quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pílulas para tratar a disfunção erétil não produzem dependência química

Comprimido do sexo é seguro e garante prazer
Pílulas para tratar a disfunção erétil não produzem dependência química

Há poucos anos no mercado farmacêutico, os medicamentos para tratar a disfunção erétil revolucionaram a qualidade de vida da ala masculina. Mas ainda há vários mitos e dúvidas sobre a ação desses remédios. O Viagra (sildenafil) - o famoso comprimido azul -, o Levitra (vardenafil) e o Cialis (tadalafil) são alguns dos medicamentos mais receitados pelos médicos para tratar a doença, que é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção adequada para a prática da relação sexual.

Os especialistas esclarecem que os comprimidos são bastante seguros, não produzem dependência e apresentam efeitos colaterais mínimos. "O mecanismo de ação dos medicamentos é semelhante, o que varia é o tempo da ação no organismo (início e duração do efeito)", explica o urologista Carlos Emerich Gomes.

Apesar dos avanços, nem todos conseguem quebrar o silêncio e procurar um especialista para iniciar um tratamento. Além disso, há muitos mitos que rondam o assunto. Um deles é sobre o funcionamento da droga. Muita gente pensa que é só tomar o comprimido e ficar esperando para que a ereção aconteça, mas é necessário estímulo sexual. Quando o rótulo aponta que a duração do efeito é de até 36 horas - caso do Cialis-, isso significa que, nesse período, o homem manifesta maior facilidade, fica mais propenso a conseguir a ereção, destaca o urologista.

Alguns medicamentos podem ser comprados sem receita, mas o ideal, porém, seria que as drogas fossem vendidas mediante a prescrição médica. "O problema é que o próprio balconista da farmácia indica o uso. Mas é preciso garantir o acompanhamento do paciente e sua reação ao medicamento", diz o especialista.

Efeitos

Os efeitos colaterais são leves e passageiros. Entre eles estão rubor facial, congestão nasal e dor muscular. A única contraindicação é para quem sofre de cardiopatia grave. "Esses pacientes utilizam medicações para problemas coronarianos que provocam a dilatação das artérias e a interação dessas drogas é um risco", explica Emerich.

O uso recreativo e abusivo dos medicamentos também é arriscado. "Jovens que misturam os medicamentos com outras drogas podem acabar tendo uma ereção prolongada chamada priapismo, que exige medidas de tratamento urgente. Isso pode levar à fibrose no pênis e a consequências drásticas e danosas a ereções futuras", alerta o médico.

Como funciona a medicação

Tratamento
Vá ao médico
Somente o médico será capaz de apontar a melhor solução para o tratamento da disfunção erétil. Além da terapia, existem indicações de medicamentos, injeções e, dependendo do caso, até próteses penianas

Medicamentos
Os mais populares
Pioneiro, o Viagra (sildenafil) é a opção mais conhecida. O Levitra utiliza como princípio ativo o vardenafil. Seu diferencial está no fato de ser vendido em embalagens de uma unidade. Já a principal vantagem do Cialis (tadalafil) é o tempo de ação no organismo, que vai até 36 horas - contra 4 a 8 horas dos concorrentes

Dependência
Cuidado
A droga em si não causa dependência química, mas, conforme o caso, pode provocar dependência psicológica. Há casos de pacientes que não tinham problema médico nenhum e que, ao fazerem uso constante, passaram a ter ereção só quando tomavam o medicamento. A pessoa imagina que sem medicação não terá sucesso, em 50% dos casos, por mero efeito psicológico, isso realmente poderá acontecer.
(A Gazeta)

Nenhum comentário:

Postar um comentário