapar pelo acostamento, por exemplo, é uma cena impensável.

Gente que já não tem para onde voltar espera nos abrigos improvisados as próximas ordens - em silêncio. Alguns compartilham suas experiências, mas nada tem a marca do exagero. Falam baixo e pausadamente, sem atropelos. É uma das muitas regras do rígido e organizado país que, não se pode esquecer, é um arquipélago: o coletivo é mais importante do que o individual, e não se destacar - ser igual - é uma virtude. É uma filosofia que custa caro para quem quer exatamente o oposto - ser diferente - mas em momentos como este, de tragédia nacional, o resultado é exemplar.

Depois de conversar com a mãe das meninas, uma faxineira que ajudara a salvar os vizinhos de seu apartamento, arrombando uma porta de emergência que travara após o terremoto, a equipe de reportagem do GLOBO deixa o abrigo e tenta avançar em direção ao litoral. No meio do caminho, um problema é constatado: a carteira com cartões de crédito e mais de US$ 700 ficara para trás, num momento de desatenção. Os japoneses gostam de receber o cartão de visita das pessoas com quem falam e, na pressa para vasculhar a bolsa em busca dessa identificação, provavelmente a carteira caíra. A primeira reação de uma brasileira é dizer que nem adiantava voltar, era melhor cancelar os cartões e dar o dinheiro como perdido. O japonês que dirigia o carro do GLOBO, o fotógrafo Suzuki Kantaro, se espantou e avisou:

- Vamos voltar e a carteira estará lá. Não existe outra possibilidade.

Voltamos. E a carteira estava lá. Havia sido achada e entregue, intacta, para os funcionários da escola transformada em abrigo, um lugar onde as pessoas já não têm quase nada, mas davam mais uma tremenda lição de dignidade e correção.

Claudia Sarmento
O GLOBO