sábado, 2 de março de 2013

Acusado de ter matado a namorada em Linhares pode alegar problemas psicológicos

Acusado pode alegar problemas psicológicos
Leonardo foi preso na última quarta-feira em Teixeira de Freitas, na Bahia, e atualmente divide uma cela com mais 13 detentos

Foto: Samira Ferreira
Leonardo Possato Bento, 23 anos, acusado de matar a ex-namorada, é preso na Bahia e levado para o DPJ de Linhares

O advogado de Leonardo Possato Bento, 24 anos, acusado de matar a ex-namorada em Linhares, admite a possibilidade de recorrer a laudos psiquiátricos para pedir redução da pena.

Leonardo foi preso na última quarta-feira em Teixeira de Freitas, na Bahia, e atualmente divide uma cela com mais 13 detentos na Penitenciária Regional de Linhares (PRL). Ele confessou ter matado a ex-namorada Paola Souza Magnago, 20, com seis tiros nas costas no último 7 de fevereiro no bairro Palmital, em Linhares. O jovem ficou foragido por 20 dias.

Até o momento, ele não recebeu visita do advogado Esmeraldo Melo Filho, que admite a possibilidade de utilizar como defesa no julgamento a hipótese de que Leonardo apresenta problemas psicológicos. Assim que foi preso, o pai do jovem, o lavrador José Bento da Costa Neto, afirmou: “Ele (o filho) precisa de acompanhamento médico. Antes de conhecer Paola, ele já precisava de tratamento”.

“Caso isso seja verdade, acompanhado dos laudos que comprovem, poderemos sim utilizar esse recurso no tribunal. Mas isso acarretaria somente em redução de pena e não em absolvição”, disse o advogado.

Antecedentes

Melo ressaltou ainda que não teve acesso ao inquérito policial da morte de Paola. Segundo ele, a primeira prisão de Leonardo, ocorrida em 2007, por um assalto à mão armada em um motel de Vila Velha, não deve influenciar no julgamento. “Cada caso é um caso. Ele será julgado por esse crime (morte de Paola), aquele que passou e ele já cumpriu a pena não deve surtir nenhum efeito agora”, disse.

O inquérito policial deve ser concluído pela Polícia Civil de Linhares na segunda-feira. “Ele vai responder pelo crime de homicídio qualificado, cometido com motivo fútil. A pena varia entre 12 e 30 anos”, disse o delegado Tiago Cavalcante, que assume a chefia do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares durante as férias de Fabrício Lucindo.(Com informações de Gustavo Pereira)

Fonte: A Gazeta

Nenhum comentário:

Postar um comentário