sexta-feira, 16 de março de 2012

Jejum de sexo não é sinônimo de crise

Jejum de sexo não é sinônimo de crise
O apetite sexual pode se perder em algum momento da vida, mas é preciso resgatá-lo
foto: Divulgação
O casal precisa resgatar o desejo pelo sexo com carinhos e mais romantismo

Mulheres gemem durante o sexo para acelerar o parceiro, diz estudo
Os homens não deveriam se deixar levar pelos gemidos de suas parceiras durante o sexo. Estudo realizado por duas universidades da Inglaterra revelam que os ruídos e gemidos da maioria das mulheres quando praticam sexo são intencionais, e têm objetivos bem específicos, como acelerar o clímax do parceiro e aumentar a autoestima dele.



Quando o clima está frio na cama, nem sempre é preciso entrar em desespero porque, segundo especialistas, o fato do casal não fazer sexo sempre não significa que há algo de errado na relação.

Há fases em que o desejo fica adormecido e a frequência passa ser menor. Só é preciso ter cuidado para que isso não se torne um hábito. O essencial é o casal saber resgatar o desejo.

A sexóloga Denise Galvêas diz que a escassez de relações pode ocorrer por vários motivos. Ela exemplifica que pode ser uma fase atrelada a problemas físicos e a causas orgânicas, como pós-parto, e até mesmo um agente externo, como desemprego, doença na família, problemas com os filhos.

"O casal só não pode deixar a situação virar rotina com o passar do tempo. Há casos em que mulheres e homens descuidam da relação e assumem o papel de pais ou viram mais amigos do que marido e mulher. Camaradagem em excesso pode atrapalhar", explica.

O desgaste promovido pela rotina costuma ser apontado como uma das principais razões para o desinteresse pela vida sexual. Malabarismo para pagar contas, pressões no trabalho e preocupações com a família, por exemplo.

Com a chegada dos filhos, isso fica ainda mais difícil porque crianças pequenas demandam energia e disposição. O sexo, que era prioridade no início da vida afetiva, perde espaço para o cotidiano.


"Há casais que ficam anos sem fazer sexo. Isso pode ocorrer por várias razões, um deles é não reservar espaço para os momentos a dois", ressalta Denise.

O maior desafio é encontrar o equilíbrio entre a vida doméstica e o erotismo, tão necessário no relacionamento amoroso. Especialistas defendem que o sexo precisa de dedicação, assim como a carreira e as finanças, por isso é necessário compromisso.

Sem cobranças
E quando um quer e o outro não? Nesse caso é preciso buscar a causa do desinteresse do parceiro, mas sem fazer cobranças.

"Isso pode piorar a situação. Existe também a cobrança social. A pessoa tende a comparar sua relação com o que é convencionado, buscando problemas que às vezes não existem", alerta a sexóloga.

Além disso, é preciso considerar as diferenças. Alguns têm o desejo mais intenso por sexo, outros nem tanto, o que atinge mais as mulheres.

Um estudo da Universidade de Hamburg-Eppendorf, da Alemanha, revela que, no início do relacionamento, 60% delas querem sexo com frequência.

Depois de quatro anos de união, o índice cai para 50%. Após 20 anos, chega a 20%. Entre os homens, o desejo permanece inalterado para 70% deles.

"Qualquer problema ou situação afeta muito mais o desejo da mulher do que o homem", diz a sexóloga Denise Galvêas

Quando o sexo não vai bem

Causas para ausência de sexo
Médicas: Pós-parto e doenças agudas e crônicas (como infecções vaginais e diabetes, respectivamente), acidentes (no caso de lesões da medula espinhal) ou medicações (como os antidepressivos) que inibem a resposta sexual

Psicológicas: 
Transtornos psicológicos (como a depressão), traumas relacionados a experiências sexuais negativas, mecanismos psicológicos de bloqueio, emoções perturbadoras e o sempre presente estresse

Vinculativas: 
O relacionamento do casal, em si, pode ser a causa principal de disfunções sexuais: conflitos, crises, comunicação disfuncional, violência, vínculo fraternal e ciúme são aspectos a considerar para a avaliação diagnóstica

Situacionais: 
Diferentes elementos do contexto social próximo ou de uma situação específica podem gerar influência patológica sobre a vida sexual. Problemas econômicos, exigências profissionais, desemprego, dificuldades familiares ou uma aposentadoria recente são alguns exemplos

Sexológicas: 
Causas ligadas a circunstâncias do próprio ato sexual, como excesso de expectativa, estilos sexuais incompatíveis, rotina sexual rígida e ausência de habilidades sexuais

Daniella Zanotti - A GAZETA

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