sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Oscar Pistorius teve as pernas amputadas aos 11 anos. Conheça a história

Oscar Pistorius nasceu com ausência congênita da fíbula em ambas as pernas e quando ele tinha 11 meses de idade, suas pernas foram amputadas meio caminho entre os joelhos e tornozelos.

Oscar Pistorius é um sul-africano de 25 anos. Ele nasceu sem a fíbula, um dos ossos responsáveis pela ligação entre o joelho e o tornozelo. Prestes a completar um ano de idade, os médicos colocaram o seguinte dilema nas mãos de seus pais: ou ele segue sua vida lidando com as dificuldades impostas pela deficiência ou amputa as pernas e tenta se adaptar às limitações que supostamente surgiriam. Aos pais, coube a difícil decisão de submeter o filho a uma operação delicada e a incerteza das conseqüências que ela implicaria. Ao filho, coube a adaptação. E Oscar se adaptou de maneira inédita, sem qualquer precedente na História do esporte.

Como utiliza as pernas artificiais desde que nasceu, Oscar não teve tempo e nem tem memórias suficientes para estranhar ou reclamar de sua condição. “Minha mãe tratava eu e meu irmão da mesma maneira: na hora de ir pra escola ela falava pra ele colocar o tênis e pra eu colocar as pernas”, ele lembra. Incentivado a praticar esportes desde pequeno, sempre gostou de jogar rugby, um dos esportes mais populares da África do Sul. Após sofrer uma lesão jogando o esporte, conhecido por não ser dos mais delicados, Oscar iniciou um tratamento que previa sessões de corrida. Com o tempo, viu que levava jeito pra coisa: menos de um ano depois, ele estava ganhando duas medalhas de ouro nos Jogos Paraolímpicos de 2004. Ele tinha 17 anos na época.

Após quebrar uma série de recordes e ganhar todos os títulos possíveis no paradesporto , Oscar começou a cultivar uma ideia em sua cabeça. Uma ideia que, para ele, representava nada além de uma etapa natural em seu ímpeto de ser o melhor atleta que poderia ser, mantra que repete em suas entrevistas. Mas, para o resto do mundo, seu plano soava como uma subversão perigosa, digna dos grandes feitos da Humanidade: ele queria correr contra competidores sem próteses, corredores com pernas.

Em 2008 ele ficou de fora das Olimpíadas de Pequim por 25 centésimos de segundo. Mas, mesmo se tivesse atingido o índice, era provável que não fosse autorizado a competir: algumas pessoas alegavam que sua prótese lhe poupava energia, fazendo-o correr mais se esforçando menos. Após uma série de polêmicas e batalhas judiciais, ele conseguiu provar que suas pernas artificiais não lhe ajudavam em nada. Em 2011, no Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, ele atingiu seu objetivo. Não foi campeão, mas mostrou que seu sonho era viável, que não devia nada a nenhum competidor de alto nível. Agora, nas Olimpíadas de Londres, ele foi convidado pela delegação sul-africana a integrar a equipe dos 400 metros rasos e revezamento 4x400. Ele será o terceiro atleta amputado a participar dos Jogos Olímpicos. Antes dele, o ginasta Oliver Halassy e o jogador de pólo aquático George Eyser já haviam feito o mesmo, mas desde 1936 a façanha não se repetia. No atletismo é a primeira vez.

Galileu

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