Vigilante relata que sua função é evitar olhares libidinosos de gays a heterossexuais que visitam o local
O Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, criou nos últimos meses um posto insólito: o de segurança de banheiro. Leandro, de 45 anos, foi recrutado para passar o dia em vigilância do toalete masculino do terceiro piso, que atende às nove salas do cinema, para evitar - ou inibir - paquera de homens no local. Ele explica que o shopping precisou tomar uma providência, porque algumas pessoas se sentiam incomodadas com os olhares dos gays.
Em seu tempo de trabalho como segurança de banheiro, oito meses, Leandro ouviu apenas uma queixa de um senhor que avisou que havia um rapaz se exibindo. A orientação do shopping, segundo Leandro, é mostrar ao "infrator" uma placa na parede com os dizeres: "A prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano".
A assessoria do Frei Caneca diz: "A função dele (Leandro), como a de outros profissionais que permanecem fixos nas áreas de maior circulação, é de zelar pela segurança dos frequentadores. Nossa equipe se divide em profissionais que circulam pelos andares e outros que são mantidos fixos em pontos-chave", afirmou o superintendente do Frei Caneca, Carlo Zanetti. Dias depois, a assessoria do shopping informou que a administração havia repensado seu sistema de segurança e retirado Leandro da porta do banheiro masculino. Na semana passada, porém, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo voltou ao shopping em dias diferentes e verificou que o segurança permanece no local. (Com Agência Estado)
As paqueras entre homens nos banheiros do 3º piso do Shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo, estão proibidas. Há alguns meses, o estabelecimento comercial contratou seguranças de banheiro, que montam guarda na porta dos toaletes masculinos para inibir os namoros e pegações no espaço. "Teve gente que se sentiu incomodada (com olhares libidinosos dos gays)”, justificou o funcionário Leandro, de 45 anos, recrutado para passar o dia a vigiar o local. A orientação do shopping, segundo ele, é mostrar aos paqueradores uma placa na parede com os dizeres: "A prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano". Em toda a sua gestão, que já dura cerca de oito meses, Leandro ouviu apenas uma queixa, "de um senhor que avisou que havia um rapaz se exibindo". A assessoria do Frei Caneca disse que "a informação passada pelo segurança foi de interpretação pessoal". "A função dele, como a de outros profissionais que permanecem fixos nas áreas de maior circulação, é de zelar pela segurança dos frequentadores. Nossa equipe se divide em profissionais que circulam pelos andares e outros que são mantidos fixos em pontos-chave", afirmou. Informações do G1.
Mostrando postagens com marcador gay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gay. Mostrar todas as postagens
domingo, 15 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Pesquisa diz que pacientes gays são mais resistentes ao câncer
Um estudo americano verificou uma incidência maior de sobreviventes de câncer entre os homens homossexuais do que entre os heterossexuais. O estudo, publicado na última edição da revista especializada Cancer, não oferece explicações para o fenômeno e sugere que novas pesquisas são necessárias para determinar a razão para a ligação.
Os pesquisadores analisaram dados de entrevistas com 122.345 pessoas na Califórnia em 2001, 2003 e 2005. 3.690 homens e 7.252 mulheres disseram ter tido câncer em algum momento de suas vidas.
Os entrevistados também responderam sobre suas opções sexuais - 1.493 homens e 918 mulheres se descreveram como gays, e 1.116 mulheres se disseram bissexuais.
O cruzamento dos dados indicou que a proporção de homens gays que tiveram câncer era quase duas vezes maior do que a dos homens heterossexuais que tiveram câncer no passado.
Além disso, a pesquisa indicou que os homens homossexuais que tiveram câncer tinham desenvolvido a doença na média uma década antes do que os homens heterossexuais que tiveram câncer.
A pesquisa não identificou nenhuma ligação parecida em relação às mulheres, mas verificou que as mulheres lésbicas e bissexuais tinham uma situação de saúde mais precária após sofrerem de câncer do que as mulheres heterossexuais.
Razões
Para a coordenadora do estudo, Ulrike Boehmer, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, o resultado do estudo não permite dizer que "homens gays têm um risco maior de ter câncer" porque as razões por trás da incidência maior verificada na pesquisa podem ser complicadas.
Segundo ela, mais pesquisas são necessárias para determinar se os homens homossexuais realmente têm mais tumores ou se têm uma taxa de sobrevivência maior.
Os autores da pesquisa especulam ainda que a diferença no número de casos de sobreviventes de câncer pode estar relacionado ao maior número de câncer do ânus entre homens homossexuais ou a tipos de câncer relacionados à infecção pelo vírus HIV.
Diferenças
A análise da situação de saúde dos sobreviventes de câncer também indicou diferenças baseadas na orientação sexual.
As mulheres lésbicas e bissexuais tiveram até duas vezes mais chance de relatar "saúde precária" do que as mulheres heterossexuais. O fenômeno não foi identificado em relação aos homens homossexuais.
Boehmer diz que "uma explicação comum para a razão de as mulheres lésbicas e bissexuais terem se declarado mais com saúde precária do que as mulheres heterossexuais é o estresse de minoria, que sugere que as mulheres lésbicas e bissexuais têm uma saúde pior, incluindo a saúde psicológica, por causa da discriminação, do preconceito e da violência a que estão sujeitas".
Segundo ela, o resultado de seu estudo indica a necessidade de "mais serviços para melhorar o bem-estar de mulheres lésbicas e bissexuais sobreviventes de câncer" e de programas "concentrados na prevenção primária de câncer e na detecção de câncer em estágio inicial" em homens homossexuais.
r7
Os pesquisadores analisaram dados de entrevistas com 122.345 pessoas na Califórnia em 2001, 2003 e 2005. 3.690 homens e 7.252 mulheres disseram ter tido câncer em algum momento de suas vidas.
Os entrevistados também responderam sobre suas opções sexuais - 1.493 homens e 918 mulheres se descreveram como gays, e 1.116 mulheres se disseram bissexuais.
O cruzamento dos dados indicou que a proporção de homens gays que tiveram câncer era quase duas vezes maior do que a dos homens heterossexuais que tiveram câncer no passado.
Além disso, a pesquisa indicou que os homens homossexuais que tiveram câncer tinham desenvolvido a doença na média uma década antes do que os homens heterossexuais que tiveram câncer.
A pesquisa não identificou nenhuma ligação parecida em relação às mulheres, mas verificou que as mulheres lésbicas e bissexuais tinham uma situação de saúde mais precária após sofrerem de câncer do que as mulheres heterossexuais.
Razões
Para a coordenadora do estudo, Ulrike Boehmer, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, o resultado do estudo não permite dizer que "homens gays têm um risco maior de ter câncer" porque as razões por trás da incidência maior verificada na pesquisa podem ser complicadas.
Segundo ela, mais pesquisas são necessárias para determinar se os homens homossexuais realmente têm mais tumores ou se têm uma taxa de sobrevivência maior.
Os autores da pesquisa especulam ainda que a diferença no número de casos de sobreviventes de câncer pode estar relacionado ao maior número de câncer do ânus entre homens homossexuais ou a tipos de câncer relacionados à infecção pelo vírus HIV.
Diferenças
A análise da situação de saúde dos sobreviventes de câncer também indicou diferenças baseadas na orientação sexual.
As mulheres lésbicas e bissexuais tiveram até duas vezes mais chance de relatar "saúde precária" do que as mulheres heterossexuais. O fenômeno não foi identificado em relação aos homens homossexuais.
Boehmer diz que "uma explicação comum para a razão de as mulheres lésbicas e bissexuais terem se declarado mais com saúde precária do que as mulheres heterossexuais é o estresse de minoria, que sugere que as mulheres lésbicas e bissexuais têm uma saúde pior, incluindo a saúde psicológica, por causa da discriminação, do preconceito e da violência a que estão sujeitas".
Segundo ela, o resultado de seu estudo indica a necessidade de "mais serviços para melhorar o bem-estar de mulheres lésbicas e bissexuais sobreviventes de câncer" e de programas "concentrados na prevenção primária de câncer e na detecção de câncer em estágio inicial" em homens homossexuais.
r7
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Sobrevivente conta como era o sexo gay no campo de concentração nazista
De 1937 a 1945, cerca de 500 homens usavam o triângulo rosa no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha. Era assim que os nazistas estigmatizavam os homossexuais, principalmente efeminados. Entre eles, estava Rudolf Brazda, filho de pais tchecos, deportado para lá por ser gay. Ficou preso durante 32 meses. Último sobrevivente homossexual de Buchenwald, ele conta agora sua história no livro "Triângulo Rosa", lançamento da Mescla Editorial.
No campo de concentração, os gays eram usados como cobaias. No fim de 1944, o médico dinamarquês Carl Vaerner, nazista convicto, testava tratamentos de "inversão da polaridade sexual" com homossexuais.
"Sua especialidade? O implante de uma glândula artificial na virilha do sujeito para liberar hormônios aí. Ele tem esperança nos efeitos positivos sobre a preferência sexual de suas cobaias", relata o livro na página 128.
Quem portava o triângulo rosa e soava efeminado era a presa preferida dos abusos sexuais no campo de concentração. Não precisava nem ser gay.
"Nos dormitórios, não raro um preso desliza de um leito para o outro, homossexual ou não. Quando não pertencem ao mesmo barracão, certos prisioneiros podem também se encontrar durante o dia. É o caso daqueles que trabalham fora do campo e são menos vigiados, como os telhadores. Os telhados, as dependências, as escadas podem tornar-se um local propício para os contatos sexuais", narra a obra na página 134.
O sobrevivente conta que havia relações consentidas e que só poucos prisioneiros se ofendiam de verdade. Era preciso não chamar atenção, a fim de evitar ser surpreendido pela SS (guarda nazista). A SS supeitava de atos homossexuais entre os prisioneiros, mas não os toleravam, pois eram considerados uma violação do regulamento do campo.
Histórias sobre as humilhações e insultos que os gays sofriam em Buchenwald acrescentam um capítulo terrível sobre o Holocausto, abordando um assunto antes tabu nos tradicionais relatos sobre os crimes nazistas. "Triângulo Rosa" vai além de narrar apenas a experiência emocionante de um único sobrevivente. Também ilustra como o ódio aos homossexuais naquele tempo sinistro da história ainda se assemelha muito com os recentes casos de homofobia no mundo.
Folha Online
No campo de concentração, os gays eram usados como cobaias. No fim de 1944, o médico dinamarquês Carl Vaerner, nazista convicto, testava tratamentos de "inversão da polaridade sexual" com homossexuais.
"Sua especialidade? O implante de uma glândula artificial na virilha do sujeito para liberar hormônios aí. Ele tem esperança nos efeitos positivos sobre a preferência sexual de suas cobaias", relata o livro na página 128.
Quem portava o triângulo rosa e soava efeminado era a presa preferida dos abusos sexuais no campo de concentração. Não precisava nem ser gay.
"Nos dormitórios, não raro um preso desliza de um leito para o outro, homossexual ou não. Quando não pertencem ao mesmo barracão, certos prisioneiros podem também se encontrar durante o dia. É o caso daqueles que trabalham fora do campo e são menos vigiados, como os telhadores. Os telhados, as dependências, as escadas podem tornar-se um local propício para os contatos sexuais", narra a obra na página 134.
O sobrevivente conta que havia relações consentidas e que só poucos prisioneiros se ofendiam de verdade. Era preciso não chamar atenção, a fim de evitar ser surpreendido pela SS (guarda nazista). A SS supeitava de atos homossexuais entre os prisioneiros, mas não os toleravam, pois eram considerados uma violação do regulamento do campo.
Histórias sobre as humilhações e insultos que os gays sofriam em Buchenwald acrescentam um capítulo terrível sobre o Holocausto, abordando um assunto antes tabu nos tradicionais relatos sobre os crimes nazistas. "Triângulo Rosa" vai além de narrar apenas a experiência emocionante de um único sobrevivente. Também ilustra como o ódio aos homossexuais naquele tempo sinistro da história ainda se assemelha muito com os recentes casos de homofobia no mundo.
Folha Online
sábado, 23 de abril de 2011
Romário se declara a favor do casamento gay: sou a favor da felicidade.
Em entrevista, o deputado federal e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) afirmou ser totalmente favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A fala veio após elogiar a postura de outro deputado, o ex-BBB Jean Wyllys (PSOL-RJ), declaradamente homossexual e militante dos direitos desta parcela da população, quando comentava a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que legaizaria o casamento civil gay de autoria do colega.
"O Jean é um cara muito inteligente (...) sou a favor da felicidade. Se as pessoas se casam e são felizes, independente do sexo, é o que vale", completou o baixinho.
Jovem Pan Online
A fala veio após elogiar a postura de outro deputado, o ex-BBB Jean Wyllys (PSOL-RJ), declaradamente homossexual e militante dos direitos desta parcela da população, quando comentava a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que legaizaria o casamento civil gay de autoria do colega.
"O Jean é um cara muito inteligente (...) sou a favor da felicidade. Se as pessoas se casam e são felizes, independente do sexo, é o que vale", completou o baixinho.
Jovem Pan Online
quarta-feira, 30 de março de 2011
Após 46 anos, mulher vê que marido é gay
Viúva relata em livro choque ao descobrir 'vida secreta gay' do marido
Sally Ryder Brady conta jornada 'agridoce' em livro de memórias de seu casamento de 46 anos.
Ao mesmo tempo em que lidava com a dor de ter se tornado viúva, após um casamento de 46 anos, a americana Sally Ryder Brady se viu, em 2008, diante de outro desafio: o que fazer com a constatação de que seu marido era homossexual?
Esse é o tema do recém-lançado livro A Box of Darkness (St Martin's Press), em que Sally tenta mostrar como tentou fazer as pazes, na viuvez, com as 'duas vidas' de seu marido, Upton.
Em uma delas, Upton era carinhoso, bom pai, divertido, inteligente, erudito, um editor bem-sucedido. Na outra vida, era introspectivo, violento, homofóbico, com tendências ao alcoolismo - e gay.
Em seu site, a autora diz que a jornada 'agridoce' pela qual passou ao redescobrir seu marido atesta 'os desafios e os prazeres universais do amor duradouro'.
A constatação da homossexualidade ocorreu pouco após a morte de Upton, de causas naturais, em 2008, quando Sally encontrou uma pilha de revistas de nudez masculina em meio aos pertences do marido. 'Respirei fundo diversas vezes, sentindo-me de repente sem oxigênio e um pouco doente', recorda ela em seu livro.
A cena a levou de volta a 1970, quando, após uma noite de bebedeira, Upton admitiu para Sally ter tido relações homossexuais com um velho amigo. Ele atribuiu o ocorrido ao álcool e à 'negligência' da esposa, que não estaria lhe dando atenção suficiente.
Pouco depois de fazer a confissão, Upton encerrou a conversa. E nunca mais o casal tocou no assunto.
'Será que eu sabia?'
Com a descoberta das revistas pornográficas, a questão voltou a atormentar Sally.
'Quero jogá-las (as revistas) fora, mas, como um advogado ou detetive coletando provas, coloco-as de volta na gaveta. Rendo-me a uma enxurrada de tristeza - primeiro, a tristeza de autopiedade de uma amante enganada; então, a tristeza pelo sexo que compartilhamos tão pouco nos últimos 15 anos; finalmente, tristeza por Upton e pelo grande fardo de seu segredo. Como eu posso não ter sabido que ele era gay? Ou será que eu sabia?'
Sally conversou com os quatro filhos, com amigos e com a terapeuta de Upton e constatou que pouco se sabia dessa 'vida secreta' do marido e ele havia mantido sua homossexualidade em uma existência isolada.
'Não (eram) dois Uptons, mas duas realidades, dois mundos que ele deve ter lutado durante toda a sua vida para manter separado. (...) Posso passar o resto da minha vida tentando entendê-lo. Mas quem pode realmente saber o que passa no coração de outra pessoa? O que sei é que Upton me escolheu e que me amou. Acho que isso é suficiente', conclui a autora em sua obra.
O livro recebeu críticas distintas. Uma resenha no Washington Post desdenhou o fato de 'sentirmos como se tivéssemos assistido uma esposa arrastar seu marido (aos holofotes) e dar-lhe o tratamento que ele deve ter merecido. Exceto pelo fato de que ele está morto'.
Já texto do New York Times pondera que 'ainda que nós, como leitores, fiquemos perturbados pela certeza de que Upton ficaria aterrorizado pela versão pública de sua história, é mérito (de Sally) o fato de que sentimos tanta compaixão pelo sofrimento dele quanto pelo dela'.
G1
Sally Ryder Brady conta jornada 'agridoce' em livro de memórias de seu casamento de 46 anos.
Ao mesmo tempo em que lidava com a dor de ter se tornado viúva, após um casamento de 46 anos, a americana Sally Ryder Brady se viu, em 2008, diante de outro desafio: o que fazer com a constatação de que seu marido era homossexual?
Esse é o tema do recém-lançado livro A Box of Darkness (St Martin's Press), em que Sally tenta mostrar como tentou fazer as pazes, na viuvez, com as 'duas vidas' de seu marido, Upton.
Em uma delas, Upton era carinhoso, bom pai, divertido, inteligente, erudito, um editor bem-sucedido. Na outra vida, era introspectivo, violento, homofóbico, com tendências ao alcoolismo - e gay.
Em seu site, a autora diz que a jornada 'agridoce' pela qual passou ao redescobrir seu marido atesta 'os desafios e os prazeres universais do amor duradouro'.
A constatação da homossexualidade ocorreu pouco após a morte de Upton, de causas naturais, em 2008, quando Sally encontrou uma pilha de revistas de nudez masculina em meio aos pertences do marido. 'Respirei fundo diversas vezes, sentindo-me de repente sem oxigênio e um pouco doente', recorda ela em seu livro.
![]() |
| Livro recebeu críticas distintas (Foto: Divulgação - St Martin's Press) |
Pouco depois de fazer a confissão, Upton encerrou a conversa. E nunca mais o casal tocou no assunto.
'Será que eu sabia?'
Com a descoberta das revistas pornográficas, a questão voltou a atormentar Sally.
'Quero jogá-las (as revistas) fora, mas, como um advogado ou detetive coletando provas, coloco-as de volta na gaveta. Rendo-me a uma enxurrada de tristeza - primeiro, a tristeza de autopiedade de uma amante enganada; então, a tristeza pelo sexo que compartilhamos tão pouco nos últimos 15 anos; finalmente, tristeza por Upton e pelo grande fardo de seu segredo. Como eu posso não ter sabido que ele era gay? Ou será que eu sabia?'
Sally conversou com os quatro filhos, com amigos e com a terapeuta de Upton e constatou que pouco se sabia dessa 'vida secreta' do marido e ele havia mantido sua homossexualidade em uma existência isolada.
'Não (eram) dois Uptons, mas duas realidades, dois mundos que ele deve ter lutado durante toda a sua vida para manter separado. (...) Posso passar o resto da minha vida tentando entendê-lo. Mas quem pode realmente saber o que passa no coração de outra pessoa? O que sei é que Upton me escolheu e que me amou. Acho que isso é suficiente', conclui a autora em sua obra.
O livro recebeu críticas distintas. Uma resenha no Washington Post desdenhou o fato de 'sentirmos como se tivéssemos assistido uma esposa arrastar seu marido (aos holofotes) e dar-lhe o tratamento que ele deve ter merecido. Exceto pelo fato de que ele está morto'.
Já texto do New York Times pondera que 'ainda que nós, como leitores, fiquemos perturbados pela certeza de que Upton ficaria aterrorizado pela versão pública de sua história, é mérito (de Sally) o fato de que sentimos tanta compaixão pelo sofrimento dele quanto pelo dela'.
G1
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Comédia italiana ironiza preconceitos contra os gays
SÃO PAULO (Reuters) - Sair ou não do armário, eis a questão para Tommaso Cantone (Riccardo Scamarcio), protagonista da comédia italiana "O Primeiro que Disse".
Um dos herdeiros de um pastifício tradicional em Lecce, sul da Itália, há muito tempo Tommaso vive em Roma. Segundo pensam os pais, estuda Administração e logo deve voltar para ocupar seu posto na empresa, casar e ter filhos.
Na verdade, o jovem estuda literatura, vive com o namorado, Marco (Carmine Recano) e tudo o que quer da vida é tornar-se escritor.
Aproveita uma viagem de volta para tentar resolver o impasse, contando a verdade à família e vivendo feliz longe dela - já que acredita que sua confissão implicará ser expulso do lar paterno.
Tommaso anuncia seus planos ao irmão, Antonio (Alessandro Preziosi), que há anos administra a empresa com o pai. É com surpresa, no entanto, que Tommaso assiste ao irmão anunciar a sua homossexualidade primeiro, no jantar que era para ser a sua revelação.
O pai, Vincenzo (Ennio Fantastichini), passa mal, segue-se um pequeno escândalo. Tommaso vê-se no incômodo papel de continuar bancando o "filho certinho" que fica obrigado, daí em diante, a conduzir a empresa.
A viagem de libertação vira uma armadilha pois Tommaso acha que, se levasse adiante seu plano, mataria o pai, sulista e conservador e, quem sabe, também a mãe carola (Lunetta Salvino). O rapaz passa a trabalhar no pastifício, que neste momento está recebendo novos sócios, os Brunetti, tendo à frente a bela Alba (Nicole Grimaudo).
O pai não esconde o quanto gostaria que Tommaso e Alba se casassem - mas Alba não é tão cega quanto Vincenzo. Ela até se torna amiga e confidente de Tommaso, já que os dois não se largam, por conta da total inexperiência do rapaz nos negócios.
O futuro do romance com Marco, que telefona com frequência, no entanto, parece incerto.
O roteiro, de autoria do diretor Ferzan Ozpetek ("Um Amor quase Perfeito", "A Janela da Frente") e Ivan Cotroneo, cria uma crônica familiar com riqueza de detalhes e personagens ricos em nuances, além de bastante divertidos.
Vários deles apresentam uma vertente dramática, caso da avó (Ilaria Occhini), cuja história romântica passada justifica uma percepção mais aguda e liberal dos problemas que afligem os netos.
No final, está em foco a boa e velha famiglia italiana tradicional, seu conservadorismo atávico, apesar do grande afeto, e sua cegueira para perceber aquilo que acontece debaixo do próprio nariz.
Nada mais eloquente dessa falta de noção da realidade do que a reação do clã Cantone diante da visita-surpresa de um animado grupo de amigos gays de Tommaso - inclusive Marco -, que ameaça a todo instante implodir o jogo de conveniências que aprisionou o herdeiro.
A chave dramática, porém, é mantida leve. A intenção maior de "O primeiro que disse" é irônica, doce e promete diversão.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)
![]() |
| Tommaso Cantone (Riccardo Scamarcio), protagonista da comédia italiana "O Primeiro que Disse". |
Na verdade, o jovem estuda literatura, vive com o namorado, Marco (Carmine Recano) e tudo o que quer da vida é tornar-se escritor.
Aproveita uma viagem de volta para tentar resolver o impasse, contando a verdade à família e vivendo feliz longe dela - já que acredita que sua confissão implicará ser expulso do lar paterno.
Tommaso anuncia seus planos ao irmão, Antonio (Alessandro Preziosi), que há anos administra a empresa com o pai. É com surpresa, no entanto, que Tommaso assiste ao irmão anunciar a sua homossexualidade primeiro, no jantar que era para ser a sua revelação.
O pai, Vincenzo (Ennio Fantastichini), passa mal, segue-se um pequeno escândalo. Tommaso vê-se no incômodo papel de continuar bancando o "filho certinho" que fica obrigado, daí em diante, a conduzir a empresa.
A viagem de libertação vira uma armadilha pois Tommaso acha que, se levasse adiante seu plano, mataria o pai, sulista e conservador e, quem sabe, também a mãe carola (Lunetta Salvino). O rapaz passa a trabalhar no pastifício, que neste momento está recebendo novos sócios, os Brunetti, tendo à frente a bela Alba (Nicole Grimaudo).
O pai não esconde o quanto gostaria que Tommaso e Alba se casassem - mas Alba não é tão cega quanto Vincenzo. Ela até se torna amiga e confidente de Tommaso, já que os dois não se largam, por conta da total inexperiência do rapaz nos negócios.
O futuro do romance com Marco, que telefona com frequência, no entanto, parece incerto.
O roteiro, de autoria do diretor Ferzan Ozpetek ("Um Amor quase Perfeito", "A Janela da Frente") e Ivan Cotroneo, cria uma crônica familiar com riqueza de detalhes e personagens ricos em nuances, além de bastante divertidos.
Vários deles apresentam uma vertente dramática, caso da avó (Ilaria Occhini), cuja história romântica passada justifica uma percepção mais aguda e liberal dos problemas que afligem os netos.
No final, está em foco a boa e velha famiglia italiana tradicional, seu conservadorismo atávico, apesar do grande afeto, e sua cegueira para perceber aquilo que acontece debaixo do próprio nariz.
Nada mais eloquente dessa falta de noção da realidade do que a reação do clã Cantone diante da visita-surpresa de um animado grupo de amigos gays de Tommaso - inclusive Marco -, que ameaça a todo instante implodir o jogo de conveniências que aprisionou o herdeiro.
A chave dramática, porém, é mantida leve. A intenção maior de "O primeiro que disse" é irônica, doce e promete diversão.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)
sábado, 11 de dezembro de 2010
Luan Santana grava DVD e ri da fama de gay
Quarta-feira, 8 de dezembro. Há três dias, Luan Santana segue a rotina de acordar por volta das 11h, se arrumar e seguir em direção ao HSBC Arena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, local onde será gravado o segundo DVD da carreira do cantor, e aonde chega por volta do meio-dia. Por lá, ele fica até meia-noite, ensaiando e acompanhando os preparativos do trabalho que terá superprodução. Será assim até o sábado, dia 11 de dezembro, dia da gravação.
Para se ter uma ideia, até o elevador que o cantor Michael Jackson usaria na turnê "This is It", Luan mandou buscar. Junto com a novidade, estão mais 900 toneladas de equipamentos que ajudam a compor o palco, telões de alta definição e objetos de cena. O show que servirá de registro para o DVD contará ainda com a participação de Ivete Sangalo, Zezé Di Camargo e Luciano e da cantora espanhola Belinda.
Mas ele não está sozinho. Na porta do local estão acampados cerca de 50 fãs - em sua maioria de adolescentes -, alguns desde o dia 22 de novembro. Tudo para serem os primeiro a chegar próximo ao palco e acompanhar de pertinho a performance do ídolo que em muito se parece com eles. Luan tem apenas 19 anos. Apesar da pouca idade, o discurso do menino nascido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ou do gurizinho - como também é chamado -, é de bastante serenidade em relação ao sucesso meteórico, à fama e até às questões mais delicadas que sempre o perseguem, como sua sexualidade.
"Fechei o ano como o maior vendedor de discos com 400 mil cópias, quebrei o recorde da festa do Peão de Barretos, com 220 mil pessoas presentes na minha apresentação. Fiz 250 shows, em 26 estados do país, 15 milhões de pessoas me assistiram em 2010. Então acho que é normal a galera falar que sou viado, né? (risos)", diz ele feliz da vida e dando de ombros para as insinuações. Sobre isso, sucesso e fãs o EGO foi conversar com Luan Santana. Confira mais!
Preparação para o DVD
"Estou ensaiando desde segunda, chegando meio-dia, indo embora meia-noite. Durmo pouco e fico acordando ao longo da noite. Toda hora tenho uma ideia nova para o show. Está muito corrido. Mas vai ser um grande show. Acho que a principal marca desse trabalho será minha animação. Tem que ter animação do começo ao fim. Gosto muito de interagir com o público. Não tem essa de só cantar comigo, não. Gosto que a galera participe."
Elevador do Michael Jackson "É uma espécie de catapulta que joga a pessoa para o alto. Vi e pensei em trazer. A princípio, achei que fosse muito difícil. Mas fomos atrás e conseguimos trazer dos Estados Unidos. Além dele, vou continuar sendo içado por cabos, vou voar durante o show."
Rio de Janeiro X Sertanejo
"O Rio é a cidade mais linda do mundo. Gravar o DVD aqui representa ultrapassar os limites que ainda existem para o sertanejo. O ritmo, que não era tão forte aqui, agora está super presente. Aliás, o sertanejo está muito forte no país inteiro."
Fãs e Assédio
"Não consegui acostumar ainda, e em cada lugar em que eu vou, o assédio é diferente, cada público é diferente. No Nordeste, por exemplo, elas agarram mais, são mais atiradas."
Sucesso
"Não imaginava que a coisa seria tão grande assim. Pensava que o auge do meu sucesso seria ter uma dupla sertaneja, lá pelos 25 anos de idade. E foi tudo ao contrário. Tenho 19 anos, canto sozinho e está dando tudo certo. Só tenho a agradecer aos meus fãs. Ah, também imaginava que, se desse tudo muito certo, faria show no exterior. Mas até já tenho uma turnê marcada para o ano que vem."
Sem parar
"Não estou tendo muito vida pessoal, não (risos). É só trabalho, trabalho e trabalho. Esse DVD está mexendo muito comigo. Penso nele dia e noite. Faz tempo que não volto para casa. Minha vida pessoal está de lado nesse fim de ano, ou melhor, no ano inteiro. Quando volto, gosto de ir pescar no Pantanal, ficar com a minha família, reunir os amigos para um churrasco. Se bem que só conseguir ir pescar uma vez só esse ano (risos)."
Sertanejo universitário
"A galera não sabe explicar muito bem o que o sertanejo universitário. Tudo o que está surgindo agora, leva esse rótulo. Mas o que é? Sertanejo universitário é da galera que se forma na faculdade? É ritmo só para quem vai à faculdade? Ou um estilo de música específico? Porque eu não fiz faculdade, meu público tem gente de 5 a 50 anos, e não só de universitário. Não acho que cante sertanejo universitário, não. Sou só sertanejo (risos)."
Vida pessoal
"Acho normal perguntarem da minha vida pessoal. Acho que é o sinal de que estamos fazendo a coisa certa. Acho que quando você está no caminho certo, a galera começa a falar mesmo. Encaro bem, já acostumei.Tem perguntas que as pessoas me fazem constantemente, como se estou namorando ou não. Mas não ligo, acho normal."
Gay? Eu?
"Meu 2010 foi perfeito. Fechei o ano sendo o maior vendedor de discos com 400 mil cópias. Quebrei o recorde da festa do Peão de Barretos, que é a maior festa de peão das Américas. Desde 1998 que não tinha tanta gente lá em um dia. No dia do meu show foram 220 mil pessoas, 15 milhões de pessoas assistiram ao meu show esse ano. Foram 250 shows, em 26 estados do país... Então acho que é normal a galera falar que sou viado, né? (risos)."
Fonte: EGO
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Príncipe saudita é acusado de espancar e assassinar companheiro gay
A promotoria britânica acusou nesta terça-feira um príncipe saudita de ter espancado, estrangulado e assassinado um serviçal em um hotel de luxo em Londres em um crime que teria elementos sexuais.
Bandar Abdulaziz, empregado do príncipe Saud Abdulaziz Bin Nasir Al-Saud, foi encontrado morto no Landmark Hotel, no bairro de Marylebone, no dia 15 de fevereiro.
Segundo a acusação, o príncipe cometeu o crime na cama do quarto que os dois dividiam.
Saud, que nega ser homossexual, admitiu ter matado o empregado, mas não que tenha tido a intenção de matar.
Crime
O príncipe e seu empregado estavam hospedados no hotel desde o dia 20 de janeiro em férias prolongadas.
Durante a audiência, foi revelado que a vítima sofreu várias agressões antes de morrer.
Entre os indícios apresentados estavam a presença de marcas de mordidas no rosto de Abdulaziz, o que, segundo a promotoria, indica "conotações sexuais óbvias". BBC Brasil
Bandar Abdulaziz, empregado do príncipe Saud Abdulaziz Bin Nasir Al-Saud, foi encontrado morto no Landmark Hotel, no bairro de Marylebone, no dia 15 de fevereiro.
Segundo a acusação, o príncipe cometeu o crime na cama do quarto que os dois dividiam.
Saud, que nega ser homossexual, admitiu ter matado o empregado, mas não que tenha tido a intenção de matar.
Crime
O príncipe e seu empregado estavam hospedados no hotel desde o dia 20 de janeiro em férias prolongadas.
Durante a audiência, foi revelado que a vítima sofreu várias agressões antes de morrer.
Entre os indícios apresentados estavam a presença de marcas de mordidas no rosto de Abdulaziz, o que, segundo a promotoria, indica "conotações sexuais óbvias". BBC Brasil
domingo, 1 de agosto de 2010
Não sou gay e um colega gay me assediou. O que fazer?
O melhor é dizer que isso não é a sua praia. Se ele insistir a ponto do insuportável, o jeito é juntar provas. O melhor documento é o e-mail. Imprima-os e guarde. Segundo passo: arranje testemunhas – quem assedia sexualmente não costuma fazer isso não apenas com uma pessoa. Terceiro: grave tudo.
Vale lembrar que estas instruções não valem apenas no caso de assédio do seu colega gay. Nesses casos é mais comum o cara se tocar e entender logo a sua posição. O cabeludo mesmo é no caso de assédio hétero de um homem a uma mulher. Os homens quando encucam acham mesmo que podem ganhar a mulher no cansaço.
Fonte da imagem: autorroteirista.blogspot.com
sábado, 17 de julho de 2010
Ricky Martin aplaude Argentina por liberar casamento gay
O cantor porto-riquenho Ricky Martin, que em março passado tornou pública sua orientação sexual, aplaudiu hoje a Argentina por ser o primeiro país da América Latina a autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
"A Argentina, nação pensante, tolerante e justa, faz história ao dizer sim ao casamento gay. É um exemplo para o resto da América Latina", assinala o artista no Twitter.
Ricky Martin anunciou em maço passado, também pelo Twitter, que é homossexual, o que lhe rendeu o reconhecimento de companheiros de profissão em várias partes do mundo e da comunidade gay em geral.
Ricky Martin chega para apresentação da coleção de Giorgio Armani, em Milão, no dia 22 de junho
Foto: AFP
Terra
"A Argentina, nação pensante, tolerante e justa, faz história ao dizer sim ao casamento gay. É um exemplo para o resto da América Latina", assinala o artista no Twitter.
Ricky Martin anunciou em maço passado, também pelo Twitter, que é homossexual, o que lhe rendeu o reconhecimento de companheiros de profissão em várias partes do mundo e da comunidade gay em geral.
Ricky Martin chega para apresentação da coleção de Giorgio Armani, em Milão, no dia 22 de junho
Foto: AFP
Terra
Assinar:
Postagens (Atom)









